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  • Abertas as inscrições para a oficina sobre letramento racial e práticas antirracistas no atendimento ao público Última atualização: 24/10/2025 às 17:09:00

    Estão abertas as inscrições para a oficina formativa “Letramento Racial e Práticas Antirracistas no Atendimento ao Público Interno e Externo”. A ação é uma das atividades previstas para o Mês da Consciência Negra no Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, integrando o ciclo de eventos “Letramento para Equidade Racial” e o Plano Regional de Capacitação de Servidores e Servidoras da 5ª Região. 

    As inscrições podem ser realizadas por meio de formulário eletrônico, até o dia 05/11. As aulas serão realizadas no formato virtual síncrono, nos dias 10 e 11/11, das 9h às 12h, através da plataforma Zoom.   

    A oficina será conduzida pela instrutora Suzana Coelho Conceição, fundadora da empresa Afetto, especialista em práticas educativas voltadas à diversidade, à equidade racial e à promoção de ambientes institucionais inclusivos. A coordenação é da Divisão de Desenvolvimento Humano (DDH) do TRF5. 

    Durante as aulas, serão abordados os temas “Raça, racismo e reconhecimento: entendendo as estruturas” e “Identidade e práticas antirracistas no cotidiano institucional”. O objetivo é aprofundar o letramento racial dos(as) participantes, promovendo reflexões e práticas antirracistas no cotidiano do trabalho, especialmente entre integrantes da Corte que atuam no atendimento ao público interno e externo. A proposta busca ampliar o compromisso institucional com a promoção da equidade racial, fortalecendo o papel da Justiça Federal como espaço de respeito, acolhimento e cidadania. 

    As ações do Mês da Consciência Negra são uma iniciativa do Comitê da Equidade Racial (COER) e da Gestão do Pacto pela Equidade Racial. Além da oficina, a programação do Novembro Negro contará com palestras, exposições e um webinário.  

    Participe! Clique aqui, acesse o formulário e inscreva-se.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • MPPB e Fundac debatem socioeducação em meio fechado e semiliberdade em JP

    MPPB e Fundac debatem socioeducação em meio fechado e semiliberdade em JP

    O Ministério Público da Paraíba e a Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente “Alice de Almeida” (Fundac/PB)  realizaram uma reunião estratégica, nessa quinta-feira (23/10), para discutir o aprimoramento da socioeducação em meio fechado e semiliberdade. A reunião teve a participação da 35ª Promotora de Justiça de João Pessoa, Cristiana Vasconcellos; do presidente da Fundac, Flavio Moreira, e técnicos do órgão. 

    O encontro teve como foco principal a melhoria do ensino nas unidades socioeducativas, garantindo o acesso à profissionalização para os jovens. Além disso, foram abordadas as otimizações na elaboração e acompanhamento dos Planos Individuais de Atendimento (PIAs), visando um processo socioeducativo mais eficaz.

    Outras questões discutidas na reunião foram relativas ao Eixo Pós-Medida, relacionadas ao acompanhamento de adolescentes após o cumprimento de medida socioeducativa, e os fundos recursais destinados a essas políticas públicas.

    A promotora Cristiana Vasconcelos destacou a importância dos temas discutidos: “sobretudo, o que fora ponto central das discussões, que focou na necessidade de fortalecer o atendimento em rede, garantindo um reflexo positivo na ressocialização dos adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade, ao saírem do contexto de medidas privativas de liberdade para o meio aberto. Enquanto não houver essa preocupação e cuidado, não se pode falar em ressocialização.”

  • Coinju utiliza a arte para ensinar sobre direitos a crianças de escola municipal

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    Crianças vivenciaram uma manhã de arte e direitos, na Esma, onde foram recepcionadas pelas magistradas Maria dos Remédios e Antonieta Maroja e equipe da Coinju

    Olhos atentos, mãos inquietas, ansiedade na medida certa. Essas foram as expressões transmitidas por alunos(as) do 4º ano da Escola Municipal Professor Abraão Alves de Carvalho, de João Pessoa, nesta sexta-feira (24), durante a manhã de arte e direitos promovida pela Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju), do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), na Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma).

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    Antonieta Maroja falou sobre as personalidades em obra de arte

    Diante de tanta novidade apresentada, as crianças puderam acessar um portal de conhecimento que as ensinou sobre direitos do jeitinho que elas mais gostam, brincando. A ação começou com um passeio guiado, conduzido pela diretora adjunta da Esma, juíza Antonieta Maroja, que explicou de forma simples e cativante quem são os artistas e as personalidades retratadas na obra exposta na Esma, e qual a história de cada uma. A coordenadora da Coinju, juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa.

    “Nós esperamos, através desta aproximação das crianças e adolescentes, desmistificar a nossa missão de julgar e a nossa missão pacificadora da sociedade que, afinal de contas é o nosso maior mister, acho que é o mais importante que temos a oferecer. É muito lindo ver a forma como elas procuram demonstrar que conhecem algum direito e a forma genuína como elas nos perguntam sobre aquilo que elas têm curiosidade, vê-las compreender o Direito e saberem que são verdadeiramente cuidadas pelo Poder Judiciário”, comentou a juíza Antonieta Maroja.

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    Professora Anna Camila

    A professora Anna Camila Pontes Krzyzaniak revelou que todos estavam encantados com a oportunidade. “Para eles, é um momento histórico. Muitas dessas crianças nunca saíram da região onde moram. Chegar aqui foi um dia diferente. Dá para ver no olhar, dá para ver a emoção que eles têm, estar aqui. A gente percebe enquanto professor que isso mexe. Sabendo o direito que eles têm, eles podem ter um potencial maior, dá um olhar que eles podem crescer e serem advogados, juízes, pessoas de bem”, declarou.

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    Alunos participam de oficina de arte e e ganharam kit de lápis

    Oficina de desenho – Após o tour, foi oferecido um lanche para as crianças num ambiente festivo e cheio de sorrisos. Em seguida, elas participaram de uma oficina de ilustração, momento em que cada uma recebeu material de desenho e foi incentivada a criar seu próprio personagem ou uma pequena história em quadrinhos que representasse um direito considerado importante.

    Todas foram presenteadas com a entrega de um pequeno certificado de participação e um kit composto por lápis de cor, bloquinho, lápis e apontador.

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    Davi Oliveira

    Davi Oliveira, de 9 anos, foi um dos mais participativos e estava encantado com as artes e histórias dos personagens apresentados durante o passeio. “Eu achei muito bom, porque tem várias culturas, lugares diferentes e muito legais”, falou.

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    Anny Ellen

    Anny Ellen Lourenço, de 10 anos, também estava empolgada com o momento. “Eu amei, foi perfeito. A gente teve um dia diferente do que ficar só na escola. Foi muito legal. Eu acho bem legal a experiência. Aprendi que cada imagem tem um significado muito grande”, disse. 

    Mês da Criança – A manhã de arte e direito fez parte das ações do projeto ‘Mês da criança e do adolescente no Judiciário paraibano’ iniciadas com o lançamento da cartilha ‘Depoimento Especial – Huguinho vai à Justiça’, que explica, em linguagem simples e lúdica, como ocorre esse tipo de audiência. Toda a programação está sendo desenvolvida pela equipe da Coinju, coordenada pela juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa.

    Por Nice Almeida

  • Presidente do TJPB recebe visita do deputado Cabo Gilberto

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    O desembargador Fred Coutinho recepcionou Cabo Gilberto

    O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, recebeu a visita de cortesia do deputado federal Cabo Gilberto (PL-PB). O encontro entre o chefe do  Poder Judiciário paraibano e o parlamentar aconteceu na manhã desta sexta-feira (24), no Palácio da Justiça.

    Durante o encontro, temas diversos do interesse da sociedade paraibana fizeram parte da conversa entre o desembargador-presidente e o parlamentar.  “Recebemos, na manhã de hoje, o deputado federal paraibano, Cabo Gilberto, a quem queremos agradecer pela visita de cortesia”, declarou Fred Coutinho. 

    Ao final do encontro, o deputado Cabo Gilberto informou que pontos atinentes ao Centro Histórico de João Pessoa e a questão da segurança pública foram, entre outros, assuntos da conversa entre ele e o presidente do Tribunal, por se tratarem de temas do interesse da sociedade paraibana. 

    “Foi uma visita de cortesia ao presidente do Poder Judiciário; a propósito, um encontro muito positivo. Na ocasião, conversamos assuntos do interesse do povo paraibano, a exemplo da permanência do Tribunal  no Centro Histórico da Capital”, comentou o parlamentar.

    Por Valter Nogueira 

  • TJPB vai executar plano estratégico para ampliar resultados no Prêmio CNJ de Qualidade 2026

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    Prêmio CNJ de Qualidade 2026 foi pauta da reunião

    Um plano de trabalho estratégico será desenvolvido pelo Tribunal de Justiça da Paraíba com o objetivo de ampliar o desempenho da instituição no Prêmio CNJ de Qualidade 2026 – iniciativa anual do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que reconhece e estimula os tribunais brasileiros a aprimorarem a gestão e a prestação de serviços judiciais. 

    Os detalhes do planejamento foram discutidos e validados nesta sexta-feira (24) pelo presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, e por sua equipe.

    “Agradeço a cada um aqui pelo desenvolvimento da ferramenta e do planejamento. Agora, vamos trabalhar para alcançar as metas estabelecidas, convocando todos os servidores, servidoras, magistradas e magistrados ao engajamento com este projeto”, destacou o presidente do Tribunal.

    O plano é fruto da atuação conjunta da Diretoria de Governança e Gestão Estratégica (Digov) e do Centro de Inteligência e Inovação, ambos do TJPB.

    Para o diretor de Governança, Bruno Oliveira, embora o planejamento leve em consideração o Prêmio 2026, diversas ações deverão ser implementadas imediatamente, com ênfase na consolidação de uma mudança cultural dentro do Tribunal.

    “Em dezembro, vamos participar da entrega do Prêmio CNJ de Qualidade 2025, mas já estamos antecipando o planejamento para 2026,em busca da constante evolução do nosso desempenho”, explicou Bruno.

    O diretor adiantou ainda que no início de novembro será feito o lançamento oficial do plano de trabalho, com a finalidade de detalhar as ações imediatas para otimizar os indicadores do TJPB.

    Durante a reunião, a gerente de Planejamento do TJPB Caroline Leal apresentou o panorama dos resultados em 2025 e também demonstrou a metodologia de controle e acompanhamento das ações previstas no plano

    O trabalho contempla iniciativas voltadas aos eixos de Governança, Dados e Tecnologia, Produtividade e Transparência. Cada eixo contará com um supervisor responsável por acompanhar as atividades executadas pelos coordenadores de cada área.

    Além disso, será expedido Ato Conjunto pelo TJPB e Corregedoria-Geral de Justiça, instituindo grupos de trabalho permanentes para atuar em tópicos específicos relacionados ao Prêmio CNJ de Qualidade.

    Por Gabriela Parente
     

  • XIV Encontro Nacional dos Usuários do PJe é encerrado com balanço positivo no TJPB

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    Foto dos Participantes do evento

    Evento reuniu representantes de mais de 20 tribunais e do CNJ

    Após uma manhã dedicada a palestras sobre aprimoramento e automatização de fluxos no Processo Judicial Eletrônico (PJe), o XIV Encontro Nacional dos Usuários do PJe foi encerrado com sucesso na tarde desta sexta-feira (24), no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), em João Pessoa.

    O evento reuniu representantes de mais de 20 tribunais brasileiros e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), promovendo o diálogo sobre inovações tecnológicas, integração de sistemas e intercâmbio de experiências entre as instituições.

    O encerramento foi conduzido pelo juiz auxiliar da Vice-Presidência do TJPB, Max Nunes, que agradeceu aos integrantes do Comitê, aos representantes do CNJ, aos tribunais participantes e à equipe da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec) pelo empenho e pelas contribuições apresentadas durante os dois dias de atividades.

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    Juiz Max Nunes (Centro) fez o encerramento do evento

    “Foram momentos de integração e convivência que evidenciaram a importância de mantermos essa rede colaborativa. Que as ideias aqui nascidas possam ser

    efetivadas e que a Paraíba tenha inspirado não apenas a vontade de retornar, mas também de produzir, inovar e avançar”, destacou o magistrado.

    O diretor de Tecnologia da Informação do TJPB, Daniel Ayres de Melo, ressaltou que o encontro foi uma verdadeira maratona de discussões sobre inovação.

    “Passamos dois dias inteiramente dedicados ao PJe, que é um patrimônio do Brasil. Os tribunais que trouxeram seus trabalhos estão de parabéns, vimos

    projetos inovadores que serão compartilhados e certamente vão enriquecer todo o ecossistema do PJe”, avaliou.

    Já o presidente do Comitê Nacional do PJe, juiz Diego Cabral, fez um balanço positivo do evento e destacou os avanços alcançados. 

    “Os objetivos que tinham sido traçados para o evento foram todos atingidos. Voltamos para casa motivados a seguir desenvolvendo novas soluções”, concluiu.

    Os temas abordados podem ser consultados na PROGRAMAÇÃO – clique aqui

    Por Gabriela Parente

    Fotos Ednaldo Araújo 

  • Ministério da Saúde apresenta resultados do Inquérito Nacional de Incapacidades da Hanseníase

    O Ministério da Saúde (MS) disponibilizou, na terça-feira (21), a publicação “Análise das Incapacidades Provocadas pela Hanseníase no Brasil: um Inquérito Nacional”. O documento apresenta a investigação realizada nos anos de 2022 a 2024, além de um panorama detalhado sobre as condições de saúde e de incapacidades relacionadas à hanseníase em 2.711 pacientes diagnosticados entre 2015 e 2019, de 217 municípios de todas as unidades federativas, que receberam alta por cura. O estudo é uma ferramenta importante na compreensão dos impactos pós-alta da doença e no subsídio a políticas públicas de mitigação. 

    As informações organizadas no inquérito apontaram para a prevenção de incapacidades como um dos maiores desafios no contexto da hanseníase, uma vez que exige diagnóstico precoce e vigilância contínua e eficaz. A necessidade de atenção ocorre tanto durante quanto após o tratamento, considerando que as deficiências podem surgir em diferentes etapas do processo. Além disso, os dados apresentam como importante o fortalecimento das ações de prevenção, estratégias para controle, vigilância de episódios reacionais e acompanhamento pós-tratamento, fundamentais para atenuar progressões de incapacidades e promover a inclusão social. 

    O Grau de Incapacidade Física (GIF) indica a existência de perda da sensibilidade protetora, força muscular e/ou deformidades visíveis em face, membros superiores e inferiores, com graduação que varia entre 0, 1 e 2 (sendo esta última, reconhecida como sinal de diagnóstico tardio), segundo detalhes constantes em material publicado pelo Ministério da Saúde em 2020 intitulado “Hanseníase no Brasil – Caracterização das Incapacidades Físicas”. 

    Em dezembro de 2024, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o Decreto nº 12.312, que regulamenta a Lei nº 11.520/2007 sobre a concessão de pensão especial para vítimas da hanseníase submetidas a isolamento e internação compulsória. 

    Evento nacional para apresentação dos resultados 

    Para fortalecer as ações de vigilância, cuidado e inclusão das pessoas acometidas pela hanseníase, o Departamento de Doenças Transmissíveis do MS realizou de 21 a 23 de outubro, o encontro “Inquérito Nacional das Incapacidades Decorrentes da Hanseníase no Brasil (2022–2024)”. O evento reuniu representantes de secretarias do Ministério da Saúde, do Ministério dos Direitos Humanos, da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), de instituições de pesquisa, entidades da sociedade civil e da sociedade científica, e movimento social. A programação abordou temas relacionados à situação da hanseníase no Brasil e no mundo, os resultados do Inquérito Nacional de Incapacidades, além de estratégias voltadas ao cuidado integral das pessoas afetadas pela doença. Em destaque estão os debates sobre enfrentamento do estigma e da discriminação, reabilitação, prevenção de incapacidades e inclusão social. 

    Estiveram presentes na mesa de abertura, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão; a secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Anna Paula Feminella; o presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, Marco Andrey Frade; a assessora internacional da Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil, Maria Jesus Sanchez; a coordenadora de Apoio à Imunização e Monitoramento das Coberturas Vacinais, Flávia Alvarenga; o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Alessandro Chagas; a coordenadora do Departamento de Hanseníase da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Carla Pires; e o coordenador nacional do Movimento  de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase, Elenilson de Souza. 

    Mariângela Simão destacou a importância do diagnóstico precoce e da promoção de ações de conscientização e prevenção. Segundo ela, a doença é complexa e exige alto grau de investigação, análise de dados e planejamento de ações concretas que alcancem à população afetada. “Medimos aquilo que valorizamos, mas só medir não é suficiente. É importante pensar o que faremos com esses dados para irmos além do diálogo e podermos chegar a ações que nos ajudem a tratar a saúde das pessoas quando mais precisam. Estamos aqui para ouvir, após esse evento e a interpretação dos números, o que podemos fazer, como governo, firmes no compromisso de eliminar a hanseníase enquanto problema de saúde pública”, disse a secretária da SVSA. 

    Em sua apresentação sobre os resultados do inquérito, a coordenadora-geral de Vigilância da Hanseníase e Doenças em Eliminação, Jurema Guerrieri, explicou que o documento apresenta uma visão abrangente das condições clínicas, sociodemográficas e das deficiências decorrentes da doença a partir dos resultados do estudo. Para ela, os três dias de evento são uma oportunidade de disseminar essas informações. “Trata-se de um espaço de diálogo e cooperação entre os diversos atores envolvidos na eliminação da hanseníase e na promoção de políticas públicas que assegurem cuidado integral, reabilitação e inclusão social”, argumentou. 

    A doença 

    A hanseníase é uma doença crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que compromete principalmente a pele e os nervos periféricos. Entre os sintomas mais comuns estão manchas com perda de sensibilidade, formigamento e fraqueza muscular. A transmissão ocorre pelas vias respiratórias, em situações de contato próximo e prolongado com pessoas infectadas que ainda não iniciaram o tratamento. O diagnóstico é realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), e o tratamento — disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) — é eficaz e garante a cura. 

    A hanseníase acomete pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade. Entretanto, é necessário um longo período de exposição à bactéria, sendo que apenas uma pequena parcela da população infectada realmente adoece. As lesões neurais decorrentes conferem à doença um alto poder de gerar deficiências físicas e configuram-se como principal responsável pelo estigma e discriminação. 

    Os determinantes sociais da saúde, como condições de moradia, saneamento básico, alimentação, renda, escolaridade e acesso aos serviços de saúde, influenciam diretamente no risco de adoecimento e no diagnóstico tardio da hanseníase. Em comunidades mais vulneráveis, onde há maior desigualdade social, essas barreiras se somam e dificultam o acesso e qualidade da informação, bem como o tratamento, contribuindo para a manutenção da transmissão. 

    Em caso de suspeita, a orientação é procurar a UBS mais próxima e relatar os sintomas. O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são essenciais para interromper a transmissão, evitar incapacidades e garantir a cura.

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde investe R$ 25 milhões para ampliar rede Amigo da Criança com foco na redução da mortalidade materna e neonatal

    Para ampliar o cuidado desde o nascimento e reduzir as mortes maternas e neonatais, o Ministério da Saúde anuncia, nesta sexta-feira (24), em Brasília, a habilitação de 18 hospitais da Iniciativa Hospital Amigo da Criança. A medida integra a estratégia nacional de qualificação da atenção à gestante e ao bebê, com aumento do investimento anual de R$ 12 milhões para R$ 25 milhões. O anúncio também foi realizado na Bahia, em Pernambuco e no Paraná.

    No Hospital Universitário de Brasília (HUB), o ministro Alexandre Padilha, ressaltou a importância do cuidado com as crianças desde o nascimento. “O Hospital de Brasília é, de fato, um exemplo de hospital amigo da criança. Aqui vemos o cuidado humanizado em cada detalhe, a dedicação das equipes e a formação de profissionais comprometidos com o acolhimento. A pediatria nos ensina muito sobre empatia e escuta, desde se abaixar para falar com a criança até entender o papel da família nesse cuidado. Hoje, junto com o HUB, são mais 18 hospitais que passam a integrar essa rede de acolhimento e humanização no SUS, fortalecendo o presente e o futuro das nossas crianças.”, afirmou.

    Atualmente, o Brasil conta com 317 Hospitais Amigo da Criança habilitados em 26 estados e, agora, serão mais 18 novas unidades. Além disso, 56 hospitais passam por atualização de código de habilitação, processo que amplia o escopo da rede de hospitais ao incluir o Cuidado Amigo da Mulher, garantindo a permanência da mãe e do pai junto ao recém-nascido de risco.

    Essa atualização reconhece práticas de cuidado humanizado que fortalecem a atenção integral desde o parto até os primeiros dias de vida, etapa fundamental para a redução da mortalidade materna e neonatal. Em 2023, o país registrou 1.325 mortes maternas e 40.025 mortes neonatais. A razão de mortalidade materna chegou a 117 por 100 mil nascidos vivos em 2021 por conta do impacto da pandemia, e o índice passou para 55,3 em 2023. Os números reforçam a importância de ampliar e qualificar a rede de atenção à saúde da mulher e da criança em todo o território nacional.

    Integrada a outras ações do Ministério da Saúde, como a Rede Alyne, lançada em 2024, com a meta de reduzir em 25% as mortes maternas até 2027, e que já investiu mais de R$ 400 milhões na ampliação de exames de pré-natal e no financiamento de leitos e bancos de leite humano, a iniciativa Hospital Amigo da Criança foi criada em 1992, integra a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança e é referência na promoção do aleitamento materno e do cuidado humanizado no parto e no nascimento.

    Esses hospitais seguem os “10 passos para o sucesso do aleitamento materno”, definidos pela OMS e pelo Unicef, e cumprem as normas brasileiras de comercialização de alimentos para lactentes.

    Avanço no tratamento da hemofilia infantil

    O Ministério da Saúde mobiliza o país em defesa da ampliação do uso do medicamento Emicizumabe no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de crianças de 0 a 6 anos com hemofilia A. O medicamento já é disponibilizado pelo SUS para outras faixas etárias e tem potencial para beneficiar 1.038 pacientes, reduzindo em mais de 90% os episódios de sangramento, diminuindo hospitalizações, prevenindo sequelas articulares e garantindo mais conforto, segurança e qualidade de vida às crianças e suas famílias.

    “Hoje damos mais um passo importante no cuidado às nossas crianças com hemofilia A. Com a mudança no protocolo, será possível oferecer um tratamento mais moderno, seguro e humanizado, com aplicação subcutânea semanal, evitando o sofrimento de procedimentos endovenosos frequentes. Essa medida, somada a novos investimentos em hemocentros e equipamentos, reforça o compromisso do SUS com o tratamento especializado e com a qualidade de vida das crianças e de suas famílias.”, ressaltou o ministro Alexandre Padilha.

    O Emicizumabe é aplicado por via subcutânea, de forma semanal, substituindo o tratamento intravenoso frequente com o Fator VIII recombinante. A proposta de incorporação do Emicizumabe já foi analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que emitiu parecer preliminar favorável à oferta do medicamento. Durante a consulta pública, a sociedade civil e entidades de pacientes enviaram contribuições positivas. O processo segue agora para análise final da comissão, prevista para novembro.

    Em apoio à decisão, o Ministério da Saúde promoveu, nesta sexta-feira (24), uma mobilização nacional com a participação de hemocentros, associações de pacientes e profissionais de saúde em seis estados, Pernambuco, Ceará, Paraná, Rio de Janeiro, Pará e Bahia, além do Distrito Federal, reforçando o compromisso do SUS com a inovação, a equidade e o cuidado integral à infância.

    Entrega de novo acelerador linear

    O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta (24), a entrega de um novo acelerador no município de Guaratinguetá (SP), ampliando o acesso ao tratamento oncológico no SUS. A ação do Programa Agora Tem Especialistas representa R$ 13,1 milhões em investimentos federais e beneficiará mais de 600 pacientes por ano, fortalecendo a capacidade da rede pública de oferecer radioterapia moderna e de qualidade.

    O programa Agora Tem Especialistas deve entregar 121 novos aceleradores lineares até o final de 2026.

    Edjalma Borges e Isabela Nóbrega
    Ministério da Saúde

  • Grupo Executivo Regional de Acessibilidade e Inclusão aprova Diretrizes de Acolhimento de Pessoas com Deficiência na JF5 Última atualização: 24/10/2025 às 10:40:00

    O Grupo Executivo Regional de Acessibilidade e Inclusão da Justiça Federal da 5ª Região (JF5) realizou, ontem (23/10), sua terceira reunião ordinária. O encontro foi marcado pela aprovação das Diretrizes de Acolhimento de Pessoas com Deficiência.

    O material aprovado é fruto da oficina “Nada Sobre Nós Sem Nós”, construída de forma participativa com pessoas com deficiência e, posteriormente, enriquecida pelos encontros e colaborações do grupo de trabalho regional. O material, elaborado por equipe multidisciplinar, foi também apresentado em evento científico nacional de Administração, como referência em práticas inovadoras de gestão inclusiva.

    As diretrizes seguem como recomendação para as ações realizadas no âmbito da 5ª Região, reafirmando o compromisso da JF5 com a acessibilidade, diversidade e inclusão, e em conformidade com a Resolução nº 401/2021, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que institui as diretrizes de Acessibilidade e Inclusão no Poder Judiciário. 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Inscrições abertas para o evento “Experiência JCP: inovação centrada nas pessoas” Última atualização: 24/10/2025 às 11:24:00

    A Justiça Federal no Ceará (JFCE), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), realizará no dia 17 de novembro de 2025, na sede da JFCE em Fortaleza (Praça Murilo Borges, Centro), o evento “Experiência JCP: Inovação Centrada nas Pessoas”.

    A iniciativa integra o Projeto Justiça Centrada nas Pessoas (JCP), uma ação pioneira voltada a redesenhar serviços judiciais com base em evidências, escuta ativa, inovação e foco nas necessidades reais das pessoas usuárias, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade.

    O evento será um espaço dinâmico de integração entre Justiça Federal, academia, sociedade civil e órgãos do sistema de Justiça, reunindo palestras, oficinas, exposições e atividades interativas que promovem o pensamento crítico, a troca de experiências e a co-criação de soluções inovadoras.

    Durante a programação, serão apresentados resultados e produtos do Projeto JCP e de outros orgãos espalhados pelo Brasil, com destaque para ações de inovação desenvolvidas no Judiciário estadual, regional e nacional. O público também poderá interagir com especialistas e representantes de organizações, participar de workshops temáticos e vivenciar experiências imersivas voltadas à transformação da Justiça.

    O Experiência JCP contará com oficinas sobre design thinking, prototipagem de serviços, diversidade, inteligência artificial, cultura maker e ética digital, além de painéis, JudTalks, exposições, atividades culturais e estandes interativos.

    A participação é aberta a servidores(as), magistrados(as), estudantes, profissionais, pesquisadores(as), representantes de órgãos públicos, instituições de ensino e organizações da sociedade civil.

    Por que participar?

    Certificação para estudantes e professores, com carga horária válida para atividades de extensão;

    Participação em um ambiente de inovação voltado para a Justiça centrada nas pessoas;

    Palestras, oficinas e estandes interativos dedicados aos eixos do projeto: experiência do usuário, tecnologia, conhecimento, gestão de pessoas, governança e eficiência;

    Oportunidade de networking com especialistas, magistrados, servidores, estudantes e instituições parceiras;

    Acesso ao conteúdo e à cultura de inovação da Justiça Federal no Ceará.

    A JFCE, o TRF5 e o PNUD reforçam seu compromisso com uma Justiça que coloca as pessoas no centro e convida a comunidade acadêmica, servidores, parceiros e a sociedade a fazer parte desse movimento.

    Inscrições

    As inscrições são gratuitas e já estão abertas. Devem ser realizadas pela plataforma Doity até o dia 09 de novembro. Mais informações estão disponíveis no novo site oficial do Projeto Justiça Centrada nas Pessoas: justicacentradanaspessoas.jfce.jus.br.

    :: Serviço

    📅 Data: 17 de novembro de 2025

    📍 Local: Justiça Federal no Ceará – Praça Murilo Borges, Centro, Fortaleza/CE

    🔗 Inscrições: https://doity.com.br/experiencia-jcp

    🌐 Mais informações: https://justicacentradanaspessoas.jfce.jus.br/ 

    Por: Ascom/JFCE