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  • Inflação desacelera para 0,43% em abril

    Inflação desacelera para 0,43% em abril

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,43% em abril, informou o IBGE nesta sexta-feira (9). A variação representa uma desaceleração em relação a março.

    Com o resultado, a inflação acumula alta de 2,48% no ano e de 5,53% nos últimos 12 meses, ligeiramente acima dos 5,48% registrados no período anterior.

    A alta no mês foi puxada principalmente pelos grupos Saúde e cuidados pessoais (1,18%) e Alimentação e bebidas (0,82%). O impacto do reajuste autorizado nos medicamentos, de até 5,09% a partir de 31 de março, impulsionou o grupo de saúde, com destaque para os produtos farmacêuticos (2,32%). Já no grupo de alimentação, os maiores vilões foram a batata-inglesa (18,29%), o tomate (14,32%) e o café moído (4,48%).

    Alta nos preços de remédios pesou na inflação de abril.

    Alta nos preços de remédios pesou na inflação de abril.Allison Sales/Folhapress

    Por outro lado, o grupo Transportes apresentou queda de 0,38%, contribuindo para conter o avanço do índice. Essa redução foi influenciada pela queda nas passagens aéreas (-14,15%) e nos combustíveis (-0,45%), com destaque para o recuo no preço do óleo diesel (-1,27%) e do etanol (-0,82%).

    Na análise regional, Porto Alegre registrou a maior variação (0,95%), impulsionada pela alta da energia elétrica residencial e do tomate. Brasília, por sua vez, teve a menor taxa (0,04%), favorecida pela redução na gasolina e pela política de gratuidade em tarifas de metrô e ônibus aos domingos e feriados.

    Além do IPCA, o IBGE divulgou o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação em famílias de menor renda. O índice subiu 0,48% em abril, acumulando 2,49% no ano e 5,32% em 12 meses.

  • Meu INSS vai avisar quem teve desconto suspeito no benefício

    Meu INSS vai avisar quem teve desconto suspeito no benefício

    O governo federal anunciou um pacote de medidas para fortalecer a transparência no INSS e proteger aposentados e pensionistas de descontos indevidos em seus benefícios previdenciários. A principal iniciativa já em curso é a notificação direta dos segurados pelo aplicativo Meu INSS, informando se seus contracheques apresentaram ou não cobranças associativas irregulares.

    Associações terão 15 dias para se defender; se não comprovarem liberação de desconto, terão de devolver dinheiro ao segurado

    Associações terão 15 dias para se defender; se não comprovarem liberação de desconto, terão de devolver dinheiro ao seguradoCris Faga/Dragonfly Press/Folhapress

    A partir de agora, 27 milhões de beneficiários começarão a receber mensagens oficiais dentro do app Meu INSS, com a informação de que não possuem descontos ilegais registrados. A ação visa tranquilizar os segurados e seus familiares, além de prevenir novos golpes.

    Já na terça-feira (14), o INSS notificará aqueles que tiveram descontos identificados pelo governo, informando o nome da associação responsável, o valor cobrado e o período da cobrança. Com esses dados, o segurado poderá confirmar ou contestar digitalmente o vínculo com a entidade.

    “Ele simplesmente vai clicar e falar: esse desconto eu não reconheço. O contato é direto, não precisa se socorrer de intermediários. Ninguém fala no INSS a não ser você”, alertou o presidente do INSS, Gilberto Waller, em coletiva de imprensa nessa quinta-feira (8).

    Golpes e canais oficiais

    O governo reforçou que não haverá ligações, e-mails, SMS ou contatos via WhatsApp. O canal de atendimento será exclusivamente o Meu INSS e a Central 135 (funcionando de segunda a sábado, das 7h às 22h). A recomendação é que os beneficiários acessem o aplicativo o quanto antes para facilitar a exibição das notificações.

    Como funciona o ressarcimento

    Caso o segurado não reconheça o desconto, o sistema acionará automaticamente a associação para que justifique a cobrança. A entidade terá 15 dias úteis para apresentar documentos que comprovem a filiação, a autorização e a identidade do beneficiário. Caso não consiga comprovar, terá que devolver os valores cobrados indevidamente.

    O INSS, então, repassará o montante diretamente ao cidadão por meio de folha suplementar, sem que ele precise apresentar documentos ou preencher formulários. “O ônus da prova caberá à associação. O cidadão não precisa provar nada”, reforçou Waller.

    Responsabilização e bloqueios

    Segundo o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, o presidente Lula ordenou que as investigações avancem até as últimas consequências, garantindo que nenhum segurado fique no prejuízo.

    A operação já bloqueou bens, contas bancárias e investimentos de 12 associações, num total superior a R$ 2 bilhões, visando custear o ressarcimento. Os dirigentes dessas entidades tiveram seus passaportes retidos para impedir fugas.

    Lei Anticorrupção

    A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) também atuam no caso. Segundo o ministro da AGU, Jorge Messias, os recursos bloqueados servirão como fonte primária de ressarcimento, mas a União garantirá a devolução aos prejudicados, ainda que precise antecipar os valores.

    O ministro da CGU, Vinicius Marques de Carvalho, informou que já foram abertos processos com base na Lei Anticorrupção contra as entidades suspeitas e que servidores públicos envolvidos também serão responsabilizados administrativamente.

    As investigações em curso identificaram cobranças ilegais estimadas em R$ 6,3 bilhões, aplicadas a aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. Os descontos, aplicados em nome de associações ou sindicatos, muitas vezes não eram autorizados pelos beneficiários.

    Como o cidadão deve agir

    Se for notificado com indícios de desconto irregular:

    • Acesse o aplicativo Meu INSS ou ligue para o 135 a partir de 14 de maio.
    • Indique se reconhece ou não o desconto.
    • Caso conteste, nenhum documento será exigido a obrigação de comprovar será da associação.
    • Em caso de irregularidade confirmada, o valor será devolvido diretamente na conta do beneficiário.

    O governo alerta: não compartilhe dados pessoais fora dos canais oficiais e não aceite ajuda de intermediários.

  • Marcos Pereira, presidente do Republicanos, é o novo procurador da Câmara

    Marcos Pereira, presidente do Republicanos, é o novo procurador da Câmara

    O presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), é o novo procurador da Câmara dos Deputados. Nomeado em abril para o cargo, Pereira passa a contar agora com atribuições ampliadas, após ato assinado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicado nesta quarta-feira (7).

    Marcos Pereira é presidente do Republicanos e já foi vice-presidente da Câmara dos Deputados.

    Marcos Pereira é presidente do Republicanos e já foi vice-presidente da Câmara dos Deputados.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    A Procuradoria da Câmara é responsável por prestar assessoria jurídica à Casa e por defender os direitos e prerrogativas dos parlamentares. Com as mudanças promovidas por Motta, o procurador poderá atuar de ofício sempre que houver indícios de violação aos interesses da Câmara, inclusive promovendo diligências e investigações.

    O novo ato também autoriza Marcos Pereira a publicar decisões sem necessidade de aval da Mesa Diretora. Ele poderá ainda acionar a Advocacia da Câmara para que adote medidas judiciais ou extrajudiciais, mediante solicitação formal da Procuradoria.

    Entre as demais competências do cargo, destacam-se:

    • solicitar a atuação da Polícia Legislativa em casos de ofensas à imagem da Câmara;
    • pedir medidas a órgãos públicos ou privados;
    • encaminhar notícias-crime ao Ministério Público;
    • prestar consultoria jurídica à Mesa Diretora.

    Por fim, o ato determina que apenas servidores efetivos com formação em Direito e inscrição ativa na OAB poderão exercer a representação judicial nos assuntos de competência da Procuradoria da Câmara.

  • Comissão aprova envio de alertas por celular sobre saída de presos

    Comissão aprova envio de alertas por celular sobre saída de presos

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 118/2025, que obriga o sistema penitenciário a notificar, por mensagem de celular, vítimas, testemunhas e policiais responsáveis por prisões em flagrante sempre que houver movimentação relevante do preso como entrada no presídio, mudança de regime ou liberação.

    Pelo projeto, vítimas, testemunhas e policiais serão avisados sobre entrada, saída e mudança de regime de preso

    Pelo projeto, vítimas, testemunhas e policiais serão avisados sobre entrada, saída e mudança de regime de presoMiguel Noronha/Agência Enquadrar/Folhapress

    De autoria do deputado Carlos Sampaio (PSD-SP), o texto recebeu parecer favorável do relator, deputado Sanderson (PL-RS), que argumentou que a proposta contribui diretamente para reforçar a segurança pública e a confiança nas instituições de justiça. Segundo ele, essas pessoas “permanecem vulneráveis diante da soltura ou da progressão de regime dos autores de crimes”, e o envio de mensagens antecipadas pode ajudar a prevenir riscos e ameaças.

    Como funcionará o alerta

    De acordo com o projeto, o aviso por aplicativo de mensagem instantânea deverá ser enviado com dez dias úteis de antecedência nos seguintes casos:

    • Ingresso do preso no sistema penitenciário;
    • Alteração do regime prisional, como mudança para regime aberto, semiaberto, monitoramento eletrônico ou liberdade condicional;
    • Qualquer forma de soltura, incluindo o cumprimento total da pena.

    As notificações serão enviadas apenas às pessoas que informarem voluntariamente seus números de celular no momento da prisão do acusado. Elas também poderão optar por não receber os alertas.

    O projeto prevê que o uso de aplicativos amplamente acessíveis, como o WhatsApp, contribuirá para a efetividade e economicidade da política pública. O relator destacou ainda que o mecanismo não criará burocracia excessiva nem interfere nos direitos dos presos, como a progressão de regime.

    Proteção de dados

    O texto determina que todas as notificações respeitem os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). O tratamento das informações será exclusivo para fins de notificação, assegurando que dados sensíveis de vítimas, testemunhas e agentes não sejam usados indevidamente.

    Hoje, o Código de Processo Penal já prevê a obrigação de informar o ofendido sobre a entrada e a saída do acusado da prisão. A proposta de Sampaio, no entanto, revoga esse trecho da legislação atual e o substitui por uma nova norma autônoma, com foco na comunicação eletrônica.

    O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), onde será analisado em caráter conclusivo ou seja, se for aprovado sem recurso ao plenário, segue diretamente para o Senado. Para se tornar lei, ainda precisa ser votado pelas duas casas legislativas.

  • Comissão da Câmara aprova regulamentação de vaquinhas online

    Comissão da Câmara aprova regulamentação de vaquinhas online

    A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que regulamenta a criação e a fiscalização de campanhas solidárias online, as chamadas “vaquinhas virtuais”. O projeto é do deputado Gilvan Maximo (Republicanos-DF), e a comissão votou um relatório do deputado Gerlen Diniz (PP-AC), que fez ajustes de redação no texto inicial.

    “O projeto é extremamente necessário, sobretudo em vista do alcance que as vaquinhas on-line vêm tomando quando divulgadas e impulsionadas nas plataformas digitais de comunicação”, afirmou o relator.

    O deputado Gerlen Diniz (PP-AC) foi o relator da proposta na comissão.

    O deputado Gerlen Diniz (PP-AC) foi o relator da proposta na comissão.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Se o texto virar lei, a realização das vaquinhas online ganha um conjunto de requisitos:

    • criar uma conta específica para receber os recursos;
    • informar, no momento da abertura da conta, a documentação que comprove a justificativa da campanha, o valor a ser arrecadado e o destino de eventuais excedentes;
    • bloquear automaticamente a conta após o atingimento da meta ou 180 dias após a data de abertura;
    • apresentar documentos que comprovem a destinação do dinheiro para o encerramento da conta.

    Caso a destinação dos recursos não seja comprovada, a instituição financeira deverá informar o Ministério Público, os doadores e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), quando a arrecadação ultrapassar R$ 30 mil. As mesmas regras serão aplicadas às campanhas realizadas por meio de plataformas digitais.

    O projeto ainda será analisado pelas Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, e tramita em caráter conclusivo, o que significa pode ser votado apenas pelas comissões, sem passar pelo plenário da Câmara. Para se tornar lei, a proposta também passar pelo Senado.

  • INSS vai devolver R$ 292 milhões a aposentados entre maio e junho

    INSS vai devolver R$ 292 milhões a aposentados entre maio e junho

    O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou nesta sexta-feira (9) que devolverá R$ 292,7 milhões a aposentados e pensionistas entre os dias 26 de maio e 6 de junho. O montante se refere a mensalidades descontadas em abril por associações e sindicatos, mesmo após o bloqueio determinado pelo órgão. Segundo o INSS, isso ocorreu porque a folha de pagamento já havia sido processada antes da ordem de suspensão.

    Agência do INSS em São Paulo.

    Agência do INSS em São Paulo.Renato S. Cerqueira/Ato Press/Folhapress

    Além da devolução automática dos valores relativos a abril, o instituto informou que notificará cerca de 9 milhões de beneficiários na próxima terça-feira (13) para que eles possam verificar se sofreram outros descontos irregulares nos últimos anos. A comunicação será feita exclusivamente pelo aplicativo Meu INSS, sem uso de ligações telefônicas ou mensagens SMS.

    O ressarcimento previsto cobre descontos feitos desde março de 2020. Quem identificar cobranças indevidas deverá informar o caso pelo app ou pela central 135, sem necessidade de anexar documentos. O sistema gerará automaticamente uma cobrança à associação responsável, que terá até 15 dias úteis para comprovar o vínculo com o segurado ou devolver os valores.

    Caso não haja comprovação nem pagamento, o INSS acionará a Advocacia-Geral da União (AGU) para garantir o ressarcimento. Todos os segurados que denunciarem descontos não autorizados e não tiverem a relação confirmada pelas entidades receberão os valores de volta por meio de uma folha suplementar.

  • AGU solicita bloqueio de R$ 2,56 bilhões por fraudes no INSS

    AGU solicita bloqueio de R$ 2,56 bilhões por fraudes no INSS

    A Advocacia-Geral da União (AGU), em representação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entrou com ação cautelar de urgência solicitando o bloqueio de bens móveis e imóveis, no valor de R$ 2,56 bilhões, de 12 entidades associativas e seus dirigentes. Essas entidades são investigadas por descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

    Fachada do INSS

    Fachada do INSSMarcello Casal Jr./Agência Brasil

    Esta ação cautelar é preparatória para uma Ação Civil Pública de Responsabilidade por violação da Lei Anticorrupção (nº 12.846/2013). O objetivo é utilizar os valores bloqueados para ressarcir os prejuízos causados aos aposentados e pensionistas vítimas dos descontos ilegais.

    Em coletiva de imprensa realizada em Brasília, no dia 8 de maio, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que o combate à corrupção é uma atividade contínua, resultado da atuação dos órgãos de controle e da liberdade de imprensa.

    “Estamos adotando providências acautelatórias para proteger o patrimônio do segurado e o patrimônio do INSS. A fraude retirou de quem menos tem o que mais precisa”, declarou o ministro. “Doa a quem doer, não ficará pedra sobre pedra neste processo”.

    Participaram também da coletiva, no Palácio do Planalto, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Carvalho, e o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior.

    O advogado-geral da União assegurou que o órgão não tolerará intimidações. “O que não podemos neste momento é sermos omissos. Por isso, preferimos, em caráter excepcional, atuar primeiramente para ressarcir cada vítima que foi lesada”, complementou.

    As entidades alvos da ação são consideradas empresas de fachada, criadas para fraudar os beneficiários. A investigação sugere que elas realizaram pagamentos a agentes públicos para obter autorização para os descontos indevidos.

    As 12 organizações já respondem a Processos Administrativos de Responsabilização (PAR) no INSS, instaurados em 5 de maio, por práticas de corrupção. Elas foram incluídas como rés por fortes indícios, conforme inquérito policial, de serem empresas de fachada, criadas com o objetivo de cometer fraudes por meio de “laranjas”, ou de terem pago propinas a agentes públicos. Seis empresas suspeitas de intermediar vantagens indevidas também foram incluídas na ação.

    As fraudes foram descobertas pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU) na Operação Sem Desconto. As investigações apontam para descontos indevidos, entre 2019 e 2024, que podem alcançar R$ 6,3 bilhões. O valor bloqueado, de R$ 2,56 bilhões, representa o prejuízo mínimo estimado. A AGU afirma que os valores totais podem ser maiores e serão apurados no decorrer da ação. O montante de R$ 2,56 bilhões foi estimado pela Dataprev.

    A ação destaca que a possibilidade de desconto em benefícios para pagamento de mensalidades associativas está prevista na Lei nº 8.213/1991 e regulamentada pelo Decreto nº 3.048/1999 e pela Instrução Normativa do INSS nº 162/2024. As normas responsabilizam as entidades pela veracidade das informações e pela coleta e envio das autorizações dos beneficiários à Dataprev.

    A Instrução Normativa nº 162/2024 também determina que as entidades restituam valores descontados indevidamente e isenta o INSS de responsabilidade por esses descontos, restringindo sua atuação à execução dos repasses autorizados.

    A AGU argumenta que, devido aos descontos indevidos, medidas preventivas são necessárias para garantir o ressarcimento aos cofres públicos, uma vez que o dano recairá sobre o INSS.

    O órgão criou um Grupo Especial para adotar medidas administrativas e judiciais para a reparação dos danos. O INSS suspendeu preventivamente todos os acordos com entidades associativas que envolvem descontos em folha de pagamento de benefícios, incluindo repasses e os próprios descontos, até que seja concluída a reavaliação de sua regularidade.

  • Câmara aprova ensino remoto a gestantes e lactantes

    Câmara aprova ensino remoto a gestantes e lactantes

    A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, um projeto de lei que garante o acesso ao ensino remoto para alunas gestantes e lactantes. A proposta assegura que essas estudantes possam acompanhar aulas, conteúdos e avaliações de forma virtual, contemplando todos os níveis e modalidades de ensino, como o médio, o superior e os cursos profissionalizantes.

    Estudantes mães enfrentam dificuldades para manter a rotina escolar durante a gravidez e o período de amamentação, nova proposta busca mitigar esses desafios.

    Estudantes mães enfrentam dificuldades para manter a rotina escolar durante a gravidez e o período de amamentação, nova proposta busca mitigar esses desafios.Luiz Silveira/Agência CNJ

    O texto aprovado é um substitutivo elaborado pela relatora, deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), que reuniu o conteúdo do projeto de lei 6384/2019, de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), e da proposta nº 4870/2020. Uma emenda ao parecer deixou claro que o direito ao ensino remoto não exclui a obrigatoriedade de atividades presenciais, como estágios e práticas laboratoriais. Nesses casos, o texto prevê flexibilização de prazos ou remanejamento das atividades.

    Segundo a deputada Bayer, o objetivo da proposta é garantir que a maternidade não represente um obstáculo ao direito à educação. “Tal medida representa um avanço legislativo ao garantir que a maternidade não comprometa o direito à educação”, declarou a parlamentar. Ela também destacou que a evasão escolar decorrente da gravidez é uma das principais causas de abandono entre alunas brasileiras.

    A implementação das novas regras dependerá de regulamentação do governo federal, que deverá respeitar as especificidades de cada etapa e modalidade de ensino. O projeto será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), em caráter conclusivo. Para virar lei, a medida ainda precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado.

  • Papa Leão XIV: “Precisamos ser uma Igreja que constrói pontes”

    Papa Leão XIV: “Precisamos ser uma Igreja que constrói pontes”

    “Que a paz esteja convosco”, foi com essas palavras que o cardeal Robert Francis Prevost, nomeado Papa Leão XIV, nesta quinta-feira (8), iniciou sua saudação aos fiéis da Igreja Católica. No discurso de apresentação, Sua Santidade agradeceu ao Papa Francisco e reforçou a necessidade de a Igreja construir pontes e a coragem para viver uma vida sem medo. 

    Papa Leão XIV

    Papa Leão XIVReprodução/Vatican News

    “Essa é a paz de Cristo ressuscitado, uma paz desarmada, uma paz desarmante, humilde e perseverante, que provém de Deus. Deus que nos ama a todos, incondicionalmente. O mal não irá prevalecer, estamos todos nas mãos de Deus. Portanto, sem medo, juntos, de mãos dadas com Deus e uns com os outros, propagamos, somos discípulos de Cristo, Cristo nos presente, o mundo presente”, afirmou o Papa Leão XIV.

    Com um discurso bastante calcado no diálogo e na paz, o novo papa fez agradecimentos ao antecessor, papa Francisco, e aos colegas cardeais. Ao todo, o conclave reuniu 133 cardeais de todo o mundo para eleger o novo líder da Santa Sé. O Papa Leão XIV também pregou a justiça e a missão missionária da Igreja.

    “Nos ajudem a construir pontes com diálogo, com encontro, todos juntos, num único povo, sempre em paz. Obrigado, Papa Francisco. Quero agradecer também a todos os irmãos cardeais que me escolheram como sucessor de Pedro para caminhar junto com vocês enquanto igreja unida. Sempre em busca da paz, da justiça e sempre tentando trabalhar como homens e mulheres fiéis a Jesus Cristo, sem medo, para proclamar o Evangelho, para ser missionários”.

    Antes de rezar Ave Maria com os fiéis, o papa norte-americano disse: “Precisamos tentar juntos ser uma igreja missionária, uma igreja que constrói pontes e diálogo sempre aberta a receber, como nesta praça, com os braços abertos, todos aqueles que precisam da nossa caridade, da nossa presença, o diálogo e o amor”.

    Quem é o Papa Leão XIV

    Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, em 1955, Robert Francis Prevost tem ascendência francesa, italiana e espanhola. O novo papa foi ordenado aos 22 anos e é o primeiro papa agostiniano, isto é, que é da ordem de Santo Agostinho. Nos anos 1980, Robert foi enviado para missão no Peru.

    Em 2015 foi nomeado Bispo de Chiclayo, no Peru, pelo Papa Francisco. Durante o discurso, inclusive, Papa Leão XIV agradeceu à diocese peruana, “onde um povo fiel acompanhou seu bispo e deu tanto para continuar sendo uma igreja fiel a Jesus Cristo”. A nomeação para cardeal aconteceu em setembro de 2024.

    Robert já residia em Roma, pois em janeiro de 2023, foi chamado pelo papa como Prefeito do Dicastério para os Bispos. O novo papa também era presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina.

  • CPI das Bets convoca  influenciadora Virginia Fonseca em 13 de maio

    CPI das Bets convoca influenciadora Virginia Fonseca em 13 de maio

    A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, do Senado, agendou o depoimento da influenciadora digital Virgínia Fonseca para a próxima terça-feira (13). A convocação faz parte das atividades do colegiado para investigar a crescente influência dos jogos virtuais de apostas online no orçamento das famílias brasileiras.

    Influenciadora Virgínia Fonseca

    Influenciadora Virgínia FonsecaReprodução/Instagram @virginia

    Conforme o requerimento da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), a convocação da influenciadora para a CPI relaciona-se com a relevância digital e o impacto no comportamento dos seguidores. Nas redes sociais, Virgínia Fonseca recorrentemente tem postado conteúdo promovendo sites de apostas online.

    “Nos últimos anos, Virgínia Fonseca tem se envolvido ativamente em campanhas de marketing para casas de apostas, utilizando sua ampla base de seguidores para divulgar essas atividades. Considerando o potencial impacto de suas ações publicitárias no orçamento das famílias brasileiras e nas práticas de consumo relacionadas ao setor de apostas online, é essencial compreender o alcance de sua influência e as responsabilidades éticas associadas a essas campanhas”, aponta o requerimento.

    A senadora acrescenta que o depoimento da influenciadora “se faz imprescindível para compreender a dinâmica de promoção de apostas online e as possíveis implicações legais e sociais associadas”. Além da convocação, será elaborado um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) relacionado à atuação de Virgínia Fonseca.

    Nesta fase da CPI, o colegiado tenta esclarecer o impacto de influenciadores digitais no aumento de apostas online. O tema relaciona-se com a Operação Game Over 2 da Polícia Civil de Alagoas.