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  • Réu é condenado a 40 anos de prisão por feminicídio em Mangabeira

    O 2º Tribunal do Júri da Comarca da Capital condenou um homem pelo assassinato de sua companheira, ocorrido em novembro de 2024, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. A sentença foi proferida pela juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão, após decisão do Conselho de Sentença que reconheceu, por maioria, a materialidade e autoria do crime de feminicídio. A pena aplicada foi de 40 anos de reclusão.

    O corpo da vítima foi encontrado em avançado estado de decomposição, no dia 10 de novembro de 2024, dentro da residência do casal. O laudo apontou que a mulher sofreu 15 golpes de faca.

    Durante a sessão plenária, o Ministério Público defendeu a condenação do réu nos termos da pronúncia, destacando as agravantes de reincidência, motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

    Já a defesa sustentou a tese de negativa de autoria, pedindo a absolvição. No entanto, os jurados rejeitaram os argumentos apresentados, respondendo afirmativamente aos quesitos que confirmavam a autoria e a materialidade do crime.

    A sentença destacou que, com a entrada em vigor da Lei nº 14.994/2024, o feminicídio passou a ser tipificado como crime autônomo no artigo 121-A do Código Penal, com penas que variam de 20 a 40 anos de reclusão.

    Segundo a magistrada, a mudança legislativa representa um avanço normativo e simbólico no enfrentamento da violência letal contra mulheres, reconhecendo o caráter estrutural e discriminatório desses crimes. A decisão também observou a aplicação do “Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero”, do Conselho Nacional de Justiça, que orienta o Judiciário a considerar as desigualdades históricas e estruturais sofridas por mulheres.

    Com base na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema 1.068 da repercussão geral, a juíza determinou a imediata execução da pena, independentemente da interposição de recursos. O réu permanecerá preso, com guia provisória expedida para início do cumprimento da condenação.

    A sentença enfatizou o caráter pedagógico-punitivo da pena, afirmando que o caso não se trata de um conflito isolado, mas de um fenômeno social de opressão e desigualdade de gênero. “O feminicídio constitui a manifestação mais extrema da violência de gênero, exigindo do Estado resposta jurídica adequada e comprometida com a erradicação dessa forma de opressão”.

    Por Lenilson Guedes

  • Ministério da Saúde realiza pesquisa por telefone fixo e celular para mapear os comportamentos de saúde dos brasileiros

    Ministério da Saúde realiza pesquisa por telefone fixo e celular para mapear os comportamentos de saúde dos brasileiros

    O Ministério da Saúde intensifica ações para ampliar a participação da população na pesquisa telefônica Vigitel 2025, iniciada em junho para mapear os comportamentos de saúde dos brasileiros. Mesmo diante de desafios, como a desconfiança em relação às ligações telefônicas, a pasta segue empenhada em garantir a coleta de dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, que orientam políticas públicas de prevenção e controle de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e seus fatores de risco e proteção, como o consumo alimentar, a atividade física, o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas.

    As ligações são feitas tanto para celulares, quanto para telefones fixos; a entrevista dura cerca de 12 minutos e precisa ser respondida por pessoa maior de 18 anos. Nas ligações para telefones fixos, antes da entrevista, é feito o levantamento de sexo e idade de todos os moradores do domicílio e um deles é sorteado para participar. Nesta edição de 2025, as ligações são feitas para telefones das capitais e de cidades do interior dos estados.

    Para o Vigitel 2025 foi planejada uma amostra de 65.680 entrevistas, dessas, cerca de 40% permanecem pendentes. Os telefones fixos têm apresentado maior dificuldade para o avanço da coleta de dados, tanto nas capitais, quanto no interior dos estados, especialmente na Região Norte (principalmente Acre, Amapá, Amazonas, Roraima e Tocantins); e na Região Nordeste (com destaque para Alagoas, Maranhão, Sergipe e Ceará). Já em relação aos telefones celulares, desafios têm sido encontrados especialmente no Amapá, Roraima, Santa Catarina e Amazonas. 

    A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, ressalta que todas as ligações são realizadas pelo Ministério da Saúde, com identificação oficial, e reforça a importância da participação: “Não se trata de trote nem de telemarketing. As respostas são fundamentais para embasar políticas, ações e programas voltados à redução da incidência e da gravidade das doenças crônicas”.

    As ligações são feitas por profissionais treinados, da empresa Expertise – Inteligência e Pesquisa de Mercado, contratada pelo Ministério da Saúde, e são seguras. Os entrevistadores não perguntam dados pessoais como CPF ou dados bancários. As únicas informações pessoais solicitadas são idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor da pele. Todas as informações são utilizadas apenas em conjunto, não sendo analisados ou divulgados dados individuais dos participantes.

    O Vigitel permanece em campo até que a amostra necessária seja atingida. Em caso de dúvidas, a população pode confirmar a legitimidade da pesquisa pelo telefone 136 ou pela página do Vigitel no portal do Ministério da Saúde.

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • Força Nacional do SUS inicia atuação no Círio de Nazaré, em Belém

    Força Nacional do SUS inicia atuação no Círio de Nazaré, em Belém

    A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) iniciou, nesta quarta-feira (9), a atuação durante o Círio de Nazaré 2025, em Belém (PA), uma das maiores manifestações religiosas do país. A missão ocorre até o dia 13 de outubro e integra o ciclo de preparação nacional para grandes eventos e emergências em saúde pública, contribuindo para o aperfeiçoamento de protocolos que serão aplicados durante a COP 30, em novembro.

    “A presença da FN-SUS no Círio reafirma o compromisso do Ministério da Saúde com a proteção da vida, organização da resposta a eventos de massa e o fortalecimento da capacidade local do SUS, garantindo que a fé e a devoção se expressem com segurança e cuidado com a saúde da população”, destacou o coordenador-geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli.

    O apoio foi solicitado pelo governo do Pará, com o objetivo de reforçar as ações de resposta em saúde durante a Transladação e a Procissão do Círio de Nazaré, que reúne cerca de 2 milhões de fiéis nas ruas de Belém.

    A missão conta com 15 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, e tem como objetivo garantir resposta rápida e integrada a emergências em saúde durante o evento, reforçando a capacidade local do SUS e assegurando o cuidado humanizado à população.

    Em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (SESPA), a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e outros órgãos de resposta, as equipes estarão posicionadas em pontos estratégicos do percurso da procissão.

    Atuação

    Durante o Círio, a Força Nacional do SUS atuará no apoio à instalação e funcionamento dos postos médicos e unidades de estabilização, além do apoio ao Círio Fluvial, a bordo do navio do Exército Brasileiro.

    A ação também contribui para o aperfeiçoamento dos planos de contingência e protocolos operacionais, consolidando a base de atuação que será empregada durante a COP-30, que ocorrerá em Belém, em 2025.

    Infraestrutura da Força Nacional do SUS na COP30

    A presença da Força Nacional do SUS é estratégica e demonstra o compromisso do Governo Federal em oferecer uma resposta em saúde robusta e organizada para um evento de grande porte. O Pará integra o ciclo nacional de capacitação da Força Nacional do SUS, que já contemplou formações em Brasília (DF) e Pernambuco (PE).

    Durante a COP30, essa estrutura será fundamental para proteger vidas, garantir atendimento de qualidade e projetar o Brasil como referência em resposta a emergências em saúde. A Força Nacional do SUS contará com:

    • Equipes assistenciais: médicos e enfermeiros com experiência em grandes eventos e fluência em inglês e espanhol, facilitando comunicação com delegações estrangeiras.
    • Postos médicos: atuação nos postos da Blue Zone e da Green Zone, oferecendo atendimento bilíngue e reforço à rede estadual.
    • Centro de Comando: participação no CIOCS (Centro Integrado de Operações Conjuntas em Saúde), garantindo monitoramento e resposta em tempo real.

    Vanessa Aquino
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde recebe 322 novos médicos especialistas que atuarão nas cinco regiões do país

    O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, e representantes da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e dos hospitais parceiros do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) realizam, nesta sexta-feira (10), em Campinas (SP), o acolhimento de 322 novos médicos especialistas, selecionados por edital, que atuarão, neste primeiro momento, em 156 municípios das cinco regiões do país, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas. A ação se estende até amanhã (11).

    A iniciativa tem como foco integrar os novos profissionais às instituições formadoras. Esse ciclo de formação e provimento de especialistas faz parte do Programa Agora Tem Especialistas e visa reduzir a demanda por atendimentos de média e alta complexidade nos estados e municípios. Para isso, a distribuição das vagas priorizou regiões com número de especialistas abaixo da média nacional. O programa busca diminuir o tempo de espera para atendimentos no SUS, ampliar o diagnóstico precoce e fortalecer as redes de atenção especializada à saúde.

    “É importante destacar que esses especialistas, distribuídos em 24 estados, estarão exatamente nas regiões de maior vulnerabilidade. Cerca de 60% dos profissionais atuam em municípios do interior, enquanto os demais estão em regiões metropolitanas, principalmente nas capitais do Norte, que também apresentam escassez de especialistas. Tivemos o cuidado de considerar tanto a especialidade quanto a necessidade indicada pelos estados e municípios para alocar esses médicos, priorizando regiões de vulnerabilidade”, reforçou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

    A programação do evento incluirá discussões sobre formação, com a realização da mesa-redonda “Fortalecimento da Atenção Especializada no Sistema Único de Saúde: diálogos sobre o Programa Agora Tem Especialistas e o Programa Mais Médicos”, dos painéis “Projeto Mais Médicos Especialistas: inovação na formação em serviço de médicos especialistas” e “Protagonismo de médicos especialistas no cuidado integral: o SUS que queremos construir, além de grupos temáticos voltados ao aprimoramento dos profissionais.

    Metanol

    Durante o evento, também será ministrada a aula “Manejo Clínico da Intoxicação por Metanol”, pelo coordenador do Programa de Residência Médica em Medicina de Emergência da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mário Franco. O objetivo é prepará-los para a adoção dos protocolos adequados de atendimento. O manejo clínico envolve suporte vital imediato, correção da acidose metabólica e uso de antídotos específicos (fomepizol ou etanol).

    Formação diferenciada

    Os profissionais participarão de cursos de aprimoramento com carga horária compatível e conteúdo programático voltado à formação em serviço, promovidos e certificados por instituições e entidades parceiras com reconhecida atuação nacional na formação médica especializada.

    Segundo o secretário Felipe Proenço, os 16 cursos de aprimoramento oferecidos pelo programa foram estruturados para suprir as áreas que mais necessitam de avanços na qualidade e na oferta de atendimento. “Teremos aprimoramentos em anestesiologia, cirurgia geral, ginecologia e em áreas oncológicas, como patologia e radioterapia, todas críticas para o Sistema Único de Saúde. Fizemos esse chamado e tivemos grande adesão ao programa, com ampla mobilização das universidades, da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e dos hospitais de excelência do Proadi-SUS”, destacou.

    As atividades incluem imersões presenciais em ambientes de prática (polos regionais), supervisões em serviços de referência, atividades educacionais a distância (síncronas e assíncronas) e mentorias remotas ou presenciais, realizadas em serviços públicos ou conveniados ao SUS. O foco é o desenvolvimento de competências clínicas e cirúrgicas prioritárias.

    A formação será ofertada por instituições como AC Camargo Cancer Center, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês, além da Ebserh e da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS).

    Segunda chamada 

    Também estão abertas, até o dia 12 de outubro, as inscrições para a segunda chamada do Mais Médicos Especialistas. O objetivo é alcançar o provimento de 500 novos especialistas até o fim de 2025. As inscrições podem ser realizadas na plataforma da UNA-SUS, mediante o preenchimento de formulário.

    Os aprovados serão convocados conforme a disponibilidade de vagas nas instituições formadoras. Podem participar profissionais com especialização nas áreas de anestesiologia, cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia oncológica, ginecologia, endoscopia, coloproctologia, gastroenterologia, obstetrícia, cardiologia, oncologia clínica, radiologia e otorrinolaringologia.

    Nádia Conceição 
    Ministério da Saúde

  • Justiça em Números: TRF5 é destaque em tempo de tramitação e taxa de congestionamento Última atualização: 10/10/2025 às 13:08:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 foi destaque, mais uma vez, no Relatório Justiça em Números. O documento é publicado anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para dar publicidade e transparência às ações do Poder Judiciário. De acordo com a edição 2025 da publicação (ano-base 2024), o TRF5 obteve bons resultados em vários quesitos do segmento Justiça Federal, entre eles tempo de tramitação de processos, tempo médio para prolação de sentenças no primeiro e segundo graus, justiça gratuita, conciliação em títulos extrajudiciais e taxa de congestionamento.

    De acordo com o relatório, o TRF5 apresenta os melhores índices entre os tribunais regionais federais quando se trata de tempo de tramitação dos processos. O Tribunal tem o menor tempo médio de tramitação dos processos pendentes e baixados entre os TRFs, com 2 anos e 9 meses para processos pendentes e 1 ano e 4 meses, para processos baixados. Em relação ao tempo médio de tramitação dos processos pendentes e baixados na fase de conhecimento de primeiro grau, o TRF5 se destaca, com 1 ano e dois meses e 1 ano, respectivamente. Já o tempo de tramitação do processo baixado na execução fiscal é 6 anos e 4 meses e o tempo de tramitação do acervo de execução fiscal, de 5 anos e 7 meses. Em todos esses quesitos o TRF5 obteve a melhor colocação.

    O TRF5 também obteve os melhores resultados em relação ao tempo médio do início do processo até a sentença no segundo grau e no primeiro grau (8 meses e 1 ano e 7 meses, respectivamente), bem como ao tempo médio do início do processo até a sentença nas fases de execução e conhecimento no primeiro grau, sendo de 5 anos e 1 mês, na fase de execução, e de 10 meses, na fase de conhecimento.

    Taxa de congestionamento

    Quando se trata de taxa de congestionamento nas fases de execução e conhecimento, na primeira instância, o TRF5 também tem os melhores índices: 50%, na fase de conhecimento e 57%, na de execução.

    JFAL: IPC-Jus de 100%

    O Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus) é uma medida que busca resumir a produtividade e a eficiência relativa dos tribunais em uma pontuação única, ao comparar a eficiência otimizada com a aferida em cada unidade judiciária. Nesse quesito, o destaque foi a Seção Judiciária de Alagoas, que alcançou 100%.

    Conciliação

    Levando-se em consideração os processos de execução de títulos executivos extrajudiciais não fiscais, avaliado para os tribunais regionais federais, o TRF5 foi o melhor, com 23,8%, seguido do TRF1, com 17,1%, enquanto o índice geral foi de 11,6%.

    Execução fiscal

    Ainda segundo o documento, a Justiça Federal leva uma média 12 anos e 2 meses para baixar um processo de execução fiscal, destacando-se o TRF5 e o TRF4, com tempos médios, respectivamente, de 6 anos e 4 meses e 7 anos e 9 meses. Já o acervo de execução fiscal da Justiça Federal leva uma média de 7 anos e 7 meses em tramitação, destacando-se mais uma vez, o resultado do TRF5, que registrou um acervo com 5 anos e 7 meses de tempo médio.

    Justiça gratuita

    O Tribunal obteve também o melhor percentual de processos de justiça gratuita arquivados definitivamente por Tribunal Regional Federal, com 27%.

    Saiba mais sobre o desempenho do TRF5 no Anuário da Justiça Federal 2025.

     

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • TJPB publica editais de vacância para Comarcas de Cajazeiras, Sousa e Cabedelo

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) divulgou nesta sexta-feira (10) mais quatro editais de vacância referentes às Comarcas de Cajazeiras, Sousa e Cabedelo, todas de entrância final. Os atos, assinados pelo presidente do Poder Judiciário estadual, desembargador Fred Coutinho, foram publicados na edição do Diário da Justiça eletrônico.

    Os Editais de Vacância nº 95 e 97/2025 tratam da remoção por merecimento e correspondem, respectivamente, à 3ª Vara Mista de Cajazeiras e ao Juizado Especial Misto de Cabedelo. Já os Editais nº 96 e 98/2025, com base no critério de antiguidade, são destinados à 4ª e 7ª Varas Mistas da Comarca de Sousa.

    Juízes e juízas interessados(as) têm o prazo de cinco dias corridos, conforme o artigo 66 da Lei nº 9.784/99, a partir da data da publicação, para realizar a inscrição por meio do Sistema SEI, encaminhando o processo à Gerência de Primeiro Grau.

    Por Marcus Vinícius

     

  • TJPB promove mutirão de conciliação de multas ambientais em parceria com a Semam

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    Mutirão será realizado no Fórum Cível da Capital

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio do Núcleo de Gestão Socioambiental (NGSA) e Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), promoverá um mutirão de conciliação referente às multas ambientais notificadas pela Secretaria de Meio Ambiente (Semam), no município de João Pessoa. A ação ocorre de 13 a 17 de outubro, no Fórum Cível da Capital e faz parte da programação da Semana Nacional de Sustentabilidade. Mais de 50 processos serão colocados para negociação. 

    A iniciativa integra o Termo de Cooperação Técnica firmado entre o TJPB e a Semam, com o objetivo de desenvolver ações voltadas à sustentabilidade, como o plantio de mudas, a realização de atividades educativas ambientais e o fortalecimento da cultura de conciliação, tendo como base a expertise do Poder Judiciário na mediação de conflitos.

    O juiz Kleyber Trovão, coordenador Nupemec, destacou a importância da conciliação para regularização de pendências jurídicas. “Buscaremos promover acordos relacionados às multas aplicadas pela Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa, possibilitando aos cidadãos a regularização de suas pendências com condições facilitadas, descontos e até mesmo compensações ambientais. Dessa forma, contribuímos para a efetividade das políticas públicas ambientais, fortalecemos a cultura da conciliação e incentivamos práticas sustentáveis que geram benefícios concretos para toda a população”, expressou.

    Viviane dos Santos Sousa, do Núcleo de Gestão Socioambiental, ressaltou a importância da oportunidade. “Trata-se de um momento importante, em que os convocados terão a oportunidade de assinar termos de conciliação por meio de um diálogo construtivo, buscando a resolução amigável das situações decorrentes das multas administrativas aplicadas pela Semam e a reversão dos valores para ações de compensação ambiental”, falou.

    O secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Welisson Silveira, também reforçou que essa será uma grande oportunidade para o cidadão. “A parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente e o Tribunal de Justiça da Paraíba reforça o nosso compromisso com a conciliação e a responsabilidade ambiental. A Semana da Conciliação é uma oportunidade importante para que cidadãos e empresas possam negociar e regularizar suas pendências de forma justa e acessível, especialmente aquelas relacionadas a multas ambientais”, colocou.

    Serviço – O Fórum Cível de João Pessoa fica na Avenida João Machado, s/n – Jaguaribe, e o Nupemec está localizado no 7º andar.

    Por Nice Almeida

     

  • Julgamentos históricos do TJPB despertam interesse e curiosidade de alunos da Uninassau

    Foto da visita de estudantes ao Museu
    Estudantes da Uninassau em visita ao Museu do TJPB

    Casos com julgamentos emblemáticos, que marcaram a história da Justiça paraibana, como o da Preta Gertrudes, da Botija de Tristão e Angélica e a Apelação Criminal envolvendo o cangaceiro Lampião, despertaram a atenção e a curiosidade dos estudantes do Curso de Direito da Uninassau, e um turista de Campina Grande, que, na manhã desta sexta-feira (10), conheceram o Museu do Poder Judiciário do Estado da Paraíba.

    A vinda desta turma, dentre outras, faz parte do projeto ‘Conheça o Palácio da Justiça e sua História’, uma iniciativa da Comissão de Cultura e Memória do Tribunal de Justiça da Paraíba, presidida pelo desembargador Onaldo Rocha de Queiroga. 

    Os alunos percorreram um roteiro, orientados pelo servidor Marcos Alcântara, no qual visitaram não só o Museu do TJPB, mas também, o Pleno Histórico, o Salão Nobre, a Sala de Sessões do Pleno do Tribunal e a Cripta do presidente Epitácio Pessoa.  

    Foto dos alunos no antigo Pleno
    Universitários visitam a antiga Sala de Sessões do Tribunal

    Durante a visita, na Sala de Sessões do Pleno Histórico, os estudantes tiveram a oportunidade de acompanhar a sessão da Quarta Câmara Especializada Cível e receberam as boas-vindas da desembargadora Ana Carla Lopes. Além disso, os alunos conheceram a Sala de Sessões do Tribunal Pleno, ocasião em que o diretor Especial do TJPB, Robson Cananea, teceu explicações sobre o funcionamento dos julgamentos no local.

    Responsável por acompanhar os alunos, o professor Luciano Honório destacou a importância da aula de campo para os estudantes. “É um momento significativo para que eles conheçam a história da Justiça paraibana, compreendam a construção histórica e se preparem para o mundo jurídico, enriquecendo sua formação como cidadãos”, ressaltou.

    Animada por conhecer o Museu do Poder Judiciário pela primeira vez, a aluna Maria Clara da Costa disse ser fascinada pela história, e que a visita era uma oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre o direito, além de ser uma inspiração para sua futura carreira. “Que eu possa me descobrir como uma profissional do direito, e quem sabe um dia eu possa trabalhar aqui”, exaltou.

    Julgamentos históricos expostos no Museu do TJPB

    O acervo de documentos expostos no Museu do Poder Judiciário é diversificado e importante, com peças processuais antigas e marcantes na história do judiciário estadual, datadas desde o tempo do Brasil Império. Um exemplo é o do Caso da Preta Gertrudes. Este foi um Embargo com Vigor de Penhora, envolvendo a escrava, preta Gertrudes Maria, de 1828, em Parahyba (atual João Pessoa), no qual ela recorreu à Justiça para não ser vendida em praça pública, como pagamento de uma dívida, e, para que isso não acontecesse, travou uma guerra judicial pela própria liberdade.

    Há, também, a Botija -Tristão e Angélica – O caso real de uma botija que o premiado ganhou e, por medo dos espíritos e também para a botija não se encantar, convidou um pai de santo para ajudar a arrancar e dividir com ele o ouro, mas o pai de santo enganou o agricultor dono da botija e ficou com o todo o ouro e lhe entregou o caixote cheio de pedra e carvão. O problema foi parar na delegacia de Itapororoca, e depois de transformado inquérito policial, resultou no processo judicial, que foi apreciado pelo promotor de Justiça e o juiz da Comarca de Mamanguape. O processo tramitou na Justiça no período de 1995 a 2007.

    Por fim, tem o caso envolvendo uma denúncia contra Virgulino Ferreira, popularmente conhecido por ‘Lampião’. O processo, do ano de 1929, se refere ao Auto de Processo Judicial – Apelação Criminal, que tramitou no Tribunal do Júri da Comarca de Princesa Isabel.

    Interessados em visitar o Museu do Poder Judiciário da Paraíba podem realizar o agendamento pelos telefones: (83) 98657-7058 (WhatsApp). O agendamento também pode ser feito por e-mail – museu@tjpb.jus.br.

     Por Lila Santos

    Fotos: Ronaldo Orlando

     

     

  • TJPB participa de capacitação com foco no atendimento a mulheres vítimas de violência

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    Foto da juíza Graziela durante palestra

    Juíza Graziela Queiroga proeferindo palestra

    Equipes da Ronda Maria da Penha participaram, na última quinta-feira (9), de mais uma capacitação voltada a aprimorar o atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e de gênero. O encontro aconteceu na sede do Procon-JP, no bairro de Tambiá, e foi promovido pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SPPM) e da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Semusb).

    A atividade contou com a presença de autoridades que atuam diretamente no enfrentamento à violência contra a mulher na Paraíba, entre elas a juíza Graziela Queiroga, coordenadora da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). A magistrada foi uma das palestrantes, ao lado da delegada da Mulher, Walnísia Melo Chaves, e da psicóloga Géssica Freitas, especialista em violência de gênero e diversidade humana pelo TJPB e mestranda em neurociência cognitiva e comportamento pela UFPB.

    Os temas abordados incluíram prisão em flagrante no contexto de violência contra a mulher, medidas protetivas, avanços da Lei Maria da Penha e a relação entre neurociências e violência doméstica.

    A participação da Coordenadoria da Mulher do TJPB reforçou o compromisso do Judiciário paraibano na articulação de políticas públicas e na capacitação de equipes que atuam na proteção das vítimas. Para a juíza Graziela Queiroga, encontros como esse fortalecem a rede de apoio e ampliam o olhar sobre as múltiplas dimensões da violência de gênero.

    A secretária executiva de Segurança Urbana e Cidadania, capitã Rebeca Barros, ressaltou a importância da iniciativa para garantir acolhimento adequado. “Quando as mulheres ligam para os canais de denúncia, como o 190, 153 e 197, querem ser bem atendidas e acolhidas. Esse é o nosso papel enquanto poder público”, afirmou.

    Já a coordenadora da Ronda Maria da Penha de João Pessoa, Hellen Maciel, destacou o valor das capacitações contínuas. “Sempre é bom e necessário se reciclar para adquirir novos conhecimentos. Esta ação é muito valiosa para deixar a equipe atualizada e preparada para essas demandas tão sensíveis”, disse.

    Também participaram da atividade a subcomandante da Ronda Maria da Penha, Surama Soares, e a chefe de ações da Ronda Maria da Penha, Erika Ramalho.

    Gecom-TJPB

     

     

  • Coinju promove série de atividades para fortalecer rede de proteção à criança e ao adolescente

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    Coinju promove série de atividades

    O uso de telas na primeira infância, o poder da arte como ferramenta para educação em direitos e a formação de magistrados(as) e servidores(as) para atuarem no depoimento especial. Todos esses temas estão em evidência na programação do mês da criança preparada pela Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju), do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). 

    Entre as ações do projeto ‘Mês da criança e do adolescente no Judiciário Paraibano’ está a produção de um podcast onde será debatido o tema ‘Os efeitos do uso de telas na primeira infância: riscos, limites e oportunidades’. A conversa buscará orientar pais, cuidadores e profissionais sobre como a tecnologia impacta o desenvolvimento cerebral, social e emocional das crianças de 0 a 6 anos. O podcast vai ao ar dia 17 de outubro, às 9h.

    No dia 23, a Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) realiza o ‘Curso de formação em depoimento especial’, voltado para magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judiciário.

    Já no dia 24, será a vez de uma imersão no mundo das artes e dos direitos. A ação ‘Manhã de arte e direito na Esma’, combina a apreciação artística com a expressão criativa, incentivando as crianças a refletirem e se manifestarem sobre seus próprios direitos. A atividade será promovida a partir das 8h30 e terá um tour guiado, oficina de desenho em Mangá e uma exposição com os trabalhos desenvolvidos pelas crianças participantes.

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    Juíza Maria dos Remédios Pordeus

    Programação ilimitada – A juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa, coordenadora da Infância e Juventude do TJPB, destacou que a programação para o mês da criança não é uma ação pontual e que o Coinju estende a discussão em torno da garantia de direitos às crianças e aos adolescentes por todos os dias do ano. 

    “Nosso propósito é dar continuidade a esse movimento, tornando-o parte do cotidiano do Judiciário e da rede de proteção. Queremos que essas iniciativas ultrapassem o mês da criança e se consolidem como práticas duradouras, alinhadas ao planejamento da Coordenadoria e ao fortalecimento da política de garantia de direitos”, destacou a juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa.

    Mês da Criança – As ações do projeto ‘Mês da criança e do adolescente no Judiciário Paraibano’ foram iniciadas com o lançamento da a cartilha ‘Depoimento Especial – Huguinho vai à Justiça’, que explica, em linguagem simples e lúdica, como ocorre esse tipo de audiência, na quarta-feira (08). 

    Durante o evento, também foi exibida a versão em vídeo da cartilha, que amplia o alcance das informações não apenas às crianças e adolescentes, mas também aos seus pais e responsáveis, promovendo uma compreensão mais ampla sobre o procedimento do depoimento especial.

    Por Nice Almeida