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  • Saúde em cena: filmes e séries para entender o debate no BRICS

    Saúde em cena: filmes e séries para entender o debate no BRICS

    Com a cúpula do BRICS marcada para os dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro, o Brasil que ocupa a presidência rotativa do bloco em 2025 divulgou os temas prioritários do encontro. Entre eles, ganha destaque a cooperação em saúde global, uma área que se tornou estratégica após os impactos da pandemia de covid-19 e diante do surgimento de novas epidemias em diferentes regiões do mundo.

    O evento reunirá os líderes de África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia, além de países convidados, para debater formas conjuntas de fortalecer sistemas de saúde, ampliar o acesso a vacinas e medicamentos, e enfrentar desafios sanitários globais com mais equidade e integração. 

    “Contágio”, disponível na Netflix, retrata a realidade de uma epidemia globalDivulgação

    Diante da relevância do tema, o Congresso em Foco preparou uma curadoria especial de produções que retratam o impacto de pandemias e crises sanitárias ao redor do mundo. As produções selecionadas ajudam a compreender como diferentes governos reagem a emergências de saúde, os bastidores da ciência em momentos de crise e o papel da cooperação internacional para conter surtos e proteger populações vulneráveis.

    1- Contágio (2011)

    Classificação indicativa: 12 anos

    Gênero: Thriller/Drama

    Onde assistir: Prime Video

    Um vírus letal se espalha rapidamente pelo mundo, provocando o colapso de sistemas de saúde e pânico global. Enquanto cientistas lutam para desenvolver uma vacina, governos enfrentam crises sociais e informações falsas. Com a abordagem realista, o filme ganhou novo destaque durante a pandemia de covid-19.

    2- The Hot Zone (2019)

    Classificação indicativa: 14 anos

    Gênero: Drama/Suspense

    Onde assistir: Prime Video

    Baseada em fatos reais, a minissérie acompanha a chegada do vírus ebola aos Estados Unidos em 1989. A Dra. Nancy Jaax, cientista do Exército, tenta conter o surto antes que ele se espalhe. A narrativa reúne tensão com bastidores militares e políticos.

    3- Pandemia: Como prevenir um surto (2020)

    Classificação indicativa: 10 anos

    Gênero: Documentário

    Onde assistir: Netflix

    A série gira em torno dos bastidores da prevenção a pandemias, destacando profissionais da linha de frente: médicos, pesquisadores e líderes comunitários. Lançada às vésperas da covid-19, aborda gripe, vacinas e saúde global com linguagem acessível.

    4- Between (2015)

    Classificação indicativa: 16 anos

    Gênero: Drama/Ficção Científica

    Onde assistir: Netflix

    Após um vírus mortal eliminar todos os adultos acima de 21 anos, a cidade de Pretty Lake é colocada em quarentena pelo governo, sem prazo para reabertura. Isolados do mundo, os jovens precisam aprender a sobreviver em um cenário onde as autoridades desapareceram e novas regras surgem à força.

    5- Convergência: Coragem em tempos de crise (2021)

    Classificação indicativa: 14 anos

    Gênero: Documentário

    Onde assistir: Netflix

    Dirigido por Orlando von Einsiedel, o filme reúne histórias reais de pessoas em nove países (incluindo o Brasil) que enfrentaram a pandemia com coragem e solidariedade. Um retrato humano, social e global da covid-19, com destaque para desigualdades e resistência.

    6- 93 dias (2016)

    Classificação indicativa: 12 anos

    Gênero: Drama/Histórico

    Onde assistir: Prime Video

    Inspirado em fatos reais, o filme narra a resposta da Nigéria ao surto de ebola em 2014. Um grupo de profissionais de saúde lidera esforços decisivos para conter a disseminação do vírus, evitando uma tragédia nacional. Um retrato de coragem e eficiência em saúde pública.

    7- Helix (2015)

    Classificação indicativa: 16 anos

    Gênero: Ficção Científica/Suspense

    Onde assistir: Prime Video

    Um time do Centro de Controle de Doenças (CDC) é enviado ao Ártico para investigar um surto viral em uma instalação de pesquisa genética de alto sigilo. No local, os cientistas se deparam com um vírus misterioso que se espalha rapidamente, à medida que tentam conter a propagação, enfrentam dilemas éticos sobre experimentos científicos, manipulação genética e o uso de vírus como arma biológica.

  • Caso Marielle: Moraes concede prisão domiciliar a Chiquinho Brazão

    Caso Marielle: Moraes concede prisão domiciliar a Chiquinho Brazão

    Chiquinho Brazão

    Chiquinho BrazãoBruno Spada/Câmara dos Deputados

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (11) a substituição da prisão preventiva do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) por prisão domiciliar. A decisão foi tomada no âmbito da investigação sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018 no Rio de Janeiro.

    Brazão está preso desde março de 2024, após operação da Polícia Federal que o apontou como um dos suspeitos de envolvimento no planejamento do crime. Ele será liberado da Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), onde está detido.

    Moraes fundamentou a decisão em um artigo do Código de Processo Penal que autoriza a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar quando o custodiado estiver “extremamente debilitado por motivo de doença grave”.

    De acordo com a defesa, o deputado enfrenta problemas cardíacos, além de ser portador de diabetes e insuficiência renal.

    Leia a íntegra da decisão.

    Medidas impostas pelo STF

    Na decisão, Moraes condicionou a prisão domiciliar ao uso de tornozeleira eletrônica, que deverá ser instalada antes da saída do deputado da unidade prisional. O monitoramento será feito pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário do Mato Grosso do Sul, com envio semanal de relatórios ao Supremo.

    Além disso, o parlamentar terá de cumprir as seguintes medidas:

    • Proibição de utilizar redes sociais, próprias ou de terceiros;
    • Proibição de comunicação com outros investigados, por qualquer meio;
    • Proibição de conceder entrevistas, salvo com autorização expressa do STF;
    • Limitação de visitas, restritas a advogados, irmãos, filhos, netos e outras pessoas previamente autorizadas pela Corte;
    • Obrigatoriedade de pedir autorização para deslocamentos por questões de saúde, exceto em casos de urgência, que deverão ser justificados em até 48 horas.

    O descumprimento de qualquer uma das medidas implicará a revogação da prisão domiciliar, com retorno ao sistema prisional.

    Decisão de Moraes que revogou a prisão de Brazão.

    Decisão de Moraes que revogou a prisão de Brazão.Reprodução

  • Lula apoia Dinamarca contra tentativa de Trump de anexar a Groenlândia

    Lula apoia Dinamarca contra tentativa de Trump de anexar a Groenlândia

    Em conversa telefônica com a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen, o presidente Lula manifestou, nesta sexta-feira (11), apoio à Dinamarca diante do esforço reiterado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a Groenlândia. 

    “Expressei o apoio e a solidariedade do Brasil na questão da Groenlândia”, disse Lula em nota. O território é uma região autônoma do Reino da Dinamarca, situada no Ártico, com cerca de 56 mil habitantes. Além de ser rica em recursos minerais, a ilha reivindicada por Trump fica na margem oposta à da Rússia no Oceano Ártico, região que se transformou em rota comercial marítima nos últimos anos com o derretimento das calotas polares.

    Lula também convidou a primeira-ministra Mette Fredriksen a conhecer o Brasil.

    Lula também convidou a primeira-ministra Mette Fredriksen a conhecer o Brasil.Ricardo Stuckert / PR

    Trump começou a reivindicar a soberania sobre a ilha, que conta com presença militar americana desde a década de 1950, ainda no início de seu governo. A Dinamarca já reiterou que o território “não está aberto à anexação” e classificou os interesses estrangeiros como interferência indevida.

    Lula e Frederiksen também discutiram a defesa do multilateralismo e o livre comércio, além de reafirmarem o compromisso com a conclusão do acordo Mercosul-União Europeia. Tanto Brasil quanto Dinamarca foram afetados pelo pacote de tarifas da gestão Trump, que ficará suspenso ao longo dos três próximos meses.

    O presidente brasileiro convidou a premiê a visitar o Brasil no segundo semestre, para participar da COP-30, em Belém, e da Cúpula Brasil-União Europeia, ainda sem data definida.

  • Fátima Bezerra cedeu helicóptero para transporte de Bolsonaro

    Fátima Bezerra cedeu helicóptero para transporte de Bolsonaro

    Durante a emergência de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã desta sexta-feira (11), a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, do PT, cedeu um helicóptero da Secretaria de Segurança Pública do estado para realizar seu translado até o hospital, mesmo pertencendo ao grupo político rival.

    A informação foi confirmada pelo governo, que também “orientou os gestores da Secretaria de Saúde que adotassem todas as providências necessárias ao eventual atendimento”.

    Veja o vídeo do embarque de Bolsonaro:

    Bolsonaro, durante uma série de encontros no interior de RN, sofreu fortes dores abdominais pela manhã, e precisou ser enviado à capital, Natal, para receber atendimento médico. Seus aliados atribuem o episódio às consequências da facada sofrida na campanha eleitoral de 2018.

  • Economia avançou 0,4% em fevereiro, segundo “prévia do PIB” do Banco Central

    Economia avançou 0,4% em fevereiro, segundo “prévia do PIB” do Banco Central

    A atividade econômica brasileira cresceu 0,4% em fevereiro na comparação com janeiro, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta sexta-feira (11). Esse é o segundo avanço mensal consecutivo do indicador, que é considerado pelo mercado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

    Na comparação com fevereiro de 2024, a alta foi de 4,1%.

    O crescimento foi impulsionado principalmente pela agropecuária, que registrou alta de 5,6% no mês. Os serviços também contribuíram positivamente, com variação de 0,2%. Em contrapartida, a indústria recuou 0,8%.

    Alta na atividade econômica foi puxada pelo agronegócio, segundo o índice do Banco Central.

    Alta na atividade econômica foi puxada pelo agronegócio, segundo o índice do Banco Central.Ricardo Benichio/Folhapress

    Mesmo com os bons resultados no início do ano, economistas projetam um ritmo mais fraco ao longo de 2025, com influência dos juros elevados aplicados pelo Banco Central para conter a inflação e da incerteza no cenário externo, com o aumento da tensão entre Estados Unidos e China. A estimativa do mercado, segundo o Boletim Focus mais recente, é de crescimento inferior a 2% no ano, após o PIB ter fechado 2024 com expansão de 3,4%.

    O IBC-Br é um dos instrumentos usados pela autoridade monetária para embasar as decisões sobre a taxa básica de juros (Selic). Atualmente em 14,25% ao ano, a Selic deve continuar elevada nos próximos meses como parte da estratégia de combate à inflação.

  • Célia Xakriabá aciona STF por repressão policial em marcha indígena

    Célia Xakriabá aciona STF por repressão policial em marcha indígena

    A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) protocolou, nesta sexta-feira (11), uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra órgãos de segurança do Distrito Federal, bem como contra a própria Polícia Legislativa. O motivo foi a atuação policial durante a Marcha do Acampamento Terra Livre, na qual ela relata ter sido impedida de acessar o Congresso Nacional e ferida por artefatos químicos lançados contra os manifestantes.

    A manifestação, promovida pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), ocorreu nas imediações do Congresso Nacional com a presença de milhares de indígenas. Segundo a parlamentar, o ato era pacífico e incluía cantos e rituais tradicionais. Durante a dispersão, forças de segurança teriam lançado bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra o grupo.

    Deputada foi atingida com spray de pimenta durante intervenção policial.

    Deputada foi atingida com spray de pimenta durante intervenção policial.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Célia relatou que foi atingida com spray de pimenta no rosto e sofreu com enjôo e dificuldades respiratórias por inalar gás lacrimogêneo. A deputada também tentou pegar um dos cartuchos das bombas de efeito moral arremessadas sobre a multidão, sofrendo queimaduras nas mãos.

    Entrada barrada no Congresso

    A deputada afirmou que tentou entrar na Câmara para pedir a suspensão da ação policial, mas foi barrada. Ela destacou que policiais questionaram sua identidade parlamentar, mesmo com o crachá funcional sendo apresentado por assessores.

    “Além de me negar a ajuda, duvidaram que eu era parlamentar. Toda a nossa assessoria mostrou crachá, chegaram a liberar a nossa assessoria, mas não me liberaram em algum momento porque eu teria que ter a comprovação que era parlamentar”, apontou.

    De acordo com a representação, Célia buscou atendimento no Departamento Médico da Câmara, mas precisou de intervenção de advogados e lideranças indígenas para ser atendida.

    Célia sustenta que sua imunidade parlamentar foi violada e que houve desprezo à sua condição de mulher indígena eleita.

    “Não é apenas sobre mim. É sobre o que significa, para o Estado, ver uma mulher indígena exercendo seu mandato ao lado de seu povo. E é sobre como esse mesmo Estado reage quando a democracia é vivida do nosso jeito: com reza, canto e resistência”, afirmou.

    Crimes apontados

    O documento protocolado no STF cita sete possíveis crimes: racismo, violência política, violência política de gênero, lesão corporal, constrangimento ilegal, omissão de socorro e descumprimento de dever funcional por parte de agentes do Detran.

    Como provas, a deputada apresentou vídeos da repressão, imagens dos ferimentos, depoimentos e o áudio de uma reunião realizada um dia antes da marcha pela Secretaria de Segurança Pública do DF. No áudio, um agente identificado como “iPhoneDeca” teria dito: “Deixa descer logo… Deixa descer e mete o cacete se fizer bagunça”.

    Confira o momento:

    A defesa considera a fala uma possível incitação à violência e elemento de premeditação. A gravação foi anexada à representação com registro de protocolo no sistema da SSP. “O que era uma ameaça, proferida por um suposto agente de segurança pública, se materializou na desproporcionalidade da atuação policial, aponta a defesa da deputada na representação.

  • Sóstenes diz que urgência para anistia tem apoio de 260 deputados

    Sóstenes diz que urgência para anistia tem apoio de 260 deputados

    Deputados Hélio Leite e Sóstenes Cavalcante em ato por anistia na Câmara

    Deputados Hélio Leite e Sóstenes Cavalcante em ato por anistia na CâmaraGabriela Biló /Folhapress

    O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta sexta-feira (11) que a aprovação da anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 deve ocorrer em questão de dias. O parlamentar declarou ter obtido mais de 260 assinaturas para o requerimento de urgência do projeto de lei 2.858/2022, que trata do tema, número superior ao mínimo necessário para que a matéria seja levada diretamente ao plenário da Casa. Os nomes, no entanto, não foram divulgados.

    Durante coletiva de imprensa, Sóstenes voltou a criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), classificando as condenações de envolvidos nos ataques aos Três Poderes como vingança. Estamos a poucos dias de fazer justiça pelos indiciados pelo 8 de Janeiro. A anistia é uma questão de dias. Um minuto não são seis segundos, mas uma eternidade. A nossa luta é por essa gente que está pagando o que não deveria pagar, afirmou o deputado.

    Segundo ele, o STF estaria ultrapassando os limites da atuação judicial. “O que o STF está fazendo não é justiça, é vingança. Por isso conseguimos as assinaturas em tempo recorde”, declarou. A apresentação do requerimento de urgência, instrumento que pode acelerar a votação de um projeto, não garante a votação da proposta. O presidente da Câmara não é obrigado a submeter o projeto a votação. O expediente, no entanto, serve para alimentar a pressão política da oposição.

    Base alada

    De acordo com ele, ao menos 144 dos signatários são de partidos que compõem a base do governo Lula. O parlamentar relatou ainda que dois deputados teriam retirado suas assinaturas após pressão do governo, sem mencionar os nomes. Quando tiver uma margem folgada e se houver autorização, a gente vai publicar os nomes, disse.

    O líder do PL contou que a ideia era o ex-presidente Jair Bolsonaro divulgar a conquista das assinaturas. No entanto, segundo Sóstenes, Bolsonaro preferiu que o deputado gravasse o anúncio. Obedecendo ordens, fiz o vídeo e chamei vocês aqui, afirmou.

    O deputado fluminense também relatou ter mantido conversas frequentes com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante o processo de coleta de assinaturas. Sóstenes demonstrou otimismo em relação à tramitação da proposta e disse acreditar que haverá avanços significativos ainda em abril, embora tenha ressaltado que as etapas seguintes dependem da decisão do presidente da Casa. “A gente tem esperança de que o texto avance nas próximas semanas, completou.

  • Pantanal deve entrar na pauta da COP30, defendem especialistas

    Pantanal deve entrar na pauta da COP30, defendem especialistas

    Em um debate na Câmara dos Deputados sobre a conservação do Pantanal, especialistas e ativistas defenderam a inclusão do bioma nas discussões da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorrerá em novembro, em Belém (PA).

    Luciana Leite, da Fundação para a Justiça Ambiental, destacou a importância das áreas úmidas para o armazenamento de carbono. Segundo ela, apesar de ocuparem apenas 6% da superfície terrestre, essas áreas armazenam carbono equivalente ao das florestas tropicais. A degradação desses biomas poderia comprometer as metas de emissão de carbono, elevando em 40% o risco de não limitar o aumento da temperatura global a 2ºC.

    Leite alertou para o desaparecimento acelerado dessas áreas devido às mudanças climáticas, ressaltando que a degradação as transforma de sumidouros de carbono em emissores.

    Especialistas defendem debate sobre preservação do Pantanal na COP30.

    Especialistas defendem debate sobre preservação do Pantanal na COP30.Natalia Smaniotto/Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal

    Nauê Azevedo, do Instituto SOS Pantanal, denunciou o avanço de atividades degradantes no bioma e cobrou a aprovação do projeto de lei 2.334/24, que cria a Lei do Pantanal. Ele lembrou a omissão da União, declarada pelo Supremo Tribunal Federal em 2024, em relação à proteção legal do Pantanal.

    Azevedo defendeu uma lei que considere as particularidades de cada região do bioma, citando como exemplo os projetos de hidrovias. “A gente precisa lembrar que o Pantanal precisa ser protegido não apenas porque é o certo a se fazer, mas porque atacar o Pantanal da forma como ele vem sendo atacado é basicamente acelerar a nossa extinção.”

    Ele também expressou preocupação com a possibilidade do retorno do garimpo de ouro, impulsionado pela instabilidade econômica global e a valorização do ouro.

    Alice Pataxó, ativista e representante do povo Pataxó, defendeu a demarcação de territórios indígenas como fundamental para a preservação ambiental. “Não existe proteção de florestas tradicionais brasileiras, se a gente não fala da proteção dos povos tradicionais brasileiros. Nós somos a resposta às questões climáticas. Não existe o debate sem ouvir as populações indígenas, principalmente em espaços como a COP.”

    O deputado Nilto Tatto (PT-SP), organizador do debate, propôs o envio de uma carta da Frente Parlamentar Ambientalista à presidência da COP30, solicitando a inclusão das áreas úmidas na agenda da conferência.

  • Revisões de pena aos réus cabem exclusivamente ao STF, recua Gleisi

    Revisões de pena aos réus cabem exclusivamente ao STF, recua Gleisi

    A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, amenizou nesta sexta-feira (11) a fala de ontem sobre revisar as penas dos réus do 8 de janeiro. Em entrevista, Gleisi afirmou que considera “plenamente defensável” a discussão sobre a redução das penas dos envolvidos nos atos antidemocráticos. A fala repercutiu mal no Supremo, e a ministra se retratou.

    Ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann

    Ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi HoffmannGil Ferreira/SRI

    “Quero deixar claro que eventuais revisões de pena aos réus do 8 de Janeiro cabem única e exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal, que conduz os processos. Entendo sim que esse debate pode e deve ser feito na sociedade, inclusive no Congresso, como já vem acontecendo de fato, mas sem interferir na autonomia do Poder Judiciário”, afirmou a ministra.

    Gleisi Hoffmann ainda reafirmou a crítica ao PL da Anistia, por entender que visa a “impunidade de Bolsonaro e dos comandantes do golpe”. “São eles que manipulam a questão das penas para confundir a população e encobrir o objetivo de não pagar pelos crimes que cometeram contra a democracia”, acrescentou.

    O discurso da ministra alinha-se com o posicionamento do líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ). Em coletiva de imprensa, o deputado afirmou que concorda com a ideia do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de procurar alternativas ao PL da Anistia.

    “Qualquer redução de pena que houver libera a maior parte dessas pessoas”, disse o líder do partido. “Esse é um benefício que poderia ajudar muita gente que está presa ali, e a gente acha que faz sentido o Supremo Tribunal Federal recalcular, o Supremo fazer uma espécie de novo ANPP [acordo de não persecução penal]”.

  • Bolsonaro é hospitalizado em Natal e faz exames após sentir dores

    Bolsonaro é hospitalizado em Natal e faz exames após sentir dores

    O ex-presidente Jair Bolsonaro foi hospitalizado em Natal (RN) nesta sexta-feira (11) no Hospital Rio Grande, onde realiza exames laboratoriais e de imagem após sentir dor abdominal em um evento. De acordo com o boletim médico publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em seu perfil na rede social Instagram, o ex-presidente deu entrada no estabelecimento por volta das 11h15, recebeu medicação e apresenta sinais vitais estáveis.

    Bolsonaro passou mal em um compromisso no interior do Rio Grande do Norte. Estava acompanhado do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, e percorria o Nordeste pelo projeto Rota 22, criado para ampliar a presença do Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente, na região. A assessoria do partido confirmou a suspensão temporária das atividades.

    Segundo o boletim médico, Bolsonaro recebeu soro intravenoso, deixou de sentir dor após a aplicação de analgésico e realizou exames laboratoriais para avaliar seu quadro clínico. Também vai passar por exames de imagem e, a depender do resultado, pode ser transferido para outro estabelecimento médico.

    Ex-presidente Jair Bolsonaro está hospitalizado e com sinais vitais estáveis, segundo boletim médico.

    Ex-presidente Jair Bolsonaro está hospitalizado e com sinais vitais estáveis, segundo boletim médico.José Luiz S. Tavares/Ato Press/Folhapress

    Em 2018, pouco antes de ser eleito presidente pela primeira vez, Bolsonaro foi alvo de um atentado em Juiz de Fora (MG), quando levou uma facada na região abdominal. De lá para cá, já realizou uma série de cirurgias na região.

    Leia abaixo a íntegra do boletim divulgado pela ex-primeira-dama:

    BOLETIM MÉDICO

    Natal, 11 de abril de 2025

    O Hospital Rio Grande informa que, no dia 11 de abril de 2025, por volta das 11:15 da manhã, deu entrada neste nosocômio o Ex-Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, proveniente do Hospital de Santa Cruz, no interior do Rio Grande do Norte. A transferência foi realizada por meio de remoção aérea, utilizando veículo de asa rotativa da PM do estado no RN, com destino inicial ao Hospital Walfredo Gurgel, sendo posteriormente conduzido em ambulância do SAMU/Natal até o Hospital Rio Grande.

    O paciente apresentou-se com quadro de distensão abdominal e dor, tendo sido prontamente atendido pela equipe clínica e cirúrgica do hospital, sob coordenação do Dr. Hélio Barreto, e pelos cardiologistas Álvaro Barros e Dr. Marcelo Cascudo, além da Direção Médica sob os cuidados do Dr. Luiz Roberto Fonseca.

    O Sr. Jair Bolsonaro encontra-se hospitalizado, com parâmetros vitais estáveis, recebendo hidratação venosa, profilaxia antibacteriana e realizando exames laboratoriais complementares. Está programada a realização de exames de imagem com contraste para melhor avaliação do quadro clínico.

    No momento, a condução do caso permanece.

    O paciente está clinicamente orientado e sem dor após analgesia e, a depender dos resultados dos exames de imagem, será discutida, em comum acordo com a família, a necessidade de eventual remoção para outros centros especializados.

    Dr. Luiz Roberto Leite Fonseca

    Diretor Médico – Hospital Rio Grande

    CRM/RN 4132 – RQE 2998