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  • Lula relembra referendo por desarmamento em 2005: “O povo queria arma”

    Lula relembra referendo por desarmamento em 2005: “O povo queria arma”

    O presidente Lula relembrou em entrevista o referendo de 2005, quando os brasileiros foram se manifestar sobre o comércio de armas de fogo no Brasil. Naquele momento, no primeiro mandato do petista, o governo sofreu uma derrota política: os eleitores rejeitaram a adição do artigo 35 no Estatuto do Desarmamento, que vetaria a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional.

    “Nós aprovamos a lei, fizemos um referendo e perdemos o referendo, cara! O povo queria arma!”, relembrou o presidente no podcast Mano a Mano. O entrevistador Mano Brown, apresentador do programa e integrante do grupo de rap Racionais MCs, emendou: “Já era um sinal”.

    “Aí o que o Bolsonaro fez: o Bolsonaro escancarou. Escancarou”, seguiu o presidente. “Cheio de decreto, liberando arma para tudo quanto é lado, ou seja… nego podia ter 10, 12, 14 armas. Podia ter duas mil balas, quantos cartuchos quisessem. Quando nós entramos, o Flávio Dino começou a desmontar, decreto por decreto, para que a gente pudesse tirar essas armas das pessoas”.

    Na entrevista, Lula reiterou a posição desarmamentista do governo e disse que a venda de armas de fogo abastece o crime organizado. “Que o cidadão queira ter uma arma, tudo bem. Agora, todo mundo sabe que se o cidadão tiver uma arma, ele vai poder ser vítima de um assalto só para roubar a arma dele”.

  • Senador Cleitinho apresenta projeto de proibição das bets

    Senador Cleitinho apresenta projeto de proibição das bets

    O senador Cleitinho (Republicanos-MG) apresentou o projeto de lei 2662/2025, que criminaliza o funcionamento e a promoção de apostas virtuais no Brasil. O texto propõe penas de reclusão de até sete anos e multa para quem criar ou administrar essas plataformas, além de até cinco anos para quem fizer propaganda ou apologia a esse tipo de jogo.

    A proposta também revoga a regulamentação das plataformas de apostas no país. O parlamentar argumenta que o acesso facilitado aos jogos está agravando problemas sociais. “Os jogos online estão destruindo famílias. A ludopatia, a compulsão por jogos de azar, estão gerando graves problemas financeiros, emocionais e sociais”, afirma na justificativa da proposta.

    Iniciativa prevê prisão e multa para desenvolvedores e divulgadores de plataformas de aposta.

    Iniciativa prevê prisão e multa para desenvolvedores e divulgadores de plataformas de aposta.Carlos Moura/Agência Senado

    Segundo Cleitinho, o objetivo é combater uma prática que, em sua visão, causa danos à população mais vulnerável. Ele critica diretamente o governo federal por ter proposto a regulamentação mais recente. “O governo do PT propôs, o Congresso Nacional assinou embaixo e o presidente Lula transformou em lei o texto que autoriza a exploração de apostas em jogos eletrônicos”.

    O senador também menciona dados do Banco Central, que teriam apontado um gasto de R$ 3 bilhões em apostas, em apenas um mês de 2024, por beneficiários do programa Bolsa Família. “Foram 24 milhões de brasileiros perdendo dinheiro, argumenta.

    Cleitinho também reforça o apelo ao perigo representado pela presença das apostas nos celulares. “Não podemos permitir que o celular se torne um cassino na palma da mão”.

  • Governo lança edital para ampliar empregabilidade de pessoas LGBTQIA+

    Governo lança edital para ampliar empregabilidade de pessoas LGBTQIA+

    O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) lançou, na quarta-feira (18), em São Paulo, um edital voltado à adesão de empresas à Estratégia Nacional de Trabalho Digno, Educação e Geração de Renda para Pessoas LGBTQIA+. A ação integra a programação da Parada do Orgulho LGBT+ da capital paulista.

    O evento, batizado de “Empregabilidade com Orgulho”, reuniu cerca de 150 pessoas, entre representantes da comunidade LGBTQIA+, empresas e organizações da sociedade civil. O objetivo é ampliar a inclusão dessa população no mercado de trabalho.

    A parada LGBTQIAPN+ acontece neste domingo (22) em vários estados do Brasil.

    A parada LGBTQIAPN+ acontece neste domingo (22) em vários estados do Brasil. Daniel Mello/Agência Brasil

    A secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, afirmou que a medida foi construída em parceria com o setor privado. “Começamos essa caminhada com o Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+ e com o Banco do Brasil, que foi o primeiro a aderir”, disse.

    Segundo ela, a proposta vai além do cumprimento de obrigações legais. “Trata-se de um compromisso com a inclusão real de toda a população LGBTQIA+”, afirmou.

    As empresas interessadas devem apresentar ao MDHC um plano de trabalho com ações concretas para ampliar a empregabilidade desse grupo. Os projetos serão avaliados por um comitê do ministério e, caso aprovados, integrarão oficialmente a Estratégia Nacional. As instituições participantes receberão reconhecimento público por boas práticas com base em evidências.

    Reinaldo Bulgarelli, secretário executivo do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, destacou que 160 instituições já manifestaram interesse. Segundo ele, algumas vão além da contratação inicial e investem na progressão de carreira de seus funcionários LGBTQIA+.

    “O ambiente corporativo ainda é excludente, mas é possível transformá-lo”, disse Bulgarelli. “Somos parte da força produtiva do país, não um problema. Empresas que abraçam a diversidade prosperam.”

  • Lula: entidades criadas na gestão Bolsonaro facilitaram fraude do INSS

    Lula: entidades criadas na gestão Bolsonaro facilitaram fraude do INSS

    O presidente Lula afirmou que a fraude no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi facilitada por entidades criadas no governo Bolsonaro, que teriam visto uma janela de oportunidade para ampliar o esquema com a troca de governo. A declaração foi feita em entrevista ao podcast Mano a Mano.

    “Nós descobrimos, através da Controladoria-Geral da República e da Polícia Federal, que várias entidades que foram criadas no governo Bolsonaro”, disse o presidente. “Na perspectiva da mudança de governo, eles facilitaram com que os caras pudessem cobrar dos aposentados”, completou.

    O esquema das fraudes no INSS veio a público no final de abril, quando foi deflagrada uma operação da Polícia Federal com a CGU. O presidente da instituição foi afastado no mesmo dia por decisão judicial. De lá para cá, a repercussão pelo caso teve desdobramentos políticos expressivos, com a demissão do então ministro da Previdência, Carlos Lupi, e a leitura no plenário do Congresso do pedido para uma CPI mista que investigue o caso.

    O esquema de fraude vem de antes do governo Lula, mas aumentou em escala durante a gestão do petista. Na CPI, o mais provável é que haja disputa sobre a culpa do caso: parlamentares da oposição devem buscar “colar” o escândalo no atual presidente, enquanto aliados vão buscar responsabilizar o governo anterior de Jair Bolsonaro.

    Na entrevista, Lula busca fazer exatamente isso, citando entidades criadas no governo do antecessor. “Isso virou uma febre”, disse. “A gente não quis fazer um espetáculo de pirotecnia porque a gente queria chegar no bandido, a gente queria chegar no chefe. E chegamos”.

    O presidente disse ainda que o governo vai ressarcir os aposentados atingidos pelo esquema, independentemente do ritmo das investigações: “Essas pessoas certamente serão presas, as entidades que cometeram o erro vão ter que perder o seu patrimônio. Como a gente não pode esperar, nós vamos antecipar o pagamento para os aposentados. Nós vamos pegar as pessoas que foram inocentes e que não assinaram para descontar e foi descontado, e, esses, nós vamos assumir a responsabilidade de pagar, e vamos pagar o mais rápido possível”.

  • De Moraes a Cláudio Castro: a lista dos monitorados pela Abin paralela

    De Moraes a Cláudio Castro: a lista dos monitorados pela Abin paralela

    Bolsonaro é apontado como principal beneficiário de esquema de monitoramento ilegal na Abin. Entre os monitorados, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, de seu partido.

    Bolsonaro é apontado como principal beneficiário de esquema de monitoramento ilegal na Abin. Entre os monitorados, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, de seu partido.Gabriela Biló/Folhapress

    O termo “Abin Paralela” tem sido usado para descrever um esquema clandestino de monitoramento e espionagem política que, segundo investigação da Polícia Federal, funcionou durante o governo Jair Bolsonaro. Em vez de atuar de acordo com as normas legais da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), esse grupo teria operado com objetivos políticos, utilizando estrutura estatal para vigiar opositores, jornalistas, servidores públicos, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), lideranças de movimentos sociais, e até mesmo aliados do próprio governo.

    O relatório da PF, que foi tornado público após decisão judicial, apresenta um extenso levantamento de documentos, mensagens, listas de monitorados e registros internos da própria Abin. As investigações apontam que a estrutura clandestina foi operada a partir do gabinete do então diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, hoje deputado federal, com o apoio direto de assessores próximos de Jair Bolsonaro.

    Veja a íntegra do relatório da Polícia Federal

    A lista divulgada no relatório da PF indica que mais de 150 pessoas foram monitoradas pela “Abin paralela”. Entre os espionados, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, políticos como Renan Calheiros, Cláudio Castro e FHC, jornalistas como Reinaldo Azevedo e Monica Bergamo e servidores públicos. Castro é filiado ao partido de Jair Bolsonaro e seu aliado político no Rio.

    Entre as evidências estão:

    • Relatórios internos da Abin contendo perfis detalhados de alvos políticos.
    • Trocas de mensagens entre servidores da Abin e integrantes do governo federal com pedidos para “achar podres” ou “elaborar dossiês”.
    • Uso indevido de ferramentas de inteligência como o sistema “First Mile”, originalmente criado para combate ao crime organizado.

    Segundo o inquérito, 60.734 consultas ilegais foram feitas no sistema, sem autorização judicial. As ações foram comandadas por uma organização criminosa instalada no alto escalão da Abin e ligada ao chamado “núcleo político”, integrado por aliados do então presidente Jair Bolsonaro. Segundo as investigações, o ex-presidente era o principal destinatário das ações clandestinas.

    A PF pediu o indiciamento de 36 pessoas. Entre elas, o vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, e o deputado Delegado Alexandre Ramagem.

    O sistema “First Mile” permitia o monitoramento em tempo real da localização de celulares, criação de cercas geográficas (geofencing) e análise de deslocamento de alvos. A PF aponta que a ferramenta foi usada para fins políticos, incluindo monitoramento durante as eleições de 2020 e para ações de difamação contra adversários.

    Veja alguns dos principais alvos estão da “Abin paralela”:

    Principais políticos monitorados

    Alessandro Vieira (MDB-SE) – Senador

    Cláudio Castro (PL) – Governador do RJ

    David Miranda (RJ) – Ex-deputado federal, já falecido

    Evair de Mello (PP-ES) – Deputado federal

    Fernando Henrique Cardoso – Ex-presidente

    Gustavo Gayer (PL-GO) – Deputado federal

    Jean Wyllys (RJ) – Ex-deputado federal

    João Campos (GO) – Ex-deputado federal

    João Doria (sem partido) – Ex-governador de São Paulo

    Joice Hasselmann – Ex-deputada federal

    Kim Kataguiri (União-SP) – Deputado federal

    Leo de Brito (PT-AC) – Ex-deputado federal

    Luis Miranda (DF) – Ex-deputado federal

    Marcelo Ramos (AM) Ex-deputado federal

    Omar Aziz (PSD-AM) – Senador

    Orlando Silva (PCdoB-SP) – Deputado federal

    Paulo Pimenta (PT-RS) – Deputado federal

    Randolfe Rodrigues (PT-AP) – Senador

    Renan Calheiros (MDB-AL) – Senador

    Ricardo Barros (PP-PR) – Deputado federal, líder do governo Bolsonaro

    Rodrigo Maia (RJ) – Ex-deputado federal

    Wilson Witzel – Ex-governador do Rio de Janeiro

    Magistrados monitorados

    Alexandre de Moraes – Ministro do STF

    Gilmar Mendes – Ministro do STF

    Luis Roberto Barroso – Ministro do STF

    Márcia Santos Capanema de Souza – Juíza

    Ney de Barros Bello Filho – Desembargador do TRF1

    Jornalistas monitorados

    Alice Martins da Costa Maciel

    Christophe Deloire – jornalista francês, ex-secretário-geral da ONG Repórteres Sem Fronteiras, falecido em 2024.

    José Jesus Vicente

    Luiz Otávio Bueno Cabral

    Luiza Alves Bandeira

    Marcio Andrade Junior

    Monica Bergamo

    Reinaldo Azevedo

    Roberto Marcio de Castro Pedro

    Vera Magalhães 

    Outros 

    Ana Cristina Valle – ex-esposa de Jair Bolsonaro

    Gregório Duvivier – ator 

    Jair Renan Bolsonaro – filho de Jair Bolsonaro, vereador em Balneário Camboriu (SC)

    Nelson Jobim – ex-ministro da Defesa, da Justiça e do Supremo Tribunal Federal

    A PF concluiu que foram cometidos crimes como:

    • Organização criminosa
    • Invasão de dispositivos informáticos
    • Interceptação telefônica clandestina
    • Violação de sigilo
    • Embaraço à investigação
    • Corrupção e prevaricação.
  • Comissão aprova aposentadoria especial para supervisores pedagógicos

    Comissão aprova aposentadoria especial para supervisores pedagógicos

    A Comissão de Educação da Câmara aprovou nesta semana um projeto de lei que estende o direito à aposentadoria especial a supervisores pedagógicos que atuam nas secretarias municipais e estaduais de Educação. A medida beneficia profissionais responsáveis por dar suporte pedagógico direto às escolas da rede pública.

    Atualmente apenas supervisores lotados em escolas têm direito a aposentadoria especial.

    Atualmente apenas supervisores lotados em escolas têm direito a aposentadoria especial.Tomaz Silva/Agência Brasil

    O texto aprovado é um substitutivo apresentado pela relatora, deputada Professora Goreth (PDT-AP), ao Projeto de Lei 2709/22, de autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que tramitava junto com outra proposta apensada. A versão final incorporou sugestões feitas por outros parlamentares da comissão.

    Segundo a relatora, a inclusão desses supervisores no rol de profissionais com direito à aposentadoria especial é uma forma de reconhecer o aumento da responsabilidade pedagógica quando um professor ou professora é convocado a assumir funções de coordenação ou supervisão dentro das secretarias de Educação. “É natural que a escolha recaia sobre aqueles que se destacam pela capacidade de liderança, articulação e respeito entre os colegas da rede de ensino”, afirmou a deputada.

    A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para oficializar essa mudança. Além disso, o texto garante que o afastamento temporário para participação em programas de treinamento ou cursos de pós-graduação não prejudicará o direito à aposentadoria especial.

    O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), autor do projeto original, destacou que, embora a legislação já contemple diretores e supervisores que atuam diretamente nas escolas, os supervisores alocados nas secretarias de Educação continuam fora do benefício. “Isso desestimula esses profissionais, que acabam penalizados com um tempo maior de serviço para se aposentar”, criticou.

    A reforma da Previdência de 2019 estabeleceu novas regras para a aposentadoria especial de professores da educação básica (ensino infantil, fundamental e médio), fixando a idade mínima de 60 anos para homens e 57 anos para mulheres. Para os demais servidores públicos, a exigência é de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

    O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Caso aprovado, seguirá para votação no Senado.

  • Comissão da Câmara aprova cotas para candidatos com deficiência

    Comissão da Câmara aprova cotas para candidatos com deficiência

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara aprovou projeto que reserva de 10% a 15% dos recursos dos fundos partidário e eleitoral para candidaturas de pessoas com deficiência. O tempo de propaganda no rádio e na TV também será proporcional a esse percentual. O texto ainda precisa passar pela CCJ e pelo plenário da Casa.

    O deputado Duarte Jr. (PSB-MA) é o autor da proposta.

    O deputado Duarte Jr. (PSB-MA) é o autor da proposta.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O projeto é de autoria do deputado Duarte Jr (PSB-MA) e foi relatado por Pedro Campos (PSB-PE), que destacou a sub-representação política de mais de 18 milhões de brasileiros com deficiência. “Trata-se de verdadeira exclusão política de um grupo”, afirmou.

    Constituição já prevê cotas para outros grupos

    Pedro Campos lembrou que a Constituição já garante destinação mínima de 5% do fundo partidário para candidaturas de mulheres e prevê cotas raciais. Segundo ele, estender a reserva a pessoas com deficiência é ampliar o princípio da igualdade de oportunidades.

    Como funcionam os fundos eleitorais

    O fundo partidário é dividido da seguinte forma: 5% igualmente entre todos os partidos e 95% conforme o número de votos para a Câmara. Já o fundo eleitoral distribui 2% de forma igualitária e o restante conforme o tamanho das bancadas na Câmara e no Senado.

    Se aprovada na CCJ, a proposta segue ao plenário. Para virar lei, ainda terá de passar pelo Senado.

  • Veja a íntegra do relatório da PF sobre a Abin paralela

    Veja a íntegra do relatório da PF sobre a Abin paralela

    PF pediu indiciamento de Carlos Bolsonaro e apontou Jair Bolsonaro como principal destinatário da ação clandestina.

    PF pediu indiciamento de Carlos Bolsonaro e apontou Jair Bolsonaro como principal destinatário da ação clandestina.LC Moreira/Thenews2/Folhapress

    A Polícia Federal (PF) concluiu que uma estrutura paralela operava dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) entre 2019 e 2021, com forte ingerência política e uso ilegal de recursos públicos para monitorar adversários políticos, jornalistas, autoridades do Judiciário, servidores públicos e integrantes do próprio governo. A investigação, feita a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), detalha o uso indevido do sistema de geolocalização “First Mile”, adquirido pela agência por R$ 5,7 milhões sem licitação.

    Leia a íntegra do relatório sobre a Abin paralela

    Segundo o inquérito, 60.734 consultas ilegais foram feitas no sistema, sem autorização judicial. As ações foram comandadas por uma organização criminosa instalada no alto escalão da Abin e ligada ao chamado “núcleo político”, integrado por aliados do então presidente Jair Bolsonaro. Segundo as investigações, o ex-presidente era o principal destinatário das ações clandestinas. 

    Entre os espionados, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, políticos, jornalistas e servidores públicos. A PF pediu o indiciamento de 36 pessoas. Entre elas, o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado Delegado Alexandre Ramagem. 

    O sistema “First Mile” permitia monitoramento em tempo real da localização de celulares, criação de cercas geográficas (geofencing) e análise de deslocamento de alvos. A PF aponta que a ferramenta foi usada para fins políticos, incluindo monitoramento durante as eleições de 2020 e para ações de difamação contra adversários.

    A Polícia Federal concluiu que houve crimes como:

    • Organização criminosa
    • Invasão de dispositivos informáticos
    • Interceptação telefônica clandestina
    • Violação de sigilo
    • Embaraço à investigação
    • Corrupção e prevaricação.

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    Abin Paralela: entenda alegações contra Bolsonaro, Carlos e Ramagem

  • Comissão aprova prazo maior para quem tem deficiência obter CNH

    Comissão aprova prazo maior para quem tem deficiência obter CNH

    A Comissão de Viação e Transportes da Câmara aprovou projeto que concede tempo extra e tratamento diferenciado nos exames da CNH para candidatos com dislexia, autismo, TDAH, deficiência auditiva ou outro transtorno de aprendizagem. O texto agora será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça, em caráter conclusivo.

    Projeto foi relatado pelo deputado Hugo Leal (PSD-RJ) na comissão.

    Projeto foi relatado pelo deputado Hugo Leal (PSD-RJ) na comissão.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    O relator Hugo Leal (PSD-RJ) ampliou o escopo de proposta originalmente voltada apenas à dislexia. Ele defendeu que a medida garanta igualdade de condições a todos os candidatos com necessidades especiais.

    Contran vai definir o tempo adicional

    O projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro, que já prevê acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva. Pelo novo texto, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ficará responsável por regulamentar o tempo adicional e outras medidas inclusivas nos exames.

    Se aprovado pela CCJ e não houver recurso, o projeto seguirá diretamente ao Senado. Caso vire lei, passará a valer para todos os exames exigidos para obter a CNH.

  • 8 de janeiro: Moraes manda prender novamente homem que quebrou relógio

    8 de janeiro: Moraes manda prender novamente homem que quebrou relógio

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (19) a prisão de Antônio Cláudio Alves Ferreira, condenado a 17 anos por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ferreira, que destruiu um relógio histórico de Dom João VI no Palácio do Planalto, havia sido solto dois dias antes por decisão de um juiz de Uberlândia (MG), sem uso de tornozeleira eletrônica.

    O ministro do STF Alexandre de Moraes.

    O ministro do STF Alexandre de Moraes.Pedro Ladeira/Folhapress

    A ordem de Moraes destaca que o juiz mineiro não tinha competência para conceder a progressão de regime ao mecânico. Segundo o ministro, o caso tramita no STF e a Justiça local não recebeu autorização para deliberar sobre o processo.

    Investigação sobre o juiz

    Além de revogar a soltura, Moraes determinou a apuração da conduta do juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro. O magistrado havia considerado a “boa conduta carcerária” do réu e sua suposta elegibilidade para o regime semiaberto, apesar de Ferreira ter cumprido apenas 16% da pena – abaixo do mínimo de 25% exigido para crimes com violência e grave ameaça.

    Ferreira deixou o presídio em Uberlândia na terça-feira (17) e agora está foragido. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais alegou falta de tornozeleiras para justificar a ausência de monitoramento eletrônico. A versão foi desmentida pela Secretaria de Justiça do estado, que afirmou haver 4 mil equipamentos disponíveis.