Categoria: CONCURSOS

  • Flexibilização do isolamento: medo de retornar ao escritório?

    Com algumas cidades brasileiras adotando a reabertura gradual das atividades econômicas, muitas dúvidas e incertezas pairam sob a cabeça dos trabalhadores. Junto a isso, vem o medo do contágio ao novo Coronavírus.

    As empresas também têm dificuldades para se adaptar ao “novo normal”. Instruções e dicas práticas sobre como manter o distanciamento social e de assepsia no retorno dos colaboradores ao local de trabalho não faltam. 

    Entretanto, segundo o professor e especialista em tomada de decisão, carreira e negócio, Uranio Bonoldi, além de adotar esses cuidados, os líderes devem saber gerenciar as preocupações e ansiedades de seus colaboradores a fim de garantir a sensação de segurança e bem-estar.

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    Ele ainda ressalta que sentir medo é comum, principalmente, entre os mais velhos. Mas, os mais jovens, não deixam de correr risco, uma vez que, apesar de se apresentar saudável, podem ter problemas de saúde desconhecidos.

     “O medo é uma resposta emocional, mesmo aqueles que não fazem parte do grupo de risco têm seus próprios receios e ansiedades”. 

     

    O líder deve garantir a segurança e o bem-estar dos funcionários
    (Foto: Pixabay)

     

    O papel das empresas

    Usar ou não o elevador? Como manter o distanciamento social, sugerido pelas entidades de saúde em um elevador? Que provas teremos de que alguém não está doente ou tem estado perto de pessoas que são positivas para Covid-19? Que cuidados tomar ao usar o transporte público?

    “Os chefes não podem resolver todos esses problemas, mas podem fazer muito para facilitar a volta. Eles precisam abordar essas preocupações se realmente quiserem que os funcionários se sintam seguros e produtivos como antes de a COVID-19 fechar as portas”, afirma Urânio.

    O especialista explica que, antes de tudo, o empregador deve prezar por uma relação transparente e de boa comunicação com seus colaboradores:

    “Peça ao funcionário para sugerir medidas de segurança que façam ele se sentir mais à vontade. Uma coisa é contar aos funcionários tudo o que está sendo feito para sua segurança. Outra é deixá-los expressar suas preocupações, ansiedade e medos, – inclusive se ele tem alguma doença pré-existente que o coloque em risco maior de recuperação em um possível contágio”. 

    Entre as obrigações dos empregadores, estão a disponibilização de: 

    • máscaras;
    • sabão;
    • e outros suprimentos de higienização.

    “É muito provável que não vamos conseguir aliviar totalmente os medos dos funcionários, mas podemos dizer a eles que entendemos suas preocupações e que, coletivamente, somos responsáveis ​​por nossa saúde e segurança. Além disso, essa atitude dos líderes diante de seus colaboradores, torna o ambiente de trabalho muito mais leve, colaborativo confiável e, é claro, seguro”, finaliza.

    Algar Tech planeja deixar colaboradores em home office definitivo

    A Algar Tech foi uma das muitas empresas que aderiu ao home office durante o período de distanciamento social. Em entrevista exclusiva ao Portal Exame, a Algar Tech, informou que já se prepara para atuar definitivamente nesse modelo. 

    A decisão levou em consideração uma pesquisa com o time. Segundo o levantamento, 75% dos colaboradores gostariam de manter este modelo de trabalho.

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    Mesmo com a flexibilização da quarentena, cerca de 600 colaboradores ainda permanecerão em casa. Voltarão ao trabalho presencial os funcionários das áreas de staff e comercial.

    “Nossa ambição é aproveitar essas lições para construir uma nova Tech, ainda mais ágil, digital e preparada para o futuro. Essa decisão vai estimular a companhia a dar um salto ainda mais rápido na digitalização e no ajuste de processos, com impactos positivos para todos os nossos associados e clientes”, disse Luciana Gonçalves, diretora de Estratégia e Marca da Algar Tech à equipe do Exame.

    Está entre os planos da empresa modificar seu espaço físico, para que tenham mais áreas comunitárias e salas para reuniões. Em contrapartida, a equipe de Staff não contará mais com posições fixas, por exemplo.

    Sobre as novas contratações, Luciana destacou quais competências serão necessárias nos novos colaboradores, além dos conhecimentos técnicos. Entre elas: agilidade, liderança remota e gestão de tempo.

    “Trata-se de uma mudança cultural, que exige um novo mindset. Daí a urgência de começarmos a reforçar pontos como a importância de se orientar por entregas, e não por tempo de trabalho”, enfatizou.

    + Confira vagas de emprego na Algar Tech
     

  • Governo vai criar programa de geração de empregos

    Em reunião do Conselho de Governo, no Palácio do Alvorada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira, 9, que irá criar um programa para estimular a geração de empregos formais no país. Segundo ele, o projeto terá como base a retomada da Carteira Verde e Amarela. 

    “Aprendemos durante toda essa crise que havia 38 milhões de brasileiros invisíveis e que também merecem ser incluídos no mercado de trabalho”, disse Guedes durante reunião ministerial coordenada pelo presidente Jair Bolsonaro.

    O Contrato Verde e Amarelo foi criado em novembro de 2019 através da Medida Provisória 905. E, tinha como objetivo fortalecer o acesso de jovens, com idade entre 18 e 29 anos, ao mercado de trabalho. Por não ter sido aprovado pelo Congresso antes de perder a validade, a MP foi extinta. 

    “Há regimes onde têm muitos direitos e pouquíssimos empregos e há 40 milhões de brasileiros andando pelas ruas sem carteira assinada. Só que agora nós sabemos quem eles são e vamos formalizar esse pessoal todo”, ressaltou o ministro.

    Conforme dados do Ministério da Economia, divulgados nesta terça-feira, os pedidos de seguro-desemprego cresceram 53% em maio, comparado ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 960.258 solicitações, o que já é considerada uma marca histórica.

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    Entre os principais solicitantes, estão os homens (58,7%), pessoas de idade de 30 a 39 anos (32,3%) e com ensino médio completo (61,4%). Este quase 1 milhão de pedidos nada mais é que um dos impactos da crise econômica provocada pela pandemia do novo Coronavírus.

    Já entre os meses de janeiro e maio, foram 3.297.396 pedidos de seguro-desemprego, representando alta de 12,4% em relação a 2019.

     

    Em maio, houve quase 1 milhão de pedidos de seguro-desemprego
    (Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)

     

    Ministro anuncia programa de renda mínima 

    Na ocasião, o ministro anunciou ainda, que, após pandemia do novo Coronavírus,  o governo federal criará um programa de renda mínima permanente já batizado de Renda Brasil, que consistirá na unificação de vários programas sociais.

    + Agências dos Correios fazem cadastro do auxílio emergencial

    Os 38 milhões de beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600, pago em três parcelas aos trabalhadores informais, MEIs, desempregados, mães solteiras e profissionais autônomos, que perderam renda em razão da pandemia, deverão ser incluídos.

    Ministro reafirma novas parcelas do auxilio emergencial 

    Paulo Guedes confirmou ainda que o auxílio emergencial será prorrogado por mais dois meses, conforme já havia sido anunciado por Bolsonaro e que, durante esse tempo, o setor produtivo pode se preparar para retomar as atividades, com a adoção de protocolos de segurança. 

    “E depois [a economia] entra em fase de decolar novamente, atravessando as duas ondas [da pandemia e do desemprego]”, disse.

     

  • Auxílio emergencial: Guedes confirma pagamento por mais dois meses

    Durante reunião ministerial, nesta terça-feira, 9 no Palácio do Alvorada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou que o governo vai pagar mais duas parcelas do auxílio emergencial. O anúncio dele, veio, contudo, sem a confirmação do valor exato de cada parcela. 

    “O presidente já lançou e comunicou isso que, por dois meses, nós vamos estender o auxílio emergencial”, afirmou Guedes. 

    Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer que o benefício seria estendido aos trabalhadores, mas na quantia de R$300. Inicialmente, a equipe econômica do governo trabalhava com R$200 para cada parcela.

    De acordo com publicação do portal G1, ao fim da reunião interministerial, Bolsonaro declarou que o valor se manterá caso os parlamentares aceitem reduzir os próprios salários ou indiquem uma fonte da despesa, que, segundo ele, cada parcela tem o custo de R$40 milhões. 

    + Auxílio emergencial: Maia defende mais duas ou três parcelas de R$600

    “Eu sei que tem parlamentar que quer mais duas de R$ 600. Tudo bem, se tivermos um programa para diminuir o salário do parlamentar, a metade, grande parte do salário desses parlamentares ser usado para pagar isso aí, tudo bem”, disse Bolsonaro.

    O auxílio começou a ser pago em 7 de abril para trabalhadores informais, mães solteiras chefes de família, MEIs e autônomos. Segundo a Caixa, mais de 58 milhões já foram pagas. Até segunda-feira, 8, ainda havia 10,4 milhões de pessoas seguem na fila de análise do benefício sem previsão de quando irão receber os R$600. 

    + Agências dos Correios fazem cadastro do auxílio emergencial

    Bolsonaro sugere que parlamentares cortem salários para
    continuar pagando auxílio de R$600 (Foto: Pixabay)

     

    Calendário da 3ª parcela sai na quarta-feira, 10

    Estava previsto para esta segunda-feira, 8, o anúncio do cronograma completo da terceira parcela do auxílio emergencial, de R$600. No entanto, os detalhes do cronograma do pagamento do benefício somente deverão ser fechados até quarta-feira, 10.

    A informação foi publicada por O Globo. A princípio, o pagamento da terceira parcela do auxílio de R$600 começará no dia 17 para os beneficiários do Bolsa Família, de acordo com o final do NIS (Número de Identificação Social).

    + Governo vai criar programa para geração de empregos

    Essas pessoas poderão sacar os recursos em espécie nas agências da Caixa Econômica Federal, rede de lotéricas e correspondentes bancários.

    Os trabalhadores informais, por sua vez, terão primeiro o valor creditado em conta poupança digital, de forma escalonada por mês de nascimento. Para retirar o dinheiro, eles terão que esperar dez dias a partir do depósito.

    De acordo com técnicos do Ministério da Cidadania, o novo calendário será semelhante ao da segunda parcela, com a separação das datas entre os públicos beneficiados para evitar filas e aglomeração de pessoas nas agências da Caixa Econômica Federal. 

     

  • Hospital Alemão Oswaldo Cruz abre 10 mil vagas em cursos gratuitos

    O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em parceria com a Johnson & Johnson Brasil, está com inscrições abertas para 10 mil vagas em cursos gratuitos, na área da Saúde. As oportunidades são para uma capacitação online.

    Neste caso, os cursos são voltados a enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem e demais profissionais de Saúde das redes pública e privada, que compõem a equipe multidisciplinar na linha de frente ao Covid-19 (Coronavírus) em todo o país.

    Os cursos acontecem, segundo as instituições, à medida que o número de casos de Covid-19 avança no Brasil. Com isso, mais profissionais preparados para o enfrentamento desta pandemia têm sido necessários.

    “Com a criação de novos leitos e com a expansão das unidades de atenção a pacientes críticos, muitos profissionais são chamados para assumir novas funções sem a expertise e a prática necessária”, diz a instituição.

    Segundo o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, nos cursos, os profissionais da saúde encontrarão informações sobre o enfrentamento da pandemia e os cuidados à pacientes em Unidade de Internação, Pronto Atendimento e Unidade de Terapia Intensiva, além da segurança do paciente, equipe de saúde e população.

    O acesso aos cursos gratuitos será feito via plataforma online. O programa proposto está dividido em dois módulos de aprendizagem:

    • Curso 1 – Abordagem ao enfrentamento do novo Coronavírus: 40 horas e voltado ao público multidisciplinar (enfermagem, médicos e fisioterapeutas, por exemplo);
    • Curso 2 – Capacitação para equipe de enfermagem ao enfrentamento do novo Coronavírus: com mais 60 horas adicionais, com conteúdo aprofundado e desenvolvido especialmente para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.

     

    Hospital Alemão Oswaldo Cruz abre 10 mil vagas em cursos gratuitos ​​​​​​​(Foto: Ministério da Saúde)
    Hospital Alemão Oswaldo Cruz abre 10 mil vagas em cursos gratuitos
    (Foto: Ministério da Saúde)

     

    Veja também:

    Inscrições vão até o dia 22 de junho

    Segundo o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ambos cursos estão divididos em cinco temáticas diferentes, que abordarão os seguintes temas voltados para o ambiente hospitalar:

    • Cuidados na chegada ao Pronto Atendimento, na internação e na unidade de Cuidados Intensivos;
    • Orientação familiar;
    • Cuidados necessários com os pacientes em grupo de risco;
    • Como usar corretamente os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs); e
    • Autocuidado, para cuidar de si mesmo e de seus familiares neste momento difícil, entre outros temas importantes no combate ao Coronavírus. 

     

    O curso voltado para a equipe de enfermagem incorpora, segundo a instituição, mais três importantes temáticas: sistematização da assistência de enfermagem com foco em diagnósticos de enfermagem e plano de cuidados em tempos de Covid-19; abordagem do paciente com doenças crônicas em situação de vulnerabilidade; e outras situações específicas e gestão do cuidado pelo enfermeiro. 

    Notícias de empregos

    A expectativa do hospital é que 10 mil profissionais, que desejam se atualizar e se capacitar, possam se beneficiar deste conteúdo.

    “O profissional poderá escolher e se aprofundar nas temáticas, de acordo com o seu nível de experiência e necessidades de aprendizado. Ao final de cada módulo receberá um certificado”, garante.

    As inscrições já estão abertas e devem ser realizadas, até o dia 22 de junho, por meio do site da Inova. As aulas, metodologia de ensino, coordenação, acompanhamento e plataforma virtual são da Faculdade do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

    A inscrição não garante acesso imediato ao curso de interesse. Neste caso, o profissional inscrito receberá um comunicado, via e-mail, da equipe de coordenação, informando os dados de acesso ao programa de capacitação.

  • Transempregos divulga vagas para pessoas trans em todo país

    Junho é o mês em que o mundo todo se une para celebrar o Orgulho LGBTQI+. O mês foi escolhido em homenagem à Rebelião de Stonewall, realizada em 1969, em Nova York, como forma de protesto à violência policial contra homossexuais.

    A luta do público LGBTQI+ para garantir condições igualitárias na sociedade perpassa por diversos aspectos, incluindo a questão da empregabilidade. Apesar de muitas empresas já olharem com mais atenção para essa causa, ainda faltam políticas públicas que garantam a essas pessoas o acesso ao mercado de trabalho.

    FOLHA DIRIGIDA conversou com Maite Schneider, co-fundadora do Transempregos, portal que reúne vagas de empregos para pessoas trans de todo o Brasil. Maite falou sobre as dificuldades do acesso da comunidade LGBTQI+ a diferentes postos de trabalho no país.

    Segundo ela, as empresas têm melhorado suas visões em relação à diversidade. No entanto, a principal dificuldade das companhias é entender como elas podem gerir isso:

    “Muitas empresas querem encher seus espaços de diversidade sem se preocupar, de fato, em fazer uma cultura verdadeiramente inclusiva. É uma escolha péssima, porque se você amplia a diversidade, principalmente de pessoas mais vulneráveis, em um ambiente que não está preparado, você mata essa diversidade.”

    Militante da causa, Maite Schneider defendeu que, ao implementar uma cultura organizacional mais inclusiva, mesmo que seja um processo mais demorado, naturalmente os colaboradores começam a entender e aceitar melhor a diversidade. A especialista ainda destacou que este deve ser um tópico presente no DNA da empresa.

    + Tim incentiva ingresso de mais mulheres em carreiras tecnológicas

    “Ainda vemos muitos falando sobre diversidade e inclusão nas áreas de Responsabilidade Social, Marketing, RH e não no resto da empresa. Parece que não é uma questão que interessa para ao restante. Diversidade tem que estar no DNA da empresa, no DNA dos funcionários”, enfatizou.

     

    LGBT
    Pessoas LGBTQI+ sofrem com a falta de iniciativas públicas (Foto: Pixabay)

    Para pessoas Trans, conseguir uma vaga no mercado de trabalho é ainda mais difícil

    Para os integrantes da comunidade LGBTQI+, especialmente as pessoas trans, conseguir uma colocação no mercado de trabalho é desafiador por uma série de questões. A primeira delas é vencer o preconceito.

    Por exemplo, segundo um dado apurado pela própria Transempregos, internamente, dos quase 16 mil currículos recebidos, 40% contam com cursos de graduação, mestrado ou doutorado. E mesmo assim, essas pessoas estão fora do mercado de trabalho.

    Apesar disso, para a maioria das pessoas trans a capacitação ainda é uma barreira. Muitas acabam deixando a escola por não suportar as piadas, acusações e o bullying sofrido. Consequentemente, sem a devida capacitação, se torna muito mais difícil a inserção no mercado de trabalho.

    “Pessoas trans, normalmente, querem mostrar que são as melhores em tudo. Elas precisam acreditar mais em si mesmas e ir atrás do maior número de capacitações possíveis”, aconselhou Maite.

    Outra questão destacada é o fato de que, muitas vezes, essas pessoas acabam assumindo postos de trabalho em empresas que nunca tiveram contato com um funcionário trans anteriormente. Por conta disso, além do trabalho para qual foi contratada, ela acaba assumindo a função de “educar” os demais colaboradores.

    “Isso é extremamente cruel porque tem pessoas trans que não querem. Elas querem ir para o trabalho e executar aquela função para qual foram contratadas, mas acabam fazendo outro papel, ajudando o RH e fazendo campanhas de marketing”, percebe. 

    Maite Schneider
    Maite Schneider é militante da causa LGBTQI+ no Brasil
    (Foto: Arquivo Pessoal)

    Transempregos atua auxiliando empresas e quem está em busca de colocação profissional

    O Transempregos atua, justamente, na facilitação dos acessos de pessoas trans a oportunidades de trabalho e na preparação das empresas para receber esse público. Hoje em dia, a plataforma conta com quase 16 mil currículos cadastrados. O projeto, que tem pouco mais de cinco anos, atua em três frentes de atuação:

    1. Informação

    Por meio da Transpempregos são realizadas palestras nas empresas, explicando quem são as pessoas trans e tirando dúvidas. O projeto integra a inciativa “Agora Vai”, uma parceria da Transempregos com outras 17 empresas, que trabalham na elaboração de cartilhas explicativas e mentorias.

    2. Banco de currículos e oferta de vagas

    Atualmente são 450 empresas que trabalham em parceria com a Transempregos oferecendo vagas para pessoas trans. Entre elas, Atento, CIEE, Unesco, Netflix, C&A e outras. No site do projeto, estão disponíveis ofertas de vagas e cursos de capacitação voltados para esse público.

    3. Consultorias

    “Tem empresas que já estão muito à frente e querem os melhores talentos perto delas independentemente de orientação e identidade de gênero. Conhecendo a missão, os valores e princípios dessas empresas, o Transempregos as ajuda a organizarem planos para além da empregabilidade, de maneira possam agregar propósito e responsabilidade social”, explica Schneider.

    A meta para os próximos anos é garantir que essas companhias possam, sozinhas, implementar um ambiente inclusivo dentro de suas organizações. Maite explicou que o Transempregos foi um projeto pensado para atuar por 15 anos, de modo que a ideia é que passados mais dez anos, a iniciativa possa encerrar suas atividades:

    “Não queremos que seja um projeto para a vida inteira. Por isso, ensinamos as empresas a serem mais inclusivas.” 

    As oportunidades oferecidas no site são atualizadas diariamente. As vagas de empregos são enviadas pelas próprias empresas. Todos os serviços oferecidos são gratuitos. Os que não encontrarem vagas alinhadas ao seu perfil podem cadastrar seus currículos no site do projeto, para oportunidades futuras.

    + Empregabilidade trans ainda é um desafio para o mercado de trabalho

    notícias de empregos

    Faltam políticas públicas voltadas às causas LGBTQI+ no Brasil

    Para Maite, o grande problema do Brasil é a desigualdade social. E, quando se olha para as minorias (LGBTQI+, portadores de deficiência, mulheres, negros), a situação é ainda mais crítica. Nesse sentido, ainda faltam políticas públicas que tratem, especificamente do grupo LGBTQI+.

    “Até hoje não temos um Censo. O IBGE não pergunta sobre identidade de gênero, sobre a orientação das pessoas, então não temos dados. Ficamos nos baseando em dados dos EUA, dados de fora do Brasil, porque não tem nada internamente”, reivindicou. 

    Algumas empresas já se movimentam para realizar levantamentos próprios. Entre elas, a multinacional Atento, que por meio de uma pesquisa identificou que 1,3 mil profissionais que atuam na companhia são transexuais. Os dados são referentes ao ano de 2018.

    Também faltam iniciativas públicas para ampliar o acesso dessa comunidade à universidade e a cursos de preparação: “Temos uma educação que não trata as pessoas com equidade e a distribuição de renda é outro fator que faz com que essas pessoas sejam excluídas.”

    Maite relatou que muitas empresas estão enxergando além da empregabilidade e assumindo, também, o papel de prover a essas pessoas cursos de capacitação. 

    “As chamadas empresas inteligentes são aquelas que pensam de que maneiras elas podem fazer com que a educação seja potencializada. Fazer com que cada pessoa descubra o melhor de si mesma e, a partir disso, se torne um ser humano cada vez mais potente e consciente da sua essência, podendo construir e edificar em qualquer área que esteja”, finaliza.

     
  • Com bolsa de até R$2 mil, Mudes seleciona para 173 vagas

    Em meio à pandemia do novo Coronavírus, a Fundação Mudes permanece selecionando estudantes de diversos cursos para preencher diversas vagas. As oportunidades são para Rio de Janeiro e São Paulo.

    Nesta semana, a instituição divulgou um somatório de 173 vagas em vários cursos, para graduandos e estudantes de nível médio.

    Das oportunidades, são 170 para estágio, duas para Pessoas com Deficiência (PcD) e uma para jovem aprendiz. Os estudantes poderão receber uma bolsa de até R$2 mil, de acordo com o curso? 

    + Em São Paulo, Nube tem 1.265 vagas com ganhos de até R$2 mil

    Ficou interessado em saber mais? Então permanece até o final desta matéria para conferir os detalhes e quais cursos estão disponíveis!

     

    (Foto: Divulgação)
    Mudes abre mais de 170 vagas apra estágio, PcD e aprendiz
    (Foto: Divulgação)

     

    Mudes oferece mais de 40 vagas de nível médio

    Os estudantes que ainda estão no nível médio disputam 47 vagas na Mudes, para vários cusos. Dessas, nove são para quem está cursando a modalidade geral, sem nenhuma especialidade, podendo concorrer do 1º ao 3º ano.

    Além disso, há 38 oportunidades para cursos técnicos de nível médio. As principais ofertas são para Administração (dez), técnico em mecânica (seis) e técnico em eletrônica (quatro).

    Entretanto, ainda há chances para outras carreiras como nas carreiras de Enfermagem, Farmácia, Hotelaria, Logística, Propaganda e Marketing, Segurança do Trabalho.

    Estes estudantes receberão uma bolsa no valor de R$600 e precisam estar matriculados em uma instituição de ensino para poderem participar do processo seletivo.

    Cursos de nível superior somam mais de 100 vagas

    As demais oportunidades de estágio são todas para graduandos, também em vários cursos. De acordo com a Mudes, a maior oferta fica sendo para as especialidades de administração (27), comunicação social (oito), marketing (seis), fisioterapia (cinco), informática (cinco), hotelaria (quatro), sistemas de informação (quatro) e ciência da computação (quatro).

    Além dessas, também serão contemplados outros cursos, como:

    • Direito;
    • Farmácia;
    • Letras;
    • Matemática;
    • Pedagogia
    • Recursos Humanos;
    • Turismo;
    • Ciências Contábeis;
    • Design Gráfico;
    • Engenharia de produção.

     

    Os salários variam de R$520 a R$2 mil, de acordo com a própria Mudes. A empresa informa que a candidatura para ps processos seletivos está sendo feita de forma remota, por meio de telefone e internet. 

    Em caso de qualquer dúvida no processo de inscrição, a Fundação Mudes orienta que o participante entre em contato por e-mail (gedipcal@mudes.org.br) ou pelo Fale Conosco do site, Facebook ou Instagram.

  • Quais empregos estão em alta? Descubra!

    Se você está à procura de trabalho ou recolocação no mercado já deve ter feito a seguinte pergunta: ‘quais empregos estão em alta?’ FOLHA DIRIGIDA cruzou dados de duas plataformas de recrutamento online para chegar à lista de profissões com mais oportunidades abertas.

    As plataformas Glassdoor e Catho disponibilizaram quais ofertas de emprego se destacaram durante a pandemia do novo Coronavírus. Enquanto algumas empresas desligam funcionários e cessam contratações, outros setores estão com demanda em alta.

    Por exemplo, as áreas da Saúde, Varejo, Farmácia e Logística. Somente para médico, de acordo com o Glassdoor, foram disponibilizadas mais de 12 mil vagas em todo país!

    Já segundo pesquisa da Catho, apenas em uma semana de março, profissões relacionadas à área da Saúde abriram mais de 3,7 mil vagas. Por sua vez, a área do Varejo (supermercados) chegou a mais de 6 mil chances de emprego.

     

    Mercado tem aumento de demanda mesmo na pandemia do Coronavírus
    Áreas do mercado de trabalho têm aumento de demanda mesmo na
    pandemia do novo Coronavírus (Foto: Divulgação)

     

    A seguir, confira quais empregos estão em alta diante da pandemia, conforme as plataformas de recrutamento:

    Saúde

    • Enfermeiro;
    • Técnico de enfermagem;
    • Médico;
    • Técnico de laboratório;
    • Psicólogo organizacional;

    Administrativo/Operacional

    • Operador de caixa;
    • Repositor de mercadorias;
    • Estoquista;
    • Encarregado de limpeza;
    • Auxiliar de serviços gerais;
    • Operador de telemarketing;

    Segurança do Trabalho

    • Bombeiro Civil;

    Farmácia

    • Auxiliar de farmácia;
    • Farmacêutico;

    Logística/Suprimentos

    • Motorista;
    • Entregador;
    • Motoboy;
    • Assistente de transportes;
    • Assistente de logística;
    • Auxiliar de logística;
    • Líder de logística;
    • Supervisor de logística;

    Manutenção

    • Técnico de equipamentos médicos.

    + Covid-19: 20 profissões com mais vagas abertas durante a pandemia   

    LinkedIn divulga 15 empregos em alta para 2020

    No início do ano, o LinkedIn, rede social voltada para carreiras, divulgou uma lista com 15 empregos em alta no Brasil para 2020. Nomeado como ‘Profissões Emergentes’, o estudo apresenta cargos cuja demanda apresenta grande crescimento.

    De acordo com o relatório, 13 das 15 carreiras estão ligadas as áreas de Tecnologia da informação e Internet. Gestor de redes sociais, por exemplo, ocupa a primeira posição do ranking. Confira a lista completa:

    1. Gestor de mídias sociais;
    2. Engenheiro de cibersegurança;
    3. Representante de vendas;
    4. Especialista em sucesso do cliente;
    5. Cientista de dados;
    6. Engenheiro de dados;
    7. Especialista em Inteligência Artificial (IA);
    8. Desenvolvedor em JavaScript;
    9. Investidor Day Trader;
    10. Motorista;
    11. Consultor de investimentos;
    12. Assistente de mídias sociais;
    13. Desenvolvedor de plataforma Salesforce;
    14. Recrutador especialista em tecnologia da informação;
    15. Coach de metodologia agile.

    + Profissionais da saúde devem continuar em alta no pós-pandemia

    Área de Tecnologia tem demanda crescente

    Segundo pesquisa do PageGroup, empresa de recrutamento, a procura por profissionais de Tecnologia também aumentou durante a pandemia da Covid-19. Como de especialistas em Infraestrutura e Redes.

    Isso porque em companhias, inclusive pequenas empresas, há o desafio de estabelecer uma estrutura de tecnologia forte para lidar com o momento de alta utilização de equipamentos. Sobretudo, pelo crescimento do regime home office (remoto). 

    O trabalho à distância requer mais dos recursos de tecnologia, e, isso faz com que o mercado demande profissionais para lidar com a área.

    A gerente de Tecnologia da Informação da Michael Page e Page Personnel esclareceu que a alta na procura abrange vários setores, desde saúde e e-commerce, até alimentação e outros.

    “Em geral, essas companhias estão de olho em executivos de infraestrutura e redes, para que possam suportar a estrutura de tecnologia em um momento de alta utilização de equipamentos. Em um cenário de missão crítica, a tecnologia passa a ser primordial”, disse, em entrevista ao portal G1.

    Para fazer mais vídeo chamadas, vender online ou usar mais computadores em casa, o mercado exige quem entenda de tecnologia. Portanto, vale a pena buscar vagas e se qualificar nessa área.

  • Sebrae orienta pequenos negócios para reabertura

    Após três meses de distanciamento social, por conta da pandemia do novo Coronavírus, estados e municípios já começam a trabalhar planos de retomada das atividades comerciais e serviços. No entanto, alguns cuidados devem ser mantidos para minimizar os riscos de contágio por Covid-19.

    Pensando nisso, o Sebrae, em parceria com o Ministério da Economia,  preparou um protocolo de orientação para retomada das atividades de pequenos negócios. O objetivo é orientar o retorno dos atendimentos presenciais de forma segura e consciente.

    O protocolo trarão aos donos de micro e pequenas empresas orientações práticas alinhadas às recomendações das autoridades de saúde. De acordo com o Sebrae, a ideia é oferecer aos empreendedores conteúdos em diversos formatos: cartilhas, vídeos, áudios, entre outros.

    Esses materiais vão ajudar os empresários na adaptação de seus negócios às normas recomendadas a medida que for feita a liberação gradual do funcionamento. Foram elaborados 35 documentos para 47 segmentos setoriais. Esses correspondem a 75% dos pequenos negócios do Brasil e são responsáveis por 46% dos empregos gerados no País. 

    + Flexibilização do isolamento: medo de retornar ao escritório?

    Representantes do Sebrae e do Ministério da Economia falam sobre parceria

    Os protocolos ficarão disponíveis em página específica do Portal Sebrae e catalogados de acordo com o segmento da atividade. A iniciativa foi apresentada pelo Sebrae durante uma coletiva de imprensa online, realizada na terça-feira, dia 9.

    Na ocasião, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, destacou a parceria da ação com o Ministério da Economia, por meio da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec).

    “Apresentamos um documento completo com respaldo de diversas entidades dos setores, para atender a uma demanda do governo federal e dos empresários que precisam saber, com clareza, quais orientações devem seguir para a retomada dos seus negócios”, ressaltou.

    O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, que também participou da conversa, elogiou o trabalho do Sebrae com a prestação de apoio aos donos de pequenos negócios durante a pandemia.

    “Esse trabalho do Sebrae tem o potencial de ajudar milhões de micro e pequenas empresas, com a capilaridade da instituição, com conhecimento sólido e técnico, para que também não se multipliquem milhares de protocolos pelo país”, ressaltou.

     

    Em parceria com Ministério da Economia, Sebrae lança protocolo
    com orientações para pequenos negócios (Foto: Divulgação)

     

    Empresária já conta com orientação do Sebrae na reabertura de suas lojas

    Já o diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick, os protocolos de retomada contribuem para que toda a sociedade possa reconhecer que os pequenos negócios estão comprometidos com a segurança e saúde da população.

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    Quick ainda explicou que as micro e pequenas empresas, com orientação do Sebrae, vão disponibilizar um QR Code para os clientes. O recurso possibilitará a checagem das medidas implementadas nos estabelecimentos.

     “A palavra-chave é cuidado. Mais do que orientação, nós estamos buscando instrumentalizar as empresas de como implementar as medidas recomendadas e também possibilitar que os clientes conheçam os protocolos para verificar e reconhecer a pequena empresa que tem o cuidado para a reabertura”, destacou. 

    No Distrito Federal, por exemplo, Edilene Nunes, empresária do ramo do varejo de Moda já retomou as atividades no último dia 18 de maio, após liberação do governo local, mas com cuidados redobrados. A empresária teve a preocupação de realizar a higienização de todas as áreas, objetos e equipamentos das duas lojas que possui.

     “Lavamos tudo com uma solução de água e água sanitária. Quando os clientes chegam nós convidamos todos a higienizarem as mãos com álcool em gel e verificamos a temperatura de todos. Com os provadores estão fechados, nós orientamos a pessoa da melhor maneira possível quanto aos tamanhos”, explicou.

    Edilene disse que, durante a quarentena, manteve o contato com os clientes, por meio das vendas online e não chegou a precisar demitir as duas funcionárias que a ajuda. Agora, a empresária orienta os consumidores a visitar as lojas para efetuar suas compras presencialmente, já contando com o apoio do Sebrae.

    notícias de empregos

    Crédito facilitado aos pequenos negócios deve ser liberado em breve

    Ainda durante a coletiva, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, falou sobre a preocupação do governo em oferecer acesso a crédito às micro e pequenas empresas

    Segundo ele, com o processo de regulamentação do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que foi finalizado na semana passada, em breve os donos dos pequenos negócios terão acesso facilitado de crédito nas instituições financeiras. 

    “Já repassamos os recursos por meio do Fundo Garantidor e agora estamos em contato diário com os bancos para que esse dinheiro seja liberado o mais breve possível. Para terem uma ideia, um produto bancário como esse demora em média de seis a oito meses para ser lançado, mas os bancos já estão fazendo as modificações necessárias em seus sistemas”, disse.

    O diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Eduardo Diogo, destacou o empenho do Sebrae em apoiar os empresários durante a crise. O diretor ressaltou os resultados positivos da parceria firmada com a Caixa, por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe).  

    “Já alcançamos a marca de R$ 1 bilhão injetados na veia do caixa dos pequenos negócios, com a celebração de 12.682 contratos, gerando um valor médio de operação em torno de 78 mil.”

  • Fim da quarentena: o que dizem lojistas, empregados e especialistas?

    O fim da quarentena parece estar, aos poucos, se aproximando do Brasil. Mesmo em uma curva de novos casos ainda em ascensão, estados e municípios já anunciam o processo de retomada das atividades.

    Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, por exemplo, já afrouxaram o isolamento social. No Sudeste, Rio de Janeiro e São Paulo, que lideram os casos de morte e confirmados com a doença, já possuem decretos para a retomada das atividades.

    Em Pernambuco, a quarentena segue, mas o isolamento mais rígido nas cidades de Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e São Lourenço da Mata teve fim na última segunda, 1º de junho.

    No Amazonas, estado com mais de 2 mil mortos, está em curso o plano de reabertura gradual. Já no Ceará, a capital (Fortaleza) está na Fase 1 do Plano de Retomada da Economia.

    Insegurança atinge nove em cada dez pessoas

    Apesar do processo de retomada, a insegurança dos brasileiros ainda é alta. Em pesquisa do DataSenado, divulgada no último dia 5, nove em cada dez pessoas se sentem pouco ou nada seguras para frequentar lugares com grande fluxo de pessoas, como feiras, bares, restaurantes e shoppings, devido à pandemia.

    A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 29 de maio e ouviu, por telefone, 1,2 mil pessoas, em amostra representativa da população brasileira. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. 

    Entre as atividades classificadas com maior risco pelos brasileiros estão: transporte público (89% avaliam que há muito risco); escolas e faculdades (83%); academias (78%); shoppings (67%); e parques e praias (65%).

     

    Trabalhadores têm medo com fim da quarentena (Foto: Adenir Britto/CMSJC)
    Fim da quarentena ganha força nos estados e municípios
    (Foto: Adenir Britto/CMSJC)

     

    Trabalhadores relatam medo com fim da quarentena

    Os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro lideram os números de Coronavírus no país. As duas regiões somam, até a última terça-feira, 9, 16.450‬ óbitos e mais de 223 mil casos confirmados da doença.

    No entanto, ambos os estados se preparam para abrir o comércio. Em São Paulo, os setores que devem reabrir na capital fazem parte de uma lista de cinco que foram autorizados a funcionar, com restrições, na fase 2-Laranja da quarentena, que está em vigor em algumas regiões desde o dia 1° de junho.

    O mesmo ocorre no Rio de Janeiro. Na última terça, 9, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Claudio de Mello Tavares, derrubou a decisão que havia suspendido os decretos de flexibilização do Governo do RJ e da capital.

    Flexibilização do isolamento: medo de retornar ao escritório?

    No Rio, o prefeito Marcelo Crivella anunciou a reabertura gradual, no dia 1º de junho, com o funcionamento de lojas de decoração e concessionárias, assim como atividades em calçadões e celebrações em igrejas.

    Crivella declarou que a cidade deve voltar “ao novo normal” em agosto. Nesta quarta, 10, o prefeito garantiu ainda a abertura dos shoppings já a partir da próxima quinta, 11. Em relação ao estado, na última sexta-feira, 5, o governador Wilson Witzel autorizou o retorno gradual dos serviços de transportes e comércio.

    Com a retomada das atividades, trabalhadores relatam o receio com a flexibilização da quarentena em meio ao atual cenário do país. A vendedora Mairiz Silva, que trabalha em um shopping da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, diz viver uma mistura de sentimentos entre o medo e o alívio de voltar ao trabalho.

    “Tenho receio e alívio. Receio pois sei dos riscos que vou correr, até mesmo por ter uma idosa dentro de casa, e alívio por voltar ao trabalho”, relata.

    Ainda segundo ela, apesar de estar trabalhando com delivery, a modalidade não é suficiente para cobrir os custos de um quadro inteiro de funcionários, fornecedores e aluguel.

    “Ou seja, em algum momento minha empresa vai quebrar. Outro ponto é que a quarentena é questão de saúde, não só em referência ao próprio vírus, mas também da saúde mental. Ficar em casa me trouxe muitos gatilhos: crises de ansiedade, convivência familiar, ociosidade, sedentarismo. Ou seja, até quando aguentaremos?”, relata.

    Apesar do sentimento, Mairiz acredita que a retomada das atividades não está ocorrendo no momento ideal. “Acho que não é a hora. Infelizmente vejo uma questão política nisso tudo”, diz. 

    Ainda segundo ela, a flexibilização agora tende a causar outro pico. “O pior problema da mesma é a precariedade do sistema de saúde. Muitos locais não conseguiram abrir os hospitais de campanha, não têm respirador, não têm profissionais, como lidaremos com outro pico se não tem preparo para lidar nem com o quadro atual?”, afirma a vendedora.

    O medo de retomar as atividades também é compartilhado pelo vendedor André Agner. Segundo ele, a sensação é de falta de segurança.

    “Eu sinto que não estamos seguros ainda, todos os dias temos notícias de pessoas morrendo e não vemos a diminuição neste número de forma significativa, para nos sentirmos seguros. Porém, também tenho medo de perder meu emprego, apesar da empresa estar nos dando muito suporte”, relata.

    A caixa Rafaela Castro já voltou às atividades e relata o receio e a preocupação com o vírus, em sua nova rotina.

    “Me sinto mal, morrendo de medo de ser contaminada, fora que tem muita gente que não respeita as normas de higiene”, afirma.

    Ainda segundo ela, a volta dos shoppings, neste momento de pandemia, ocorre de forma prematura. “As pessoas não têm consciência alguma, muita gente já está indo só pra passear, tira a máscara no meio do shopping, não respeitam as novas normas”, explica.

    Com lojas no Rio de Janeiro, a administradora da D.Divas, Manne Callado, também relata o receio em voltar às atividades. Segundo ela, o retorno pode se mostrar ineficaz, já que muitas pessoas continuam com medo.

    “Não acredito que teremos clientes andando pelo comércio”, diz

    Já a sócia e gerente de Marketing da Blah, Ana Beatriz Freitas, acredita que os eventos que ocorrem nos shoppings, como feiras, devem ficar por último, mas isso não seria um problema, considerando o cenário atual.

    “Apesar de querer muito voltar aos eventos e a encontrar nossos clientes, entendemos que seja realmente necessário aguardar para que as coisas retornem a sua normalidade e as taxas de contaminação caiam. Não me vejo, hoje, expondo minha marca em um evento e correndo risco de me contaminar e contaminar familiares e clientes”, explica.

    Ainda segundo Ana Beatriz, há um medo de que essa volta “à normalidade” traga coisas muito piores.

    “Na minha opinião não é hora de uma retomada, visto que as taxas de contaminação só crescem. Todos os outros lugares do mundo só iniciaram a retomada quando a curva desceu e os números estacionaram. Aqui só sobe e já querem abrir tudo. Muito complicado”, finaliza.

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    Para especialistas, não é hora de flexibilização

    A flexibilização da quarentena parece ganhar força no Brasil, mas, segundo profissionais da área da Saúde, este não é o momento ideal. 

    Para a especialista em Gestão de Saúde, Chrystina Barros, o país ainda segue com o número crescente de casos e, principalmente, de mortes por Covid-19. A gestora ainda reforça que não há testes suficientes para garantir a evolução dos casos.

    “Os óbitos ainda estão aumentando e nós estamos acompanhando as mudanças do Ministério da Saúde, para que toda morte seja contabilizada”, relata a gestora.

    Ainda segundo Chrystina Barros, a curva no país está em ascensão. Para a gestora, liberar as atividades, enquanto ainda há uma transmissão do vírus ativa, gera risco para potencializar o número de casos e óbitos.

    “Nós precisaríamos ter, pelo menos, duas semanas de estabilidade e tendência a queda no número de óbitos, e isso ainda não aconteceu, enquanto estamos levando alguns lugares ao relaxamento (da quarentena) mesmo com esses indicadores sinalizando cuidado”, diz

    O médico e vice-presidente da Cooperativa de Atendimento Pré-Hospitalar (COAPH), Valderi Souza Júnior, reforça a preocupação em relação à retomada das atividades neste momento da pandemia.

    “O ideal era que todos os cuidados fossem tomados de uma forma muito responsável, visto que ainda existe um grande risco de contaminação por contato e aglomeração de pessoas, que pode nos levar a retroceder ao sistema de lockdown“, explica o doutor.

    Especialistas orientam sobre os cuidados com a retomada

    Se o processo de retomada parece não ter freio por parte dos estados e capitais, os especialistas da saúde reforçam medidas que devem ser tomadas por todos que vão voltar a circular nas ruas.

    Para Valderi Júnior, quem voltar a trabalhar precisa, ao sair de casa, reforçar todos os cuidados, tentando manter o distanciamento social, usando máscara e álcool em gel, além de lavar as mãos sempre que possível.

    “Durante o percurso da casa ao trabalho, tente evitar o contato com superfícies, além de manter a etiqueta respiratória, colocando o cotovelo na frente ao tossir”, explica.

    Segundo Chrystina Barros, o momento de retorno precisa de cuidados especiais. O ambiente, de acordo com a gestora, deve ser mantido limpo, assim como o comportamento das pessoas deve ser controlado e vigiado.

    “Se no trabalho você usa uma mesa que alguém usou antes de você, faça você mesmo a limpeza dela. É claro que as empresas devem garantir que haja esse tipo de serviço, mas vale o cuidado de todos”, explica a gestora.

    A especialista recomenda ainda que as pessoas tenham cuidado com as portas, evitem a “hora do cafezinho” nas empresas, entre outras ações.

    “É importante que as empresas olhem para as distâncias, principalmente entre as cadeiras e posições de trabalho, que precisam garantir, no mínimo um metro, sendo o ideal entre um metro e meio a dois metros”, explica.

    Por parte dos consumidores, é preciso eliminar o hábito de “ver com as mãos”, evitando ao máximo o toque nas superfícies e produtos.

    “Se você entra em um corredor e ele está lotado, deixe para mais tarde. Evite aglomerações”, reforça a especialista.

    Chrystina Barros recomenda ainda que lojistas e empresários pensem no comportamento de seus clientes e profissionais. “Cada um sabe do seu negócio melhor do que ninguém. Vale juntar pessoas de diferentes áreas, para que elas revejam o fluxo de pessoas na empresa”.

    Por fim, a gestora aponta que deveria partir do governo, tanto municipal, estadual quanto federal, a discussão para a conscientização da sociedade. 

    “Existem problemas estruturais gravíssimos, como o transporte, que precisam de atuação do governo. Além disso, os órgãos precisam monitorar e dar transparência ao número de casos e óbitos, podendo voltar atrás em qualquer medida de restrição. Sem saúde, não há economia“, conclui. 

    Assim como a gestora, o médico Valderi Júnior entende que as atividades precisam voltar, mas reforça que a conscientização da sociedade precisa acompanhar este processo.

    “É preciso mostrar para as pessoas que a cultura de prevenção é a que funciona, mas sempre acompanhando ao máximo possível a resposta que terá com a abertura, ou seja, se precisará recuar ou não”, conclui,

    Confira abaixo os cuidados indispensáveis para se proteger do Coronavírus

    • Use sempre a máscara de maneira correta;
    • Evite a lotação dos elevadores;
    • Reduza ao máximo o contato com superfícies;
    • Mantenha o distanciamento social entre 1,5 m e 2 metros;
    • Higienize sempre que possível as mãos (sabão ou álcool em gel);
    • Evite abraços e apertos de mão; e
    • Evite conversas em ambientes confinados (elevadores e locais com janelas fechadas).

     

    Federações e entidades citam medidas adotadas

    Com a retomada das atividades econômicas, principalmente em capitais com grande número de casos de Coronavírus, como no Rio de Janeiro e São Paulo, lojistas precisam redobrar os cuidados.

    De acordo com estimativa da FecomercioSP, em 72 dias de fechamento (até o dia 4 de junho), o varejo paulistano já perdeu quase R$16 bilhões, o que significa 6% de todo faturamento esperado para 2020.

    Para a reabertura parcial do comércio, a federação pautou suas ações de acordo com as diretrizes do Plano de São Paulo e em conformidade com o Decreto n.º 59.473/20 – da prefeitura da capital –, e apresentou sugestões de protocolos de saúde, higiene e regras de autorregulação.

    Com base nas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), a federação sugere:

    • Uso de equipamentos de proteção por funcionários e clientes;
    • Disponibilização de álcool em gel e cartilha com as diretrizes sanitárias;
    • Distanciamento social de 1,5 metro;
    • Orientação para que não haja contato físico;
    • Horário de funcionamento alternado para os estabelecimentos, a fim de evitar aglomerações no transporte público em horários de pico;
    • Condições diferenciadas para grupos de risco;
    • Restrição de viagens de negócios;
    • Proibição de eventos em larga escala;
    • Separação de lixo com potencial de contaminação (que contenham luvas e máscaras, por exemplo); e
    • Restrições aos serviços de valet nos estacionamentos.

     

    Já a Ancar Ivanhoe – plataformas de shopping center – informa que está analisando as orientações do Governo do Estado do Rio de Janeiro, para que todas as determinações dos órgãos de saúde e da prefeitura sejam cumpridas.

    Os shoppings Nova América, Madureira, Boulevard, Botafogo Praia, Nova Iguaçu, Rios Design Barra e Leblon estão se preparando para a retomada com um amplo protocolo de segurança que contempla medidas de biossegurança e prevenção.

    Segundo a empresa, são procedimentos de sanitização e desinfecção, com produtos de higiene regulamentos pela Anvisa, redução do controle de fluxo do shopping, obrigatoriedade do uso de equipamentos de proteção, além de pontos de álcool em gel e distanciamento social.

    “O objetivo dessas medidas é garantir um ambiente seguro e adequado, preservando o bem estar de todos os colaboradores, terceirizados, lojistas e consumidores que circulam diariamente nos nossos empreendimentos”, diz em nota a administradora.

  • MEC fará consulta para definir novas datas do Enem 2020

    O ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulgou nas redes sociais nesta quarta-feira, 10, como será escolhida as novas data do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem 2020.

    A consulta será feita pelo Ministério da Educação (MEC), diretamente a todos os inscritos no exame. A votação acontecerá, individualmente, pela Página do Participante, entre os dias 20 e 30 de junho e levará em consideração o adiamento das provas em 30, 60 ou 180 dias das datas previstas no edital.

    Os estudantes deverão indicar um dos períodos: 

    • Enem impresso: 6 e 13 de dezembro de 2020 / Enem digital: 10 e 17 de janeiro de 2021;
    • Enem impresso: 10 e 17 de janeiro de 2021 / Enem digital: 24 e 31 de janeiro de 2021; ou
    • Enem impresso: 2 e 9 de maio de 2021 / Enem digital: 16 e 23 de maio de 2021.

    + Sebrae orienta pequenos negócios para reabertura

    O adiamento das datas de realização do Enem 2020 foi determinado pelo MEC e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) por conta da pandemia do Coronavírus. 

    Anteriormente, as provas do Enem impresso estavam previstas para serem aplicadas nos dias 1º e 8 de novembro, enquanto as do Enem digital, estavam marcadas para os dias 22 e 29 do mesmo mês. 

     

    Provas Enem
    MEC fará consulta com inscritos no Enem para definir novas datas
    (Foto: Divulgação)

     

    Prazo para pagamento da taxa do Enem 2020 se encerra nesta quarta, 10

    Será encerrado nesta quarta, 10, o prazo para realizar o pagamento da taxa de inscrição do Enem 2020. O boleto, no valor de R$85, deve ser pago por estudantes que não atenderam aos critérios de isenção estabelecidos pelo Inep. O pagamento pode ser efetuado em qualquer banco ou correspondente bancário. 

    Uma ação solidária na internet está ajudando muitos estudantes em situação de vulnerabilidade a participarem do Enem 2020. A iniciativa tem o objetivo de ajudar pessoas negras sem condição financeira a garantirem sua inscrição no exame. 

    Até a manhã da última segunda-feira, 8, mais de 20 mil voluntários se disponibilizaram a pagar a inscrição desses estudantes. Para se voluntariar, é preciso preencher o formulário, que contém apenas dois itens: quantos boletos que pagar e contato. 

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    Quem precisa de ajuda para pagar o boleto pode enviar uma mensagem para o perfil no Instagram @pretosnoenem

    “O único critério é a confiança mútua. Se você se identifica como uma pessoa negra e não conseguiu pagar sua inscrição do Enem, basta entrar em contato com a gente e o pagamento será feito de acordo com a quantidade de voluntários que forem chegando. Não há transferência de dinheiro, taxa ou qualquer movimentação financeira. O que existe é a emissão do boleto de inscrição do Enem que checamos a autenticidade e o pagamos esse boleto”, explica Luan Alencar, um dos cerca de 60 voluntários que estão organizando a ação.

    De acordo com o Inep, a edição 2020 do Enem recebeu 6,1 milhões de inscrições. Cerca de 300 mil ainda necessitam efetuar o pagamento para assegurar a participação no exame. Aproximadamente 4,8 milhões de participantes se enquadram nos termos de gratuidade. 

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