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  • MPPB investiga acidente envolvendo veículo escolar da Prefeitura de Pilões

    MPPB investiga acidente envolvendo veículo escolar da Prefeitura de Pilões

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) realiza, em parceria com o Detran, vistorias semestrais nos veículos que fazem o transporte escolar nos municípios paraibanos. O objetivo é garantir o cumprimento das normas de segurança do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e evitar situações como a ocorrida nesta terça-feira (1/04), quando um ônibus escolar da Prefeitura de Pilões se envolveu em acidente na PB 077, deixando muitos alunos feridos e provocando a morte de dois adolescentes. O caso está sendo investigado pela 2ª promotora de Justiça de Guarabira, em substituição, Ivete Arruda, com o auxílio do Centro de Apoio Operacional às promotorias de Justiça de defesa da Criança e do Adolescente e da Educação (CAO CAE).

    No mesmo dia do acidente, a promotora de Justiça Ivete Arruda instaurou a Notícia de Fato 065.2025.000773 e determinou diligências para apurar as circunstâncias do acidente e adotar as providências para eventuais responsabilizações dos gestores. Dentre as medidas adotadas está a expedição de ofício à Secretaria de Educação de Pilões, solicitando informações sobre o cadastro do veículo acidentado, a identificação do condutor e informações sobre sua habilitação, sobre o contrato de prestação de serviço, a relação dos alunos que faziam uso do transporte ofertado e as providências já adotadas em relação ao assunto. 

    Ela também oficiou a Prefeitura para informar as medidas adotadas em relação ao acidente e solicitou à Ciretran de Guarabira a lista dos veículos cadastrados, informações sobre a fiscalização de veículos escolares no município de Pilões e sobre o ônibus envolvido no acidente. A promotora requereu ainda à autoridade policial cópia do inquérito policial instaurado para investigar o acidente. 

    Termo de Cooperação

    Conforme explicou a coordenadora do CAO CAE, a promotora de Justiça Fábia Cristina Dantas, o MPPB celebrou Termo de Cooperação Técnica, desde 2013, com órgãos como o Detran, Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), Inmetro, DER e polícias Militar e Rodoviária Federal para operacionalizar e intensificar vistorias no transporte escolar dos 223 municípios paraibanos, como determina o artigo 136 do CTB.

    Há mais de dez anos, as inspeções passaram a ser feitas, de acordo com um cronograma elaborado pelo Detran e enviado ao CAO CAE/MPPB. “Esse cronograma é encaminhado com antecedência pelo Centro de Apoio a todas as promotorias de Justiça com atribuição na educação. Os promotores notificam os gestores e os secretários de educação para o encaminhamento de todos os veículos de transporte escolar, sejam eles próprios ou contratados ou alocados”, detalhou.

    Nas inspeções, são verificados se os veículos apresentam os itens de segurança e se os condutores atendem às exigências legais (ser maior de 21 anos de idade, ter habilitação na categoria D, não ter praticado infrações de trânsito graves nos últimos 12 meses e ter feito curso específico para conduzir escolares). “É uma parceria articulada entre os órgão de fiscalização, a fim de que os veículos sejam autorizados a circularem pelas vias, havendo a identificação dos veículos aprovados por um selo expedido pelo Detran e ‘colado’ no veículo. Além das vistorias, são realizadas operações repressivas”, explicou Fábia. 

    Responsabilização dos gestores

    Segundo a promotora de Justiça, é uma obrigação legal dos gestores municipais encaminhar os veículos do transporte escolar para as vistorias, sob pena de responderem por ato de improbidade administrativa e de serem responsabilizados, em caso de acidentes, nas áreas cível e penal. “É obrigatório o encaminhamento de todos os veículos de transporte escolar para vistorias. Infelizmente, muitos gestores deixam de encaminhar os veículos, mesmo notificados para tanto, sendo necessário atuação posterior do Ministério Público com a interposição de ações civis públicas para a regularização dos veículos e apuração da omissão dos gestores. O MPPB faz um alerta aos gestores públicos, responsáveis legais pelo encaminhamento dos veículos, para o comparecimento às vistorias, buscando-se minimizar os riscos para crianças e adolescentes e evitar essa triste situação que ocorreu em Pilões”, disse a promotora de Justiça.

  • História da Preta Gertrudes e a Sala de Sessões do Pleno do TJPB impressionam estudantes em visita

    Estudantes visitaram a Sala do Antigo Tribunal Pleno
    Estudantes visitaram a Sala do Antigo Tribunal Pleno

    A Preta Gertrudes foi uma escrava paraibana que recorreu à Justiça para não ser vendida em praça pública, como pagamento de uma dívida, e, para que isso não acontecesse, travou uma guerra judicial pela própria liberdade. E foi essa história que mais chamou a atenção dos 21 estudantes do Programa Jovem Aprendiz, do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), que visitaram o Museu do Poder Judiciário, nesta quarta-feira (02).

    A iniciativa de abrir as portas do Tribunal de Justiça da Paraíba é da Comissão de Cultura e Memória do TJPB, presidida pelo desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque. Os alunos tiveram a oportunidade de assistir a uma sessão do Tribunal Pleno, momento em que o presidente da Corte, desembargador Fred Coutinho, felicitou os visitantes e, depois, os acompanhou na visitação.

    Presidente recebeu estudantes do Programa Jovem Aprendiz
    Presidente recebeu estudantes do Programa Jovem Aprendiz

    “Nada melhor do que abrir as portas do Tribunal de Justiça para trazer e mostrar a nossa história para a juventude usufruir do nosso passado, no presente, na visão do futuro. O Tribunal de Justiça tem que estar de portas abertas e de mãos dadas com a sociedade”, enfatizou.

    Os alunos foram acompanhados pelos servidores Marcos Alcântara e Clarice Santana, que explicaram sobre a história dos espaços visitados e dos objetos que compõem o museu. No roteiro, eles conheceram o Museu do Judiciário, a Exposição da Preta Gertrudes, a Galeria dos ex-presidentes do TJPB, a Sala de Sessões do Pleno do Tribunal, a sala de sessão da 4ª Câmara Cível (Pleno Histórico), Salão Nobre e o Museu e Cripta de Epitácio Pessoa.

    História A estudante do curso de Farmácia Brunna Lethicia da Silva Flores, de 20 anos, estava encantada em conhecer a força da Preta Gertrudes. “Serve de exemplo para a gente não esquecer a nossa história, e não repetir no futuro, no presente. E é bem marcante a história de uma mulher preta, que desde sempre a mulher nunca foi valorizada na nossa sociedade. E muito menos mulheres pretas. E ver a garra que ela teve de procurar a Justiça, o que não era comum na época, e depois de muita luta conseguiu. É de uma força impressionante”, falou.

    Sessão do Pleno destacou a importância das visitas dos estudantes
    Sessão do Pleno destacou a importância das visitas dos estudantes

    O professor Alan James da Silva Matias observa a importância de conhecer a história do Judiciário. “Eu sempre digo que resgatar a história é algo fundamental para a gente entender a atualidade. E a história da Preta de Gertrudes é uma história de muita batalha diante da época que ela vivia. É importantíssimo resgatar essa história, trazer para eles a memória e saber que a gente tem que compreender o passado para poder entender melhor o presente”, comentou.

    Estudantes acompanharam a Sessão do Pleno
    Estudantes do Curso de Direito durante Sessão do Pleno

    Estudantes de Direito – A sessão do Pleno também recebeu, nesta quarta-feira, a visita de 20 estudantes do primeiro período de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Beatriz Sousa informou que a turma foi incentivada na aula de Sociologia Jurídica. “Viemos nos ambientar, observar como que é aqui dentro de um Tribunal, como que é a postura dos profissionais de Direito”, colocou a aluna.

    O corregedor-geral de Justiça, desembargador Leandro dos Santos, incentivou os alunos. “Que essa presença não seja só hoje. Nós temos um acervo de sessões das Câmaras Cível e Criminal, uma riqueza de conhecimento. E as pessoas aprendem assistindo, ficando curioso quanto a certos momentos. É sempre uma grande alegria tê-los aqui”, expressou.

    De olho no futuro – O TJPB também recebeu a visita de um grupo de estudantes, na faixa etária dos 12 anos, que veio de Campina Grande e conheceu o Palácio da Justiça já pensando no futuro. Luiz Gustavo Carvalho Costa sonha em ser juiz e ficou impressionado com o prédio histórico. “Eu achei muito legal e bem curioso também. O que mais me chamou a atenção foi o Pleno. Eu quero ser juiz quando crescer e conhecer o Tribunal me incentivou ainda mais”, falou.

    Por Nice Almeida

  • Consepre divulga Carta de Florianópolis com diretrizes para o Judiciário

    Florianópolis sediou, entre os dias 26 e 28 de março de 2025, o XV Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre). Ao final do evento, os magistrados divulgaram a “Carta de Florianópolis”, documento que apresenta diretrizes e compromissos assumidos de forma unânime pelos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal.

    O Consepre reiterou a importância da manutenção de um diálogo contínuo entre as Cortes Estaduais, o Supremo Tribunal Federal (STF), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), visando a um Poder Judiciário mais ágil e eficiente.

    A Carta destaca a priorização das medidas voltadas à melhoria do sistema carcerário e socioeducativo. Os Tribunais de Justiça e os Grupos de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Carcerário e Socioeducativo (Gifs) se comprometeram a implementar e monitorar os Planos Estaduais e Distrital em consonância com o Plano Nacional – Pena Justa. O objetivo é contribuir para a superação do “Estado de Coisas Inconstitucional” do sistema prisional, conforme reconhecido pelo STF na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 347.

    Os presidentes das Cortes também enfatizaram a necessidade de buscar soluções para os desafios do sistema penal brasileiro, incluindo a superlotação e a deficiência dos serviços oferecidos nas prisões, que comprometem a segurança pública.

    A modernização tecnológica foi apontada como prioridade, com a reafirmação do compromisso dos Tribunais na implementação da Resolução nº 615/2025 do CNJ. Haverá investimento em soluções tecnológicas baseadas em inteligência artificial para aprimorar a prestação jurisdicional. O compartilhamento de ferramentas e boas práticas entre os Tribunais será fomentado pelo Consepre.

    Autonomia Financeira e Sustentabilidade

    Os magistrados ressaltaram a importância da autonomia administrativa e financeira dos Tribunais de Justiça, reforçando o compromisso com uma gestão responsável e alinhada aos preceitos constitucionais. A carta também destaca a necessidade do fortalecimento de recursos financeiros por meio da troca de experiências e da adoção de soluções inovadoras para impulsionar a eficiência e sustentabilidade das Cortes.

    Políticas Sociais e Direitos Humanos

    A promoção de políticas sociais também foi abordada no documento, com ênfase no combate à violência doméstica e na atuação na área da infância e juventude. Os tribunais reafirmaram o compromisso com a equidade de gênero, raça e diversidades, bem como com a Política de Atenção a Pessoas em Situação de Rua do Poder Judiciário (PopRuaJud), incluindo a criação de comitês específicos para tais finalidades.

    Fortalecimento da Comunicação no Judiciário

    A comunicação social dentro da Justiça Estadual também foi um dos pontos centrais da Carta de Florianópolis. O documento ressalta a valorização dos profissionais da área e a necessidade de ampliar sua capacidade de atuação, promovendo a troca de experiências entre os tribunais e a adoção de campanhas conjuntas para fortalecer a imagem institucional e qualificar a prestação de serviços.

    Os presidentes também apoiam a plena implementação da Resolução CNJ nº 85/2009, que orienta a política de comunicação do Poder Judiciário, e incentivam a criação do Comitê de Comunicação da Justiça Estadual.

    Com o encerramento do encontro, os Tribunais de Justiça reafirmaram seu compromisso em aprimorar a Justiça Estadual, tornando-a mais ágil, eficiente e próxima da sociedade.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Juízas destacam importância do Judiciário abrir portas à participação feminina como transformação social

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    Atuando, há vários anos no Judiciário paraibano, na função de magistradas, e auxiliando na missão do Tribunal de Justiça da Paraíba em concretizar a Justiça, por meio de uma prestação jurisdicional acessível, célere e efetiva, sete mulheres destacam os desafios, avanços e conquistas na vida pessoal e profissional. Elas enfatizam, também, a importância do reconhecimento do Poder Judiciário, em abrir portas para  a participação feminina, como meio de transformação social e cultural.

    Mulheres na administração

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    Juíza Aparecida Gadelha

    Para a juíza auxiliar da Presidência do TJPB Maria Aparecida Sarmento Gadelha, reconhecer que ainda não se chegou a um patamar de igualdade de gênero efetivo constitui, antes de tudo, o ponto de partida indispensável para o estabelecimento de mudanças a serem atingidas.

    “A Administração do Poder Judiciário, partindo desse reconhecimento, tem se empenhando em garantir a participação feminina, na medida em que passa a contar cada vez mais com servidoras e magistradas em postos de gestão e tomada de decisão, figurando assim como importante vetor de transformação social e cultural”, acentuou a magistrada.

    Segundo pontuou, a estrutura social, ainda cobra atitudes de cuidado e suporte familiar da mulher desproporcionais ao que se espera da figura masculina. Além da  dificuldade de conciliar atuação profissional, incluindo a necessidade de aperfeiçoamento constante,  e as responsabilidades domésticas e familiares, que quase sempre demandam uma jornada extra de dedicação e esforço. 

    “Para muitos pais e esposos, é possível, por exemplo, descansar, ler e estudar ao fim do dia. Essa, no entanto, não é a realidade da maioria das mulheres. Assim, penso ser fundamental seguirmos buscando transformação social estrutural, na certeza de que nossos esforços para prestar um serviço público cada vez mais eficiente são tão valiosos e transformadores quanto a qualquer homem”, salientou a juíza Aparecida Gadelha, referindo-se às dificuldades na carreira, asseverando, ainda, que “a transformação institucional em torno da paridade de gênero nos levará à maior representatividade feminina nas posições de gestão e de tomada de decisão”.

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    Juíza Silmary Alves

    Atuando como auxiliar na Vice-presidência do TJPB, a magistrada Silmary Alves de Queiroga Vita comentou que os maiores desafios que tem enfrentado nos cargos de gestão são decorrentes da necessidade de melhorar o tempo de qualidade do convívio familiar e gerir as atividades de gestão, em sua maioria ligadas a um espaço de tempo limitado que requer atuação em grande parte do tempo do dia em prol do trabalho, e encontrar esse equilíbrio.

    “Acho extremamente importante a política institucional de paridade de gênero, incentivando a participação das mulheres em cargos de gestão e cabe a nós, mulheres, assegurar essa participação, aceitando os convites e exercendo esse espaço nos cargos. O sangue e o suor de todas as mulheres em busca dessa equidade precisa ser referenciado e, por isso, vejo que é significativo comemorar por todas as leis, resoluções e atos normativos e administrativos que tentam garantir os direitos das mulheres”, ressaltou.

    Mães, mulheres e gestoras de fóruns

    As gestões do Poder Judiciário paraibano vêm ao longo dos anos enfatizando a relevância de colocar mulheres em cargos de liderança, a exemplo de um significativo número de juízas que estão à frente da administração de Fóruns em diversas unidades judiciárias espalhadas pelo estado. Na Região Metropolitana de João Pessoa, a maioria das Comarcas tem mulheres em suas administrações, a exemplo da Capital, Santa Rita, Cabedelo, Alhandra, além de cidades do interior, como Patos, Guarabira e Alagoinha.

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    Juíza Ana Flávia

    Juíza e diretora do Fórum de Santa Rita, Ana Flávia de Carvalho Dias observou que, com o passar do tempo, as mulheres vêm conquistando seu espaço como profissional e mulher. A magistrada ponderou que os desafios são diários, mas elas têm demonstrado proatividade na gestão e prestação jurisdicional. A magistrada considera como exemplar e positiva a posição da gestão do TJPB em indicar mulheres em cargos de gestão, acompanhando a evolução da sociedade.

    “Desde que assumi o cargo tenho procurado inteirar-me das necessidades dos servidores e instalações, com a finalidade de contribuir com uma boa gestão, não encontrando grandes dificuldades. Todos os dias temos conquistas que devem ser celebradas, a exemplo da crescente igualdade de gênero, nas diversas áreas da vida, seja no mercado de trabalho, nos direitos políticos e cidadania,  como também na autonomia e liberdade de viver sem violência, preconceito e discriminação”, exaltou.

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    Juíza Juliana Maroja

    À frente da administração do Fórum da Comarca de Cabedelo, a magistrada Juliana Maroja Duarte revelou serem diversos os desafios que se apresentam no exercício da gestão. Ela citou como exemplos a regulação do recurso humano, a  capacitação e aperfeiçoamento contínuo dos integrantes do Poder Judiciário, bem como a questão da infraestrutura, tanto no aspecto de adequação de espaços para melhor atender ao público, quanto relativa à segurança, em razão das peculiaridades específicas exigidas na comarca, além da equalização de esforços para atender a alta demanda de processos em tramitação.

    “O primeiro desafio, certamente, foi conciliar a carreira profissional com a vida pessoal e familiar, pois a equalização desses ‘dois mundos’ são interdependentes. O segundo desafio (e não menos difícil) foi superar as barreiras culturais de que uma mulher também é capaz de exercer posição de liderança e decisão, com méritos, habilidades e destaque”, realçou a magistrada Juliana Duarte.

    Ela também reforçou a importância da iniciativa da administração do TJPB de valorizar e manter mulheres em cargos de chefia e participação ativa na administração, pois reflete um compromisso com a equidade de gênero e com a modernização institucional.

    “Essa postura, além de se alinhar aos princípios constitucionais da igualdade, fortalece o próprio Poder Judiciário na medida em que alinha a meritocracia com a diversidade nas posições de liderança. As conquistas das mulheres, ao longo da história, são motivo de profunda comemoração, não apenas pelo avanço dos direitos femininos, mas pela transformação social que essas vitórias representam. Nesse contexto, podemos citar grandes mulheres como Marie Curie e Simone de Beauvoir, que, à frente dos seus tempos, já demonstravam a capacidade meritória das mulheres de estarem onde elas quiserem”, acentuou.

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    Juíza Joscileide Ferreira

    Na administração da Comarca de Patos, desde 2019, no sertão paraibano, uma das principais do Estado, a juíza Joscileide Ferreira de Lira tem marcado no período em que está na diretoria do Fórum momentos difíceis, onde teve que tomar importantes decisões, como quando passaram pela pandemia da Covid-19. “Muitas dificuldades foram enfrentadas, tendo em vista a necessidade, abrupta e totalmente inesperada, de reinventar o cotidiano para garantir a continuidade do atendimento eficiente e humano ao jurisdicionado, ao mesmo tempo em que havia toda uma preocupação com a saúde de servidores(as), magistrados(as) e todos que atuam na unidade”, enfatizou.

    Ela elencou, ainda, as diversas ações administrativas voltadas à melhoria da infraestrutura da Comarca, com o apoio do TJPB. “Acho relevante a manutenção de mulheres na gestão das instituições. É uma forma de valorizar as  habilidades e capacidades delas. A sensibilidade e a visão feminina têm se mostrado muito interessantes na solução de desafios que, por vezes, exigem uma resposta rápida, eficiente, mas também, equilibrada e humanizada. Dessa forma, recebi com muita satisfação o convite para continuar na gestão, ciente dos desafios e responsabilidades do cargo”, ressaltou.

    Juíza Janete Oliveira

    À frente de Varas Únicas e da direção dos Fóruns, as juízas Janete Oliveira Ferreira Rangel (Comarca de Alagoinha) e Daniere Ferreira de Souza (Comarca de Alhandra) vivenciaram as mesmas experiências das demais magistradas nas gestões das respectivas unidades judiciárias de enfrentar dificuldades e lidar com desafios diários na administração dos respectivos fóruns e manter com eficácia a prestação jurisdicional.

    A magistrada Janete Rangel lembrou que assumiu a titularidade da Vara Única de Alagoinha no final de novembro do ano passado, encontrando uma unidade com quase seis mil processos em tramitação, com aproximadamente metade do acervo concluso, no gabinete, além de inúmeras demandas administrativas.

    “A principal dificuldade foi conciliar as múltiplas frentes de atuação: gestão do acervo judicial, direção do fórum, gestão de pessoas, atendimento à população e aos advogados, realização de inspeções com recursos humanos limitados e, muitas vezes, acumulando atribuições que extrapolam a atuação jurisdicional. Mas, com organização, diálogo e empenho com a equipe e apoio da Corregedoria e da Presidência do TJPB, estamos avançando passo a passo, com planejamento e foco”, frisou.

    Ela ressaltou que ser mulher e magistrada, sobretudo no interior, exige sensibilidade, firmeza e resiliência. “A conciliação entre a vida pessoal, a maternidade, e a responsabilidade de exercer a jurisdição, especialmente em uma vara única, é um desafio diário. Mas, também, é fonte de orgulho. Vejo como conquista a possibilidade de atuar com escuta ativa, empatia e compromisso, sem abrir mão da técnica e da autoridade. A cada decisão, procuro exercer um Judiciário mais humano, que compreenda os contextos sociais das partes e que se aproxime da população”, evidenciou.

    Para a juíza Janete Rangel, ainda há muito a se avançar, porém, ela entende que já é possível perceber um ambiente mais plural, mais representativo e mais aberto ao diálogo, que tem impactado positivamente na forma como o Judiciário se posiciona perante a sociedade.

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    Juíza Daniere Ferreira

    A magistrada Daniere Ferreira, também acentuou que a gestão e a diretoria de um fórum, bem como a titularidade de uma vara única, apresentam desafios significativos que exigem grande capacidade administrativa, organização e liderança.

    Na sua opinião, a manutenção de mulheres em posições de liderança é essencial, não só na promoção da equidade de gênero, mas, também, no fortalecimento da representatividade feminina no Poder Judiciário, além de incentivar a valorização profissional das magistradas e servidoras, servindo como inspiração para futuras gerações, bem como reforça o compromisso do Tribunal com a diversidade e a eficiência administrativa, aprimorando a qualidade dos serviços prestados à sociedade.

    “As conquistas das mulheres ao longo da história são resultado de sua determinação, competência e luta por igualdade de oportunidades. A dedicação, a qualificação profissional e a capacidade de liderança demonstradas em diversas áreas são fatores essenciais que justificam sua ascensão a posições de destaque. Além disso, a superação de desafios e barreiras históricas reforça a importância da presença feminina em espaços de decisão, garantindo uma sociedade mais justa e equilibrada. Essas conquistas não apenas refletem o mérito individual, mas também representam avanços coletivos na construção de um ambiente mais inclusivo e democrático”, sublinhou.

    Por sua vez, o vice-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador João Batista Barbosa, fez um recorte histórico da luta pelo respeito aos direitos das mulheres, citando mulheres que fizeram a diferença e que, até hoje, marcam gerações, como Catalina de Euraso (fugiu do convento, cortou os cabelos e se vestiu de homem para lutar na Espanha, na guerra); Joana D’arc (camponesa e santa francesa canonizada pela Igreja Católica, considerada uma heroína da França pelos seus feitos durante a Guerra dos Cem Anos).

    Além das brasileiras Antonia Jovita Alves Feitosa (Jovita), cearense que se inscreveu como soldado para lutar na Guerra do Paraguai, Ana Nery, primeira enfermeira brasileira, que também foi prestar seus serviços na mesma guerra, e Helena Alves de Souza, falecida recentemente, primeira mulher a atuar como juíza no Poder Judiciário paraibano.

    “Todas essas mulheres deram muita importância, tanto aos valores humanos, quanto ao valor da própria mulher e isso fez com que os homens, em sua grande maioria, fossem também valorizando as mulheres”, comentou.

    Ele pontuou, ainda, a evolução da legislação de defesa e garantias dos direitos fundamentais das mulheres, partindo das Convenções Internacionais até a edição de Decretos brasileiros e Resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que evidenciam a importância da atuação feminina e a equidade de gêneros.

    “A paridade entre homens e mulheres deve acontecer também em todas as instâncias. As mulheres estão de parabéns, sou um daqueles que quero ver a mulher no mesmo patamar que o homem está, porque nós todos somos igualmente humanos, por isso acho muito importante que se valorize a mulher, com todo o respeito que ela merece ser reconhecida”, exaltou o vice-presidente do TJPB.

    Há um longo caminho a ser percorrido para se alcançar a plena equidade de gênero no âmbito do Poder Judiciário, caminho este que passa pelos desafios de romper barreiras culturais e costumes encravados na sociedade patriarcal em que vivemos. De modo, a se chegar a obtenção de avanços e conquistas significativas, tendo por meta a essencialidade do equilíbrio social entre mulheres e homens.

    Por Lila Santos

  • 1º Tribunal do Júri da Capital começa julgamento de 16 processos agendados para abril

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    Fórum Criminal de João Pessoa

    O 1º Tribunal do Júri da Comarca de João Pessoa deu início à pauta de julgamentos deste mês de abril. Nesta segunda-feira (1º), a unidade judiciária, sob a presidência do juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior, começou a julgar uma sequência de 16 processos que envolvem crimes contra a vida. As sessões do Júri Popular vão até o dia 30 deste mês, com início às 9h, no quinto andar do Fórum Criminal da Capital, localizado na Avenida João Machado, Centro da Capital.

    De acordo com a Lei de Organização Judiciária, o 1º Tribunal do Júri realiza pautas ordinárias de julgamento nos meses de fevereiro, abril, junho, setembro e novembro, e o 2º Tribunal do Júri realiza suas sessões em março, maio, agosto, outubro e dezembro. Segundo o juiz Antônio Gonçalves, entre os julgamentos agendados para este mês, dois envolvem processos deslocados das comarcas do Conde e de Pedras de Fogo.

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    Juiz Antônio Gonçalves – 1º Tribunal do Júri

    Nos meses em que os tribunais de Júri não estão realizando julgamentos em plenário, fica a pauta voltada para a realização das audiências de instrução e julgamento dos processos que ainda não foram objeto de pronúncia, para justamente analisar a admissibilidade da acusação e, se for o caso, remeter para julgamento posterior”, explicou o magistrado. “Estamos empenhados em fazer essas sessões para, justamente, buscarmos a resposta pronta à sociedade de que o Poder Judiciário está vigilante, como integrante do sistema de Justiça, sempre buscando a resolução desses processos em que se apura os crimes contra a vida”, destacou Antônio Gonçalves.

    As unidades dos tribunais do Júri têm a competência de apreciar e julgar crimes dolosos contra a vida, tentados ou consumados, este é o papel do 1º Tribunal do Júri. Esses crimes incluem, homicídio, feminicídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio ou à automutilação e infanticídio (quando a mãe, sob influência do estado puerperal, mata o próprio filho durante ou logo após o parto e aborto provocado por terceiro. Segundo o juiz Antônio Gonçalves, a expectativa com o retorno das atividades forense e a preparação dos processos para o início das reuniões ordinárias do Tribunal do Júri são as melhores possíveis.

    Por Fernando Patriota

  • Primeira mulher a exercer a magistratura na Paraíba terá imagem incluída no Salão Nobre do TJPB

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    Homenagem foi proposta pelo presidente Fred Coutinho

    Primeira mulher a exercer a magistratura na Paraíba, a juíza Helena Alves de Sousa (in memorian) volta a fazer história 70 anos depois. Helena será a primeira presença feminina no Salão Nobre do Palácio da Justiça. A magistrada terá sua imagem incluída no Museu do Tribunal, através de uma tela pintada que registrará sua histórica contribuição ao Poder Judiciário da Paraíba.

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    Galeria de personalidades paraibanas no Salão Nobre do TJPB

    Atualmente, dez fotografias de personalidades paraibanas estão no Salão Nobre do Tribunal de Justiça, como a do ex-presidente do Brasil, Epitácio Pessoa, que presidiu ainda a Câmara Federal e o Supremo Tribunal Federal, e cujo restos mortais estão no prédio do Palácio da Justiça da Paraíba. Também têm fotografias apostas, os ministros Geminiano da Franca, Oswaldo Trigueiro, Djaci Falcão e Rafael Mayer, os governadores da Paraíba Camilo de Holanda, Argemiro de Figueiredo e Venâncio Neiva e os desembargadores Heráclito Cavalcante e Arquimedes Souto Maior.

    A homenagem à juíza Helena Sousa foi proposta pelo presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho. “A inclusão de sua imagem no Museu do Tribunal representa não apenas o reconhecimento institucional por sua contribuição ao Judiciário e à sociedade, mas também o resgate de uma trajetória que simboliza a luta feminina por espaços de equidade e justiça, sendo, portanto, um ato de justiça histórica e pedagógica”, destacou o desembargador Fred Coutinho.

    O presidente do TJPB também propôs que a fotografia de Helena Alves de Sousa seja integrada ao acervo permanente do Museu do Tribunal de Justiça da Paraíba, acompanhada de uma breve biografia que registre sua notável contribuição à magistratura e à educação.

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    Helena será a primeira presença feminina no Salão Nobre

    Nascida em Guarabira no dia 19 de março de 1923, Helena Alves de Sousa formou-se na Faculdade de Direito da Paraíba em 1955, sendo aluna da primeira turma do curso. Dois anos depois, tornou-se a primeira mulher aprovada em concurso público para o cargo de juíza no Estado, assumindo a função em 1957. Na mesma época, também se destacou ao se tornar a primeira juíza eleitoral da Paraíba.

    Helena Alves exerceu suas funções nas comarcas de Pilões e Cabedelo, conduzindo sua atuação com firmeza, competência e elevado espírito público. Sua trajetória sofreu um duro revés em 1969, quando foi afastada e aposentada compulsoriamente pelo Ato Institucional nº 5, durante o regime militar. Entretanto, em 1979, foi anistiada e retornou à magistratura, sendo designada para a Comarca de Piancó, onde reafirmou seu compromisso com a Justiça e os ideais democráticos.

    Além de sua brilhante carreira como magistrada, Helena Alves também teve atuação destacada na educação. Foi diretora do Colégio Estadual de Cabedelo e recebeu diversas honrarias, incluindo o título de Cidadã Cabedelense e a Medalha de Alta Distinção da Justiça Eleitoral Paraibana, conferida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

    Sua história de superação, pioneirismo e dedicação à magistratura e à educação paraibana representa um marco na luta pela equidade de gênero e pelo fortalecimento da Justiça no Estado. 

    Por Lenilson Guedes e Nice Almeida

     

  • Policial judicial lança história em quadrinhos 
		Última atualização:  02/04/2025 às 11:15:00

    Policial judicial lança história em quadrinhos Última atualização: 02/04/2025 às 11:15:00

    A criatividade e o talento de um policial Judicial da Justiça Federal na Paraíba acabam de ganhar forma nas páginas de uma revista em quadrinhos que promete conquistar colegas de profissão e leitores em geral. José Carlos Santos Filho, policial Judicial (APJ) há 13 anos e diretor do Núcleo de Administração da JFPB, é o autor do recém-lançado APEJOTA, uma produção original que mistura cultura popular, super-heróis e a rotina dos Policiais Judiciais de forma bem-humorada e inovadora.

    A obra nasceu de um cordel escrito por José Carlos. O autor explica que sempre gostou de ler histórias de super-herói e percebeu que era possível assimilar com a atuação da Polícia Judicial. “Escrevi a história em cordel e, em seguida, transformei em quadrinhos”, conta. O resultado é uma narrativa leve e envolvente, que retrata o dia a dia do policial Judicial com toques de humor e crítica construtiva.

    Na primeira edição de APEJOTA, o leitor é apresentado a um policial Judicial que, ao enfrentar os desafios do trabalho, descobre em si um herói oculto. De forma divertida e inteligente, a história aborda temas importantes do segmento, como a valorização da função, as dificuldades administrativas e a força do coletivo. Tudo isso com ilustrações vibrantes e um roteiro dinâmico que prende a atenção do início ao fim.

    Com a repercussão positiva do lançamento, José Carlos já vislumbra novas edições. “Sinto-me motivado a fazer outras edições. A cultura, a arte e as revistas em quadrinhos conseguem levar mensagens além-mar, que de nenhuma outra forma seria possível. As questões da Polícia Judicial são todas muito delicadas e de difícil tratamento com a Administração, essas histórias têm o poder de destravar temas complexos em minutos”, explica o autor.

    Em uma mensagem aos Agentes da Polícia Judicial, José Carlos deseja a todos “uma boa leitura e peço que compartilhem essa história com todos os colegas e amigos.”

    A AGEPOLJUS parabeniza o colega José Carlos Santos Filho pela iniciativa criativa e pela importante contribuição à valorização dos Policiais Judiciais. O APEJOTA é uma produção inédita, bem-humorada e corajosa, que oferece maior visibilidade aos Agentes e à segurança institucional de forma artística e acessível. “Que este seja apenas o primeiro de muitas edições!”, finaliza o Coordenador-Geral Darney Bessa.

    Clique aqui para acessar a primeira edição do APEJOTA

     

     

     

    Por: Ascom Agepoljus


  • Abertas as inscrições para os Conselhos Deliberativo e Fiscal do TRFMED Última atualização: 02/04/2025 às 13:33:00

    Magistrados(as) e servidores(as) da Justiça Federal da 5ª Região têm até a próxima quinta-feira (03/04) para se candidatar às vagas de membro titular do Conselho Deliberativo e membro titular ou suplente do Conselho Fiscal do programa de Autogestão em Saúde – TRFMED. As inscrições estão sendo realizadas eletronicamente. Clique aqui e candidate-se! Você é parte dessa construção.  

    A lista de servidores(as) e magistrados(as) inscritos(as) para cada um dos Conselhos será divulgada no site do TRF5 e na Intranet, no dia 04/04. Após a divulgação, será aberto o período de votação, de forma simultânea, para os dois Conselhos. A eleição ocorrerá a partir das 9h do dia 08/04 até as 23h59 do dia 09/04, exclusivamente pelo portal do TRFMED. Apenas servidores(as) e magistrados(as) do TRF5 e das Seções Judiciárias que estejam vinculados(as) ao TRFMED podem votar. 

    Restrições à inscrição 

    Não poderá se inscrever o magistrado(a) ou servidor(a) que não seja beneficiário(a) titular do TRFMED, até 10 dias antes da abertura das inscrições; que seja cedido(a) ou em exercício em outro órgão; que esteja respondendo a processo administrativo disciplinar; ou que tenha sofrido sanção disciplinar, nos últimos dois anos. 

    Confira o edital: 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5

  • ‘Abril Verde’: Palácio da Justiça em tons verdes alerta a sociedade sobre segurança no trabalho

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    O mês de abril é marcado por uma importante campanha de conscientização: ‘Abril Verde’. Esse movimento tem como objetivo alertar a sociedade sobre a segurança e a saúde no ambiente de trabalho, prevenindo acidentes e promovendo condições dignas para os trabalhadores. O Tribunal de Justiça da Paraíba é uma das instituições que está engajada na campanha e, durante este mês, a fachada do Palácio da Justiça, um dos prédios mais imponentes do Estado, estará iluminado com a cor verde.

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    Desembargador Fred Coutinho

    Este mês não deve ser apenas um período de reflexão, mas um estímulo para que a segurança e a saúde no trabalho sejam prioridades constantes na sociedade. Afinal, um ambiente de trabalho seguro é um direito de todos e uma responsabilidade coletiva”, comentou o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho.

    A iniciativa do TJPB atendeu a uma solicitação do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13), por meio do Programa Trabalho Seguro, que tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da saúde e segurança no ambiente de trabalho, além de reforçar a necessidade de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. “Esta ação vai contribuir, significativamente, para aumentar a visibilidade da mobilização e fortalecer a adesão da sociedade a esse importante movimento”, comentou o desembargador do Trabalho e cogestor do Programa Trabalho Seguro, do TRT da 13ª Região, Wolney de Macedo Cordeiro.

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    A escolha do mês de abril está relacionada ao Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, celebrado em 28 de abril. No Brasil, a cada 49 segundos, são registrados acidentes laborais. Os dados são do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho. O mesmo Observatório revela que a cada três horas, no Brasil, uma pessoa morre vítima de acidente de trabalho e mais de R$ 150 milhões são gastos com afastamentos de funcionários por conta dos acidentes.

    Especialistas apontam que investir em treinamentos, fiscalização, melhoria das condições de trabalho e uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são medidas essenciais para evitar acidentes. Além disso, a valorização da saúde mental no trabalho é cada vez mais necessária, considerando o impacto do estresse e do esgotamento profissional na qualidade de vida dos trabalhadores.

    Por Fernando Patriota

     

  • Órgão Especial do TJPB define juízes para unidades judiciais e aprova resoluções

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    Na manhã desta quarta-feira (2), durante a 3ª sessão ordinária administrativa, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) deliberou sobre os pedidos de remoção de magistrados(as) para unidades judiciais de entrâncias Inicial e Final no Estado, seguindo os critérios de merecimento e antiguidade. Além disso, foram aprovados projetos de resolução. A sessão foi conduzida pelo desembargador Fred Coutinho, presidente do Poder Judiciário estadual.

    Foram removidos, pelo critério de merecimento, os magistrados Luiz Gonzaga Pereira de Melo Filho (Vara Única de Juazeirinho) e Mário Guilherme Leite de Moura (2º Juizado Auxiliar Misto da 3ª Circunscrição Judiciária, com sede na Comarca de Patos). Já pelo critério de antiguidade, os removidos foram Maria Aparecida Sarmento Gadelha (Vara de Executivos Fiscais da Capital), Natan Figueiredo de Oliveira (2ª Vara Mista de Esperança), Macário Oliveira Júnior (Vara Única de Teixeira) e Edivan Rodrigues Alexandre (Turma Recursal Mista de Campina Grande).

    Além das remoções, o colegiado aprovou resoluções que tratam do Planejamento Estratégico da Gerência de Precatórios do TJPB; da instituição do Programa de Integridade do Poder Judiciário da Paraíba; e o que institui o Código de Conduta Ética dos Servidores do Poder Judiciário da Paraíba.

    Por Marcus Vinícius