Autor: admin

  • ‘Vagas no Varejo’: plataforma tem mais de 4 mil postos de trabalho

    Uma boa notícia para quem está desempregado: uma nova plataforma online de geração de empregos foi criada. O ‘Vagas no Varejo’ é uma iniciativa de 29 entidades ligadas ao setor – com objetivo de garantir a recolocação de profissionais no mercado de trabalho – e já conta com mais de 4 mil vagas.

    Além disso, a plataforma visa preservar a atividade empresarial no setor e minimizar os impactos provocados pela pandemia do novo Coronavírus. Indicadores do Ibre/FGV apontam que a crise pode deixar até 12,6 milhões desempregados e reduzir em 15% a renda dos trabalhadores.

    O lançamento do projeto aconteceu na última sexta-feira, 1º, no Dia do Trabalho. Nesta segunda-feira, 4, a plataforma já contava com mais de 20 mil profissionais cadastrados.

    O projeto foi idealizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe).

    A concepção da plataforma foi feita com apoio voluntário da Tegra Sistemas e a comunicação visual do projeto foi elaborada pela Advance. O aplicativo já está disponível para download em todos os sistemas operacionais.

    + Dicas para uma entrevista online de emprego

    Após se inscrever na plataforma, o profissional precisará destacar a área de atuação, experiências anteriores e disponibilidade de horários. Os processos de seleção serão realizados pela internet. 

    Também há cadastro para empresas que querem contratar profissionais. Neste caso, há uma área exclusiva no portal da plataforma para que os recrutadores possam incluir e excluir vagas, após assinarem um termo de responsabilidade. 

     

    Vagas no Varejo
    O varejo representa 19,24% do PIB brasileiro
    (Foto: Pixabay)

     

    Instituições falam sobre importância da iniciativa

    Para o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, o Brasil está passando por um momento sem precedentes. Segundo ele, essa nova realidade tem trazido muitos desafios para os empresários e trabalhadores.

    “O Vagas no Varejo é um importante projeto que resulta da soma de forças do empresariado brasileiro na geração de oportunidades para a população. Juntos, queremos ajudar o país a passar por essa pandemia com menos danos econômicos possíveis”, comenta.

    Segundo o CEO da Abrafa, Sergio Mena Barreto, a redução do ritmo da economia e o desemprego são consequências inevitáveis da crise. Ele ainda pontua que em alguns setores a retomada econômica será lenta. 

    + Aeris oferta vagas efetivas de emprego para graduados no Ceará

    “Com essa estratégia, empresários e dirigentes da iniciativa privada somam esforços e competências para reverter mais rapidamente esse quadro e manter o nível de emprego e renda para muitas famílias”, ressalta.

    Já para o presidente da Abrappe, Carlos Eduardo Santos, a maior perda que uma empresa pode ter é a perda do capital humano. Ele reafirma o compromisso que as instituições tem com a sociedade e que, juntos, vão superar a crise. 

    “Não poderíamos ficar estáticos somente olhando tudo acontecer. Essa união do varejo é um compromisso com a sociedade para que juntos possamos superar essa fase. E a iniciativa começa agora e fica aberta a todas as empresas e candidatos para sempre”, completa.

    Notícias de empregos

  • Projetos de deputados prorrogam auxílio emergencial por até um ano

    A Câmara dos Deputados pode, em breve, analisar diversos projetos que visam prorrogar o auxílio emergencial de R$ 600. Inicialmente, o benefício será concedido por três meses (abril, maio e junho).

    Pela Lei 13.982/20, o valor será pago a trabalhadores cuja renda familiar mensal per capita seja de até meio salário-mínimo ou que a renda familiar mensal total seja de até três salários mínimos. 

    Mas diversos projetos apresentados na Câmara dos Deputados querem mudar esta regra. O PL 2222/20, do deputado Wolney Queiroz (PDT-PE), é um deles. Se aprovado, a proposta prorrogará por mais três meses o benefício.

    Auxílio emergencial negado? saiba como solicitar uma revisão de análise

    Já o PL 2283/20, apresentado por 51 dos 53 deputados da bancada do PT, visa aumentar o período de concessão do auxílio emergencial para um ano.

    Os deputados do PT alegam que o período de três meses previsto para o pagamento do auxílio “não será suficiente diante da previsão de contaminação pela Covid-19 até julho ou agosto”.

    “Além disso, haverá um período de transição entre o choque do isolamento e a efetiva retomada da atividade, uma vez que o mercado de trabalho costuma ser o último a reagir em momentos de crise”, afirmam os parlamentares.

    Segundo a Agência Câmara de Notícias, o PL 2283/20 altera a Lei 13.982/20 e prevê que, após o pagamento do auxílio por 12 meses, o período de concessão do benefício poderá ser prorrogado novamente por ato do Poder Executivo.

    Problema com CPF

    A ideia do deputado Wolney Queiroz, com o PL 2222/20, também é “socorrer por período de tempo maior a população mais carente”. Segundo ele, a proposta visa resolver outro problema na lei atual.

    “Muitos brasileiros em dificuldade financeira e que têm direito ao recebimento do auxílio estão tendo a assistência recusada, pois os respectivos CPFs estão pendentes de regularização ou estão suspensos”, disse.

    Para ele, o auxílio não pode deixar de ser pago nessas hipóteses. Desta forma, o PL apresentado pelo parlamentar estabelece que só não terá direito ao recebimento do auxílio o indivíduo que tenha seu CPF cancelado ou que tenha sido declarado nulo.

    Como utilizar de forma eficiente os R$600 do auxílio emergencial?

    Deputados querem prorrogar pagamento do auxílio emergencial (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
    Projetos de deputados prorrogam auxílio emergencial por até um ano
    (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

     

    Caixa amplia horário das agências

    A fim de agilizar os atendimentos e reduzir as filas, a Caixa Econômica Federal ampliou o horário de atendimentos em suas agências. A mudança começou na última segunda-feira, 4, com o funcionamento das unidades das 8h às 14h – duas horas mais cedo. 

    Desde o dia 22 de abril, 1.102 agências já estavam funcionando neste horário. Além disso, a Caixa reforçou o quadro de funcionários. No último sábado, 2, o banco informou que já havia contratado mais de 2.800 vigilantes e 389 recepcionistas

    Além da contratação de pessoal, outras medidas foram tomadas para reforçar o atendimento, como a realocação de funcionários e a disponibilização de cinco caminhões-agência para prestar serviços em locais com maior necessidade.

    De acordo com a Caixa, o contato direto com as prefeituras é feito com o objetivo de fechar parcerias. Desta forma, serão ofertados serviços de atendimento à população, além da divulgação de informações.

    O calendário de saque em dinheiro do auxílio emergencial segue até esta terça-feira, 5. Na última segunda, a retirada do dinheiro foi liberada para os beneficiários nascidos nos meses de setembro e outubro.

    Confira o calendário de saque

    Para sacar o auxílio, é preciso de um código autorizador que pode ser obtido através do aplicativo Caixa Tem. Para isso, o usuário deve entrar em sua conta digital no app e solicitar o valor que deseja sacar

    13,6 milhões de informais devem refazer cadastro

    Cerca de 13,6 milhões de trabalhadores informais devem refazer o cadastro para receber o auxílio emergencial de R$600. Essa solicitação do benefício é feita por meio do aplicativo ou site da Caixa. 

    Ao todo, foram analisados 40 milhões de cadastros e, segundo a Dataprev, não foi possível identificar se esses 13,6 milhões de solicitantes tinham direito ao auxílio. Das demais solicitações, 20,27 milhões foram consideradas como elegíveis e 6,97 milhões como inelegíveis.

    Até o dia 29 de abril, o sistema já contava com cerca de 49,2 milhões de cadastros. Desse total, 46 milhões foram repassados à Dataprev, que realiza o cruzamento de dados para saber se o pagamento será ou não autorizado.

    No entanto, beneficiários acusam a demora na análise da solicitação, como é o caso da Microempreendedora Individual (MEI), Paula Cristina, 32 anos. Ela é chefe de família monoparental, tem duas filhas e já espera resposta há quase um mês.

    “Fiz cadastro no app no dia 7 de abril e até a data de hoje (30 de abril) segue em análise. A Caixa informou que o aplicativo iria atualizar pra fazer o recadastramento e até agora não atualizou”, contou na ocasião.

     

    A microempreendedora disse que já tentou contato telefônico pela Central de Atendimento da Caixa (111) e que recebeu a informação de que precisava obter ajuda no próprio aplicativo. Ela já tentou contato até no telefone do Ministério da Cidadania (121), mas sem sucesso.

    Em contato com a Secretaria Especial de Desenvolvimento Social, Paula foi informada de que precisa esperar o aplicativo atualizar ou ligar para o telefone 121 (número que ela já tentou ligar, só que não foi atendida).

    Paula revelou ainda que está com as contas atrasadas, não podendo comprar itens essenciais, e relatou a aflição que a demora do auxílio está causando.

    “Preciso de ajuda”, disse.

    A situação da empresária é a mesma de milhares de cidadãos. O que deveria ser uma medida para ajudar os brasileiros a enfrentarem a crise, se tornou dor de cabeça para muitos. Apesar de emergencial, o auxílio de R$600 tem sido marcado pela demora no atendimento, na análise e no pagamento.

     

  • Auxílio emergencial: nova ferramenta permite acompanhar pedido

    Quem solicitou o auxílio emergencial de R$600 poderá acompanhar e consultar a situação do requerimento. A nova ferramenta foi disponibilizada nesta terça-feira, 5, nos sites do Ministério da Cidadania e da Dataprev.

    Através da ferramenta, os trabalhadores poderão conferir o resultado da solicitação, datas das trocas dos dados pela Caixa e Dataprev e, caso o benefício não tenha sido aprovado, a motivação da negativa. 

    Com essa iniciativa, o governo pretende dar transparência aos procedimentos de análise, processamento, homologação e pagamento do auxílio. Para realizar a pesquisa, é preciso informar CPF, nome completo, nome da mãe e data de nascimento. 

    Cerca de 97,7 milhões de cadastros foram homologados pelo Ministério da Cidadania – incluindo beneficiários do Bolsa Família e inscritos no Cadastro Único. Segundo a Dataprev, 32,8 milhões de pessoas tiveram o benefício negado.

    Auxílio emergencial negado? saiba como solicitar uma revisão de análise

    Desse total, 50,5 milhões foram aprovados e 13,7 milhões estão com dados inconclusivos. Para essas pessoas, será preciso refazer o cadastro no aplicativo do programa ou no site.

    O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, informou que apenas quem teve cadastro marcado inconclusivo pode fazer essa solicitação. As solicitações que foram consideradas inelegíveis estão excluídas definitivamente. “Inelegíveis não podem recadastrar, só os inconclusivos”, disse.

    Desde o início do pagamento, no dia 9 de abril, até as 10h desta terça-feira, 5, o auxílio emergencial já creditou R$ 35,5 bilhões para 50 milhões de brasileiros.

     

    Auxílio Emergencial
    Nova ferramenta permite acompanhar pedido do auxílio emergencial
    (Foto: Reprodução)

     

    Calendário da segunda parcela deve ser divulgado nesta semana

    O presidente da Caixa contou que o calendário de pagamento da segunda parcela do auxílio será divulgado nesta semana. O banco havia informado a antecipação do benefício, porém voltou atrás e cancelou.

    “Será na semana que vem, com certeza”, afirmou o Guimarães na última sexta-feira, 1. Ele ainda informou que a proposta de calendário já está pronta, mas ainda aguarda aprovação do presidente Jair Bolsonaro.

    Ainda segundo Pedro Guimarães, o calendário será organizado de maneira que as datas de pagamento não coincidam com liberação do Bolsa Família e nem com o cronograma de saques em dinheiro, a fim de evitar aglomerações e filas nas agências.

    Nesta segunda-feira, a Caixa ampliou o horário de atendimentos em todas as suas agências. As unidades estão abrindo duas horas mais cedo, passando a funcionar das 8h às 14h

    Veja também: Projetos de deputados prorrogam auxílio emergencial por até um ano

  • Sexy Canvas: o método que vai te deixar atraente para o mercado

    Já parou para pensar o que faz uma marca, produto ou pessoa se tornar atraente? Através da análise de sensações, o Sexy Canvas permite melhorar a percepção que os outros têm de você, seus produtos ou serviços e, dessa forma, ter melhores resultados em qualquer aspecto que envolva interações humanas.

    Para quem está em busca do primeiro emprego ou de recolocação profissional, o método pode ajudar a conquistar aquela sonhada vaga. Também é possível elaborar um currículo atraente e aprender a se destacar no meio dos concorrentes.

    Criada pelo empreendedor André Diamand, a metologia tem o nome “sexy” em homenagem a teoria da sexualidade, de Sigmund Freud. Já o “canvas” – que significa tela de pintura, em inglês – é uma folha de papel em que serão analisados os pontos que “eletrificam” ou não.

    “É uma metologia que consegue medir todas as sensações humanas mais importantes, que mais eletrificam, e ela consegue fazer isso de uma forma metódica para qualquer empresa que tenha interações humanas”, explica André.

    Após estudar História, Religião, Biologia e outras áreas que tentam entender o ser humano, o empreendedor chegou nessa metodologia. Basicamente, o Sexy Canvas se divide em 14 itens: os sete pecados capitais e os sete elementos da criança interior. 

    Pecados capitais: avareza, gula, inveja, ira, luxúria, preguiça e vaidade;
    Elementos da criança interior: amor, curiosidade, diversão, liberdade, pertencimento, recompensa e segurança.

    Para André, “se você não estiver mexendo com um desses itens, seu negócio vai mal”. E, ele ainda pontua que isso já é usado por muitas empresas: “Quando o MC Donald’s coloca aquela foto de batata frita na sua cara, ele está trabalhando com a sua gula”, exemplifica. 

    E a questão dos pecados, que segundo ele causa espanto, não é para fazer com que o usuário peque. Referenciando Freud e sua teoria da personalidade, ele fala que todos nós temos o Ego, Superego e Id.

    “O Id é o nosso lado bicho, é o humano que quer comer, dormir… Ele (Freud) fala que também tem o superego, que é tudo o que nos restringe a não ser bicho: são as leis, costumes, religião… E, por fim, tem o ego, que é apenas um maestro, que fica tentando atender os desejos reais (Id) só que sem que ele vá preso, cometa alguma gafe ou seja punido pela sociedade”, explica.

    André conta que percebeu que todas as marcas de produtos vendem para o Id, que é o ser humano mais natural, com desejos mais instintivos. “O Sexy Canvas é a arte de eletrificar o animal que tem por trás de todo o humano”, afirma.

    + Covid-19: qual perfil profissional o mercado vai exigir com a crise

    André Diamand, criador do método Sexy Canvas
    (Foto: Reprodução/Instagram)

     

    Sexy Canvas para quem busca emprego

    Como já foi dito acima, o Sexy Canvas é para qualquer tipo de relação que envolva interações humanas e não se limita apenas a pessoas jurídicas, como empreendedores ou donos de grandes marcas. 

    André explica que o Canvas não é sobre o que está sendo oferecido, e, sim sobre as sensações que essa oferta causa nas outras pessoas. Portanto, para quem está na busca por emprego, o método pode melhorar a percepção que o recrutador tem de você.

    “Você, enquanto ser humano, é uma pessoa que está jogando esse game da vida contemporânea: acorda, veste a roupa, toma banho… Estar no jogo significa interagir, então, essa pessoa causa sensações na mãe, na namorada, no grupo de amigos e no entrevistador”, conta. 

    Ainda fazendo analogia da vida como um game, o empreendedor explica que a pessoa também é um “produto”. “Sendo um produto desse jogo que interage com humanos, assim, a melhor versão dessa pessoa está no Sexy Canvas”. 

    E ele conta que o método para análise individual não é uma versão feita para pessoa física, e sim o mesmo método que é usado para analisar qualquer empresa.  “O Sexy Canvas é feito para transformar tudo o que o seres humanos sentem de você”, explica.

    “Se a pessoa entender o Sexy Canvas e como funciona a anatomia da cabeça das pessoas, ela vai tender a ter uma chance melhor de colocar as frases certas nas horas certas e sugerir coisas certas no tempo certo”.

    Quando a pessoa começa a estudar o método, segundo André, ela começa a se libertar de algumas crenças limitantes. “Ela vai entender que ela não era a única que queria levantar o dedo na sala de aula quando não estava entendendo nada, mas não levantou porque estava com vergonha”, exemplifica.

    André explica que esse desprendimento de crenças que faziam a pessoa se considerar inferior acaba trazendo uma sensação de “relaxamento mental”. E, após se livrar dessas “energias”, a pessoa já melhora naturalmente. 

    + Quais os aprendizados da pandemia para o mercado de trabalho

    Ao colocar em prática os ensinamentos do Sexy Canvas, a pessoa vai saber os pontos que precisam ser melhorados. Durante uma dinâmica de grupo, por exemplo, a pessoa vai saber como agir de maneira que transmita a sua melhor versão.

    Uma dica que o empreendedor dá para as pessoas que são tímidas é fazer um curso de teatro. Para quem não tem condições de arcar com esse investimento, aconselha que procure alternativas gratuitas na internet, como vídeos no YouTube.

    E, claro, a metodologia também pode ser aplicada no currículo. Para quem busca emprego, é através dele que o empregador vai decidir se te convoca ou não para as outras etapas do processo de seleção.

     

    Currículo
    Sexy Canvas também pode ser aplicado em currículo
    (Foto: Pixabay)

     

    Como deixar seu currículo atraente

    “Se ainda existe empresas em que pode ser enviado currículo em papel, mande o currículo em um papel azul”. André indica que as pessoas tentem se destacar de alguma maneira, por mais que possa ter efeito contrário.

    Ele conta que o máximo que pode acontecer é o recrutador descartar seu currículo, mas “as chances de provocar um risinho no canto da boca de quem está lendo o currículo são grandes”.

    Quer saber mais sobre o Sexy Canvas? Nesta quarta-feira, 5, André Diamand vai bater um papo na FOLHA DIRIGIDA sobre como deixar o currículo atraente com o método. A conversa será transmitida ao vivo, às 19h, no instagram da FD

    Durante a transmissão, será possível interagir com o empreendedor e tirar dúvidas, além de pegar dicas que vão te ajudar a conquistar aquela vaga de emprego. Não perca! 

  • Em Minas Gerais, mutirão de cirurgias e exames vai reduzir tempo de espera no SUS

    No compromisso de ampliar a assistência em todo o Brasil e reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpre agenda em Belo Horizonte, Minas Gerais, onde anunciou um mutirão de cirurgias, exames e diagnósticos em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. No total, a meta do projeto “Ebserh em Ação” neste ano é ampliar em 40% a oferta de cirurgias eletivas. Neste sábado (29), o Hospital das Clínicas da UFMG realiza 40 procedimentos com foco na saúde da mulher, entre cirurgias ginecológicas de alta complexidade, mamografias e outros exames. Uma simulação de cirurgia torácica também será realizada, marcando a retomada dos transplantes de pulmão na unidade.

    As mulheres beneficiadas com o mutirão deste sábado geralmente esperariam 47 dias por um procedimento, mas com a iniciativa terão acesso mais rápido ao tratamento necessário. “Nós vamos usar toda a força da saúde brasileira para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado no SUS. Essa é a minha obsessão. O Hospital das Clínicas da UFMG é um dos hospitais que já integram esse esforço, inclusive com atendimento noturno e aos sábados, em que geralmente só se fazem cirurgias de urgência emergência, mas agora realizando também cirurgias eletivas, nesse esforço de reduzir o tempo de espera”, detalhou o ministro da Saúde.

    Padilha explicou que, em março, mês das mulheres, o Ministério da Saúde deu o primeiro passo para “enterrar de vez a tabela SUS, buscando uma nova forma de remunerar, com valores maiores, desde que os procedimentos sejam feitos no prazo adequado”, em referência às ofertas de cuidado integrado (OCI) que estão sendo implementadas em todo o país.

    “Dessa forma nós vamos reorganizar a estrutura da rede de saúde, não pagando mais por procedimentos isolados, mas garantindo um pacote com tudo que o paciente precisa, com prazo pré-estabelecido para realização, acabando, portanto, com a peregrinação daquela pessoa e superando a tabela SUS”, detalhou o ministro Padilha.

    O formato integra consultas e exames, permitindo que, em áreas de grande demanda, como cardiologia, otorrinolaringologia, ortopedia, oftalmologia e oncologia, o diagnóstico seja feito de forma mais rápida e eficiente. Nesse modelo, tudo acontece de maneira mais ágil: consultas, exames e diagnósticos são realizados em um único fluxo, garantindo maior efetividade no atendimento. Em Minas Gerais, o Ministério da Saúde garantiu adesão de todos os 853 municípios.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Ebserh em Ação 2025

    Os 45 hospitais da Rede Ebserh de todo o país participam da ação ao longo de 2025, incluindo as quatro unidades de Minas Gerais. Com o aumento de 40% nos procedimentos, mais de 75 mil cirurgias adicionais devem ser realizadas, totalizando 261 mil cirurgias na rede, um avanço significativo para garantir assistência eficaz e redução do tempo de espera.

    Desse quantitativo, 12 mil cirurgias eletivas a mais serão realizadas nos quatro hospitais de Minas Gerais. Na edição de 2025, o projeto vai priorizar cirurgias oncológicas, ortopédicas, cardiológicas, urológicas, oftalmológicas, ginecológicas e de cirurgia geral. Em 2024, os hospitais da Ebserh realizaram mais de 186,9 mil cirurgias eletivas em todo o Brasil, sendo quase 73% em mulheres (136,5 mil).

    Retomada dos transplantes de pulmão

    No início do ano, 23 profissionais do Hospital das Clínicas da UFMG, ligados à cirurgia do tórax e que vão atuar com a retomada dos transplantes de pulmão no estado mineiro, participaram de um treinamento prático ofertado pela Faculdade de Medicina da universidade. Neste sábado (29), um simulado acontece na unidade, já prevendo a retomada definitiva dos transplantes de pulmão. A previsão é os procedimentos desse tipo sejam retomados integralmente no segundo semestre.

    O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, que é garantido a toda a população por meio do SUS. Ano passado, 93 transplantes de pulmão foram realizados em todo o país, um procedimento raro e complexo. A partir do avanço anunciado hoje, o estado de Minas Gerais terá garantida estrutura para realização desse tipo de transplante.

    Telessaúde

    O ministro Alexandre Padilha também visitou, neste sábado (29), o Núcleo da Rede Brasileira de Telessaúde do Hospital das Clínicas da UFMG, referência em inovação tecnológica e que atende mais de 1.400 municípios, alcançado 45 milhões de brasileiros, especialmente em regiões remotas e vulneráveis. Essa é uma das maiores e mais bem-sucedidas iniciativas públicas de telessaúde do mundo. Os resultados são expressivos: mais de 10,4 milhões de eletrocardiogramas foram interpretados remotamente nos últimos anos, com impacto direto na redução de tempo diagnóstico e detecção precoce de infartos e arritmias.

    “A força e o impacto desse núcleo estão comprovados. O Ministério da Saúde tem investido em modelos como esse em Minas Gerais e em todo o país, para ampliação da telessaúde, essencial na nossa obsessão pela redução do tempo de espera”, disse o ministro. O núcleo adota um modelo inovador de implementação em telessaúde, baseado em ciclos estruturados que envolvem: identificação de necessidades locais, desenvolvimento e teste de soluções tecnológicas no âmbito da pesquisa, incorporação de intervenções bem-sucedidas ao sistema público de saúde e expansão com sustentabilidade. Esse processo garante intervenções baseadas em evidências científicas.

    Os três núcleos de telessaúde de Minas Gerais – Faculdade de Medicina da UFMG, Hospital das Clínicas da UFMG e Fundação Educacional Lucas Machado – operacionalizam o projeto do Ministério da Saúde para incorporação de teleconsultorias no fluxo do atendimento especializado no estado. Em Belo Horizonte, três filas de especialidades estão sendo enfrentadas com a teleconsultoria antes do encaminhamento presencial dos pacientes para o atendimento especializado: endocrinologia, gastroenterologia e pneumologia. Como resultado, os municípios já registram diminuição das filas em cerca de 70%. No projeto piloto no município de Betim, a fila de espera para primeira consulta nessas especialidades registrou diminuição de 81,9%.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Tecnologia nacional

    Para fortalecer a produção nacional de insumos estratégicos em saúde no país, uma prioridade do Governo Federal, o ministro Alexandre Padilha aproveitou a agenda no estado de Minas Gerais para visitar a empresa Tacom Mobilidade, conhecida por ter desenvolvido e homologado um ventilador pulmonar de classe 3, equipamento inovador e de tecnologia nacional, durante a pandemia de Covid-19, para auxiliar no enfrentamento da doença e salvar vidas.

    Em mais uma estratégia para expandir a produção nacional de tecnologias em saúde, a empresa está desenvolvendo uma máquina de hemodiálise que reduz o processo médio de 4 para 2 horas. “Podemos romper a fronteira de ter a primeira produção de máquina de hemodiálise no Brasil. E vem mais coisa nova por aí: melhoramento dos ventiladores, adaptação de ventilação em casa ou home care e produtos para hemodiálise”, disse Padilha durante a visita. Hoje, o Brasil conta com 39 mil máquinas de hemodiálise. Dessas, 34 mil atendem aos pacientes SUS.

    Ministério da Saúde

  • Mês da Mulher: desembargadoras do TJPB falam sobre desafios e conquistas na carreira

    -
    Palácio da Justiça – Sede do Tribunal de Justiça da Paraíba

    Chegar ao mais alto cargo na carreira da magistratura no âmbito da Justiça estadual paraibana requer um trajeto árduo, que envolve estudos aprofundados, renúncias, mudanças de cidade e distância da família em diversos momentos da vida. Para as mulheres, somam-se aos esforços o enfrentamento à misoginia, a acumulação com o trabalho realizado na esfera doméstica (cuja divisão ainda não é igualitária entre os gêneros), o exercício da maternidade (que paralisa periodicamente a carreira profissional), entre outros fatores impostos por um mundo que não respeita em sua completude as particularidades do universo feminino.

    Transpondo inúmeros desafios, cinco mulheres construíram grandiosas carreiras, que as levaram ao topo do Judiciário estadual paraibano. As desembargadoras Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão, Agamenilde Dias Arruda Vieira Dantas, Túlia Gomes de Souza Neves, Lilian Frassinetti Correia Cananéa e Anna Carla Lopes Correia Lima de Freitas têm em comum um histórico de barreiras e vitórias que só elas conhecem e, hoje, suas vozes se somam aos 20 desembargadores integrantes do TJPB.

    As magistradas representam, atualmente, 20% do Tribunal Pleno do Judiciário paraibano. Diante das recentes políticas afirmativas de inclusão de mulheres, este é o maior percentual feminino no cargo em mais de 100 anos de história do TJPB. Mesmo que distante da isonomia, cada avanço é reflexo de uma luta histórica e precisa ser celebrado.

    Os desafios diante da jornada tripla

    -
    Desembargadora Fátima Maranhão

    As magistradas são unânimes ao definir o trajeto profissional como “desafiador”. Conciliar a carreira com a maternidade e com os cuidados com o lar/família ainda é apontado como a principal dificuldade no processo de ascensão, o que evidencia que a divisão das tarefas domésticas segue desigual. Além disso, a chamada ‘jornada tripla’ não costuma ser mencionada por homens ao discorrerem sobre suas carreiras.

    “Equilibrar a carreira com as demais responsabilidades que socialmente ainda recaem sobre nós, como a maternidade e a gestão da vida familiar, sem dúvida, foi um dos maiores desafios”, reforçou a desembargadora Túlia Neves, eleita pelo critério de merecimento para o preenchimento de vaga destinada exclusivamente às mulheres, em conformidade com a Resolução nº 525/2023 do CNJ.

    -
    Desembargadora Agamenilde Dias

    Dificuldades desta natureza também estiveram presentes na vida da desembargadora  Lilian Cananéa, também eleita pelo critério de merecimento, após 28 anos de magistratura e mais de 40 anos de serviço público.

    “Assumi uma comarca no interior do Estado, com três filhos pequenos, sendo um recém-nascido, e tinha que administrar os expedientes de trabalho, casa e crianças. Isso só foi possível porque recebi apoio da família, em especial, do meu esposo. Chegar ao 2º Grau foi a coroação de toda uma carreira dedicada à judicatura”, revelou a desembargadora.

    Além do preconceito de gênero, marcadores diversos (raça, classe, idade e outros) podem significar obstáculos a mais na construção da carreira de cada uma. “Nós, mulheres, nunca temos a idade certa para ocupar cargos de poder. Ou somos novas demais ou velhas demais. Sofri com a ‘pouca’ idade, apesar de ter 17 anos de atuação na advocacia privada, com um nome já consolidado na advocacia familiarista”, revelou a desembargadora Anna Carla, primeira mulher a ocupar o cargo de desembargadora pelo Quinto constitucional.

    Voos cada vez mais altos

    -
    Desembargadora Túlia Neves

    Mesmo após chegarem ao mais alto cargo, elas não se acomodam: seguem fazendo história, criando marcos e mostrando que podem voar cada vez mais alto. A desembargadora Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti Maranhão, por exemplo, foi a primeira mulher a presidir o TJPB, chegando, na ocasião, a assumir a chefia do Governo do Estado. Atualmente, preside o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário Estadual.

    “A igualdade ainda não é uma realidade e precisamos abrir mais portas. Atuamos para que juízas e servidoras se sintam seguras para reivindicar seus direitos. É fundamental que as vozes das mulheres sejam ouvidas, repeitadas e que suas experiências sejam valorizadas. Buscamos construir um Judiciário mais equânime para homens e mulheres”, expôs a desembargadora Fátima. 

    -
    Desembargadora Anna Carla

    Já a desembargadora Maria das Graças Morais Guedes, aposentada recentemente, foi a primeira mulher a comandar o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

    Outro nome que segue rompendo os invisíveis limites é a desembargadora Agamenilde Dias Arruda, atual presidente do TRE-PB e, a partir de 1º de abril, magistrada auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça do CNJ no biênio 2025-2026. Para ela, os avanços existem, mas ainda há a necessidade de mais isonomia.

    “Integramos uma estatística que precisa ser modificada e ampliada. É nossa obrigação compartilhar esses caminhos com muitas outras mulheres que podem contribuir com a sociedade. Reclamamos nosso espaço de poder, não de forma a excluir a participação masculina, mas numa busca por uma convivência mais equilibrada e colaborativa. A cada desafio vencido, construímos mais esperança”, afirmou.

    Discrepância entre os gêneros nos cargos e as políticas de paridade

    -
    Desembargadora Lilian Cananea

    O Relatório Justiça em Números/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aponta que em todos os segmentos da Justiça, quanto mais elevado o nível da carreira, menor o índice de participação feminina. Enquanto o percentual de juízas é de 39%, o de desembargadoras soma 23,9% e o de ministras, 18,8%. Os números evidenciam a necessidade de medidas que continuem impulsionando a representatividade feminina nos tribunais, o que, aliás, vem sendo abraçado fortemente pela atual gestão do TJPB. 

    Mesmo com a discrepância existente, a participação feminina já têm feito a diferença e são as próprias desembargadoras do TJPB que atestam. “A diversidade de perspectivas enriquece as decisões e contribui para um Judiciário mais sensível e equilibrado. A presença de mulheres no TJPB tem proporcionado um olhar mais atento a temas fundamentais, como a proteção aos direitos das mulheres, a equidade nas decisões judiciais e o fortalecimento das políticas institucionais de inclusão”, afirmou a magistrada Túlia.

    A desembargadora Lilian Cananéa concorda. “Hoje, com cinco desembargadoras, temos um tribunal mais inclusivo e com decisões sob a ótica feminina, o que é muito importante, até para uma mudança social”, comentou.

    Para as desembargadoras, a presença feminina nos tribunais não é apenas uma questão de representatividade, mas de justiça. E elas reconhecem o compromisso da atual gestão com a busca pela equidade nos espaços de liderança. 

    “Enquanto a balança estiver desequilibrada, as políticas afirmativas de inclusão de mulheres em cargos de poder devem continuar a existir. O que queremos é oportunidade, pois a capacidade e a vontade, já demonstramos que temos”, enfatizou a desembargadora Anna Carla.

    Entre violências e vitórias

    A fúria que dizima as mulheres no país que registrou mais de 1.400 feminicídios em um único ano (segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública/ 2024) ainda é desoladora e motiva a firmeza na luta dessas magistradas, enquanto representantes de uma instituição que tem papel essencial no enfrentamento à violência de gênero.

    Os índices alarmantes evidenciam que há muito trabalho a ser feito para garantir segurança e dignidade às mulheres e a Justiça paraibana não cruza os braços. Ao contrário: busca assegurar a efetividade da Lei Maria da Penha, fortalecer serviços de proteção, acelerar o julgamento de processos relacionados à violência doméstica, estabelecer grupos reflexivos para agressores, entre medidas diversas.

    Diante da realidade violenta, chegar aos altos cargos do Judiciário é uma vitória a ser celebrada, mas, também, um compromisso com uma luta que parece infinda. E, neste contexto, a atuação das desembargadoras atinge um patamar especial, pois significa não só amparar mulheres, mas, também, inspirá-las, mostrando-lhes, nas entrelinhas, que elas não estão sozinhas.

    Ao lado das trajetórias autênticas que constroem, as magistradas erguem uma vitrine de referências para novas gerações, que podem sonhar com lugares ocupados, até bem pouco tempo, apenas por homens. E o efeito é poderoso, porque a representatividade é uma força capaz de abrir caminhos: para um novo mundo, talvez mais justo, mais equilibrado e, principalmente, menos brutal para mulheres.

    Por Gabriela Parente

     

  • UFPB abre seleção com inscrições para professores substitutos

    UFPB abre seleção com inscrições para professores substitutos

    A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está com inscrições abertas para um processo seletivo destinado à contratação de professores substitutos.

    As oportunidades abrangem diversas áreas, incluindo Ciências Sociais, Literaturas de Língua Portuguesa e Ensino, Língua Portuguesa e Linguística, Língua Francesa Aplicada às Negociações Internacionais, Interfaces Gráficas para Mídias Digitais, Produção de Conteúdo para Mídias Digitais, Fundamentos Sócio-históricos da Educação, Recursos Humanos, Teoria Econômica, Práticas Atuariais no Ramo Vida, Relações Internacionais, Cirurgia Bucomaxilofacial II, Natação.

    Há também vagas para as áreas de Treinamento Esportivo e Musculação, Voz, Direito Privado, Jornalismo, Editoração e Programação Visual, Informática, Administração Geral, Organização do Trabalho Pedagógico e Estágio Supervisionado, Infraestrutura de Redes de Computadores, Linguagem de Programação e Economia, cada uma com uma vaga disponível.

    A Vitalícia do Qconcursos voltou! Mude agora o seu futuro e nunca mais invista em outro preparatório.

    Os candidatos devem possuir diploma de graduação com especialização ou mestrado nas áreas ofertadas. Os profissionais selecionados irão atuar em jornadas de 20 a 40 horas semanais, com salários que variam de R$ 3.090,40 a R$ 4.326,60. 

    VEJA O EDITAL

    Saiba como se candidatar

    As inscrições podem ser feitas entre os dias 14 e 23 de abril, diretamente na secretaria do departamento responsável pela área de interesse. A taxa de inscrição é de R$ 60 a R$ 85, com possibilidade de isenção entre os dias 9 e 10 de abril.

    O processo de seleção incluirá prova didática e prova de títulos.

    O processo seletivo terá validade de um ano, a partir da publicação do resultado final no Diário Oficial da União, podendo ser prorrogado por igual período a critério das unidades acadêmicas responsáveis.

  • Ministério da Saúde anuncia início da integração do Hospital Federal da Lagoa com a Fiocruz

    Ministério da Saúde anuncia início da integração do Hospital Federal da Lagoa com a Fiocruz

    Um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para iniciar a integração do Hospital Federal da Lagoa com o Instituto Fernandes Figueira foi assinado nesta sexta-feira (28) pelo ministro Alexandre Padilha e o presidente da Fiocruz, Mario Moreira. O acordo é mais um passo do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro, na missão de melhorar a qualidade da assistência e reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS. Pelos próximos 60 dias, profissionais das duas instituições vão estabelecer um diagnóstico da unidade e detalhar a estratégia de integração. 

    Segundo o ministro Padilha, o acordo vai potencializar e fortalecer cada vez mais a instituição, com foco no atendimento de mulheres, crianças e adolescentes. “Estamos juntando duas grandes potências da nossa história, num esforço de qualificação e diagnóstico de como podemos avançar. O hospital vai sair mais forte. O SUS vai sair mais forte e o Instituto Fernandes Figueira também”, destacou. “Se tem uma coisa que me deixa feliz ao voltar ao Ministério da Saúde é estar perto da Fiocruz”, completou o ministro ao ressaltar o papel colaborativo da instituição. 

    O Hospital Federal da Lagoa é reconhecido no Rio de Janeiro pelo cuidado oncológico em adultos e, particularmente, pela excelência oncopediátrica. Voltada ao atendimento de média e alta complexidade, a unidade atende especialidades como mastologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, cirurgia vascular e cirurgia de mão. “Queremos fortalecer a atenção à saúde da criança e da mulher, uma prioridade da minha gestão”, complementou o ministro. 

    Após o estudo diagnóstico, será possível detalhar sobre a reabertura de leitos, contratação de trabalhadores e expansão dos serviços para a população que necessita da unidade. A primeira reunião do Grupo de Trabalho das instituições envolvidas deve acontecer na primeira semana de abril. 

    O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, declarou que a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na instituição é um sinal da inequívoca importância que a pasta dá ao impulsionamento dos projetos da Fiocruz. “Esta é uma discussão que vem se desenvolvendo há alguns anos e, finalmente, hoje estamos dando um passo concreto”, declarou. 

    Quatro unidades estão com ações em andamento do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro do Ministério da Saúde: Bonsucesso (HFB), Andaraí (HFA) e Cardoso Fontes (HFCF) já iniciaram a descentralização da gestão. O Hospital dos Servidores do Estado (HFSE) está em processo de transição para a EBSERH, em etapa final de estudos. 

    ministro qq rio hospitais federais.jpg
    Foto: João Risi/MS

    R$ 24 milhões para fortalecer assistência em 75 maternidades de todo o país

    Outra medida anunciada nesta sexta-feira (28) pelo ministro Alexandre Padilha foi a criação de Planos de Ação para melhoria de processos de gestão em 75 maternidades de todos os estados brasileiros. Essas unidades concentram a maior parte de óbitos maternos e, por isso, a qualificação da assistência é fundamental para reduzir a mortalidade de mães e bebês no país. 

    Das 75 unidades, 25 maternidades da EBSERH já começaram o processo. As demais 50 unidades de gestões estaduais e municipais começarão agora. “A gente precisa da força de instituições como a Fiocruz para qualificar, acompanhar e ajudar a desenvolver essas maternidades”, defendeu Padilha. 

    Por dois anos, profissionais do Ministério da Saúde e do IFF/Fiocruz, em parceria, vão elaborar, implementar e monitorar esses Planos de Ação em cada maternidade, todas unidades do SUS. Na prática, serão garantidas melhorias nos processos de trabalho, como a segurança do paciente, o fluxo de leitos, a regulação, no acolhimento, na assistência ao parto e ao nascimento e na qualificação das ações nas UTIs. 

    O público-alvo são as equipes técnicas e gestoras de maternidades, contemplando profissionais de saúde das áreas clínicas e de saúde coletiva, bem como a parceria com as instâncias de gestão do SUS dos estados e municípios e representantes dos movimentos sociais. 

    Ministério da Saúde

  • Na CIT, ministro da Saúde destaca importância do diálogo com estados e municípios para o avanço do SUS

    Na CIT, ministro da Saúde destaca importância do diálogo com estados e municípios para o avanço do SUS

    “Para mim, é uma alegria estar de volta à CIT. Aqui é um espaço de diálogo com estados e municípios onde, por meio de debates e pactuações, expandimos e aprimoramos o SUS. Tudo isso para levar saúde integral e de qualidade para a população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a sua participação na 3ª reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), nesta quinta-feira (27), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília. 

    Além de ressaltar a importância do diálogo com estados e municípios para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), Padilha reforçou que as pactuações feitas no colegiado auxiliam no acesso integral à assistência à saúde. Representantes dos conselhos nacional de Secretários de Saúde (Conass) e de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) também fizeram parte dos debates. 

    Estiveram presentes também na reunião da CIT os seguintes secretários: Executivo, Adriano Massuda; de Saúde Indígena, Weibe Tapeba; de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales; de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, Felipe Proenço; além das secretárias de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas; e de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Fernanda de Negri. Também participou Rivaldo Cunha, representando a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA)

    Debates 

    Na reunião, gestores e representantes dos estados e municípios abordaram os seguintes temas: 

    Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) 

    • Atualização sobre dengue e outras arboviroses;
    • Ações estratégicas de vacinação nas escolas e atualização da caderneta;
    • Apresentação da estratégia de vacinação contra a influenza;
    • Ampliação da estratégia de vacinação contra o HPV

    Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes) 

    Secretaria Executiva (SE)

    • Balanço das atividades da CIT nos anos de 2023 e 2024. 

    Assista a 3ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite na íntegra: 

     

    Camilla Nunes
    Ministério da Saúde

  • Equipe da Coinju participa de oficina para aprimorar metodologia e trabalhos do setor

    Equipe da Coinju participa de oficina na Esma
    Equipe da Coinju participa de oficina na Esma

    A equipe da Coordenadoria de Infância e Juventude (Coinju) do Tribunal de Justiça da Paraíba participou, nessa quinta-feira (27), de uma oficina executada pela Gerência de Planejamento do TJ voltada ao aprimoramento metodológico das atividades internas no setor. O evento ocorreu na Escola Superior da Magistratura (Esma). 

    Para o coordenador da Coinju, juiz Hugo Gomes Zaher, foi uma oficina proveitosa para o planejamento futuro de políticas judiciais na área da Infância e Juventude do Tribunal.

    “Um trabalho importante para auxiliar no mapeamento dos principais gargalos administrativos do setor e, por sua vez, permitir a elaboração de um plano de ação voltado ao desenvolvimento da missão da Coordenadoria da Infância”, explicou.

    Já a magistrada Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa, colaboradora da Coinju e titular da 2ª Vara da Comarca Santa Rita, disse que foi um encontro rico e preparado para proporcionar um crescimento coletivo.

    “Demos um passo muito importante em direção à criação de um ambiente de interatividade e conhecimentos. A parceria com a Gerência de Planejamento (Gepla) na reordenação dos nossos processos de trabalho vai nos permitir identificar como podemos atuar de forma mais eficiente e eficaz, maximizando a atuação dos nossos recursos humanos e reavaliando as ferramentas que usamos”, analisou a juíza. 

    A oficina foi conduzida pela equipe da Gerência de Planejamento (Gepla), com base na metodologia do Design thinking, que consiste num conjunto de técnicas e métodos para resolver problemas de forma inovadora.

    De acordo com Tatyanna Nadabia de Souza Lima Paes, que atua na   Coordenação de Inovação (setor subordinado à Gerência de Planejamento), a imersão proposta foi criada para promover uma experiência colaborativa, estimulando a conexão entre os participantes.

    “Através de metodologias inovadoras e dinâmicas de co-criação, os participantes puderam não apenas identificar suas atribuições e mapear as dificuldades diárias, mas também redesenhar os processos de trabalho mais relevantes. Este tipo de oficina  potencializa a visão coletiva sobre possíveis melhorias e inovações nos processos cotidianos”, salientou.

    Também participaram da atividade os integrantes da Gepla: Ana Caroline Leal Vasconcelos (gerente), Roberta Costa de Carvalho (supervisora), Aline Fernandes da Nóbrega (do Centro de Inteligência e Inovação) e Fábio Lima Costa.

    Além dos magistrados, estiveram presentes as servidoras da Coinju Ana Cláudia Sales Lourenço, Cristiane Immisch Lacet Porto e Lenise Romero de Andrade.

    Por Gabriela Parente