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  • Ministério da Saúde começa a emitir Cartão SUS com base no CPF

    Ministério da Saúde começa a emitir Cartão SUS com base no CPF

    A partir de agora, o cidadão passa a contar com um novo Cartão Nacional de Saúde, que passa a exibir nome e CPF em substituição ao número do Cartão Nacional de Saúde (CNS). A novidade, assim como o cronograma de implementação, foi apresentada nesta terça-feira (16) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck. Com a iniciativa, a previsão é que 111 milhões de cadastros sejam inativados até abril de 2026. Desde julho, 54 milhões de registros sem CPF já foram suspensos. Importante destacar que pacientes sem CPF continuam sendo atendidos normalmente no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Para tornar a unificação possível, o Ministério da Saúde iniciou o processo de limpeza do CADSUS, base de cadastros de usuários do SUS, em julho de 2025. Desde então, os registros passaram de 340 milhões para 286,8 milhões cadastros ativos. Desse total, 246 milhões já estão vinculados ao CPF e 40,8 milhões permanecem sem CPF, em fase de análise para inativação. Esse processo também alcança cadastros inconsistentes ou duplicados.

    “Estamos dando um passo decisivo rumo a uma revolução tecnológica no SUS, ao adotar o CPF como identificador único dos cidadãos. Essa é uma mudança estrutural, que prepara o presente e o futuro do SUS, fazendo do nosso sistema uma referência ainda maior para o mundo”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.  A mudança, segundo o ministro, garante mais eficiência e segurança, combate desperdícios, integra dados e melhora o planejamento das políticas públicas de saúde, além de fortalecer a produção de conhecimento e pesquisa ao possibilitar o cruzamento com outros bancos de dados governamentais.

    O Ministério da Saúde estima que 11 milhões de registros serão inativados por mês, totalizando cerca de 111 milhões de cadastros inativos até abril de 2026. A meta é que, ao final da ação, a base do CADSUS seja equivalente ao total de CPFs ativos na Receita Federal: 228,9 milhões. 

    “Hoje consolidamos um processo histórico iniciado em 2023. A saúde é um exemplo de integração federativa e mostra como a maturidade institucional permite avançar em soluções digitais em parceria com estados e municípios. A decisão de adotar o CPF como identificador único fortalece a cidadania, oferecendo mais segurança e confiabilidade”, ressaltou a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. A ministra reforçou que está sendo estruturada uma infraestrutura nacional de dados que integra saúde, educação, assistência social, trabalho e renda. “A ideia é termos um Estado digital, inclusivo, confiável, eficiente e resiliente, preparado para servir melhor hoje e, também, para transformar com responsabilidade o futuro”, completou.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    A medida facilita a continuidade do cuidado em diferentes serviços de saúde e fortalece a transparência do sistema. Com um número a menos para decorar, a mudança vai trazer benefícios para o dia a dia das pessoas. Uma mãe, por exemplo, poderá levar apenas o CPF do filho para vaciná-lo e terá a segurança de visualizar todo o histórico de vacinas diretamente no celular pela Caderneta Digital da Criança. Para os gestores, a integração de dados traz bases mais seguras e confiáveis, permitindo avaliar políticas públicas de forma mais precisa e combater fraudes e duplicidades.

    “Hoje é um dia histórico, que reforça o compromisso do governo federal em transformar o CPF em um identificador único, consolidando-o como um cadastro de cidadania. Esse avanço só é possível graças ao fortalecimento da integração entre os órgãos federais. Estamos diante de um grande resultado dessa colaboração entre a Receita Federal e o Ministério da Saúde”, destacou o secretário-adjunto da Receita Federal, Gustavo Manrique.

    Integração das bases de dados

    Esse avanço é possível devido a interoperabilidade do CADSUS e a base de CPFs da Receita Federal, que utiliza o CPF como identificador único do cidadão, viabilizando o acesso a dados como o histórico de vacinação e os medicamentos garantidos pelo Programa Farmácia Popular no aplicativo Meu SUS Digital. A unificação do cadastro facilitará ainda mais a integração com outras bases e sistemas de saúde, ampliando os serviços e informações disponíveis para a população.

    A novidade já está disponível no CADSUSWEB, sistema utilizado pelos gestores, e em breve também no Meu SUS Digital. Não é necessária a impressão do documento, pois o cartão estará disponível em formato digital.

    Para garantir o acesso universal ao SUS, o Ministério da Saúde estabeleceu um cadastro temporário para cidadãos atendidos sem CPF, válido por até 1 ano. Essa medida atende a situações em que a pessoa não consegue informar o CPF no momento do atendimento, como em casos de emergência. Após a alta ou regularização, é necessária a prova de vida e a inclusão do CPF.

    Além disso, populações que não utilizam CPF como estrangeiros, indígenas e ribeirinhos permanecem identificados pelo Cadastro Nacional de Saúde (CNS), nomenclatura que passa a substituir a expressão “cartão” para reforçar que se trata de um registro secundário e complementar ao CPF.

    Bases de dados do SUS e integração à Infraestrutura Nacional de Dados

    O Ministério da Saúde vai readequar todos os sistemas de informação do SUS para utilização do CPF, começando pelos mais utilizados como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o Prontuário Eletrônico da Atenção Primária. A medida será pactuada com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O prazo de conclusão é dezembro de 2026.

    “Com a federalização da RNDS, estados e municípios passam a ter acesso em tempo real a seus dados de saúde, ampliando a capacidade de monitorar, avaliar e desenvolver políticas públicas com base populacional”, reiterou a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad.

    O CADSUS será integrado à Infraestrutura Nacional de Dados (IND), coordenada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A medida permitirá receber informações de outros ministérios e órgãos como IBGE e CadÚnico, e compartilhar dados de saúde de forma segura, sem transferência integral da base. A ação vai melhorar o monitoramento, combater o desperdício e fortalecer a gestão pública.

    Max de Oliveira
    Ministério da Saúde

  • Adriano Galdino recebe medalha de Mérito Legislativo da Assembleia de Minas Gerais

    Notícias

    Publicado em 16 de setembro de 2025

    O reconhecimento nacional à trajetória política do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, ganhou destaque na manhã desta terça-feira (16), com a entrega da Ordem do Mérito Legislativo, concedida pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A solenidade ocorreu no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, como parte das comemorações dos 190 anos do Parlamento mineiro.

    Criada em 1982, a honraria é considerada a mais importante condecoração do Legislativo mineiro e distingue pessoas e instituições que se destacam por iniciativas de relevância pública e de promoção da cidadania. Neste ano, apenas 12 presidentes de Assembleias Legislativas do país foram agraciados com o grau Grande Mérito, a mais alta categoria da comenda, entre eles Adriano Galdino.

    Ao agradecer a homenagem, Galdino destacou que a condecoração simboliza o reconhecimento a um trabalho construído de forma coletiva na Paraíba. “É uma honra receber esta medalha em nome do povo paraibano. Tenho dedicado minha trajetória a aproximar a Assembleia do cidadão, fazendo dela, de fato, a Casa do Povo”, afirmou.

    O presidente da ALPB ressaltou, ainda, a importância do diálogo permanente como pilar de sua atuação política. “Procuro sempre manter uma relação respeitosa e construtiva entre os Três Poderes do Estado. Acredito que, quando trabalhamos em conjunto, quem mais ganha é a sociedade”, disse.

    O presidente da ALMG, deputado Tadeu Leite (MDB), destacou o significado da Ordem do Mérito Legislativo. “Ao conceder esta medalha, reafirmamos a vocação desta Casa em valorizar a cidadania e reconhecer aqueles que colocam seus talentos a serviço da sociedade”, afirmou.

    A cerimônia contou com a presença de autoridades de todo o país e foi marcada pela celebração do bicentenário do Parlamento mineiro, que completa 190 anos em 2025. O tema da edição deste ano teve como inspiração a primavera, símbolo de renovação e esperança, reforçando a ideia de que a política deve florescer em favor da democracia e da cidadania. O evento teve como orador oficial o ex-governador e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Antônio Augusto Anastasia.

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  • ALPB aprova projetos que instituem políticas de proteção à saúde materno-infantil

    Notícias

    Publicado em 16 de setembro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou projetos que criam medidas de proteção à saúde materno-infantil, com foco na prevenção e no enfrentamento da prematuridade. As propostas foram apresentadas pelos deputados Anderson Monteiro e Galego Souza e aprovadas por unanimidade durante sessão ordinária realizada nesta terça-feira (16).

    O Projeto de Lei 1.338/2024, de autoria do deputado Anderson Monteiro, institui a Política Estadual de Prevenção à Prematuridade Neonatal. A iniciativa prevê a realização de pré-natal adequado, vacinação, exames para diagnósticos precoces, além da criação de um sistema de monitoramento contínuo dos índices de prematuridade.

    O deputado Anderson Monteiro afrma que o tema precisa ganhar ainda mais visibilidade. “A prevenção da prematuridade neonatal não apenas salva vidas e melhora a saúde de mães e bebês, mas também tem um impacto positivo na sociedade como um todo, aliviando encargos financeiros e emocionais e melhorando a qualidade de vida das famílias”, explicou Monteiro.

    O Projeto de Lei 2.614/2024, de autoria do deputado Galego Souza, estabelece diretrizes para o Programa de Conscientização e Enfrentamento do Parto Prematuro. O PL prevê a realização de campanhas educativas, capacitação de profissionais de saúde e a implementação de protocolos de atendimento para gestantes com risco de parto prematuro.

    Segundo Galego Souza, a proposta atende a uma demanda urgente. “Há uma necessidade urgente de ações coordenadas para reduzir a incidência de partos prematuros e suas consequências, promovendo uma cultura de prevenção e cuidado contínuo com a saúde materno infantil”, justificou o deputado.

    A população paraibana pode acompanhar todas as matérias apresentadas na ALPB, assim como, sessões ordinárias, visitas técnicas, reuniões de comissões, solenidades e debates através da TV Assembleia, pelo canal 8.2, e também pelo canal TV Assembleia PB no Youtube.

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  • TRF5 promove Curso Regional de Atendimento Inclusivo Última atualização: 16/09/2025 às 13:05:00

    A Divisão de Desenvolvimento Humano (DDH) do Tribunal regional Federal da 5ª Região – TRF5 informa que estão abertas as inscrições para o Curso Regional de Atendimento Inclusivo, que acontecerá nos dias 26/09, 30/09, 02/10 e 07/10, das 9h às 12h, na modalidade virtual síncrona, através da Plataforma Zoom.

    A ação educacional integra a programação da IV Semana da Acessibilidade e Inclusão da Justiça Federal da 5ª Região (JF5) e tem como objetivo capacitar profissionais da JF5 para oferecer um atendimento público inclusivo e anticapacitista, pautado nos direitos das pessoas com deficiência e nas práticas que assegurem autonomia, escuta ativa e equidade no acesso à justiça.

    O formulário de inscrições foi enviado, via SEI, às unidades vinculadas ao público-alvo.

     Confira a programação do curso:

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5

  • Fred Coutinho recebe presidente da subseção da OAB de Guarabira

    Foto de Fred Coutinho com representantes da OAB
    Fred Coutinho com os advogados representantes da OAB

    O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, recebeu o advogado Leomar Costa, presidente da subseção da OAB de Guarabira. O encontro aconteceu na Sala Branca do TJPB, na manhã desta terça-feira (16).

    “O Tribunal de Justiça está sempre aberto ao diálogo, a receber as instituições e suas demandas. Hoje, tivemos a satisfação de receber o advogado Leomar Costa, presidente da OAB, subseção de Guarabira”, comentou o presidente Fred Coutinho. 

    O encontro de trabalho contou, também, com a presença do presidente da OAB-PB, advogado Harrison Targino. Na pauta, assuntos inerentes à prática da advocacia na região polarizada pela cidade de Guarabira. 

     

    Por Valter Nogueira 

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • TJPB e Faculdade Internacional da Paraíba iniciam tratativas para renovação de convênio 

    Foto da reunião entre representantes do TJPB e FPB
    Desembargador Fred Coutinho com os represenantes da FPB

    O Poder Judiciário estadual paraibano avança em parcerias institucionais, segundo destacou o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, ao receber os professores Renato Câmara e Guilherme Fontana, representantes da Faculdade Internacional da Paraíba. O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (16), no Gabinete da Presidência do Tribunal.

    “O Tribunal, por meio de convênio, conta com um Juizado Cível na Faculdade Internacional da Paraíba. Hoje, recebemos os gestores da instituição de ensino, ocasião em que iniciamos as tratativas para renovar o convênio já existente entre o Poder Judiciário e a Faculdade”, comentou o presidente Fred Coutinho.

    Foto da reunião
    A reunião ocorreu no TJPB

    O professor Guilherme Fontana, gestor de campus, disse que o encontro “foi bastante positivo”, uma vez que, segundo ele, convergiu para o plano de metas da Faculdade, que está sendo formatado para o próximo ano. 

    Opinião semelhante foi externada pelo professor Renato Câmara, coordenador do Curso de Direito. “Um encontro muito satisfatório!”, exclamou.

    Presenças – A reunião de trabalho contou, também, com a presença dos magistrados(as) Leonardor Paiva e  Aparecida Gadelha – juízes auxiliares da Presidência do Tribunal. 

     

    Por Valter Nogueira

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • PGJ preside primeira reunião do CSMP, que homologa três remoções de promotores

    PGJ preside primeira reunião do CSMP, que homologa três remoções de promotores

    O Conselho Superior do Ministério Público da Paraíba (CSMP) realizou, na manhã desta segunda-feira (15/09), a 13ª sessão ordinária do colegiado. Essa também foi a primeira sessão presidida pelo novo procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, que assumiu a chefia do MPPB este mês. Na ocasião, foram homologadas as remoções de membros para cargos de promotor de Justiça de Soledade; para o 2º cargo de promotor de Justiça de Monteiro e para o 1º cargo de promotor de Justiça de Cuité. Foram removidos os promotores de Justiça Larissa Maranhão Leite Ferreira de Melo, Maria Eduarda Carvalho Nepomuceno Uchôa e Bruno Figueirêdo Cachoeira Dantas. 

    Participaram da sessão os conselheiros Francisco Glauberto Bezerra, Luís Nicomedes de Figueiredo Neto, José Guilherme Soares Lemos, Sócrates da Costa Agra e o corregedor-geral do MPPB, Francisco Antônio de Sarmento Vieira. Os trabalhos foram secretariados, também pela primeira vez, pelo promotor de Justiça João Benjamin Delgado Neto, que assumiu recentemente a Secretaria-Geral do MPPB. Na ocasião, João Benjamim agradeceu a cada conselheiro, falou sobre sua história institucional, registrou a alegria com esse momento na carreira e reiterou sua motivação e dedicação com o MPPB.

    Remoções

    Larissa Melo foi removida pelo critério de merecimento para exercer o cargo único de promotora de Justiça de Soledade, com atribuição plena. Ela recebeu 104,18 pontos dos conselheiros. Também figurou na lista a promotora de Justiça Juliana Cardoso Rocha, que recebeu 92,05 pontos do colegiado. 

    Já a promotora de Justiça Maria Eduarda foi removida para o 2º cargo de promotor de Justiça de Monteiro pelo critério da antiguidade. Ela atuará nos feitos da infância e juventude, família, nos feitos especiais e naqueles que tramitam, por distribuição, na 2ª Vara Mista da comarca. Extrajudicialmente, atuará na área da família, em procedimentos de investigação criminal em matéria da infância e juventude. Também atuará nas áreas do patrimônio público e das fundações e da educação. 

    O promotor de Justiça Bruno Dantas, por sua vez, foi removido para o 1º cargo de promotor de Justiça de Cuité, pelo critério de merecimento. Ele atuará nos feitos do Tribunal do Júri e execução penal, nos que tramitam na 1ª Vara Mista da Comarca e extrajudicialmente, nos procedimentos de investigação criminal que apure infração penal no Tribunal do Júri e na 1ª Vara Mista da Comarca, bem como em matérias do consumidor; saúde; cidadania e direitos fundamentais; meio ambiente e patrimônio social e mulher. 

    Novos editais, relatório da Ouvidoria e aprovação de equipe

    O CSMP autorizou a publicação dos editais das vacâncias decorrentes das três remoções e serviços extraordinários, a exemplo da Ouvidoria do MPPB (para ampliar e aprimorar esse canal de comunicação da instituição com a população).

    Na sessão, também foi registrado o encaminhamento ao colegiado dos relatórios estatístico e analítico da Ouvidoria do MPPB, referente ao mês de julho. O Conselho Superior também aprovou os nomes dos novos integrantes da Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e Improbidade Administrativa (Ccrimp) indicados pelo PGJ: Leidimar Almeida Bezerra (coordenador), Edmilson Campos Leite, Reynaldo Serpa Júnior, Stoessel Wanderley, Edivane Saraiva e Ernani Neves Rezende.

    Comunicados

    A Corregedoria-Geral informou que, junto com a Secretaria de Planejamento e Gestão e com a Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), está em tratativas com o Ministério Público do Mato Grosso sobre o sistema do MPMT para a elaboração de relatórios de correições. Segundo Sarmento, a medida visa aperfeiçoar o trabalho da Corregedoria, iniciativa que recebeu o apoio do PGJ e do CSMP.

    Quintans encerrou a sessão, parabenizando o colegiado e a gestão de seu antecessor, pelo trabalho desenvolvido em prol da movimentação da carreira dos membros do MPPB, com destaque para a celeridade dada à publicação, tramitação e julgamento dos editais de promoção e remoção. “Nossa orientação a toda equipe e nosso pedido a todos que fazem parte dessa engrenagem é que continuemos com esse trabalho e assumo o compromisso, no que depender da PGJ, em dar celeridade aos julgamentos dos editais”, disse.

  • Justiça acolhe denúncia do MPPB no âmbito da operação Território Livre

    Justiça acolhe denúncia do MPPB no âmbito da operação Território Livre

    O Ministério Público Eleitoral, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPPB) e a Polícia Federal, ofereceu denúncia criminal no âmbito da Operação Território Livre, deflagrada para desarticular um esquema de cooptação ilícita do processo eleitoral no município de João Pessoa.

    Foram denunciados: a primeira-dama da Capital, Maria Lauremília Assis de Lucena; Tereza Cristina Barbosa Albuquerque, a ex-vereadora Raíssa Gomes Lacerda Rodrigues de Aquino, Kaline Neres do Nascimento Rodrigues, Keny Rogeus Gomes da Silva, Pollyanna Monteiro Dantas dos Santos, Taciana Batista do Nascimento, David Sena de Oliveira, Josevaldo Gomes da Silva e Jonatan Dario da Silva.

    O Juízo da 1ª Zona Eleitoral da Capital recebeu a denúncia, autorizando a tramitação da ação penal eleitoral em face dos denunciados.

    Território Livre

    A primeira etapa da operação foi deflagrada em 10 de setembro de 2024 e cumpriu três mandados de busca e apreensão. No dia 19 do mesmo mês, foi realizada a 2ª fase, com sete mandados de busca e apreensão, além da prisão da então vereadora Raíssa Lacerda. E, no fim do mês, no dia 28, a 3ª fase cumpriu dois mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, contra a primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena e a secretária dela, Tereza Cristina Barbosa.

    As investigações revelaram a existência de uma organização criminosa complexa, composta por agentes políticos, servidores públicos e integrantes de uma facção criminosa voltada à prática de corrupção eleitoral, aliciamento violento de eleitores, constrangimento de candidatos e apropriação de recursos públicos.

    Segundo o que foi apurado, a facção atuava no controle territorial de bairros da capital paraibana, como São José e Alto do Mateus, impondo, por meio de intimidação e violência, restrições à livre manifestação política e ao direito de voto. Em contrapartida, líderes do grupo criminoso e seus parentes recebiam cargos e benefícios na Administração Pública Municipal, consolidando um ciclo de favorecimentos ilícitos.

    As provas reunidas incluem interceptações telefônicas, mensagens eletrônicas, documentos oficiais e apreensão de valores em espécie, evidenciando a profunda infiltração da criminalidade organizada no processo democrático.

    Com o recebimento da denúncia, o Ministério Público, a Polícia Federal e todo o sistema eleitoral reafirmam o compromisso de proteger a lisura das eleições, a liberdade do voto e a integridade das instituições democráticas, adotando todas as medidas legais necessárias para a responsabilização dos envolvidos.

  • CNJ altera resolução sobre nome social de pessoas trans, travestis e transexuais usuárias no Judiciário

    CNJ altera resolução sobre nome social de pessoas trans, travestis e transexuais usuárias no Judiciário

    Imagem da fachada da Sede do CNJ
    Prédio sede do Conselho Nacional de Justiça

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Resolução nº 625/2025, alterou o artigo 3º da Resolução nº 270/2018, do próprio Conselho, que dispõe sobre o uso do nome social pelas pessoas trans, travestis e transexuais usuárias dos serviços judiciários, membros, servidores, estagiários e trabalhadores terceirizados dos tribunais brasileiros.

    Segundo a alteração, o texto do referido artigo passa a ter a seguinte redação: “Será utilizado, em processos judiciais em trâmite nos órgãos judiciários, o nome social em primeira posição, seguido da menção do nome registral precedido de ‘registrado(a) civilmente como’”.

    Também passa a ser utilizado, em processos administrativos em trâmite nos órgãos judiciários, o nome social em primeira posição, sendo o nome civil de registro visualizado apenas para fins administrativos internos, quando estritamente necessário ao atendimento do interesse público ou à salvaguarda de direitos de terceiros.

    A nova Resolução do CNJ ainda determina que comunicações dirigidas a órgãos externos, não havendo espaço específico para registro de nome social, poderá ser utilizado o nome registral desde que se verifique que o uso do nome social poderá acarretar prejuízo à obtenção do direito pretendido pelo assistido.

    Para editar o texto da Resolução, o Conselho considerou que a identidade de gênero é um direito constitutivo das pessoas, que possui valor instrumental para o exercício de outros direitos e a adoção e o reconhecimento do nome social são fundamentais para garantir a inclusão, a proteção da identidade de gênero e o respeito à personalidade jurídica do indivíduo.

    Também foi observado o julgamento, pelo STF, do RE nº 670.422, julgado em 15 de agosto de 2018, que culminou no Tema nº 761, em que se assegurou o direito subjetivo à alteração do nome e da classificação de gênero no assento de nascimento, independentemente de cirurgia e diretamente na via administrativa.

    Por Fernando Patriota

     

  • TJPB lança Projeto ‘Elas por Elas’ e inaugura Sala de Amamentação no Fórum de Santa Luzia

    Foto do presidente Fred no lançamento do Elas por Elas
    Des. Fred Coutinho no lançamento do projeto Elas Por Elas

    O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, e a presidente do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina do TJPB, desembargadora Fátima Maranhão, lançaram, na tarde desta segunda-feira (15), no Fórum Dr. Francisco Seráphico da Nóbrega, na Comarca de Santa Luzia, o projeto ‘Elas por Elas’. A programação contou ainda com a inauguração da Sala de Amamentação ‘Severina Lucena Morais’. 

    O projeto ‘Elas por Elas’ busca garantir maior igualdade de gênero na ocupação de cargos de direção, chefia e representação institucional. A ação está alinhada com a Resolução nº 255/2018 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece a Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina, reafirmando o compromisso do Judiciário estadual com a promoção da igualdade de gênero.

    O desembargador Fred Coutinho ressaltou que o projeto ‘Elas por Elas’ representa a continuidade de uma ação que veio para ficar, sob a liderança da desembargadora Fátima Maranhão e com o apoio de toda a sua equipe. Em relação à inauguração da Sala de Amamentação, o presidente do TJPB ressaltou que se trata de um espaço especial, voltado para a intimidade de uma mãe com seu filho. “A Sala de Amamentação, que recebe o nome da mãe da desembargadora Maria das Graças, é uma justa homenagem àquela que tanto serviu a esta região”, afirmou.

    Foto da desembargadora Fátima Maranhão
    Desambargadora Fátima Maranhão

    A desembargadora Fátima Maranhão destacou que amamentar é muito sagrado. “Hoje, quando o Dr. Rossini inaugura essa sala que nós chamamos de amamentação e depois humanização no acolhimento das mulheres, é um momento tão importante para o Judiciário e é tão positivo, que a gente não chega a dimensionar o valor de uma amamentação”, disse. Quanto ao projeto, ela destacou que a iniciativa é voltada à ampliação e ao fortalecimento da presença das mulheres em espaços de poder.

    Foto da desembargadora Maria das Graças
    Desembargadora Maria da Graças

    Filha da homenageada, a desembargadora Maria das Graças Morais Guedes enfatizou que amamentar é um ato de fé. “É amor na forma da leite, seja da mãe em condições de amamentar, seja daquela mãe que se dispôs ou se dispõe, num gesto de amor e de solidariedade, doar seu leite para nutrir um futuro”, falou. Ainda na ocasião, a desembargadora Graça, que foi a primeira presidente do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina do TJPB, recebeu uma homenagem da entidade.

    Foto juiz Rossini Amorim
    Juiz Rossini Amorim

    O diretor do Fórum de Santa Luzia, Rossini Amorim Bastos, afirmou que o Judiciário brasileiro como um todo sempre foi um ambiente predominantemente masculino, e essa iniciativa do presidente com a instituição do comitê e o lançamento desse projeto está democratizando, ampliando e tornando-o mais participativo, mais inclusivo, rumo à igualdade de gênero.

    “Então, parabenizo o presidente, o desembargador, por essa iniciativa do lançamento do projeto, bem como a desembargadora-presidente do Comitê, a desembargadora Fátima Maranhão, e que esse projeto possa alçar vôos maiores e alcançar todo o estado visando à igualdade de gênero”, falou.

    Por fim, o magistrado ainda enfatizou que o projeto, juntamente com a Sala de Amamentação, é um passo fundamental para um Tribunal de Justiça mais inclusivo, humano e representativo.

    A Sala de Amamentação ‘Severina Lucena Morais’ é um espaço privativo e confortável destinado às mães que trabalham ou frequentam o Fórum de Santa Luzia. O ambiente permitirá a retirada e o armazenamento do leite materno, incentivando a continuidade do aleitamento, promovendo a saúde da mãe e do bebê e valorizando a atuação das trabalhadoras.

    O evento em Santa Luzia também contou com as presenças da juíza auxiliar da Presidência do TJPB, Aparecida Gadelha, de magistradas integrantes do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina do TJPB, da presidente da Associação das Esposas dos Magistrados e das Magistradas da Paraíba (Aemp), Nalva Coutinho, e do prefeito de São Mamede, Francisco das Chagas Lopes de Souza Filho, entre outras autoridades.

     

    Por Marcus Vinícius

    Fotos Ednaldo Araújo