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  • Magistradas do TRF5 participam de Aula Magna do curso de Direito na UniFafire Última atualização: 18/08/2025 às 15:08:00

    A vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, desembargadora federal Joana Carolina, e a desembargadora federal Germana Moraes participam, na próxima quinta-feira (21/08), da Aula Magna do curso de Direito do Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFafire). O evento, que terá como tema “Reflexões sobre o ensino jurídico no Brasil”, será realizado no auditório térreo da instituição de ensino, às 19h, e contará com a participação de nomes de destaque da área jurídica.

    Além das magistradas, também participam da Aula Magna Ingrid Zanella, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB/PE), e o advogado e professor Venceslau Tavares Costa Filho, que também é presidente da Comissão do Bicentenário da Fundação dos Cursos Jurídicos da OAB-PE.

    Homenagem

    Durante a solenidade, será lançado o livro “A Justiça em Feminino: Ensaios Jurídicos em Homenagem a Margarida Cantarelli“, com a presença da própria homenageada.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • TRF5 suspende prazos processuais durante migração para o PJe 2.x Última atualização: 19/08/2025 às 14:55:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 suspendeu os prazos processuais dos autos que estiverem em migração do sistema PJe 1.x para o PJe 2.x. A medida está prevista no Ato nº 454/2025, da Presidência da Corte, e tem como objetivo garantir a segurança das informações e a integridade dos processos durante a mudança de plataforma.

    De acordo com o Ato, a suspensão dos prazos processuais ocorrerá a partir do início da migração dos autos e permanecerá vigente até que seja restabelecida a possibilidade de peticionamento e juntada de documentos no PJe 2.x.  Nesse período, fica proibida a prática de atos processuais no sistema antigo. 

    Migração
    A migração dos processos para o PJe 2.x acontece em duas fases: primeiro, transfere-se os dados básicos; depois, os documentos e anexos.

    Na primeira etapa, o processo já aparece no PJe 2.x, mas fica temporariamente bloqueado. Nesse período, não é permitido praticar atos processuais no sistema antigo (PJe 1.x).

    Na segunda etapa, o sistema migra os documentos, o que pode levar mais tempo. O processo só é liberado no PJe 2.x após a conclusão dessa fase. Uma certidão registra o início e o fim da migração.

    Exceção para casos urgentes
    O Ato nº 454/2025 autoriza o(a) magistrado(a) a liberar a tramitação no PJe 2.x antes da migração completa. Nessa hipótese, uma certidão informa a decisão judicial, e os documentos permanecem disponíveis no PJe 1.x até a finalização.

    O que observar
    Bloqueio é normal: processos aparecem bloqueados no PJe 2.x até a migração terminar.
    Prazos suspensos: ficam congelados durante todo o período e retomam após certidão de liberação.
    Tempo variável: processos com muitos documentos podem levar mais tempo para serem liberados.

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • CEJ/CJF abre inscrições para o Curso EaD Básico de Processo Previdenciário – Turma 2/2025 Última atualização: 19/08/2025 às 15:35:00

    O Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CEJ/CJF) informa que estão abertas, até o dia 27/08, as inscrições para o Curso EaD Básico de Processo Previdenciário – Turma 2/2025. A capacitação acontecerá no período de 02 a 30/09, na modalidade a distância, com tutoria.

    O treinamento é voltado a servidoras e servidores da Justiça Federal e visa a fornecer as noções básicas sobre o Processo Previdenciário, com o intuito de capacitar servidores(as) para desenvolver tarefas de auxílio aos magistrados(as) lotados em unidades jurisdicionais com competência previdenciária.

    Clique aqui e realize sua inscrição, através de formulário eletrônico. 

    Para mais informações, acesse aqui a página do evento.

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Território Xingu recebe novas UBSIs e sistemas de abastecimento de água

    Território Xingu recebe novas UBSIs e sistemas de abastecimento de água

    O Ministério da Saúde inaugurou, nesta terça-feira (19), duas novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs) no interior do Território Indígena do Xingu, em Mato Grosso. As unidades estão localizadas nas comunidades de Sobradinho, vinculada ao Polo Base Diauarum no município de Feliz Natal, e Ilha Grande, vinculada ao Polo Base Pavuru em Querência.

    As obras atendem a demandas históricas das comunidades indígenas e representam um marco na ampliação e qualificação da atenção primária no território Xingu. As UBSIs contarão com equipes de Saúde da Família e de Saúde Bucal, beneficiando diretamente milhares de indígenas da região.

    Também foram entregues oito novos sistemas de abastecimento de água, atendendo comunidades do Alto Xingu, Médio Xingu e Baixo Xingu. As ações incluem a construção de Sistemas de Abastecimento de Água (SAA), com investimento de R$ 4,1 milhões, e serviços de manutenção em sistemas já existentes, no valor de R$ 6,3 milhões. Os investimentos ampliam o acesso à água potável e fortalecem as condições de saúde e qualidade de vida nas aldeias atendidas.

    “As entregas de hoje se somam a muitas outras que já realizamos ao povo Xingu e comprovam o cuidado do ministro Padilha e do presidente Lula com a promoção da saúde indígena em todo o país. Ampliamos em mais de 80% os atendimentos na região e o orçamento para o território cresceu mais de 1000% em relação a 2022”, destacou o secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba.

    Estrutura moderna e equipada

    As novas unidades contam com salas de curativo e sutura, espaços de apoio para agentes indígenas de saúde e saneamento, depósitos, alojamentos climatizados, cozinha, área de serviço e banheiro adaptado para pessoas com deficiência. Cada UBSI está equipada com itens essenciais para o atendimento, como detector portátil de batimento fetal, otoscópios, medidores de pressão arterial adulto e infantil, estetoscópios, cadeira de rodas, fogão, geladeira e outros equipamentos.

    Em Sobradinho, no município de Feliz Natal, foi construída uma nova unidade com investimento de R$ 702.733,44. A equipe de saúde será formada por dois enfermeiros, um médico, dois técnicos de enfermagem, um cirurgião-dentista, um auxiliar de saúde bucal, um agente indígena de saúde (AIS) e um agente indígena de saneamento (AISAN).

    Já em Ilha Grande, no município de Querência, foi realizada a reforma e ampliação da UBSI, com investimento de R$ 433.044,86. A unidade contará com quatro enfermeiros, um médico, quatro técnicos de enfermagem, um cirurgião-dentista, um auxiliar de saúde bucal, um AIS e um AISAN.

    Ações no Território

    Além da entrega das novas Unidades Básicas de Saúde Indígena e dos sistemas de abastecimento de água, o Ministério da Saúde vem ampliando as ações de atenção à saúde no território indígena do Xingu. Entre os avanços mais relevantes estão:

    • Orçamento: aumento de R$ 48,4 milhões em 2022 para R$ 673 milhões em 2025, crescimento de 1.288%;
    • Cobertura vacinal completa: de 90,2% em 2022 para 96,43%;
    • Atendimentos de saúde: de 39,18% em 2022 para 71,13% em 2024 (+81,5%);
    • Profissionais de saúde: de 298 em 2022 para 312 em 2024;

    Acompanhamento nutricional de crianças menores de 5 anos: de 1.130 em 2022 para 1.190 em 2024, prevenindo casos de desnutrição.

    Vanessa Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Brasília recebe 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora

    Brasília recebe 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora

    Com apoio do Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) realiza até 21 de agosto, em Brasília, a 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CNSTT). O evento celebra os avanços do Brasil na promoção da saúde da população trabalhadora e discute mais de 1,1 mil propostas e diretrizes voltadas à construção de políticas públicas.

    Durante a abertura, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou os avanços na promoção da saúde da população trabalhadora. “Estamos habilitando 17 novos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), passando a somar 243 em todo o Brasil. Também reajustamos em 100% o repasse financeiro realizado pelo governo federal para os centros passando de R$ 80 milhões para R$ 160 milhões por ano”.

    Outro avanço destacado pelo ministro foi a atualização da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho, que não passava por revisão há 24 anos. Em 2023, foram incluídas 165 novas patologias que impactam diretamente a saúde física e mental dos trabalhadores e trabalhadoras.

    Neste ano, o tema principal da conferência é “Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como Direito Humano”. Mais de 3 mil participantes, incluindo profissionais de diversas áreas, gestores, representantes dos Conselhos de Saúde e de Controle Social, além de movimentos sociais e sindicais, participam dos debates.  

    A mesa de abertura foi conduzida pela presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Magano, e contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, representantes dos três poderes, organizações internacionais, além de trabalhadores representantes.

    Pré-Conferência

    A mobilização para a 5ª CNSTT envolveu cerca de 1,5 mil conferências preparatórias em todo o país, incluindo 1,2 mil municipais, 90 regionais, 110 macrorregionais, 27 estaduais e distrital, além de mais de 50 conferências livres. Foram eleitos 1,7 mil delegados nos territórios para participarem da etapa nacional. Dezenas de milhares de pessoas de todas as regiões estiveram envolvidas no processo, sendo aproximadamente 20 mil somente nas conferências estaduais e macrorregionais.

    Swelen Botaro
    Ministério da Saúde

  • MPPB adere à campanha que reforça luta por dignidade da população em situação de rua

    MPPB adere à campanha que reforça luta por dignidade da população em situação de rua

    Para reforçar sua missão constitucional de promover a justiça social em defesa da sociedade, o Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Centro de Apoio Operacional da Cidadania e Direitos Fundamentais, realiza a campanha “A Rua Não é Escolha”, em alusão à Semana Nacional de Luta da População em Situação de Rua.

    O objetivo é ampliar a visibilidade dessa população, combater estigmas e destacar direitos fundamentais como moradia, alimentação e saúde. Ao aderir à mobilização nacional, o MPPB busca sensibilizar a sociedade e fortalecer o debate sobre a importância da inclusão social e da dignidade humana. 

    Segundo a coordenadora do CAO da Cidadania, promotora Liana Espínola Pereira de Carvalho, a campanha “A rua não é escolha” tem um significado fundamental. “Ela chama a atenção para o fato de que viver nas ruas não é fruto de opção pessoal, mas resultado de desigualdades profundas e da falta de políticas públicas eficazes. O Ministério Público reafirma, com esta mobilização, a necessidade de garantir direitos básicos como moradia, saúde, educação, trabalho e dignidade. É também um convite à sociedade para superar estigmas e enxergar cada pessoa em situação de rua como sujeito de direitos. Essa campanha é, acima de tudo, um chamado coletivo para que ninguém permaneça invisível”, explicou.

    Ao longo da semana, serão divulgados materiais informativos e de conscientização sobre a realidade das pessoas em situação de vulnerabilidade social, ressaltando a importância do acolhimento e de políticas públicas eficazes para esse segmento. O material da campanha foi produzido pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

    Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua

    Comemorado em 19 de agosto, o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua homenageia as vítimas do “Massacre da Sé”, ocorrido em 2004, na capital paulista. Na ocasião, sete pessoas em situação de rua foram brutalmente assassinadas enquanto dormiam na Praça da Sé, fato que mobilizou a sociedade civil e gerou repercussão internacional.

    Diante da gravidade do episódio, foram impulsionados movimentos em defesa dos direitos humanos e da inclusão social, resultando na criação de políticas públicas, como o Decreto n.º 7.053/2009, que institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua.

    Por meio da campanha “A Rua Não é Escolha”, o MPPB ressalta que o direito a condições dignas de vida é indisponível e deve ser garantido pelo poder público, sendo essencial para a superação das desigualdades estruturais que afetam essa parcela da população.

    Com Ascom/MPES

  • MP consegue condenação de réu por homicídio e tentativa de feminicídio

    MP consegue condenação de réu por homicídio e tentativa de feminicídio

    O Ministério Público da Paraíba conseguiu a condenação de Rafael Bibiano dos Santos a 27 anos de reclusão por homicídio qualificado e por tentativa de feminicídio. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (18/08), no Tribunal do Júri de Esperança. O MPPB foi representado pelo promotor de Justiça Bruno Leonardo Lins. 

    De acordo com a denúncia do MPPB, no dia 25 de agosto de 2024, por volta das 09h, na Rodovia PB 121, no município de Areial, o réu matou, por meio de colisão de trânsito dolosa, Adailton Borges dos Santos e tentou matar Eliane Monteiro Campos, sua ex-namorada.

    Na denúncia, o MP destaca  que a conduta em relação à primeira vítima ocorreu por motivo fútil, pois não aceitou que sua ex-namorada estivesse numa motocicleta conduzida por um homem. Em relação à segunda vítima, o acusado não aceitava o fim do relacionamento com Eliane e, com ciúmes, ao vê-la acompanhada de Adailton em uma mesma motocicleta, jogou o seu veículo contra ambos, causando o acidente fatal.

    Eliane sofreu múltiplas lesões pelo corpo e foi socorrida pelo Samu ao Hospital de Traumas de Campina Grande, sendo internada na UTI e submetida a várias intervenções cirúrgicas, enquanto Adailton morreu ainda no local em decorrência dos ferimentos causados pelo impacto. O acusado evadiu-se do local pelo matagal sem prestar socorro às vítimas. 

    O Conselho de Sentença acolheu a tese do MPPB e condenou o réu por homicídio qualificado (motivo fútil,e impossibilidade de defesa da vítima e por tentativa de feminicídio qualificada (impossibilidade de defesa da vítima). Além de ser sentenciado a 27 anos de prisão em regime inicial fechado, o réu foi condenado a pagar indenizações para as vítimas de R$ 30 mil para a sobrevivente e R$ 60 mil para os familiares da vítima fatal.

    Imagem: Google Stretview

  • João Pessoa recebe etapa do projeto Empodera

    João Pessoa recebe etapa do projeto Empodera

    Foi realizada, nesta terça-feira (19/08), mais uma etapa do projeto “Empodera”, desenvolvido pelo Ministério Público da Paraíba, em parceria com o Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da Paraíba, Controladoria-Geral da União e Ministério Público de Contas. Desta vez o evento ocorreu  no auditório do Bloco Administrativo, do Centro de Tecnologia da UFPB. em João Pessoa. Na próxima quinta-feira (21/08), será promovida a etapa de Santa Rita e, na próxima semana, ocorrerá o encerramento do projeto em Bayeux.

    O projeto capacita cidadãos para o exercício do controle social ativo, apresentando as ferramentas tecnológicas que possibilitam acompanhar os gastos públicos, além de apresentar noções de ética e cidadania.

    Participaram do evento o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público, promotor Carlos Davi Lopes Correia Lima; o superintendente da CGU na Paraíba, Rodrigo Paiva; o auditor da CGU, Walber Oliveira; o procurador-geral do MP de Contas, Marcílio Toscano; a coordenadora do Fórum Paraibano e Combate à Corrupção (Focco),  Chrystiane Pessoa; o presidente do conselho municipal de Transparência e Combate à Corrupção, Wilson Moraes; e o representante do TCE, André Agra.

    O promotor Carlos Davi Lopes informou que o projeto já percorreu 15 municípios da Paraíba. “Já capacitamos mais de mil pessoas e por onde passamos estamos recebendo uma excelente acolhida do público. Só para se ter uma ideia, na última etapa, realizada em Sapé, tivemos 160 pessoas que registraram presença. Então são cidadãos interessados em participar da sua comunidade, em fiscalizar os gastos públicos, com o objetivo final de melhorar a qualidade de vida daquela comunidade”. 

    Conforme o promotor, o projeto tem como público-alvo representantes de diversos segmentos da sociedade. “Nós escolhemos o público para que eles fossem agentes focais de disseminação das lições aprendidas aqui, não apenas de lições de ferramentas tecnológicas para controle e fiscalização dos gastos públicos, mas de disseminação de noções de ética, de integridade, de cidadania. Então, selecionamos um público-alvo de estudantes, professores, jornalistas, vereadores, integrantes de conselhos e sociedade civil organizada, pessoas que já exercem esse controle social e poderiam aprimorá-lo, qualificá-lo”. 

    Carlos Davi Lopes explicou a dinâmica de funcionamento da capacitação. “Hoje nós temos aqui pessoas representando o TCE, a CGU, o MP de Contas, MP Estadual. As palestras funcionam da seguinte forma: os representantes apresentam suas instituições, especificam quais são as atribuições de cada uma delas, e depois apresenta a ferramenta tecnológica que já está disponível ao cidadão. É uma consulta de fontes abertas, como o site do Tribunal de Contas da Paraíba, por meio do qual a pessoa tem acesso a diversas informações, empenhos, servidores públicos. Então, são mostradas essas ferramentas tecnológicas e como o cidadão, diante de uma irregularidade, pode provocar os órgãos de controle”.

    O promotor acrescentou que os participantes do curso recebem um certificado de agente de controle social. “Ao término do curso, eles se transformam em agentes de controle social, é uma forma de empoderar essas pessoas, de se sentirem também partes nesse processo de transformação e de progresso da nossa nação”.

  • Leilão Bilionário de CEPAC na Faria Lima: Oportunidade de Investimento em Negócios Imobiliários

    Leilão Bilionário de CEPAC na Faria Lima: Oportunidade de Investimento em Negócios Imobiliários

    O que são os CEPACs e por que atraem o mercado imobiliário?

    Os Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPACs) são instrumentos fundamentais para viabilizar empreendimentos em regiões estratégicas de São Paulo. Eles permitem construir além dos limites previstos no plano diretor, o que os torna um dos ativos mais valiosos no universo dos negócios imobiliários.

    No dia 19 de agosto de 2025 às 12:30, será realizada a 6ª distribuição de CEPACs da Operação Urbana Consorciada Faria Lima (OUCFL), marcando um dos maiores eventos de investimento imobiliário da história do país.

    Detalhes do Leilão de CEPACs na Faria Lima

    • Oferta inicial: 164,5 mil CEPACs, de um total aprovado de 218,5 mil.
    • Valor unitário: aproximadamente R$ 17 mil por CEPAC.
    • Arrecadação esperada: ao menos R$ 3,8 bilhões considerando o total dos títulos.

    Esse volume representa a maior oferta já realizada desde a criação dos CEPACs, em 1994, consolidando a Faria Lima como o epicentro dos grandes investimentos imobiliários.

    Impactos e Destinação dos Recursos

    A Prefeitura de São Paulo utilizará parte dos valores arrecadados com os CEPACs para:

    • Financiamento de obras de infraestrutura e mobilidade urbana;
    • Melhorias urbanísticas na região;
    • Programas sociais, incluindo habitação popular em comunidades como Paraisópolis, Jardim Colombo e Porto Seguro.

    Ou seja, além de um investimento privado em negócios imobiliários, o leilão gera benefícios sociais de grande impacto.

    Pontos de Atenção para Investidores e Incorporadoras

    Apesar da atratividade, o leilão exige cautela. Veja os principais fatores de risco:

    1. Especulação no mercado de CEPACs

    Os certificados podem ser revendidos no mercado secundário para construtoras, incorporadoras, fundos de investimento imobiliário (FIIs) e até investidores individuais. Isso aumenta a liquidez, mas também a especulação.

    2. Desafio logístico

    Projetos já em fase avançada de aprovação têm vantagem competitiva, pois há o risco de adquirir CEPACs sem conseguir utilizá-los no tempo adequado.

    3. Custo x Rentabilidade esperada

    Com juros elevados e margens de caixa mais apertadas, é fundamental avaliar cuidadosamente o impacto do custo dos CEPACs na viabilidade financeira e na competitividade dos empreendimentos.

    CEPACs como Estratégia de Investimento em Negócios Imobiliários

    Para empreendedores e investidores, os CEPACs representam não apenas uma forma de ampliar a capacidade construtiva, mas também uma oportunidade estratégica de posicionamento em uma das regiões mais valorizadas do país.

    O retorno pode ser significativo, desde que o investidor tenha planejamento, expertise em negócios imobiliários e capacidade de mitigar riscos no médio e longo prazo.

    Conclusão

    O leilão de CEPACs na Faria Lima reforça o potencial de São Paulo como polo de grandes investimentos imobiliários. No entanto, a disputa exige preparo, análise criteriosa e uma visão estratégica para transformar essa oportunidade em ganhos concretos.

  • Ministério da Saúde inaugura duas novas Unidades Básicas de Saúde Indígena no Ceará

    Ministério da Saúde inaugura duas novas Unidades Básicas de Saúde Indígena no Ceará

    Nesta segunda-feira (18), o Ministério da Saúde inaugurou duas novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs) no Estado do Ceará. Os estabelecimentos de saúde atenderão 3.128 indígenas das aldeias Monguba, Horto e Olho d’Água, oferecendo atendimento contínuo, integral e reforçando a rede de atenção básica nos territórios.

    A UBSI Pajé Barbosa atenderá indígenas da aldeia Monguba, em Pacatuba. Já a UBSI Mãe Joaquina Vieira vai beneficiar a aldeia Horto e Olho d’Água, em Maracanaú. O investimento total é de R$ 2,848 milhões.

    “É com muita alegria que inauguramos essas unidades de saúde indígena ao povo Pitaguary. São entregas históricas que fortalecem a atenção primária e asseguram um atendimento digno, humanizado e respeitoso à cultura do povo da região, pontuou o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba.

    UBSI Dona Joaquina

    Com investimento de R$ 1,3 milhão, a UBSI Dona Joaquina Vieira, localizada em Maracanaú, atenderá 2.512 indígenas das aldeias Horto e Olho d’Água. O espaço conta com duas Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena, formada por dentista, auxiliar de saúde bucal, duas médicas, duas enfermeiras, quatro técnicos de enfermagem, seis agentes indígenas de saúde (AIS) e dois agentes indígenas de saneamento. O suporte operacional inclui um motorista para o carro de equipe e três para veículos de emergência.

    Antes da construção da nova estrutura, os atendimentos eram realizados em uma casa cedida pela associação indígena.

    UBSI Pajé Barbosa

    A UBSI Pajé Barbosa, em Pacatuba, recebeu investimento de R$ 1,5 milhão. A estrutura beneficiará 616 indígenas da aldeia Monguba. A Equipe Multidisciplinar é composta por uma enfermeira, um médico do Programa Mais Médicos, um dentista, um auxiliar de saúde bucal, três técnicos de enfermagem, dois agentes indígenas de saúde, um agente indígena de saneamento, além de um motorista para o carro de equipe e três motoristas para veículos de emergência.

    Até então, o atendimento à população ocorria em um espaço cedido pela prefeitura.

    Foto: Rafael Anacé/MS
    Foto: Rafael Anacé

    Outras ações na região

    Em 2025, o DSEI Ceará já recebeu R$ 22 milhões e vem ampliando ações para fortalecer a rede de atenção primária à saúde indígena no estado. Além da entrega das UBSIs, houve aumento no número de profissionais, com um salto de 306, em 2022, para 363 em 2025.  

    A modernização de equipamentos e a expansão da oferta de serviços tem garantido ainda mais acesso, qualidade e resolutividade nos 89 mil atendimentos contabilizados até o momento.

    Leidiane Souza e Julianna Valença
    Ministério da Saúde