Categoria: CONCURSOS

  • Banco de talentos se destaca em tempos de recrutamento online

    A digitalização das etapas de recrutamento e seleção já vinha acontecendo nos últimos anos. No entanto, com as medidas de isolamento social, esse processo foi acelerado e os recursos humanos passaram a realizar todo o processo seletivo de forma remota, inclusive a admissão.

    Entre as ferramentas digitais usadas pelos profissionais de RH está uma bastante conhecida: o banco de talentos. Através dele, é possível ter acesso a informações dos candidatos – experiências, formação, habilidades e competências – e isso acaba sendo fundamental para as seleções.

    “O banco de talentos leva a um processo seletivo mais rápido e assertivo, pois permite a empresa procurar e validar o perfil do profissional de acordo com os requisitos da vaga”, explica Valeria Leal, consultora de recursos humanos da VLeal RH Gestão em Pessoas.

    Neste momento de pandemia, Valeria conta que os bancos adquiriram protagonismo: “Com as demissões que aconteceram neste período, o volume de profissionais qualificados disponíveis no mercado será imenso e ter uma ferramenta que possibilita fazer uma triagem com qualidade é de muita valia para as empresas”.

    A consultora aconselha ter atenção no momento em que for se cadastrar em um banco de talentos. “Seja atencioso ao cadastrar os seus dados, todas as informações adicionais relativas às experiências ou habilidades fazem toda diferença no momento de pesquisa da empresa”, explica.

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    banco de talentos
    Banco de talentos: “seja atencioso ao cadastrar os seus dados”
    (Foto: Pixabay)

     

    Outro conselho é em relação ao uso de palavras-chave que, segundo ela, é a forma que as empresas utilizam para pesquisar nos bancos. Portanto, o uso de expressões comuns na sua área de trabalho são importantes na hora de descrever as atividades desenvolvidas em experiências anteriores.

    Em relação ao tempo de atualização das informações, a consultora explica não haver regra, mas que as informações de contato devem estar sempre atualizadas, já que é a forma pela qual a empresa pode contatar o candidato. “As demais atualizações deverão ser feitas à medida que alguma competência ou experiência seja adquirida”, orienta.

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    Valeria informa que a validade dos cadastros em banco depende de cada plataforma. “Em média, os arquivos sem movimentação no prazo de dois anos costumam ser descartados. Mas, se as plataformas são específicas, eles ficam por tempo indeterminado”, explica.

    Mas ela complementa, dizendo que “as empresas não costumam buscar os profissionais que estejam sem atualização por mais de dois anos”. Sobre o tempo de convocação para as entrevistas, a consultora acrescenta:

    “Não há um prazo estimado para que um candidato seja chamado, o importante é que ele faça sempre um paralelo entre quantas vagas abriram para a sua área e porque ele não foi convocado. Um cadastro mal feito ou incompleto pode levar o recrutador a descartar o candidato. O canal do banco de talentos é a primeira oportunidade de se mostrar à empresa. Importante que o candidato avalie o que há de novo no mercado. Se atualizar é a melhor prática para se fazer presente”.

    Entrevistas online

    A consultora de RH conta que houve um aumento considerável nas entrevistas online. No entanto, ela alerta sobre a necessidade de se ter os mesmos cuidados da entrevista presencial. 

    “Verifique se o local, horário e recursos para uma boa conversa estejam favoráveis a você. Isto já causa uma boa impressão, que já não poderá ser sentida com o aperto de mão ou um olhar mais expressivo”, aconselha.

    O Senac também pontua que a entrevista online requer atenção especial a outros pontos. Além de estudar sobre a empresa e vestir-se adequadamente, é preciso seguir alguns passos para se destacar, tais como:

    • Testar os equipamentos com antecedência para garantir que microfone, câmera e conexão de internet estejam funcionando adequadamente; 
    • Escolher um ambiente de fundo neutro e sem distrações para reter a atenção do entrevistador no candidato;
    • Olhar para a câmera com segurança, mantendo o foco nos olhos do recrutador;
    • Evitar distrações e interrupções de outras pessoas que estejam no ambiente, dedicando-se somente à entrevista.

     

  • Auxílio emergencial: Caixa libera saques para nascidos em março

    Nesta terça-feira, dia 2, 2,7 milhões de brasileiros, nascidos em março, poderão realizar saques e transferências da segunda parcela do auxílio emergencial, depositado nas contas sociais digitais. 

    A Caixa Econômica Federal iniciou as liberações dessas transações a partir de sábado, que seguem um cronograma, conforme a data de nascimento de cada beneficiário. Na quarta-feira, dia 3, a liberação será para os nascidos em abril, e assim sucessivamente até sábado, dia 13, para os nascidos em dezembro.

    Entretanto, para aqueles que ainda não podem fazer saques, o dinheiro pode ser utilizado para o pagamento de contas através do cartão de débito virtual. Já os beneficiários que, no momento do cadastro, indicaram outras contas ou poupança da Caixa para recebimento do benefício, o valor será transferido automaticamente. 

    Segundo a Caixa, mais de 50 bancos participam da operação de pagamento do auxílio emergencial. 

    Para os saques, as agências da Caixa estão funcionando das 8h às 14h. Ao chegar no local, as pessoas receberão uma senha de atendimento. O banco reforça que, mesmo fechando às 14h, todos que estiverem na fila serão atendidos, portanto, não há necessidade das pessoas madrugarem.

    Até segunda-feira, 1º, a Caixa já havia pagado R$76,6 bilhões para 58,6 milhões de beneficiários do auxílio emergencial. 

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    Nascidos em abril, poderão sacar a partir de amanhã, dia 3
    (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

     

    Mães adolescentes têm até quarta-feira, 3, para pedir auxílio

    Mães menores de 18 anos de idade têm até o dia 3 de junho, quarta-feira, para solicitar o auxílio emergencial de R$600 e cota dupla para mães solteiras.

    A extensão do programa às mães menores de idade foi permitida a partir da sanção presidencial, no último dia 15, do projeto de lei, que previa ainda a inclusão de pais solteiros e outras categorias profissionais. Contudo, elas só puderam iniciar o cadastro no dia 30 após a liberação da 16ª versão do aplicativo Caixa Auxílio Emergencial.

    Para solicitar, essas adolescentes precisam cadastrar pelo menos dois membros da família (ela própria mais um filho, no mínimo). Se a mãe pertencer a uma família maior, com algum membro que tenha se cadastrado no programa, precisará fazer o cadastro compatível com o do outro membro da família.

    No acesso ao aplicativo, serão exigidas as seguintes informações: nome completo, número do CPF, nome da mãe e data de nascimento, conforme constam nos cadastros da Receita Federal. O app também oferece a opção “mãe desconhecida”, caso a requerente não conheça a mãe. Pelo fato de haver a necessidade do CPF do filho, as mães grávidas não poderão fazer pedidos do benefício. 

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    Depois de concluir e enviar a solicitação, os dados serão analisados pela Dataprev, que realizará a comparação das informações prestadas com as 17 bases de dados disponíveis para ver se o requerente cumpre as condições legais para receber o auxílio emergencial. 

    Pelo aplicativo, a mãe adolescente poderá acompanhar o andamento do benefício para saber se foi aprovado, negado ou se o cadastro foi considerado inconclusivo, no caso de as informações serem divergentes dos dados governamentais.  

     

  • Conta Zap tem chances para chatbot, financeiro e tecnologia

    A Conta Zap, primeira conta digital gerenciada pelo aplicativo WhatsApp, está com novas vagas de emprego. Ao todo, são ofertadas 15 oportunidades para as áreas de Chatbot, Finanças e Tecnologia.

    As vagas de trabalho destinam-se a candidatos que tenham graduação completa ou estejam cursando. Para participar do processo seletivo, os interessados devem enviar currículo e resumo da trajetória profissional para o e-mail: vagas@contazap.com.  

    Por conta da pandemia do novo Coronavírus, o processo de seleção dos novos funcionários acontecerá de forma 100% online. Além disso, quando contratados, os colaboradores executarão suas tarefas em trabalho remoto, ou seja, em home office

    A vaga de TI exige profissionais com conhecimento em desenvolvimento de software com, pelo menos, dois anos de experiência. A empresa trabalha com Java desenvolvendo API’s que se integram tanto com os canais digitais quanto backoffice, e, também com o desenvolvimento do sistema interno de retaguarda operacional, utilizando angular. 

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    Nesta função, serão aceitos candidatos nos seguintes níveis: 

    • Júnior: entre 1 e 2 anos de experiência;
    • Pleno: entre 2 e 4 anos de experiência; e
    • Sênior: acima de 5 anos de experiência.

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    Para concorrer, é preciso ter conhecimento em Java, SQL, banco de dados nosql, Rabbit MQ, Spring boot e experiência em times rodando com metodologia ágil como Scrum e XP, por exemplo. Os salários variam de R$2,8 mil a R$8 mil

    A área de Chatbot destina-se a profissionais com conhecimento em Zenvia ou Watson, ou alguma outra plataforma de aplicação conversacional. A remuneração varia de R$1,8 mil a R$3 mil

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    Já na área de Administrativo/Financeiro, as oportunidades estão disponíveis para profissionais que já tenham tido experiências em departamento de compras, pagamentos a fornecedores e processamento de folhas salariais. Será um diferencial os candidatos que tenham conhecimento da plataforma Matera. O salário varia de R$2,5 mil a R$6 mil

     

    Aplicativo conta Zap
    Conta Zap oferta 15 vagas de emprego remoto
    (Foto: Divulgação) 

     

    Confira vagas de emprego para representante comercial em home office 

    O classificado online de vagas ‘Trabalha Brasil’ está com diversas oportunidades de emprego para o cargo de representante comercial. Destas, 57 permitem que o profissional trabalhe de forma remota (home office).

    A função exige que o candidato tenha perfil proativo. Há chances nos estados de Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Segundo informações divulgadas em algumas das vagas, o salário varia de R$2.500 a R$3 mil, além das comissões.

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    Os interessados podem se inscrever pelo site do Trabalha Brasil. Como há estipulado nenhum prazo para o término das inscrições, as vagas poderão ser encerradas a qualquer momento, conforme forem sendo preenchidas ou mediante necessidade das empresas contratantes.

    A plataforma oferece outras oportunidades para a área de Vendas em todo o país. Há vagas para os cargos de atendente, assistente comercial, consultor de vendas, promotor de vendas e vendedor (externo e interno).

    Notícias de empregos

     

  • Enem 2020: prazo de pagamento da taxa de inscrição é prorrogado

    O prazo de pagamento da taxa de inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi prorrogado até o dia 10 de junho. A informação foi dada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), nesta terça-feira, 2.

    A decisão de prorrogar o prazo foi justificada pelo cenário de pandemia de novo Coronavírus. Segundo o Inep, cerca de 300 mil candidatos ainda não efetuaram o pagamento da taxa.

    A partir desta quarta-feira, 3, os estudantes poderão emitir um novo boleto bancário para garantir a participação no exame. O instituto informou que os boletos gerados anteriormente perderam a validade e que 5,7 milhões de pessoas tiveram suas inscrições confirmadas.

    Ao todo, segundo dados do Inep, são 6.121.363 inscritos. Desse total, 65% já concluíram o ensino médio, 23% são concluintes e 12% são estudantes que não estão concluindo, mas fazem a prova como treinamento.

    O valor da taxa de inscrição é de R$85. Lembrando que não pagam aqueles se enquadram nos critérios de isenção (estudantes do último ano do ensino médio e membros de família baixa renda) e tiveram o pedido deferido.

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    Por conta da pandemia, essa já é a terceira mudança no cronograma do exame. Além do adiamento do prazo de inscrição em cinco dias, o Ministério da Educação, sob pressão, havia decidido postergar indefinidamente a data da prova.

     

    Enem 2020
    Prazo para pagamento da taxa vai até o dia 10 de junho
    (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

     

    Inscritos serão consultados sobre nova data do Enem

    O adiamento do Enem aconteceu após pressão por parte dos estudantes, professores e parlamentares. Segundo o Inep e o MEC, o prazo de adiamento será “de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais”.

    A prova estava prevista para os dias 1º e 8 de novembro, em sua versão tradicional, e 22 e 29 de novembro, na nova versão digital. A decisão foi anunciada um dia após o Senado Federal ter aprovado um projeto que adiava a realização do exame.

    O texto-base teve 75 votos favoráveis e apenas um contrário, do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). O projeto aguardava aprovação no Congresso e precisava ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro.

    No entanto, ainda não foi definido quando serão realizadas as provas. Após a confirmação do adiamento, o governo afirmou que fará uma enquete com os participantes para definir as novas datas. 

  • Em campanha, Sebrae estimula MEIs a se reinventarem na crise

    A nova campanha do Sebrae “MEI. Reinvente. Repense. Recrie”, lançada no dia 18 de maio, já acumula mais de 250 mil acessos na sua página, ajudando microempreendedores a lidarem com a crise causada pela pandemia. 

    É um ambiente exclusivo para o MEI, dentro do Portal do Sebrae, onde estão disponíveis gratuitamente diversos conteúdos criados especificamente para a categoria. Isso inclui diversas ferramentas para que o empreendedor possa se reinventar e continuar em operação, por meio de mudanças estratégicas e planejadas. São ofertados:

    • cursos online gratuitos;
    • consultorias especializadas online;
    • atendimentos via chat e e-mail;
    • dicas de remodelagem de negócios;
    • de renegociação de dívidas;
    • de como buscar crédito;
    • como mudar o foco do negócio; e
    • cases de sucesso, entre outros conteúdos. 

    Curso do Sebrae orienta sobre o acesso ao microcrédito consciente

    De acordo com o Sebrae, em virtude do isolamento social para conter o avanço da Covid-19, muitos dos 10 milhões de MEI precisaram paralisar temporariamente suas atividades. De acordo com pesquisa da empresa, 58% tiveram que suspender suas vendas durante a pandemia e 31% mudaram a forma de funcionamento.

    Por isso, foi lançada a campanha com o objetivo de apoiar esses microempreendedores. O presidente do Sebrae, Carlos Melles, salientou a importância dos MEI’s para o país, neste momento, como oportunidades de geração de renda e de emprego

    E a campanha é um reconhecimento do Sebrae ao papel fundamental que esses 10 milhões de empreendedores têm na economia brasileira:

    “Neste momento, oferecer suporte à categoria é primordial para que o país supere a crise e retome seu crescimento. Por meio dessa campanha, estamos disponibilizando todo o corpo técnico especializado do Sebrae para auxiliar o MEI na reinvenção de respostas para os problemas que estão sendo enfrentados.”

     

    Empreendedor
    Campanha do Sebrae disponibiliza conteúdos exclusivos para MEI’s
    (Foto: Reprodução/ Pixabey)

     

    Casos de sucesso do Sebrae estimulam outros empreendedores

    Um dos tipos de conteúdo da nova campanha que merece destaque são os cases de sucesso na crise. Microempreendedores que transformaram a forma de gerar renda usando informações disponibilizadas pelo Sebrae. 

    Entre o público cativo que tem consumido os cursos, lives e demais informações gratuitas, está Sandra Costa, que atua como MEI há mais de 10 anos, e Maria Cristina, dona de uma pequena empresa com 30 anos de mercado. 

    Ambas adquiriram novas habilidades para encarar a crise causada pela pandemia do novo Coronavírus. A terapeuta holística Sandra Costa é proprietária da Zyon Terapias há 30 anos e atua formalmente como MEI desde 2009, em São Paulo. 

    Com as medidas de isolamento social, a empresária suspendeu os atendimentos e ficou 40 dias sem pacientes. Antes da pandemia, mesmo possuindo redes sociais, sua atuação era basicamente presencial. 

    “Esse tempo sem atender serviu para mergulhar e repensar o meu negócio. Comecei a atuar mais ativamente nas redes, oferecendo conteúdo relacionado às terapias diariamente para meu público. Também usei a rede de contatos com pacientes para convidá-los a iniciar os atendimentos virtuais. Apesar da resistência inicial, considero um sucesso, retomei os atendimentos e os feedbacks têm sido muito positivos”, diz a terapeuta.

    Segundo a profissional, o Sebrae foi fundamental neste redirecionamento. Ela conta que o último conteúdo que consumiu foi o webinar com Rafael Somera, falando sobre técnicas de vendas. 

    “(…) Simplesmente incrível, ele escreveu o livro ‘O Homem que aprendeu a vender’. Na live tivemos a oportunidade de aprender técnicas que nos diferenciam substancialmente no mercado. Dicas de atendimento personalizado, tratamento com cliente e pós-venda, tudo gratuito.”

    No Paraná, Maria Cristina Scheidt é outra empresária que está aproveitando os conteúdos da campanha para transformar sua atuação e amenizar os efeitos da crise. Ela é dona de uma pousada, que paralisou os serviços há mais de 60 dias. 

    Para manter a proximidade com os clientes, decidiu criar páginas nas redes sociais com informações sobre a hospedagem. Apesar de já ter perdido o período de alta temporada, ela avalia que a iniciativa pode ajudar a conseguir novos clientes: 

    “Trabalho nesse ramo há 30 anos, nunca vivi uma crise como essa. Nunca tivemos que fechar a pousada por tanto tempo. Mas há males que vêm para o bem, eu cresci com isso, iniciei nossa atuação nas redes sociais e espero que colabore com a divulgação da nossa pousada.”

    A microempresária afirma que já realizou um curso de gestão financeira e consultorias por meio do Sebrae, que sempre considerou como um parceiro do seu negócio:

     “(…) Meu objetivo é pegar dicas de como atuar nas redes sociais para chamar atenção dos clientes para a nossa ilha (Ilha do Mel). Espero que a pandemia passe logo, que a situação seja normalizada e possamos voltar a receber as pessoas.”

  • Mercado deve demorar mais de 9 meses para se normalizar

    A Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio DF) solicitou uma sondagem ao Instituto de Opinião e Informação Estratégica, em parceria com a Sphinx Brasil, sobre o impacto da pandemia do novo Coronavírus na economia brasiliense. Os dados são referentes aos dias 25 e 29 de maio.

    Durante esse período, 105 empresários foram ouvidos. Uma das perguntas feitas ao grupo foi sobre a percepção de tempo dos empresários para a volta do mercado à normalidade. Na média, os entrevistados acreditam que a retomada vai demorar mais 9 meses e meio.

    Do total de participantes, 33,7% respondeu que a normalidade só deve voltar após 10 meses ou mais. Já os mais otimistas (5,8%) acreditam que será preciso um prazo de 8 a 9 meses para a situação normalizar. 

    Um grupo ainda menor, correspondente a 3,5% dos entrevistados, apostou em um período de 4 a 5 meses. Para outros 27,9%, tudo deve voltar ao normal em menos de 4 meses. 

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    Sobre o fluxo de clientes nos estabelecimentos após a reabertura, os entrevistados também se mostraram cautelosos. Para esse quesito foram computadas as seguintes respostas: 

    • 13,3% responderam que as vendas aumentarão em função da demanda reprimida; 
    • 12,4% disseram que voltará a ser como antes da COVID-19; 
    • 30,5% afirmaram que o fluxo diminuirá por conta do medo do contato social; 
    • 40% responderam que a falta de dinheiro será preponderante para os clientes não irem às lojas; e 
    • 3,8% não souberam avaliar.

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    O presidente da Fecomércio DF, Francisco Maia, avaliou que os resultados refletem o entendimento dos empresários sobre o atual momento de crise. Além disso, eles estão tomando todos os cuidados necessários para que os funcionários e clientes estejam protegidos contra a contaminação do vírus.

    “No dia 27 de maio, a Fecomércio acompanhou a reabertura dos shoppings da cidade. Notamos um movimento abaixo do esperado e os empresários cumpriram todas as determinações de segurança: uso de máscaras, álcool em gel, aferição de temperatura e distanciamento. Acredito que com o tempo, essas medidas gerarão confiança nas pessoas, para que voltemos à normalidade”, explicou. 

     

     

    Calculadora
    Empresas buscam novos meios de chegar até os clientes e
    manter atividades (Foto: Pixabay)

     

    Empresários adotam medidas de prevenção

    Na própria pesquisa há dados sobre os cuidados tomados pelos empresários. Em uma pergunta de múltipla escolha, sobre as medidas que estão sendo tomadas, 97,1% afirmaram disponibilizar máscaras para todos os colaboradores. Além disso, 86,7% responderam ter álcool em gel na entrada da loja e próximo ao caixa, enquanto outros 25,7% afirmaram dar luvas aos colaboradores; e 21% aumentaram a limpeza constante do ambiente. 

    Ainda de acordo com o estudo, 62,9% dos empresários entrevistados acreditam que haverá uma queda no faturamento no primeiro mês depois que os estabelecimentos reabrirem. Sobre as demissões, 27,6% tiveram que cortar o vínculo empregatício dos funcionários

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    Por fim, o estudo ainda aponta que os empresários já planejam novas formas de chegar até seus clientes. Segundo a sondagem elaborada pela Fecomércio, 14,6% das empresas estão investindo em delivery; 15,8% acrescentaram a retirada no balcão; 12,9% entraram no mundo digital e 17% já realizavam alguns desses serviços. 

    Do total de empresas entrevistadas, 81,2% responderam que pretendem continuar com essas modalidades após a pandemia. O sócio da Opinião Informação Estratégica, o estatístico Alexandre Garcia, destacou a importância do empresário se reinventar. Segundo ele, a digitalização é indiscutível e vai mudar a jornada de muitos produtos e serviços. 

    “Se tivermos que conviver com o Coronavírus ainda por muito tempo, isso provocará mais mudanças sociais do que já estamos enxergando. A partir do momento em que se gera uma adaptação, com um modo mais seguro e conveniente, não tem motivos para voltar a ser como antes”, destacou.

  • Auxílio emergencial: 11 milhões de pedidos aguardam análise, diz Caixa

    O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, informou que até a manhã desta terça-feira, 2, cerca de 11 milhões de brasileiros ainda estavam aguardando a análise do pedido do auxílio emergencial.

    Desse total, 5,7 milhões de pessoas ainda estão na primeira análise e 5,3 foram marcados como inelegíveis e esperam pela reanálise. Segundo Guimarães, o banco vai efetuar os novos pagamentos a partir de 48 horas após o recebimento dos dados processados pela Dataprev.

    Da análise ao saque, auxílio emergencial é marcado por problemas

    Um balanço realizado pela Caixa informa que foram feitos 106,9 milhões de cadastros. Desse total, 101,2 milhões foram processados. Para os beneficiários do Bolsa Família, 19,2 milhões foram considerados elegível, enquanto 700 mil ficaram como inelegíveis.

    Dos 32,1 milhões de cadastros do CadÚnico, 10,5 milhões foram marcados como aptos a receber o benefícios, já os outros 21,6 milhões não receberam. A maior demanda veio de inscritos no aplicativo ou site: 54,9 milhões de cadastros.

    Nesse caso, 49,2 milhões de cadastros foram processados. Ao todo, são 29,3 milhões de pessoas elegíveis, 19,9 inelegíveis (5,3 milhões em reanálise) e 5,7 milhões aguardando a primeira análise.

    Segundo o governo federal, os pedidos serão analisados num prazo máximo de 20 dias. Após ação apresentada pela Defensoria Pública da União, a AGU fechou um acordo com o Ministério da Cidadania e com a Caixa para que, em caso de atraso, a liberação fosse automática.

    É possível consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site. Também é possível acompanhar o pedido pelos sites do Ministério da Cidadania e Dataprev.

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    Nesta terça-feira, 2, a Caixa também liberou as transferências e os saques em dinheiro da segunda parcela do auxílio para os 2,7 milhões de beneficiários nascidos em março. O benefício já havia sido depositado na poupança digital.

     

    Auxílio emergencial
    11 milhões de brasileiros aguardam análise do auxilio emergencial
    (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

     

    Beneficiários poderão ter que devolver auxílio

    Por conta de uma alteração feita na lei do auxílio emergencial, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, os beneficiários que se recuperarem financeiramente ao longo do ano terão que devolver o dinheiro recebido

    Caso a pessoa receba em 2020 um valor superior ao limite de isenção do Imposto de Renda (IR), será necessário efetuar a devolução integral do auxílio – inclusive o dos dependentes, se for o caso. 

    Atualmente, é isento do IR quem recebe até R$28.559,70 no ano inteiro. Esse valor pode sofrer alteração, mas não é atualizado desde 2015. Lembrando que, nessa conta, não entrará o dinheiro recebido do auxílio emergencial.

    IR 2020:

    O benefício exclui quem recebeu mais do que esse valor em 2018. Após o pagamento da primeira parcela, a Câmara e o Senado aprovaram um projeto que retirava esse critério, mas, em contrapartida, adicionava a devolução para pessoas com valor superior em 2020.

    Esse foi um acordo entre o Legislativo e o governo, no entanto, segundo o senador Esperidião Amin (PP-SC), o combinado não foi cumprido. Bolsonaro sancionou o projeto, mas, usando o poder do veto, manteve a exclusão de pessoas com renda do IR não isenta em 2018.

    Especialistas criticam a redação do artigo, pois transforma o auxílio emergencial em uma espécie de ‘empréstimo’. De acordo com Amin, relator do projeto, o texto foi proposto pela equipe econômica do governo.

    A lei vai obrigar que os contribuintes paguem o valor integral do auxílio junto com a contribuição do imposto de renda. A Receita Federal disse que “está em estudo como a medida será operacionalizada”.

  • Quais serão os efeitos da pandemia no mercado de trabalho?

    A pandemia do novo Coronavírus fez com que profissionais em todo o mundo passassem a trabalhar de maneira remota. Com essas práticas de produção à distância, surgem questionamentos de como será a lógica do trabalho no futuro.

    Em entrevista a equipe de jornalismo das Nações Unidas, Susan Hayter, consultora técnica sênior sobre o futuro do trabalho na Organização Internacional do Trabalho (OIT), falou sobre como será o mercado de trabalho pós-pandemia.

    Susan explica que, antes mesmo da Covid-19, já havia discussões sobre como a tecnologia afetaria o futuro do trabalho. Segundo ela, esse futuro não é pré-determinado, portanto cabe aos profissionais moldá-lo.

    Mas ela conta que essa interferência da tecnologia acabou chegando antes do previsto. “As reuniões virtuais remotas agora são comuns e a atividade econômica aumentou em várias plataformas digitais”.

    A grande questão é: quando passar as restrições, o home office será considerado o “normal”? A consultora responde que grandes empresas já estudam um modelo de colaboração remota, de forma opcional, como um novo padrão.

    “Algumas grandes empresas das economias desenvolvidas já disseram que o que tem sido um piloto não planejado – o teletrabalho remoto – se tornará a maneira padrão de organizar o trabalho. Os trabalhadores não precisarão se deslocar novamente, a menos que optem por fazê-lo”, conta.

    Home office e isolamento social: saiba como cuidar da saúde mental

    Para Susan, essa mudança seria positiva tanto para as pessoas, como para o planeta. “Mas a ideia do fim do escritório é certamente exagerada. A OIT estima que, em países de alta renda, 27% dos trabalhadores possam trabalhar de casa. Mas isso não significa que eles vão continuar trabalhando remotamente”, explica.

    O ponto que a consultora levanta é de como será possível adaptar as práticas de trabalho e colher os benefícios do home office, mas sem perder o valor social e econômico do trabalho presencial.

    “Ao celebrar as inovações na organização do trabalho que apoiaram a continuidade dos negócios durante a crise de saúde, não podemos esquecer que muitos perderam o emprego ou fecharam os negócios, pois a pandemia paralisou algumas indústrias”, alerta.

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    Para quem retorna ao trabalho presencial, é preciso ter um local seguro. “O grau de confiança dos trabalhadores nas medidas adotadas pelos empregadores para tornar os locais de trabalho seguros sem dúvida terá um impacto no retorno”, explica, e acrescenta a importância de envolver, se for o caso, os representantes sindicais nessas decisões.

    Essa segurança abrange muitas coisas, pede protocolos de distanciamento social até equipamento de proteção individual. Além disso, a consultora fala sobre alguns grupos, como motoristas de aplicativos, em que o local de trabalho é a própria atividade realizada.

    “A pandemia revelou a falsa escolha entre flexibilidade e segurança de renda. Esses trabalhadores podem não ter ou ter acesso inadequado a licenças médicas e benefícios de seguro-desemprego. Precisamos garantir que seu trabalho seja realizado em condições seguras”, enfatiza.

     

    Home office
    Home office não é opção para todos os profissionais
    (Foto: Pixabay)

     

    Home office x desigualdade

    Segundo a OIT, é estimado que aconteça, no primeiro mês da crise, um declínio de 60% nos ganhos de quase 1,6 bilhão de trabalhadores informais. “Esses trabalhadores simplesmente não conseguem trabalhar remotamente e enfrentam a escolha impossível de arriscar a vida ou o sustento”, explica.

    As mudanças adotadas durante a pandemia terão efeitos a longo prazo e levarão que muitos setores repensem seus modelos de trabalho. Entretanto, a consultora chama atenção para o desemprego que será sentido imediatamente.

    “Desigualdades na prontidão digital podem inibir ainda mais os países de aproveitar essas oportunidades”, pontua. Ou seja, não dá para pensar em trabalho remoto se as pessoas não possuem acesso à tecnologia em casa.

    Um ponto positivo do home office, segundo a consultora, é ter permitido “que muitas empresas continuassem operando e garantissem a saúde e a segurança de seus funcionários” durante a pandemia.

    “Aqueles que puderam fazer a transição para o trabalho remoto durante a crise de saúde tiveram a oportunidade de compartilhar refeições com suas famílias. O trabalho tornou-se centrado no ser humano para acomodar a educação em casa e os cuidados com crianças e idosos”, conta.

    Mas nem tudo são flores. Susan explica que, em muitos casos, o tempo de trabalho e o tempo pessoal acabaram se entrelaçando – o que causou um aumento no estresse dos funcionários e riscos para a saúde mental.

    Com a desaceleração econômica e aumento do desemprego, a consultora informa sobre a possibilidade de mudar a organização do trabalho, com novos esquemas que permitam flexibilidade e salvem empregos.

    notícias de empregos

    “Isso pode significar semanas de trabalho mais curtas ou acordos de compartilhamento de trabalho para evitar folgas em períodos com menos funcionários, ao mesmo tempo em que é reformulado o regime de expedientes para obter melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal no longo prazo”, sugere.

    O trabalho remoto possibilita que trabalhadores mais velhos e mais experientes prolonguem a vida profissional, além de tornar possível o trabalho para aqueles que estão comunidades rurais com acesso à internet.

    “No entanto, para muitos outros, significou isolamento e uma perda de identidade e propósito. O valor social do trabalho e a dignidade e pertencimento derivada dele não podem ser substituídos por salas virtuais, por mais casuais que sejam”, contrapõe.

    A pandemia colocou luz em desigualdades já existentes: “Os que estão entre os escalões de renda mais altas têm maior probabilidade de optar por trabalhar remotamente, enquanto aqueles nos mais baixos não têm escolha, terão que se deslocar e perderão mais tempo com esse deslocamento”.

    Futuramente, com o aumento da digitalização do trabalho, a consultora acredita que a demanda por profissionais qualificados irá subir junto com seus salários. Além disso, ela prevê que os profissionais da Saúde e outras áreas essenciais serão mais valorizados.

    Em contrapartida, os trabalhadores que já são mal remunerados, “provavelmente verão suas rendas serem corroídas ainda mais à medida que as fileiras dos desempregados aumentam”.

    “Historicamente, choques econômicos, pandemias e guerras exacerbaram a desigualdade. A questão é se essa será uma mudança tectônica com crescente instabilidade política e social, ou um choque que nos levará a reforçar os fundamentos de sociedades justas e os princípios de solidariedade e tomada de decisão democrática que movem sociedades, mercados de trabalho e locais de trabalho na direção da igualdade”, conclui.

  • Auxílio emergencial: como saber se o CPF foi fraudado? Descubra!

    O Governo Federal espera que 113 milhões de cidadãos poderão ser beneficiados pelo auxílio emergencial. Até o momento, mais de 58 milhões de brasileiros já receberam os R$600. Contudo, tem havido muitas reclamações de pessoas que tiveram os dados, como o CPF, utilizado na solicitação do benefício.

    Segundo tutorial publicado na Agência Brasil, aqueles que suspeitarem deste tipo de fraude, podem entrar na página do benefício e verificar as informações após informar CPF, nome completo, nome da mãe e data de nascimento.

    Para consultar a situação, cinco respostas podem ajudar a esclarecer se houve ou não fraude. São elas:

    Benefício aprovado
    O trabalhador teve seu pedido aprovado e irá receber o auxílio emergencial. Entretanto, o pagamento do benefício obedecerá o calendário da Caixa.

    Benefício não aprovado
    O cidadão não é elegível a receber. Na mesma tela, a pessoa pode verificar qual critério não foi atendido, motivo que causou a sua inelegibilidade ao benefício.

    Requerimento não encontrado
    Ocorre nos casos em que a Dataprev ainda não tenha recebido a solicitação.

    Requerimento retido
    Quando a equipe de homologação do Ministério da Cidadania encontra complexidade de cenários e cruzamentos dos dados, o pedido fica retido para ser novamente analisado pela Dataprev.

    Dados inconclusivos

    Caso o sistema identifique problemas nos dados do cidadão que impeçam a análise para concessão do benefício. Nesta situação, o sistema vai orientar que se realize um novo requerimento no site da Caixa para complementar ou confirmar os dados cadastrais.

    + Auxílio emergencial: Caixa libera saques para nascidos em março

    Tutorial ajuda cidadãos a analisar se CPF já foi utilizado no cadastro
    (Foro: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

    + Auxílio emergencial: pedido têm falhas e fraudes. Saiba como agir!

    Se depois deste teste, o cidadão observar que se trata de um caso de fraude, segundo o Ministério da Cidadania, deve-se registrar denúncia no sistema Fala.Br (Plataforma integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação da Controladoria Geral da União – CGU), disponível na internet ou pelos telefones 121 ou 0800 7070 2003.

     

    Mais de 11 milhões aguardam análise

    O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, informou que até a manhã desta terça-feira, 2, cerca de 11 milhões de brasileiros ainda estavam aguardando a análise do pedido do auxílio emergencial.

    Desse total, 5,7 milhões de pessoas ainda estão na primeira análise e 5,3 foram marcados como inelegíveis e esperam pela reanálise. Segundo Guimarães, o banco vai efetuar os novos pagamentos a partir de 48 horas após o recebimento dos dados processados pela Dataprev.

    Da análise ao saque, auxílio emergencial é marcado por problemas

    Um balanço realizado pela Caixa informa que foram feitos 106,9 milhões de cadastros. Desse total, 101,2 milhões foram processados. Para os beneficiários do Bolsa Família, 19,2 milhões foram considerados elegível, enquanto 700 mil ficaram como inelegíveis.

    Dos 32,1 milhões de cadastros do CadÚnico, 10,5 milhões foram marcados como aptos a receber o benefícios, já os outros 21,6 milhões não receberam. A maior demanda veio de inscritos no aplicativo ou site: 54,9 milhões de cadastros.

    Nesse caso, 49,2 milhões de cadastros foram processados. Ao todo, são 29,3 milhões de pessoas elegíveis, 19,9 inelegíveis (5,3 milhões em reanálise) e 5,7 milhões aguardando a primeira análise.

    Segundo o governo federal, os pedidos serão analisados num prazo máximo de 20 dias. Após ação apresentada pela Defensoria Pública da União, a AGU fechou um acordo com o Ministério da Cidadania e com a Caixa para que, em caso de atraso, a liberação fosse automática.

    É possível consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site. Também é possível acompanhar o pedido pelos sites do Ministério da Cidadania e Dataprev.

  • Mercado de estágio deve reaquecer em meados de julho

    Os números de casos do novo Coronavírus seguem crescendo no país. Segundo o diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, o Brasil ainda não chegou ao pico da transmissão. Enquanto isso, o mercado de trabalho e, principalmente o de estágio, segue registrando queda no número de vagas.

    Mas será que o número de oportunidades de estágio 2020 não voltará a crescer ainda este ano? Como os estudantes que sonham em ingressar no mercado de trabalho podem se preparar ou devem lidar com a pandemia?

    Essas e outras questões foram apresentadas por FOLHA DIRIGIDA a dois especialistas da área de Estágios: a gerente de treinamento do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), Yolanda Brandão; e o diretor da Cia de Estágios, Tiago Mavichian.

    Sabe quais estágios têm melhores bolsas-auxílio? Confira!

    Segundo eles, antes da pandemia do novo Coronavírus, o mercado de estágios era promissor para este ano. No entanto, com a situação de emergência em todo o país, tanto o Nube quanto a Cia de Estágios registraram queda no número de vagas.

    “Antes do início da pandemia, em janeiro, o mercado de estágios estava aquecido. No primeiro trimestre, nossa expectativa era de 44,6 mil novas oportunidades para os jovens. Seria um aumento de 14,1% em relação ao mesmo período de 2019”, revelou Yolanda Brandão.

    Segundo Tiago Mavichian, entre fevereiro e março deste ano, a média de vagas de estágio estava em torno de 380 novos postos. Já no Nube, semanalmente, eram abertas, em média, 5.500 oportunidades.

    Como fica o mercado de estágio no pós-pandemia?

    Atualmente, o Nube tem registrado cerca de 700 vagas de estágio, por semana. No entanto, muitas destas oportunidades não são novas, mas sim remanescentes, segundo a gerente de treinamento.

    A queda de 80% no número de vagas no Nube também foi sentida pela Cia de Estágios. Segundo Tiago Mavichian, foram registradas menos 35,4% vagas no primeiro  semestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2019.

    Mas como fica o mercado de estágio 2020 no pós pandemia? De acordo com Yolanda Brandão, o Nube trabalha com uma previsão de retomada para meados de julho – quatro meses de início das quarentenas propostas pelos estados.

    “Então agosto terá entre 50% a 70% das vagas do início de março. Daí em diante, voltaremos a ter até 80% das vagas de antes da crise ao longo de 2021”, revela a gerente.

    Na Cia de Estágios, no entanto, ainda não é possível falar sobre a retomada do mercado de estágios em 2020. No entanto, a empresa acredita que áreas voltadas à Inovação, Tecnologia, Alimentação e Saúde tendem a ser mais procuradas no pós-pandemia. 

    “Será necessário um novo modelo de trabalho, mais dinâmico, online e rápido”, explica Tiago Mavichian.

    Já a gerente de Treinamento da Nube revela que o ramo Administrativo deve contratar mais por ser um curso versátil e necessário em praticamente todas as empresas.

    “O setor de Tecnologia também está e deve permanecer em alta, principalmente com o uso do home office. Muitas empresas precisaram se adaptar rapidamente e isso mostrou algumas fragilidades e necessidade de mais investimento”, afirma.

     

    Estágio 2020 (Foto: Pixabay)
    Especialistas falam sobre as oportunidades de estágio 2020
    no pós-pandemia (Foto: Pixabay)

     

    Veja também:

    Como se preparar para o mercado de estágio 2020?

    O Brasil ainda possui muitos estados e municípios em quarentena. Sem o retorno das atividades, se preparar para uma vaga de estágio em 2020 pode ser um desafio para muitos estudantes.

    No entanto, tanto o Nube quanto a Cia de Estágios revelam que saber aproveitar este momento pode ser decisivo em um processo seletivo. Segundo Yolanda Brandão, é preciso ter calma e compreender que esse é um momento sem precedentes na história recente e que demanda a necessidade de adaptação.

    “Os jovens, portanto, precisam prioritariamente cuidar de sua saúde mental e também ajudar as pessoas próximas a fazer o mesmo. Estabelecer uma rotina – horário para acordar, estudar, cuidar das tarefas de casa – dormir bem, se possível realizar alguma atividade física podem proporcionar maior bem estar”, orienta.

    Segundo ela, estabelecer um plano de estudo, aproveitar para ler, aprimorar um idioma ou um conhecimento específico também pode contribuir para a inserção no momento da retomada de vagas de estágio.

    “A pandemia acelerou muitas mudanças as quais vinham acontecendo de forma lenta, mas progressiva. Preparar-se para o futuro, portanto, implica olhar para a carreira. Onde quer chegar? Qual o lugar no mundo pretende construir para si? Ao refletir sobre a carreira, se compreende quais habilidades são necessárias à profissão ou trabalho almejado, permitindo traçar estratégias para desenvolvê-las”, esclarece. 

    Yolanda Brandão revela ainda que muitos jovens têm perguntado se é possível planejar a carreira em um cenário pandêmico, no qual não temos clareza como será o futuro. A resposta é: sim, é possível. 

    “Poucas vezes na história recente fomos tão impelidos à reflexão. Portanto, aproveitar esse momento para estabelecer um projeto de carreira e traçar planos de ação para concretizá-lo pode ser bastante proveitoso”, diz.

    Prepare-se para o mercado de estágio

    Já Tiago Mavichian afirma que existem vagas abertas e processos acontecendo. Segundo ele, a dica é não desanimar, continuar buscando e aproveitar esse momento para se preparar melhor!

    “Nunca houve, como hoje, tantas plataformas abrindo conteúdos de educação de qualidade e gratuitamente ao mesmo tempo! Podemos focar na nossa formação! Lembre-se: o que você está fazendo agora na crise vai determinar seu pós-crise! Essa sem dúvida será uma pergunta que você terá que responder em uma futura entrevista de emprego”, revela o diretor da Cia de Estágios.

    Tanto Tiago Mavichian quanto Yolanda Brandão, acreditam que, neste período de crise, o ideal é realizar cadastros em sites de empresas e consultorias, buscar vagas por redes sociais (principalmente o LinkedIn) e fazer cursos online, por exemplo.

    “Conhecer as plataformas com oferta de vagas, realizar os testes on-line com atenção e preencher adequadamente os perfis são ações capazes de aumentar as chances de recolocação”, conclui Yolanda.