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  • MPPB emite orientação técnica sobre maus-tratos a animais com atualizações da nova lei

    MPPB emite orientação técnica sobre maus-tratos a animais com atualizações da nova lei

    Entre as inovações, está a proibição de tatuagens e piercings em cães e gatos para fins estéticos

    O Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB), por meio do Centro de Apoio Operacional em Matéria Criminal, divulgou a Orientação Técnica nº 05/2025, um documento que visa a orientar os membros da instituição no combate ao crime de maus-tratos contra animais. A orientação aborda as atualizações do Art. 32 da Lei nº 9.605/98, destacando a recente inovação legislativa trazida pela Lei nº 15.150/2025, que veda a realização de tatuagens e a colocação de piercings em cães e gatos para fins estéticos.

    O coordenador do CAO Criminal, promotor de justiça Ricardo Alex Almeida Lins, destaca a importância de manter os membros do MPPB atualizados sobre as inovações legislativas, cumprindo o mandamento constitucional de proteger a fauna e a flora e combater práticas de crueldade contra os animais, conforme preconiza a Constituição Federal.

    Inovação Legislativa e suas implicações

    A Lei nº 15.150/2025 adicionou o parágrafo 1º-B ao Art. 32 da Lei de Crimes Ambientais, estabelecendo que “incorre nas mesmas penas quem realiza ou permite a realização de tatuagens e a colocação de piercings em cães e gatos, com fins estéticos”. Essa nova tipificação legal evita a necessidade de comprovar sofrimento físico ou sequelas no animal, uma vez que a conduta em si já configura o crime. Trata-se de um “crime de mera conduta (não exige resultado) e crime de perigo abstrato (dispensa demonstração de efetivo dano)”. A Orientação Técnica esclarece que a prática de tatuagens e piercings em animais para fins estéticos é considerada maus-tratos, crueldade e abuso incontroversos.

    O texto traz a colaboração do gerente técnico do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Fernando Zacchi, que afirma que a realização de tatuagens ou a colocação de piercings em cães e gatos, além de causar dor, “expõe-os a diversas complicações como reações alérgicas, infecções, necrose da pele e acidentes com o adorno, provocando lacerações”.

    É importante ressaltar que a proibição não se aplica a procedimentos com fins utilitários, como a marcação de animais castrados ou a identificação para rastreabilidade no agronegócio, como bois, cavalos e porcos. Nesses casos, a conduta é considerada atípica, o que exclui a justa causa para uma denúncia.

    Mudanças na penalidade e procedimentos legais

    A Lei nº 14.064/2020 (Lei Sansão) já havia alterado a pena para maus-tratos contra cães e gatos, elevando-a de detenção de 3 meses a um ano para reclusão de 2 a 5 anos, além de multa e proibição da guarda. Essa elevação drástica da pena visa a conferir um tratamento mais severo ao sujeito ativo e afastar medidas despenalizadoras.

    Proibição da guarda e danos morais coletivos

    A orientação ainda esclarece que a proibição da guarda, prevista no Art. 32, § 1º-A, é uma medida abrangente, que envolve tanto a perda dos animais que o agente já possui quanto a impossibilidade de adquirir novos animais, durante o cumprimento da pena. Em caso de condenação, a guarda dos animais deve ser perdida definitivamente, e a proibição de ter novos animais deve durar pelo prazo da pena privativa de liberdade.

    O coordenador do CAOCrim destaca que a Orientação Técnica nº 05/2025, produzida com a colaboração dos assessores Márcia Trindade Crispim e Maurício Acioli Gomes Ferreira Filho, reforça o compromisso do Ministério Público da Paraíba em proteger os animais e combater a crueldade, dando cumprimento aos direitos fundamentais dos animais não-humanos, já previstos na legislação estadual, como a Lei Estadual 11.140, de 8 de junho de 2018 (Código de Bem Estar Animal da Paraíba).

    Clique AQUI para ter acesso ao inteiro teor do documento.

  • MPPB recomenda instalação de salas de AEE em escolas estaduais de João Pessoa

    MPPB recomenda instalação de salas de AEE em escolas estaduais de João Pessoa

    Medida visa garantir cumprimento de percentual mínimo estabelecido pelo MEC para que existam, até 2026, ao menos, 70 escolas estaduais com salas de recursos multifuncionais na capital

     

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou à Secretaria de Educação do Estado que apresente, no prazo de 20 dias úteis, um cronograma de implantação e implementação de salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) nas escolas da rede estadual de educação localizadas no município de João Pessoa. O objetivo do MPPB é que a rede estadual de ensino tenha, até 2026, pelo menos 70 salas de AEE instaladas na capital. Atualmente, apenas 32 escolas estaduais dispõem desse equipamento fundamental para garantir a educação inclusiva de qualidade a alunos com deficiência, no município. 

    A recomendação integra o Procedimento 002.2021.050153 e foi expedida pela 51ª promotora de Justiça de João Pessoa, Maria Edlígia Chaves Leite, ao secretário estadual de Educação, Wilson Santiago Filho. Também foi enviada ao procurador-geral do Estado, Fábio Brito Ferreira, para ciência. 

    Conforme explicou a promotora de Justiça que atua na defesa da Educação na capital, a medida visa garantir o cumprimento da meta estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC), de que, até 2026, sejam ofertadas salas de recursos multifuncionais em 72% das escolas públicas de todo o País. Atualmente, essa é uma realidade de 36% das unidades de ensino públicas brasileiras. 

    Proposta
    A proposta do MPPB exposta na recomendação é que sejam implantadas, até 2026, mais 42 salas de AEE em escolas estaduais localizadas no município de João Pessoa, sendo que 21 delas sejam instaladas ainda este ano e preferencialmente nas escolas que já têm ordem judicial determinando a instalação. 

    A recomendação está fundamentada no artigo 227 da Constituição Federal (que versa sobre o direito fundamental à educação); no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96, a LDB), principalmente em relação à educação especial e inclusiva; no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015); na Resolução 145/2024 do Conselho Estadual de Educação da Paraíba (que estabelece diretrizes estaduais para a Educação Especial na perspectiva inclusiva, na Educação Básica) e no Parecer número 50, do Conselho Nacional de Educação.

    A promotora de Justiça destacou também que o Estado possui orçamento destinado à educação, provenientes de impostos e outras receitas e que parte desses recursos é vinculada à manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE), sendo a educação especial uma modalidade da educação básica que deve ser contemplada nesse orçamento. “Nada impede que o Estado aloque recursos próprios em seus respectivos orçamentos (Plano Plurianual – PPA, Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e Lei Orçamentária Anual – LOA) para garantir a estrutura física e pedagógica necessária para o AEE, incluindo a construção, reforma ou adequação de espaços”, argumentou. 

    Confira as escolas estaduais localizadas em João Pessoa que têm salas de AEE:
    EEEF PROF ADELIA DE FRANCA;
    EEEF PROF ORLANDO CAVALCANTI GOMES;
    EEEE ANA PAULA RIBEIRO BARBOSA LIRA;
    EEEFM CONEGO LUIZ GONZAGA DE LIMA;
    EEEFM DES BRAZ BARACUHY;
    ECI NICODEMOS NEVES;
    EEEF FREI MARTINHO;
    EEEF ISABEL MARIA DAS NEVES;
    ECI EEFM MILTON CAMPOS;
    EEEFM PROF JOSE BAPTISTA DE MELLO;
    EEEFM PROFESSORA MARIA JACY COSTA;
    CENTRO PROFIS DEP ANTONIO CABRAL;
    EEEF PROFESSORA ANTONIA RANGEL DE FARIAS;
    EEEF JOSE VIEIRA;
    ECIT LUIZ GONZAGA DE ALBUQUERQUE BURITY;
    ECIT PAPA PAULO VI;
    EEEF FRANCISCO CAMPOS;
    ECI LYCEU PARAIBANO;
    EEEFM PADRE ROMA;
    EEEFM DR JOÃO NAVARRO FILHO;
    ECI OLIVIO PINTO;
    EEEF ANTONIO PESSOA;
    EEEFM AUDIOCOMUNICAÇÃO;
    EEEF PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA;
    EEEF PROFª RITA DE MIRANDA HENRIQUES;
    ECIT ALICE CARNEIRO;
    ECIT PROFESSOR RAUL CÓRDULA;
    INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DA PARAÍBA (IEP);
    CEEEA SESQUICENTENÁRIO;
    ECIT MARIA DO CARMO DE MIRANDA;
    CPM ESTUDANTE REBECA CRISTINA ALVES SIMÕES;
    CAPITULINA SATYRO

    Imagem ilustrativa retirada do Pixabay

  • Mais Médicos: 3.173 profissionais começam a atuar na assistência à população e na redução de espera do SUS

    Mais Médicos: 3.173 profissionais começam a atuar na assistência à população e na redução de espera do SUS

    A partir de hoje (2/7), 3.173 médicos selecionados no Programa Mais Médicos iniciam as atividades em 1.618 municípios e 26 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIS), fortalecendo a atenção primária e garantindo atendimento em regiões remotas e de maior vulnerabilidade social. Serão 3.065 profissionais atuando nas Equipes de Saúde da Família e 108 profissionais nos DSEIS. O edital registrou recorde de inscrições com mais de 45 mil candidatos.

    Entre os dias 2 e 7 de julho, acontece a etapa de chegada nos territórios dos médicos formados no Brasil com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Já os médicos brasileiros formados no exterior irão participar, a partir de 4 de agosto, do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), um treinamento específico para atuação em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de trabalho.

    Os profissionais que compõem o Mais Médicos estão diretamente ligados ao fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e no esforço contínuo em acelerar o atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS). A atuação integrada desses profissionais, pelo prontuário eletrônico e os fluxos que vão reduzir o tempo de espera do paciente, facilitará o acesso à média e alta complexidade para todos os cidadãos.

    “São mais de três mil profissionais que iniciam suas atividades dentro do Mais Médicos, qualificando o atendimento na atenção primária e reduzindo o tempo de espera. Além disso, o programa também investe na formação e qualificação desses profissionais, proporcionando oportunidades de especialização em Medicina de Família e Comunidade e mestrado profissional em Saúde da Família”, explica o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço.

    Distribuição de médicos no Brasil

    A oferta das vagas do programa considerou o cenário atual de distribuição de profissionais no país, segundo Demografia Médica 2025. O estudo – realizado pelo Ministério da Saúde (MS), Universidade de São Paulo (USP) e Associação Médica Brasileira (AMB) –, aponta a proporção de médicos por habitante nas diferentes regiões do país.

    A prioridade do Mais Médicos é atender aquelas de maior vulnerabilidade social e com menor número de profissionais. As vagas do edital contemplaram, em sua maioria, regiões vulneráveis de municípios de pequeno porte (75,1%), médio porte (11,1%) e grande porte (13,8%).

    O Programa Mais Médicos garante assistência a mais de 63 milhões de brasileiros em todo o país. Com a meta de alcançar 28 mil profissionais, atualmente conta com cerca de 24,9 mil médicos atuando em 4,2 mil municípios – o que representa 77% do território nacional.

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde

  • Auditores fiscais aprovaram em AGE paralisações das atividades

    Auditores fiscais aprovaram em AGE paralisações das atividades

    Em assembleia geral extraordinária, realizada nesta terça-feira (1°/7), os filiados ao Sindifisco-PB aprovaram paralisações pontuais das atividades de fiscalização em todo o Estado, com concentrações de protestos nas repartições fiscais.

    Os cerca de 300 participantes da AGE, tanto presencial quanto virtual, expressaram indignação no que se refere à política de desrespeito da Sefaz-PB e do Governo, que se recusam a abrir uma mesa de negociação para discutir as questões do Fisco Estadual.

    De acordo com o cronograma de luta aprovado, os auditores e as auditoras fiscais vão realizar paralisações no próximo dia 16/7 (quarta-feira) e nas quartas-feiras seguintes, dias 23 e 30.

    No mês de agosto, serão duas paralisações por semana, às terças e quartas-feiras.

    A categoria fiscal volta a se reunir em assembleia extraordinária no próximo mês de setembro (dia 3), para deliberação de novos encaminhamentos.

    Mobilizações: Nos últimos dias, a diretoria do Sindifisco-PB visitou as repartições fiscais, dentro do movimento “Todos juntos na Sefaz-PB”, promovendo um trabalho de articulação da base para essa AGE.

  • Comitê de Acompanhamento do Agora Tem Especialistas inicia atividades

    Comitê de Acompanhamento do Agora Tem Especialistas inicia atividades

    Governança compartilhada, diálogo entre as três esferas de governo e participação da sociedade civil são os pilares do ‘Comitê de Acompanhamento para a Implantação, Implementação e Operacionalização do Programa Agora Tem Especialistas’, a maior política pública voltada à ampliação do acesso da população a médicos especialistas no Sistema Único de Saúde (SUS). A primeira reunião do grupo, instituído pela Portaria GM/MS nº 7.046, foi realizada nesta terça-feira (2), no Ministério da Saúde, em Brasília (DF).

    “Esse comitê visa à interlocução para aprimorar o programa e cumprir seu objetivo, que é reduzir o tempo de espera da população por procedimentos especializados de saúde em todo o país”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Durante a reunião, o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, apresentou um panorama do programa após um mês de seu lançamento. Entre os destaques estão: a ampliação dos turnos de atendimento na rede pública e em hospitais privados credenciados; o lançamento do Super Centro para Diagnóstico do Câncer, voltado ao rastreio e agilidade no diagnóstico oncológico; o edital Mais Médicos Especialistas, para a ampliação da formação e oferta de médicos especialistas; e o novo modelo de parceria com hospitais privados e filantrópicos, que agora podem ofertar serviços ao SUS em troca de compensação por crédito financeiro.

    Para o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Arthur Chioro, o comitê é essencial para o sucesso da iniciativa. “Essa é a política pública mais complexa que o Ministério da Saúde já enfrentou. O espaço de diálogo institucional criado mostra o grau de seriedade e o compromisso do governo com a saúde da população brasileira”, afirmou Chioro.

    O colegiado integra o eixo ‘Governança’, uma das dez estratégias do programa. O grupo é formado por representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), de hospitais de excelência que participam do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), da Associação Médica Brasileira (AMB), entre outros.

    Saiba mais sobre o Programa Agora Tem Especialistas.

    Anna Elisa Iung
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança projeto que valoriza saberes locais e forma lideranças comunitárias

    Ministério da Saúde lança projeto que valoriza saberes locais e forma lideranças comunitárias

    O Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz Brasília, lançou o “Projeto Territórios Saudáveis e Sustentáveis na Promoção do Cuidado: abordagem intersetorial e interseccional”. Um dos principais objetivos é a formação de lideranças comunitárias em diversas regiões do país, utilizando metodologias da educação popular e da pedagogia da alternância. Serão destinados R$ 24 milhões para as ações formativas, que possibilitarão a participação gradual das 27 unidades federativas do Brasil. A primeira etapa começa ainda este ano, contemplando oito estados das regiões Norte e Nordeste. O público estratégico do projeto inclui lideranças de movimentos sociais, conselheiros de direitos e profissionais da atenção primária à saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Coordenado pelo Programa de Promoção da Saúde, Ambiente e Trabalho (Psat), da Fiocruz Brasília, e pelo Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde (Deppros), do Ministério da Saúde, o projeto, abreviado como Territórios de Cuidado, aposta na construção de soluções coletivas saudáveis, sustentáveis e solidárias. Isso se dará por meio do diálogo entre saberes populares e científicos, da escuta ativa dos territórios e da articulação com políticas públicas.

    “Temos a proposta de desenvolver processos de formação-ação que integrem saúde, equidade e saberes locais, tendo os territórios no centro das decisões. Buscamos formar lideranças comunitárias e fortalecer a participação popular no SUS, além de incentivar o intercâmbio de experiências e valorizar práticas já existentes”, destacou Ângela Leal, diretora do Deppros.

    Segundo o coordenador do Psat, Jorge Machado, a essência do projeto está na mobilização de processos participativos críticos, orientados por uma ação territorial de promoção da saúde. “Essa atuação se fundamenta na reflexão sobre o cuidado individual e coletivo, destacando a expressão e o protagonismo das pessoas e comunidades envolvidas nos processos formativos”, afirmou.

    Desenvolvimento do projeto

    Na etapa de pré-mobilização do projeto, foi realizada a busca ativa das lideranças comunitárias. Será realizada ainda uma oficina de mobilização para compreensão do escopo do projeto e funcionamento da formação. A partir de mobilização, serão abertas as inscrições para até 50 pessoas participarem da formação, que tem duração de 3 meses. As informações sobre critérios de seleção e inscrições serão divulgadas posteriormente nos canais oficiais do Ministério da Saúde e da Fiocruz.

    O lançamento do projeto ocorreu durante um seminário realizado em Brasília, que reuniu especialistas, gestores públicos, lideranças comunitárias e representantes de movimentos sociais para discutir estratégias de fortalecimento da promoção da saúde com base no protagonismo das comunidades e na valorização dos saberes locais.

    Assista à transmissão do evento

    Andreia Ferreira
    Ministério da Saúde
    Com informações da Fiocruz Brasília

  • Ministério da Saúde realiza inspeções locais para reforçar acompanhamento do Farmácia Popular

    Ministério da Saúde realiza inspeções locais para reforçar acompanhamento do Farmácia Popular

    O Ministério da Saúde iniciou, nesta terça-feira (1/7), ação nacional para inspecionar localmente a distribuição de medicamentos e demais itens do Programa Farmácia Popular do Brasil. A ação ocorre após o governo garantir a gratuidade de todos os produtos dispensados pelo programa, estabelecida em fevereiro de 2025. Inicialmente, o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS) fará visitas técnicas a 100 farmácias cadastradas em 58 municípios de 21 estados. A medida marca a retomada das visitas presenciais nas ações de fiscalização do programa, interrompidas em 2021.

    Os estados com maior número de farmácias a serem vistoriadas incluem São Paulo (18), Pernambuco (13), Rio Grande do Sul (10), Bahia (8) e Rio de Janeiro (7). A nova abordagem visa prevenir e acelerar a apuração de possíveis irregularidades na dispensação dos produtos, a partir de inspeções in loco. Durante as visitas, os técnicos verificam se a farmácia possui os documentos obrigatórios, tais como alvará e licença sanitária, Certidão de Regularidade Técnica, se o endereço coincide com o cadastro na Receita Federal, além de os documentos relativos às dispensações, como receita médica, documentos do paciente e cupons fiscais, tanto impressos quanto digitais.

    A iniciativa reforça as ações em curso de acompanhamento do Farmácia Popular. Em maio, o Ministério da Saúde voltou a realizar a renovação anual obrigatória do credenciamento dos estabelecimentos, que segue até o dia 31 de julho. A medida havia sido interrompida em 2018 e integra o processo de reconstrução e fortalecimento do programa. O reforço às ações de fiscalização levou à suspensão preventiva de 2.314 farmácias desde 2023 e ao ressarcimento de R$ 8 milhões. Apenas este ano, 562 farmácias já foram suspensas e 122 descredenciadas.

    Acompanhamento e fiscalização

    A retomada da fiscalização na gestão do programa foi possível com a estruturação de mecanismos de acompanhamento. Foram restituídos, por exemplo, 25 indicadores de acompanhamento, que vão desde a frequência de retirada do medicamento à quantidade vendida de acordo com o tamanho da população.

    O Farmácia Popular conta com mecanismos preventivos e detectivos. O acompanhamento preventivo atua no momento do atendimento, por meio do cruzamento automático de dados com bases oficiais como Receita Federal do Brasil (RFB), Cartão SUS, CNIS e Sistema de Óbitos. Quando o sistema identifica qualquer inconsistência, a dispensação é bloqueada imediatamente.

    O acompanhamento detectivo, por sua vez, é feito mensalmente com o uso de indicadores rotativos que cruzam dados e identificam comportamentos atípicos nas farmácias. Essas ações se articulam com outras instâncias do SUS, além de órgãos externos como a Receita Federal, CGU, TCU, Polícia Federal, Ministério Público e Conselhos de Classe, garantindo uma abordagem sistêmica de prevenção e responsabilização.

    Sobre o Farmácia Popular

    O Programa Farmácia Popular do Brasil garante o acesso gratuito a medicamentos essenciais para a população. Desde 14 de fevereiro de 2025, todos os medicamentos e insumos do elenco do programa passaram a ser disponibilizados de forma totalmente gratuita.

    Atualmente, o PFPB contempla 41 itens com medicamentos voltados ao tratamento de hipertensão, diabetes, asma, osteoporose, dislipidemia (colesterol alto), rinite, doença de Parkinson, glaucoma, diabetes mellitus associada a doenças cardiovasculares e anticoncepção. Também são ofertadas fraldas geriátricas para pessoas com incontinência e absorventes higiênicos para beneficiárias do Programa Dignidade Menstrual.

    O programa alcança mais de 12 milhões de pessoas por mês e conta com mais de 31 mil farmácias credenciadas, distribuídas em 4.846 municípios em todas as regiões do país.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde realiza pesquisa nacional por telefone

    Ministério da Saúde realiza pesquisa nacional por telefone

    O Ministério da Saúde iniciou, em 24 de junho, a pesquisa Vigitel. que coleta dados sobre os hábitos de saúde da população brasileira por meio de ligações telefônicas. As informações obtidas ajudam a identificar problemas de saúde e orientar a formulação de políticas em benefício da população. As ligações são feitas tanto para telefones fixos quanto celulares, e apenas pessoas com 18 anos ou mais podem participar da pesquisa.

    Desde 2006 a pesquisa é realizada no Brasil com objetivo de monitorar comportamentos e fatores de risco associados a doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, obesidade, câncer, doenças respiratórias crônicas e cardiovasculares, incluindo a hipertensão arterial — todas com grande impacto na qualidade de vida da população.

    “É o Ministério da Saúde que está ligando, com identificação adequada. Não é trote, nem telemarketing. As perguntas são rápidas e as respostas são fundamentais para identificar os principais problemas de saúde da população e propor ações e programas que ajudem a reduzir a ocorrência e a gravidade das doenças crônicas”, destaca a Secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.

    As ligações são feitas por uma empresa contratada pelo Ministério da Saúde. As perguntas são simples e objetivas, e a participação é totalmente voluntária. Todas as respostas são confidenciais, e a pesquisa segue rigorosamente as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Nenhum dado pessoal, como CPF ou RG, é solicitado, garantindo a segurança e o sigilo das informações coletadas.

    Nesta edição, a pesquisa também busca abordar o padrão de consumo de bebidas alcoólicas e o cenário do tabagismo no país. Outra novidade é a ampliação da abrangência geográfica: além das capitais, o levantamento ocorre em municípios das regiões metropolitanas e do interior, o que ajuda a garantir um retrato mais completo da realidade brasileira.

    Em caso de dúvidas, basta entrar em contato pelo telefone 136, enviar um e-mail para imprensa@saude.gov.br ou acessar a página oficial do Ministério da Saúde sobre o Vigitel.

    Swelen Botaro
    Ministério da Saúde

  • Força Nacional do SUS realiza 180 atendimentos em cidade da Amazônia Legal

    Força Nacional do SUS realiza 180 atendimentos em cidade da Amazônia Legal

    A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) realizou 180 atendimentos médicos no âmbito do programa Justiça Itinerante Cooperativa, na região da Amazônia Legal. A missão, promovida em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorreu entre os dias 23 e 27 de junho, em Boca do Acre (AM), e elaborou um diagnóstico situacional da região localizada na tríplice fronteira entre o Amazonas, Rondônia e o Acre.

    A identificação de demandas reprimidas, o longo tempo de espera por procedimentos especializados e as carências assistenciais do território foram pontos registrados pela FN-SUS. O trabalho está alinhado com o programa Agora Tem Especialistas, lançado pelo Ministério da Saúde com o objetivo de reduzir o tempo de espera para consultas, cirurgias e exames.

    Para a expansão da oferta de serviços especializados, o Agora Tem Especialistas prevê o credenciamento de clínicas, hospitais filantrópicos e privados para o atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em seis áreas prioritárias: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia. A contratação será feita pelos estados e municípios ou, de maneira complementar, pela AgSUS e pelo Grupo Hospitalar Conceição.

    Durante a missão em Boca do Acre, a FN-SUS realizou uma visita técnica ao Hospital Regional Maria Geny, com o objetivo de avaliar a capacidade física e operacional dos serviços especializados oferecidos pela unidade. As equipes identificaram o potencial de ampliação da oferta cirúrgica, considerando a estrutura física já existente. Os atendimentos foram realizados em parceria com o Hospital das Clínicas, o Exército e com o apoio do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Purus (AC).

    “Nossa missão é ir além da presença pontual. É identificar com precisão os vazios assistenciais e entregar dados que orientem políticas públicas eficazes. Essa é uma diretriz do presidente Lula e do ministro Alexandre Padilha para garantir um SUS verdadeiramente universal”, destacou o coordenador-geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli.

    A FN-SUS também promoveu ações de educação em saúde com foco nas emergências climáticas junto à comunidade indígena Camicuã, além de reuniões estratégicas com o DSEI e a secretaria de saúde local. O diálogo com lideranças da região e gestores locais contribuiu para um entendimento ampliado dos gargalos estruturais da assistência do SUS na região.

    A equipe constatou a dificuldade de regulação interestadual para a população indígena do DSEI Alto Purus, a ausência do SAMU 192 na região e uma alta procura por atendimento pediátrico especializado, especialmente para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

    “Essa missão conjunta com o CNJ simboliza um modelo de governança colaborativa para a consolidação de políticas públicas eficazes e duradouras. A presença da FN-SUS foi decisiva para ampliar o alcance das ações e promover uma abordagem mais humana, resolutiva e estratégica para o levantamento das necessidades e a construção de um diagnóstico situacional da rede de atenção à saúde na região”, observou a consultora técnica da Força Nacional do SUS, Juliana Lima.

    Desde 2023, o Ministério da Saúde entregou 2.416 unidades do SAMU 192 em todo o país, número seis vezes maior que o registrado entre 2019 e 2022. Desse total, 2.041 ambulâncias foram destinadas à expansão e renovação da frota, com investimento de R$ 722,3 milhões.

    Vastidão territorial e dificuldade de acesso

    Localizado na tríplice fronteira entre três estados do Norte, o município de Boca do Acre, com seus 35 mil habitantes, sintetiza as adversidades da região amazônica: vastidão territorial, isolamento logístico, presença de comunidades ribeirinhas e indígenas, além de condições ambientais extremas que afetam a mobilidade e o acesso a serviços básicos.

    Sobre o programa do CNJ

    O programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal surgiu da necessidade de ampliar a atuação do Poder Judiciário e das demais instituições do Poder Público na região Amazônica, caracterizada pela dificuldade de locomoção entre algumas áreas e municípios. Dividido em três eixos de atuação (ambiental, acesso à Justiça e à cidadania e coleta de dados), a Justiça Itinerante Cooperativa permite que, em uma única ação, sejam resolvidas demandas em localidades nas quais foram identificadas pouca presença do Estado e alto índice de litígios de grande repercussão e complexidade. Neste ano, uma das novidades foi a parceria com o Ministério da Saúde. Presente pela primeira vez na itinerância conjuntamente com o Hospital das Clínicas, as duas entidades ofereceram atendimento médico emergencial à população local e se dedicaram à produção de um relatório técnico consolidado para subsidiar futuras ações interinstitucionais. Rafael Secunho Ministério da Saúde

    Rafael Secunho, 
    Ministério da Saúde

  • 232ª Reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo da Fenafisco é finalizada em Aracaju-SE

    232ª Reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo da Fenafisco é finalizada em Aracaju-SE

    Os membros do conselho continuaram a discutir as pautas previstas, em especial o Grupo de Trabalho da LOAT e do 20º Conafisco.

    Na última sexta-feira (27/6), a 232ª Reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo (CD) da Fenafisco foi finalizada no Delmar Hotel, em Aracaju (SE). O segundo dia de reunião continuou com a pauta prevista, iniciada no dia 26 de junho, em especial, o conselho tratou da LOAT (Lei Orgânica da Administrativa Tributária) e do 20° Conafisco (Congresso Nacional do Fisco Estadual e Distrital).

    Com participação dos membros do conselho, o tema aprovado pelo CD para o próximo congresso foi: Reforma Tributária – Lei Orgânica, Desafios e o futuro das Administrações Tributárias – Além disso, também foram definidas algumas indicações de profissionais para palestras do Conafisco.

    Em seguida, foram iniciadas as tratativas para definições do GT (Grupo de Trabalho) da LOAT da federação. O primeiro encontro do Grupo de Trabalho (GT) da LOAT foi definido para as datas 6 e 7 de agosto de 2025, a reunião será realizada de maneira híbrida na sede da Fenafisco, em Brasília-DF.

    Fenafisco