A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), oferece três cursos gratuitos de capacitação.
Alunos de graduação, matriculados na Universidade Aberta do Brasil (UAB), e concluintes do ensino médio podem se inscrever para as 25 mil vagas disponíveis nos cursos de: Português; Matemática; Tecnologias da Informação e Comunicação (TCIs).
As inscrições podem ser feitas até o dia 26 de junho por meio da plataforma AVAMEC. Cada curso tem a duração de 60 horas e dá direito ao certificado emitido pela Capes.
Capes tem 25 mil vagas abertas para cursos de capacitação gratuitos
(Foto: Divulgação)
O curso de Português, por exemplo, aborda conceitos básicos de texto, processos e desafios da leitura e escrita. Além de interpretação e de escrita no meio acadêmico. O conteúdo é distribuído em seis módulos:
A língua portuguesa, os textos e seus contextos;
A língua portuguesa e a organização dos textos;
A língua portuguesa, as relações entre termos na frase e a constituição de gêneros e tipos textuais;
A língua portuguesa e a norma padrão;
A língua portuguesa e a expressão nos textos acadêmico-científicos: estratégias básicas;
A língua portuguesa e a expressão nos textos acadêmico-científicos: Aprofundamentos.
Já o curso de Matemática tem como objetivo dar apoio técnico aos alunos e desencadear reflexões que servirão de base tanto para aprendizagens subsequentes quanto para desenvolver pesquisa, ensino, extensão e inovação.
O conteúdo é focado em questões fundamentais da disciplina e foi dividido em nove módulos:
Por fim, o curso de Tecnologias da Informação e Comunicação é destinado a quem tem interesse pela área. O conteúdo aprofunda o conhecimento sobre o cenário atual dos recursos tecnológicos e potencializa a qualificação na área da tecnologia digital.
O curso é composto por cinco módulos:
O estudante de EaD: como se organizar para os estudos em ambiente virtual de aprendizagem;
Sociedade em rede;
Educação a Distância;
Mídias na educação;
Evolução tecnológica: computadores e dispositivos móveis.
Os tópicos completos do curso estão disponíveis aqui.
IF Goiano tem mil vagas em cursos online gratuitos
O Programa Novos Caminhos do Ministério da Educação (MEC) também está com inscrições abertas para cursos gratuitos de formação inicial e continuada a distância. Para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano (IF Goiano) são 1.330 oportunidades.
Os cursos ofertados são para: Agente cultural; Agente de desenvolvimento socioambiental; Agente de gestão de resíduos sólidos; Agricultor orgânico; Programador web; Programador de sistemas; Contador de histórias; Editor de maquetes eletrônicas; Produtor de olerícolas; entre outros.
A oferta é distribuída para os municípios de Catalão, Ceres, Cristalina, Iporá, Rio Verde e Urutaí. O pré-requisito para inscrição varia conforme com o curso, podendo participar quem tiver idade mínima de 16 a 18 anos e ensino fundamental – do 1º ao 5º ano ou do 6º ao 9º ano.
As inscrições para o curso do IF Goiano ficam abertas até o dia 21 de junho, no site da instituição. A lista preliminar dos contemplados será divulgada no dia 22 de junho, junto com a lista dos aprovados em cadastro de reserva.
O resultado final está marcado para o dia 25 de junho, enquanto o início das aulas está previsto para o dia 30 do mesmo mês.
A Afya Educacional, maior grupo de educação médica do país, prorrogou até o dia 30 de julho as incrições para seu programa de trainee. São seis vagas destinadas a estudantes universitários e recém-formados entre julho/2017 e julho/2020.
Os seis selecionados vão atuar cada um em cargos de Vice-Presidente, nas áreas de: Operações; Jurídico e Compliance; Gente e Gestão; Financeiro e Relação com Investidores; Inovação e Serviços Digitais; e Mercado.
“A Afya é uma empresa que segue crescendo e muito intensiva em gente. Estamos em busca de jovens talentos que buscam aprimorar suas habilidades e competências em um ambiente de trabalho colaborativo e pautado por um modelo de negócio inovador”, explica o VP de Gente & Gestão da Afya, Denis Del Bianco.
Mas não há restrições relacionadas ao curso de formação, podem concorrer alunos e recém-formados de qualquer área. Além disso, outros requisitos são:
Inglês avançado;
Disponibilidade para morar em Belo Horizonte ou São Paulo;
As etapas de seleção incluem testes online, relacionados à cultura da empresa, domínio do idioma, lógica e conhecimentos gerais; vídeo-apresentação e entrevista; e, por último, apresentação de business case, dinâmica em grupo, entrevistas e painel com o RH e executivos da companhia
Programa de Trainee Afya terá um ano de duração
O Programa de Trainee Afya terá duração de um ano, começando já no próximo mês de agosto, e será dividido em três etapas:
Imersão nas diferentes verticais do negócio (graduação, pós graduação e cursos preparatórios);
Desenvolvimento de projetos práticos envolvendo diferentes diretorias da cia e;
Definição da área final assumindo cargos seniores ou de gestão.
Os selecionados terão direito, além do salário, a vários benefícios, como assistência médica, assistência odontológica, gympass, acesso à Universidade Corporativa Afya, PLR – Participação nos Lucros, vale-refeição e vale-transporte.
Programa de Trainee Afya prorroga inscrições até o dia 30 de julho
(Foto: Reprodução)
Saiba mais sobre as áreas de cada vaga
A Afya Educacional é o maior grupo de educação médica do país, presente em 24 cidades e 13 estados, além de ser o único que atende o médico em toda sua formação: graduação, preparação para a residência até as especializações.
Os seis selecionados para as vagas de trainee vão atuar cada um em uma Vice-Presidência da organização. Saiba mais sobre cada uma delas:
Operações: área que cuida da gestão da rotina acadêmica e administrativa das IES (Instituição de Ensino Superior). A vice-presidência (VP) é responsável pelas Unidades Presenciais de Graduação e Pós-Graduação da Afya.
Jurídico e Compliance: responsável pela assessoria jurídica, comunicação institucional (assessoria de imprensa) e suporte em todas as pontas da companhia. Atua no monitoramento e na fiscalização de regras, leis e normativas.
Gente e Gestão: fica com boa parte do suporte às instituições e ao negócio. “Gente é tudo para a Gente” é um lema da empresa, que estrutura essa área para cuidar da jornada de todos os colaboradores.
Financeiro e Relação com Investidores: trabalha para garantir a eficiência financeira do grupo, cuidando para que cada investimento tenha a melhor aplicação e agregue os melhores resultados. “Temos também a responsabilidade de construir, com nossos investidores, um relacionamento sedimentando na transparência e na confiança.”
Inovação e Serviços Digitais: busca, no futuro, as melhores oportunidades para o presente. Usa a tecnologia como um facilitador do processo de aprendizagem e oferece as melhores soluções tecnológicas para criar experiências duradouras. “Queremos oferecer experiências inovadoras e um portfólio de cursos para que nossos alunos caminhem ao nosso lado ao longo de toda sua vida profissional.”
Mercado: atua com foco no crescimento permanente da base de alunos e do valor da marca. O time de Mercado é responsável pelas estratégias de captação e pelas ações de inteligência que sustentam as decisões de marketing, de relacionamento e toda a atuação comercial.
O WhatsApp anunciou nesta semana o lançamento da ferramenta que permite pagamentos e transações através do aplicativo. O recurso estará disponível dentro de algumas semanas para dispositivos com os sistemas Android e iOS.
A ferramenta será uma grande aliada dos pequenos negócios, sobretudo por conta da pandemia do novo Coronavírus, que ocasionou o aumento do número de vendas por meio do mundo digital.
De acordo com a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box 2020, 99% dos smartphones do país têm o aplicativo do WhatsApp instalado e 76% dos usuários do WhatsApp se comunicam com marcas usando o aplicativo.
O analista de soluções do Sebrae, Hugo Lumazzini Paiva, afirma que construir a presença do seu negócio online é fundamental para a manutenção da saúde de qualquer empresa:
“A pandemia nos mostrou a força dos negócios feitos digitalmente. O conforto da experiência nas compras online vai fazer com que essas transações façam parte do ‘novo normal’. As compras por meio de canais digitais só crescem e quem não estiver inserido nesse mercado, perderá muito poder de venda e fidelização de clientes. O que recomendo fortemente é que os empresários tenham diversas formas de receber seus recursos, de modo que o cliente consiga se adequar e utilizar alguma delas e, ao mesmo tempo, o pequeno negócio pague as menores taxas possíveis.”
A segurança dos dados durante os pagamentos e demais transações financeiras feitas pelo WhatsApp ainda podem gerar algumas dúvidas nos usuários do aplicativo. No entanto, o especialista diz que os donos de pequenos negócios podem confiar na tecnologia.
“O aplicativo utilizará a plataforma Facebook Pay e terá as transações realizadas pela Cielo, player já consolidado no Brasil para processamento de pagamentos, máquinas de cartão, entre outras”.
É importante ressaltar que, para usuários de contas pessoais, o WhatsApp mantém o limite de R$1 mil reais por transação. Por dia, podem ser realizadas até 20 transações, mas os vlores de transferência não podem ultrapassar R$5 mil por mês.
O WhatsApp também não cobra tarifas pelas transferências entre contas pessoais, ou para pagamentos de compras realizadas em empresas no WhatsApp Business.
No caso de empresas cadastradas no WhatsApp Business, não há limite nos valores de transações. Entretanto, o WhatsApp está cobrando uma taxa de processamento por vendas, que é fixada em 3,99%, ou seja, só há cobrança do vendedor e nunca do comprador.
“O empreendedor precisa estar atento à cobrança de 3,99% sob cada transação financeira. A taxa não é muito diferente do que já é praticado no mercado. O mais interessante nesse momento é oferecer ao cliente alternativas de pagamento. Dessa maneira, ele tem a oportunidade de escolha”, aconselha Paiva.
Recurso de pagamentos e transações estará disponível para Android e iOS
(Foto: Divulgação)
Confira 5 dicas do Sebrae para usar o WhatsApp como recurso de vendas
1. Use o Whatapp Bussines com um número exclusivo para o comércio
Essa ferramenta é simples de operar, gratuita e oferece diversas funcionalidades para os pequenos negócios.
Exemplos: informações da empresa (endereço, telefone, horário de funcionamento, site, etc); agilidade nas respostas (respostas rápidas, personalizadas, saudações, mensagens de ausência); etiqueta em mensagens e clientes (facilita a categorização); além de catálogo de produtos com preços, e a possibilidade de conectar a página do Facebook.
2. Divulgue o número de WhatsApp da empresa
Com a novidade em mãos, é importante que o cliente conheça seu número. Destaque o contato da empresa nos materiais e em todos os ambientes em que sua marca for divulgada. Crie comunicados para redes sociais, espalhe essa informação para que os clientes tenham acesso ao número e entrem em contato por meio desse canal.
3. Crie uma lista de contatos
Faça um cadastro dos novos clientes de sua empresa, solicite o número de WhatsApp e peça autorização para enviar comunicados sobre seus produtos ou serviços. Crie listas de contatos de forma segmentada para enviar informativos, promoções e ofertas.
A abordagem deve mostrar os benefícios em participar. Caso o cliente não queira participar dessa rede, aceite com cordialidade, esse contato deve ser recíproco entre as partes.
4. Construa uma relação online com o cliente
Use o recurso das listas de transmissão. Com ela é possível manter contato com 256 pessoas. As listas funcionam como os grupos, com a diferença de que os clientes recebem as mensagens de forma individual. Aproveite e crie promoções exclusivas para os clientes da lista. Isso vai aumentar o vínculo positivo com seu público.
5. Preste um bom atendimento online
Parece óbvio, mas é necessário investir tempo e conhecimento nas respostas aos seus clientes pelo WhatsApp. O ideal é que a pessoa que vai formular as mensagens tenha bons conhecimentos de ortografia, seja resolutiva e simpática no uso das palavras.
Em muitas ocasiões, o cliente quer ser ouvido e o problema pode ser resolvido ali mesmo, durante a conversa.
Golpes de clonagem no WhatsApp aumentaram 11% em maio
Um levantamento feito pelo dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, aponta que, aproximadamente, 407 mil brasileiros tiveram o WhatsApp clonado em todo país no mês de maio.
O Estado de São Paulo segue liderando a lista com 81,6 mil vítimas. Logo atrás vem o Rio de Janeiro, com 53,5 mil e Minas Gerais, com 36,2 mil.
Emilio Simoni, diretor do dfndr lab afirma que a chegada na tecnologia de pagamentos no aplicativo expanda os vetores de ataques disponíveis para criminosos.
“Com o aumento do número de clonagens de WhatsApp, por exemplo, é possível que o WhatsApp Payments seja explorado pelos criminosos para obter recursos financeiros das vítimas. Além disso, os atacantes encontrarão formas de conseguir acesso aos celulares dos usuários para efetuar pagamentos e transferências até atingir o limite disponível.”
Ainda de acordo com o estudo, em maio foram detectados 136 mil golpes únicos. Desde o início da pandemia, o dfndr lab vem realizando um monitoramento ativo sobre os golpes que ocorrem em proveito do Coronavírus.
Juntos, estes ataques impactaram 10,6 milhões de usuários em todo o país. As promessas de falsos benefícios, como páginas falsas que simulam o saque do FGTS, foi a temática mais utilizada pelos cibercriminosos, atingindo mais de 27 milhões de acessos e compartilhamentos.
Simoni lista alguns cuidados que os usuários devem ter para não cair em golpes como este:
Mantenha um bom sistema de segurança instalado no seu celular. Dê preferência para um que tenha tecnologia para bloquear golpes no WhatsApp, como o dfndr security. Ele é o único aplicativo de segurança que oferece proteção em tempo real contra contra ataques dentro do WhatsApp, SMS e Messenger;
Antes de realizar qualquer tipo de pagamento, fornecer seus dados pessoais ou informações bancárias certifique-se que a pessoa com que você está se comunicando é confiável. Além disso, tenha cuidado ao clicar em links compartilhados no WhatsApp ou nas redes sociais;
Ative a autenticação em dois fatores, disponível no próprio WhatsApp, para aumentar a segurança da conta;
Em caso de dúvida sobre as medidas de proteção que estão sendo tomadas quanto à segurança de alguma transação que você realizou, procure seu banco.
Em estudo, divulgado nessa quinta-feira, 18, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) propõe a alteração do abono salarial, que pagaria um valor emergencial durante a pandemia do novo Coronavírus para suavizar o impacto sofrido por trabalhadores.
O abono salarial, desde sua criação, paga a quantia de um salário mínimo para todos os trabalhadores que cumpriam as exigências de acesso ao programa. Em 2015, o cálculo do benefício foi modificado, passando a pagar na proporção de 1/12 avos do salário mínimo por cada mês de trabalho registrado no ano de referência.
No estudo intitulado “Perfil dos beneficiários do abono salarial no Brasil e proposta emergencial no contexto do Covid-19”, os pesquisadores Sandro Pereira, Bruno Amorim e Felipe Mendonça, sugerem a extinção da regra dos 1/12 avos para garantir o teto do benefício a todos os trabalhadores que cumprem os requisitos.
“Beneficiaria, em especial, famílias de renda mais baixa, que recebem entre um e 1,5 salário mínimo. A expectativa é de que o repasse desses recursos aos trabalhadores ative a economia local, o pequeno comércio, a demanda por produtos e serviços. Isso poderia ser um fator a mais para auxiliar na redinamização da economia brasileira”, destacou o economista Sandro Pereira.
Entre as pessoas que recebem o abono, cerca de 80% são trabalhadores dos serviços, bem como vendedores do comércio em lojas e mercados, da produção de bens e serviços industriais e de serviços administrativos, um dos setores mais prejudicados pela crise.
De acordo com o levantamento, pelas regras atuais são gastos, por ano, cerca de R$20 bilhões, algo próximo a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB), depositados em parcela única para mais de 20 milhões de trabalhadores.
Com a alteração, aproximadamente R$5 bilhões seriam acrescidos no total das transferências com o programa, que poderia se somar às medidas já adotadas para amenizar os efeitos da perda de renda dos trabalhadores e fomentar a economia.
O estudo explica ainda que o governo não necessitaria de gastos extras de sistemas para implantar as mudanças, uma vez que, poderia utilizar base já existente de beneficiários do abono salarial e apenas readequar o calendário e o fluxo de caixa do Tesouro Nacional para executar os pagamentos.
“Essas pessoas teriam garantido um salário mínimo de abono total no ano que vem, já que a proposta inclui tanto trabalhadores que receberão o benefício em 2020, como aqueles que o receberão em 2021”, finalizou Pereira.
No último sábado, 13, a Caixa Econômica Federal divulgou o calendário do novo saque FGTS. O Fundo de Garantia de Garantia por Tempo de Serviço emergencial foi criado para conter os impactos da pandemia. Mas, como as pessoas reagiram após as datas?
O nome emergencial causou muitas dúvidas nas pessoas, que começaram a se manifestar na internet após a divulgação do calendário.
Isso porque o cronograma prevê que as pessoas poderão ter o crédito em conta ou então realizar saques e transferências de junho a novembro. No entanto, as datas variam conforme o mês de aniversário.
A pergunta que muita gente tem feito nas redes sociais é: se o saque emergencial, como vou esperar até novembro para utilizá-lo?
Com isso, a FOLHA DIRIGIDA verificou como as pessoas reagiram a esse calendário na internet. Os memes foram favoráveis e desfavoráveis sobre este assunto.
E muita gente, inclusive, criou um novo nome para o benefício: o saque ‘nada’ emergencial.
A opinião é quase que unânime
Emergencial com validade de seis meses, né.
Parece até aval de concurso
O prazo do emergencial parece que fica maior a cada meme
Amada, mas por quê?
Mas, por outro lado:
Também teve uma galera que ficou um tanto que animada para o saque do FGTS
O Brasil conta com mais de 48 mil refugiados que saíram de seus países em contextos de guerra e perseguição. Eles buscam uma oportunidade para recomeçar, mas nem sempre é fácil entrar no mercado de trabalho brasileiro.
A língua e cultura são algumas das barreiras para agregar a mão de obra estrangeira. A Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) realiza uma série de ações para fomentar a empregabilidade dessas pessoas.
A inclusão dos profissionais, segundo o Acnur, pode tornar a economia mais diversificada e com diferentes conhecimentos para somar à sociedade. Neste sábado, 20 de junho, quando é comemorado o Dia do Refugiado, FOLHA DIRIGIDA evidencia as dificuldades de acesso ao emprego para refugiados no Brasil.
Além de apresentar relatos de quem luta para reconstruir sua própria história em território brasileiro. Salsabil, por exemplo, teve que deixar a cidade de Douma, na Síria, devido à guerra que persiste no país há mais de nove anos.
No Brasil desde 2014, Salsabil teve o seu diploma de Farmácia revalidado pela Compassiva, organização parceira do Acnur. Porém, ela seguiu por um novo caminho: o da culinária.
“Desde que cheguei ao Brasil fui atrás do que queria. Revalidei meu diploma, fiz cursos de capacitação profissional com a Migraflix, Empoderando Refugiadas e Mulheres do Brasil. Com todos esses saberes, optei por abrir o meu próprio negócio, o serviço de catering que tem meu próprio nome: Cozinha de Salsabil”, disse com orgulho a empreendedora.
Salsabil ao lado da chef Paola Carosella (Foto: Divulgação/Acnur)
Com a pandemia do Coronavírus, ela precisou se reinventar. Passou a receber encomendas por redes sociais e oferecer marmitas e comidas congeladas.
“Até já cozinhei ao lado da Paola Carosella, mostrando os segredos de como fazer os deliciosos quibes sírios, mas agora dependo dos pedidos das redes sociais para manter a casa de pé, onde passei a ofertar marmita e comidas congeladas para encomendas familiares”, afirmou a chef.
Dificuldades no acesso aos programas governamentais
O caminho nem sempre é fácil. Muitos refugiados perderam trabalho diante da pandemia. Em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, Maria Nilda, idealizadora e coordenadora do projeto Deslocamento Criativo, em São Paulo, indicou que os refugiados em trabalhos braçais foram os primeiros a serem dispensados.
“Se a pessoa não tem um trabalho autônomo, como criar um da noite para o dia e enfrentar toda a concorrência que estamos vendo? Sem falar do pouco domínio do processo de produção e a logística. Alguns têm sobrevivido porque já atuavam desse modo e as comunidades (pessoas) se sensibilizam, compram e divulgam”, contou.
Miguel Pachioni, assessor de informação pública do Acnur no Brasil, também evidenciou os resultados de uma pesquisa que realizou com 153 pessoas atendidas por uma ação no Centro de Integração da Cidadania (CIC) do Imigrante, em São Paulo.
De acordo com o assessor do Acnur, 93% das pessoas estavam desempregadas, 73% não recebiam o Bolsa Família e 59% não tinham acesso a ajuda emergencial do governo.
“É um recorte mínimo que fizemos, mas conseguimos ver que as demandas tem aumentando de forma exponencial. As pessoas usam o auxílio para ‘compra de alimentos e pagamento de aluguel’. A situação, hoje, é muito complicada”, contou à reportagem.
Para Pachioni, “se a gente não conseguir manter a pessoa com minimamente alimento e moradia, isso vai gerar um impacto muito maior na população como um todo”.
Em momentos de crise, os refugiados no Brasil não costumam contar com a mesma rede de proteção social que ampara os nacionais, sobretudo os empregados formalmente. A falta de um CPF, por exemplo, já impossibilita o acesso ao auxílio emergencial oferecido pelo governo para trabalhadores informais durante a pandemia.
“Os programas do governo federal têm uma dificuldade de aceite das pessoas refugiadas até relacionadas à documentação. O auxílio emergencial impõe ter uma conta bancária ou um aplicativo. O que são limitações que restringem o acesso da pessoa. Além do conteúdo ser apenas em Português”, ressaltou.
Já para Maria Nilda, a reversão só se dará quando governantes, ao criarem serviços de apoios, considerarem todas as especificidades desse grupo de pessoas. “Desde a documentação, que é diferente, até a questão do idioma e outras peculiaridades. Ter a consciência de que se aceitou a estadia deles aqui, é responsável”, pontuou.
Para Miguel Pachioni, é preciso desmistificar que existem diferenças entre contratar uma pessoa refugiada e uma brasileira.
“Uma pessoa refugiada quando chega ao Brasil ou que solicita o refúgio já pode ter dois documentos fundamentais: o CPF e a Carteira de Trabalho. Daí, o processo de contratação é igual ao de qualquer outra pessoa”, afirmou o assessor do Acnur.
A Agência trabalha com algumas ações para gerar a empregabilidade de refugiados no país. Como por exemplo, a revalidação gratuita dos diplomas, processo que pode custar até R$20 mil. Além de cursos de aperfeiçoamento e de adequação dos saberes à realidade brasileira.
Acnur realiza ações para desenvolver a empregabilidade de refugiados
no Brasil (Foto: Divulgação/Acnur)
Há também o Projeto “Empoderando Refugiadas”, que é voltado para mulheres refugiadas. As participantes aprendem sobre entrevistas de trabalho, sobre o mercado brasileiro e quando uma atitude pode ser considerada assédio.
O Acnur também desenvolve a plataforma “HELP”, que possui informações voltadas à pessoas refugiadas. A Agência traduz conteúdos sobre auxílios emergenciais do governo em cinco idiomas para ajudar os refugiados.
“A questão do idioma é um gargalo. Cabe a gente saber tudo que está sendo produzido no Brasil na ajuda emergencial, traduzir e fazer com que a informação chegue as pessoas”, explicou Pachioni.
De acordo com o assessor, é necessário facilitar o acesso das pessoas refugiadas à informação. Em um formato que seja fácil e acessível. A idealizadora e diretora do projeto Deslocamento Criativo, Maria Nilda, complementa a discussão. Para ela, o idioma e a equivalência de certificado são os primeiros entraves para ingresso no mercado de trabalho brasileiro.
“Depois, estão os preconceitos e o fato de a pessoa ter de ingressar como iniciante em qualquer área. Diversos questionamentos acontecem, tais como ‘por que empregar um imigrante se temos tantos brasileiros desempregados?”, apontou.
Maria contou que o projeto Deslocamento Criativo é voltado para refugiados que atuam, ou queiram atuar, na área da economia criativa. “Em geral, aqueles autônomos (moda, artesãos, gastronomia, cinema e outros). Buscamos gerar oportunidade onde possam comercializar seus produtos, acompanhar o desenvolvimento de suas atividades, divulgar”.
Uma maneira comum dos refugiados recomeçarem a vida é com a abertura de próprios negócios. Uma vez que a atividade não exige revalidação de diplomas ou indicações de emprego.
Em pesquisa feita pelo Acnur, 79% das pessoas refugiadas querem abrir seu próprio negócio. “As pessoas chegam ao Brasil e, pela necessidade de ter sua própria fonte de renda, elas querem ter seu negócio. Mas, aí esbarram na burocracia, tempo para abrir uma empresa, a documentação para ter conta bancária”, relatou Miguel Pachioni.
O assessor explicou que o Acnur dialoga com algumas empresas, como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para espalhar conhecimento sobre empreendedorismo. Na visão de Pachioni, a maior dificuldade é acesso às linhas de crédito e abertura de contas bancárias.
“Muitas pessoas não conseguem abrir uma conta bancária. E precisam disso para conseguir um trabalho. Se a pessoa chega para uma entrevista e fala que não tem uma conta bancária, o empregador pode dispensar. Precisamos de políticas para fazer com que a máquina funcione plenamente”.
Mouhammad, por exemplo, que chegou ao Brasil em 2014, conseguiu abrir o restaurante e espaço cultural Majaz, localizado no bairro de Santa Cecília, em São Paulo.
“Nosso ambiente é todo diferenciado, em suas diversas linguagens. O cheiro advindo dos pratos que servimos, a equipe de refugiados palestinos, sírios e senegaleses que trabalham conosco, o espaço cultural ‘Ghasan Kanafani’ que temos para exposições e debates, as decorações das paredes com os nomes dos campos de refugiados palestinos”, caracterizou Mouhammad.
O assessor do Acnur, Miguel Pachioni, destacou o perfil resiliente dos refugiados, diante de todas as dificuldades enfrentadas até chegarem ao Brasil.
“Isso faz com que eles tenham uma perspectiva de adaptação superior à questões relacionadas ao público brasileiro. Acredito que o potencial que elas têm em se reinventar é um ganho, para que possam voltar com mais força ao mercado de trabalho”, concluiu.
Por Bruna Somma – bruna.somma@folhadirigida.com.br
A inclusão de pessoas LGBTQI+ no mercado de trabalho ainda é um desafio para as empresas brasileiras. Muitas companhias ainda não contam com uma cultura de acolhimento em seus ambientes internos, o que dificulta a integração dessas pessoas com os demais colaboradores.
No entanto, cada vez mais se intensifica a necessidade de transformação desse cenário. Segundo Keyllen Nieto, fundadora da Integra Diversidade, se as empresas que ainda não enxergam essas questões não mudarem, elas acabarão se tornando irrelevantes em um curto período de tempo.
“As pessoas LGBTQI+, ou de qualquer outro grupo minorizado, estão cada vez mais precisando e exigindo um ambiente no qual elas possam ser elas mesmas”, destacou a ativista e especialista em temas LGBTQI+, juventude e gênero.
Keyllen listou algumas recomendações para as empresas que desejam tornar seus ambientes mais inclusivos para pessoas LGBTQI+. Em primeiro lugar, é importante entender que a sigla faz referência a diferentes grupos, cada um com suas próprias características. Entenda:
L: Lésbicas – mulheres que se identificam com seu gênero e tem preferência sexual por mulheres; G: Gays – homens que se identificam com seu gênero e tem preferência sexual por homens; B: Bissexuais – pessoas que têm preferência por dois ou mais gêneros; T: Trans (engloba travestis, transexuais e transgêneros) – pessoas que não se identificam com os gêneros que lhes foram atribuídos na hora do nascimento, baseados em seus órgãos sexuais; Q: Queer – pessoas que transitam entre os gêneros sem se identificar com rótulos; I: Intersexuais – pessoas não definidas distintamente como homens ou mulheres (hermafroditas); e +: outras letras, como A de assexual.
Especialista indica ações que ajudam a promover integração das equipes
(Foto: Pixabay)
Como desenvolver um ambiente inclusivo dentro da empresa?
A empresa que deseja fomentar uma cultura mais inclusiva em seu ambiente deve ter o cuidado de promover ações reais de formação, contando com o envolvimento de todas as áreas. Esse processo pode iniciar pelo RH, setor mais ligado às pessoas, mas deve incluir, também, áreas que geralmente ficam de fora dessas ações, como o setor de TI.
“Devem ser realizadas ações de promoção da diversidade dentro de uma perspectiva transversal. Se você comunica que a empresa preza por um ambiente diverso e inclusivo, ela deve ser capaz de acolher pessoas LGBTQI+ e de outras diversidades” enfatizou Keyllen.
O primeiro passo é, justamente, iniciar um trabalho interno, orientando sobre como as questões de diversidade e inclusão são importantes para a empresa. Os processos de seleção e recrutamento também devem ser repensados.
Os recrutadores devem saber usar a linguagem correta e entender quais perguntas não devem ser feitas, por exemplo. De acordo com a especialista, a linguagem inclusiva é fundamental na atração desses talentos diversos.
O conceito de linguagem inclusiva está atrelado a um vocabulário que evite afirmações preconceituosas e qualquer tipo de discriminação. O intuito é usar a linguagem como mais uma ferramenta para promoção da igualdade. Diante disso, alguns termos comumente usados devem ser evitados, como:
Por conta da pandemia do Coronavírus, foi prorrogado até o dia 30 de junho o prazo para fazer a Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (DASN – Simei), também conhecida como Declaração Anual do Faturamento. A prestação de contas é obrigatória, independente se teve ou não algum faturamento no ano anterior.
De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o microempreendedor deve informar:
Receita bruta total auferida no ano anterior;
Receita bruta auferida no ano anterior referente às atividades de comércio, indústria e serviço de transporte intermunicipal e interestadual; e
Se teve empregado durante o período abrangido pela declaração.
O acesso ao programa DASN – Simei é feito, exclusivamente, por meio do Portal do Simples Nacional. O Sebrae explica o passo a passo de como é feita a declaração anual:
Na primeira sessão o empresário deve declarar todos os anos em que atuou pelo programa. No sistema, não são aceitas transmissões de uma declaração sem que antes tenha transmitido uma declaração referente ao ano-calendário anterior. Por exemplo, o MEI que iniciou suas atividades em maio de 2016 e nunca apresentou nenhuma declaração, ao fazer a primeira declaração, aparecerá habilitado somente o ano-calendário de 2016. Ou seja, o contribuinte não conseguirá transmitir a declaração referente ao ano-calendário de 2017 sem que antes tenha transmitido a DASN referente ao ano de 2016.
Serão importados, do PGMEI (o programa de geração do DAS para o MEI) para a declaração, os dados da última apuração realizada para cada período do ano-calendário escolhido, assim como todos os DAS pagos relativos ao período da declaração. Caso o contribuinte não tenha realizado a apuração de algum período, ele receberá um aviso para que regularize a situação utilizando portal PGMEI.
Finalizado o preenchimento, é exibido o resumo da declaração, que mostra os valores dos tributos devidos em cada período de apuração do ano selecionado e os DAS que foram pagos. O campo Valor Apurado exibe a soma dos valores apurados para cada tributo, sendo eles INSS, ISS e ICMS, ainda que não haja emissão de DAS. No campo Valor Pago, fica registrada a soma de todos os pagamentos efetuados para cada período de apuração.
Ao clicar no botão Transmitir, os dados da Declaração são salvos definitivamente, gerando o número do recibo. Também aparecerá a opção para a emissão do DAS referente à tributação da receita excedente, se for o caso.
O microempreendedor também pode consultar ou fazer impressão de suas declarações pelo Portal do Simples Nacional, utilizando a funcionalidade “Consulta Declaração Transmitida do MEI”. Para isso, é só apresentar o código de acesso ou certificado digital. Essa funcionalidade exibe uma lista das declarações transmitidas pelo contribuinte, todas exibidas em formato PDF.
Declaração anual do MEI pode ser entregue até dia 30 de junho
(Foto: Pixabay)
Sou MEI e não entreguei a declaração anual. O que vai acontecer?
Caso o MEI não entregue ou aconteça algum atraso na declaração, o valor da penalidade é de, no mínimo, R$50 ou 2% ao mês-calendário ou fração. Esse valor é incidente sobre o montante dos tributos decorrentes das informações prestadas na DASN-Simei, ainda que integralmente pago, limitada a 20%.
Caso envie a declaração com atraso, a notificação do lançamento e os dados do DARF para pagamento da multa serão gerados automaticamente, constando ao final do recibo de entrega. Se o pagamento da multa for realizado no prazo de 30 dias, o microempreendedor receberá um desconto de 50% no valor total do boleto gerado.
É importante ressaltar que o MEI que não estiver em dia com as declarações anuais e as contribuições mensais terá seu CNPJ suspenso por 95 dias, conforme a Resolução 44/2018.
Após esse prazo, caso ainda continue inadimplente, o cancelamento acontecerá definitivamente, conforme a Resolução nº 39/2017.
Crise Covid-19: ser MEI se torna alternativa para trabalhadores
A crise da Covid-19 tem gerado diversos impactos negativos em diferentes setores da economia no país. Uma alternativa para driblar a falta de emprego e sair da economia paralela é a formalização como microempreendedor individual (MEI). Um exemplo disso é que, recentemente, o número de MEI alcançou a marca história de 10 milhões de empreendedores.
Um levantamento feito pelo Sebrae mostra que em 2018, a cada duas semanas, em média, 61.043 novos MEIs se formalizaram. Em 2019, esse número subiu para 83.698. Até a primeira quinzena de março de 2020, foi registrado uma tendência de alta.
As cinco primeiras quinzenas de 2020 apresentaram uma média de 107.861 novos MEI. Desde então, por força do impacto econômico da pandemia e do isolamento social, esse número vem caindo, chegando a 43.273 novos MEI na segunda quinzena de abril. Uma queda de 51% em relação à média de registros verificada em 2019.
O funileiro e pintor, Fred dos Santos Júnior, se formalizou como MEI há dois meses e já conseguiu fechar um contrato para realizar a manutenção de caminhões de uma rede de supermercados na região de Belém, no Pará.
“Com as dificuldades de encontrar um emprego com carteira assinada, eu comecei a fazer os serviços na minha própria casa, mas a formalização vai me trazer vários benefícios, como contar o tempo para a minha aposentadoria e ter mais facilidade para ampliar o meu negócio. Até mesmo futuramente, contratar um funcionário”, conta.
De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o momento da economia ainda é de incertezas, mas a formalização é uma opção para atuar em segmentos que se mantiveram aquecidos, como no ramo de alimentação, com fornecimento de marmitas ou alimentos para estabelecimentos liberados para funcionar, como padarias, e também no segmento de serviços de transporte e entrega.
“O MEI é o futuro do trabalho. E a formalização é uma boa solução para quem está conseguindo manter a atividade neste período, pois ele pode ampliar as vendas, emitir nota fiscal, entre outros benefícios”, ressalta.
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmaram uma parceria para oferecer crédito às micro e pequenas empresas, que fazem parte da cadeia produtiva de grandes setores da economia.
O financiamento facilitado será feito por meio do Programa Crédito Cadeias Produtivas, cujo objetivo é atender à necessidade de capital de giro de pequenas e médias empresas (PMEs).
A iniciativa, que faz parte de uma estratégia de atuação do Sebrae, alinhada ao Governo Federal por meio do Ministério da Economia, disponibiliza até R$200 milhões em crédito para as grandes empresas, as chamadas empresas-âncora.
Elas, por sua vez, vão repassar o capital para os pequenos negócios que fazem parte da sua cadeia produtiva em condições diferenciadas, com taxas de juros abaixo da praticada no mercado, prazo de 5 anos e carência de até 24 meses.
Para as grandes empresas, a medida evita perda de fornecedores e distribuidores ao manter o fôlego financeiro dos pequenos negócios, o que garante emprego e renda em todo país. Já para as micro e pequenas empresas, a chegada do crédito pode simbolizar a sobrevivência do negócio.
Em áudio disponibilizado por meio de podcast da Agência Sebrae de Notícias, o gerente de competitividade do Sebrae, César Rissete, destaca o avanço significativo que foi dado com a criação do Programa Crédito Cadeias Produtivas.
“Umas das preocupações que se deve ter numa sociedade é em manter o que se chama as cadeias de produção e de distribuição vivas, ativa, operantes. Preservar as cadeias de produção é não apenas uma condição atual de manter micro e pequenas empresas ativas, mas possibilitar para que essas micro e pequenas empresas continuem sendo parte da cadeia de produção de grandes e médias empresas. O que acaba repercutindo positivamente numa retomada e na possibilidade de um avanço em termos de renda e ocupação no país.”
Programa Crédito Cadeias Produtivas disponibiliza até R$200 milhões
(Foto: Pixabay)
Empresas de grande porte já podem aderir ao Programa Crédito Cadeias Produtivas
As empresas de grande porte interessadas no Programa Crédito Cadeias Produtivas já podem se habilitar junto ao BNDES. Para isso, devem ter receita bruta igual ou superior e R$300 milhões. Os valores do financiamento serão entre R$10 milhões e R$200 milhões. O pedido de financiamento pode ser feito no site do BNDES, exclusivamente por solicitação eletrônica.
Os repasses das grandes empresas às PMEs deverão ser feitos nas mesmas condições previstas no contrato original firmado com o Banco, ou seja: sem obter lucro financeiro com a operação. A cadeia de fornecedores, distribuidores ou franqueados que receberá o recurso poderá utilizar o capital de forma livre para se manter durante a crise.
Os pedidos de empréstimos poderão ser apresentados ao BNDES até o dia 30 de setembro. Os trâmites para a concessão seguirão a Esteira de Crédito Emergencial, desenvolvida no contexto do Plano de Ação Emergencial de combate à pandemia da Covid-19, cujo objetivo é agilizar o tempo de processamento de pleitos e garantir o rápido acesso das empresas aos recursos.
“Felizmente algumas das maiores empresas brasileiras mantiveram a saúde financeira durante a crise atual, ainda que reduzindo seu nível de atividade. Contudo, tal redução vem afetando de modo mais crítico seus parceiros de menor porte, o que coloca em risco a integridade da cadeia produtiva. Assim, para garantir que o retorno aos níveis pré-crise ocorra sem maiores problemas, várias empresas têm o desafio de preservar seus parceiros estratégicos, evitando que surjam pontos de estrangulamento nos seus fluxos operacionais”, avalia Job Rodrigues, gerente do Departamento de Bens de Consumo, Comércio e Serviços do BNDES.
Com custo estimado em R$50 bilhões por mês, o presidente Jair Bolsonaro declarou nesta segunda-feira, 22, que o governo não terá condições de pagar mais duas parcelas de R$600 do auxílio emergencial.
“O Paulo Guedes decidiu pagar a quarta e a quinta, mas falta acertar o valor. A União não aguenta outro com esse mesmo montante”, disse Bolsonaro ao canal Agro+, da Band TV, segundo publicação da Época Negócios.
De acordo com ele, além das três parcelas já previstas no programa, uma quantia menor será negociada com o Congresso. Sem mencionar o valor das novas parcelas, ele afirmou que deseja “atender o povo, mas com muita responsabilidade”.
A equipe econômica do governo já chegou a mencionar uma parcela extra de R$600, pagas em duas vezes de R$300. Entretanto, Bolsonaro deve sofrer resistência para conseguir aprovar o valor no Congresso. Parlamentares chegaram a declarar, entre eles, o presidente da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia, que o valor era baixo.
Na entrevista, Bolsonaro voltou a defender a reabertura das atividades econômicas, sobretudo, para que os trabalhadores reduzam rapidamente a dependência ao benefício.
Para ele, as medidas de isolamento social adotadas nos Estados e municípios para conter a disseminação do novo Coronavírus são “um exagero” e acredita que não vai ser fácil para a economia pegar no tranco, já que embora o campo não tenha parado, as cidades baixaram as portas do comércio.
“Não podemos deixar que o efeito colateral do tratamento da pandemia seja mais danoso do que a própria pandemia. Vida e emprego, uma coisa está completamente atrelada à outra”, disse.
Enquanto isso trabalhadores aguardam o pagamento da terceira parcela do auxílio emergencial. A última data indicada pelo governo para divulgar o cronograma era dia 10. Contudo, até o momento, apenas beneficiários do Bolsa Família estão recebendo a, até então, última parcela, desde quarta-feira, 17.
Governo defende reabertura do comércio para eliminar a dependência
ao auxílio emergencial (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
Ipea propõe pagamento emergencial do abono salarial
Em estudo, divulgado nessa quinta-feira, 18, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) propõe a alteração do abono salarial, que pagaria um valor emergencial durante a pandemia do novo Coronavírus para suavizar o impacto sofrido por trabalhadores.
O abono salarial, desde sua criação, paga a quantia de um salário mínimo para todos os trabalhadores que cumpriam as exigências de acesso ao programa. Em 2015, o cálculo do benefício foi modificado, passando a pagar na proporção de 1/12 avos do salário mínimo por cada mês de trabalho registrado no ano de referência.
No estudo intitulado “Perfil dos beneficiários do abono salarial no Brasil e proposta emergencial no contexto do Covid-19”, os pesquisadores Sandro Pereira, Bruno Amorim e Felipe Mendonça, sugerem a extinção da regra dos 1/12 avos para garantir o teto do benefício a todos os trabalhadores que cumprem os requisitos.
“Beneficiaria, em especial, famílias de renda mais baixa, que recebem entre um e 1,5 salário mínimo. A expectativa é de que o repasse desses recursos aos trabalhadores ative a economia local, o pequeno comércio, a demanda por produtos e serviços. Isso poderia ser um fator a mais para auxiliar na redinamização da economia brasileira”, destacou o economista Sandro Pereira.