Duda Ramos propõe ações sociais com fundo da segurança pública

O projeto de lei 3601/2025, apresentado pelo deputado federal Duda Ramos (MDB-RR), propõe a destinação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para o financiamento de políticas públicas de prevenção da violência em comunidades classificadas como de alto risco social.

A proposta estabelece que os recursos poderão ser usados não apenas em medidas de segurança, mas também em ações voltadas à cidadania, inclusão social e fortalecimento da presença do Estado em territórios com alta vulnerabilidade. O objetivo, segundo o autor, é combater a violência com base em ações estruturantes, especialmente em locais marcados pela ausência de serviços públicos essenciais.

Deputado propõe usar verba da segurança para reduzir exclusão

Deputado propõe usar verba da segurança para reduzir exclusãoZeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

De acordo com o projeto, serão consideradas comunidades de alto risco social aquelas que reúnam três condições simultâneas: altos índices de violência letal ou crime organizado; carência de serviços públicos em áreas como saúde, segurança, educação e assistência social; e extrema vulnerabilidade socioeconômica agravada por exclusão territorial ou domínio de organizações criminosas.

Ações previstas

O texto permite o financiamento de ações como:

  • instalação e modernização de infraestrutura urbana (como iluminação pública e videomonitoramento);
  • mediação comunitária de conflitos e justiça restaurativa;
  • inclusão produtiva e capacitação de jovens em situação de risco;
  • articulação entre políticas de segurança pública e áreas como cultura, saúde mental, educação e assistência social

Combate à exclusão territorial

Na justificativa, Duda Ramos afirma que a repressão isolada tem se mostrado insuficiente em áreas de exclusão e que a prevenção integrada é essencial. “O projeto visa ampliar e qualificar o uso dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, garantindo que parte dos investimentos contemple territórios historicamente excluídos, marcados por violência extrema e ausência de serviços públicos”, argumenta o parlamentar.

O projeto também determina que o Poder Executivo será responsável por regulamentar os critérios de definição dessas comunidades, além de estabelecer diretrizes para o uso, controle e avaliação dos recursos.

A proposta aguarda encaminhamento para análise nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados.

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