Categoria: CONCURSOS

  • Auxílio emergencial negado poderá ser contestado na Defensoria Pública

    Trabalhadores que solicitaram o auxílio emergencial, mas teve o benefício negado, poderá entrar com um processo administrativo na Defensoria Pública da União, a partir da próxima segunda-feira, 22, para contestar o resultado.

    O acordo foi assinado entre o ministro da Cidadania, Onyn Lorenzoni, e o defensor público-geral federal, Gabriel Faria Oliveira, na última terça-feira, 16, como forma de solucionar a situação dessas pessoas que tem urgência em receber o dinheiro, mas sem precisar judicializar o processo. 

    “O acordo que firmamos permite que a Defensoria Pública da União, que está em todos os estados, possa dar essa assistência, que é gratuita, ao cidadão. O cidadão vai buscar o seu direito e, caso esteja dentro do que a lei determina, receberá o auxílio”, explicou Lorenzoni.

    Para entrar com a ação, o solicitante deverá apresentar documentos que comprovem a elegibilidade do recebimento do auxílio emergencial. Têm direito ao valor de R$600 trabalhadores autônomos, MEIs, mães adolescentes, desempregados, profissionais liberais e mães solteiras chefes de família, que recebem a cota dupla (R$1.200).

    + Saque emergencial FGTS: saiba como consultar saldo

    Segundo o defensor público-geral federal, o acordo vai permitir que os casos sejam analisados individualmente, cada um na sua particularidade. 

    “Aqueles que tiveram o benefício eventualmente negado, por alguma desatualização no cadastro que não seja condizente com a realidade atual, têm a possibilidade de buscar ajuda para resolver a questão sem judicialização”, afirmou.

     

    Medida vai permitir que casos sejam analisados individualmente
    (Foto: A7 press)

     

    Pagamento da 3ª parcela segue sem data

    No último sábado, 13, a Caixa Econômica Federal divulgou o cronograma de pagamento para os novos beneficiários do auxílio emergencial. Os 4,9 milhões de brasileiros que estavam aguardando para receber a primeira parcela poderão sacar os recursos em espécie a partir do dia 6 de julho. 

    O calendário levará em conta o mês de aniversário do beneficiário. Confira:

    • Nascidos em janeiro: a partir da segunda-feira, 6 de julho
    • Nascidos em fevereiro: a partir da terça-feira, 7 de julho
    • Nascidos em março: a partir da quarta-feira, 8 de julho
    • Nascidos em abril: a partir da quinta-feira, 9 de julho
    • Nascidos em maio: a partir da sexta-feira, 10 de julho
    • Nascidos em junho: a partir de sábado, 11 de julho
    • Nascidos em julho: a partir de segunda-feira, 13 de julho
    • Nascidos em agosto: a partir da terça-feira, 14 de julho
    • Nascidos em setembro: a partir de quarta-feira, 15 de julho
    • Nascidos em outubro: a partir de quinta-feira, 16 de julho
    • Nascidos em novembro: a partir de sexta-feira, 17 de julho
    • Nascidos em dezembro: a partir de sábado, 18 de julho 

    + Salário emergencial: ideia legislativa propõe 14º salário para aposentados

    Essa nova rodada de pagamentos totalizará R$3,2 bilhões. Ao todo, foram analisados 8,9 milhões de pedidos de inclusão na lista de benefícios do auxílio emergencial. 

    Para o público que começou a receber a primeira parcela depois do dia 30 de abril, as datas de liberação da segunda parcela do benefício serão divulgadas posteriormente pelo Ministério da Cidadania.

    No entanto, o governo ainda não divulgou o calendário de pagamentos da 3ª parcela, que estava previsto para o dia 8, depois remarcado para o dia 10 de junho. 

    De acordo com técnicos do Ministério da Cidadania, o novo cronograma será semelhante ao da segunda parcela, com a separação das datas entre os públicos beneficiados para evitar filas e aglomerações de pessoas nas agências da Caixa.

     

  • IFPB suspende validades dos concursos até o fim da pandemia

    O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) decidiu suspender os prazos de validade de três concursos públicos para os cargos de professores e técnicos administrativos, devido à pandemia causada pelo Covid-19, o novo Coronavírus. 

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    A decisão foi divulgada por meio de um edital publicado no Diário Oficial da União (DOU), na manhã desta quinta-feira, 18 de junho. O documento suspende a vigência das seleções já homologadas na data de publicação do Decreto Legislativo n. º 06, de 20 de março de 2020, em todo o território nacional, conforme listagem abaixo:

    • Edital de abertura nº 147/2018 – Homologado em 15/10/2019; 
    • Edital de abertura nº 148/2018 – Homologado em 27/12/2019;
    • Edital de abertura nº 149/2018 – Homologado em 15/10/2019;
       

    Os prazos suspensos voltam a correr a partir do término do período de calamidade pública. Os candidatos devem acompanhar as páginas dos concursos e as publicações do DOU para qualquer nova informação sobre os concursos.
     

    IFPB suspende validades dos concursos até o fim da pandemia (Foto: Freepik)
    IFPB suspende validades dos concursos até o fim da pandemia
    (Foto: Freepik)

    Seleção ofertou um total de 128 oportunidades em dois editais

    Juntos, os dois editas do concurso IFPB para as carreiras de professor e técnicos administrativos ofertaram 128 vagas para o quadro do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba.

    O primeiro edital, de nº 147, trouxe 38 oportunidades para concorrentes de níveis médio, médio/técnico e superior. Quem tinha nível médio pôde concorrer às chances para a função de assistente de aluno.

    Quem possuía nível médio/técnico, pôde fazer inscrição para diversos cargos, entre eles, assistente em administração, técnico em anatomia e necropsia, técnico em contabilidade, técnico em tecnologia da informação e tradutor e intérprete de linguagem de sinais. 
     

    Para os graduados, as vagas oferecidas foram para as carreiras de administrador, assistente social, bibliotecário-documentalista, contador, jornalista, médico — nas áreas de Clínico Geral e Psiquiatria, nutricionista e pedagogo. 

    As remunerações iniciais serão de R$1.945,07, R$2.446,96 e R$4.180,66, respectivamente. A carga de trabalho será de 40 horas semanais para todos, exceto para o cargo de jornalista e médico. 

    Já o segundo edital de nº 148, ofertou 90 vagas para a carreira de professor, exigindo dos candidatos a graduação na área de atuação. Os salários ofertados variam de R$4.463,93 a R$9.600,92. As chances foram para as seguintes áreas:

    • Administração Geral; 
    • Gestão Rural; 
    • Empreendedorismo, Associativismo e Cooperativismo; 
    • Artes; Música; 
    • Controle e Processos Industriais; 
    • Ciências Biológicas; Pedagogia; 
    • Educação Física; 
    • Enfermagem; 
    • Filosofia; 
    • Geografia; 
    • Geoprocessamento; 
    • História; 
    • Física; 
    • Informática; 
    • Língua Portuguesa; 
    • Libras; 
    • Língua Portuguesa/Língua Inglesa; 
    • Matemática; Medicina Veterinária; 
    • Meio Ambiente; 
    • Química; e
    • Segurança do Trabalho e Sociologia. 
       

    Os selecionados recebem, além do salário base, alguns benefícios como auxílio-alimentação no valor de R$458, auxílio pré-escola, vale-transporte e adicional de insalubridade ou periculosidade, caso haja necessidade. 

  • São Paulo terá mais coworkings para fomentar empreendedorismo 

    Em julho, deverá ser inaugurado dois novos Teias, como são chamados os coworkings públicos da Prefeitura de São Paulo, nos bairros de Heliópolis e Jardim Edite, zona sul da capital.

    Os novos espaços de trabalho compartilhados irão auxiliar empreendedores da periferia a estruturar o próprio negócio, sobretudo com as dificuldades advindas da crise econômica provocada pela pandemia do novo Coronavírus, com a retomada da economia.

    “As novas unidades do Teia em Heliópolis e Jardim Edite serão responsáveis por expandir o empreendedorismo na periferia, incentivando negócios já existentes nas regiões e sendo também um espaço de apoio para o surgimento de novas iniciativas de geração de renda para as comunidades locais”, declara a secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso.

    O primeiro Teia foi inaugurado na região de Taipas, em maio de 2019. A unidade já recebeu mais de 3.800 empreendedores. No ano passado e neste, foram inauguradas mais quatro unidades, em diversas regiões da cidade.

    Nesses locais, os donos de negócios podem utilizar gratuitamente mesas de trabalho, computadores, salas de reuniões e internet rápida, além de terem acesso a conteúdos e mentorias que estimulem a criação e o desenvolvimento de comunidades locais de empreendedores.

     

    Ao todo, a capital paulista já conta com cinco Teias
    (Foto: Pixabay)

     

    A Agência de Desenvolvimento de São Paulo (Ade Sampa), responsável por executar os espaços, já abriu edital, válido até 30 de junho, para selecionar duas entidades que vão gerir cada um dos dois coworkings durante 12 meses. 

    Os selecionados contarão com uma verba de R$143,4 mil por ano para realizar atividades de qualificação e desenvolvimento de redes locais, além da consolidação e reporte mensal dos registros das atividades realizadas.

    “Mesmo com a pandemia pretendemos iniciar as atividades dos novos Teias, mesmo que de forma on-line, promovendo a qualificação empreendedora dos moradores da região, criando e fortalecendo redes locais para o desenvolvimento dos negócios e ampliação de vendas de produtos e serviços”, explica Frederico Celentano, presidente da Ade Sampa.

    As empresas interessadas podem concorrer através do site da Ade Sampa.

    Santander premia empreendedores que criarem soluções pós-pandemia

    O Santander Universidades está com inscrições abertas para desafio global Santander X Tomorrow Challenge. O projeto tem como objetivo buscar soluções que ajudem a transformar a realidade do mundo após a Covid-19 e destina-se a empreendedores pessoas físicas e jurídicas. 

    Os empreendedores poderão apresentar projetos em quatro categorias que reúnem alguns dos principais desafios no atual cenário. São eles: 

    • Criação de empregos; 
    • Transformação de competências pessoais;
    • Reinvenção e reabertura de empresas e indústrias; e
    • Novas oportunidades de negócios.

    As inscrições podem ser feitas pelo site do Santander X Tomorrow Challenge até o dia 2 de julho. 

    + Leia mais sobre o Santander Universidades

  • Saque emergencial FGTS: Caixa libera consulta no aplicativo

    Trabalhadores que desejam realizar o saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de até R$ 1.045, por trabalhador, já podem realizar a consulta do valor e data de saque no aplicativo do FGTS e Internet Banking da Caixa. 

    A consulta foi liberada nesta sexta-feira, 19, pela Caixa Econômica Federal. Hoje, os beneficiários também vão poder informar se desejam ou não realizar o saque. Segundo a Caixa, o trabalhador poderá indicar que não deseja receber o saque emergencial do FGTS até 10 dias antes do início do seu calendário de crédito. 

    + Saque emergencial FGTS: saiba como consultar saldo

    Pelo site e na central 111, opção 2, a consulta estava liberada desde o dia 15. A expectativa é de que aproximadamente R$37,8 bilhões sejam liberados para 60 milhões de trabalhadores. 

    O calendário de pagamento, autorizado pela Medida Provisória (MP) nº 946/2020, foi disponibilizado no último sábado, 13. O cronograma segue o mês de aniversário do trabalhador para liberação do dinheiro. Sendo assim, nascidos em janeiro serão os primeiros a ter acesso à quantia, com liberação no dia 29. 

    Os depósitos serão realizados por meio de Conta Poupança Social Digital, aberta automaticamente em nome dos trabalhadores. Por sua vez, os saques em espécie e transferências estarão liberados a partir de 25 de julho. O novo saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço foi anunciado pelo governo, em abril, como uma das medidas para conter os impactos econômicos pelo novo Coronavírus.

     

    Consulta também pode ser feita pelo 111, opção 2, e site
    (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

    Saque do FGTS terá mesmo modelo do auxílio emergencial

    Assim como no auxílio emergencial, ao ter o dinheiro disponível na conta, o trabalhador poderá realizar pagamentos de boletos. A movimentação do valor do saque emergencial do FGTS poderá, à princípio, ser realizada apenas por meio digital com o uso do aplicativo CAIXA Tem, sem custo.

    “Após o crédito dos valores na conta poupança social digital, já será possível pagar boletos e contas ou utilizar o cartão de débito virtual e QR code para fazer compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos, tudo por meio do aplicativo”, explica a Caixa.

    Com a data de disponibilização dos recursos para saque ou transferência, os profissionais poderão transferir os recursos para contas em qualquer banco, sem custos, ou fazer o saque em espécie nos terminais de autoatendimento da Caixa e casas lotéricas.

    + Veja o calendário completo do saque emergencial do FGTS

     

  • Capes tem 25 mil vagas em cursos gratuitos de capacitação

    A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), oferece três cursos gratuitos de capacitação.

    Alunos de graduação, matriculados na Universidade Aberta do Brasil (UAB), e concluintes do ensino médio podem se inscrever para as 25 mil vagas disponíveis nos cursos de: Português; Matemática; Tecnologias da Informação e Comunicação (TCIs).

    As inscrições podem ser feitas até o dia 26 de junho por meio da plataforma AVAMEC. Cada curso tem a duração de 60 horas e dá direito ao certificado emitido pela Capes.

     

    Capes tem 25 mil vagas abertas para cursos de capacitação gratuitos
    Capes tem 25 mil vagas abertas para cursos de capacitação gratuitos
    (Foto: Divulgação)

     

    O curso de Português, por exemplo, aborda conceitos básicos de texto, processos e desafios da leitura e escrita. Além de interpretação e de escrita no meio acadêmico. O conteúdo é distribuído em seis módulos:

    • A língua portuguesa, os textos e seus contextos;
    • A língua portuguesa e a organização dos textos;
    • A língua portuguesa, as relações entre termos na frase e a constituição de gêneros e tipos textuais;
    • A língua portuguesa e a norma padrão;
    • A língua portuguesa e a expressão nos textos acadêmico-científicos: estratégias básicas;
    • A língua portuguesa e a expressão nos textos acadêmico-científicos: Aprofundamentos.

    Confira os detalhes do curso aqui.

    Já o curso de Matemática tem como objetivo dar apoio técnico aos alunos e desencadear reflexões que servirão de base tanto para aprendizagens subsequentes quanto para desenvolver pesquisa, ensino, extensão e inovação.

    O conteúdo é focado em questões fundamentais da disciplina e foi dividido em nove módulos:

    • Conjuntos Numéricos;
    • Operações com números naturais;
    • Operações com números inteiros​;
    • Operações com números racionais/fracionários;
    • Operações com números racionais/decimais;
    • Potenciação e Radiciação;
    • Expressões;
    • Equações;
    • Funções.

    Ficou interessado? Confira as informações aqui.

    Por fim, o curso de Tecnologias da Informação e Comunicação é destinado a quem tem interesse pela área. O conteúdo aprofunda o conhecimento sobre o cenário atual dos recursos tecnológicos e potencializa a qualificação na área da tecnologia digital.

    O curso é composto por cinco módulos: 

    • O estudante de EaD: como se organizar para os estudos em ambiente virtual de aprendizagem;
    • Sociedade em rede;
    • Educação a Distância;
    • Mídias na educação;
    • Evolução tecnológica: computadores e dispositivos móveis.

    Os tópicos completos do curso estão disponíveis aqui.

    + FGV inscreve para 7.500 vagas em graduação online tecnológica 

    IF Goiano tem mil vagas em cursos online gratuitos

    O Programa Novos Caminhos do Ministério da Educação (MEC) também está com inscrições abertas para cursos gratuitos de formação inicial e continuada a distância. Para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano (IF Goiano) são 1.330 oportunidades.

    Os cursos ofertados são para: Agente cultural; Agente de desenvolvimento socioambiental;  Agente de gestão de resíduos sólidos; Agricultor orgânico; Programador web; Programador de sistemas; Contador de histórias; Editor de maquetes eletrônicas; Produtor de olerícolas; entre outros. 

    Notícias de empregos

    A oferta é distribuída para os municípios de Catalão, Ceres, Cristalina, Iporá, Rio Verde e Urutaí. O pré-requisito para inscrição varia conforme com o curso, podendo participar quem tiver idade mínima de 16 a 18 anos e ensino fundamental – do 1º ao 5º ano ou do 6º ao 9º ano. 

    As inscrições para o curso do IF Goiano ficam abertas até o dia 21 de junho, no site da instituição. A lista preliminar dos contemplados será divulgada no dia 22 de junho, junto com a lista dos aprovados em cadastro de reserva. 

    O resultado final está marcado para o dia 25 de junho, enquanto o início das aulas está previsto para o dia 30 do mesmo mês. 

  • Programa de Trainee Afya tem inscrições prorrogadas até dia 30

    A Afya Educacional, maior grupo de educação médica do país, prorrogou até o dia 30 de julho as incrições para seu programa de trainee. São seis vagas destinadas a estudantes universitários e recém-formados entre julho/2017 e julho/2020.

    Os seis selecionados vão atuar cada um em cargos de Vice-Presidente, nas áreas de: Operações; Jurídico e Compliance; Gente e Gestão; Financeiro e Relação com Investidores; Inovação e Serviços Digitais; e Mercado. 

    “A Afya é uma empresa que segue crescendo e muito intensiva em gente. Estamos em busca de jovens talentos que buscam aprimorar suas habilidades e competências em um ambiente de trabalho colaborativo e pautado por um modelo de negócio inovador”, explica o VP de Gente & Gestão da Afya, Denis Del Bianco.

    Mas não há restrições relacionadas ao curso de formação, podem concorrer alunos e recém-formados de qualquer área. Além disso, outros requisitos são: 

    • Inglês avançado;
    • Disponibilidade para morar em Belo Horizonte ou São Paulo;
    • Disponibilidade total para viagens.

    + Estudar no exterior impulsiona carreira e facilita conquista de emprego

    Os interessados em participar devem fazer inscrição por meio da página do programa da Afya.

    As etapas de seleção incluem testes online, relacionados à cultura da empresa, domínio do idioma, lógica e conhecimentos gerais; vídeo-apresentação e entrevista; e, por último, apresentação de business case, dinâmica em grupo, entrevistas e painel com o RH e executivos da companhia

    Notícias de estágio

    Programa de Trainee Afya terá um ano de duração

    O Programa de Trainee Afya terá duração de um ano, começando já no próximo mês de agosto, e será dividido em três etapas: 

    1. Imersão nas diferentes verticais do negócio (graduação, pós graduação e cursos preparatórios); 
    2. Desenvolvimento de projetos práticos envolvendo diferentes diretorias da cia e; 
    3. Definição da área final assumindo cargos seniores ou de gestão.

    Os selecionados terão direito, além do salário, a vários benefícios, como assistência médica, assistência odontológica, gympass, acesso à Universidade Corporativa Afya, PLR – Participação nos Lucros, vale-refeição e vale-transporte.

    + Enforce recebe inscrição para Programas de Estágio e de Trainee

    Programa de Trainee Afya
    Programa de Trainee Afya prorroga inscrições até o dia 30 de julho
    (Foto: Reprodução)

     

    Saiba mais sobre as áreas de cada vaga

    A Afya Educacional é o maior grupo de educação médica do país, presente em 24 cidades e 13 estados, além de ser o único que atende o médico em toda sua formação: graduação, preparação para a residência até as especializações.

    Os seis selecionados para as vagas de trainee vão atuar cada um em uma Vice-Presidência da organização. Saiba mais sobre cada uma delas:

    Operações: área que cuida da gestão da rotina acadêmica e administrativa das IES (Instituição de Ensino Superior). A vice-presidência (VP) é responsável pelas Unidades Presenciais de Graduação e Pós-Graduação da Afya.

    Jurídico e Compliance: responsável pela assessoria jurídica, comunicação institucional (assessoria de imprensa) e suporte em todas as pontas da companhia. Atua no monitoramento e na fiscalização de regras, leis e normativas.

    Gente e Gestão: fica com boa parte do suporte às instituições e ao negócio. “Gente é tudo para a Gente” é um lema da empresa, que estrutura essa área para cuidar da jornada de todos os colaboradores.

    Financeiro e Relação com Investidores: trabalha para garantir a eficiência financeira do grupo, cuidando para que cada investimento tenha a melhor aplicação e agregue os melhores resultados. “Temos também a responsabilidade de construir, com nossos investidores, um relacionamento sedimentando na transparência e na confiança.”

    Inovação e Serviços Digitais: busca, no futuro, as melhores oportunidades para o presente. Usa a tecnologia como um facilitador do processo de aprendizagem e oferece as melhores soluções tecnológicas para criar experiências duradouras. “Queremos oferecer experiências inovadoras e um portfólio de cursos para que nossos alunos caminhem ao nosso lado ao longo de toda sua vida profissional.”

    Mercado: atua com foco no crescimento permanente da base de alunos e do valor da marca. O time de Mercado é responsável pelas estratégias de captação e pelas ações de inteligência que sustentam as decisões de marketing, de relacionamento e toda a atuação comercial.

  • 5 dicas para usar o pagamento online do WhatsApp em seu negócio

    O WhatsApp anunciou nesta semana o lançamento da ferramenta que permite pagamentos e transações através do aplicativo. O recurso estará disponível dentro de algumas semanas para dispositivos com os sistemas Android e iOS. 

    A ferramenta será uma grande aliada dos pequenos negócios, sobretudo por conta da pandemia do novo Coronavírus, que ocasionou o aumento do número de vendas por meio do mundo digital. 

    De acordo com a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box 2020, 99% dos smartphones do país têm o aplicativo do WhatsApp instalado e 76% dos usuários do WhatsApp se comunicam com marcas usando o aplicativo. 

    O analista de soluções do Sebrae, Hugo Lumazzini Paiva, afirma que construir a presença do seu negócio online é fundamental para a manutenção da saúde de qualquer empresa:

    “A pandemia nos mostrou a força dos negócios feitos digitalmente. O conforto da experiência nas compras online vai fazer com que essas transações façam parte do ‘novo normal’. As compras por meio de canais digitais só crescem e quem não estiver inserido nesse mercado, perderá muito poder de venda e fidelização de clientes. O que recomendo fortemente é que os empresários tenham diversas formas de receber seus recursos, de modo que o cliente consiga se adequar e utilizar alguma delas e, ao mesmo tempo, o pequeno negócio pague as menores taxas possíveis.”

    + Saque emergencial FGTS: Caixa libera consulta no aplicativo

    A segurança dos dados durante os pagamentos e demais transações financeiras feitas pelo WhatsApp ainda podem gerar algumas dúvidas nos usuários do aplicativo. No entanto, o especialista diz que os donos de pequenos negócios podem confiar na tecnologia. 

    “O aplicativo utilizará a plataforma Facebook Pay e terá as transações realizadas pela Cielo, player já consolidado no Brasil para processamento de pagamentos, máquinas de cartão, entre outras”.

    É importante ressaltar que, para usuários de contas pessoais, o WhatsApp mantém o limite de R$1 mil reais por transação. Por dia, podem ser realizadas até 20 transações, mas os vlores de transferência não podem ultrapassar R$5 mil por mês. 

    O WhatsApp também não cobra tarifas pelas transferências entre contas pessoais, ou para pagamentos de compras realizadas em empresas no WhatsApp Business. 

    + FecomercioSP orienta sobre principais regras para home office

    No caso de empresas cadastradas no WhatsApp Business, não há limite nos valores de transações. Entretanto, o WhatsApp está cobrando uma taxa de processamento por vendas, que é fixada em 3,99%, ou seja, só há cobrança do vendedor e nunca do comprador.

    “O empreendedor precisa estar atento à cobrança de 3,99% sob cada transação financeira. A taxa não é muito diferente do que já é praticado no mercado. O mais interessante nesse momento é oferecer ao cliente alternativas de pagamento. Dessa maneira, ele tem a oportunidade de escolha”, aconselha Paiva.

     

    WhatsApp pagamento e transações financeiras
    Recurso de pagamentos e transações estará disponível para Android e iOS
    (Foto: Divulgação)

     

    Confira 5 dicas do Sebrae para usar o WhatsApp como recurso de vendas 

    1. Use o Whatapp Bussines com um número exclusivo para o comércio

    Essa ferramenta é simples de operar, gratuita e oferece diversas funcionalidades para os pequenos negócios.

    Exemplos: informações da empresa (endereço, telefone, horário de funcionamento, site, etc); agilidade nas respostas (respostas rápidas, personalizadas, saudações, mensagens de ausência); etiqueta em mensagens e clientes (facilita a categorização); além de catálogo de produtos com preços, e a possibilidade de conectar a página do Facebook.

    2. Divulgue o número de WhatsApp da empresa

    Com a novidade em mãos, é importante que o cliente conheça seu número. Destaque o contato da empresa nos materiais e em todos os ambientes em que sua marca for divulgada. Crie comunicados para redes sociais, espalhe essa informação para que os clientes tenham acesso ao número e entrem em contato por meio desse canal.

    3. Crie uma lista de contatos

    Faça um cadastro dos novos clientes de sua empresa, solicite o número de WhatsApp e peça autorização para enviar comunicados sobre seus produtos ou serviços. Crie listas de contatos de forma segmentada para enviar informativos, promoções e ofertas.

    A abordagem deve mostrar os benefícios em participar. Caso o cliente não queira participar dessa rede, aceite com cordialidade, esse contato deve ser recíproco entre as partes.

    4. Construa uma relação online com o cliente

    Use o recurso das listas de transmissão. Com ela é possível manter contato com 256 pessoas. As listas funcionam como os grupos, com a diferença de que os clientes recebem as mensagens de forma individual. Aproveite e crie promoções exclusivas para os clientes da lista. Isso vai aumentar o vínculo positivo com seu público.

    5. Preste um bom atendimento online

    Parece óbvio, mas é necessário investir tempo e conhecimento nas respostas aos seus clientes pelo WhatsApp. O ideal é que a pessoa que vai formular as mensagens tenha bons conhecimentos de ortografia, seja resolutiva e simpática no uso das palavras.

    Em muitas ocasiões, o cliente quer ser ouvido e o problema pode ser resolvido ali mesmo, durante a conversa.

    Golpes de clonagem no WhatsApp aumentaram 11% em maio 

    Um levantamento feito pelo dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, aponta que, aproximadamente, 407 mil brasileiros tiveram o WhatsApp clonado em todo país no mês de maio. 

    O Estado de São Paulo segue liderando a lista com 81,6 mil vítimas. Logo atrás vem o Rio de Janeiro, com 53,5 mil e Minas Gerais, com 36,2 mil. 

    Emilio Simoni, diretor do dfndr lab afirma que a chegada na tecnologia de pagamentos no aplicativo expanda os vetores de ataques disponíveis para criminosos. 

    “Com o aumento do número de clonagens de WhatsApp, por exemplo, é possível que o WhatsApp Payments seja explorado pelos criminosos para obter recursos financeiros das vítimas. Além disso, os atacantes encontrarão formas de conseguir acesso aos celulares dos usuários para efetuar pagamentos e transferências até atingir o limite disponível.”

    Ainda de acordo com o estudo, em maio foram detectados 136 mil golpes únicos. Desde o início da pandemia, o dfndr lab vem realizando um monitoramento ativo sobre os golpes que ocorrem em proveito do Coronavírus. 

    + MP 927: Câmara aprova texto que altera regras trabalhistas

    Juntos, estes ataques impactaram 10,6 milhões de usuários em todo o país. As promessas de falsos benefícios, como páginas falsas que simulam o saque do FGTS, foi a temática mais utilizada pelos cibercriminosos, atingindo mais de 27 milhões de acessos e compartilhamentos. 

    Simoni lista alguns cuidados que os usuários devem ter para não cair em golpes como este:

    • Mantenha um bom sistema de segurança instalado no seu celular. Dê preferência para um que tenha tecnologia para bloquear golpes no WhatsApp, como o dfndr security. Ele é o único aplicativo de segurança que oferece proteção em tempo real contra contra ataques dentro do WhatsApp, SMS e Messenger;
    • Antes de realizar qualquer tipo de pagamento, fornecer seus dados pessoais ou informações bancárias certifique-se que a pessoa com que você está se comunicando é confiável. Além disso, tenha cuidado ao clicar em links compartilhados no WhatsApp ou nas redes sociais;
    • Ative a autenticação em dois fatores, disponível no próprio WhatsApp, para aumentar a segurança da conta;
    • Em caso de dúvida sobre as medidas de proteção que estão sendo tomadas quanto à segurança de alguma transação que você realizou, procure seu banco.

    notícias de empregos

     

  • Ipea propõe pagamento emergencial do abono salarial

    Em estudo, divulgado nessa quinta-feira, 18, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) propõe a alteração do abono salarial, que pagaria um valor emergencial durante a pandemia do novo Coronavírus para suavizar o impacto sofrido por trabalhadores. 

    O abono salarial, desde sua criação, paga a quantia de um salário mínimo para todos os trabalhadores que cumpriam as exigências de acesso ao programa. Em 2015, o cálculo do benefício foi modificado, passando a pagar na proporção de 1/12 avos do salário mínimo por cada mês de trabalho registrado no ano de referência.

    No estudo intitulado “Perfil dos beneficiários do abono salarial no Brasil e proposta emergencial no contexto do Covid-19”, os pesquisadores Sandro Pereira, Bruno Amorim e Felipe Mendonça, sugerem a extinção da regra dos 1/12 avos para garantir o teto do benefício a todos os trabalhadores que cumprem os requisitos.

    “Beneficiaria, em especial, famílias de renda mais baixa, que recebem entre um e 1,5 salário mínimo. A expectativa é de que o repasse desses recursos aos trabalhadores ative a economia local, o pequeno comércio, a demanda por produtos e serviços. Isso poderia ser um fator a mais para auxiliar na redinamização da economia brasileira”, destacou o economista Sandro Pereira.

    Entre as pessoas que recebem o abono, cerca de 80% são trabalhadores dos serviços, bem como vendedores do comércio em lojas e mercados, da produção de bens e serviços industriais e de serviços administrativos, um dos setores mais prejudicados pela crise. 
     
    De acordo com o levantamento, pelas regras atuais são gastos, por ano, cerca de R$20 bilhões, algo próximo a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB), depositados em parcela única para mais de 20 milhões de trabalhadores. 

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    Com a alteração, aproximadamente R$5 bilhões seriam acrescidos no total das transferências com o programa, que poderia se somar às medidas já adotadas para amenizar os efeitos da perda de renda dos trabalhadores e fomentar a economia.

    O estudo explica ainda que o governo não necessitaria de gastos extras de sistemas para implantar as mudanças, uma vez que, poderia utilizar base já existente de beneficiários do abono salarial e apenas readequar o calendário e o fluxo de caixa do Tesouro Nacional para executar os pagamentos.

    “Essas pessoas teriam garantido um salário mínimo de abono total no ano que vem, já que a proposta inclui tanto trabalhadores que receberão o benefício em 2020, como aqueles que o receberão em 2021”, finalizou Pereira.

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    Medida benefeciaria quem vai receber o abono salarial tanto em 2020 
    quanto em 2021 (Foto: Pixabay)

     

    Tem direito ao abono salarial, o trabalhador que:

    • Esteja cadastrado no PIS há pelo menos cinco anos;
    • Tenha recebido remuneração mensal média de até dois salários mínimos durante o ano-base;
    • Tenha exercido atividade remunerada para Pessoa Jurídica, durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;
    • Tenha seus dados informados pelo empregador (Pessoa Jurídica) corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

     

  • Saque FGTS ‘nada emergencial’? Internet reage após o calendário

    No último sábado, 13, a Caixa Econômica Federal divulgou o calendário do novo saque FGTS. O Fundo de Garantia de Garantia por Tempo de Serviço emergencial foi criado para conter os impactos da pandemia. Mas, como as pessoas reagiram após as datas?

    O nome emergencial causou muitas dúvidas nas pessoas, que começaram a se manifestar na internet após a divulgação do calendário. 

    Isso porque o cronograma prevê que as pessoas poderão ter o crédito em conta ou então realizar saques e transferências de junho a novembro. No entanto, as datas variam conforme o mês de aniversário.

    A pergunta que muita gente tem feito nas redes sociais é: se o saque emergencial, como vou esperar até novembro para utilizá-lo?

    Com isso, a FOLHA DIRIGIDA verificou como as pessoas reagiram a esse calendário na internet. Os memes foram favoráveis e desfavoráveis sobre este assunto. 

    E muita gente, inclusive, criou um novo nome para o benefício: o saque ‘nada’ emergencial.

     

    meme fgts

    A opinião é quase que unânime

    meme fgts

    Emergencial com validade de seis meses, né.

    Parece até aval de concurso

    meme fgts

    O prazo do emergencial parece que fica maior a cada meme

    meme fgts

    Amada, mas por quê?

    meme fgts

    Mas, por outro lado:

    Também teve uma galera que ficou um tanto que animada para o saque do FGTS

    meme fgts

    Curios@ para saber que momento é esse

    Conta aí!!

    meme fgts

    Fé no pai que o saque emergencial sai yes

    meme fgts

    Ficou animadinho, né meu filho

    meme fgts

    Confira o calendário do saque emergencial do FGTS

    Mês de nascimento Crédito em conta Saque ou transferência
    Janeiro 29 de junho 25 de julho
    Fevereiro 6 de julho 8 de agosto
    Março 13 de julho 22 de agosto
    Abril 20 de julho 5 de setembro
    Maio 27 de julho 19 de setembro
    Junho 3 de agosto 3 de outubro
    Julho 10 de agosto 17 de outubro
    Agosto 24 de agosto 17 de outubro
    Setembro 31 de agosto 31 de outubro
    Outubro 8 de setembro 31 de outubro
    Novembro 14 de setembro 14 de novembro
    Dezembro 21 de setembro 14 de novembro
  • Quais as dificuldades para refugiados no mercado de trabalho brasileiro?

    O Brasil conta com mais de 48 mil refugiados que saíram de seus países em contextos de guerra e perseguição. Eles buscam uma oportunidade para recomeçar, mas nem sempre é fácil entrar no mercado de trabalho brasileiro.

    A língua e cultura são algumas das barreiras para agregar a mão de obra estrangeira. A Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) realiza uma série de ações para fomentar a empregabilidade dessas pessoas.

    A inclusão dos profissionais, segundo o Acnur, pode tornar a economia mais diversificada e com diferentes conhecimentos para somar à sociedade. Neste sábado, 20 de junho, quando é comemorado o Dia do Refugiado, FOLHA DIRIGIDA evidencia as dificuldades de acesso ao emprego para refugiados no Brasil.

    Além de apresentar relatos de quem luta para reconstruir sua própria história em território brasileiro. Salsabil, por exemplo, teve que deixar a cidade de Douma, na Síria, devido à guerra que persiste no país há mais de nove anos.

    No Brasil desde 2014, Salsabil teve o seu diploma de Farmácia revalidado pela Compassiva, organização parceira do Acnur. Porém, ela seguiu por um novo caminho: o da culinária.

    “Desde que cheguei ao Brasil fui atrás do que queria. Revalidei meu diploma, fiz cursos de capacitação profissional com a Migraflix, Empoderando Refugiadas e Mulheres do Brasil. Com todos esses saberes, optei por abrir o meu próprio negócio, o serviço de catering que tem meu próprio nome: Cozinha de Salsabil”, disse com orgulho a empreendedora.

     

    Refugiados encontram maneira de estruturar vida no Brasil
    Salsabil ao lado da chef Paola Carosella (Foto: Divulgação/Acnur)

     

    Com a pandemia do Coronavírus, ela precisou se reinventar. Passou a receber encomendas por redes sociais e oferecer marmitas e comidas congeladas.

     “Até já cozinhei ao lado da Paola Carosella, mostrando os segredos de como fazer os deliciosos quibes sírios, mas agora dependo dos pedidos das redes sociais para manter a casa de pé, onde passei a ofertar marmita e comidas congeladas para encomendas familiares”, afirmou a chef.

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    Dificuldades no acesso aos programas governamentais

    O caminho nem sempre é fácil. Muitos refugiados perderam trabalho diante da pandemia. Em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, Maria Nilda, idealizadora e coordenadora do projeto Deslocamento Criativo, em São Paulo, indicou que os refugiados em trabalhos braçais foram os primeiros a serem dispensados.

    “Se a pessoa não tem um trabalho autônomo, como criar um da noite para o dia e enfrentar toda a concorrência que estamos vendo? Sem falar do pouco domínio do processo de produção e a logística. Alguns têm sobrevivido porque já atuavam desse modo e as comunidades (pessoas) se sensibilizam, compram e divulgam”, contou.

    Miguel Pachioni, assessor de informação pública do Acnur no Brasil, também evidenciou os resultados de uma pesquisa que realizou com 153 pessoas atendidas por uma ação no Centro de Integração da Cidadania (CIC) do Imigrante, em São Paulo.

    De acordo com o assessor do Acnur, 93% das pessoas estavam desempregadas, 73% não recebiam o Bolsa Família e 59% não tinham acesso a ajuda emergencial do governo.

    “É um recorte mínimo que fizemos, mas conseguimos ver que as demandas tem aumentando de forma exponencial. As pessoas usam o auxílio para ‘compra de alimentos e pagamento de aluguel’. A situação, hoje, é muito complicada”, contou à reportagem.

    Para Pachioni, “se a gente não conseguir manter a pessoa com minimamente alimento e moradia, isso vai gerar um impacto muito maior na população como um todo”.

    Em momentos de crise, os refugiados no Brasil não costumam contar com a mesma rede de proteção social que ampara os nacionais, sobretudo os empregados formalmente. A falta de um CPF, por exemplo, já impossibilita o acesso ao auxílio emergencial oferecido pelo governo para trabalhadores informais durante a pandemia.

    “Os programas do governo federal têm uma dificuldade de aceite das pessoas refugiadas até relacionadas à documentação. O auxílio emergencial impõe ter uma conta bancária ou um aplicativo. O que são limitações que restringem o acesso da pessoa. Além do conteúdo ser apenas em Português”, ressaltou.

    Já para Maria Nilda, a reversão só se dará quando governantes, ao criarem serviços de apoios, considerarem todas as especificidades desse grupo de pessoas. “Desde a documentação, que é diferente, até a questão do idioma e outras peculiaridades. Ter a consciência de que se aceitou a estadia deles aqui, é responsável”, pontuou.

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    Organizações trabalham para mudar o atual cenário

    Para Miguel Pachioni, é preciso desmistificar que existem diferenças entre contratar uma pessoa refugiada e uma brasileira.

    “Uma pessoa refugiada quando chega ao Brasil ou que solicita o refúgio já pode ter dois documentos fundamentais: o CPF e a Carteira de Trabalho. Daí, o processo de contratação é igual ao de qualquer outra pessoa”, afirmou o assessor do Acnur.

    A Agência trabalha com algumas ações para gerar a empregabilidade de refugiados no país. Como por exemplo, a revalidação gratuita dos diplomas, processo que pode custar até R$20 mil. Além de cursos de aperfeiçoamento e de adequação dos saberes à realidade brasileira.

     

    Acnur realiza ações para desenvolver a empregabilidade de refugiados no Brasil
    Acnur realiza ações para desenvolver a empregabilidade de refugiados
    no Brasil (Foto: Divulgação/Acnur)

     

    Há também o Projeto “Empoderando Refugiadas”, que é voltado para mulheres refugiadas. As participantes aprendem sobre entrevistas de trabalho, sobre o mercado brasileiro e quando uma atitude pode ser considerada assédio.

    O Acnur também desenvolve a plataforma “HELP”, que possui informações voltadas à pessoas refugiadas. A Agência traduz conteúdos sobre auxílios emergenciais do governo em cinco idiomas para ajudar os refugiados.

    “A questão do idioma é um gargalo. Cabe a gente saber tudo que está sendo produzido no Brasil na ajuda emergencial, traduzir e fazer com que a informação chegue as pessoas”, explicou Pachioni.

    De acordo com o assessor, é necessário facilitar o acesso das pessoas refugiadas à informação. Em um formato que seja fácil e acessível.  A idealizadora e diretora do projeto Deslocamento Criativo, Maria Nilda, complementa a discussão. Para ela, o idioma e a equivalência de certificado são os primeiros entraves para ingresso no mercado de trabalho brasileiro.

    “Depois, estão os preconceitos e o fato de a pessoa ter de ingressar como iniciante em qualquer área. Diversos questionamentos acontecem, tais como ‘por que empregar um imigrante se temos tantos brasileiros desempregados?”, apontou.

    Maria contou que o projeto Deslocamento Criativo é voltado para refugiados que atuam, ou queiram atuar, na área da economia criativa. “Em geral, aqueles autônomos (moda, artesãos, gastronomia, cinema e outros). Buscamos gerar oportunidade onde possam comercializar seus produtos, acompanhar o desenvolvimento de suas atividades, divulgar”.

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    79% dos refugiados querem abrir o próprio negócio

    Uma maneira comum dos refugiados recomeçarem a vida é com a abertura de próprios negócios. Uma vez que a atividade não exige revalidação de diplomas ou indicações de emprego.

    Em pesquisa feita pelo Acnur, 79% das pessoas refugiadas querem abrir seu próprio negócio. “As pessoas chegam ao Brasil e, pela necessidade de ter sua própria fonte de renda, elas querem ter seu negócio. Mas, aí esbarram na burocracia, tempo para abrir uma empresa, a documentação para ter conta bancária”, relatou Miguel Pachioni.

    O assessor explicou que o Acnur dialoga com algumas empresas, como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para espalhar conhecimento sobre empreendedorismo. Na visão de Pachioni, a maior dificuldade é acesso às linhas de crédito e abertura de contas bancárias.

    “Muitas pessoas não conseguem abrir uma conta bancária. E precisam disso para conseguir um trabalho. Se a pessoa chega para uma entrevista e fala que não tem uma conta bancária, o empregador pode dispensar. Precisamos de políticas para fazer com que a máquina funcione plenamente”.

    Mouhammad, por exemplo, que chegou ao Brasil em 2014, conseguiu abrir o restaurante e espaço cultural Majaz, localizado no bairro de Santa Cecília, em São Paulo.

    “Nosso ambiente é todo diferenciado, em suas diversas linguagens. O cheiro advindo dos pratos que servimos, a equipe de refugiados palestinos, sírios e senegaleses que trabalham conosco, o espaço cultural ‘Ghasan Kanafani’ que temos para exposições e debates, as decorações das paredes com os nomes dos campos de refugiados palestinos”, caracterizou Mouhammad.

    O assessor do Acnur, Miguel Pachioni, destacou o perfil resiliente dos refugiados, diante de todas as dificuldades enfrentadas até chegarem ao Brasil.

    “Isso faz com que eles tenham uma perspectiva de adaptação superior à questões relacionadas ao público brasileiro. Acredito que o potencial que elas têm em se reinventar é um ganho, para que possam voltar com mais força ao mercado de trabalho”, concluiu.

    Por Bruna Somma – bruna.somma@folhadirigida.com.br