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  • Ministro Gurgel de Faria recebe Medalha do Mérito Faculdade de Direito do Recife Última atualização: 17/04/2026 às 15:26:00

    Membros do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 prestigiaram, na manhã desta sexta-feira (17/04), a sessão solene de entrega da Medalha do Mérito Faculdade de Direito do Recife ao ministro do Superior Tribunal de Justiça, Luiz Alberto Gurgel de Faria. 

    Os desembargadores federais Manoel Erhardt, Edilson Nobre e a desembargadora federal Joana Carolina fizeram parte da comissão de honra que conduziu o homenageado ao local de entrega da distinção. A cerimônia também foi prestigiada pelo desembargador federal Élio Siqueira.

    A homenagem aconteceu no Salão Nobre da Faculdade de Direito do Recife, em celebração aos 200 anos daquela instituição de ensino, e também contou com o lançamento do livro “Aspectos Essenciais do Imposto e da Contribuição sobre Bens e Serviços”, de autoria dos professores Eric Castro e Silva (UFPE) e Roberto Quiroga Mosquera (USP).

    Gurgel de Faria tornou-se desembargador federal aos 30 anos. No biênio 2009-2011, aos 39 anos, exerceu a presidência do TRF5, sendo o magistrado mais jovem a assumir o comando de um Tribunal Regional Federal. Durante sua atuação na Corte, também ocupou os cargos de corregedor-regional, diretor da Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe) e diretor da Revista do Tribunal.

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • DDH realiza reunião de acolhimento com servidor e servidora recém-empossados Última atualização: 17/04/2026 às 17:09:00

    A Divisão de Desenvolvimento Humano (DDH) do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 realizou, nesta sexta-feira (17/04), mais uma reunião de acolhimento com novos(as) integrantes da Corte.  O encontro foi conduzido pela diretora do DDH, Isaura Rodrigues, e contou com apresentação de informações referentes à vida funcional no TRF5. 

    Viviane Nogueira Ferraz Torres e Gabriel Agemann Behling Alves tomaram posse, respectivamente, nos cargos de Técnico Judiciário – Área Administrativa e Analista Judiciário – Especialidade Estatística. Viviane ficou lotada na 6ª Turma, enquanto Gabriel vai atuar no setor de Estatística do Tribunal. 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Ministério da Saúde expande apoio a estados e municípios para qualificar atendimento especializado no SUS

    Ministério da Saúde expande apoio a estados e municípios para qualificar atendimento especializado no SUS

    Com o objetivo de reduzir o tempo de espera por atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde tem intensificado a implementação de ações estratégicas em todo o país.

    As iniciativas já apresentam resultados concretos, como o recorde histórico de cirurgias eletivas realizadas em 2025, que alcançou a marca de 14,7 milhões de procedimentos, e a atuação das unidades móveis de saúde, as chamadas carretas da saúde, que têm levado atendimento especializado a regiões com maior dificuldade de acesso.

    Este avanço é atribuído diretamente à criação do Programa Agora Tem Especialistas, que vem ampliando a oferta de serviços e fortalecendo a capacidade de resposta da rede pública de saúde.

    E para fortalecer e qualificar as ações do programa, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), realizou, nesta terça-feira (14) e quarta-feira (15), o Seminário Nacional do Programa Agora Tem Especialistas: Encontro da Rede de Apoiadores Institucionais do Programa. O encontro marcou uma nova etapa de expansão e qualificação da política nos territórios.

    Mais de 70 apoiadores estaduais e locorregionais participam da agenda, além da equipe central responsável pela coordenação das ações no Ministério da Saúde. O objetivo é alinhar diretrizes, fortalecer a atuação integrada e apoiar a implementação do programa nos estados e municípios, com foco em resultados concretos.

    “Estamos estruturando um conjunto de ações para reduzir o tempo de espera no SUS, e isso exige gente qualificada, capaz de compreender o território e transformar essa estratégia em resultado concreto para a população”, afirma o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales.

    A programação reuniu áreas estratégicas do Ministério da Saúde, como Atenção Primária, Saúde Indígena, Saúde Digital e Gestão do Trabalho, além de parceiros como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A articulação reforça o caráter federativo da iniciativa e amplia a capacidade de resposta do SUS nos territórios.

    “Os apoiadores têm um papel central: destravar processos, qualificar a leitura local e garantir que estados, municípios e prestadores atuem de forma integrada, com protagonismo e autonomia”, destaca o secretário.

    A coordenadora-geral de Apoio à Expansão e Qualificação da Atenção Especializada, Amana Santana, destaca que o encontro representa um avanço na estruturação da política. “O evento é um marco para o próprio departamento. Em dez meses de coordenação, estruturamos uma nova etapa de ampliação da rede de apoiadores institucionais do programa. A partir deste encontro, fortalecemos a presença nos territórios e ampliamos a capacidade de apoiar estados e municípios na implementação das ações”, afirma.

    Segundo ela, o seminário também cumpre um papel estratégico de integração e preparação da atuação local. “Este é um momento de alinhamento temático e de definição de diretrizes para a atuação nos territórios. A proposta é fortalecer a articulação interfederativa e ampliar a capilaridade do programa em todo o país”, completa.

    A ampliação da rede fortalece a construção coletiva nos territórios e apoia mudanças na organização da atenção especializada. A rede atua na articulação técnica e política da implementação, com suporte metodológico para qualificar processos e resultados.

    O diretor do Departamento de Estratégias para a Expansão e Qualificação da Atenção Especializada, Rodrigo Oliveira ressalta o impacto direto da atuação dos apoiadores na organização do cuidado. “A atuação conjunta no território permite fortalecer processos de formação e, principalmente, ampliar a capacidade de resposta do SUS. Esse trabalho, realizado com estados e municípios, contribui para produzir uma nova realidade na atenção especializada no Brasil”, afirma.

    Para ele, os resultados já começam a aparecer na ponta. “Essa organização, construída com apoio dos apoiadores, garante mais acesso, mais qualidade no atendimento e menos tempo de espera para a população”, completa.

    A experiência de quem atua nos territórios também reforça a importância do encontro. Para a apoiadora do programa em Rondônia, Marcela Castro, o seminário amplia a troca de experiências e fortalece a atuação local.

    “O encontro é uma oportunidade importante para interagir, compartilhar experiências e dialogar sobre as realidades dos territórios. A troca permite construir estratégias, compreender desafios comuns e específicos e fortalecer a atuação nos estados”, afirma. É destacado o valor do contato presencial na construção coletiva. “Sair do ambiente virtual e estar presencialmente, dialogando e construindo juntos, fortalece o entendimento do programa e qualifica o retorno que levamos para os territórios”, completa.

    Com essa agenda, o Ministério da Saúde reafirma o Programa Agora Tem Especialistas como estratégia para reduzir o tempo de espera por atendimentos especializados no SUS, com mais organização do acesso, redução do tempo de espera e cuidado para a população.

    Kathlen Amado
    Ministério da Saúde

  • Governo do Brasil lança Programa Nacional de Pesquisa Clínica e anuncia R$ 120 milhões para impulsionar a inovação no SUS

    Governo do Brasil lança Programa Nacional de Pesquisa Clínica e anuncia R$ 120 milhões para impulsionar a inovação no SUS

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta sexta-feira (17), na abertura da Feira SUS Inova Brasil, no Rio de Janeiro, o Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin). A iniciativa cria diretrizes para integrar instituições científicas, órgãos reguladores e o setor produtivo, com foco em transformar conhecimento em soluções práticas para o SUS. Na ocasião, também foi anunciado investimento de R$ 120 milhões para fortalecer a pesquisa clínica no Brasil, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). De 2023 a 2025, os investimentos em pesquisa clínica somaram mais de R$ 1,4 bilhão, quase triplicando em relação ao período anterior.

    No mesmo evento, o Ministério da Saúde também firmou parcerias estratégicas com a Anvisa, para alinhar a regulação sanitária às políticas de inovação, e com a HU Brasil, para transformar hospitais universitários em polos de pesquisa clínica. Além disso, lançou o hackathon “Desafio Tecnológico para o SUS”, focado em atrair startups para desenvolver soluções em diagnóstico, monitoramento e instrumentação oncológica.

    “O grande esforço do Governo do Brasil é fazer com que mais brasileiros tenham acesso às inovações na área da saúde e que sejam adequadas às características da população brasileira. Um estudo, financiado pelo Ministério da Saúde, mostrou que o nosso país tem uma das maiores diversidades genéticas do mundo. Além disso, temos as características de desigualdade no Brasil, o clima, como as pessoas vivem nas cidades, que fazem com que doenças comuns em outros hemisférios, tenham características diferentes aqui. Então, investir em pesquisa clínica aqui no Brasil é descobrir medicamentos, formas de diagnóstico e terapias para a realidade do povo brasileiro”, destacou o ministro Alexandre Padilha.

    Na base do PPClin, estão as ações que envolvem a melhoraria da infraestrutura dos centros de estudo, treinamento dos profissionais, diretrizes para o financiamento, além do desenvolvimento de um sistema digital moderno para manter e disseminar informações de forma transparentes para a população.

    Além disso, o fortalecimento da expansão territorial da pesquisa clínica contribui diretamente para o enfrentamento das desigualdades regionais. Ao descentralizar os centros de pesquisa pelo país, amplia-se e democratiza-se o acesso de pacientes a procedimentos, terapias e estudos com novos medicamentos ainda em fase de desenvolvimento. Com isso, mais pessoas passam a ser atendidas próximas de suas residências e têm acesso antecipado a tecnologias de saúde, seja em estudos voltados ao câncer, ao diabetes, entre outros. A estratégia promove maior equidade com a inclusão de populações sub-representadas e amplia, de forma concreta, o acesso a tratamentos inovadores no âmbito do SUS.

    Esse novo ambiente regulatório articula os estudos com o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), impulsionando a capacidade da nossa indústria de criar tecnologias em saúde de ponta, diminuindo a dependência do exterior. Esse novo marco, ainda abre oportunidades para a ampliação de postos de trabalho nas áreas da ciência e da saúde, já que gera a necessidade da formação e qualificação de profissionais. A expansão dos centros de pesquisa exige maior capacitação técnico-administrativa, criando vagas de emprego. Com isso, o ecossistema terá oportunidades não apenas para médicos e cientistas, mas para toda uma cadeia de trabalhadores brasileiros e possibilitando que a força científica nacional não migre para o exterior.

    “Em dezembro incorporamos uma nova tecnologia que foi a vacina da bronquiolite. Quando o Ministério faz uma grande compra, a gente consegue atrair a indústria que produz essa vacina [localizada nos EUA] para vir fazer uma parceria, que no caso foi com o Instituto Butantan, para produzir essa tecnologia aqui ”, exemplificou Padilha.

    Com a modernização das normas éticas e regulatórias pelo PPClin, o Brasil segue exemplos de países que investem nas políticas públicas para pesquisas clínicas como acontece na China, Austrália, Coreia do Sul, Reino Unido e em locais da União Europeia. A regulação e a governança são fundamentais para a atração de investimentos em pesquisas pela indústria, inclusive de empresas internacionais. O PPClin possibilitará o aumento da celeridade e da previsibilidade das avaliações, com regras ágeis e claras. Assim, o Brasil destrava processos e amplia sua inserção em grandes estudos multicêntricos globais. O ganho de desenvolvimento é que o Brasil passa a se posicionar como um polo estratégico global em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), alcançando maior soberania tecnológica e autonomia.

    Recursos vão impulsionar modernização e qualificação

    O investimento, realizado em parceria com o MCTI, integra a estratégia do programa e já viabiliza a execução do PPClin. Os recursos serão operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por meio do Fundo Setorial de Saúde (CT-Saúde). O cronograma prevê a seleção e contratação das propostas no segundo semestre de 2026, com execução até o final de 2028. Poderão submeter projetos as Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTs), incluindo universidades, institutos de pesquisa, hospitais universitários, unidades do SUS, além de redes e consórcios de pesquisa.

    A iniciativa, aprovada pelo Comitê Gestor do CT-Saúde em abril deste ano, foca na modernização da infraestrutura e na ampliação de ensaios clínicos de fases iniciais (Fase 1), essenciais para reduzir a dependência tecnológica externa. Ao responder aos desafios, o governo fortalece a rede nacional de pesquisa e fomenta tecnologias inovadoras, como Inteligência Artificial e tecnologias de alto interesse para o SUS, garantindo soberania e cuidado ágil para a população.

    O programa conecta cientistas, pesquisadores e indústria para que o Brasil desenvolva suas próprias tecnologias e está alinhado aos princípios centrais do Acelerador de Ensaios Clínicos da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

    Fortalecimento

    Ainda durante o evento, o Ministério da Saúde anunciou novos acordos de cooperação técnica. Com a Anvisa será priorizada a cooperação entre a política pública de inovação em saúde e o sistema de regulação sanitária do país. Já a segunda iniciativa, desenvolvida em conjunto com a HU Brasil, visa qualificar a rede de hospitais universitários federais como ambientes de inovação, para que sejam polos estratégicos para o desenvolvimento de pesquisas clínicas e inovação em saúde.

    Para mobilizar soluções tecnológicas e impulsionar o atendimento público de saúde do Brasil, o Ministério da Saúde lançou o hackathon “Desafio Tecnológico para o SUS”. A iniciativa promoverá uma imersão colaborativa para estimular a inovação e o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O foco desta edição será a área de oncologia e vai reunir startups e atores do ecossistema de inovação para superar dois principais desafios: a criação de tecnologias que ajudem no diagnóstico e monitoramento do câncer; e o desenvolvimento de instrumentais e dispositivos médicos para ampliar a capacidade de realização de cirurgias em procedimentos oncológicos.

    Mais avanços

    A atual gestão promoveu outros avanços, como a regulamentação da Lei de Pesquisa Clínica, inspirada em modelos internacionais para atrair investimentos e acelerar o acesso a novos medicamentos. A legislação traz mais segurança jurídica, estimula a inovação e fortalece um setor estratégico para o desenvolvimento científico e industrial.

    O modelo do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep) segue estruturas colegiadas independentes já consolidadas em diversos países, como Canadá e nações da União Europeia. O Sinep será composto por duas instâncias: a Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep) e a instância de análise ética em pesquisa, formada pelos CEPs.

    Os Comitês de Ética em Pesquisa, por sua vez, permanecem como instâncias fundamentais na análise ética das pesquisas, atuando de forma independente e com mais autonomia. Agora estão organizados em dois níveis: credenciados (para estudos de baixo e médio risco) e acreditados (para todos os níveis de risco).

    E pela Anvisa foi criado o Comitê de Inovação para priorizar tecnologias que podem impactar na qualidade de vida da população e na saúde pública.

    Ministério da Saúde

  • CEJ/CJF promove curso sobre segurança cibernética no TRF5 Última atualização: 17/04/2026 às 13:59:00

     

    Nos dias 28 e 29/04, acontecerá, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, a fase presencial do curso “Exercícios de segurança cibernética na Justiça Federal”. A capacitação, promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça Federal, através do Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CEJ/CJF), será realizada na Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) da Corte (3º andar do edifício-sede). A fase preparatória ocorreu entre os dias 2 e 16/03, na modalidade remota. 

    O objetivo é capacitar magistradas(os), gestoras(es) e equipes técnicas para atuação integrada em segurança cibernética, fortalecendo a governança, a prevenção e a resposta institucional a incidentes, em alinhamento com a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética do Poder Judiciário (ENSEC-PJ).

    O público-alvo é dividido em três turmas, as quais serão apresentadas a três trilhas de aprendizagem diferentes: times de desenvolvimento de sistemas; equipes de segurança da informação e de infraestrutura de TI; e integrantes e associadas(os) das Equipes de Tratamento e Resposta a Incidentes de Segurança Cibernética (ETIRs), incluindo presidência, assessorias, diretoria-geral, área jurídica, comunicação social e integrantes técnicos.

    Com uma proposta inovadora, a iniciativa adota a gamificação como ferramenta de aprendizagem, substituindo treinamentos excessivamente teóricos por experiências práticas, colaborativas e imersivas.  A metodologia inclui exercícios do tipo tabletop, realizados em mesas de discussão, com o apoio de jogos de cartas e de tabuleiro. A ideia é tornar o aprendizado mais dinâmico, engajador e próximo da realidade vivenciada pelas equipes da Justiça Federal.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Vacinas contra o câncer: Brasil lidera consórcio internacional para prevenção e tratamento da doença

    Vacinas contra o câncer: Brasil lidera consórcio internacional para prevenção e tratamento da doença

    A ida a uma unidade de saúde para se vacinar é uma prática já consolidada entre os brasileiros para se proteger de vírus e bactérias que ameaçam a vida. Em um futuro próximo, esse hábito poderá se tornar também um aliado contra o câncer, uma das doenças mais complexas da atualidade. A estratégia é uma das prioridades do Ministério da Saúde.

    A pasta lidera a mobilização de instituições públicas e privadas nacionais, em conjunto com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, para desenvolver vacinas capazes de estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater células cancerígenas.

    O consórcio foca no desenvolvimento de imunizantes voltados ao diagnóstico precoce e à prevenção da doença, a exemplo do que ocorre com a vacina contra o HPV (papilomavirus humano), já disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

    Ao contrário dos imunizantes atuais que criam um ‘escudo’ em nosso corpo, as vacinas contra o câncer agem como um guia que instrui nossas células de defesa para identificar tumores que antes passavam despercebidos.

    A abordagem é considerada inovadora, uma vez que os protocolos existentes tratam o câncer com recursos externos, como a rádio e a quimioterapia, que podem afetar também células saudáveis do organismo, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri.

    “Os esforços são para avançarmos em um modelo de tratamento mais preciso e menos invasivo. É um passo relevante rumo a terapias mais seguras, que priorizam a qualidade de vida durante o tratamento e apontam para uma nova perspectiva no cuidado oncológico, aliando eficácia terapêutica a um menor impacto no organismo”, destacou.

    Entre os estudos com estágio mais avançado está a pesquisa contra o vírus Epstein-Barr (EBV). O agente é associado ao desenvolvimento de linfomas e tumores nasofaríngeos, localizados atrás do nariz e próximo à garganta.

    O Brasil, explica o diretor do Centro de Imuno-Oncologia da Universidade de Oxford, Timothy Elliott, participará da produção local da vacina em grau clínico e da condução do primeiro ensaio clínico de fase inicial do EBV no mundo. “A parceria estratégica amplia o escopo global das pesquisas sobre a resposta do sistema imunológico ao câncer e sobre como podemos modulá-la para beneficiar a saúde humana, especialmente no Brasil”, afirmou.

    As tecnologias atuais ainda apresentam limitações para a população latino-americana, em razão da predominância de dados provenientes de populações do Norte Global nos bancos internacionais, ressaltou Timothy.

    “A parceria aumentará a probabilidade de sucesso de imunoterapias e vacinas no Brasil e na América Latina, ao incorporar evidências baseadas na imunidade ao câncer da população brasileira”, completou Timothy. 

    Mobilização

    A colaboração entre o Ministério da Saúde e a Universidade de Oxford resulta de acordo firmado entre a SCTIE/MS e o Centro de Imuno-Oncologia da Universidade de Oxford, assinado em dezembro do ano passado.

    A articulação está estruturada em três pilares: avanço de descobertas científicas em imunologia e oncologia; uso de inteligência artificial para o desenvolvimento de vacinas personalizadas; e aceleração de ensaios clínicos.

    Com a formalização da parceria, o Ministério da Saúde intensificou a mobilização de organizações nacionais para fortalecer um ecossistema de inovação em saúde. Entre as instituições envolvidas, estão o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e os hospitais de excelência vinculados ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

    O primeiro encontro presencial da rede ocorreu no Brasil, durante o evento Diálogo em Saúde Brasil – Reino Unido, promovido no Rio de Janeiro no último mês. duas visitas técnicas em São Paulo. A primeira no CNPEM, em Campinas, primeiro centro-âncora do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, ação do Ministério da Saúde para impulsionar novas tecnologias. Já o segundo encontro, ocorreu na capital paulista, no Hospital A.C.Camargo Cancer Center, integrante do Proadi-SUS.

    Roberta Paola
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde amplia acesso ao tratamento oncológico de crianças e adolescentes com novo acelerador linear no Hospital do GRAAC, em São Paulo

    Ministério da Saúde amplia acesso ao tratamento oncológico de crianças e adolescentes com novo acelerador linear no Hospital do GRAAC, em São Paulo

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta quinta-feira (16) o Hospital do GRAACC, em São Paulo, onde um novo acelerador linear foi instalado para ampliar o tratamento oncológico de crianças e adolescentes. Com o equipamento de alta tecnologia, a oferta de radioterapia será ampliada em 600 atendimentos. O investimento do Ministério da Saúde foi superior a R$ 8 milhões, por meio do programa Agora Tem Especialistas. Na capital paulista, Padilha também habilitou o hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) como Centro de Atendimento de Urgência para pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC), que passará a contar com maior repasse anual de recursos federais.

    O novo centro de radioterapia já está em funcionamento e permite tratar mais pacientes em menos sessões, com maior precisão e menor incidência de efeitos colaterais. A instalação contribui para reduzir o tempo de espera e evitar deslocamentos para outras cidades, permitindo que crianças e adolescentes com câncer iniciem o tratamento mais perto de casa, com o suporte da família. Isso impacta diretamente a qualidade de vida e as chances de sucesso do tratamento oncológico.

    “Essa tecnologia de ponta faz parte da maior expansão de centros de radioterapia do país. Neste ano, vamos alcançar, pela primeira vez, pelo menos um centro de radioterapia em cada estado do Brasil. Em São Paulo, são mais de 20 novos equipamentos ultramodernos, que oferecem aos pacientes do SUS o que há de melhor no tratamento”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha

    O novo acelerador linear integra um pacote de entregas do programa Agora Tem Especialistas, estratégia do Governo do Brasil voltada à redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, além da ampliação da oferta de atendimento especializado próximo à população. Em todo o país, já são 155 aparelhos viabilizados, com potencial para realizar cerca de 93 mil atendimentos por ano. A expansão da rede de radioterapia contribui para agilizar o início do tratamento e reduzir a necessidade de deslocamento dos pacientes.

    Centro de Atendimento para AVC

    Padilha também esteve no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de SP (Unifesp), para habilitar a unidade como Centro de Atendimento de Urgência tipo III para pacientes com AVC. Referência no atendimento a doenças cerebrovasculares, o HSP passa a contar com 10 leitos específicos para AVC e receberá custeio anual federal de R$ 1,1 milhão. A estrutura do hospital inclui ambulatório especializado, suporte diagnóstico com Doppler transcraniano e atuação integrada com as demais unidades do hospital, assegurando cuidado completo aos pacientes de cardiologia, além de integrar a rede referenciada do SUS, que garante socorro rápido a quem precisa.

    “Aqui, estamos diante de um serviço público de excelência. Vamos salvar muitas vidas aqui e formar profissionais que vão atuar não só neste hospital, mas em todo o Brasil. Temos residentes da área médica e multiprofissional que integram o corpo clínico de uma unidade em expansão e que sairão daqui para atender a população em diferentes regiões, levando a experiência adquirida”, afirmou o ministro da Saúde. 

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Essa habilitação representa mais agilidade no atendimento e amplia as chances de recuperação de pessoas que sofrem um AVC. A medida fortalece a rede de atenção na cardiologia, área prioritária do programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa permite que o paciente tenha acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento adequado. No caso do AVC, esse tempo é decisivo: quanto mais rápida a assistência, menores são as sequelas e maiores as chances de salvar vidas.

    Durante agenda na Universidade Federal de São Paulo, Padilha anunciou ainda a construção do novo Hospital Universitário da Unifesp (HU-Unifesp). Com estrutura totalmente voltada para o atendimento ao SUS, 100% gratuito, a nova unidade será o hospital universitário mais moderno do país e beneficiará mais de três milhões de habitantes da Zona Sul da cidade de São Paulo.

    Ministério da Saúde

  • Putira Sacuena é nomeada secretária adjunta de Saúde Indígena do Ministério da Saúde

    Putira Sacuena é nomeada secretária adjunta de Saúde Indígena do Ministério da Saúde

    O Governo do Brasil nomeou Eliene dos Santos Rodrigues como secretária adjunta de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. A portaria com a nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, 13 de abril. Conhecida como Putira Sacuena, a nova adjunta é também indígena do povo Baré, do território do Médio Rio Negro, no estado do Amazonas.

    Putira Sacuena é biomédica, mestra e doutora em Bioantropologia em Genética Forense. Possui relevante vivência na área de pesquisa e gestão da saúde. Entre outras experiências, foi membra da Comissão Intersetorial de Saúde Indígena (Cisi) do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e atuou na coordenação Estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais do Pará, entre os anos 2020 e 2023. Naquele ano, ingressou na Secretaria de Saúde Indígena como assessora e, a partir de 2024, atuou como diretora de Atenção Primária à Saúde Indígena.

    Como diretora da Sesai, implementou mudanças relevantes dentro do Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi), garantindo mais transparência e leitura prática dos agravos de saúde nos territórios. Apostou ainda na qualificação de profissionais – indígenas e não indígenas – que atuam nas aldeias, sob a perspectiva do cuidado integral.

    “Chego para dar continuidade aos avanços da saúde indígena em todo o país. Vamos seguir evoluindo, olhando com acolhimento para a saúde da mulher indígena, da criança, do idoso, do LGBTQIA+. Nosso compromisso é trabalhar em prol da melhoria dos indicadores de saúde, com respeito às especificidades de culturalidades dos povos indígenas”, afirma Putira.

    Leidiane Souza
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde articula cooperação com Argentina e México para fortalecimento dos sistemas públicos de saúde

    Ministério da Saúde articula cooperação com Argentina e México para fortalecimento dos sistemas públicos de saúde

    O Ministério da Saúde participou, nesta terça-feira (14), de uma reunião em Buenos Aires que marcou o início de tratativas para a construção de uma agenda de cooperação internacional em saúde entre Brasil, Argentina e México. O encontro reuniu o secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda; o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof; o ministro de Governo provincial, Carlos Bianco; o ministro da Saúde da província, Nicolás Kreplak; e o coordenador estatal dos Serviços de Saúde do Instituto Mexicano do Seguro Social para o Bem-Estar (IMSS-Bienestar), Natán Enrique Rios.

    A reunião teve como foco o fortalecimento dos sistemas públicos de saúde por meio da troca de experiências e da construção de parcerias estruturadas entre os países. Entre os principais temas discutidos estiveram o acesso a medicamentos, a inovação em saúde e estratégias para reduzir o tempo de espera por atendimentos especializados.

    “O diálogo que iniciamos aqui abre caminho para uma parceria mais estruturada entre Brasil, Argentina e México, com foco no fortalecimento dos sistemas públicos de saúde e na ampliação do acesso da população aos serviços”, afirmou Massuda.

    Durante o encontro, que contou também com a participação do diretor do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP) do Ministério da Saúde, André Bonifácio, o Brasil apresentou iniciativas consolidadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), como o programa Farmácia Popular e o Agora Tem Especialistas. As experiências brasileiras despertaram interesse dos demais participantes, especialmente no que se refere à organização de redes de cuidado e à integração entre diferentes níveis de gestão.

    As tratativas também incluem a possibilidade de cooperação técnica, intercâmbio de conhecimentos em ciência e tecnologia e compartilhamento de metodologias voltadas ao fortalecimento da gestão em saúde, com atenção especial ao papel de estados e municípios. O diálogo também considerou as especificidades dos sistemas de saúde dos países envolvidos.

    A reunião, considerada como um primeiro passo para a construção de uma agenda comum, deverá ter continuidade nas próximas semanas, quando está prevista a visita de representantes da Argentina e do México ao Brasil. As comitivas devem cumprir uma agenda institucional com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e participação na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), instância de articulação entre os gestores do SUS.

    O encontro integra a agenda internacional do secretário-executivo Adriano Massuda na Argentina, onde também participa, nesta quarta-feira (15), do Congreso Provincial de Salud 2026 (Cosapro). Na ocasião, atua como palestrante na mesa “Os indicadores de saúde como emergentes de problemas sociais complexos: natalidade, mortalidade infantil e materna”, ao lado de Diana Peralta, secretária de Saúde do município de Coronel Suárez; Patricia Rosenberg, vice-reitora da Universidade Nacional de Moreno; Anabel Fernández Prieto, integrante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); e Camila Baron, especialista em economia com perspectiva feminista.

    Massuda também participa do painel “A experiência de transformação do Sistema Único de Saúde do Brasil para a discussão sanitária presente e futura”. O secretário divide o debate com Nicolás Kreplak, ministro da Saúde da província de Buenos Aires, e Alejandro Svarch Pérez, diretor-geral IMSS-Bienestar, em uma discussão voltada à troca de experiências e ao fortalecimento de sistemas públicos de saúde diante de desafios contemporâneos.

    Thamirys Santos
    Ministério da Saúde

  • TRF5 divulga Relatório de Ações de Acessibilidade e Inclusão 2025 Última atualização: 16/04/2026 às 14:21:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 divulgou o Relatório de Ações de Acessibilidade e Inclusão – Exercício 2025, documento que reúne as principais iniciativas desenvolvidas com foco na promoção da acessibilidade, da inclusão e da eliminação de barreiras no âmbito institucional, em consonância com a Resolução nº 401/2021, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

    Entre os destaques do relatório está o fortalecimento da governança institucional, com a instituição do Grupo Executivo Multidisciplinar do TRF5 e do Grupo Executivo Regional, responsáveis pela consolidação de um modelo permanente de governança, pelo monitoramento sistemático das ações e pela integração da acessibilidade ao planejamento institucional. 

    A área de capacitação e cultura inclusiva também recebeu atenção especial, com a formação de mais de 200 pessoas, entre magistrados(as), servidores(as) e colaboradores(as). As ações incluíram a realização da 4ª Semana de Acessibilidade e Inclusão da Justiça Federal da 5ª Região (JF5), além de atividades voltadas à promoção da acessibilidade atitudinal e à mudança de comportamentos e da cultura organizacional. 

    No campo do atendimento à pessoa com deficiência, o relatório registra avanços, como a capacitação específica de profissionais e a contratação de intérprete de Libras e de serviços de audiodescrição, medidas que contribuíram significativamente para a eliminação de barreiras no atendimento ao público. 

    A comunicação acessível foi outro eixo relevante, com a produção de conteúdos com legendas, Libras e audiodescrição, além da criação de uma seção específica sobre acessibilidade no portal do TRF5. Também foram elaborados materiais informativos e desenvolvidas campanhas de conscientização. 

    Quanto à infraestrutura acessível, o documento aponta a realização de adequações em vagas reservadas, a melhoria da sinalização e ações voltadas à autonomia e segurança das pessoas com deficiência nos espaços físicos da JF5. 

    O relatório contempla, ainda, avanços em tecnologia e sistemas, com a implementação de melhorias em sistemas e ferramentas digitais alinhadas às diretrizes de acessibilidade, bem como o planejamento de novas adequações para os próximos ciclos. 

    Através das ações, o TRF5 buscou o fortalecimento da acessibilidade como diretriz transversal, melhoria da qualidade dos serviços prestados e promoção de ambiente institucional mais inclusivo.  

    O Relatório de Ações de Acessibilidade e Inclusão – Exercício 2025 está disponível para consulta no Portal de Acessibilidade e Inclusão do TRF5, que reúne esse e outros documentos relacionados à temática.  Acesse! 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5