Categoria: CONCURSOS

  • Saiba como procurar emprego em tempos de quarentena

    A pandemia causada pelo novo Coronavírus (Covid-19) tem gerado impactos agressivos na economia mundial e na vida das pessoas. Um dos grupos mais afetados diante de toda essa situação é o de desempregados

    Com as incertezas em relação aos próximos meses, é esperado que muitas empresas deem uma freada nos investimentos. E, com isso, as contratações também podem se tornar mais raras. 

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    Contudo, isso não quer dizer que será impossível conseguir um emprego. Com certeza é um desafio a se enfrentar, mas existem formas de lidar com a situação da melhor maneira para ter mais chances de enfrentar esta fase.

    Desempregados devem dar preferência a processos online
    (Foto: Freepik)

    Cinco dicas para ter mais chances de conseguir emprego

    Existem, hoje, no Brasil mais de 11,6 milhões de pessoas sem emprego. Gisele Maiara, de 28 anos, é uma delas. A administradora de empresas está sem trabalho há um mês e teme pelo tempo que levará para conseguir uma recolocação. 

    “Como a recomendação é evitar aglomerações, penso que será mais difícil conseguir um novo emprego. (…) Os colaboradores já estão de home office e acho difícil as empresas realizarem novas entrevistas e contratações nas próximas semanas”, afirma. 

    Para ajudar a lidar com este desafio, a coordenadora de marketing de recrutamento da Connekt, Larissa Ruza, listou cinco dicas para ter mais chances de conseguir emprego. 

    A empresa é uma plataforma inteligente de recrutamento digital, que oferece um sistema completo de atuação em todas as etapas do processo seletivo, desde a criação de novas vagas até a seleção de pessoas para contratação efetiva. 

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    1. Manter a calma e a cabeça no lugar

    Diante deste momento em que o mundo inteiro já está ansioso, tem mais chances de obter sucesso quem consegue manter a cabeça no lugar. Ruza defende que, apesar de ser uma orientação subestimada por parecer clichê, faz a diferença:

    “Por mais clichê que possa soar, é preciso lembrar: não se desespere. O desespero faz com que não encontremos saídas e transforma qualquer caminho em labirinto. Mesmo sendo difícil, tente racionalizar a situação e transformar a sua ansiedade em ação.”

    2. Reforçar e aumentar a rede de contatos

    Estamos lidando com medidas de distanciamento social. Mas graças à tecnologia isso não nos impede de manter nossas relações por meio das redes sociais, sejam eles pessoais ou profissionais.

    A especialista defende que o período de quarentena é um bom momento para criar ou reforçar a rede de contatos profissionais. Participar de comunidades virtuais com interesses relacionados à sua área de atuação e compartilhar conhecimentos são a orientação. 

    “Notifique que está em busca de um emprego aos mais próximos, em suas redes sociais e grupos de Whatsapp. Sabe aquele amigo que trabalha em uma empresa legal? Ligue para ele! (…) Conecte-se, comente e se faça visível!,”, orienta.  

    3. Utilize as ferramentas digitais de forma ativa

    Ainda falando sobre o universo digital, Ruza reforça que ele pode ser um grande aliado nesse momento de busca por um emprego. As melhores e maiores empresas, ela lembra, estão inseridas nas redes sociais e divulgam suas vagas em sites e plataformas de emprego. 

    “Portanto, vá à caça! Se torne um pesquisador, busque por oportunidades relacionadas ao seu objetivo de carreira e inscreva-se nas oportunidades que fizerem mais sentido para você”, alerta.

    4. Realize processos seletivos digitais

    Com a pandemia do novo Coronavírus os profissionais não podem esquecer da importância das medidas de distanciamento social. Portanto, busque por canais que permitam fazer um processo seletivo digital.

    Existem diversas plataformas que possibilitam realizar entrevistas e testes sem sair de casa, de forma muito mais fácil, com seu próprio celular. É importante estar adaptado aos recursos:

    “As áreas de RH continuam a avaliar candidatos, e quem conseguir migrar mais rápido para o digital, com certeza sairá na frente nesse período.”

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    5. Compartilhe conhecimento e oportunidades

    Lembra sobre a importância de manter uma boa rede de contatos? Para isso, compartilhar conhecimentos é fundamental. E ajudar outras pessoas que estão precisando, além de ser gratificante, contribui para a sociedade ao seu redor.

    “Se conhece alguém que, assim como você, está em busca de uma nova chance, compartilhe oportunidades! Eduque as pessoas para utilizarem a internet de uma forma colaborativa e funcional nesse período,” aconselha a especialista.

    Neste momento de pandemia o desafio é coletivo, todos precisam agir em prol do bem comum. E conseguir um emprego não será tarefa fácil, mas aqueles que sabem ser criativos e se adaptam aos novos tempos têm mais chances. Portanto, a principal dica é: não desista!

     

  • Nova edição da MP permite suspender contrato de trabalho por 2 meses

    Após forte retaliação popular, o governo federal reduziu de quatro para dois meses a possibilidade de suspensão do contrato de trabalho em decorrência do Coronavírus. Em nova edição da Medida Provisória (MP) 927, esse tipo de recurso poderá ser utilizado apenas por empresas obrigadas a fechar por decisão dos governos locais.

    A exceção é para micro e pequenas empresas que, mesmo em funcionamento, poderão suspender os contratos. A medida integra as ações para reduzir os efeitos econômicos da pandemia do Coronavírus (Covid-19).

    No decorrer do afastamento, os profissionais terão direito a receber o seguro-desemprego. Além da suspensão do contrato de trabalho, a MP permite a redução da jornada de trabalho e de salário. O que pode ser de 25, 35 e até 50% por três meses. As informações são do jornal O Globo.

    Para auxiliar os empregadores a complementarem a renda dos empregados, a União entrará com uma parcela proporcional ao seguro-desemprego. Mas, o governo atenta ao seguinte detalhe: o profissional ganhará menos, porém, não perderá o emprego.

    Palácio do Planalto
    Nova edição da MP permite que contratos de trabalho sejam 
    suspensos por dois meses (Foto: Divulgação)

     

    A expectativa é de que a MP seja publicada na sexta-feira, 27 de março. O texto, de acordo com a equipe econômica do governo, já foi concluído pela área técnica e está em avaliação pelo Ministério da Economia e Casa Civil.

    O governo trabalha com a estimativa de beneficiar 11 milhões de trabalhadores que ganham até três salários mínimos. O impacto nas contas públicas deve chegar a R$36 bilhões. Diante da medida, muitas empresas poderiam demitir os trabalhadores depois do fim da suspensão do contrato.

    Para assegurar que isso não ocorra, o Executivo exigirá um período de estabilidade que ainda não foi fechado. Se o profissional for demitido não terá que devolver o valor que recebeu. Isto é, poderá dar entrada no seguro-desemprego normalmente.

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    MP 927 permitia suspender contratos por até quatro meses

    No início da semana, o presidente Jair Bolsonaro expediu a Medida Provisória 927 que permitia a suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses, sem salário. A medida sofreu forte pressão popular.

    Diante disso, o presidente decidiu rescindir essa parte do texto. As outras medidas trabalhistas, no entanto, continuam em vigor durante a pandemia do Coronavírus. Como por exemplo, o teletrabalho.

    O empregador poderá modificar o regime de trabalho presencial pelo remoto (home office). Durante o estado de calamidade, também será permitido ao empregado antecipar suas férias com antecedência de, pelo menos, 48 horas.

    A MP também possibilita ao empregador conceder férias coletivas, desde que notifique os trabalhadores com antecedência mínima de dois anos. Ainda fica autorizada a interrupção das atividades pelo empregador e a constituição do regime especial de compensação de jornada, por meio de banco de horas.

    Empregadores poderão antecipar o gozo de feriados não religiosos federais, estaduais, distritais e municipais. Assim como fica suspensa a exigência do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelas empresas, referente aos meses de março, abril e maio.

    Tal medida poderá ser adotada independentemente do número de empregados; do regime de tributação; da natureza jurídica; do ramo de atividade econômica; e da adesão prévia. 

  • Apesar do Coronavírus, startups selecionam para 1500 vagas de emprego

    Apesar da crise provocada em alguns setores do mercado de trabalho, por conta da pandemia do novo Coronavírus, algumas startups seguem realizando suas contratações normalmente. As principais oportunidades são para as áreas de Tecnologia, Marketing e Saúde.

    Para fazer as seleções, sem deixar de cumprir as recomendações do Ministério da Saúde (MS), as empresas pedem que os candidatos enviem vídeos respondendo perguntas ou realizem videochamadas. Durante o período de quarentena, é recomendado que as pessoas fiquem em suas casas e saiam, apenas, se for necessário.

    Confira abaixo algumas startups que continuam ofertando vagas de emprego, apesar da crise. São oferecidas mais de 1,5 mil vagas de emprego, para diferentes cargos.

    Computador
    Diversas vagas oferecem possibilidade de trabalho remoto
    (Foto: Divulgação)

    Confira a lista de startups que oferecem vagas de emprego, mesmo com a crise

    Karavel

    A agtech Karavel atua no setor de agronegócio, conectando os vendedores brasileiros aos compradores internacionais. A empresa também auxilia nas negociações e em toda cadeia logística da exportação. 

    Por meio de sua plataforma gratuita, a Karavel conecta os vendedores brasileiros a compradores em mais de 30 países. Dentre os produtos mais exportados na plataforma estão feijão, caroço de algodão, milho e milho pipoca.

    As startup conta com vagas abertas para os cargos de UX Designer, Assistente de Administrativo, Front-End, Back-End, Assistente de compras de produtos agrícolas nacional e Assistente de vendas de produtos agrícolas internacional.  Todo o processo seletivo será feito por meio de chamada de vídeo.

    Os interessados nessas oportunidades devem enviar e-mail para: caio@karavel.trade (vagas de Ux, Front e Back), alvaro@karavel.trade (Vaga de assistente Administrativo) e eustaquio.junior@karavel.trade (demais vagas).

    Mycon

    O Mycon é a primeira fintech de consórcios do Brasil 100% digital. A empresa, que usa a tecnologia de inteligência artificial, está com 40 vagas oportunidades de emprego, nas áreas de: Customer Success, SDR/ Inside Sales, Especialista em A.I., Full Stack Developer, Full Mobile Developer, Especialista em ChatBot, Assistente ADM e RH Pleno.

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    Os interessados em alguma vaga oferecida podem se candidatar no processo seletivo, no site da statup.

    TopMed

    Na área da Saúde, a TopMed oferece 1.519 vagas para profissionais de saúde, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem nas cidades de Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e São Paulo (SP). As oportunidades são para atender o aumento da demanda por teleatendimento em Saúde.

    De acordo com a empresa, desde 11 de março, quando a OMS declarou a pandemia, o número de atendimentos saltou 760% comparado com o mesmo período no mês, nos três meses anteriores. Para se candidatar, é preciso ter registro ativo no COREN.

    Além disso, os candidatos devem ter facilidade em se comunicar e gostar de trabalhar em equipe. Os profissionais serão responsáveis por fazer atendimentos receptivos e ativos, por telefone, vídeo chamada e chat, passando informações e orientações em saúde de acordo com os protocolos de atendimento. 

    Os interessados devem enviar o currículo para os seguintes emails: 

    • Florianópolis e região: vagas.florianopolis@topmed.com.br 
    • Porto Alegre: vagas.portoalegre@topmed.com.br
    • São Paulo: vagas.saopaulo@topmed.com.br
    • Trabalho remoto: vagas.homeoffice@topmed.com.br

    Vitta

    A Vitta atua no setor de tecnologia em saúde e conta com a maior plataforma de registro médico eletrônico do país. A empresa trabalha em parceria com as maiores operadoras do Brasil, como Seguros Unimed, Sulamérica, Bradesco e Amil, fazendo a gestão de planos de saúde.

    A startup oferece 50 vagas de emprego, nas áreas de Médico da família, Analista de Experiência do Paciente, Desenvolvedor FrontEnd Pleno (SP), Desenvolvedor FrontEnd Pl/Sr, Enfermeiro(a) – Equipe de Saúde, Estágio em Estudo de Mercado, Estágio em Inside Sales e Member Inbound Analyst. 

    Os profissionais trabalham de forma remota e o regime de contratação é o celetista. Os interessados devem se candidatar na página da empresa.

    Grupo Nexxera

    O Grupo Nexxera já atua no mercado brasileiro há 27 anos e atua com o gateway de transações financeiras e mercantis do país. A empresa oferece uma plataforma segura para as empresas se comunicarem com bancos e vice-versa.

    Além disso, oferece outros produtos que automatizam processos financeiros como gestão de pagamentos, relacionamento com fornecedores, administração de cobranças e conferência de extratos multibancos. A startup trabalha com grandes marcas como:  SKY, Natura, Ambev, Celesc, Bradesco, SBT, Decolar e C&A. 

    A startup oferece vagas para os cargos de analista administrativo, analista de sistemas – Java, Angular Front-End Developer. Também há oportunidades para Pessoas com Deficiência (PCD). As inscrições podem ser realizadas pelo site.

    Aos funcionários são oferecidos diversos benefícios, como plano de saúde e odontológico, vale alimentação e refeição, bolsas de estudos, sexta da cerveja, ginástica laboral, convênios diversos com farmácias, restaurantes, academias, entre outros. 

    Juros Baixos 

    A Juros Baixos é um marketplace de crédito online, cujo principal objetivo é desburocratizar o crédito e fomentar a competição no mercado, reduzindo as taxas de juros para o consumidor final. Além disso, a startup pretende melhorar a educação financeira do brasileiro e mudar a forma como o crédito é visto no país. 

    A fintech fica localizada na cidade de São Paulo, na região da Avenida Paulista, próximo à estação Trianon Masp do metrô.  As vagas em aberto são para as carreiras de Desenvolvedor, Marketing Performance Analyst, Product Owner (PO), Back-end Developer, Front-end Developer e UX/UI Design. As candidaturas devem ser feitas no site da empresa.

    Uffa.com.vc

    Para fechar a lista, mais uma fintech está com oportunidades de emprego abertas. A Uffa.com.vc é uma plataforma de renegociação de dívidas e concessão de créditos pela internet. 

    A startup abriu nesta semana 22 vagas para atender ao aumento das suas operações. Todas as oportunidades são em regime de trabalho remoto, ou seja, home office.

    Das 22 vagas, 20 são temporárias voltadas para o trabalho com negociação comissionada. As outras duas oportunidades são efetivas, sendo uma para desenvolvedor fullstack e outra para analista de planejamento. 

    Os interessados devem enviar seu currículo para o e-mail rh@uffa.com.vc, com o assunto “Sem_Crise_2020”. A sócia-fundadora de Uffa.com.vc, Ana Paula Pisaneschi, justifica a expansão comentando que muitas empresas com carteiras de inadimplentes ficaram descobertas com a pandemia porque as operadoras de telemarketing não se adaptaram totalmente à nova realidade. 

    “Isso aconteceu porque os call centers tradicionais não conseguiram atender plenamente às operações home office, por isso o resultado está baixíssimo. Logo, a procura por nós aumentou ainda mais, no B2B e no B2C”, explicou.

  • Coronavírus: Câmara aprova projeto de renda básica emergencial

    Nesta quinta-feira, 26, a Câmara dos Deputados aprovou, com unanimidade, o projeto de renda básica emergencial, apelidada de Coronavoucher‘, para ajudar famílias com baixa renda durante pandemia do novo Coronavírus. Será uma ajuda de R$600 por adulto de baixa renda durante três meses, podendo ser prorrogado.

    De acordo com o texto, o benefício está direcionado para trabalhadores informais, autônomos, desempregados e MEI (microempreendedor individual). Cada família pode acumular até dois benefícios, somando R$1.200. Mães solos também terão direito ao valor máximo.

    O plano inicial apresentado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, previa um voucher de R$200 – valor considerado insuficiente. Partidos de oposição ao Governo fizeram uma nova proposta de conceder um salário mínimo de benefício.

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    Por fim, o projeto costurado na Câmara, acatado pelo Governo, chegou ao valor de R$600 reais por adulto ou R$1.200 reais para famílias, incluindo as com mães solos. O texto ainda precisa passar pelo Senado.

    Para ter acesso ao auxílio, a pessoa deve cumprir aos seguintes requisitos:

    • ter mais 18 anos;
    • não ter emprego formal;
    • não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família;
    • renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo (R$522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00); e
    • não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.

    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estima um impacto de R$14,4 bilhões. “Vamos poder atender essas pessoas que estão sem renda, que são informais, que são vulneráveis, e precisam do apoio do Estado brasileiro​​”, afirma.

     

    Câmara dos Deputados
    Câmara aprova projeto de renda básica emergencial
    (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

     

    Como serão pagos os auxílios?

    De acordo com o projeto, o auxílio emergencial será pago por bancos públicos federais por meio de uma conta do tipo poupança social digital, que será aberta automaticamente em nome dos beneficiários.

    Os usuários serão isentos de tarifas de manutenção e poderão realizar, sem custos, uma transferência eletrônica de dinheiro por mês para qualquer banco.

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    Para quem já recebe recursos de programas sociais governamentais, como FGTS, a conta para recebimento do auxílio pode ser a mesma. No entanto, o usuário não pode permitir a emissão de cartão físico, cheques ou ordens de pagamento para sua movimentação.

    Se a pessoa deixar de cumprir as condições estipuladas, o auxílio será cortado. Os órgãos federais atualizarão constantemente as informações em suas bases de dados, a fim de fazer as verificações necessárias.

  • Empresas do Turismo buscam minimizar impacto causado pela pandemia

    Alguns setores já sofrem com os impactos da pandemia de Coronavírus. Entre eles, o setor de Turismo, que vinha apresentando bons resultados antes da paralisação. A crise é ainda mais evidente nos pequenos negócios. 

    De acordo com dados do World Travel (WTTC), entidade mundial de viagens e turismo, em 2018, o turismo contribuiu com US$ 152,5 bilhões para o Produto Interno Bruto (8,1% do total). Além disso, foi o responsável pela geração de 6,9 milhões de empregos

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    Ainda de acordo com a instituição, 99% dessa cadeia é composta por pequenas empresas. Ao todo, esses pequenos negócios representam 1,9 milhões de empreendimentos, divididos entre diferentes atividades, como agências de turismo, hotéis e pousadas, transporte, atrativos, eventos e até bares e restaurantes.

    A coordenadora de Turismo do Sebrae, Germana Magalhães, explicou que os empresários devem planejar a administração dos negócios durante esse período de paralisação. Uma alternativa, segundo ela, é estruturar canais de atendimento com o cliente, visando a negociação das reservas que possam ser utilizadas futuramente.

    Essa negociação pode ser feita por meio da remarcação de viagens ou até mesmo para a geração de créditos para o cliente. Outro ponto importante é dar respostas e soluções rápidas a clientes e fornecedores.

    “É essencial que a política de cancelamento seja flexibilizada ao máximo para que essa reserva seja remarcada, evitando o cancelamento e o reembolso. Em um momento como esse, reservas futuras podem garantir o fluxo de caixa mínimo”, orientou. 

    Germana alertou, ainda, que depois que todas as medidas emergenciais e de adaptações estiverem em curso, é importante o empresário começar a planejar iniciativas para a retomada da normalidade.

    Pequenos empresários do setor de Turismo sofrem os impactos
    da pandemia (Foto: Pixabay)

    Empresária adota novas estratégias para manter o funcionamento de seu negócio

    A empresária Carla Costa é dona de um restaurante e um café em Florianópolis. Além disso, tem uma fazenda marinha de ostras e unidade de beneficiamento de pequeno porte. Com o auxílio do Sebrae, a empresa desenvolveu um serviço de visita de turistas que iam até a fazenda de ostras, e na volta, comiam no restaurante. 

    A empresária mantinha boas expectativas até o mês de abril. Isso por conta do bom desempenho durante o período de alta temporada no verão e, também, por conta da Páscoa, período em que recebe muitos turistas vindos do Uruguai e Argentina.

    No entanto, com a pandemia, o fluxo de clientes caiu e a equipe já sofreu cortes. A empresária dispensou 10 empregados, reduzindo a equipe para um número de 30 pessoas. Agora, Carla decidiu utilizar a estrutura do restaurante, com uma nova estratégia de atuação, para tentar frear os impactos.

    “Observei meu inventário e a demanda da região. Optei em vender porções congeladas, coisa que eu já tinha. Fiz a divulgação online para a venda. Depois, observei que na minha região havia uma carência de boas pizzarias, e por conta da minha cozinha bem equipada, aproveitei a oportunidade”, explicou a empresária.

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    Veja dicas para tentar reduzir impactos da crise

    Os empresários que se veem na mesma situação de Carla Costa podem adotar algumas medidas para tentar conter os impactos da crise, durante esse período de quarentena. Confira algumas dicas:

    • Transfira o que for possível das atividades com sua equipe, fornecedores e clientes por canais a distância/ virtuais;
    • Comunique em todos os canais as medidas que a empresa está tomando relacionadas à política de cancelamento. Aproveite esse momento para demonstrar os serviços futuros;
    • Planeje como irá administrar sua empresa nesse momento de paralisação;
    • Analise quais contratos podem ser negociados para depois, converse com os fornecedores;
    • Isole ambientes que ficaram parados durante este período;
    • Acompanhe e planeje o fluxo de caixa;
    • Fique atento às medidas econômicas do governo e bancos quanto ao apoio aos pequenos negócios e ao setor de turismo;
    • Converse com seus agentes financeiros sobre linhas de créditos e flexibilização de pagamentos de empréstimos;
    • Depois que todas as medidas emergenciais e de adaptação estiverem em curso, comece a pensar na sua retomada;
    • Mantenha-se ou se insira na governança do seu destino, esse é o momento de se unir e trocar boas práticas;
    • Use o momento para refletir sobre o seu negócio, veja como ele está posicionado. Se reorganize para que, quando essa fase passar, a empresa retorne mais fortalecida;
    • Pense em uma campanha de marketing associada ao destino no qual está inserido;
    • Avalie novos canais de comercialização e mantenha ainda mais forte o que a empresa já tem;
    • Crie conteúdos que demonstrem a experiência futura que o cliente terá, sempre deixando a mensagem que no momento ele precisa ficar em casa, mas que, em breve, o seu serviço ou produto estará ainda melhor pra recebê-lo.
       
  • Pepsico abre 500 vagas de emprego temporárias de nível médio

    A transnacional Pepsico abriu 500 vagas de emprego temporárias para início imediato. As oportunidades são destinadas a profissionais com o ensino médio completo e estão distribuídas por vários cargos.

    Entre eles estão: promotor de vendas, vendedor, auxiliar de logística, operador de produção, auxiliar de produção e motorista carreteiro e outros. Todos nas áreas de Operações, Vendas e Finanças.

    A lista completa dos cargos só pode ser consultada ao fazer o cadastro. As lotações estão distribuídas por polos da empresa em todo o território nacional. Os salários e benefícios não foram divulgados.

    Apesar do Coronavírus, startups selecionam para 1500 vagas de emprego

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    Pepsico abre vagas temporárias de nível médio
    (Foto: Facebook/Reprodução)

    Inscrições e processo seletivo serão online

    Os interessados em concorrer a uma das vagas da Pepsico devem enviar o currículo por meio de inscrição no site de vagas Manpower. O processo seletivo já está em andamento e é totalmente online. 

    De acordo com a transnacional, as oportunidades temporárias vão reforçar o time para garantir o abastecimento à população brasileira diante da crise do Coronavírus. O CEO da PepsiCo Alimentos no Brasil, João Campos, falou sobre as contratações:

    “A abertura de novas vagas corrobora para continuarmos com a nossa missão. Certamente este é um momento de adaptações, aprendizados e resiliência e temos a certeza de que, juntos, ultrapassaremos todas as barreiras.”

    Resumo das vagas

    • Oportunidades: mais de 500 vagas
    • Local: em todo o Brasil
    • Tipo de contrato: temporário
    • Área profissional: operações, vendas e finanças
    • Benefícios: pacote completo de benefícios

    Rede de supermercados contrata profissionais temporários

    Saiba mais sobre a Pepsico

    A PepsiCo é uma empresa transnacional estadunidense de alimentos, lanches e bebidas com sede em Purchase, Nova York. Atua na fabricação, comercialização e distribuição de lanches à base de grãos, bebidas e outros produtos.

    Está no Brasil desde 1953 e opera com mais de 100 filiais de vendas e centros de distribuição e mais de 10 fábricas espalhadas. Entre as marcas da empresa estão: Toddy, Mabel, Lay’s, Cheetos, Pepsi, Lipton e outras.

  • Empresas de RH adotam seleção online para contratar na quarentena

    Durante o período de quarentena, para continuar com as contratações, as empresas precisam pensar em novas soluções. A Luandre, uma das maiores consultorias de RH do país, adotou mudanças imediatas nos seus processos seletivos.

    Segundo Fernando Medina, CEO da consultoria, as entrevistas estão sendo feitas por videochamadas. “O processo, antes quase sempre presencial, mudou a fim de conseguirmos uma prevenção realmente efetiva. Por isso, adotamos as entrevistas por ferramentas digitais”, diz.

    Medina acredita essa readaptação pode reestruturar os métodos de seleção no futuro:

     “O recrutador irá reduzir etapas desnecessárias ou muito longas, diminuindo para 20 minutos uma entrevista coletiva, que poderia levar até 4 horas por conta da espera pelas entrevistas de outros candidatos”.

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    Saiba como procurar emprego em tempos de quarentena

    O cadastramento de currículo na Luandre já era feito online por meio do seu site. No ano passado, a consultoria implementou a possibilidade de cadastramento via aplicativo de celular, disponível para sistemas android e ios.

    Por conta das medidas de isolamento, para evitar o contágio da Covid-19, a empresa teve que suspender o cadastramento presencial nos computadores de suas unidades – por onde passam até 100 mil pessoas por mês.

    Vagas abertas

    Atualmente, a Luandre tem 1.300 vagas para a área da Saúde (clínicas e hospitais), e 1190 para setores do varejo de produtos essenciais (farmácias e supermercados), segmentos que aumentaram a demanda por profissionais com a crise deflagrada pela pandemia de Covid-19.

    + Confira as oportunidades

     

    Empresas de RH adotam processo seletivo online
    (Foto: Pixabay)

     

    Outras empresas de RH também vão realizar entrevistas online

    Desde o dia 23 de março, os colaboradores da Sociis RH, consultoria de Recursos Humanos com sede em Belo Horizonte, estão trabalhando em home office. “Entendemos que a redução do contato social é a principal medida preventiva”, explica a empresa.

    Por conta disso, todas as entrevistas serão realizadas por meio de vídeo conferência e os processos de consultoria serão feitos remotamente. Apenas as avaliações psicológicas serão feitas presencialmente, por conta do caráter do processo, mas sendo tomadas as devidas precauções orientadas pela Organização Mundial da Sáude (OMS).

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    Em São Paulo, a Randstad, líder global em solução de Recursos Humanos, também adotou algumas medidas preventivas para a entrega de seus serviços. A principal ação, assim como as outras empresas, será realizar as entrevistas por meio de chamada de vídeo.

    O home office já era adotado pela empresa, mas no momento a medida foi intensificada para todos os colaboradores. Segundo a empresa, o objetivo é que os processos seletivos continuem e que todos os canais de contato sigam atuantes.

    “Acreditamos que o processo digital é uma medida necessária para o momento que enfrentamos no país, para garantir o bem-estar dos nossos colaboradores e candidatos”, explica Maria Luíza Nascimento, diretora de Recursos Humanos da Randstad.

    “Sem previsão para que a situação se normalize, a medida vai permitir que possamos dar continuidade ao fluxo de entrevistas, sem comprometer a qualidade dos processos de seleção e das entregas”, completa.

  • Coronavírus: aula online como alternativa na preparação para o Enem

    A mudança da rotina dos estudantes causada pela paralisação das aulas, em virtude da pandemia do Coronavírus, pegou muitos alunos de surpresa, entre eles, os que se preparam para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

    É normal nos sentirmos perdidos nesse cenário de incerteza. No entanto, é preciso buscar alternativas para driblar esse momento de crise e continuar na ativa, buscando manter o equilíbrio e o foco nos estudos em tempos de isolamento social

    Para não prejudicar os alunos que estão passando pela quarentena, muitas instituições de ensino optaram por ministrar o conteúdo de forma online, utilizando ferramentas já disponíveis na internet e, até então, pouco exploradas. 

    Trabalho e Coronavírus: dicas de boas práticas para vencer o momento

    As ferramentas são amplas e as opções são variadas, como aplicativos de videoconferência, elaboração de aulas e de simulados de vestibulares. O fato é que, com disposição e comprometimento, estudantes e professores podem ter um bom rendimento, mesmo executando suas tarefas através da tela de computadores e smartphones. 

    Confira, abaixo, a lista de ferramentas e aplicativos que podem ser úteis para o aprendizado e oferecer alternativas para a atual rotina de estudantes e professores: 

    1. Skype  

    O Skype foi uma das primeiras plataformas que permite a comunicação à distância por vídeo. Através da ferramenta, é possível realizar chamadas de vídeo e de voz, enviar mensagens através do chat e compartilhar arquivos. 

    Além dos computadores, a plataforma do Skype pode ser acessada através de aplicativo disponível para celular com sistema operacional Android e iOS.

    2. Google Classroom

    O aplicativo, disponível para Android e iOS, funciona como uma sala de aula virtual. Nele, os professores podem organizar e compartilhar conteúdo, além de anexar atividades e materiais, e criar questionário múltipla escolha ou de respostas curtas. 

    3. AppProva 

    O AppProva é uma plataforma de avaliação que ajuda professores a identificar os pontos fortes e fracos dos seus alunos. Além disso, a aplicativo, disponível para Android e iOS, traz aos estudantes uma seleção de simulados utilizados pelos principais vestibulares do Brasil. 

    4. Edmodo

    As funcionalidades do Edmodo são bem parecidas com as do Google Classroom. Nela, é possível compartilhar material multimídia, organizar fóruns, gerir projetos educacionais, estabelecer calendários de atividades, acompanhar a frequência e participação nas atividades.

    5. História Digital

    A plataforma é destinada a professores de História e tem o objetivo de ajudá-los a preparar as suas aulas. São ofertados inúmeros resumos de matérias, videoaulas, jogos, visitas virtuais em 3D a museus e outros ambientes, além de exercícios específicos para aqueles que estão estudando para o vestibular. 

    6. Redu

    A plataforma contém materiais de ensino e aprendizagem que estão em domínio público. Lá, o professor encontra conteúdos para os níveis fundamental, médio e superior, além de poder criar ambientes virtuais de aprendizagem gratuitos. 

    Notebbok, tablet e celular
    Durante a quarentena, dispositivos eletrônicos se tornam aliados
    de professores e alunos no ensino à distância (Foto: Pixabay)

    Educadores que estão inovando o aprendizado durante a quarentena

    De acordo com o Sebrae, a estimativa é que mais de 850 milhões de crianças e adolescentes no mundo inteiro estejam sem aulas devido à pandemia do Coronavírus. A boa notícia é que muitos educadores optaram por continuar suas atividades no modelo home office, recorrendo às plataformas de ensino online para ministrar suas aulas.

    De acordo com o professor Walace Vital, graças às ferramentas digitais é possível ter diálogo e interação com os alunos em tempo real, já que, dependendo da plataforma, arquivos como lista de exercícios, atividades e vídeos ficam gravados e podem ser acessados a qualquer momento. 

    Para os profissionais da educação, que têm dúvidas ou receios sobre a forma de implementar as ferramentas digitais no aprendizado, o professor Anderson Ferreira aconselha iniciar pelos dispositivos que permitem interação. 

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    “A melhor forma de transição é usar ferramentas interativas, aulas ao vivo em lugar das pré-gravadas, formar grupos de estudo via Google Sala de Aula ou WhatsApp, enfim, de maneira mais dinâmica possível. E, à medida que o aluno for se habituando à tecnologia, usar mais as ferramentas menos instantâneas, como o Moodle ou o Google ClassRoom.”

    Contudo, apesar de todo aparato tecnológico disponível no mercado, os alunos precisam levar o estudo durante a quarentena a sério, como se estivessem estudando no curso preparatório ou na escola.

    Para Walace, além do conteúdo, o estudante precisa ter organização e regularidade. O ideal é que, assim como nas aulas presenciais, o aluno reserve um horário fixo para o estudo. 

    “O aluno costuma achar que só porque assiste aula já é o suficiente, porém o mais importante para o conhecimento dele é o que ele faz em casa. Para isso, ele precisa ser mais autodidata. A organização e regularidade são primordiais”, ressalta Walace. 

    Professores aconselham àqueles que estão se preparando para o Enem e demais vestibulares

    O Enem é a principal forma de ingresso nas universidades públicas e privadas de todo país, por meio do Sisu e do Prouni. A rotina de estudos dos estudantes que almejam uma vaga no ensino superior começa logo no início do ano e vai se intensificando até a reta final que antecede a data de realização dos exames. 

    A pedagoga Rosana Mello orienta os alunos que estão estudando para o Enem a utilizarem a sala de aula virtual, praticando exercícios disponibilizados por seus professores. Por outro lado, a educadora ressalta a importância dos professores motivarem os seus alunos durante a quarentena:

    “Sempre motive seus alunos a ter disciplina e foco, mostrando a eles a importância de não parar a rotina. Tenho certeza que será produtivo e enriquecedor.” 

    Home office: confira 9 dicas para ser produtivo durante o Coronavírus

    Anderson Ferreira acrescenta dizendo que para os estudantes que farão o exame pela segunda vez, é importante revisar o conteúdo visto no ano passado. Já para aqueles que não estão tendo suporte presencial dos cursos preparatórios, o ideal é aproveitar o material e adiantar os estudos. 

    “Uma estratégia é fazer resumos das matérias cobradas no exame e alinhá-los à pesquisa. Você faz o seu primeiro, depois confere com dois ou três da internet, de canais confiáveis. Depois refaz o seu, ressignifica o conhecimento. Fazer grupos de estudos com os amigos é uma boa ideia também. Juntem um ou dois de cada área e formem um grupo transdisciplinar. Um ajuda o outro. Mas, é preciso foco e compromisso”, orienta. 

    Em relação aos professores, Anderson diz que a melhor contribuição desses profissionais é nortear os alunos e intensificar as atividades remotas pra que ele fixe melhor o conteúdo que ele mesmo construiu. Além disso, é importante que os educadores ajudem na organização e otimização do tempo, pra evitar ociosidade e também não haver sobrecarga. 

    Será o fim dos desafios do ensino a distância? 

    Por parte dos educadores o período de quarentena está ressignificando o ensino à distância. Tanto para Anderson, quanto para Walace e Rosana, o maior desafio do EaD é a adequação. Além disso, Anderson destaca a dificuldade na gerência do tempo por parte dos alunos como um outro desafio a ser vencido. 

    “Somos uma geração Y, formados pela X, formando as gerações Z e Alpha. A diferença entre nós na relação com a tecnologia é abissal. Não à toa, o ensino à distância tem praticamente o dobro de evasão se comparada à presencial. É uma oportunidade pra gente repensar a metodologia e torná-la mais atrativa, em vez de só ‘jogar’ o aluno numa plataforma.”

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    Walace é enfático ao dizer que as instituições de ensino que não se adaptarem às novas tecnologias acabarão no século passado e perderão espaço no mercado. Além disso, ressalta que de nada adianta a adaptação das instituições se não houver uma formação continuada do professor. 

    Para a pedagoga Rosana, mesmo que o cenário seja desafiador, o alinhamento dos objetivos possibilita que consigamos alcançar os ideais pedagógicos. 

    “Os professores estão se esforçando ao máximo para que as metas sejam cumpridas e, quando tudo voltar ao normal, vamos estar organizados para seguir em frente”, diz, otimista.  

  • Governo libera empréstimo para custear salários em pequenas empresas

    O governo federal anunciou nesta sexta-feira, dia 27, uma linha de crédito emergencial para pequenas e médias empresas e que vai auxiliar no pagamento dos salários dos funcionários pelo período de dois meses.

    Anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o programa vai disponibilizar no máximo R$20 bilhões por mês, ou seja, R$40 bilhões em dois meses.

    Feito no Palácio do Planalto, o anúncio ocorreu após o aumento da pressão sobre Bolsonaro para que adote medidas semelhantes a outros países para facilitar medidas como o isolamento recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reduzir o crescimento no número de doentes pela covid-19.

    Crédito liberado pelo governo é essencial para sobrevivência dos pequenos negócios

    Responsáveis por 54% dos empregos formais do país, as micro e pequenas empresas devem ganhar fôlego para sobreviver durante a crise provocada pelo novo coronavírus. 

    Para o Sebrae, o lançamento de uma linha de crédito para financiar a folha de pagamentos de pequenas e médias empresas, como forma de apoiá-las, é fundamental para garantir a sobrevivência dos negócios. 

    A linha emergencial de financiamento deve beneficiar 1,4 milhão de empresas, atingindo 12,2 milhões de trabalhadores. O crédito será destinado a empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil a R$ 10 milhões. Essa linha vai financiar dois meses da folha de pagamento, com volume de R$ 20 bilhões por mês. O valor financiável por empregado é até 2 salários mínimos. O dinheiro irá direto para a conta do trabalhador. De acordo com medida, a empresa que aderir a essa linha fica obrigada a manter o emprego durante os dois meses de programa. O governo vai entrar com 85% dos recursos, os bancos entram com 15%.

    Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, essa linha de crédito é essencial para a sobrevivência dos pequenos negócios, que são o alicerce da economia brasileira. 

    “O Brasil tem 16,9 milhões de pequenos negócios, equivalentes a 44,3% da massa salarial do país e 29,5% do PIB nacional. Essas empresas estão entre as mais vulneráveis na crise. Agora, esses empreendedores começam a enxergar um horizonte”, avalia Meles. 

    “Nós temos insistido na importância de incentivar a população a comprar dos pequenos negócios. Mais do que nunca, é hora de acreditar no pequeno comércio de bairro perto de nossas casas para a compra de produtos e utilização de serviços pagos, bem como pela internet e por aplicativos”, conclui o presidente do Sebrae.

    Empréstimo cobrirá dois meses de folha e será limitado a dois salários mínimos por funcionário
    Empréstimo cobrirá dois meses de folha e será limitado
    a dois salários mínimos por funcionário
    (Foto: divulgação)

    Caixa e Sebrae negociam linha com recursos do Fampe

    A Caixa Econômica está estruturando uma linha de crédito com taxas diferenciadas e prazos de carência que contarão com a garantia do Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (Fampe). Com patrimônio atual de R$ 476 milhões para alavancagem de empréstimos, o Fampe, gerido pelo Sebrae, passa por um processo de reformulação para favorecer o acesso a crédito das micro e pequenas empresas, principalmente com foco no enfrentamento da crise do Coronavírus.

    O Fampe garante até 80% do valor do financiamento diretamente com os bancos. O aval do fundo diminui o risco das operações e, assim os agentes financeiros passam a emprestar mais.

    A partir do processo de reformulação, nesse momento em articulação com a Caixa, o Fampe terá o acréscimo de R$ 500 milhões em aporte de garantias, passando a ter novo patrimônio de R$ 976 milhões. Esse novo aporte permitirá a alavancagem para operações entre R$ 8 e R$ 12 bilhões para micro e pequenas empresas, por meio da garantia real. Todo o crédito será assistido pelo Sebrae em todas as etapas desde a liberação até a liquidação.

  • Pandemia do Coronavírus impacta milhões de trabalhadores informais

    Em 2019, 41,3% dos trabalhadores no país eram informais, o que significa quase 39 milhões de brasileiros, segundo o IBGE. Ou seja, quase metade da população economicamente ativa está na informalidade. 

    Os números são alarmantes, principalmente se levarmos em consideração a crise da pandemia do Coronavírus que assola o Brasil e demais países. E, são esses profissionais que sentem o maior impacto em suas economias e em seus negócios. 

    Para Nathalia Chaves, que trabalha com entrega de refeições em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, a crise originária do Coronavírus afetou a sua renda familiar em 50%, já que usa o dinheiro para complementar as despesas de casa. 

    Coronavírus: no Rio, microempresários recebem crédito para enfrentar crise

    Ela conta que, antes mesmo de começar a quarentena no Rio, já havia diminuído as vendas, pois, como trabalha em uma cidade que atrai muitos turistas, preferiu evitar o contato, na tentativa de não trazer a doença para sua família.

    A saída para não enfrentar maiores dificuldades durante esse período foi poupar. Uma forma de economizar é ver o que realmente é prioridade, evitando gasto com besteiras. 

    “Assim que tivemos a notícia do surto e de que poderia vir para o Brasil, começamos a economizar no que podíamos e ‘segurar’ o que já havíamos guardado. O conselho que eu dou é ver o que, de fato, precisamos. Analisar a situação e procurar meios para resolver tudo com calma”, afirma.

    Mesmo assim, Nathalia conta que o prejuízo financeiro será inevitável, no entanto, tem esperanças que, depois de tudo resolvido, “nós, brasileiros, ficaremos preparados para outras adversidades como essa. Temos que cuidar da nossa saúde, pois só vamos conseguir recuperar o financeiro se estivermos com saúde para voltarmos à normalidade”. 

    trabalhador informal
    Trabalhadores informais sofrem impactos da crise do Coronavírus
    (Foto: Pixabay)

    Coronavírus gera incerteza e desestabilidade entre trabalhadores autônomos e informais

    Para a maquiadora e esteticista Bianca Salazar, o atual cenário da economia segue desfavorável, principalmente para os autônomos e informais, devido à grande incerteza e desestabilidade que a pandemia tem gerado. 

    Bianca conta que, devido aos cancelamentos e adiamentos de eventos, a renda que entraria nessas datas não irá acontecer, o que afetará seu lucro mensal, podendo ou não ser recuperada nos próximos meses. 

    A profissional de beleza conta que, nesse momento de pandemia, precisou intensificar o foco nos atendimentos em domicílio e a divulgação, utilizando as mídias sociais. Trabalho que já vinha desempenhando desde antes. 

    “Precisei intensificá-los e priorizar o serviço individualizado, além de adotar medidas de precaução contra o vírus que foram orientadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”, explica.

    Coronavírus: Câmara aprova projeto de renda básica emergencial

    Mesmo que o atual cenário traga incertezas e, até mesmo o medo do que está por vir, é preciso saber aproveitar as oportunidades, enxergando o copo quase cheio, ao invés de quase vazio. 

    A esteticista conta que, além de intensificar a divulgação de seu trabalho, tem oferecido consultoria online e conteúdos para serem vistos e colocados em prática pela própria cliente em casa. Com isso, busca melhorar a visibilidade e a credibilidade do seu trabalho, visando o momento em que as coisas vão se regularizarem.

    “Devemos buscar inovações para se diferenciar e se destacar no mercado e ter ainda mais garra para driblar e reaver os prejuízos causados por essa pandemia. Lamentações não nos levarão a lugar algum”, destaca. 

    Para finalizar, Bianca dá dicas para os trabalhadores informais e autônomos que também estão passando por esse momento delicado: 

    • Fiquem atentos aos acontecimentos;
    • Não deixem de fazer um planejamento financeiro;
    • Utilizem ferramentas como o Canvas para estruturar seu modelo de negócio;
    • Utilizem a matriz Swot para identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças relacionadas ao seu negócio;
    • Saiba direcionar o seu lucro para não cometer erros; e 
    • Sempre poupe para as emergências. 

    Alternativas para conter os custos e reinventar o negócio

    Na tentativa de minimizar os gastos, Daniel Santana, que tem uma pequena pensão onde vende e faz delivery de refeições, decidiu fechar a loja e entregar o estabelecimento alugado para fazer o trabalho na sua própria casa. A atitude aponta para o caminho da informalidade, até mesmo para os pequenos empreendedores.

    A decisão de dele veio após as vendas caírem 40% devido à “guerra interna” entre se proteger ou trabalhar para continuar a vida, como ele mesmo definiu. A diminuição do rendimento se deu pelo fato de que a maior parte da clientela está em casa e pode fazer a própria comida.

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    “Se trabalharmos em casa, não teremos as despesas de energia elétrica e aluguel. Além disso, também decidimos não pagar o nosso maior fornecedor agora, para segurarmos o caixa até a crise passar”, conta.

    Para minimizar o efeito da crise em seu negócio, Daniel relata que, como está trabalhando somente com entrega, as redes sociais se tornaram a sua maior ferramenta de divulgação. E aconselha que essa medida seja adotada por demais trabalhadores informais.

    “Nós andamos pelas ruas anotando todos os números de telefones que estão em placas e cartazes para assim enviar nosso cardápio e fazer novos clientes todos os dias. Além disso, buscamos números de telefones em bazares e grupos de venda no Facebook”, finaliza.