Categoria: CONCURSOS

  • Coronavoucher: Senado aumenta lista de beneficiados e autoriza governo a pagar salários para evitar demissões

    O Senado aprovou, nesta quarta-feira, dia 1º, o projeto de lei que expande o alcance do auxílio emergencial de R$600, o chamado coronavoucher, a ser pago a trabalhadores informais de baixa renda durante a pandemia de Coronavírus (PL 873/2020). O projeto que recebeu 79 votos favoráveis, a unanimidade dos senadores que participaram da sessão, segue agora para a Câmara dos Deputados.

    A proposta também cria o Programa de Auxílio Emprego, que autoriza o Poder Executivo a pagar parte dos salários de trabalhadores (até o limite de três salários mínimos) para que não sejam demitidos no período seguinte à pandemia. Os pagamentos acontecerão durante todo o período de estado de calamidade pública.

    Entretanto, essa medida dependerá de acordos com os empregadores (sejam pessoas físicas ou jurídicas). A proibição da demissão terá a duração de um ano, contado a partir do fim da parceria.

    Outro dispositivo presente no texto permite a suspensão da cobrança de parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Isso seria permitido para os beneficiários que estejam adimplentes ou tenham inadimplência menor do que dois meses. A suspensão poderá alcançar até duas ou quatro parcelas, dependendo da fase do contrato, e esses prazos poderão ser prorrogados.

    Além disso, o texto proíbe a redução e a interrupção do pagamento de aposentadorias, pensões e benefícios sociais (exceto em caso de morte) enquanto durar a pandemia.

     Projeto segue agora para a Câmara dos Deputados
     Projeto segue agora para a Câmara dos Deputados
    (Foto: Pixabay)

    Durante a sessão, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), anunciou a sanção presidencial da lei que cria o auxílio emergencial, com três vetos. Até o fechamento desta edição, a sanção e os vetos não haviam sido publicados no Diário Oficial da União (DOU).

    Auxílio tem novas regras

    A expansão da medida — aprovada nesta quarta-feira — consiste, principalmente, na listagem de categorias profissionais cujo direito ao benefício era considerado duvidoso. O texto aprovado foi um substitutivo apresentado pelo relator do PL 873/2020, senador Esperidião Amin (PP-SC).

    Veja aqui a lista de trabalhadores que terão direito ao benefício:

    • Agricultores familiares
    • Artistas e técnicos de espetáculos
    • Aquicultores
    • Atletas, treinadores, árbitros e demais profissionais envolvidos com a realização de competições esportivas
    • Caminhoneiros
    • Catadores de materiais recicláveis
    • Diaristas
    • Feirantes e barraqueiros de praia
    • Garçons
    • Garimpeiros e mineiros
    • Guias e agentes de turismo
    • Manicures e pedicures
    • Ministros de culto, missionários e teólogos
    • Motoristas e entregadores de aplicativo
    • Motoristas de táxi e mototaxistas
    • Motoristas de transporte escolar
    • Pescadores artesanais, marisqueiros e catadores de caranguejos
    • Profissionais autônomos de educação física
    • Técnicos agrícolas
    • Vendedores ambulantes e camelôs

    Também foram incluídos no programa os sócios de empresas que estão inativas e as mães adolescentes (que antes não o receberiam porque o auxílio é destinado aos maiores de dezoito anos).

    Foi removida a exigência de que os beneficiários do auxílio tivessem recebido rendimentos tributáveis abaixo da faixa de isenção (R$28,6 mil) no ano de 2018. Em troca, o texto passa a exigir que aqueles beneficiários que ficarem acima da isenção em 2020 devolvam o valor do auxílio, na forma de imposto de renda, em 2022.

    Além disso, houve expansão das possibilidades de acumulação do auxílio emergencial. Ele é limitado a dois beneficiários por família, para um valor total máximo de R$ 1.200, e não pode ser acumulado com outros benefícios sociais.

    As exceções são o Bolsa Família e, com a nova redação, o seguro-defeso pago a pescadores artesanais (uma das categorias profissionais que passa a ser indicada explicitamente na lista de beneficiários).

    O Bolsa Família será substituído pelo auxílio quando este último for mais vantajoso. Famílias inscritas no programa poderão, portanto, receber dois auxílios ou um auxílio e um benefício do Bolsa Família.

    Pais solteiros passam a ter o mesmo tratamento já concedido a mães solteiras, e receberão, automaticamente, duas cotas do auxílio.

    Veja quem tem direito ao benefício de R$600
    Veja quem tem direito ao benefício de R$600
    (Foto: Reprodução/Agência Senado)

    Quanto ao pagamento do auxílio emergencial, o texto estende a permissão a todos os bancos públicos, não só os federais, e possibilita a transferência eletrônica do valor recebido para conta bancária mantida em instituições não financeiras, tais como os Correios, casas lotéricas ou bancos digitais.

  • Nova medida provisória permite redução de até 70% nos salários

    Através da Medida Provisória (MP) 936, publicada nesta quarta-feira, dia 1º, as empresas ficam autorizadas a reduzirem salários e jornadas de funcionários, com compensação por parte do governo. O texto permite redução salarial de até 70%, com diminuição da jornada de trabalho, ou suspensão total dos contratos. 

    Conforme o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, criado pela MP, a redução poderá se estender por até 90 dias desde que haja acordo entre empregador e empregado. 

    A estimativa da equipe econômica é que mais de 24 milhões de trabalhadores terão o salário reduzido ou o contrato suspenso. Isso, segundo o governo, vai evitar a demissão de 8,5 milhões de pessoas. A compensação de renda para os afetados vai custar em torno de R$51 bilhões.

    Nova MP prevê reduzir o número de demissões nas empresas
    Nova MP prevê corte de até 70% dos salários e suspensão
    de contratos por dois meses (Fonte: Divulgação)

    O anúncio do plano ocorre dez dias depois da edição da MP 927, que previa a suspensão de contratos de trabalho por até quatro meses, mas não indicava como trabalhadores afetados seriam compensados. As críticas ao texto fizeram o presidente Jair Bolsonaro revogar o trecho que autorizava essa medida.

    No novo texto, os contratos de trabalho poderão ser suspensos por no máximo 60 dias, podendo ser fracionado em dois períodos de 30 dias.

    A equipe econômica buscou deixar claro que os empregados afetados terão parte da renda restituída. A redação também prevê um período de estabilidade, regra que não estava prevista na MP 927.

    A proteção na vaga corresponde ao dobro do tempo no qual o governo pagará parte dos salários. Por exemplo: Se uma empresa reduzir jornada e salário por três meses, o funcionário terá o emprego garantido por seis meses. Não foi especificado, ainda, se haverá fiscalização que garante que este prazo seja cumprido.

    Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, a nova legislação prevê três faixas de cortes salarial, com redução proporcional da carga horária: 

    • 25%
    • 50% 
    • 70%

    O governo complementará a renda de trabalhadores afetados, usando como base o valor do seguro-desemprego. Se o corte salarial for de 70%, o governo entrará com 70% do valor do seguro-desemprego ao qual o trabalhador teria direito, caso fosse demitido. O mesmo ocorre com as outras faixas de cortes.

    O documento prevê que empregadores e empregados fixem livremente percentuais de redução. Mas esses cortes terão que ser estipulados em acordo coletivo, para evitar desvantagens para o trabalhador.

    Mudança na MP garante que benefício seja bancado inteiramente pelo governo

    O governo voltou atrás em um trecho da regra que chegou a ser anunciada há duas semanas, que previa que o valor representaria uma antecipação do seguro-desemprego, a ser descontada em caso de demissão no futuro. Agora, o benefício será bancado inteiramente pelo governo. Caso o funcionário seja demitido após o período da crise, continuará a ter acesso ao seguro-desemprego normalmente.

    “Nós estamos nos comprometendo com todos. Literalmente, todos. E com isso estamos evitando mais de 12 milhões de desempregados no Brasil. Esse é o compromisso do governo de tutelar mais de 25 milhões de pessoas”, disse Bianco.

    Segundo o secretário de Trabalho, Bruno Dalcomo, os benefícios não precisarão ser solicitados pelos trabalhadores. Em caso de redução, os valores serão depositados diretamente na conta dos trabalhadores. Ele afirmou que a medida abrange pouco mais de 70% de todos os funcionários formais.

    “O programa está abarcando 24,5 milhões de trabalhadores. É um programa que contempla 73% de todos os trabalhadores CLT do país, isso de empresas, e também o volume total de trabalhadores domésticos do país.” disse o secretário de Trabalho.

    Em nenhum caso, os trabalhadores poderão receber menos que um salário mínimo. Quem recebe salário mínimo, terá reposição integral da remuneração. O projeto prevê ainda que trabalhadores domésticos terão direito à parcela do seguro-desemprego caso os patrões sejam obrigados a reduzir a jornada de trabalho e o salário.

    Vale ressaltar que as empresas que adotarem o regime não poderão demitir os trabalhadores durante o período de redução e após o restabelecimento da jornada pelo período equivalente ao da redução.

  • Sebrae vai usar fundo de 12 bilhões para socorrer micro e pequenos negócios

    O Sebrae vai destinar pelo menos 50% da sua arrecadação para ampliar o crédito aos pequenos negócios nos próximos três meses. Os recursos vão fortalecer o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe) e permitir um aumento nas operações de microcrédito com taxas mais baixas, maior prazo e melhor período de carência.

    A operação de socorro deve começar com R$1 bilhão em garantias, o que permitirá a concessão de aproximadamente R$12 bilhões em crédito para pequenos negócios. A ação foi anunciada na Medida Provisória 932, publicada pelo Governo Federal.

    O Fampe viabiliza a garantia necessária às micro e pequenas empresas, atendendo às exigências das instituições financeiras para conceder operações de crédito. O fundo de aval, disponibilizado pelo Sebrae pode alavancar empréstimos no valor de 8 a 12 vezes o seu patrimônio.

    Plataforma oferece dicas para trabalho remoto durante a quarentena

    A medida conta com aproximadamente R$ 470 milhões em recursos disponíveis e, a partir da MP contará com mais R$ 500 milhões para benefício direto aos pequenos negócios.

    Micro e pequenas empresas receberão o auxílio proveniente do Sebrae
    Micro e pequenas empresas receberão auxílio proveniente do Sebrae
    (Foto: Divulgação)

    Coronavírus: Sebrae trabalha para reduzir efeitos em pequenos negócios

    O presidente do Sebrae, Carlos Melles, garante que microempreendedores individuais também poderão ter acesso aos recursos:

    “Um dos maiores obstáculos no acesso dos pequenos negócios ao crédito é a exigência de garantias feita pelas instituições financeiras. Nesse sentido, o Fampe funciona como um salvo-conduto, que vai permitir aos pequenos negócios, incluindo até o microempreendedor individual, obterem os recursos para capital de giro, tão necessários para atravessarem a crise provocada pela pandemia do Coronavírus, mantendo os negócios e os empregos”.

    Segundo o presidente, o regulamento do Fampe está sendo customizado ao momento atual, de modo a assegurar aos donos de pequenos negócios as condições adequadas de prazo de pagamento, taxas de juros e período de carência.

    “Entendemos que esse é um momento especial, que exige um esforço de todos os agentes envolvidos na operação. Precisamos adequar as condições do crédito à realidade atual das empresas, que perderam seu faturamento”, comenta o presidente do Sebrae. “Também estamos em negociação com novos parceiros como governos estaduais, bancos e outros agentes financeiros para ampliar o volume de recursos disponíveis no Fampe e estender o crédito a mais empresas”, acrescenta.

    Além de entrar com verba para alavancar o volume de operações de microcrédito, o grande diferencial do Fampe é que o Sebrae vai acompanhar os donos de pequenos negócios que forem às instituições financeiras tomar empréstimos.

    “Serão operações de crédito assistidas, com a orientação do Sebrae funcionando como um fator mitigador do risco aos agentes financeiros. Para isso, estamos colocando à disposição dessas micro e pequenas empresas todo o portfólio de produtos e serviços do Sebrae, entre cursos, consultorias, capacitações”, acrescenta Melles.

    Capacitação pode ajudar empreendedores a driblarem a crise causada pelo Coronavírus

    O Sebrae, em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), está disponibilizando um série de cursos online gratuitos destinados a empreendedores do ramo de alimentação fora do lar. 

    O objetivo dos cursos é conter a crise econômica no segmento – devido ao período de quarentena. Dentre as opções disponíveis na plataforma estão: Como aumentar minhas vendas usando canais de delivery; Qualidade e Segurança de Alimentos; Gerenciamento de Fornecedores; e Marketing Digital.

    Os alunos receberão ebooks (livros em formato digital) e contarão com videoaulas explicativas. Os cursos dão direito a certificados de conclusão, para isso os empreendedores precisam realizar testes avaliativos.

    Para participar das qualificações, os interessados devem preencher um breve cadastro na página da Abrasel. Após a avaliação dos dados, o conteúdo estará disponível e poderá ser assistido em qualquer horário. 

    + Saiba mais

  • Quarentena: Workana oferece oportunidades de trabalho remoto

    Para os profissionais autônomos que estão parados devido à quarentena, conseguir trabalhos remotos pode ajudar a gerar uma grana sem sair de casa. Uma boa alternativa é a Workana – plataforma com vagas freelancer.

    A Workana é um site gratuito que reúne ofertas de trabalho temporário. A empresa publica um projeto e descreve o tipo de profissional que precisa, e, então, os interessados enviam suas propostas para serem avaliadas pelo contratante.

    Há oferta de vagas em diversas áreas como Marketing, Finanças, Jurídico, Design Gráfico e Programação. Ao todo, a plataforma reúne mais de 1,7 milhões de profissionais cadastrados e é usada por empresas como Uber e Ambev.

    Por mês são publicadas mais de 27 mil oportunidades. Atualmente, há vagas para narração, tradução, gerenciamento de redes sociais, produção de textos para blog, criação de logotipo, entre outros. Confira as oportunidades!

    + Home office: veja dicas de como ser bem sucedido trabalhando em casa 

    Os interessados podem enviar suas propostas diretamente pela plataforma. Para isso, é preciso realizar cadastro no site da Workana, que pode ser feito utilizando o Facebook ou conta do Google.

    Em relação aos pagamentos, todos os projetos têm “depósito de garantia” para assegurar que tanto o cliente quanto o freelancer cumprirão com o combinado. Ao aceitar a proposta, o cliente deve efetuar o pagamento combinado.

    E esse valor vai ser mantido no sistema da plataforma até que a empresa sinalize o recebimento do material.

     

    Plataforma ajuda a conseguir trabalho remoto temporário
    (Foto: Pixabay)

     

    Como ser produtivo fazendo home office?

    Para manter suas atividades e, ao mesmo tempo, garantir a segurança e bem estar dos funcionários em meio à pandemia de Coronavírus, muitas empresas têm aderido ao home office. Mas, como manter a produtividade trabalhando de casa?

    + Home office e isolamento social: saiba como cuidar da saúde mental

    Celson Hupfer, CEO da Connekt, plataforma de recrutamento digital, listou algumas dicas sobre o assunto. Para ele, esse sistema apresenta aspectos positivos para a empresa e funcionários.

    “A internet hoje é uma ferramenta que veio para facilitar o fluxo de trabalho e a qualidade dele. Já existem estudos que comprovam a eficácia do home office. Quando bem feito, pode elevar os índices de produtividade e flexibilidade da equipe. Para o colaborador, pode significar menos estresse e maior disposição”, destaca.

    Quem nunca trabalhou neste modelo e está com dificuldade nesse período de adaptação pode implementar algumas atitudes básicas na rotina que vão ajudar a manter a produtividade e eficácia no trabalho. 

    + Confira nove dicas para manter a produtividade no home office

     

  • Como ser efetivado no emprego temporário? Veja dicas!

    Com a pandemia do novo Coronavírus, milhares de empresas estão abrindo vagas temporárias para lidar com a demanda maior deste período em alguns setores. Essas oportunidades podem ser a chance para muitos dos 12,3 milhões de desempregados no Brasil. 

    Acontece que, mesmo tendo prazo para terminar, vários desses contratos poderão ser renovados e até efetivados. E não se engane, as vagas abertas não abrangem apenas a área da Saúde.

    Diversas empresas de outros ramos também estão selecionando profissionais para atender à demandas emergenciais em áreas como operações, vendas e outras. Confira algumas delas:

    Coronavírus: mais de 2,5 mil vagas temporárias abertas em todo o Brasil

    Mas, se você conseguiu o emprego temporário e está se perguntando o que pode fazer para ter mais chances de ser efetivado após esta crise, aqui vão algumas dicas!

    Milhares de vagas temporárias estão abertas em todo o Brasil
    (Foto: Reprodução)

     

    5 dicas para ter mais chances de ser efetivado

    Todas as dicas listadas a seguir convergem para um ponto, que é o principal para ter chances de ser efetivado: ser um profissional atraente para o seu patrão ou supervisor. Isso não tem qualquer relação com ser puxa saco.

    Procure ter atitudes que farão o empregador perceber que precisa de você para desempenhar aquele trabalho. E lembre-se: mesmo após o fim da pandemia, o mercado vai precisar de um tempo para se estabilizar. 

    Logo, as empresas vão ser mais seletivas ainda para escolher seus colaboradores. Você precisa fazer o possível para passar nesta peneira.

    Como funciona o emprego temporário? Veja dicas para alcançar uma vaga

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    1. Seja muito comprometido

    Chegar no horário e cumprir as demandas que lhe são passadas, isso você já sabe que precisa fazer. Mas não fique no básico. Saia da zona de conforto e comodidade.

    Algumas características no trabalho que tornam um profissional mais comprometido e que são valorizadas por recrutadores são proatividade e disponibilidade, por exemplo. 

    Apenas tome cuidado para não ser “entrão” ou “sem noção”. Sempre questione o seu supervisor, procure saber o que há para ser feito. Não espere que ele te chame!

    2. Demonstre motivação

    Além de demonstrar serviço, é importante que o patrão veja que você gosta e quer estar ali. É o que explica a psicóloga Claudia Marcondes em entrevista ao Sebrae do Mato Grosso do Sul:

    “O interesse deve ser demonstrado no conhecimento da empresa, no produto e, principalmente, no cliente. A motivação é demonstrada na disponibilidade em fazer da melhor forma aquilo que lhe foi proposto.”

    Ela também aponta aspectos como competência comportamental, atenção ao mercado (manter-se atualizado), dedicação. Mas atenção: nada de expor verbalmente a sua vontade de permanecer na empresa o tempo todo.

    3. Qualifique-se da forma que puder

    Mesmo com as medidas de distanciamento social, é possível manter-se atualizado e em aprendizado constante. Na internet, há  milhares de opções de cursos online, materiais e outros materiais sobre todas as áreas. 

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    Se você conseguiu uma vaga temporária como vendedor de uma empresa de alimentos, por exemplo, pode investir em um cursos sobre técnicas de venda ou atendimento ao cliente.

    Essas qualificações vão te ajudar a desenvolver o seu trabalho ao longo dos meses de contrato temporário. E, seu supervisor, certamente, vai perceber essa evolução. Se surgir a oportunidade, você pode comunicá-lo que está estudando para fazer melhor suas tarefas.

    4. Peça feedbacks

    Algumas empresas possuem políticas de dar feedbacks sempre aos seus colaboradores. Mas, outras não, e pedir nunca é demais. É desta forma que você vai saber o que o patrão acha do seu trabalho. 

    Existem duas vantagens principais em ser um funcionário que pede feedback. Primeiro que, sabendo como está sendo visto seu desempenho, é possível repensar suas forma de trabalhar e focar nos pontos que precisam de melhorias. 

    Segundo que, o próprio fato de pedir um retorno ao empregador, o fará perceber o seu interesse em prestar um bom serviço. Faça isso com uma boa postura profissional e cuidado para não parecer um “puxa saco”.

    Veja como funcionam as contratações temporárias nas empresas

    5. Tenha perspicácia e resiliência

    Perspicaz é alguém capaz de compreender as coisas ao seu redor com facilidade. Uma pessoa esperta, inteligente.

    Já a resiliência está relacionada com a capacidade de se adaptar à mudanças e superar adversidade. No trabalho, esta característica é considerada primordial por muitos recrutadores.

    Busque incorporar essas duas características no seu trabalho. Na prática, é o famoso “jogo de cintura”. Esforce-se para ser capaz de resolver problemas da melhor forma, seja criativo e jamais deixe os desafios de lado. 

    Pepsico abre 500 vagas de emprego temporárias de nível médio

    Nenhuma das atitudes listadas são fáceis. Para ter chances de ser efetivado no emprego temporário, será preciso esforço e muita dedicação, além de fatores externos que não dependem de você.

    Mas, algo que não pode ser deixado de lado durante esta crise é a motivação: acredite que você é capaz de superar essa barreira. E, mesmo que não dê certo no primeiro, tente mais uma vez até conseguir.

  • Grupo Big oferece mais de 600 vagas de emprego em todo o país

    O Grupo Big (ex-Walmart Brasil) está com mais de 600 vagas de emprego abertas. A empresa que atua no comércio varejista brasileiro oferece chances para diversas cidades do país.

    O grupo está presente no Brasil desde 1995. Hoje, a empresa conta com cerca de 550 unidades e 50 mil funcionários em 18 estados brasileiros, além do Distrito Federal. O Grupo é o terceiro maior conglomerado de varejo alimentar do Brasil. 

    Ao todo, são 661 vagas para as cidades de: Balneário Camboriú SC, Brasília DF, São Paulo SP, Ribeirão Preto SP, Curitiba PR, Vitória ES, Campina Grande PB, Teresina PI, entre outras localidades.

    As oportunidades contemplam cargos de níveis fundamental e médio. As contratações são para efetivos, pelo regime celetista.

    As remunerações podem variar de acordo com o cargo, a partir dos R$1.045. Os benefícios também dependem do cargo, podendo ser oferecidas as seguintes vantagens:

    • Vale transporte;
    • Assistência Médica e Odontológica;
    • Seguro de Vida;
    • Refeitório no local
    • Participação nos Lucros e Resultados
    • Desconto em compras nas lojas e farmácias do Grupo BIG;

    A oferta é para diversas vagas, como operador de loja, açougueiro, operador de caixa, auxiliar de televendas, frentista, encarregado de loja, supervisor de cartões e serviços, jovem aprendiz, entre outras.

    As inscrições para cada vaga podem se encerrarem à medida que a oportunidade for preenchida. Os interessados devem se candidatar no Portal de vagas do Grupo Big.

    Grupo Big
    Oportunidades oferecidas são para diversas funções
    (Foto: Divulgação)

    Outras redes de supermercados também abrem vagas

    A crise do Coronavírus tem feito aumentar a demanda em supermercados de todo o país. A Associação Paulista de Supermercados (APAS) estima que, entre março e abril, 5 mil novas vagas temporárias sejam criadas em toda a Grande São Paulo. 

    As oportunidades devem ser, em sua maioria, para as funções de operador de caixa e repositor. Em nota, a APAS informou que os supermercados realizarão os processos seletivos de forma online, de acordo com medidas de prevenção ao Covid-19.

    Saiba mais: Em abril, supermercados paulistas devem gerar até 5 mil vagas de emprego

    Quem também anunciou novas oportunidades esta semana foi o Carrefour. A rede de hipermercado está com inscrições abertas para cinco mil oportunidades. 

    São mais de 1,2 mil vagas para recepcionista de caixa; mais de mil para operador de loja; e mais de 700 para operador de centro de distribuição. Além das oportunidades para auxiliar de perecíveis, agente de prevenção, padeiro, peixeiro, técnico em manutenção, açougueiro e vendedor de eletrodomésticos.

    Para se candidatar, é preciso ter ou estar concluindo o ensino médio. As inscrições ficarão abertas, no site da 99 Jobs, até que seja feito o preenchimento de todas as vagas.

    Há oferta de vagas para cidades de São Paulo, Manaus, Distrito Federal, Goiânia, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba.

    Saiba mais: Em meio ao Coronavírus, Carrefour anuncia 5 mil vagas de empregos

  • Coronavírus: governo vai capacitar profissionais da Saúde

    Nesta quinta-feira, 2, o Ministério da Saúde (MS) publicou, por meio do Diário Oficial da União, a portaria nº 639/2020, que institui a ação estratégica “O Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde”. O objetivo é a capacitação e o cadastramento de profissionais da área de Saúde para o enfrentamento à pandemia de Covid-19.

    Confira a portaria!

    São contemplados assistentes sociais, biólogos, biomédicos, educadores físicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, médicos, médicos-veterinários, nutricionistas, odontólogos, psicólogos e técnicos em radiologia.

    Para participar, é preciso se cadastrar no site do Registra RH – Saúde. Após o preenchimento do formulário, o profissional vai receber um link de acesso aos cursos de capacitação – que serão feitos de forma online.

    Os conselhos da área da Saúde deverão enviar ao Ministério da Saúde os dados dos seus profissionais e, por sua vez, o ministério vai identificar e informar aos conselhos os respectivos profissionais que não preencheram o cadastro ou que não concluíram os cursos.

    Os profissionais habilitados farão parte de um cadastro geral que poderá ser utilizado por gestores federais, estaduais, distritais e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS), em caso de necessidade, para orientar suas ações de enfrentamento ao novo Coronavírus.

    + Devido ao Coronavírus, Rede D’or São Luiz abre 3 mil vagas de emprego

     

    Governo vai capacitar profissionais de saúde no combate à Covid-19
    (Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)

     

    Estudantes também podem ajudar no combate à pandemia

    Os estudantes da área da Saúde também estão sendo chamados para atuar no enfrentamento ao novo Coronavírus (covid-19). O edital sobre a medida foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 1.

    “Podem participar alunos matriculados em instituições de ensino superior, públicas e privadas, que integram o sistema federal de ensino, cursando o 5° e 6° ano de Medicina, além de alunos do último ano dos cursos de graduação em Enfermagem, Fisioterapia e Farmácia. Os estudantes deverão reforçar de forma prioritária a atuação na Atenção Primária à Saúde do SUS”.

    Os estudantes terão direito a uma bonificação, enquanto durar a medida, de acordo com a carga horária do estágio supervisionado. Sendo a carga de 40h, a bolsa será de um salário mínimo (R$1.045) e de 20h, no valor de meio salário mínimo (R$522,50).

    Além disso, os participantes receberão 10% de pontuação no ingresso em programa de residência do Ministério da Saúde, no prazo de dois anos, além de certificado de participação. 

    Como se inscrever?

    Os interessados podem se inscrever pelo portal UNA-SUS a partir desta quinta-feira, 2.  Ao ser convocado, por e-mail, o aluno deverá se apresentar em até 48h no estabelecimento de saúde indicado.

    Os estudantes também poderão atuar nas áreas de Clínica Médica, Pediatria e Saúde Coletiva, de acordo com as especificidades de cada curso.

    Cremerj protesta convocação do Ministério da Saúde

    Na tarde desta quinta-feira, 2, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), publicou uma nota, argumentando a medida adotada pelo Governo Federal:

    “O que é inaceitável é o gestor se aproveitar deste momento para mais uma vez achincalhar a classe médica. Que se aproveite este momento para fazer a carreira de estado médica dando segurança trabalhista para arriscarmos nossas vidas para que não sejamos chutados após adoecermos ou nossos familiares fiquem sem proteção após nossa morte atuando sem equipamentos de proteção”, afirma o Conselho.

    O Cremerj ainda informou, no documento, que enviou ofício ao Ministério da Saúde e ao Ministério Público, declarando que a situação de emergência, provocada pela Covid-19, não pode estar além do direito constitucional do cidadão e dos médicos.

    “Não faltam médicos no país e nos dando equipamentos de proteção obrigatórios, boas condições de trabalho e segurança trabalhista não nos furtaremos a atuar juntos com o Ministério da Saúde para debelar a pandemia”, afirma o órgão em nota.

  • Rede de farmácias abre vagas de emprego em diferentes Estados

    Com o crescimento dos casos de Coronavírus no Brasil, algumas empresas têm aberto vagas de emprego para reforçar seu quadro de funcionários. A Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo, do Grupo DPSP, por exemplo, estão com vagas de empregos abertas para diferentes Estados.

    Para a função de atendente de loja, há chances para São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Paraná. 

    Há, ainda, vagas de farmacêutico e gerente farmacêutico, ambos com exigência de nível superior e registro no órgão que regulariza a profissão. Além disso, para a função de gerente farmacêutico, é necessário ter conhecimento da legislação farmacêutica e experiência em gestão no varejo farmacêutico. 

    Setrab Rio divulga vagas de cuidador de idoso e técnico de enfermagem

    Quem tem o nível médio técnico pode concorrer ao cargo de técnico em segurança do trabalho, para a cidade de Contagem, em Minas Gerais. Além do curso técnico, o emprego exige conhecimentos no Pacote Office, conhecimentos em normas e legislação de segurança do trabalho, certificação regular e disponibilidade de horário e viagens. 

    O Grupo DPSP também está com oportunidades para a área corporativa nas funções de analista de gestão de metas sênior e analista de logística pleno. As duas vagas são a Vila Leopoldina, em São Paulo. 

    Os salários não foram informados, no entanto, além da remuneração, os profissionais poderão receber os seguintes benefícios: 

    • Assistência médica;
    • Assistência odontológica;
    • Auxílio farmácia;
    • Cesta básica;
    • Cesta de natal;
    • Programa de remuneração variável;
    • Programa de treinamentos;
    • Seguro de vida;
    • Vale-refeição; e
    • Vale-transporte.

    Hospital Nove de Julho abre vagas de emprego em São Paulo

    Recentemente, o Grupo RD, dono da Drogaria Raia e da Drogasil, também divulgou oportunidades de emprego de caráter emergencial em decorrência da substituição de funcionários, que foram afastados, durante a quarentena, por serem considerados do grupo de risco da Covid-19. No entanto, as 2.200 vagas anunciadas já foram preenchidas. 

    De acordo com a assessoria do Grupo RD, novas oportunidades de trabalho serão divulgadas no site da Droga Raia e da Drogasil, de acordo com as necessidades da empresa. 

    Farmácia
    Rede de farmácia abre vagas de empregos 
    (Foto: Divulgação/Grupo DPSP)

    Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo recebem inscrições pela internet 

    Para concorrer às oportunidades de trabalho ofertadas pela Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo, os interessados devem se candidatar no site do Grupo DPSP, no link “Trabalhe Conosco”. O processo de candidatura é direcionado ao site Vagas.com. Lá, o candidato pode se inscrever após preencher o currículo com informações pessoais e de experiência profissional. 

    Como ser efetivado no emprego temporário? Veja dicas! 

    Confira as principais atribuições das vagas ofertadas pela Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo:

    Atendente de loja

    • Efetuar o registro de produtos e vendas no caixa;
    • Realizar atendimento, entrega de cestos e direcionamento do cliente até às seções desejadas;
    • Receber, conferir e repor mercadorias nas prateleiras; e
    • Precificar e conferir validade dos produtos.

    Farmacêutico

    • Esclarecer dúvidas técnicas de clientes e demais funcionários de uma loja;
    • Controlar a entrada e saída de medicamentos psicotrópicos e entorpecentes;
    • Verificar o cumprimento de procedimentos técnico-legais; e
    • Coordenar registros e tratativas de não conformidades técnicas, bem como definir uma solução para os mesmos.

    Gerente farmacêutico

    • Fazer a gestão, treinar e desenvolver a equipe;
    • Garantir a perfeita execução da loja (limpeza, layout, organização, precificação) e o cumprimento de normas de segurança;
    • Responsabilizar-se pelos resultados, desdobrar as metas para a equipe, acompanhar os indicadores e traçar planos de ação quando necessário; e
    • Assegurar o estoque adequado de acordo com a demanda e responder pelo inventário da loja.

    Técnico em segurança do trabalho

    • Elaborar relatórios de inspeção, PPRA, PPP;
    • Realizar treinamentos de CIPA;
    • Controlar a recarga e manutenção de extintores;
    • Ministrar treinamentos para novos colaboradores; e
    • Investigar acidentes de trabalho (CAT).

    Analista de gestão de metas sênior 

    • Gerenciar as metas pelas diretrizes ICP;
    • Acompanhar os comitês de desdobramento de metas; e
    • Analisar as metas e verificar se estão sendo compartilhadas entre as áreas de negócio.

    Analista de logística pleno

    • Garantir a expansão e padronização das operações expressas em lojas;
    • Implementação e gestão dos KPIs de nível de serviço;
    • Interface com a área de operações e lojas;
    • Suporte no desenvolvimento de soluções de tecnologia que melhorem a qualidade do serviço; e
    • Controle e planejamento de separação e transporte.

    Notícias empregos

     

  • ‘Coronavoucher’: após sanção, Bolsonaro espera para publicar lei

    Após anunciar a sanção da renda básica emergencial de R$600, o presidente Jair Bolsonaro demonstra cautela para publicar a lei. Nesta quinta-feira, 2, Bolsonaro disse que vai enviar uma medida provisória (MP) para o Congresso antes da publicação.

    Como o texto do projeto ainda não foi publicado, na prática, ainda não está valendo. O presidente disse que a MP é para garantir a legalidade do gasto extra, já que o auxílio sairá dos cofres públicos.

    Segundo Bolsonaro, o Congresso precisa avaliar a criação de novas despesas e apontar as fontes de onde sairá o dinheiro. “Assinei ontem [quarta], estava aguardando outra medida provisória, porque não adianta dar um cheque sem fundo. Tem que ter o crédito também”, afirmou.

    Especialistas dizem que não há necessidade da MP para liberar os pagamentos, pois em momentos de calamidade, gastos extras estão autorizados. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu que, na atual situação, os gastos são legais.

    + Nova medida provisória permite redução de até 70% nos salários

    Criticado pela demora em pagar o auxílio, o presidente disse que o motivo da demora é que “a burocracia é enorme” e qualquer erro por parte dele poderia resultar em crime de responsabilidade. Apesar disso, disse que “semana que vem começa a pagar.”

    Ao ser questionado se assinaria e publicaria as medidas pendentes ainda nesta quinta-feira, 2, o presidente se irritou com os jornalistas. Bolsonaro se mostrou cauteloso por medo de cometer crime de responsabilidade e que não daria “esse prazer”.

    “Deve ser, pô. Mas, a burocracia é enorme. Uma canetada minha errada é crime de responsabilidade. Dá para você entender isso? Ou vocês querem que eu cave a minha própria sepultura? Não vou dar esse prazer para vocês”, disse.

    Segundo o governo, o auxílio de R$ 600, que será pago por três meses, beneficiará 54 milhões de pessoas com um custo de R$ 98 bilhões. A MP que o presidente precisa publicar no ‘Diário Oficial’ deverá abrir o crédito extraordinário destes R$ 98 bilhões.

     

    Jair Bolsonaro
    Bolsonaro demonstra cautela para publicação da lei do auxílio de R$600
    ​​​​​(Foto: Divulgação)

     

    Presidente disse que vetou BPC

    Bolsonaro disse hoje que vetou um trecho do projeto do auxílio emergencial que, segundo ele, ampliava o acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada) – pago a idosos e deficientes pobres.

    Não é possível saber exatamente o que foi vetado, uma vez que o governo ainda não publicou o texto da lei. O veto foi justificado pelo presidente que disse que o Congresso não “apresentou a fonte” dos recursos para a ampliação do BPC.

    “O que diz a lei é que tem que ter uma origem para pagar aquele benefício. Qual é a fonte? O Congresso não apresentou a fonte. Leia o artigo 62 da Constituição. O parlamentar que quiser dar um benefício para alguém tem que indicar de onde vem aquele recurso”, declarou.

  • Coronavírus: profissionais relatam o impacto no mercado de trabalho

    A pandemia do novo Coronavírus trouxe impactos significativos no mercado de trabalho brasileiro. Enquanto alguns setores estão aquecidos e aumentam suas contratações, outros têm a necessidade de demitir ou reduzir o salário dos seus empregados.

    O reflexo já pode ser sentido em diversos segmentos. De acordo com o CEO da Gi Group Brasil – multinacional de Recursos Humanos, Carlos Martins, muitos negócios continuarão a ser impactados com o isolamento social e o pico da doença no país, previsto para este mês de abril e início de maio. 

    “Uma vez que temos impactos nessa parte dos negócios e da população, isso gera uma reação em cadeia, pois o sistema econômico é interligado. Então, teremos menor poder de consumo, e, isso continuará afetando a maioria das empresas nacionais e globais”, diz. 

    Mesmo com dados negativos, em uma análise, Carlos Martins afirma que algumas áreas terão resultados positivos nesse momento, principalmente com a geração de empregos.

    Para ele, as áreas que sofrerão menor impacto na geração de empregos são as que estão diretamente relacionadas a serviços essenciais, como:

    • Indústrias farmacêuticas e químicas – voltadas ao setor de saúde;
    • Dispositivos e aparelhos médicos;
    • Serviços de saúde, alimentos e bebidas;
    • Varejo alimentício (supermercados);
    • Varejo de medicamentos (redes de drogarias);
    • Logística;
    • Indústria de embalagens;
    • Tecnologia.

     

    Na área da Saúde, por exemplo, foram abertas mais de 3,7 mil vagas na plataforma da Catho na última semana. 

    “Um aumento de 500% em relação ao mesmo período do ano passado”, diz a diretora de Operações da Catho, Regina Botter.

    Por outro lado, outros segmentos não terão tanta sorte. Segundo o CEO da Gi Group, estes setores terão mais impacto ou levarão mais tempo para se recuperar, sendo eles:

    Turismo: impacto direto com o fechamento dos hotéis; empresas aéreas afetadas pelos cancelamentos, fechamento de fronteiras e distanciamento;

    Varejo (exceto os supermercados) – com o fechamento dos shoppings, lojas de vestuários, calçados, cosméticos e demais foram altamente impactadas;

    Real estate (mercado imobiliário) – diminuição drástica de locações e fechamento de imobiliárias;

    Eventos e entretenimento – com o isolamento social, eventos, feiras, shows, entre outros foram cancelados e esse setor sofre forte impacto, pois com a falta de circulação de pessoas acontece uma desaceleração natural;

    Restaurantes e bares – fechados totalmente até liberação do governo. No geral, o delivery corresponde de 20 a 25% da receita e muitos funcionários podem ser impactados se não houverem medidas de resgate da economia pelo governo.

    Coronavírus impacta o mercado de trabalho (Foto: Governo do Brasil)
    Entenda os impactos do Coronavírus no mercado de trabalho
    (Foto: Governo do Brasil)

     

    Dívidas e incertezas, os desafios dos brasileiros

    Em menos de um mês, o brasileiro viu sua vida virar de ponta-cabeça. Em 11 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a pandemia de Coronavírus e todos os governantes iniciaram os protocolos para aplicar um estágio de quarentena aos cidadãos.

    Diversas empresas precisaram fechar seus estabelecimentos e os empregados foram mandados para casa. Com isso, além da saúde, muitos brasileiros se preocupam com suas contas e itens básicos de sobrevivência.

    Aluguéis e alimentação ainda precisam ser supridos, além das cobranças de luz e água que continuam chegando. Os profissionais autônomos, microempreendedores individuais (MEIs) e os informais são os mais afetados neste momento. 

    Para a autônoma e artesã, Teresa Inacio, de 31 anos, em menos de um mês sua vida mudou completamente. O isolamento social e a pandemia impactaram fortemente o mercado de eventos no qual trabalha.

    “Como artesanato é item supérfluo, as pessoas procuram evitar gastos com coisas não necessárias . Sem vendas não posso comprar materiais novos e investir em produção de novas peças, ocasionando na falta de produto para vender. Por fim, não tem entrada de dinheiro”, diz.

    Ainda segundo a artesã, só neste período, já foi necessário usar o cheque especial, criando dívidas e, possivelmente, gerando até um futuro empréstimo.

    Já para a analista de comunicação e marketing, Deborah Ferreira, o impacto foi forte na sua agência. Mesmo trabalhando com home office desde setembro de 2018, os clientes tiveram suas atividades suspensas neste período e, por isso, o trabalho de comunicação foi suspenso. 

    “Meus clientes são dos setores de Cultura, Entretenimento e Beleza, todos serviços não fundamentais. Com isso, estou negociando com todos o pagamento de março e, para abril, não tenho clientes”, disse a empresária.

    Por ter uma “reserva de crise”, como chama, Deborah acredita que vá conseguir passar por esta fase. “Guardo para esses momentos adversos, pois, aprendi que nós que somos autônomos, precisamos sempre cavar nossa própria renda todos os dias e guardar algo para os dias de baixa”, relata.

     

     

    “Coronavoucher” ajuda, mas não resolve 

    Tanto Teresa Inacio quanto Deborah Ferreira estão esperando pelo pagamento do Coronavoucher. O auxílio emergencial foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro na última quarta-feira, 1, e promete ajudar trabalhadores informais, desempregados e MEIs.

    O valor de R$600, no entanto, não resolve o problema dos trabalhadores brasileiros, mas serve para auxiliar nas despesas essenciais nesse momento de crise. 

    “O Coronavoucher irá ajudar com as contas importantes, como internet e telefone, mecanismos fundamentais para a busca de trabalhos na minha profissão e também para a alimentação”, diz Deborah.

    A expectativa é que o benefício comece a ser pago já na próxima semana. Por isso, o Governo Federal está trabalhando para regulamentar a lei o quanto antes. Para a autônoma Teresa, o auxílio é necessário nesse momento.

    “Não será uma solução, mas será uma pequena ajuda para suprir necessidades básicas como alimentação e itens de higiene”, diz.

    Profissionais de RH estão confiantes

    Com o objetivo de compreender os impactos da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) nos processos seletivos, a Catho realizou uma pesquisa com 800 recrutadores para mapear as perspectivas de contratação em tempos de quarentena.

    Segundo o levantamento, 57% dos profissionais de RH estão confiantes em uma retomada positiva nos próximos dois meses.

    Ainda segundo a pesquisa, 50% dos profissionais de RH acreditam na efetividade do processo seletivo virtual durante a quarentena. Dentre os métodos utilizados para realizar o recrutamento estão videochamada (79%), ligações (63%), e-mail (33%), SMS (7%) e WhatsApp (2%).

    Exemplo disso são as vagas que já estão abertas. De acordo com a Associação Paulista de Supermercados (APAS), em abril, 5 mil vagas temporárias devem ser abertas em toda a Grande São Paulo.

    Em comparação ao mesmo período do ano passado, foram registrados 500 novos postos. A maioria das vagas são para os postos de operador de caixa e repositor.

    Em nota, a APAS informou que os supermercados realizarão os processos seletivos de forma online, de acordo com medidas de prevenção ao Covid-19.

    Em função da pandemia do novo Coronavírus também houve aumento na oferta de empregos na área da Saúde.

    A Rede D’Or São Luiz, por exemplo, abriu 3 mil oportunidades divididas em mais de 200 funções, nas seguintes cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Santo André, Brasília, São Caetano do Sul, Recife, Osasco, Salvador, Carapicuíba, São Bernardo do Campo, Ribeirão Pires e São Luiz.

    Segundo a diretora de Operações da Catho, Regina Botter, ainda que pareça difícil, é preciso manter o otimismo. Para ela, certamente a crise será superada, assim como tantas outras foram.

    “A retomada vai acontecer e o mercado como um todo vai, aos poucos, aquecer e refletir diretamente na economia, na criação de novas vagas e, muito provavelmente, novas funções”, diz.