Autor: admin

  • STJ promove simpósio inédito sobre a Interpol e a criminalidade contemporânea Última atualização: 11/04/2025 às 14:50:00

    O Superior Tribunal de Justiça realizará o 1º Simpósio STJ – Interpol: “A Interpol e a Criminalidade Contemporânea”, no dia 12 de junho, em Brasília/DF. O evento, inédito, tem como objetivo difundir o conhecimento sobre a estrutura e a forma de atuação global da Interpol, além de promover a reflexão sobre estratégias de prevenção e enfrentamento aos crimes que afetam a sociedade contemporânea, com especial enfoque ao crime organizado, tráfico de drogas, crimes ambientais, tráfico de pessoas, corrupção e crimes financeiros.

    O desembargador federal Fernando Braga representará o Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 no seminário. O encontro é destinado a magistrados federais e estaduais com atuação na área criminal. 

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • TRF5 condena ex-prefeito que desviou recursos destinados ao programa “Educação de Jovens e Adultos” Última atualização: 11/04/2025 às 15:39:00

    Acolhendo apelação do Ministério Público Federal (MPF), a Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 condenou o ex-prefeito do município de São José de Espinharas/PB a uma pena de quatro anos e seis meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e à inabilitação para exercer cargo público por cinco anos, pelo crime de desvio de verba pública, previsto no Artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67, que trata da responsabilidade de prefeitos e vereadores. A decisão reforma a sentença da 14ª Vara Federal da Paraíba, que absolveu o réu por insuficiência de provas.

    R.T.C. foi acusado de desviar recursos públicos destinados ao Programa de Apoio à Alfabetização e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), através da contratação da Fundação Allyrio Meira Wanderley e de professores “fantasmas”, por meio de fraude, além de ter efetuado pagamentos pessoalmente e diretamente ao representante da Fundação. 

    De acordo com o relator do processo, desembargador federal Francisco Alves, a materialidade do crime ficou demonstrada pelo pagamento de R$ 7 mil ao representante da Fundação Allyrio Meira Wanderley, sem a comprovação de uma suposta capacitação de professores contratados para lecionar no EJA. 

    Segundo o magistrado, documentos apontam a montagem do procedimento licitatório para conferir aparência de legalidade à contratação. “A inexistência de comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados, aliada à realização de pagamentos indevidos, constitui prova suficiente da materialidade do crime”, afirmou Alves.

    Quanto à autoria do delito, o relator destacou que foi evidenciada pela atuação direta do ex-prefeito na contratação fraudulenta da Fundação, sem conhecimento da Secretária de Educação, e na autorização dos pagamentos, sem atesto da prestação dos serviços.  

    “O dolo do réu, ora recorrente, está caracterizado pela instrumentalização da licitação para viabilizar o desvio dos recursos públicos, dispensando formalidades essenciais e possibilitando o favorecimento indevido da Fundação e do seu dirigente, ainda mais, quando se sobressai a participação ativa do gestor público na autorização de pagamentos indevidos sem comprovação de execução do objeto contratual”, concluiu Francisco Alves.

    PROCESSO Nº: 0800464-03.2021.4.05.8205

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • Prédios-caixão: Mutirões de Conciliação do Cheque Esperança resultam em quase mil acordos de indenização Última atualização: 11/04/2025 às 15:55:00

    A Caixa Econômica Federal (CEF) divulgou o balanço dos Mutirões de Conciliação do Cheque Esperança, destinados a mutuários (as) de prédios tipo caixão, com o apoio do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5.  

    Na primeira ação, havia 1.023 unidades aptas para a conciliação, das quais 630 aderiram ao acordo. Já no mutirão realizado este ano, das 564 unidades autorizadas a conciliar, 339 optaram por receber a indenização. Com isso, foram 969 conciliações realizadas durante os dois períodos, o que corresponde a 61% de efetividade dos acordos.  

    Os mutirões foram destinados a mutuários(as) dos prédios-caixão dos municípios de Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes que perderam seus imóveis devido a desabamento ou porque o edifício oferecia risco de cair e foi interditado pela Defesa Civil. Muitas dessas pessoas esperavam há anos uma solução judicial e o recebimento da indenização.   

    Os acordos foram realizados através do Centro Judiciário de Conciliação e Cidadania (Cejuscs) da Justiça Federal em Pernambuco, em novembro de 2024 e no início do mês de abril deste ano. 

    Demolições 

    Quanto às demolições dos prédios que ofereciam risco de desabamento e à limpeza dos respectivos terrenos, o balanço aponta que os trabalhos foram concluídos em um total de 66 edificações. A maior parte dos edifícios demolidos foi no Residencial Beira-Mar, no município de Paulista/PE, com a demolição de 14 blocos, seguido da Vivenda do Rio Doce, que teve 12 blocos demolidos. 

    Acordo–Base  

    As ações para pôr fim às batalhas judiciais envolvendo os prédios-caixão em Pernambuco são fruto de um esforço conjunto de diversas instituições. O resultado foi a assinatura do Acordo-Base nº 01/2024, que garantiu o pagamento das indenizações, que podem chegar ao valor de R$ 120 mil.   

    O documento estabeleceu critérios para que as partes pudessem adotar medidas administrativas e sociais que envolvessem os prédios-caixão e realizassem acordos judiciais com as famílias atingidas. O Acordo prevê um investimento de R$ 1,7 bilhão do Governo Federal em ressarcimento às pessoas afetadas e cerca de 14 mil famílias serão beneficiadas.    

    A execução do acordo será por grupos de prédios afetados, sendo realizada em dois momentos. O primeiro, que está sendo executado, abrange 133 prédios. Já a segunda etapa englobará 431 empreendimentos.   

    Todas as informações sobre o Mutirão de Conciliação do Cheque Esperança, como quais as unidades aptas para fazerem acordo e contatos, estão disponíveis na página do Cheque Esperança. Clique aqui  para acessar.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Violência doméstica: pesquisa do CNJ quer ouvir magistradas, servidoras e colaboradoras da Justiça Última atualização: 11/04/2025 às 17:05:00

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) disponibilizou, até o dia 29/04, a Pesquisa sobre Violência Doméstica e Familiar no Judiciário. Um dos objetivos do levantamento é compreender o grau de conhecimento das mulheres sobre a Recomendação CNJ n. 102/2021, que trata da adoção do protocolo de prevenção e enfrentamento à violência doméstica praticada em face de magistradas e servidoras.

    O questionário (anônimo) reúne perguntas sobre: identificação, conhecimento sobre a regulamentação, sobre protocolo estruturante e sobre rota crítica.  

    A partir dos dados obtidos, o CNJ poderá potencializar a atuação dos programas para medidas de prevenção e proteção adequadas de magistradas, servidoras e colaboradoras em situação de violência doméstica e familiar contra a mulher, no âmbito dos tribunais. 

    Participe da Pesquisa sobre Violência Doméstica e Familiar no Judiciário.

    Estatísticas da violência

    Dados do Censo de 2023 mostram que 87,5% dos servidores e servidoras sofreram violência psicológica no âmbito familiar e, no mesmo contexto, 48% já sofreram violência física, 41,4% vivenciaram violência moral e 25,5% foram vítimas de violência patrimonial. As informações do Censo revelam que 90% das respondentes femininas e 98,1% dos homens ouvidos viveram violência familiar ou doméstica (independentemente da formalização da denúncia.

     

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5 com Informações da Agência CNJ de Notícias


  • Palestra sobre importância do NatJus encerra programação da Semana Nacional de Saúde

    Palestra_sobre_imp_NatJus_Semana_Nacional_de_Saude_11_04_2025_44.jpg

    -

    Desembargadora Anna Carla e palestrantes, no Fórum Cível

    Analisar questões de saúde no âmbito da Justiça é uma tarefa de muita responsabilidade que exige um olhar técnico especializado e, ao mesmo tempo, humano. Importante para uma prestação jurisdicional adequada, a temática foi incluída na programação da Semana Nacional de Saúde, do Tribunal de Justiça da Paraíba.

    A programação foi encerrada nesta sexta-feira (11), com a palestra “A importância do NatJus para o julgamento das demandas de saúde”, no Fórum Cível de João Pessoa ‘Desembargador Mário Moacyr Porto’.

    “Dialogar sobre a necessidade da nota técnica nas demandas de saúde e sobre os critérios de análise dos profissionais de saúde para elaboração das notas, assim como explicações sobre medicina baseada em evidências, linhas de tratamento, pareceres técnicos, enfim, sobre questões tão importantes para uma decisão judicial eficiente é algo

    Palestra_sobre_imp_NatJus_Semana_Nacional_de_Saude_11_04_2025_35.jpg

    -

    A Semana Nacional da Saúde foi encerrada no Fórum Cível

    indispensável para todo o sistema jurídico, inclusive a participação das advogadas nas indagações finais trouxeram um grande enriquecimento do debate”, afirmou a juíza auxiliar da Vice-presidência do TJPB e coordenadora do Núcleo, Silmary Alves de Queiroga Vita, que foi uma das palestrantes.

    Implantado por meio do Ato Conjunto 02/2023, o Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário (NatJus) é responsável pela elaboração de documentos técnicos e especializados na área da saúde. A finalidade é auxiliar magistrados(as) na formação de um juízo de valor, quando da análise de questões clínicas apresentadas nas ações judiciais, envolvendo a assistência à saúde.

    Magistrados(as) e servidores(as) participaram atentos à palestra, que também foi ministrada pelos médicos integrantes do NatJus Emmanuel Vinícius Pereira, Puamma Tabira Costa e Vanessa Monteiro Costa.

    Por Nice Almeida

     

  • Consulta Pública: TJPB convida a população para sugerir melhorias do sistema prisional da PB

    -

    Como podemos tornar o sistema prisional brasileiro mais justo, digno e eficiente? O que você pensa sobre o modelo e a estrutura prisional do Brasil? A sua opinião pode ajudar a transformar a realidade carcerária no nosso país, com respostas que serão essenciais para a implementação do Plano ‘Pena Justa’ no âmbito do nosso estado.

    Para isso, segundo a juíza Maria Aparecida Sarmento Gadelha, coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJPB e auxiliar da Presidência, basta acessar a CONSULTA PÚBLICA que está aberta no site do TJPB e ficará disponível até o dia 2 de maio de 2025. Acesse o formulário, envie suas ideias e ajude a construir um sistema penal mais humano e justo.

    O Pena Justa é o plano nacional para enfrentar a situação de calamidade nas prisões brasileiras, construído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a União com o apoio de diversos parceiros institucionais e a sociedade civil. Mas todos os estados e o Distrito Federal também deverão elaborar planos locais, com base nas diretrizes nacionais.

    Na Paraíba, quem vai atuar na construção do Plano é o Comitê Estadual de Políticas Penais (CEPP/PB) empossado esta semana. E a primeira iniciativa está posta: ouvir a sociedade!

    Sua colaboração é fundamental para garantir que as políticas penais levem em conta as diferentes realidades e vozes do Brasil.

     

    -

    O QUESTIONÁRIO – O Poder Judiciário da Paraíba convida você e toda a população a participar ativamente desse processo por meio de um questionário on-line, simples e direto, que reunirá as visões e sugestões da sociedade para enfrentar a grave crise nas prisões do país. O documento traz explicações sobre os eixos de atuação do Plano e, na sequência, alternativas contendo sugestões de ações. Ao responder, indique as que você considera prioritárias.

    Também haverá espaço para sugerir por escrito outras ações de enfrentamento ao problema apresentado.   

    Os eixos do Pena Justa são os seguintes: 

    1. Controle da entrada e das vagas do Sistema Prisional
    2. Qualidade da ambiência, dos serviços prestados e da estrutura prisional
    3. Processos de Saída da prisão e da reintegração social
    4. Baixa institucionalização do enfrentamento ao racismo no ciclo penal

    Abaixo, os QR Code para conhecer mais sobre o PENA JUSTA.

    -

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Por Gabriela Parente

     

  • Prefeitura de Pombal retifica edital para 213 vagas em concurso

    Prefeitura de Pombal retifica edital para 213 vagas em concurso

    A Prefeitura de Pombal, localizada no Estado da Paraíba, publicou uma retificação no edital do concurso público que busca preencher 213 vagas para profissionais com formação em níveis fundamental, médio e superior. As oportunidades incluem cargos como:

    • Agente de Limpeza Urbana
    • Auxiliar de Serviços Gerais
    • Coveiro
    • Operário
    • Servente de Pedreiro
    • Pedreiro
    • Artesão
    • Condutor de Transporte de Emergência
    • Eletricista
    • Guarda Municipal
    • Entre outros

    EDITAL RETIFICADO (pág. 74)

    Prefeitura de Pombal retifica edital para 213 vagas em concurso (Foto: Divulgação)

    Os salários oferecidos variam de R$ 1.518,00 a R$ 4.754,62, com cargas horárias que vão de 20 a 40 horas semanais, além de plantões de 24 horas.

    A Vitalícia do Qconcursos voltou! Mude agora o seu futuro e nunca mais invista em outro preparatório.

    Como participar

    As inscrições devem ser realizadas até 11 de maio, até as 23h59, por meio de formulário online. As taxas de inscrição variam de R$ 75 a R$ 115.

    O processo seletivo inclui provas escritas objetivas, que ocorrerão em 15 de junho, provas práticas em 10 de agosto, além de avaliações de títulos. A validade do concurso será de dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período.

  • PGJ publica manual sobre boas práticas ambientais, sociais e de governança no MPPB

    PGJ publica manual sobre boas práticas ambientais, sociais e de governança no MPPB

    A Procuradoria-Geral de Justiça elaborou o “Manual de Práticas ESG do MPPB” e está disponibilizando aos membros e servidores a publicação online que contempla boas práticas ambientais, sociais e de governança a serem fomentadas e implementadas na instituição. 

    O manual foi idealizado pelo procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, e elaborado pela Diretoria Administrativa (Diadm) do MPPB, em razão da necessidade de aprimoramento das práticas administrativas, compatibilizando-as com ações ambientalmente adequadas para que haja uma gestão logística sustentável na instituição ministerial.

    Segundo o PGJ, a publicação segue as orientações do artigo 28 do Ato PGJ 108/2024 (o qual dispõe sobre o planejamento estratégico no MPPB) e contempla o objetivo estratégico de disseminar práticas de governança e gestão, em todos os níveis, orientadas para resultados.

    Além de valorizar pessoas e um ambiente de trabalho saudável (com a criação de espaços como bicicletário e vestiário e a reativação do Núcleo de Bem-Estar e Qualidade de Vida no Trabalho, por exemplo), o MPPB tem investido em compras públicas e construções sustentáveis e na sensibilização e capacitação de membros e servidores sobre o assunto. 

    “O objetivo é internalizar o sistema ESG como política administrativa de tomada de decisões que envolvam as pessoas, o meio ambiente e a governança do MPPB; aplicar recursos orçamentários e financeiros direcionados e centrados na política ESG e conectados com os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), com foco na eficiência das ações administrativas”, explicou o PGJ. 

    Boas práticas

    De acordo com o diretor administrativo do MPPB, Jonatha Vieira, para elaborar o manual, foram mapeadas as ações implementadas pelo MPPB nos eixos social, sustentável e de governança; apresentadas potenciais ações a curto, médio e longo prazos conectadas com práticas ESG e compilados achados dessa pesquisa. 

    O manual traz informações sobre como otimizar recursos orçamentários e financeiros, investindo em “energia limpa”, no reuso de materiais, em compras e contratações eficazes, além de promover descarte responsável de materiais e bens inservíveis. 

    “O uso de papel, o consumo de energia elétrica, o uso da água, além da aquisição e da utilização de materiais permanentes que possuem tempo de vida útil, a necessidade de relações pessoais mais humanizadas, entre outras práticas, sugerem a imprescindibilidade de implementação de processos para uma organização sustentável em seus meios e fins. O Ministério Público da Paraíba, enquanto instituição pública atenta às boas práticas atuais, apresenta, neste manual, contribuições administrativas para práticas ESG, como instrumento de governança a partir de ações e mudanças comportamentais que impactam positivamente na qualidade da prestação dos seus serviços à sociedade”, argumentou o procurador-geral. 

    ESG

    Conforme explicou o PGJ, ESG é uma sigla em inglês, que significa Environmental, Social and Governance e corresponde a práticas ambientes, sociais e de governança por uma instituição. O termo foi inicialmente publicado pelo Pacto Global em parceria com o Banco Mundial, cunhado pelo então secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, por provocação a empresários de instituições financeiras, para que integrassem fatores sociais, ambientais e de governança no mercado de capitais. 

    O acordo de Paris, de 2015, também está inserido no contexto sustentável, e foi ratificado em 2021 pelo Brasil para redução de gases de efeito estufa, aumento de bioenergia sustentável e reflorestamento. “Tal pacto é uma espécie de código de conduta para práticas gerenciais comprometidas com ações inovadoras. O Ministério Público da Paraíba, a partir da concepção de Manual de Práticas ESG, coloca-se como instituição de vanguarda na Paraíba, quando empreende modelo de gestão focado em zelar pelos interesses da sociedade, com ações sustentáveis, sociais e de governança”, disse Hortêncio.

    Para ler o Manual de Práticas ESG do MPPB na íntegra, clique AQUI

  • MPPB recomenda medidas para prevenção a queimadas e incêndios em dois municípios

    MPPB recomenda medidas para prevenção a queimadas e incêndios em dois municípios

    O Ministério Público da Paraíba recomendou aos Municípios de Santa Rita e Cruz do Espírito Santo uma série de medidas a serem adotadas para o enfrentamento das queimadas e incêndios na vegetação nativa. Uma das medidas recomendadas é a intensificação das ações de fiscalização, combate e prevenção às queimadas no município, garantindo o cumprimento das normas ambientais e evitando danos ao meio ambiente.

    A recomendação foi expedida pela 6ª promotora de Justiça de Santa Rita, Miriam Pereira Vasconcelos, que atua na defesa do meio ambiente. Foi concedido prazo de 10 dias para que os Municípios informem sobre o acatamento da recomendação.

    Conforme a promotora, notícias recorrentes têm sido veiculadas apontando o aumento significativo de queimadas nos municípios de Santa Rita e Cruz do Espírito Santo, o que tem gerado graves impactos ambientais e riscos à saúde da população, especialmente em relação à poluição do ar e aos danos à vegetação e fauna locais;

    “As queimadas, recorrentes e em grande escala, causam danos consideráveis à vegetação nativa, aos recursos hídricos e à fauna local, além de representarem uma ameaça à saúde da população, especialmente das pessoas mais vulneráveis, como crianças, idosos e portadores de doenças respiratórias, devido à poluição atmosférica”, salienta a promotora.

    Na recomendação, é destacado que a Lei Federal nº 14.944/2024 determina a responsabilidade dos órgãos federais, estaduais e municipais na implementação de políticas públicas de prevenção a queimadas e estabelece penalidades mais severas para os infratores.

    Também é destacado que a conduta de provocar incêndio em floresta ou em demais formas de vegetação se amolda ao crime tipificado no artigo 41 da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais).

    “A situação atual exige ações urgentes por parte dos órgãos competentes, com a implementação de medidas eficazes de prevenção, fiscalização e repressão, a fim de minimizar os prejuízos ambientais e proteger a qualidade de vida da população”, declara a promotora Miriam Vasconcelos.

     

    Mais medidas recomendadas:

    – Realização e apresentação de estudos sobre áreas de recorrência de incêndios florestais, tipos de vegetação e áreas prioritárias para conservação no município, visando identificar zonas de risco e subsidiar estratégias de prevenção e controle das queimadas;

    – Adoção de medidas para identificar e monitorar permanentemente imóveis rurais que utilizam o fogo de forma recorrente como técnica agrícola, com foco na regularização ambiental e no controle de práticas ilegais;

    – Promoção de campanhas de conscientização e orientação à população, por meio de publicidade institucional e mídias sociais, sobre os riscos e as proibições relacionadas ao uso do fogo, especialmente durante o período de estiagem, com o objetivo de prevenir a ocorrência de queimadas ilegais, reduzir os danos ambientais e à saúde pública, e incentivar práticas sustentáveis de manejo e descarte de resíduos.

     

    Imagem ilustrativa: Freepik

  • Especialista destaca impacto da IA no Judiciário e aponta cuidados necessários para uso responsável

    -
    Bruno Figueirêdo, doutor em Informática

    A Inteligência Artificial (IA) tem promovido mudanças significativas em diversos setores da sociedade, e o Poder Judiciário não é exceção. A crescente digitalização dos processos e a demanda por maior celeridade e eficiência vêm impulsionando a adoção de tecnologias baseadas em IA no sistema judicial brasileiro.

    Para Bruno César Barreto de Figueirêdo, doutor em Informática, o uso da IA generativa no Judiciário acontecerá de forma progressiva, integrando-se às rotinas já estabelecidas. “Na prática, essas ferramentas atuarão como assistentes inteligentes, auxiliando na elaboração de minutas de decisões, despachos e votos, respondendo a consultas sobre jurisprudência, gerando resumos automáticos de peças processuais volumosas e até mesmo identificando contradições ou omissões em textos jurídicos”, disse.

    Segundo ele, um(a) magistrado(a) poderá solicitar à IA, por exemplo: “Resuma a petição inicial do processo X” ou “elabore um esboço de sentença com base nesses fundamentos”. Para Bruno Figueirêdo, a ideia não é substituir a atividade jurisdicional, mas sim oferecer uma base produtiva e confiável para acelerar etapas técnicas e repetitivas.

    Sobre a possibilidade de agilizar o tempo de tramitação dos processos, Bruno afirma que a IA pode contribuir de maneira bastante significativa. “Ela reduz o tempo de análise documental, acelera a produção de atos judiciais e otimiza pesquisas jurídicas, contribuindo diretamente para a celeridade processual, conforme previsto no artigo 5º, inciso LXXVIII da Constituição Federal”, observou.

    Além disso, ao automatizar tarefas de apoio, o doutor em computação afirmou que a IA libera servidores(as) e magistrados(as) para atividades mais analíticas e estratégicas, reduzindo gargalos causados pelo alto volume de trabalho.

    IA generativa
    Bruno Figueirêdo, Max Nunes e Daniel Melo: IA na Justiça

    As principais aplicações da IA no âmbito judicial incluem: a elaboração automática de minutas de decisões e despachos; resumos de peças processuais; pesquisa jurisprudencial otimizada; análise preditiva de julgamentos (com base em decisões anteriores); identificação de precedentes vinculantes; classificação e triagem automática de processos (como já ocorre em projetos-piloto no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal Superior Eleitoral); detecção de inconsistências ou omissões em documentos judiciais; e apoio ao cumprimento de metas de produtividade com dashboards inteligentes.

    “Essas soluções já são realidades em diversos tribunais do país e podem ser customizadas para o Tribunal de Justiça da Paraíba, respeitando a infraestrutura, o perfil da demanda e os recursos humanos disponíveis”, disse Bruno Figueirêdo.

    Apesar dos avanços, o especialista alerta que o uso da IA requer cuidados cruciais. “É essencial que as decisões continuem sendo humanas. A IA atua como um copiloto, não como o juiz do caso”, afirmou.

    Entre os pontos de atenção, o especialista destaca: privacidade e proteção de dados (em conformidade com a LGPD); evitar alucinações da IA (respostas incorretas com aparência de verdade); auditorias e validação humana constante dos resultados gerados; treinamento dos modelos com bases confiáveis, preferencialmente internas ao Judiciário; e registro e rastreabilidade do uso da IA em decisões, para preservar a motivação e controle jurisdicional.

    Curso – Até a sexta-feira (11), o especialista Bruno Figueirêdo ministrou, na sede da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), em João Pessoa, o curso ‘Transformação Digital no Judiciário: O Poder da IA Generativa’. A formação, que ocorreu de forma presencial, é voltada a magistrados(as), assessores(as), analistas e técnicos judiciários do Poder Judiciário estadual.

    IA generativa
    Juiz Max Nunes

    O juiz auxiliar da Vice-presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Max Nunes de França, participou da abertura das atividades no último dia de aula. Na ocasião, ele destacou a importância de dominar o uso consciente e estratégico da inteligência artificial no cotidiano da Justiça.

    “Essa tecnologia tem se integrado cada vez mais à nossa rotina de trabalho, seja na tarefa de resumir processos seja na sistematização de decisões. Saber utilizá-la de forma eficiente, e sempre em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) neste ano, é essencial para o desempenho das atividades diárias no Judiciário”, disse.

    Já o diretor da Diretoria de Tecnologia da Informação do TJPB (Ditec), Daniel Ayres de Melo, reforçou que o tema da Inteligência Artificial vem sendo amplamente debatido nos tribunais de todo o país, e o TJPB não pode ficar de fora desse movimento. Segundo ele, além da adoção de novas ferramentas tecnológicas, é indispensável investir na capacitação dos profissionais que integram o Judiciário paraibano.

    IA generativa
    Daniel Ayres de Melo, diretor da Ditec

    “Essa iniciativa precisa se tornar recorrente. Eu costumo dizer que 2025 está se mostrando um verdadeiro divisor de águas para a Inteligência Artificial. As instituições que não se dedicarem ao tema e não investirem tempo e energia nesse processo, inevitavelmente, ficarão para trás”, assegurou.

    Dentro do ambiente de trabalho do TJPB, o diretor de TI destacou que, especialmente por meio do Google Workspace, os magistrados(as), assessores(as), gerentes e diretores(as) já têm acesso à Inteligência Artificial do Google. “O curso ministrado tem justamente o objetivo de mostrar, na prática, como utilizar essa tecnologia de forma mais eficiente. Ela já está à nossa disposição, o que precisamos agora é potencializar seu uso”, falou.

    Ainda segundo ele, a Ditec está avançando na incorporação da IA também nas audiências judiciais. Atualmente, estão sendo avaliadas pelo menos quatro soluções que poderão ser integradas ao sistema PJe. “O objetivo é acelerar e otimizar o trabalho de servidores e magistrados, promovendo mais agilidade e eficiência no Judiciário paraibano”, disse.

    Por Marcus Vinícius