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  • Brasil recebe certificação da OPAS/OMS e se consolida como o único país continental a eliminar a transmissão vertical do HIV

    Brasil recebe certificação da OPAS/OMS e se consolida como o único país continental a eliminar a transmissão vertical do HIV

    A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) entregou, nesta quinta-feira (18), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública. O Brasil é o único país continental a alcançar esse marco, resultado do acesso gratuito e ampliado às terapias antirretrovirais e a estratégias modernas, seguras e eficazes de prevenção.

    “O sistema de saúde foi, muitas vezes, tão maltratado e tão mal reconhecido, mas acabou criando uma força entre a população e os especialistas como poucas vezes vimos. Hoje, o SUS é motivo de orgulho para o Brasil e para o mundo, porque somos o único país com mais de 100 milhões de habitantes a contar com um sistema de saúde que se fortalece a cada dia. Estamos, cada vez mais, alcançando o compromisso assumido pelos constituintes quando o sistema foi criado: garantir que o povo mais humilde, as pessoas mais pobres e mais necessitadas, tenham o mesmo tratamento de saúde que a pessoa mais rica da cidade”, declarou o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

    Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, quatro décadas após o primeiro registro da aids no Brasil, o país alcança um marco histórico em sua trajetória. “O Brasil é o maior país do mundo a eliminar a transmissão vertical do HIV. Os avanços que celebramos refletem uma construção coletiva, nacional e global, que consolidou no país o acesso gratuito à terapia antirretroviral e às estratégias modernas de prevenção. Hoje, o SUS garante acompanhamento integral às pessoas vivendo com o vírus e amplia, de forma contínua, o acesso a esquemas terapêuticos mais simples, eficazes e seguros”, afirmou.

    Para alcançar a certificação, o Brasil manteve a taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos, atendendo integralmente aos critérios estabelecidos pela OMS. Além disso, o país alcançou mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes que vivem com o vírus. Isso demonstra que o Brasil interrompeu, de forma sustentada, a infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação.

    O processo para receber o certificado teve início com o envio, em junho de 2025, de um relatório técnico à OPAS/OMS pelo Ministério da Saúde, no qual o Brasil apresentou avanços sistemáticos na redução da transmissão vertical do HIV e no fortalecimento do componente materno-infantil da resposta à epidemia.

    Entre 2023 e 2024, o país registrou queda de 13% no número de óbitos por aids, com o total de mortes reduzido de mais de 10 mil para 9,1 mil, a menor taxa em mais de três décadas. A redução reflete o impacto direto da ampliação da testagem, do acesso precoce ao tratamento antirretroviral e das estratégias de prevenção combinada, que incluem ferramentas como PrEP, PEP, além da expansão do uso de exames rápidos e autotestes.

    Compromisso com a equidade e a vida

    A certificação, além de simbolizar um avanço sanitário, reforça os compromissos do Brasil com os direitos humanos, a equidade no acesso aos serviços de saúde e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente no que se refere à saúde global e ao fim da epidemia de HIV e aids, em alinhamento com a Agenda 2030 das Nações Unidas.

    Essa é uma conquista coletiva. A sociedade civil, especialmente as pessoas que vivem com HIV e aids, constitui o alicerce dessa mobilização que, somada ao empenho dos governos nas três esferas, dos trabalhadores da saúde, da ciência e das instituições envolvidas com a pauta, permitiu ao país alcançar a eliminação da transmissão vertical em nível nacional.

    “É uma conquista imensa para o Brasil e para a região das Américas, porque já temos 11 países certificados. Agora, o Brasil é o primeiro país continental a conquistar a interrupção da transmissão vertical do HIV. Esse reconhecimento é fruto de anos de trabalho intenso dos estados e municípios, da liderança do Ministério da Saúde e da fortaleza do SUS e, sem dúvida, posiciona novamente o país na vanguarda global no combate à doença”, destacou o diretor da OPAS/OMS, Jarbas Barbosa.

    Programa Brasil Saudável

    A eliminação da transmissão vertical do HIV integra as metas prioritárias do Programa Brasil Saudável, iniciativa do Governo Federal que orienta políticas públicas integradas voltadas à promoção da saúde, à redução das desigualdades e ao enfrentamento das principais causas de adoecimento no país.

    O reconhecimento internacional demonstra o avanço consistente do país no cumprimento das metas pactuadas para a próxima década. Ao alcançar a eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, o Brasil consolida um modelo de resposta baseado em evidências científicas, equidade e compromisso com a vida desde o início, contribuindo para a construção de um país mais saudável, justo e sustentável até 2030.

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde renova frota do SAMU 192 e amplia transporte sanitário em todo o país

    Ministério da Saúde renova frota do SAMU 192 e amplia transporte sanitário em todo o país

    Com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), o Ministério da Saúde formalizou em dezembro a aquisição de ambulâncias do SAMU 192 e micro-ônibus voltados ao transporte sanitário eletivo. O investimento garante a renovação da frota de urgência e estabelece, pela primeira vez, o apoio direto do Governo Federal no deslocamento de pacientes para consultas e exames no Sistema Único de Saúde (SUS).

    “Renovar a frota e organizar o transporte é garantir que o cuidado chegue a tempo, do chamado de urgência à consulta especializada. As novas ambulâncias do SAMU 192 ampliam a capacidade de resposta da urgência, enquanto o transporte sanitário eletivo garante que consultas, exames e tratamentos aconteçam no tempo certo. É uma ação técnica, planejada, mas com impacto direto na vida das pessoas que dependem do SUS”, afirma a secretária-executiva adjunta do Ministério da Saúde, Juliana Carneiro.

    Após a homologação das licitações, estão em fase de formalização os contratos para a aquisição inicial de 2.420 ambulâncias do SAMU 192 e 700 micro-ônibus. As entregas estão previstas para começar em janeiro de 2026 e seguir ao longo do primeiro semestre do ano, fortalecendo a capacidade operacional dos serviços de saúde em todo o território nacional.

    Reforço histórico para o SAMU 192

    A iniciativa integra a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar o SAMU 192 para 100% de cobertura nacional e promover a renovação total da frota até o fim de 2026.

    As novas ambulâncias serão destinadas tanto à substituição de veículos antigos quanto à expansão do serviço, garantindo resposta mais rápida às ocorrências, maior capilaridade e melhores condições de trabalho para as equipes.

    Os veículos incorporam tecnologias que elevam o padrão do atendimento pré-hospitalar, como sistemas avançados de estabilidade e frenagem, climatização com purificação do ar por UV-C, iluminação clínica em LED e rede integrada de oxigênio, oferecendo mais segurança, eficiência e conforto para profissionais e pacientes.

    Transporte sanitário eletivo: o que muda para os usuários do SUS

    Outra novidade é a aquisição de 700 micro-ônibus para o Transporte Sanitário Eletivo, voltado ao deslocamento de usuários para consultas, exames e

    tratamentos especializados. É a primeira vez que o Ministério da Saúde estrutura apoio direto a esse tipo de transporte, essencial para reduzir o absenteísmo e acelerar diagnósticos e tratamentos no SUS.

    Os micro-ônibus contam com 28 poltronas, assentos reservados para acessibilidade, poltrona elevatória, espaços para cadeiras de rodas, climatização com purificação de ar, letreiro informativo e sistema multimídia com navegador, garantindo um transporte seguro, confortável e inclusivo. A ação integra o Programa Agora Tem Especialistas, que busca enfrentar um dos principais obstáculos ao acesso à atenção especializada: a dificuldade de mobilidade dos pacientes.

    Estados e municípios podem aderir

    As atas de registro de preços dos micro-ônibus e das ambulâncias do SAMU 192 permitem a aquisição direta de veículos pelo Ministério da Saúde, no caso dos micro-ônibus, de até 3 mil unidades, além da adesão de estados e municípios, conforme disponibilidade orçamentária. As atas também poderão ser utilizadas para aquisições viabilizadas por emendas parlamentares, ampliando as possibilidades de acesso aos veículos e o alcance da política pública em todo o país.

    Os veículos adquiridos diretamente pela pasta da Saúde serão doados a estados e municípios, seguindo critérios de necessidade e efetividade, ampliando o alcance da política pública em todo o país.

    A renovação da frota do SAMU 192 e a ampliação do transporte sanitário eletivo representam um investimento estruturante para o SUS, fortalecendo a rede de urgência, qualificando o cuidado e garantindo acesso mais equitativo aos serviços de saúde, especialmente para quem mais precisa.

    Ministério da Saúde

  • Mutirões do Agora Tem Especialistas fecham o ano com mais de 127 mil procedimentos para pacientes do SUS de todo o país

    Mutirões do Agora Tem Especialistas fecham o ano com mais de 127 mil procedimentos para pacientes do SUS de todo o país

    O programa Agora Tem Especialistas bateu a marca de 127,1 mil atendimentos ofertados para a rede pública de saúde nos mutirões realizados neste ano. Apenas no mais recente, que aconteceu no último final de semana, pacientes de todos os estados e do Distrito Federal foram submetidos a 59,3 mil procedimentos no maior mutirão de cirurgias e exames da história do SUS. Para isso, o Ministério da Saúde, de forma inédita, conseguiu unir esforços da maior rede de hospitais universitários do país – a Ebserh -, de institutos e hospitais federais e de Santas Casas. Juntos, quase 200 estabelecimentos de saúde atenderam, simultaneamente, pacientes do SUS em todos os estados e no Distrito Federal.  

    Considerando os mutirões realizados no sábado (13) e domingo (14) e o primeiro realizado em julho, em que 12,5 mil procedimentos foram ofertados, o programa do governo federal ampliou em 375% a oferta de atendimento em diversas áreas prioritárias para o SUS, como oncologia, ginecologia, ortopedia, cardiologia, oftalmologia e otorrinolaringologia.  

    O avanço na expansão da assistência especializada é resultado do Agora Tem Especialistas que, para fortalecer e ampliar o alcance dos mutirões em todo o país, busca a participação de novos atores. É o caso das 134 Santas Casas e dos nove hospitais e institutos federais, que, pela primeira vez, se juntaram aos 45 hospitais universitários da Ebserh para atender pacientes previamente agendados.  

    “Realizamos o maior mutirão nacional da história do SUS, com cirurgias e exames em todo o Brasil. Essas pessoas entraram nos hospitais do SUS para fazer cirurgias e exames — muitas delas aguardando há meses — sem precisar pagar nada, porque o SUS é isto: é universal, é público, é gratuito e é sério”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    Entre os procedimentos realizados, destacam-se cirurgias de média e alta complexidade, como bariátrica por videolaparoscopia, cistolitotomiacolecistostomia, plástica abdominal, hemorroidectomia, diferentes tipos de hernioplastias, vasectomia, ureterolitotripsia transureteroscópica e uretrotomia interna, entre outras. Outros procedimentos como ultrassonografia, tomografia, endoscopia e ressonância magnética também foram realizados. 

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Número de atendimentos cresce a cada vez mais 

    A oferta dos atendimentos nos mutirões do Agora Tem Especialistas aumenta a cada edição: nas de julho e setembro, realizadas no Dia – Ebserh em Ação com os 45 hospitais universitários da rede, foram 12,5 mil e 34,3 mil procedimentos, respectivamente, em capitais e cidades do interior de todos os estados, além do DF. Agora, em dezembro, com mais 143 estabelecimentos de saúde, esse número saltou para 59,3 mil. Além disso, os mutirões realizados dentro de aldeias indígenas somaram 21 mil atendimentos. 

    No mutirão do último final de semana, as 134 Santas Casas e hospitais filantrópicos atuaram em 19 estados: Alagoas (AL), Bahia (BA), Ceará (CE), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Maranhão (MA), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Paraná (PR), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte (RN), Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC), Sergipe (SE), São Paulo (SP) e Tocantins (TO). 

    Além das redes hospitalares parceiras, participaram da iniciativa estes hospitais federais ligados ao Ministério da Saúde: Instituto Nacional de Câncer (INCA), Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) e os hospitais federais dos Servidores, de Ipanema, de Bonsucesso, Cardoso Fontes, da Lagoa e do Andaraí, todos no Rio de Janeiro. 

    Mais ações do Agora Tem Especialistas no Brasil 

    Ao longo de 2025, o Agora Tem Especialistas se consolidou como uma das principais políticas públicas do governo federal para ampliar e qualificar o acesso à saúde especializada no SUS. Além dos mutirões, o programa inclui a atuação de carretas de saúde, que levam atendimento até onde a população está; a ampliação do horário de funcionamento dos serviços de saúde; o provimento e formação de especialistas para atuarem em regiões onde há carência desses profissionais; e parcerias com hospitais privados para atendimento complementar e gratuito ao SUS, tendo como contrapartida o abatimento de dívidas de tributos federais. 

    Luciana Lima
    Ministério da Saúde

  • Com bancada integralmente feminina, CIT realiza 12ª Reunião Ordinária e reforça compromisso da Saúde no enfrentamento ao feminicídio

    Com bancada integralmente feminina, CIT realiza 12ª Reunião Ordinária e reforça compromisso da Saúde no enfrentamento ao feminicídio

    O Ministério da Saúde (MS), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) realizaram, nesta quarta-feira (18), a 12ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) de 2025. O encontro ocorreu na sede da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS), em Brasília (DF), e recebeu gestores das cinco regiões do Brasil para pactuar diretrizes, planos e recursos para a efetivação das políticas de saúde.

    A abertura dos trabalhos foi representativa, com a composição da uma mesa de autoridades integralmente de mulheres e tema “O SUS é Vida. Não ao Feminicídio”, para reforçar o compromisso das três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) com a defesa da vida, a promoção da equidade e o enfrentamento das violências. A secretária executiva adjunta do MS, Juliana Carneiro, presidiu a sessão e destacou que colocar o enfrentamento ao feminicídio no foco dos debates aponta para uma priorização transversal da defesa feminina nas políticas públicas. “A escolha do tema dessa CIT evidencia os desafios que ainda temos pela frente e reafirma o compromisso do SUS com a proteção e a promoção da vida das mulheres”, declarou.

    As mulheres representam cerca de 75% da força de trabalho do sistema de saúde – o que, segundo a secretária, “aumenta o nível de responsabilidade coletiva na construção de ambientes seguros, justos e livres de violência”. As oito secretarias da Pasta foram representadas e participaram dos debates propostos: Secretaria Executiva (SE), Atenção Primária à Saúde (SAPS), Atenção Especializada à Saúde (SAES), Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTICS), Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Saúde Indígena (SESAI), Saúde Digital (SEDIGI) e Trabalho e Educação na Saúde (SGTES).

    Durante as apresentações e discussões iniciais, a reunião abordou temas estratégicos para a gestão do SUS. Entre os destaques estão a exibição do webdocumentário “Imuniza SUS – 2ª temporada”, apresentado pelo Conasems, com foco na experiência do município de Barreirinha (AM) na vacinação de comunidades quilombolas, e a apresentação do Conass sobre o projeto “SUS em Redes”, que trata da planificação da atenção à saúde como estratégia de organização do sistema.

    A pauta incluiu a atualização da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente sobre o cenário da dengue e outras arboviroses no País, além da apresentação, pela Secretaria Executiva, dos resultados do Projeto Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e do monitoramento do Relatório Anual de Gestão, no âmbito da agenda com o Tribunal de Contas da União. A Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, por sua vez, apresentou o monitoramento do Programa Agora Tem Especialistas e a atualização do Plano Operativo da Rede de Prevenção e Controle do Câncer, além de esclarecimentos sobre o componente de radioterapia do programa.

    O bloco de discussões e pactuações contemplou temas normativos e operacionais relevantes para a gestão do SUS, como o calendário das reuniões ordinárias da CIT em 2026, alterações de prazos previstos em portarias ministeriais, a prorrogação do Plano Operativo de Transformação Digital da Rede Nacional de Dados em Saúde e da Base Nacional de Dados da Assistência Farmacêutica. Foram abordadas, também, minutas de portarias relacionadas à atenção primária, atenção especializada, vigilância em saúde e assistência farmacêutica.

    Entre os demais pontos em pautam, foram foco de diálogo a atualização de programas como o Academia da Saúde, a instituição do Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa, a política nacional de regulação em saúde, o financiamento de centros de informação e assistência toxicológica, o repasse financeiro para ações de controle da doença de Chagas e a pactuação de medicamentos dos componentes básico, estratégico e especializado da assistência farmacêutica.

    A sessão foi encerrada com informes sobre o balanço das atividades da CIT em 2025, a situação de entrega dos relatórios de gestão no país e a apresentação da Secretaria de Saúde Indígena sobre as ações de saúde voltadas ao povo Yanomami.

    A CIT

    A Comissão Intergestores Tripartite é uma instância fundamental de articulação entre União, estados e municípios, responsável por pactuar diretrizes, estratégias e políticas que fortalecem a governança e a efetividade do SUS em todo o território nacional. No âmbito da CIT são discutidos temas como ressarcimento de medicamentos, assistência farmacêutica, rede de atenção à saúde bucal, imunobiológicos e políticas de saúde.

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde intensifica vigilância de casos de gripe e reforça importância da vacinação

    Ministério da Saúde intensifica vigilância de casos de gripe e reforça importância da vacinação

    O Ministério da Saúde intensificou as ações de vigilância da Influenza A (H3N2), em especial do subclado K, que, na América do Norte, tem sido mais frequente em países como Estados Unidos e Canadá. A medida ocorre em resposta ao alerta epidemiológico emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), que aponta aumento de casos e de internações por gripe em países do hemisfério norte associados a esse vírus, incluindo países da Europa e da Ásia.

    No Brasil, até o momento, foram identificados quatro casos do subclado K: um importado, no Pará, associado a viagem internacional, e três no Mato Grosso do Sul, que seguem em investigação para confirmação da origem. A amostra do caso do Pará foi analisada pela Fiocruz/RJ, laboratório de referência nacional, enquanto as amostras do Mato Grosso do Sul foram processadas pelo Instituto Adolfo Lutz (SP). Nas duas situações, os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) dos respectivos estados identificaram a presença do vírus e enviaram para os laboratórios de referência nacional para sequenciamento, conforme os protocolos da vigilância.

    A vigilância da influenza é feita a partir do monitoramento contínuo de casos de síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Além disso, as ações incluem identificação e diagnóstico precoces, investigação e notificação imediata de eventos respiratórios incomuns, além do fortalecimento das medidas de prevenção e do acesso a vacinas e antivirais para grupos de risco.

    As vacinas disponibilizadas pelo SUS protegem contra formas graves da gripe, inclusive as causadas pelo subclado K. Os grupos mais vulneráveis ao vírus são os mesmos já contemplados como prioritários na campanha de vacinação. A hesitação vacinal, cenário observado em países do América do Norte, contribui para a maior circulação do vírus, especialmente em contextos de baixa adesão à imunização.

    Além da imunização, o SUS oferece gratuitamente antiviral específico para o tratamento da gripe, indicado principalmente para os públicos prioritários, como estratégia complementar para reduzir o risco de agravamento dos casos. Aderir à vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e reduzir hospitalizações.

    Entenda o subclado K

    A gripe é causada pelo vírus influenza, sendo o tipo A o mais frequentemente associado a surtos e a quadros de maior gravidade. O subclado K corresponde a uma variação genética da Influenza A (H3N2) e não se trata de um vírus novo.

    Até o momento, não há evidências de que essa variante esteja relacionada a maior gravidade dos casos. O que se observa é uma circulação mais intensa e antecipada em relação ao padrão esperado no hemisfério norte, o que resulta, consequentemente, em um aumento do número de internações.

    Os sintomas são os já conhecidos da doença, como febre, dor no corpo, tosse e cansaço, com atenção para sinais de agravamento, como falta de ar e piora rápida do quadro.

    A vacinação ofertada anualmente em todo o país é a principal forma de evitar casos graves e hospitalizações. Também são recomendadas medidas como o uso de máscara por pessoas com sintomas, higienização das mãos e ventilação adequada dos ambientes.

    Cenário epidemiológico

    Em 2025, o Brasil registrou um comportamento fora do padrão do vírus Influenza A (H3N2), com aumento de casos no segundo semestre, antes mesmo da identificação do subclado K no país. Esse movimento começou na região Centro-Oeste e, na sequência, se espalhou para estados de outras regiões. No momento, as regiões Centro-Oeste e Sudeste já apresentam queda nos casos de SRAG associados à Influenza, enquanto Norte e Nordeste ainda registram tendência de crescimento.

    No âmbito internacional, segundo a OPAS, o subclado K tem apresentado crescimento acelerado na Europa e em diversos países da Ásia, onde já representa parcela significativa das amostras de Influenza A (H3N2) analisadas. Na América do Norte, Estados Unidos e Canadá também registram aumento sustentado da circulação do vírus. Até o momento, não há evidências de padrão semelhante na América do Sul.

    O acompanhamento do cenário internacional integra as avaliações semanais do Ministério da Saúde e é divulgado no Informe Epidemiológico Semanal da Vigilância das Síndromes Gripais, que reúne dados sobre influenza, covid-19 e outros vírus respiratórios de relevância em saúde pública.

    Ministério da Saúde

  • Parada programada: PJe 2.x ficará indisponível nos dias 3 e 4 de janeiro de 2026 Última atualização: 18/12/2025 às 14:25:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 informa que o sistema PJe 2.x ficará temporariamente indisponível nos dias 3 e 4 de janeiro de 2026, tanto no Primeiro quanto no Segundo Grau, para usuários(as) internos(as) e externos(as). Durante o período, não será possível acessar processos, peticionar ou realizar consultas no PJe 2.x.

    A paralisação é necessária para atualização da infraestrutura do sistema, de acordo com a Comissão de Informática do TRF5, a Diretoria de Tecnologia da Informação e a Diretoria de Infraestrutura e Desenvolvimento do PJe. A medida tem como objetivo garantir maior estabilidade, desempenho e segurança, além de preparar o sistema para demandas futuras.

    A previsão é de que o acesso seja restabelecido no dia 5 de janeiro, após a conclusão dos serviços. 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Justiça condena perito criminal a pagar pensão e indenização de R$ 600 mil à família de motoboy

    Juíza Ascione
    Sentença foi proferida pela Juíza Ascione Alencar

    A Justiça da Paraíba condenou o perito criminal Robson Félix Mamede a pagar pensão mensal e indenização por danos morais à família do motoboy Orlando Pereira Leal, morto após um acidente de trânsito ocorrido em 16 de setembro de 2023, em João Pessoa. A decisão é da juíza Ascione Alencar Linhares, da 2ª Vara Regional Cível de Mangabeira – Acervo B.

    Na sentença, a magistrada reconheceu a responsabilidade civil do réu pelo acidente que resultou na morte de Orlando, ocorrida dois dias depois, em 18 de setembro de 2023, em decorrência de traumatismo crânio-encefálico associado a tromboembolismo pulmonar.

    Segundo os autos, Robson Mamede trafegava na contramão e avançou via preferencial, colidindo com a motocicleta conduzida pela vítima. Laudos periciais confirmaram que o motorista agiu de forma imprudente, em desrespeito às normas de trânsito. A versão apresentada pela defesa, de que o réu estaria fugindo de um assalto, não foi comprovada.

    A juíza também destacou que o réu firmou Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público, no qual confessou a prática de homicídio culposo na direção de veículo automotor, com causa de aumento por omissão de socorro. Para a magistrada, a confissão reforça a caracterização do ilícito civil e o dever de indenizar.

    “Desse modo, conclui-se que o réu agiu de forma manifestamente imprudente ao trafegar pela contramão de direção, sem adotar as cautelas mínimas exigidas e em total desrespeito às normas de trânsito. Tal conduta resultou na interceptação da trajetória da motocicleta pilotada pela vítima, que trafegava regularmente na faixa mais à esquerda de sua mão de direção na Avenida Esperança, nas imediações da interseção com a Rua Escrivão Sebastião de Azevedo Bastos, nesta capital”, destaca a sentença.

    Na decisão, a juíza determinou o pagamento de pensão mensal vitalícia equivalente a 2/3 do salário mínimo, a partir da data do óbito, a ser dividida igualmente entre a viúva Marilene das Neves Pessoa Leal e os três filhos do casal: João Victor, Maria Heloísa e Maria Helena.

    A pensão da viúva deverá ser paga até a data em que a vítima completaria 75 anos de idade, em 2060. Já a dos filhos será devida até que cada um complete 25 anos, com reversão da cota-parte para a mãe à medida que os filhos atinjam essa idade.

    O valor de R$ 26.604,00, já pago pelo réu no âmbito do acordo penal, será abatido do total devido a título de danos materiais. Além disso, o réu foi condenado ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 150 mil para cada autor, totalizando R$ 600 mil para a família.

    A magistrada também deferiu parcialmente a tutela provisória de urgência, determinando que a pensão mensal seja paga imediatamente, com desconto direto em folha de pagamento e depósito em conta bancária da viúva, sob pena das sanções legais.

    Na fundamentação, a juíza ressaltou a gravidade do caso, destacando que a vítima era pai de família e provedor do lar, e que duas das crianças ficaram órfãs ainda em idade tenra, tendo sua referência paterna irreversivelmente ceifada.

    Por Lenilson Guedes

     

     

  • Projeto aprimora acesso à Justiça em demandas de bloqueio e transferência de veículos

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    Garantir mais agilidade, clareza e dignidade no acesso à Justiça para cidadãos atendidos pelos Juizados Especiais que precisam ingressar com processo para pedir ao Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB) que realize bloqueio administrativo de veículo, transferência de propriedade e exclusão de multas, pontuações e demais penalidades cometidas por terceiros.

    Essa é a proposta do Projeto Ético de Assistência às Partes Hipossuficientes no Setor de Distribuição do Fórum Cível Desembargador Mário Moacyr Porto, iniciativa desenvolvida pela estagiária Alinne Eleotério, do 2º Juizado Especial Fazendário da Comarca de João Pessoa.

    Para simplificar. Imagine que você vendeu um veículo, não fez a transferência de proprietário e de repente se vê com uma dívida fazendária gigante e uma lista de multas em seu nome por infrações que não foram cometidas por você. Uma baita dor de cabeça, que gera pontuações na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e até suspensão do direito de dirigir para antigos proprietários, cujo remédio começa por uma dose de justiça. 

    Isso porque, feita a descoberta do problema, é preciso ir até o Fórum Cível da Capital para dar entrada em uma petição inicial chamada de tomada de termo, uma via que a parte tem para acessar os juizados especiais sem a participação de advogado. 

    Foto da estagiária Alinne Eleotério
    Estagiária Alinne Eleotério

    “A pessoa chega no setor de distribuição, relata o fato e é feita uma tomada de termo. Mas como essas ações, especificamente do Detran, têm umas peculiaridades que nem sempre a parte alcança, nem sempre ela sabe como formular o pedido ou que documentação trazer. O projeto criou uma minuta que traz as informações essenciais, dentro da legalidade do ato, para que possamos entregar uma prestação jurisdicional mais efetiva para a parte”, detalha Alinne Eleotério. 

    O que acontecia antes do projeto de Alinne ser implantado é que, muitas vezes, o cidadão não levava ao Setor de Distribuição a informação suficiente para dar continuidade ao processo. “O cidadão saía sem uma efetiva prestação jurisdicional, pois, muitas vezes, o processo era arquivado devido à falta de informações ou documentos essenciais, após o não cumprimento da emenda à inicial. Esse projeto direciona a parte”, completou a juíza titular do 2º Juizado Fazendário, Érica Amaral.

    Padronização facilitadora – A iniciativa de Alinne Eleotério padronizou os pedidos e a narrativa dos fatos mais comuns, sem limitar o direito do cidadão de adaptar o conteúdo à sua situação específica. “Quando não tinha essa padronização, por falta de informação, muitas vezes os pedidos que constam na Tomada de Termo, sobretudo o pedido liminar, acabava sendo indeferido. Como o cidadão não sabia explicar, o servidor também não tinha como colocar aquilo no papel. Essa minuta veio justamente para trazer parágrafos com hipótese, para se moldar àquele caso concreto e facilitar a vida do servidor responsável pela distribuição e também da parte”, explicou Alinne.

    Juiza Érica Amaral

    A juíza Érica Amaral acrescentou que o projeto direciona a parte a como fazer, o que ela precisa informar, que documento ela precisa juntar. “Isso também facilita nossa análise, pois a minuta contém as informações e os documentos necessários, conforme exigido pela lei, permitindo o prosseguimento do processo e, ao final, uma prestação jurisdicional mais eficaz. Essa abordagem beneficia ambas as partes da relação processual: o Judiciário, que passa a ter uma visão mais clara do que a parte pretende, e a própria parte, cuja pretensão será mais adequadamente analisada”, salientou.

    A minuta sugerida é redigida com linguagem acessível e juridicamente adequada, funcionando como um modelo-base para ações em que o Detran-PB figure no polo passivo. A intenção é que o documento seja inserido diretamente no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe), facilitando o trabalho dos servidores e oferecendo mais segurança jurídica aos promoventes.

    “O projeto não substitui a atuação do advogado nem restringe os pedidos do autor. Trata-se de uma ferramenta de apoio, especialmente pensada para quem não tem condições financeiras de constituir um profissional”, destacou a estagiária.

    Impacto social – Ao promover maior uniformidade, clareza e eficiência na formulação das tomadas de termo, o projeto reforça o princípio do acesso à Justiça e a função social dos Juizados Especiais, criados justamente para atender cidadãos que enfrentam barreiras financeiras, processuais e culturais. E isso gera economia também para o Judiciário que reduz as idas de um oficial de justiça aos endereços das partes envolvidas para intimá-los a rever o processo. 

    Como disse o assessor do 2º Juizado Fazendário, Ronald Botechia, não é apenas uma questão de acesso ao Judiciário, mas sim de melhor acesso. “A ideia é tornar mais fácil a compreensão dos fatos, tanto para aqueles que não compreendem bem o Direito (o cidadão), como para os operadores do direito, visto que possibilita transformar esses relatos em fatos jurídicos. Através dessa minuta, podemos ter uma melhor compreensão da causa de pedir e verificar também se a pretensão autoral (os pedidos) têm correlação ou não a esses fatos. Tudo isso objetiva dar uma melhor prestação jurisdicional ao cidadão que procura o judiciário sem auxílio de um advogado”, falou.

    Por Nice Almeida
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • TJPB adere ao Programa ‘Novos Caminhos’ que beneficia crianças e adolescentes acolhidos

    Foto do ato de assinatura do convênio
    Fred Coutinho assinando o Termo de Cooperação Técnica

    Na manhã desta quinta-feira (18), o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, assinou o Termo de Cooperação Técnica do Programa Novos Caminhos (Programa Nacional de Apoio à Desinstitucionalização de Crianças e Adolescentes Acolhidos e a Egressos de Unidades de Acolhimento – PNC). Assim, o Poder Judiciário estadual adere a essa iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    O Programa Novos Caminhos (PNC) possibilitou ao Poder Judiciário nacional a execução de uma política voltada à construção de oportunidades de uma vida adulta com cidadania plena e estabilidade a jovens com idade entre 14 e 18 anos que estão em instituições de acolhimento. “A ideia central do Programa é viabilizar um horizonte melhor para essas crianças e adolescentes na busca de um futuro mais promissor. O Poder Judiciário não poderia ficar fora dessa iniciativa. Quero agradecer a todas instituições envolvidas e empenhadas na busca de melhorias e realizações dos acolhidos”, comentou Fred Coutinho.

    Foto da juíza Maria dos Remédios
    Juíza Maria dos Remédios Pordeus

    O Termo de Cooperação também foi assinado pela juíza e coordenadora da Infância e Juventude do TJPB, Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa; o presidente da Fecomércio/Sescs/Senac – Paraíba, Marconi Medeiros de Souza; e auditor-fiscal do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, Abílio Sérgio de Vasconcelos Correia Lima.

    De acordo com Maria dos Remédios, neste primeiro momento o Programa Novos Caminhos vai beneficiar os municípios de João Pessoa, Campina, Patos e Santa Rita. Segundo ela, a proposta é alcançar todo o Estado da Paraíba. “Onde existir um adolescente acolhido, deve existir o Programa. O programa trabalha com quatro eixos diferentes e os parceiros podem ser os mais variados possíveis. São muitos direitos a serem assegurados, afora a empregabilidade. Quem completou 14 anos e estando acolhido, ele já é candidato a integrar o Programa Novos Caminhos”, explicou a magistrada.

    “A depender das necessidades que o (a) adolescente apresenta, nós buscamos parcerias e fechamos uma rede ao redor desse adolescente para que ele(a) possa ter efetivado os direitos que nós prometemos quando realizamos o acolhimento”, acrescentou Maria dos Remédios. A juíza ainda disse que o Programa funciona como um mecanismo de enfrentamento às dificuldades relacionadas à adoção tardia.

    “É com muita honra que a 7ª Vara Mista de Patos participa do Programa Novos Caminhos”, afirmou a juíza Joscileide Ferreira de Lira. Segundo ela, “o programa representa um olhar atento e cuidadoso do Estado para com os adolescentes que, institucionalmente acolhidos, infelizmente não possuem perspectivas para adoção”.

    “É muito importante viabilizar a empregabilidade das pessoas que estão nesse programa. Vamos colaborar, o setor industrial, para que possamos cada vez mais trazer os nossos jovens aos bons caminhos, aos novos caminhos”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, Cassiano Pascoal Pereira Neto em seu discurso durante a solenidade.

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    Desembargadora Lilian Cananéa

    Já a desembargadora Lilian Cananéa elogiou a iniciativa do CNJ pela criação do programa Novos Caminhos. “É um projeto que vai ajudar muito esses jovens que estão realmente precisando de um norte, de um novo caminho. E é esse novo caminho que eu estou aqui para aplaudir”, pontuou.

    Raquel Mariana Buriti, 17 anos, é uma das adolescentes beneficiadas pelo Programa Novos Caminhos. “Falar sobre esse Programa é me sentir realmente segura. Posso dizer que temos, sim, pessoas preocupadas com o futuro das crianças e adolescentes. Desde pequena que moro em casa de acolhimento e já passei por duas adoções. Voltei ao acolhimento aos 15 anos de idade. Hoje, estou estagiando em um salão de beleza e me preparo para alcançar minha autonomia”, comentou Raquel, que mora em Campina Grande.

    Rede – O Programa Novos Caminhos funciona articulando o Judiciário, empresas e sociedade para criar uma rede de apoio a jovens em acolhimento, focando em educação, saúde, empregabilidade e construção de projeto de vida, com o objetivo de prepará-los para a autonomia e evitar o abandono pós-institucional depois dos 18 anos, através de parcerias e ações concretas como cursos profissionalizantes e atividades culturais, liderado nacionalmente pela Corregedoria Nacional de Justiça.

    Por Fernando Patriota 
    Fotos: Ednaldo Araújo

  • TJPB alcança 88,65% no Índice Nacional de Transparência e avança para nível elevado

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    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) atingiu o percentual de 88,65% no Índice de Transparência medido pelo Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), coordenado pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), em parceria com 33 Tribunais de Contas. O valor alcançado representa um crescimento de 42,59% em relação à avaliação feita em 2024 (62,17%), o que possibilitou que o órgão passasse do nível intermediário para o nível elevado de transparência.

    O programa tem como objetivo padronizar, orientar, estimular, induzir e fiscalizar a transparência da Administração Pública em todos os Poderes e órgãos públicos do Brasil. Os portais avaliados recebem selo de qualidade, divididos nas categorias Diamante, Ouro e Prata.

    A edição deste ano avaliou mais de 10 mil portais de transparência, tendo como parâmetro um amplo conjunto de critérios que verificam a disponibilidade, atualidade, acessibilidade e integralidade das informações, abrangendo áreas como execução orçamentária, financeira, estrutura administrativa, servidores, licitações, contratos e dados de interesse social, focando na facilidade de acesso pelo cidadão e no atendimento às normas da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da Lei de Acesso à Informação (LAI). 

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    Bruno Emmanuel Medeiros de Oliveira

    Para o diretor de Governança e Gestão Estratégica do TJPB,  Bruno Oliveira, essa iniciativa tem o potencial de estimular mudanças na gestão pública brasileira por meio de uma maior participação dos cidadãos na fiscalização das iniciativas das administrações públicas. “A transparência é uma grande aliada da boa gestão pública. Ela possibilita aos cidadãos terem acesso à forma como o dinheiro público é aplicado e permite que os gestores sejam cobrados por uma maior eficiência administrativa”, disse.

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    Hermano Xavier

    Segundo o servidor Hermano Xavier, responsável técnico pelos dados do TJPB, o Radar da Transparência Pública é uma ferramenta muito intuitiva, que permite ao cidadão realizar consultas, comparar e analisar os resultados do PNTP, de forma fácil e transparente.

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    Roberto Rodrigues

    No preenchimento dos dados no Sistema Avalia, ferramenta disponibilizada pela Atricon para o processo de autoavaliação do Portal da Transparência, a Diretoria de Governança contou com o apoio da Gerência de Auditoria Interna. O gerente Roberto Rodrigues ressaltou que a Auditoria Interna desempenhou papel em facilitar o entendimento e o correto preenchimento do questionário do PNTP, reforçando a importância do aprimoramento contínuo da transparência no Tribunal.

    O gerente de Auditoria Interna destacou ainda que, para o ano de 2026, está prevista uma avaliação específica do PNTP pela Auditoria, com o objetivo de propor recomendações à gestão para melhorias no Portal, com foco no atendimento dos critérios essenciais que precisam ser alcançados para que o Tribunal possa atingir patamares de excelência em transparência e possa conquistar as premiações previstas no programa – Prata, Ouro e Diamante.

    Roberto Rodrigues enfatizou ainda o comprometimento e dedicação da equipe da Diretoria de Governança e a contribuição da Auditoria Interna para o fortalecimento do controle social e da gestão pública transparente.

    Para facilitar o acesso às informações do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), a Atricon criou e mantém atualizado o Radar da Transparência, que permite consulta ao desempenho do portal de todos os entes avaliados pelo programa em nível nacional. As consultas podem ser feitas no endereço eletrônico: https://radardatransparencia.atricon.org.br/

    Por Gecom-TJPB