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  • Congresso aprova resolução de transparência para emendas

    Congresso aprova resolução de transparência para emendas

    O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (13) o projeto de resolução 1/2025, que altera as normas para a apresentação e indicação de emendas parlamentares ao Orçamento. A proposta foi aprovada na Câmara por 361 votos a 33 e, no Senado, por 64 votos a 3. 

    O novo texto, relatado pelo senador Eduardo Gomes (PL-TO), resulta de um acordo entre o Congresso, o governo federal e o Supremo Tribunal Federal (STF), buscando adequar o sistema de repasses aos requisitos constitucionais de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.

    O senador Eduardo Gomes (PL-TO) ficou encarregado pela relatoria da resolução.

    O senador Eduardo Gomes (PL-TO) ficou encarregado pela relatoria da resolução.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Transparência e controle

    A resolução estabelece um sistema informatizado padronizado para o registro das emendas, garantindo maior transparência e controle social. Além disso, as emendas deverão conter justificativas detalhadas que demonstrem os benefícios sociais e econômicos esperados com a destinação dos recursos. O objetivo é permitir um acompanhamento mais preciso dos gastos públicos e reduzir riscos de irregularidades.

    Outra mudança significativa é a fixação de limites para as emendas de comissão, que tiveram seus pagamentos suspensos pelo STF no ano passado. Agora, cada comissão poderá apresentar até seis emendas de apropriação e duas de remanejamento. Essas emendas deverão seguir critérios mais rigorosos para serem aprovadas e executadas, garantindo maior coerência na alocação de recursos.

    A resolução também proíbe a destinação direta de recursos para entidades privadas, salvo exceções previstas em lei, e exige que as atas das reuniões das comissões sejam registradas no sistema oficial do Congresso e enviadas obrigatoriamente à Comissão Mista de Orçamento (CMO). Essas medidas visam garantir que as decisões sobre a distribuição dos recursos sejam documentadas e acessíveis ao público.

    Brechas para anonimato

    Apesar dos avanços na transparência, a nova norma mantém a possibilidade de que as indicações de emendas sejam feitas pelos líderes partidários, sem a necessidade de identificação nominal dos parlamentares autores. Essa brecha gerou críticas de deputados e senadores que defendem maior rastreabilidade das indicações.

    “Vale lembrar que a Constituição Federal prevê emendas individuais, de comissão e de bancadas estaduais. No entanto, não há qualquer previsão sobre emendas de bancadas partidárias”, criticou a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

    Prorrogação da CMO

    Além das mudanças nas regras das emendas, a resolução prorroga o mandato da atual CMO até a aprovação do Orçamento de 2025, que acumula mais de dois meses de atraso para sua votação. A medida foi adotada para assegurar a plena continuidade dos debates.

    Aprovada após intenso debate, a nova resolução representa um avanço na normatização das emendas parlamentares, mas ainda levanta questionamentos sobre a efetividade das medidas para garantir total transparência na alocação dos recursos públicos.

  • STF decide sobre sobras eleitorais e sete deputados perdem mandato

    STF decide sobre sobras eleitorais e sete deputados perdem mandato

    Sessão plenária do STF.

    Sessão plenária do STF.
    Antonio Augusto/STF

    O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nesta quinta-feira (13), o julgamento sobre a aplicação da regra das “sobras eleitorais” nas eleições de 2022. Com a decisão, sete deputados federais perderão seus mandatos, alterando a composição da Câmara dos Deputados. A mudança impacta especialmente o Estado do Amapá, onde quatro parlamentares serão substituídos, fortalecendo a influência política do senador Davi Alcolumbre (União-AP).

    A decisão será agora comunicada à Câmara dos Deputados e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tomarão as providências para a substituição dos parlamentares.

    Veja a cobertura completa do julgamento no Portal Migalhas, clique aqui.

    O que são as sobras eleitorais?

    A regra das sobras eleitorais define como são distribuídas as vagas que não são preenchidas diretamente pelo sistema proporcional. Em 2021, o Congresso Nacional aprovou uma mudança que restringia a participação de partidos menores na divisão dessas cadeiras. Essa nova regra foi aplicada nas eleições de 2022, mas em fevereiro de 2024, o STF declarou sua inconstitucionalidade, alegando que a alteração prejudicava a representatividade no Legislativo.

    O julgamento que se encerrou agora discutiu se a decisão teria efeito retroativo, alterando o resultado das eleições de 2022, ou se passaria a valer somente para as próximas eleições. Por 6 votos a 5, os ministros decidiram que a mudança deveria ser aplicada imediatamente, afetando o resultado da última eleição.

    Votaram a favor da aplicação retroativa os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Já os ministros Cármen Lúcia (relatora), André Mendonça, Edson Fachin, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso (presidente do STF) foram contrários à retroatividade.

    Leia também a análise feita nesta semana pelo Congresso em Foco.

    Quem perde e quem assume?

    Com a decisão, sete deputados federais perdem seus mandatos, e outros sete assumem as vagas.

    Deputados que perderão o mandato:

    • Augusto Puppio (MDB-AP)
    • Gilvan Máximo (Republicanos-DF)
    • Lázaro Botelho (PP-TO)
    • Lebrão (União Brasil-RO)
    • Professora Goreth (PDT-AP)
    • Silvia Waiãpi (PL-AP)
    • Sonize Barbosa (PL-AP)

    Deputados que assumirão os mandatos:

    • Aline Gurgel (Republicanos-AP)
    • Paulo Lemos (PSOL-AP)
    • André Abdon (PP-AP)
    • Professora Marcivania (PCdoB-AP)
    • Tiago Dimas (Podemos-TO)
    • Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
    • Rafael Fera (Podemos-RO)
  • Davi avalia representar contra Gustavo Gayer no Conselho de Ética

    Davi avalia representar contra Gustavo Gayer no Conselho de Ética

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse a jornalistas nesta quinta-feira (13) que está avaliando junto a sua equipe de advogados a possibilidade de representar contra o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) no Conselho de Ética na Câmara. Nas suas redes sociais, o parlamentar goiano havia sugerido um “trisal” entre o senador, a ministra Gleisi Hoffmann [Relações Institucionais] e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    “Eu falei com o time de advogados para analisarem a representação sobre a fala do deputado federal em relação ao episódio que envolve um deputado federal, um senador da República e uma ministra de Estado”, disse Davi.

    Davi Alcolumbre cobrou ponderação de parlamentares antes de proferir ataques.

    Davi Alcolumbre cobrou ponderação de parlamentares antes de proferir ataques.Marcos Oliveira/Agência Senado

    A fala de Gustavo Gayer se deu em meio a uma série de publicações no X em resposta ao discurso do presidente Lula de quarta-feira (12), quando, fazendo referência a Gleisi, o petista afirmou ter nomeado “essa mulher bonita” para estreitar o relacionamento com o Congresso. O deputado alegou que o presidente estaria a oferecendo “como um cafetão oferece uma garota de programa” a Davi e Hugo, e que imaginou um um trisal entre eles.

    Além de Davi, a bancada do PT também planeja representar contra Gayer. Questionado se a movimentação não estaria dificultando a preservação da imunidade parlamentar, o presidente do Senado respondeu que “o que está dificultando no Brasil é as pessoas agredirem as outras sem nem medir o que elas estão falando”.

  • Projeto propõe exigência de bom desempenho no Enem para o Pé-de-Meia

    Projeto propõe exigência de bom desempenho no Enem para o Pé-de-Meia

    O projeto de lei 163/25, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe mudanças nos critérios de acesso e permanência no Programa Pé-de-Meia. A principal alteração sugerida é a exigência de um desempenho satisfatório no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como condição para os estudantes manterem o benefício.

    Bom desempeho do Enem pode ser requisito para receber o benefício

    Bom desempeho do Enem pode ser requisito para receber o benefícioAntônio Cruz/Agência Brasil

    O Pé-de-Meia oferece um incentivo financeiro em formato de poupança para estimular alunos do ensino médio a concluírem os estudos. Hoje, os requisitos incluem matrícula no início do ano letivo, frequência mínima de 80%, aprovação anual, participação no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e em provas estaduais, além da obrigatoriedade de prestar o Enem no último ano do ensino médio e, se necessário, o Encceja.

    Os deputados Adriana Ventura (Novo-SP) e Ricardo Salles (Novo-SP), autores do projeto, defendem que a proposta aperfeiçoa o programa ao atrelar o benefício ao desempenho acadêmico, incentivando a meritocracia no ensino público.

    A matéria será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Educação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, ainda precisará ser aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado.

  • Moraes libera para julgamento denúncia contra Bolsonaro e mais sete

    Moraes libera para julgamento denúncia contra Bolsonaro e mais sete

    Ministro Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF.

    Ministro Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF.Fellipe Sampaio/STF

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete investigados por envolvimento em um suposto plano de golpe de Estado.

    Com a decisão, caberá ao presidente da Primeira Turma do STF, ministro Cristiano Zanin, definir a data do julgamento, no qual os ministros decidirão se aceitam ou não a denúncia da PGR. Caso a acusação seja aceita, Bolsonaro e os demais investigados se tornarão réus e responderão a uma ação penal.

    Leia também: PGR reforça pedido para que Bolsonaro e mais 7 se tornem réus no STF

    Quem são os acusados?

    A denúncia faz parte da investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) e envolve um grupo de ex-autoridades do governo Bolsonaro, identificado no processo como “Núcleo 1”. Além do ex-presidente, também foram denunciados:

    • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)
    • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha
    • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça
    • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
    • Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que fez delação premiada
    • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa
    • General Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022

    A PGR acusa esse grupo de participação em um plano para subverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

    O que acontece agora?

    O julgamento ocorrerá na Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Flávio Dino. Eles decidirão se a denúncia da PGR tem elementos suficientes para abrir uma ação penal contra os acusados.

    Caso a maioria dos ministros vote pela aceitação da denúncia, Bolsonaro e os demais envolvidos se tornarão réus, e o processo seguirá para a fase de coleta de provas, depoimentos e demais procedimentos jurídicos. Caso a denúncia seja rejeitada, a ação será arquivada.

  • Gleisi defende Lula após comentário sobre “mulher bonita”

    Gleisi defende Lula após comentário sobre “mulher bonita”

    A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reagiu nesta quinta-feira (13) às críticas levantadas por opositores do governo após a declaração do presidente Lula sobre sua nomeação. Em publicação nas redes sociais, ela repudiou as críticas e classificou os ataques como misóginos e machistas.

    Gleisi Hoffmann foi empossada como ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais na segunda-feira (10).

    Gleisi Hoffmann foi empossada como ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais na segunda-feira (10).Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

    “Essa mulher bonita”

    A polêmica surgiu após Lula afirmar, durante um evento no Palácio do Planalto na última quarta-feira (12), que escolheu “essa mulher bonita”, fazendo referência à ministra, para estreitar a relação do governo com o Congresso. O discurso foi criticado por parlamentares da oposição, incluindo o líder da bancada na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), que ironizou o critério apontado pelo presidente e classificou a fala como misógina.

    Nesta manhã, Gustavo Gayer (PL-GO) adotou um tom bem mais agressivo, comparando o presidente Lula a um cafetão. Com isso, entrou em atrito direto com o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), namorado de Gleisi.

    Reação de Gleisi

    Em resposta, Gleisi Hoffmann afirmou que não se sente diminuída pela fala de Lula e criticou os opositores, acusando-os de oportunismo e tentativa de desqualificar o presidente. “Repudio os ataques canalhas de bolsonaristas, misóginos, machistas e de violência política. Desprezam as mulheres. Não me intimidam nem me acuam”, escreveu a ministra no X.

    A ministra também destacou a atuação de Lula na promoção da participação feminina na política e na administração pública. “Não teve e não tem outro líder que mais empoderou as mulheres”, afirmou, citando a nomeação de mulheres para cargos estratégicos no governo, estatais e tribunais.

    Gleisi também relembrou o histórico de declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro, principal referência política do bloco de oposição da Câmara. “Vocês esqueceram das entrevistas, dos vídeos em que Bolsonaro agrediu as mulheres, estimulando a violência política e física, o preconceito, o machismo? Canalhas, respeitem a inteligência do povo brasileiro”, exclamou.

    Veja a íntegra da publicação:

  • Congresso discute resolução de reforma das emendas. Acompanhe

    Congresso discute resolução de reforma das emendas. Acompanhe

    O Congresso Nacional aprecia neste momento o projeto de resolução 1/2025, que modifica o regramento interno das duas Casas sobre emendas parlamentares. A proposta visa atender ao plano de trabalho acordado com o Supremo Tribunal Federal (STF) para assegurar a transparência dos repasses, questionados pela Procuradoria-Geral da República diante das lacunas em seus instrumentos de controle.

    Confira a discussão:

  • Impasses no Vale-Gás e Pé-de-Meia estão resolvidos, diz relator do Orçamento

    Impasses no Vale-Gás e Pé-de-Meia estão resolvidos, diz relator do Orçamento

    O senador Angelo Coronel (PSD-BA), relator do Orçamento (PLN 26/2024), declarou que as pendências relacionadas ao Vale-Gás e ao Pé-de-Meia foram resolvidas. A declaração ocorreu após reunião com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) na última quarta-feira (12). De acordo com o senador, o governo federal encaminhará ao Congresso Nacional, quando necessário, projetos de lei específicos para liberar recursos do Pé-de-Meia.

    Governo e relator chegam a acordo sobre Vale-Gás e Pé-de-Meia

    Governo e relator chegam a acordo sobre Vale-Gás e Pé-de-MeiaSaulo Cruz/Agência Senado

    Coronel informou também sobre a sugestão governamental de cortes em algumas despesas para viabilizar os ajustes orçamentários. O Bolsa Família poderá sofrer uma redução de aproximadamente R$ 8 bilhões, com foco em beneficiários que recebem indevidamente. “Qualquer corte, vamos fazer em conformidade com o governo. Estamos indo a bom termo e poderemos fechar o Orçamento já na próxima semana”, afirmou.

    O relator enfatizou que as emendas de comissão foram preservadas. Segundo ele, a liberação dessas emendas, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal (STF), contribuirá para a harmonização das relações entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

  • PGR reforça pedido para que Bolsonaro e mais 7 se tornem réus no STF

    PGR reforça pedido para que Bolsonaro e mais 7 se tornem réus no STF

    O PGR Paulo Gonet.

    O PGR Paulo Gonet.Antonio Augusto/MPF

    O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta quinta-feira (13) uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), na qual rejeita argumentos das defesas sobre supostas nulidades processuais e reafirma o pedido para que oito dos 34 denunciados pelo crime de golpe de Estado sejam transformados em réus.

    A manifestação foi encaminhada após ordem do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que havia concedido um prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionar sobre a defesa prévia apresentada pelos acusados contra a denúncia de 272 páginas.

    Leia a íntegra da manifestação.

    Quem são os acusados?

    Neste momento, a PGR se manifestou sobre o primeiro grupo de acusados, composto por:

    • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
    • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
    • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
    • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
    • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
    • Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-chefe da Casa Civil;
    • Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que fechou acordo de delação premiada;
    • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha.

    Leia também: Bolsonaro será preso? Veja os próximos passos da denúncia no STF

    Posicionamento da PGR

    No documento, Gonet esclarece que, nesta fase do processo, a PGR não responderá aos argumentos das defesas sobre o mérito das acusações, concentrando-se apenas nas nove questões preliminares levantadas pelos advogados, que alegam supostas nulidades no andamento do processo.

    Após refutar os pontos apresentados, Gonet concluiu seu parecer afirmando que “a manifestação é pelo recebimento da denúncia”, ou seja, pelo avanço do processo para a fase de ação penal.

    Se a denúncia for aceita pelo STF, os acusados passarão a ser réus, dando início à fase de coleta de provas, depoimentos e demais procedimentos do julgamento.

  • IBGE ajusta estimativa e prevê safra de grãos 10,6% maior em 2025

    IBGE ajusta estimativa e prevê safra de grãos 10,6% maior em 2025

    A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas alcançará a marca inédita de 323,8 milhões de toneladas em 2025, representando um crescimento de 10,6% comparado a 2024. Esse volume equivale a um acréscimo de 31,1 milhões de toneladas em relação às 292,7 milhões de toneladas produzidas em 2024. A projeção é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de fevereiro de 2025, divulgado pelo IBGE em 13 de março.

    A área cultivada estimada é de 81 milhões de hectares, um aumento de 2,4%, ou 1,9 milhão de hectares, em relação a 2024. Dentre os produtos analisados, algodão e soja devem atingir produções recordes em 2025.

    Plantação de soja em Alto Paraíso (GO)

    Plantação de soja em Alto Paraíso (GO)Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A projeção fica pouco abaixo do prognóstico feito em janeiro. Na época, o IBGE previa uma safra de 325,3 toneladas em 2025, o que representava um crescimento de 11,1% com relação a 2024.

    A produção de soja deve apresentar um aumento de 13,4% em comparação com o ano anterior, totalizando 164,4 milhões de toneladas. A produção de algodão está estimada em nove milhões de toneladas, um aumento de 1,8% em relação a 2024. A estimativa para a produção de milho é de 124,8 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 8,8% em relação ao volume de 2024. O arroz também apresentou uma perspectiva positiva, com projeção de aumento de 7% em relação ao ano anterior.

    Todas as cinco regiões brasileiras apresentaram estimativas de crescimento na produção: Centro-Oeste (10,7%), Sul (11,7%), Sudeste (12,1%), Nordeste (10,2%) e Norte (3,5%). Mato Grosso mantém a liderança na produção nacional de grãos, com uma participação de 29,8%, seguido pelo Paraná (13,6%), Goiás (11,5%), Rio Grande do Sul (11,4%), Mato Grosso do Sul (7,9%) e Minas Gerais (5,6%). Juntos, esses estados representam 79,8% da produção total.

    Em termos de participação regional, o Centro-Oeste lidera com 49,4%, seguido pelo Sul (27%), Sudeste (9%), Nordeste (8,8%) e Norte (5,8%).

    O LSPA, implementado em novembro de 1972, tem como objetivo fornecer informações estatísticas mensais, apresentando estimativas de área plantada, área colhida, quantidade produzida e rendimento médio de produtos selecionados com base em critérios de importância econômica e social para o país. O levantamento acompanha cada cultura desde a intenção de plantio até o final da colheita. A próxima divulgação do LSPA ocorrerá em 10 de abril.