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  • Notícias falsas de eleições acirraram violência contra TSE, diz Moraes

    Notícias falsas de eleições acirraram violência contra TSE, diz Moraes

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o núcleo 4 da trama golpista, afirmou nesta terça-feira (6) que as ações de desinformação do grupo aumentaram a violência da população contra o Poder Judiciário, incluindo o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O magistrado fez a afirmação durante a leitura do relatório.

    Ministro Alexandre de Moraes

    Ministro Alexandre de MoraesTSE

    Segundo a PGR, “a responsabilidade pelos atos lesivos à ordem democrática recai sobre organização criminosa liderada por Jair Bolsonaro”. Alexandre de Moraes também afirmou que os integrantes do núcleo 4 estavam cientes do plano maior para ruptura institucional. O grupo realizou, conforme o ministro, “atos dolosos ordenados à abolição do Estado democrático de Direito e à deposição do governo legitimamente eleito”.

    Além de compor um grupo de desinformação e propagação de notícias falsas, os membros do núcleo fizeram uso ilegal da Agência Brasileira de Informação (Abin), como um centro de contrainteligência a fim de promover as ações do grupo e monitorar autoridades. A PGR apontou que o núcleo esteve ativo de julho de 2021 até janeiro de 2023.

    “O ímpeto de violência da população contra o Poder Judiciário foi exacerbado pela manipulação de notícias eleitorais baseadas em dados falsos. Ações de monitoramento contra autoridades públicas colocaram em risco iminente o pleno exercício dos poderes constitucionais”, afirmou o ministro Alexandre de Moraes.

    O magistrado acrescentou que os investigados foram notificados entre 19 e 27 de fevereiro. A defesa dos denunciados receberam a íntegra da denúncia da PGR e a colaboração premiada de Mauro Cid. Os advogados dos membros do núcleo 4 apresentaram recursos alegando impedimento, suspeição e ausência de imparcialidade do ministro relator. Também argumentaram a ausência de individualização das penas e pediram a nulidade da colaboração. A Procuradoria afastou os argumentos.

    O julgamento

    Nesse momento, a Turma – composta pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino – julga apenas se a denúncia da PGR atende aos requisitos legais para a abertura de uma ação penal contra os investigados. A Primeira Turma já acolheu as denúncias do órgão contra o núcleo 1 e 2 da trama golpista, que somam 14 réus. O julgamento do núcleo 3, por sua vez, está marcado para 20 e 21 de maio.

    O núcleo 4 tem os seguintes acusados: Ailton Gonçalves Moraes Barros, Ângelo Martins Denicoli, Giancarlo Gomes Rodrigues, Guilherme Marques de Almeida, Reginaldo Vieira de Abreu, Marcelo Araújo Bormevet e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha. Eles são acusados dos seguintes crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, envolvimento em organização criminosa, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.

  • STF mantém sessões e reforça segurança durante ato de Bolsonaro

    STF mantém sessões e reforça segurança durante ato de Bolsonaro

    STF foi o prédio mais atacado nos atos de 8 de janeiro de 2023

    STF foi o prédio mais atacado nos atos de 8 de janeiro de 2023Gabriela Biló /Folhapress

    O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou nesta terça-feira (6) que manterá normalmente suas sessões e adotará reforço nas medidas de segurança nesta quarta-feira (7), data marcada para a realização de um ato em defesa da anistia aos presos pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A manifestação foi convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e deve ter início na Torre de TV, no Eixo Monumental, em Brasília, com previsão de caminhada até o Congresso Nacional.

    “Os eventos e sessões de julgamento previstos para a semana não tiveram alteração em razão da manifestação anunciada. O Tribunal está em diálogo com as instituições de segurança pública do Distrito Federal e, como de praxe quando há grandes manifestações, serão adotadas medidas de reforço nas instalações do prédio”, informou o STF em nota.

    Recém-saído do hospital, onde ficou internado por mais de 20 dias, Bolsonaro afirmou que pretende participar do evento. Entre os principais motes da mobilização está o caso da cabeleireira Débora dos Santos, condenada pelo STF a 14 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ela ficou conhecida por escrever com batom a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, que fica em frente à sede da Corte.

    Vídeos divulgados nas redes sociais trazem a convocação de parlamentares bolsonaristas, como Carlos e Eduardo Bolsonaro, Nikolas Ferreira (PL-MG), Magno Malta (PL-ES) e Bia Kicis (PL-DF), além de líderes religiosos como os pastores Silas Malafaia e Cláudio Duarte. Todos pedem a participação da população de forma “pacífica”. Assita ao vídeo:

  • Subprocuradora diz que núcleo 4 utilizou sabidamente dados falsos

    Subprocuradora diz que núcleo 4 utilizou sabidamente dados falsos

    A subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques argumentou que o núcleo 4 da trama golpista produziu relatórios e divulgação de notícias sobre as eleições “sabidamente com dados falsos”. A representante da Procuradoria-Geral da República no julgamento desta terça-feira (6) também listou as práticas do grupo e afastou os argumentos da defesa de “pesca probatória”.

    Subprocuradora-geral da República Cláudio Sampaio Marques

    Subprocuradora-geral da República Cláudio Sampaio MarquesRosinei Coutinho/STF

    Cláudia Sampaio iniciou a sustentação oral afirmando que os integrantes são “acusados de promover ações de desinformação, propagando notícias falsas sobre o processo eleitoral, em especial a confiabilidade das urnas eletrônicas” Ela também lembrou que os membros são acusados de fazer ataques virtuais a autoridades e instituições que se apresentassem “como óbices ao projeto de permanência no poder do grupo”.

    O grupo agiu, segundo o entendimento do Ministério Público, em conjunto com os núcleos 1, 2 e 3. A subprocuradora dividiu a ação do grupo em julgamento em duas partes: uso da Agência Brasileira de Informação (Abin) e propagação de informações falsas sobre o processo eleitoral.

    O núcleo 4 utilizou a estrutura da Abin como central de contrainteligência do grupo criminoso, a Abin Paralela, para gerar desinformação e promover ataques a autoridades e instituições. Posteriormente os aparatos da agência foram usados para monitorar autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    A outra parte da ação do grupo foi a organização para gerar desinformação e notícias falsas sobre o processo eleitoral. O núcleo 4, após a divulgação de uma live do influenciador argentino Fernando Cerimedo, com informações falsas sobre as urnas, realizou um relatório contendo dados falseados para subsidiar uma ação ajuizada perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O objetivo do grupo era anular votos depositados em urnas eletrônicas fabricadas antes de 2020.

    Para Cláudia Sampaio Marques, o grupo desejava “conduzir a opinião pública e a sociedade à convicção de que as urnas eletrônicas não eram confiáveis”, por meio de produções “sabidamente com dados falsos”. O relatório foi elaborado pelo Instituto Voto Legal, com base nas informações da live.

    Por fim, a subprocuradora rebateu os recursos das defesas dos denunciados de que não há materialidade nas denúncias e de que foi realizada uma pesca probatória contra os investigados. Ela alegou que a prova não está apenas contida na colaboração premiada, o que torna a denúncia apta para ser acolhida pela Primeira Turma do STF.

    O julgamento

    Nesse momento, a Turma – composta pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino – julga apenas se a denúncia da PGR atende aos requisitos legais para a abertura de uma ação penal contra os investigados. A Primeira Turma já acolheu as denúncias do órgão contra o núcleo 1 e 2 da trama golpista, que somam 14 réus. O julgamento do núcleo 3, por sua vez, está marcado para 20 e 21 de maio.

    O núcleo 4 tem os seguintes acusados: Ailton Gonçalves Moraes Barros, Ângelo Martins Denicoli, Giancarlo Gomes Rodrigues, Guilherme Marques de Almeida, Reginaldo Vieira de Abreu, Marcelo Araújo Bormevet e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha. Eles são acusados dos seguintes crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, envolvimento em organização criminosa, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.

  • Evento reúne Pacheco e Gilmar Mendes para debater políticas e economia

    Evento reúne Pacheco e Gilmar Mendes para debater políticas e economia

    A Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) realiza no dia 19 de maio, em São Paulo, seminário para discutir como o desenvolvimento do país pode ser impulsionado por instituições fortes, tributação eficiente e políticas bem desenvolvidas. Entre os debatedores estão o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, decano da Corte.

    Senador Rodrigo Pacheco e o ministro Gilmar Mendes, do STF

    Senador Rodrigo Pacheco e o ministro Gilmar Mendes, do STFRoque de Sá/Agência Senado

    A solenidade de abertura, marcada para às 9h, ficará por conta do presidente da CNF, o ex-deputado e ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia. Além dele, também discursam os presidentes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, e da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Carlos André.

    O ministro Gilmar Mendes vai apresentar a conferência “Os Desafios da Jurisdição Constitucional na Promoção do Desenvolvimento Nacional”. Antes dele, o ex-presidente do Banco Central (BC) Pérsio Arida discute instituições, políticas e crescimento econômico. Presidente do BC em 1995, nomeado por Fernando Henrique Cardoso, o economista também presidiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na gestão de Itamar Franco.

    Já o senador Rodrigo Pacheco vai participar do encerramento ao lado de Rodrigo Maia. Entre as mesas do seminário, duas serão apresentadas por professores de Economia. O painel “Decisões Políticas e Consequências Econômicas: Pensando a Relação entre Design Institucional e Desenvolvimento Econômico” tem apresentação de professores da Universidade de Harvard e da Universidade de Columbia.

    A conferência sobre política tributária, por sua vez, reúne Rita de La Feria, professora da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e Vanessa Canado, professora e coordenadora do Núcleo de Tributação do Insper.

  • Após fala sobre “vala”, deputado pede impeachment de governador da BA

    Após fala sobre “vala”, deputado pede impeachment de governador da BA

    Jerônimo Rodrigues, governador da BA.

    Jerônimo Rodrigues, governador da BA.Amanda Ercília/Governo da Bahia

    O deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA) protocolou, nesta segunda-feira (5), um pedido de impeachment contra o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), após declarações feitas pelo chefe do Executivo durante evento no município de João Dourado, na última sexta-feira (2). No discurso, o governador criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e usou a expressão “leva tudo para a vala” ao se referir a ele e seus eleitores.

    Na manifestação, Jerônimo afirmou que Bolsonaro “sorria daqueles que estavam na pandemia, sentindo falta de ar” e declarou: “Ele vai pagar essa conta dele e quem votou nele podia pagar também a conta! Fazia no pacote. Bota uma ‘enchedeira’. Sabe o que é uma ‘enchedeira’? Uma retroescavadeira, bota e leva tudo para a vala”.

    Leandro de Jesus argumenta que a fala ultrapassa os limites do debate político e configura “exortação à violência e ao extermínio de milhões de cidadãos brasileiros que, no exercício de seu direito democrático, optaram por determinado candidato nas eleições presidenciais”. Para ele, o uso da metáfora da retroescavadeira remete a práticas de violação em massa dos direitos humanos.

    O pedido foi fundamentado no artigo 7º da lei nº 1.079/1950, que trata dos crimes de responsabilidade cometidos por governadores de Estado, e no artigo 10 da Constituição do Estado da Bahia. O parlamentar sustenta que houve atentado contra o livre exercício dos direitos políticos, com violação à liberdade de expressão e ao direito ao voto.

    “A exortação do governador à violência contra eleitores configura uma ameaça direta ao exercício dos direitos políticos, violando a liberdade de expressão política e o direito ao voto”, sustenta o pedido.

    De acordo com o deputado, o episódio gera um ambiente de hostilidade e intimidação direcionado a eleitores com determinada preferência ideológica, o que, segundo ele, não se coaduna com os princípios do Estado Democrático de Direito. O pedido de impeachment agora deve ser analisado pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia.

  • CPI ou CPMI do INSS: Oposição quer o que for “mais viável”

    CPI ou CPMI do INSS: Oposição quer o que for “mais viável”

    Diante do escândalo envolvendo R$ 6,3 bilhões em descontos não autorizados de aposentadorias no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), que culminou em crise no governo e demissões no instituto e no Ministério da Previdência Social, a oposição se articula no Congresso para emplacar comissões de inquérito com fins de apurar as irregularidades. Resta definir se o foco será em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

    Senadora Damares Alves e deputada Coronel Fernanda são as responsáveis por coletar assinaturas para CPMI do INSS

    Senadora Damares Alves e deputada Coronel Fernanda são as responsáveis por coletar assinaturas para CPMI do INSSAndressa Anholete/Agência Senado Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Na Câmara dos Deputados, um requerimento para instalação de CPI já reuniu as assinaturas necessárias. Com apoio de 185 deputados, o documento de autoria do deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) defende que a CPI “será fundamental para garantir que as denúncias sejam investigadas de forma rigorosa, que os culpados sejam punidos e que medidas sejam implementadas para prevenir novos desvios.

    A instalação da comissão apelidada de CPI da Fraude do INSS, no entanto, esbarra no regimento interno da Casa. Existem outros 12 pedidos de CPI na frente desse, na Câmara, e a Casa só pode ter 5 instaladas por vez. Assim, a Mesa Diretora tem que se manifestar sobre uma série de outros requerimentos antes – seja instalando as CPIs ou devolvendo os pedidos – antes que a do INSS tenha a chance de sair.

    Por este motivo, a oposição também se articula para instalar uma CPMI, que conta com representação de deputados e senadores. A deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) são as responsáveis por coletar assinaturas nas respectivas Casas. Conforme a deputada, já foram atingidas as assinaturas necessárias tanto no Senado quanto na Câmara. O mínimo é de cada Casa, 171 deputados e 27 senadores.

    “É o primeiro passo rumo à verdade sobre os descontos ilegais que atingiram milhares de aposentados e pensionistas”, escreveu Coronel Fernanda nas redes sociais. Ao Congresso em Foco, a parlamentar informou que a oposição irá “adotar a que for mais viável”, entre a CPI ou CPMI. O requerimento da instituição da comissão deve ser protocolado nesta semana.

    O mais viável, para a assessoria de imprensa da senadora Damares, é a CPMI em razão da celeridade na instalação. “O foco total é na CPMI”, afirmou à reportagem. Isso se dá porque, segundo o regimento interno do Congresso, a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito é automática desde que atinja as assinaturas necessárias.

    Apesar disso, há uma brecha no regulamento que estabelece que, além das assinaturas, o requerimento da instalação da CPMI deve ser lido em sessão conjunta do Congresso pelo presidente, no caso Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A próxima sessão está marcada para o dia 27, quando o Congresso faz a primeira análise de vetos do ano.

    O que faz uma comissão de inquérito?

    A Comissão Parlamentar de Inquérito e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito têm poder de investigação próprio das autoridades judiciais, com a convocação de testemunhas, requisição de documentos aos órgãos públicos, entre outros. A CPI e CPMI, porém, não têm o poder de julgar e sentenciar os suspeitos, apenas podem recomendar ao Ministério Público essas ações.

    Com duração temporária, definida no requerimento, para apurar as condutas, o colegiado também pode incluir no relatório final novos projetos de lei para combater os problemas investigados.

  • Câmara debate papel da Rede Federal de Educação Profissional

    Câmara debate papel da Rede Federal de Educação Profissional

    A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (6), às 10 horas, uma audiência pública para discutir a importância da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O encontro ocorre no plenário 10, por solicitação da deputada Dandara (PT-MG).

    A deputada Dandara (PT-MG) requeriu a audiência para discutir o tema da educação profissional

    A deputada Dandara (PT-MG) requeriu a audiência para discutir o tema da educação profissionalKayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Segundo a parlamentar, a Rede cumpre papel essencial ao integrar ensino, pesquisa e extensão na educação pública. Dandara também destacou a presença da instituição em projetos de pesquisa aplicada e cooperação técnica com mais de 40 países.

    “A audiência pública se faz necessária para discutir os impactos dessa rede na sociedade, seus desafios e perspectivas futuras, além de debater políticas públicas e medidas orçamentárias que fortaleçam sua atuação”, justificou a deputada.

    Criada pela lei 11.892/2008, a Rede Federal reúne 685 unidades. O grupo é composto por 38 Institutos Federais, dois Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), 22 escolas técnicas vinculadas a universidades federais e o Colégio Pedro II, instituição de ensino público federal.

  • Petrobras reduz preço do diesel para R$ 3,27 por litro

    Petrobras reduz preço do diesel para R$ 3,27 por litro

    Petrobras reduz preço do diesel para as distribuidoras.

    Petrobras reduz preço do diesel para as distribuidoras.Caio Rocha/iShoot/Folhapress

    A Petrobras comunicou nesta segunda-feira (5), no Rio de Janeiro, uma nova redução no preço do diesel A comercializado para as distribuidoras. O valor, que passará a vigorar a partir de amanhã, 6 de maio, será de R$ 3,27 por litro, representando uma diminuição de R$ 0,16 em relação ao preço anterior.

    A estatal estima que, com a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel, o preço médio do diesel B comercializado nos postos de combustível será de R$ 2,81 por litro.

    A Petrobras também informou que, desde dezembro de 2022, o preço do diesel para as distribuidoras acumula uma redução de R$ 1,22 por litro, o que equivale a uma queda de 27,2%.

    Considerando a inflação do período, essa redução representa 34,9%, correspondendo a R$ 1,75 por litro.

  • Deputado aciona MPF e PGR após fala de Jerônimo sobre bolsonaristas

    Deputado aciona MPF e PGR após fala de Jerônimo sobre bolsonaristas

    Dep. Capitão Alden (PL - BA).

    Dep. Capitão Alden (PL – BA).Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    O deputado federal Capitão Alden (PL-BA), vice-líder da oposição na Câmara, acionou o Ministério Público Federal (MPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), em razão de uma declaração feita pelo petista durante evento público no município de América Dourada (BA). Na ocasião, o governador afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus eleitores deveriam ser levados “para a vala”.

    Além das representações, Alden informou ter protocolado uma moção de repúdio à fala na Câmara dos Deputados. Segundo o parlamentar, a divergência ideológica entre direita e esquerda não justifica, em sua visão, o teor da declaração do governador baiano.

    Leia também: Após fala sobre “vala”, deputado pede impeachment de governador da BA

    “Fala-se muito de discurso de ódio da direita, mas a postura do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, só reforça que é a esquerda que pratica este tipo de conduta. Falar que quer mandar Bolsonaro e os bolsonaristas para a vala é algo absurdo. Já acionei a PGR e o MPF para que o governador seja penalizado por suas falas infelizes”, afirmou o deputado.

    Alden também defendeu que o respeito deve prevalecer no debate político, independentemente das posições ideológicas.

  • As emendas e o poder: 79 anos de disputa pelo orçamento

    As emendas e o poder: 79 anos de disputa pelo orçamento

    As emendas parlamentares representam hoje uma das principais engrenagens do sistema político brasileiro. Criadas como instrumento de participação do Congresso na definição do orçamento, elas passaram a concentrar bilhões de reais em repasses anuais, dando aos parlamentares poder direto sobre a aplicação de recursos públicos. Em 2025, essa fatia soma mais de R$ 50 bilhões quase um quarto do orçamento discricionário da União.

    A crescente influência das emendas transformou sua execução em moeda de troca entre Executivo e Legislativo. Presidentes negociam apoio político oferecendo liberação de recursos. Parlamentares, por sua vez, garantem obras, programas e benefícios para suas bases eleitorais. O uso desses recursos, porém, tem gerado polêmicas recorrentes, alimentado escândalos e provocado sucessivos embates com o Judiciário.

    Instrumento de barganha, disputa e poder, as emendas somam hoje mais de R$ 50 bilhões no orçamento da União.

    Instrumento de barganha, disputa e poder, as emendas somam hoje mais de R$ 50 bilhões no orçamento da União.José Cruz/Agência Brasil

    Veja também: compreenda como funcionam as emendas parlamentares e a sua importância como moeda de troca na política atual.

    Diante das disputas atuais que envolvem bloqueios do Supremo Tribunal Federal, novas regras de transparência e disputas por protagonismo entre os Poderes , resgatar a trajetória das emendas parlamentares ajuda a entender como esse mecanismo ganhou centralidade na política nacional. A seguir, conheça o panorama histórico das origens, avanços, retrocessos e reviravoltas que moldaram o sistema até aqui.

    Da origem à centralização

    Antes de 1946, o modelo orçamentário brasileiro não previa a figura da emenda parlamentar que conhecemos hoje. Em regimes anteriores, como o da Constituição de 1891, o próprio Legislativo elaborava o orçamento. A Carta de 1934 introduziu a coautoria entre os poderes, mas ainda de forma incipiente: até então, peças orçamentárias eram inespecíficas, apenas definindo normas gerais. Durante a ditadura do Estado Novo (19371945), a peça orçamentária era imposta por decreto presidencial, sem passar pelo Congresso.

    Com a redemocratização, a Constituição de 1946 não apenas retomou a lógica de co-participação, como pouco a pouco foram construídas normas de reforma orçamentária para construir no Brasil o modelo conhecido como “orçamento moderno”, no qual se tem metas bem definidas e uma listagem clara sobre qual receita será implementada em qual ação ou programa.

    Com isso, nasceu o primeiro sistema de emendas parlamentares semelhante ao atual, em que parlamentares conseguem incluir destinações de interesse de seus mandatos na peça orçamentária. Não havia limite para o número de alterações nem exigência de indicação da fonte de recursos.

    O resultado foi a aprovação de orçamentos superdimensionados e, muitas vezes, inexequíveis. Como a liberação do dinheiro seguia sob controle do Executivo, esse desequilíbrio reforçava sua capacidade de manipular a execução conforme o apoio político recebido. Ulysses Guimarães chegou a relatar a frase constantemente ouvida por deputados que buscavam o Ministério da Fazenda em 1963 para pedir que suas emendas fossem empenhadas: “existe a verba, senhor deputado, mas não há dinheiro”.

    A primeira norma a regulamentar a apresentação de emendas foi aprovada apenas às vésperas do golpe militar de 1964: a lei 4320, de 17 de março daquele ano, proibia, por exemplo, alterações que envolvessem obras não aprovadas ou serviços ainda não criados.

    Repressão e restrição

    Com o golpe de 1964, o regime militar impôs freios ao poder orçamentário do Congresso. A Constituição de 1967 proibiu emendas que aumentassem despesas totais, medida mantida na Carta de 1969. Durante todo o período da ditadura, o Congresso teve participação limitada na alocação dos recursos públicos.

    Redemocratização e escândalos

    A Constituição de 1988 devolveu ao Legislativo o direito de propor emendas ao orçamento, agora dentro de um sistema dividido entre Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA). Mas a execução das emendas continuava a depender do governo federal, que podia vetar, ignorar ou postergar os repasses.

    Essa brecha favoreceu a barganha política. Em 1993, estourou o escândalo dos anões do orçamento, revelando um esquema de corrupção em que deputados vendiam emendas em troca de propina. O caso resultou na cassação de mandatos e revelou a fragilidade dos mecanismos de controle.

    Consolidação institucional

    A grande mudança ocorreu em 2015, com a aprovação da Emenda Constitucional 86, que criou o chamado orçamento impositivo. A nova regra obrigou o governo a executar as emendas individuais apresentadas por parlamentares, dentro de um teto calculado com base na receita corrente líquida da União. Metade do valor deveria ser aplicada obrigatoriamente em saúde.

    A regra foi ampliada em 2019 para incluir também as emendas de bancada, elaboradas coletivamente pelos parlamentares de cada estado. No mesmo ano, surgiram as chamadas emendas de transferência especial conhecidas informalmente como “emendas Pix” , que dispensam a vinculação a projetos específicos.

    O orçamento secreto

    A partir de 2020, as emendas de relator (RP 9), até então um instrumento técnico do trâmite orçamentário, passaram a ser usadas como ferramenta de distribuição política de recursos. O modelo permitia que parlamentares fizessem indicações indiretas, sem que seus nomes fossem registrados. A prática ficou conhecida como orçamento secreto.

    Em 2022, o Supremo Tribunal Federal declarou sua inconstitucionalidade, apontando falta de transparência e critérios técnicos.

    Embates recentes

    Mesmo após o fim do orçamento secreto, as emendas continuam no centro do debate político. Em 2024, o STF suspendeu as emendas Pix, questionando a ausência de regras para sua distribuição. Também determinou que o Congresso esclareça os critérios das emendas de comissão, ainda de execução facultativa e sob influência de líderes partidários.

    A disputa resultou na lei complementar 210/2024, uma regulamentação ampla para o sistema. Mesmo após sua aprovação, as controvérsias persistem. O capítulo mais recente envolve a suspeita de um acordo oculto entre líderes no Congresso para que parte das emendas de comissão fiquem sob controle direto de seus partidos.

    Hoje, o volume de recursos sob controle do Legislativo atinge cifras recordes. Em 2025, as emendas parlamentares devem somar R$ 50,4 bilhões, frente a R$ 170 bilhões previstos para execução direta do governo federal.