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  • Célia Xakriabá aciona MPF e Conselho de Ética por fala de Kataguiri

    Célia Xakriabá aciona MPF e Conselho de Ética por fala de Kataguiri

    A deputada federal Célia Xakriabá (Psol-MG) apresentou representações junto ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o deputado Kim Kataguiri (União-SP). A iniciativa foi motivada por declarações feitas durante a sessão plenária da madrugada de quinta-feira (17), na qual ambos os parlamentares protagonizaram um episódio de tensão durante a votação do projeto de lei que trata do novo código de licenciamento ambiental.

    Segundo Célia Xakriabá, a conduta de Kim Kataguiri configura práticas de racismo e violência política de gênero. A parlamentar afirma que as declarações proferidas por Kataguiri durante o debate plenário, especificamente a ironia em relação ao cocar indígena que usava, extrapolam o campo da crítica política e constituem ataques à sua identidade e origem étnica.

    O episódio ocorreu após Xakriabá se referir a Kataguiri como “deputado estrangeiro”, ao que ele respondeu com ironia: “Estrangeiro é aquele ali próximo de onde estão os meus ancestrais: o pavão, que é um animal lá da Ásia (…). Mas tem gente que parece que gosta de fazer cosplay”. A deputada reagiu classificando a fala como “racismo televisionado”. O clima no plenário se intensificou e houve necessidade de intervenção da Polícia Legislativa para evitar conflito físico.

    Na manifestação pública que acompanhou as representações, Xakriabá afirmou que os ataques não devem ser tratados como casos isolados. Para ela, “a tentativa de silenciar uma mulher indígena por meio do racismo e da misoginia” é expressão de uma estrutura de exclusão de corpos dissidentes dos espaços de poder.

  • Hugo Motta lança programa na Câmara para ouvir as 5 regiões do país

    Hugo Motta lança programa na Câmara para ouvir as 5 regiões do país

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), lançou o programa “Câmara pelo Brasil”, que busca ampliar o diálogo com autoridades locais, sociedade civil e setor produtivo em todas as regiões do país. A ação será conduzida por um comitê de deputados representantes do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), assinou o ato de criação do programa.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), assinou o ato de criação do programa.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    O objetivo é fortalecer a presença institucional da Câmara fora de Brasília e aproximar os parlamentares das demandas regionais. O comitê coordenará visitas técnicas e proporá temas prioritários às bancadas.

    Como vai funcionar

    • Um deputado de cada região será escolhido para o comitê.
    • Eles apresentarão diretrizes, estratégias e cronograma de ações.
    • O grupo fará a interlocução com governos locais, entidades e setores econômicos.
    • Relatórios de atividades serão enviados à Presidência da Casa.

    A Diretoria-Geral da Câmara será responsável por garantir a execução administrativa do programa.

  • Lula sanciona lei que amplia cirurgia de reconstrução mamária no SUS

    Lula sanciona lei que amplia cirurgia de reconstrução mamária no SUS

    O presidente Lula sancionou uma lei aprovada no Congresso que amplia o direito à cirurgia plástica reconstrutiva da mama em casos de mutilação total ou parcial. O texto altera leis de 1998 e 1999 para garantir o procedimento tanto pelo SUS quanto por planos de saúde.

    A mudança busca reforçar a autonomia da mulher, garante reconstrução mesmo quando a mutilação não for causada por câncer e assegura acompanhamento psicológico desde o diagnóstico.

    Nova lei vale para cirurgias de reconstrução mesmo quando a mutilação não for causada por câncer.

    Nova lei vale para cirurgias de reconstrução mesmo quando a mutilação não for causada por câncer.gpointstudio (via Freepik)

    O que a nova lei determina

    • Cirurgia reconstrutiva passa a ser obrigatória, inclusive para mutilações não causadas por câncer.
    • Técnicas de reconstrução imediata devem ser priorizadas, salvo contraindicação médica.
    • Toda mulher poderá decidir livremente sobre o procedimento, desde que informada.
    • Apoio psicológico e multidisciplinar será garantido desde o diagnóstico.

    A lei entra em vigor em 120 dias, ou seja, em novembro de 2025.

  • Jair Bolsonaro é alvo de operação da PF; entenda

    Jair Bolsonaro é alvo de operação da PF; entenda

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (17), busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, em decorrência de indícios de sua participação em articulação para obstruir a Justiça brasileira e coagir autoridades. A decisão também determinou a imposição de diversas medidas cautelares.

    A medida, tomada no âmbito da Pet 14.129, decorre de representação da Polícia Federal e manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontam condutas coordenadas entre Bolsonaro e seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, com o objetivo de pressionar o STF por meio de sanções internacionais contra autoridades brasileiras.

    De acordo com a investigação, os dois estariam atuando junto ao governo norte-americano para impor medidas punitivas ao Brasil, como forma de intimidar membros do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal.

    Entre as ações, está a tentativa de submissão do funcionamento do STF ao crivo de outro Estado, por meio de negociações com autoridades estrangeiras, o que configura, segundo Moraes, “clara afronta à soberania nacional”.

    As provas reunidas apontam para a prática de crimes como coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal), obstrução de investigação de organização criminosa (art. 2º, 1º, da Lei 12.850/13) e atentado à soberania (art. 359-I do Código Penal). As investigações também revelam que Jair Bolsonaro repassou R$ 2 milhões ao filho Eduardo, que estava no exterior articulando as sanções, com o objetivo de pressionar o STF e obter impunidade.

    Entre os episódios citados na decisão estão postagens públicas e declarações em redes sociais de ambos os investigados, comemorando as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil, inclusive com apoio à taxação de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo presidente norte-americano. A Procuradoria-Geral da República afirmou que tais condutas representam “flagrantes confissões da prática dos atos criminosos”.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de buscas da PF.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de buscas da PF.Gabriela Biló/Folhapress

    Diante do cenário, Moraes considerou estarem presentes os requisitos legais para a adoção de medidas cautelares alternativas à prisão e determinou:

    • uso de tornozeleira eletrônica;
    • recolhimento domiciliar noturno e integral nos fins de semana;
    • proibição de frequentar embaixadas e consulados;
    • proibição de contato com Eduardo, autoridades estrangeiras, réus e investigados de outros processos relacionados;
    • proibição de uso de redes sociais;
    • e realização de busca e apreensão domiciliar e pessoal.

    O ministro autorizou ainda a apreensão de celulares, computadores, valores em espécie acima de R$ 10 mil e demais elementos que possam comprovar o envolvimento no esquema. A decisão determina que qualquer descumprimento das medidas poderá acarretar a decretação de prisão.

    “Um país soberano como o Brasil sempre saberá defender a sua democracia e sua soberania”, afirmou Moraes, ao destacar que o STF será “inflexível” na proteção da independência do Judiciário.

    A decisão será submetida a referendo da 1ª Turma do STF nesta sexta-feira (18).

  • Retaliação aos EUA com propriedade intelectual exige aval da OMC

    Retaliação aos EUA com propriedade intelectual exige aval da OMC

    Diante da recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, o governo do Brasil avalia possíveis medidas de retaliação. Entre as opções em estudo está a suspensão de direitos de propriedade intelectual vinculados a empresas ou setores norte-americanos. A possibilidade está prevista em legislação nacional e segue regras estabelecidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

    Segundo o advogado José Eduardo Pieri, sócio do escritório Gusmão & Labrunie, qualquer medida dessa natureza precisa respeitar exigências legais rígidas. Ele destaca que a Lei de Contramedidas (lei 15.122/2025), que trata do tema, remete à lei 12.270/2010, que regula a aplicação de medidas envolvendo a suspensão de concessões ou obrigações relacionadas a direitos de propriedade intelectual.

    “A suspensão só pode ocorrer em caráter excepcional e quando outras contramedidas forem insuficientes para reverter a medida hostil adotada por outro país”, explica Pieri.

    Especialista aponta que suspensão de propriedade intelectual exige rito legal detalhado e proporcionalidade nas sanções.

    Especialista aponta que suspensão de propriedade intelectual exige rito legal detalhado e proporcionalidade nas sanções.Freepik

    Regras e exigências da OMC

    De acordo com o advogado, a lei brasileira determina que, para haver esse tipo de retaliação, o Brasil precisa ser autorizado pela OMC. A autorização só pode ocorrer após decisão favorável à demanda brasileira em um painel do Órgão de Solução de Controvérsias. O processo inclui etapas como a apresentação de relatório, eventual apelação da parte demandada, e o esgotamento das possibilidades de recurso no âmbito da organização.

    Além disso, é necessário respeitar um prazo mínimo de 60 dias após a notificação oficial ao país demandado antes de suspender direitos. A retaliação também deve ser proporcional ao prejuízo causado ao Brasil.

    “A suspensão de concessões não pode ser superior ao dano comercial sofrido”, ressalta Pieri.

    Como funcionaria na prática

    Caso autorizado, o Brasil poderia adotar medidas como:

    • suspensão ou limitação de direitos de exclusividade sobre marcas, patentes e softwares;
    • bloqueio temporário de remessas de royalties ou de remuneração relacionada ao uso de propriedade intelectual.

    Essas ações poderiam afetar setores altamente dependentes de inovação, como a indústria farmacêutica, tecnologia, agricultura, aviação e o setor cultural.

    “Os mais impactados, no médio e longo prazo, seriam os consumidores, que poderiam ter acesso restrito a produtos e serviços tecnologicamente avançados”, avalia Pieri.

    Sem precedentes no Brasil

    Desde que foi promulgada, em 2010, a lei 12.270 nunca foi utilizada para suspender direitos de propriedade intelectual em disputas comerciais no âmbito da OMC. O advogado observa que, embora a legislação esteja em conformidade com tratados internacionais, qualquer medida fora do rito previsto pode gerar riscos adicionais.

    “Na remota hipótese de o governo adotar medidas sem seguir o procedimento legal, o país pode ser alvo de disputas na própria OMC”, afirma.

    Eficácia e função política

    Questionado sobre o real impacto de uma possível suspensão de direitos de propriedade intelectual, Pieri pondera que esse tipo de medida, embora previsto em lei, tende a ser usado de forma excepcional e mais como instrumento de pressão diplomática em negociações.

    “A lei deixa claro que essas medidas são uma última alternativa, e o governo brasileiro precisaria seguir rigorosamente todos os requisitos legais para implementá-las”, conclui.

  • Moro critica Lula por veto a projeto que ele mesmo rejeitou

    Moro critica Lula por veto a projeto que ele mesmo rejeitou

    O senador Sergio Moro (União-PR) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17), após a publicação do veto integral ao projeto de lei que previa o aumento do número de deputados federais de 513 para 531. A manifestação foi feita por meio de sua conta na rede social X, onde o parlamentar questionou a coerência do presidente ao vetar a proposta, ao mesmo tempo em que mantém a atual estrutura de 39 ministérios em seu governo.

    Na publicação, Moro ressaltou que votou contra o projeto de ampliação das cadeiras na Câmara dos Deputados e acusou Lula de hipocrisia.

    Segundo ele, “Lula veta o aumento do número de deputados federais, enquanto mantém, com hipocrisia, 39 ministérios, vários inúteis, em seu governo. Tenta enganar o povo pois sabemos que o controle de despesas não é pauta deste governo. Ps.: votei contra o aumento do número de deputados”.

  • Operação da PF contra Bolsonaro gera enxurrada de memes; veja

    Operação da PF contra Bolsonaro gera enxurrada de memes; veja

    A operação da PF contra Jair Bolsonaro tomou as redes sociais na manhã desta sexta-feira (18). A notícia foi prontamente respondida nas redes sociais com uma enxurrada de memes e piadas envolvendo a colocação da tornozeleira no ex-presidente e a ressureição da frase “toc, toc, toc, é a Polícia Federal”.

    Operação da PF contra Bolsonaro tomou as redes sociais na manhã desta sexta-feira (18).

    Operação da PF contra Bolsonaro tomou as redes sociais na manhã desta sexta-feira (18).Arte Congresso em Foco | Foto André Coelho/Folhapress

    Veja abaixo o que os brasileiros estão falando.

  • Comissão aprova medidas para segurança em apps de namoro

    Comissão aprova medidas para segurança em apps de namoro

    A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei com o objetivo de instituir medidas de segurança mais robustas nos serviços oferecidos por aplicativos de relacionamento. A iniciativa busca complementar o Marco Civil da Internet, visando um ambiente digital mais seguro para os usuários.

    O texto aprovado é um substitutivo elaborado pelo relator, o deputado Lucas Ramos (PSB-PE), em resposta ao projeto de lei 2.112/23, de autoria do deputado Jonas Donizette (PSB-SP), e um apensado. O relator consolidou os textos em uma proposta abrangente.

    Lucas Ramos justificou as alterações propostas, mencionando que “dados alarmantes da Secretaria de Segurança Pública apontam que nove em dez sequestros em São Paulo estão relacionados a conexões por meio de aplicativos de relacionamento”.

    Lucas Ramos, relator do projeto.

    Lucas Ramos, relator do projeto.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Ele também destacou que “em 2022, foram 94 ocorrências, o maior número em cinco anos, e 251 suspeitos presos. Nos primeiros três meses de 2023, a polícia de São Paulo havia prendido 58 sequestradores. Grande parte das vítimas são mulheres”.

    A proposta original focava na obrigatoriedade do cadastro prévio do CPF dos usuários. Jonas Donizette, autor da proposta, argumentou que “pessoas que pretendem cometer crimes se aproveitam da facilidade de cadastro nesses meios”.

    O substitutivo aprovado engloba serviços ofertados ao público brasileiro, mesmo que as atividades sejam conduzidas por empresas sediadas no exterior. Assim, todos os aplicativos de namoro online, acessíveis por computadores ou celulares, deverão:

    • implementar esforços para identificar e agir sobre perfis falsos, abusivos ou que promovam atividades ilícitas;
    • detectar e remover perfis falsos, abusivos ou ilícitos;
    • disponibilizar canais para denúncia de condutas criminosas, com apuração ágil;
    • e promover medidas educativas sobre segurança e prevenção de crimes, com alertas, avisos e orientações aos usuários.

    Os aplicativos de relacionamento deverão oferecer aos usuários a possibilidade do cadastro de informações pessoais, como CPF e endereço eletrônico, e do uso de biometria, atribuindo selos de verificação mediante informações voluntárias. Além disso, por meio de alteração no Marco Civil da Internet, o texto exige que provedores de conexão à internet armazenem certos dados dos usuários por um ano, pelo menos, permitindo formar conjunto probatório em processos judiciais.

    O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

  • Leia a íntegra da decisão que autorizou ação da PF contra Bolsonaro

    Leia a íntegra da decisão que autorizou ação da PF contra Bolsonaro

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou medidas de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, com base em indícios de coação, obstrução de Justiça e atentado à soberania nacional. A decisão foi proferida no âmbito da Petição 14.129, protocolada na semana anterior.

    Segundo a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, Bolsonaro e seu filho Eduardo atuaram de forma coordenada para pressionar o Judiciário brasileiro por meio de autoridades dos Estados Unidos. As ações envolvem o pedido de sanções contra ministros do STF e membros da PGR, inclusive com respaldo do presidente norte-americano, Donald Trump.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro.Edilson Rodrigues/Agência Senado

    De acordo com a decisão, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro buscaram “submeter o funcionamento do Supremo Tribunal Federal ao crivo de outro Estado estrangeiro”, por meio de pressões políticas e econômicas.

  • Bolsonaro é obrigado a usar tornozeleira e não pode usar redes sociais

    Bolsonaro é obrigado a usar tornozeleira e não pode usar redes sociais

    Jair Bolsonaro (PL) passará a usar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão integra um conjunto de medidas cautelares impostas após operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (18).

    O ex-presidente Jair Bolsonaro terá que usar tornozeleira.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro terá que usar tornozeleira.Lula Marques/Agência Brasil

    A ordem judicial inclui ainda o recolhimento domiciliar noturno e proibição de comunicação com diplomatas e investigados. O ex-presidente também está proibido de usar redes sociais.

    Investigação mira tentativa de fuga e obstrução

    A operação ocorre dentro de inquérito que apura coação no curso do processo, obstrução de Justiça e ataque à soberania. Segundo a PF, há indícios de que o ex-presidente planejava deixar o país. A defesa afirmou ter recebido as restrições com “surpresa e indignação”.