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  • Confira a íntegra da decisão que levou Bolsonaro à prisão domiciliar

    Confira a íntegra da decisão que levou Bolsonaro à prisão domiciliar

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por ele ter desrespeitado medidas cautelares impostas anteriormente.

    Veja a íntegra da decisão.

    Entenda a decisão tomada pelo ministro nessa segunda-feira (4):

    O que Bolsonaro fez?

    Bolsonaro já estava sob restrições por ordem do STF. Ele era proibido de:

    • Usar redes sociais, diretamente ou por terceiros;
    • Ter contato com autoridades estrangeiras e outros investigados;
    • Sair de casa à noite e nos fins de semana;
    • Participar de transmissões online com conteúdo político.

    Apesar disso, ele enviou mensagens para manifestações públicas, que foram divulgadas nas redes sociais por seus filhos (Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro) e aliados, como o deputado Nikolas Ferreira. Segundo Moraes, isso mostra que o ex-presidente continuou usando as redes, de forma indireta, para tentar influenciar investigações e atacar o STF.

    Por que a prisão foi determinada?

    A decisão aponta que Bolsonaro:

    • Reincidiu nas mesmas práticas ilegais, mesmo após advertências;
    • Instrumentalizou manifestações e redes sociais para pressionar o Judiciário;
    • Usou seus filhos e aliados como intermediários para burlar as restrições.

    Veja o vídeo em que Bolsonaro saúda apoiadores em manifestação pró-anistia e contra o Supremo:

    Como será a prisão domiciliar?

    Bolsonaro deverá cumprir prisão domiciliar integral, com monitoramento eletrônico. Além disso, está:

    • Proibido de receber visitas (salvo advogados ou pessoas autorizadas pelo STF);
    • Proibido de usar celular, diretamente ou por terceiros;
    • Sujeito a busca e apreensão de aparelhos eletrônicos em sua casa;
    • Avisado de que qualquer novo descumprimento pode levar à prisão preventiva (em regime fechado).

    O que diz a defesa?

    Em nota, os advogados de Bolsonaro negam que o ex-presidente tenha descumprido qualquer medida imposta pelo Supremo. “A frase ‘Boa tarde, Copacabana. Boa tarde, meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos’ não pode ser compreendida como descumprimento de medida cautelar, nem como ato criminoso”, afirmou a defesa, que informou que entrará com recurso para contra a prisão domiciliar.

    O que diz Alexandre de Moraes?

    “A Justiça é cega, mas não é tola.”

    Frase repetida diversas vezes pelo ministro para enfatizar que tentativas de burlar as restrições impostas não passarão despercebidas.

    “O réu que descumpre deliberadamente as medidas cautelares – pela segunda vez – deve sofrer as consequências legais.”

    Justificativa central para a imposição da prisão domiciliar integral.

    “Não será admitida a utilização de subterfúgios para a manutenção da prática de atividades criminosas.”

    Refere-se ao uso de entrevistas ou discursos como “material pré-fabricado” para posterior divulgação por terceiros.

    “Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro.”

    Declaração direta do ministro ao confirmar o uso indevido das redes sociais por meio de aliados.

    “A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico.”

    Rejeição contundente à ideia de impunidade baseada em influência ou capital político.

  • Conselho de Ética analisa ações contra Janones e Gilvan da Federal

    Conselho de Ética analisa ações contra Janones e Gilvan da Federal

    O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados realizará uma reunião nesta terça-feira (5) para examinar as acusações contra o deputado André Janones (Avante-MG), relacionadas a uma conduta considerada inadequada para um parlamentar, e contra o deputado Gilvan da Federal (PL-ES), por ações também consideradas incompatíveis com o decoro parlamentar.

    A representação contra Janones foi formalizada pela Mesa Diretora, com base em uma denúncia do Partido Liberal. De acordo com a legenda, durante a sessão plenária de 9 de julho, o deputado proferiu “xingamentos ultrajantes, com expressões de baixo calão, desonrosas e depreciativas” contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que estava discursando na tribuna.

    O mandato de Janones foi suspenso por três meses em 15 de julho. A Mesa Diretora, no entanto, pede suspensão maior, de seis meses.

    Janones, da base governista, e Gilvan, da oposição, correm o risco de ter o mandato suspenso.

    Janones, da base governista, e Gilvan, da oposição, correm o risco de ter o mandato suspenso.Montagem Congresso em Foco/Vinicius Loures e Mário Agra/Agência Câmara

    A Mesa Diretora argumenta que “a postura de Janones é incompatível com a dignidade do mandato e do próprio Parlamento, excedendo o direito à liberdade de expressão”. Em vista disso, a Mesa solicita a suspensão do mandato do deputado por seis meses. A representação contra Gilvan da Federal foi apresentada em abril pela Corregedoria Parlamentar à Mesa Diretora.

    O documento alega que Gilvan abusou das prerrogativas parlamentares e cometeu atos incompatíveis com a dignidade do mandato ao ofender a deputada Gleisi Hoffman (PR), que está atualmente licenciada para exercer o cargo de ministra das Relações Institucionais. Em maio, o conselho decidiu suspender o mandato do deputado Gilvan da Federal por três meses, devido a um ato incompatível com o decoro parlamentar. Ele voltou ao trabalho esta semana. O processo contra ele, no entanto, foi aberto em 8 de julho.

    Adicionalmente, a reunião desta terça-feira incluirá a eleição do vice-presidente do Conselho de Ética. A sessão está agendada para as 15h30, no plenário 11.

  • 65 deputados não apresentaram projeto de lei em 2025

    65 deputados não apresentaram projeto de lei em 2025

    Dos 513 deputados que compõem a Câmara dos Deputados, 65 deles, o equivalente a quase 13% da Casa, não apresentaram um projeto de lei sequer neste ano. Os dados são de levantamento do Congresso em Foco, coletados em 25 de julho na página oficial da Câmara de cada parlamentar. Na última semana, este site divulgou os congressistas com mais projetos de lei apresentados no primeiro semestre do ano legislativo.

    O objetivo deste levantamento é garantir transparência, fiscalização e informação aos eleitores. Em momento algum, há a intenção de rivalizar os deputados que mais apresentaram projetos com aqueles que apresentaram nenhum, até porque a atividade legislativa é mais complexa do que a mera apresentação de proposições legislativas e compreende, entre outras funções, debates e articulação política.

    Fachada Congresso Nacional.

    Fachada Congresso Nacional.Carlos Moura/Agência Senado

    Veja a lista dos deputados que não apresentaram projetos de lei:

    1. Aécio Neves (PSDB-MG)
    2. Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
    3. AJ Albuquerque (PP-CE)
    4. Aliel Machado (PV-PR)
    5. Altineu Côrtes (PL-RJ)
    6. André Ferreira (PL-PE)
    7. André Janones (AVANTE-MG)
    8. Antônia Lúcia (REPUBLICANOS-AC)
    9. Antônio Doido (MDB-PA)
    10. Arthur Lira (PP-AL)
    11. Arthur Oliveira Maia (UNIÃO-BA)
    12. Átila Lins (PSD-AM)
    13. Augusto Coutinho (REPUBLICANOS-PE)
    14. Caio Vianna (PSD-RJ)
    15. Claudio Cajado (PP-BA)
    16. Damião Feliciano (UNIÃO-PB)
    17. Detinha (PL-MA)
    18. Dr. Luiz Ovando (PP-MS)
    19. Dr. Victor Linhalis (PODE-ES)
    20. Elcione Barbalho (MDB-PA)
    21. Elmar Nascimento (UNIÃO-BA)
    22. Emidinho Madeira (PL-MG)
    23. Felipe Francischini (UNIÃO-PR)
    24. Fernando Coelho Filho (UNIÃO-PE)
    25. Gilberto Abramo (REPUBLICANOS-MG)
    26. Gustinho Ribeiro (REPUBLICANO-SE)
    27. Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG)
    28. Igor Timo (PSD-MG)
    29. Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL)
    30. João Leão (PP-BA)
    31. Jorge Braz (REPUBLICANOS-RJ)
    32. José Priante (MDB-PA)
    33. José Rocha (UNIÃO-BA)
    34. Júlio Cesar (PSD-PI)
    35. Junior Lourenço (PL-MA)
    36. Juscelino Filho (UNIÃO-MA)
    37. Keniston Braga (MDB-PA)
    38. Lázaro Botelho (PP-TO)
    39. Leônidas Cristino (PDT-CE)
    40. Luciano Vieira (REPUBLICANOS-RJ)
    41. Luis Carlos Gomes (REPUBLICANOS-RJ)
    42. Luis Tibé (AVANTE-MG)
    43. Luiz Fernando Faria (PSD-MG)
    44. Marcio Alvino (PL-SP)
    45. Marcos Pereira (REPUBLICANOS-SP)
    46. Marreca Filho (PRD-MA)
    47. Matheus Noronha (PL-CE)
    48. Misael Varella (PSD-MG)
    49. Moses Rodrigues (UNIÃO-CE)
    50. Murillo Gouvea (UNIÃO-RJ)
    51. Olival Marques (MDB-PA)
    52. Pastor Claudio Mariano (UNIÃO-PA)
    53. Paulo Freire Costa (PL-SP)
    54. Paulo Guedes (PT-MG)
    55. Ricardo Barros (PP-PR)
    56. Ricardo Maia (MDB-BA)
    57. Robério Monteiro (PDT-CE)
    58. Rodrigo de Castro (UNIÃO-MG)
    59. Samuel Viana (REPUBLICANOS-MG)
    60. Silvia Cristina (PP-RO)
    61. Tiririca (PL-SP)
    62. Vinicius Carvalho (REPUBLICANOS-SP)
    63. Vinicius Gurgel (PL-AP)
    64. Wellington Roberto (PL-PB)
    65. Zezinho Barbary (PP-AC)

    Uma forma de medir, não a única

    Apesar de ser uma forma de mensurar a atuação parlamentar dos deputados, o volume de propostas, em si, não pode ser considerado isoladamente para entender o desempenho dos congressistas. Afinal, a atividade parlamentar também compreende a relatoria de projetos, debates nas comissões, articulações políticas e, claro, a representação dos eleitores de um determinado Estado.

    O professor Pablo Holmes, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), acrescenta que “só vão para frente projetos que têm nível de consenso, apoio de lideranças e de bancadas importantes”. Por este motivo, aponta o especialista, muitos projetos sequer andam.

    Nesse sentido, entre os 65 parlamentares existem deputados com notável articulação política e com funções que extrapolam a apresentação de projetos. Um deles é o próprio 1º vice-presidente da Casa, Altineu Côrtes (PL-RJ). Além dele, estão alguns líderes partidários, como: Luís Tibé (Avante-MG), Gilberto Abramo (Republicanos-MG) e Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL). O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira (SP), também aparece na lista.

  • Tarifaço dos EUA agrava cenário e adia corte de juros, indica BC

    Tarifaço dos EUA agrava cenário e adia corte de juros, indica BC

    O Banco Central indicou que não pretende reduzir a taxa de juros tão cedo. Em ata divulgada nesta terça-feira (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que a taxa Selic seguirá em nível elevado por um período prolongado, diante do aumento das incertezas no cenário internacional – especialmente após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil.

    Veja a íntegra da ata

    A elevação das tarifas para 50% sobre produtos como carnes, café e pescados afeta setores relevantes da economia e levou o BC a considerar o ambiente externo “mais incerto e adverso”. O Copom sinalizou que, mesmo com a desaceleração da atividade econômica, manterá a política monetária rígida até haver sinais claros de convergência da inflação à meta.

    “O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. Em se confirmando o cenário esperado, o Comitê antecipa uma continuação na interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse o BC, no comunicado.

    Aumento de tarifa pelos EUA sobre produtos brasileiros gera preocupação no Banco Central.

    Aumento de tarifa pelos EUA sobre produtos brasileiros gera preocupação no Banco Central.Gesival Nogueira/Ato Press/Folhapress

    O Banco Central acrescentou que “seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”.

    Principais pontos da ata (julho de 2025):

    • Selic mantida em 15% ao ano, maior nível desde 2006
    • Tarifaço dos EUA amplia incertezas externas
    • Inflação e expectativas seguem acima da meta
    • Crédito desacelera, mas consumo ainda é sustentado por renda e emprego
    • Corte nos juros está descartado por ora; nova alta não é descartada

    Riscos externos e internos em alta

    O Copom alertou que a nova política comercial dos EUA, somada a tensões geopolíticas e à incerteza fiscal no Brasil, pode afetar negativamente tanto a inflação quanto o crescimento.

    “A política comercial norte-americana torna o cenário mais incerto e mais adverso”, afirma a ata. “A elevação das tarifas tem impactos setoriais relevantes e efeitos agregados ainda incertos”.

    Juros em 15% e sem previsão de queda

    A taxa básica foi mantida em 15% ao ano, interrompendo o ciclo de alta anterior, mas sem sinalizar alívio imediato. O Copom reforça que poderá retomar o aperto monetário caso o cenário inflacionário volte a se deteriorar.

    Por ora, a estratégia é manter os juros altos por tempo suficiente para consolidar os efeitos das medidas já adotadas.

    Inflação ainda longe da meta

    O IPCA continua acima do objetivo de 3%, com projeções de 4,9% para 2025 e 3,6% para 2026. Os núcleos de inflação – que desconsideram choques temporários – seguem pressionados. O BC também vê pressões de demanda no setor de serviços e mercado de trabalho aquecido, com ganhos reais de renda acima da produtividade.

    Expectativas desancoradas travam alívio

    O BC chama atenção para o fato de que o mercado ainda não acredita que a inflação voltará à meta no médio e longo prazo.

    “Ambientes com expectativas desancoradas aumentam o custo da desinflação”, diz a ata.

    A autoridade monetária quer ver essas expectativas se reancorarem antes de considerar qualquer flexibilização da política monetária.

    Trechos da ata do Copom:

    “A política comercial norte-americana torna o cenário mais incerto e mais adverso.”

    Avaliação direta do Copom sobre o impacto do tarifaço dos EUA no ambiente econômico brasileiro.

    “Em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado.”

    Declaração que justifica a manutenção da Selic em 15% e antecipa um horizonte prolongado de juros altos.

    “Ambientes com expectativas desancoradas aumentam o custo de desinflação em termos de atividade.”

    Complementa a frase anterior ao indicar que, sem confiança na convergência da inflação, o ajuste será mais doloroso para a economia real.

    “O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho.”

    Diagnóstico do Copom sobre os obstáculos atuais para cortar juros.

    “Tal cenário prescreve uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado.”

    Principal sinalização do comitê sobre a tendência de manter juros elevados no médio prazo.

  • Bolsonaro é o 9º ex-presidente brasileiro preso; veja a lista

    Bolsonaro é o 9º ex-presidente brasileiro preso; veja a lista

    A ordem de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, determinada nesta segunda-feira (4) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, adiciona um novo nome à lista de ex-presidentes da República que já foram privados de liberdade. Do período da Primeira República à Nova República, nove presidentes brasileiros enfrentaram algum tipo de prisão – seja por motivações políticas em contextos autoritários, seja por crimes comuns cometidos após o mandato.

    Outro ex-presidente brasileiro também cumpre prisão domiciliar no momento. Fernando Collor, condenado em definitivo pelo Supremo, começou a cumprir, em 25 de abril, pena de oito anos por corrupção e lavagem de dinheiro. O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, também esteve preso após seus dois mandatos.

    Veja a lista dos ex-presidentes presos, do caso mais recente para o mais antigo:

    • Jair Bolsonaro
    • Fernando Collor
    • Michel Temer
    • Lula
    • Juscelino Kubitschek
    • Café Filho
    • Arthur Bernardes
    • Washington Luís
    • Hermes da Fonseca

    A seguir, confira a trajetória de cada um deles, com o contexto histórico, as acusações e as consequências de suas detenções.



    Presidentes presos após a redemocratização (1985)

    Bolsonaro teve prisão domiciliar decreta por descumprir restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal.

    Bolsonaro teve prisão domiciliar decreta por descumprir restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal.Fábio Vieira/FotoRua/Folhapress

    Jair Bolsonaro (2019-2022)

    Ano da prisão: 2025

    Tipo: Prisão domiciliar

    Motivo: Descumprimento de medida cautelar no inquérito sobre tentativa de golpe de Estado

    Bolsonaro foi preso em regime domiciliar por desrespeitar reiteradamente medidas cautelares, como a proibição de uso de redes sociais, inclusive por meio de terceiros. Segundo a decisão, o ex-presidente se valeu de filhos, aliados e “milícias digitais” para divulgar conteúdos com ataques ao STF e tentativa de obstrução da Justiça. Além da prisão em casa, está proibido de receber visitas (exceto advogados e pessoas autorizadas), de usar celular e de manter contato com outros investigados. Foi autorizada ainda a apreensão de seus aparelhos eletrônicos. A medida integra o processo em que ele é acusado de liderar uma conspiração para invalidar o resultado das eleições de 2022, vencidas por Lula.


    Condenado a mais de oito anos de prisão, Fernando Collor cumpre pena em prisão domiciliar.

    Condenado a mais de oito anos de prisão, Fernando Collor cumpre pena em prisão domiciliar.Kleyton Amorim/UOL/Folhapress

    Fernando Collor (1990-1992)

    Ano da prisão: 2025

    Tipo: Condenação definitiva do STF

    Motivo: Corrupção e lavagem de dinheiro (caso BR Distribuidora)

    Collor foi condenado a 8 anos e 10 meses por receber R$ 20 milhões em propinas da UTC Engenharia para favorecer contratos com a BR Distribuidora entre 2010 e 2014, quando era senador. Preso em Maceió, a caminho de Brasília para se entregar, teve a pena convertida posteriormente em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.


    Michel Temer foi detido duas vezes, mas foi absolvido das acusações posteriormente.

    Michel Temer foi detido duas vezes, mas foi absolvido das acusações posteriormente.Fábio Vieira/FotoRua/Folhapress

    Michel Temer (2016-2018)

    Ano da prisão: duas vezes em 2019

    Tipo: Prisão preventiva

    Motivo: Corrupção em contratos da usina nuclear Angra 3 (Operação Descontaminação)

    Temer foi acusado de participar de um esquema de corrupção envolvendo a Eletronuclear e obras da usina de Angra 3. Segundo delações, teria recebido R$ 1,1 milhão em propinas. Foi preso em março de 2019 por ordem do juiz Marcelo Bretas, permaneceu quatro dias detido e foi solto por habeas corpus. Em maio, foi novamente preso por determinação do TRF-2, ficando mais seis dias detido. Em 2022, foi absolvido da principal acusação.


    Lula passou mais de 500 dias preso na PF em Curitiba. Depois, teve as condenações anuladas.

    Lula passou mais de 500 dias preso na PF em Curitiba. Depois, teve as condenações anuladas.Marlene Bergamo/Folhapress

    Lula (2003-2010) – no exercício do terceiro mandato desde 2023.

    Ano da prisão: 2018

    Tipo: Prisão após condenação em segunda instância

    Motivo: Corrupção passiva e lavagem de dinheiro (caso do tríplex do Guarujá)

    Lula foi condenado por supostamente receber um tríplex da OAS como propina em troca de contratos com a Petrobras. O então juiz Sérgio Moro determinou sua prisão após a confirmação da condenação em segunda instância. Ficou preso por 580 dias na Superintendência da PF em Curitiba. Em 2019, o STF mudou seu entendimento sobre a prisão após segunda instância e determinou sua libertação. Em 2021, suas condenações foram anuladas e ele recuperou os direitos políticos.



    Presidentes presos antes da Constituição de 1988

    JK foi preso logo após a decretação do AI-5.

    JK foi preso logo após a decretação do AI-5.Gervásio Batista/Arquivo Público

    Juscelino Kubitschek (1956-1961)

    Ano da prisão: 1968

    Tipo: Prisão política (ditadura militar)

    Motivo: Suspeita de corrupção e ligação com o comunismo

    Na noite de 13 de dezembro de1968, quando foi editado o ato institucional mais duro da ditadura militar (AI-5), JK foi preso por militares após sair do Theatro Municipal do Rio. Acusado de conspirar contra o regime, ficou 27 dias incomunicável em um quartel de São Gonçalo. Libertado, exilou-se nos Estados Unidos.


    Café Filho, preso por tentar golpe de Estado contra JK.

    Café Filho, preso por tentar golpe de Estado contra JK.Arquivo Público

    Café Filho (1954-1955)

    Ano da prisão: 1955

    Tipo: Prisão domiciliar imposta pelos militares

    Motivo: Suspeita de envolvimento em tentativa de golpe após as eleições de JK

    Hospitalizado após um infarto, foi impedido de reassumir a Presidência. Após receber alta, permaneceu mais de dez semanas sob custódia militar em sua residência, vigiado por tanques do Exército.


    Arthur Bernardes, preso por participar de revolução contra Getúlio.

    Arthur Bernardes, preso por participar de revolução contra Getúlio.Arquivo Público

    Arthur Bernardes (1922-1926)

    Ano da prisão: 1932

    Tipo: Prisão política

    Motivo: Participação na Revolução Constitucionalista contra Getúlio Vargas

    Preso em sua fazenda em Viçosa (MG), foi levado ao Rio de Janeiro com os filhos e mantido incomunicável por mais de dois meses. Depois, foi exilado em Lisboa.


    Washington Luis foi preso ao ser deposto da Presidência por militares.

    Washington Luis foi preso ao ser deposto da Presidência por militares.Arquivo Público

    Washington Luís (1926-1930)

    Ano da prisão: 1930

    Tipo: Prisão durante o mandato

    Motivo: Deposto pela Revolução de 1930

    Derrubado por militares ligados a Getúlio Vargas, foi preso no Palácio do Catete, levado ao Forte de Copacabana e detido por 27 dias, antes de se exilar por 17 anos.


    Hermes da Fonseca foi preso duas vezes.

    Hermes da Fonseca foi preso duas vezes.Arquivo Público

    Hermes da Fonseca (1910-1914)

    Anos das prisões: 1892 e 1922

    Tipo: Prisões políticas e disciplinares

    Motivos: Em 1892, por criticar a deposição de um governador; em 1922, por apoiar a Revolta dos 18 do Forte

    Na segunda prisão, foi detido por seis meses, acusado de insuflar o levante militar contra o governo Epitácio Pessoa. Morreu pouco após ser libertado.

  • Câmara discute regulação da inteligência artificial na saúde

    Câmara discute regulação da inteligência artificial na saúde

    A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realizará um debate sobre a regulação da Inteligência Artificial (IA) na área da saúde, nesta terça-feira (5). A discussão atende à crescente utilização, que abrange desde o auxílio ao diagnóstico até procedimentos cirúrgicos assistidos por robótica.

    O debate atende a uma solicitação dos deputados Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO), Zé Vitor (PL-MG), Júnior Mano (PSB-CE) e Silvia Cristina (PP-RO).

    A IA generativa já é utilizada na medicina em técnicas como de cirurgias robóticas.

    A IA generativa já é utilizada na medicina em técnicas como de cirurgias robóticas.Freepik

    No requerimento, os parlamentares destacam que “a tecnologia apresenta potencial significativo para, em um futuro próximo, transformar o cuidado ao paciente e a indústria da saúde”.

    A justificativa é que a discussão é importante para “prover ao povo brasileiro acesso aos benefícios que o uso da IA pode trazer e, por outro lado, resguardar nosso povo dos riscos trazidos pelo uso dessa tecnologia”.

  • “A Justiça é igual para todos”, diz Moraes em decisão contra Bolsonaro

    “A Justiça é igual para todos”, diz Moraes em decisão contra Bolsonaro

    O ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmou que a Justiça não será feita de tola por réus com influência política ou poder econômico ao decretar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Ao determinar medidas contra Bolsonaro, o ministro afirmou que a Justiça brasileira não será desmoralizada por condutas deliberadas de desobediência.

    “A Justiça é cega, mas não é tola. A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico.”

    Moraes ainda destacou que todos os cidadãos devem ser tratados com isonomia diante da lei: “o réu que descumpre deliberadamente as medidas cautelares – pela segunda vez – deve sofrer as consequências legais”.

    Alexandre de Moraes decretou prisão de Jair Bolsonaro.

    Alexandre de Moraes decretou prisão de Jair Bolsonaro.Arte Congresso em Foco | Rosinei Coutinho/STF

    Entenda

    O ministro Alexandre de Moraes determinou, nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro por descumprimento de medidas judiciais. A decisão foi tomada após o Supremo Tribunal Federal (STF) constatar a reiterada utilização de redes sociais por meio de terceiros para divulgar mensagens que violam restrições impostas desde julho.

    Bolsonaro estava proibido de usar redes sociais, mesmo indiretamente, mas participou de manifestações por telefone e teve vídeos divulgados por filhos e aliados. Segundo Moraes, houve uso de “material pré fabricado” com o objetivo de manter o “modus operandi criminoso” e pressionar a Corte. “Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta”, escreveu o ministro.

    Com a nova ordem, Bolsonaro deverá cumprir prisão integral em sua residência, sem uso de celular e com visitas limitadas a advogados e pessoas previamente autorizadas. A medida vem acompanhada de busca e apreensão de aparelhos eletrônicos. Moraes ressaltou: “A Justiça é cega, mas não é tola. A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico”.

    Restrições judiciais

    O ex-presidente foi submetido a uma série de medidas restritivas no último dia 17, diante de suspeitas de patrocinar a articulação de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), junto a autoridades americanas para interferir no judiciário brasileiro. Bolsonaro é réu em ação penal por golpe de Estado em 2022, sendo beneficiário das sanções americanas contra o Supremo Tribunal Federal.

    As restrições incluíam tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e proibição de contatos com autoridades estrangeiras. Também estava vedada qualquer atuação em redes sociais, direta ou por terceiros, inclusive em entrevistas.

  • 66 deputados não apresentaram projeto de lei em 2025

    66 deputados não apresentaram projeto de lei em 2025

    Dos 513 deputados que compõem a Câmara dos Deputados, 66 deles, o equivalente a quase 13% da Casa, não apresentaram um projeto de lei sequer neste ano. Os dados são de levantamento do Congresso em Foco, coletados em 25 de julho na página oficial da Câmara de cada parlamentar. Na última semana, este site divulgou os congressistas com mais projetos de lei apresentados no primeiro semestre do ano legislativo.

    O objetivo deste levantamento é garantir transparência, fiscalização e informação aos eleitores. Em momento algum, há a intenção de rivalizar os deputados que mais apresentaram projetos com aqueles que apresentaram nenhum, até porque a atividade legislativa é mais complexa do que a mera apresentação de proposições legislativas e compreende, entre outras funções, debates e articulação política.

    Fachada Congresso Nacional.

    Fachada Congresso Nacional.Carlos Moura/Agência Senado

    Veja a lista dos deputados que não apresentaram projetos de lei:

    1. Aécio Neves (PSDB-MG)
    2. Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
    3. AJ Albuquerque (PP-CE)
    4. Aliel Machado (PV-PR)
    5. Altineu Côrtes (PL-RJ)
    6. André Ferreira (PL-PE)
    7. André Janones (AVANTE-MG)
    8. Antônia Lúcia (REPUBLICANOS-AC)
    9. Antônio Doido (MDB-PA)
    10. Arthur Lira (PP-AL)
    11. Arthur Oliveira Maia (UNIÃO-BA)
    12. Átila Lins (PSD-AM)
    13. Augusto Coutinho (REPUBLICANOS-PE)
    14. Caio Vianna (PSD-RJ)
    15. Claudio Cajado (PP-BA)
    16. Damião Feliciano (UNIÃO-PB)
    17. Detinha (PL-MA)
    18. Dr. Luiz Ovando (PP-MS)
    19. Dr. Victor Linhalis (PODE-ES)
    20. Elcione Barbalho (MDB-PA)
    21. Elmar Nascimento (UNIÃO-BA)
    22. Emidinho Madeira (PL-MG)
    23. Felipe Francischini (UNIÃO-PR)
    24. Fernando Coelho Filho (UNIÃO-PE)
    25. Gilberto Abramo (REPUBLICANOS-MG)
    26. Gustinho Ribeiro (REPUBLICANO-SE)
    27. Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG)
    28. Igor Timo (PSD-MG)
    29. Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL)
    30. João Leão (PP-BA)
    31. Jorge Braz (REPUBLICANOS-RJ)
    32. José Priante (MDB-PA)
    33. José Rocha (UNIÃO-BA)
    34. Júlio Cesar (PSD-PI)
    35. Junior Lourenço (PL-MA)
    36. Juscelino Filho (UNIÃO-MA)
    37. Keniston Braga (MDB-PA)
    38. Lázaro Botelho (PP-TO)
    39. Leônidas Cristino (PDT-CE)
    40. Lídice da Mata (PSB-BA)
    41. Luciano Vieira (REPUBLICANOS-RJ)
    42. Luis Carlos Gomes (REPUBLICANOS-RJ)
    43. Luis Tibé (AVANTE-MG)
    44. Luiz Fernando Faria (PSD-MG)
    45. Marcio Alvino (PL-SP)
    46. Marcos Pereira (REPUBLICANOS-SP)
    47. Marreca Filho (PRD-MA)
    48. Matheus Noronha (PL-CE)
    49. Misael Varella (PSD-MG)
    50. Moses Rodrigues (UNIÃO-CE)
    51. Murillo Gouvea (UNIÃO-RJ)
    52. Olival Marques (MDB-PA)
    53. Pastor Claudio Mariano (UNIÃO-PA)
    54. Paulo Freire Costa (PL-SP)
    55. Paulo Guedes (PT-MG)
    56. Ricardo Barros (PP-PR)
    57. Ricardo Maia (MDB-BA)
    58. Robério Monteiro (PDT-CE)
    59. Rodrigo de Castro (UNIÃO-MG)
    60. Samuel Viana (REPUBLICANOS-MG)
    61. Silvia Cristina (PP-RO)
    62. Tiririca (PL-SP)
    63. Vinicius Carvalho (REPUBLICANOS-SP)
    64. Vinicius Gurgel (PL-AP)
    65. Wellington Roberto (PL-PB)
    66. Zezinho Barbary (PP-AC)

    Uma forma de medir, não a única

    Apesar de ser uma forma de mensurar a atuação parlamentar dos deputados, o volume de propostas, em si, não pode ser considerado isoladamente para entender o desempenho dos congressistas. Afinal, a atividade parlamentar também compreende a relatoria de projetos, debates nas comissões, articulações políticas e, claro, a representação dos eleitores de um determinado Estado.

    O professor Pablo Holmes, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), acrescenta que “só vão para frente projetos que têm nível de consenso, apoio de lideranças e de bancadas importantes”. Por este motivo, aponta o especialista, muitos projetos sequer andam.

    Nesse sentido, entre os 66 parlamentares existem deputados com notável articulação política e com funções que extrapolam a apresentação de projetos. Um deles é o próprio 1º vice-presidente da Casa, Altineu Côrtes (PL-RJ). Além dele, estão alguns líderes partidários, como: Luís Tibé (Avante-MG), Gilberto Abramo (Republicanos-MG) e Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL). O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira (SP), também aparece na lista.

  • Restrições impedem pleno exercício do mandato, diz gabinete de Do Val

    Restrições impedem pleno exercício do mandato, diz gabinete de Do Val

    A chefia de gabinete do senador Marcos do Val (Podemos-ES) criticou nesta segunda-feira (4) as restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após seu retorno ao Brasil. Em nota, afirma que, “as medidas impostas impedem o pleno exercício do seu mandato”, e sua defesa atuará para “garantir o pleno respeito aos direitos e garantias constitucionais assegurados a qualquer cidadão, em especial a um senador em pleno exercício do mandato”.

    Do Val é investigado desde 2024 por ataques feitos em redes sociais contra policiais federais que atuam nos inquéritos envolvendo os ataques às sedes dos três poderes em 8 de janeiro de 2023. Em agosto daquele ano, ficou proibido de sair do país e de utilizar redes sociais. Mesmo assim, se recusou a entregar o documento à Polícia Federal, e manteve o acesso aos seus perfis, contratando uma rede privada virtual (VPN) para burlar o bloqueio.

    Marcos do Val cumpre determinações de bloqueio bancário e recolhimento noturno.

    Marcos do Val cumpre determinações de bloqueio bancário e recolhimento noturno.Jefferson Rudy/Agência Senado

    Em julho, o senador enviou ao STF um pedido de liberação para viajar de férias aos Estados Unidos. Mesmo com a resposta negativa, saiu do país no dia 23 utilizando seu passaporte diplomático. Ao voltar, foi abordado por policiais federais, e as medidas restritivas se ampliaram: ele agora deve utilizar tornozeleira eletrônica e realizar recolhimento noturno.

    O relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes, também bloqueou seus bens, contas bancárias, investimentos, salários e verbas de gabinete, além de veículos, imóveis, embarcações e até criptomoedas. Na decisão, reforça que a vedação ao uso de redes sociais também vale para o uso por terceiros.

    Sua defesa protestou. “Cumpre esclarecer que o senador Marcos Do Val nem sequer é réu ou foi condenado em qualquer processo”. O gabinete acrescenta que “o senador Marcos Do Val reitera sua confiança nas instituições democráticas e no devido processo legal, e reafirma seu compromisso com a verdade, com a transparência e com a sua missão parlamentar representando o povo capixaba”.

    Veja a íntegra da nota do gabinete de Marcos do Val.

  • CCJ examina relatórios de indicações para autoridades

    CCJ examina relatórios de indicações para autoridades

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal se reunirá nesta quarta-feira (6), para examinar os relatórios referentes às indicações de 13 autoridades. A lista inclui dois nomes propostos para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    Para a vaga do STJ decorrente da aposentadoria de Assusete Dumont Reis Magalhães, o presidente Lula indicou o desembargador Carlos Augusto Pires Brandão. O processo está sob relatoria de Marcelo Castro (MDB-PI). A outra indicação foi da procuradora do Ministério Público de Alagoas Maria Marluce Caldas Bezerra, relatada pelo senador Fernando Farias (MDB-AL), que considera haver informações suficientes na CCJ para o agendamento da sabatina.

    Os parlamentares podem solicitar dados complementares ao relatório.

    Os parlamentares podem solicitar dados complementares ao relatório.Saulo Cruz/Agência Senado

    O pedido de vista coletiva é comum nas análises para que os senadores tenham tempo de estudar as indicações. Cada relatório traz o histórico profissional dos candidatos e fornece dados para as sabatinas, que ainda não têm data oficial para ocorrer. A votação é secreta, e o relator não explicita se apoia ou não o indicado.

    Demais indicações

    O senador Jaques Wagner (PT-BA) é relator da indicação da advogada Verônica Abdalla Sterman para o Superior Tribunal Militar (STM), instância máxima para julgamento de crimes militares.

    A economista Lorena Giuberti Coutinho foi indicada para a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, cargo que será relatado pelo senador Eduardo Gomes (PL-TO).

    Para ocupar as vagas do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) foram indicados: a advogada Greice Fonseca Stocker, sob relatoria de Ciro Nogueira (PP-PI); a promotora de Justiça do Distrito Federal Fabiana Costa Oliveira Barreto, com relatoria da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS); o promotor de Justiça do Mato Grosso do Sul Alexandre Magno Benites de Lacerda, sob relatoria de Eduardo Gomes (PL-TO); o procurador de Justiça Militar Clementino Augusto Ruffeil Rodrigues, com relatoria do senador Dr. Hiran (PP-RR); e o subprocurador-geral do Trabalho José de Lima Ramos Pereira, com relatoria da senadora Zenaide Maia (PSD-RN).

    Além disso, serão analisados para prorrogação de mandato no CNMP os nomes da procuradora de Justiça do Amapá Ivana Lúcia Franco Cei, com relatoria do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e do promotor de Justiça de Santa Catarina Fernando da Silva Comin, com relatoria do senador Esperidião Amin (PP-SC).

    Ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foram indicados o promotor de Justiça do Goiás Carlos Vinícius Alves Ribeiro, que será relatado por Wilder Morais (PL-GO), e o procurador da República Silvio Roberto Oliveira de Amorim Júnior, com relatoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR).