O Ministério da Economia, através da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, publicou a Portaria nº 16.655, que possibilita a recontratação de funcionários dispensados durante o período de pandemia. No entanto, a decisão só é válida para readmitir, num prazo inferior a 90 dias, profissionais que foram demitidos sem justa causa.
Antes da publicação, essa medida era vedada pela Portaria 384, publicada há mais de 28 anos pelo extinto Ministério do Trabalho. Agora, a recontratação do mesmo funcionário no prazo de até 90 dias da rescisão será permitida até 31 de dezembro deste ano.
De acordo com Art. 1º da Portaria, a recontratação dentro dos 90 dias não será considerada fraudulenta, desde que sejam mantidos os mesmos termos do contrato rescindido.
A Portaria entra em vigor nesta terça-feira, 14, mas é válida a todos os casos de demissão desde o dia 20 de março, quando teve início a calamidade pública. Dessa forma, quem foi demitido a partir dessa data poderá ser recontratado.
Funcionários demitidos sem justa causa poderão ser readmitidos
(Foto: Pixabay)
Antiga MP 936: decreto prorroga acordos trabalhistas por até 4 meses
O governo publicou nesta terça-feira, 14, o decreto nº 10.422 que amplia os prazos máximos dos acordos trabalhistas previstos na Medida Provisória 936, convertida na Lei 14.020/20, em até quatro meses. A publicação foi feita no Diário Oficial da União uma semana após a sanção pelo presidente Jair Bolsonaro.
Com o novo decreto os acordos de suspensão do contrato de trabalho podem ser prorrogados por mais 60 dias. Já a redução de jornada e salário, por mais 30 dias. É importante ressaltar que os períodos já utilizados até a sanção da MP serão computados dentro desse prazo.
Fica esclarecido no decreto que a suspensão do contrato de trabalho poderá ser efetuada de forma fracionada, em períodos sucessivos ou intercalados, desde que esses períodos sejam iguais ou superiores a dez dias e que não exceda o prazo máximo de 120 dias.
O decreto publicado nesta terça também beneficia os trabalhadores intermitentes. Esses profissionais terão direito a mais uma parcela do auxílio emergencial de R$600, contado da data de encerramento do período de três meses.
Uma notícia publicada pelo O Globo afirma que, segundo técnicos da equipe econômica, para renovar os prazos dos acordos, as empresas precisam renegociar com os empregados e garantir estabilidade temporária no emprego pelo mesmo período, conforme prevê a MP.
De acordo com levantamento do Ministério da Economia, mais de 12,9 milhões de acordos foram formalizados. Durante a vigência dos acordos, a União entra com uma contrapartida do seguro-desemprego para ajudar a complementar a renda dos trabalhadores.
As provas do concurso Bombeiros PB, com vagas para o quadro de oficiais, serão realizadas em janeiro de 2021. Isso porque a corporação confirmou que irá manter o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como primeira etapa da seleção.
Como o Enem foi adiado, a primeira fase do concurso do Corpo de Bombeiros da Paraíba também será. No início deste mês, o Ministério da Educação (MEC) anunciou que o Exame Nacional do Ensino Médio ocorrerá nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021.
Já a versão digital será realizada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. A reaplicação do Enem ficou marcada para os dias 24 e 25 de fevereiro. O resultado das provas está previsto para sair até o dia 29 de março.
Segundo o Corpo de Bombeiros PB, o Enem continuará a ser usado. Desta forma, as demais etapas da seleção serão adequadas ao cronograma do exame, não gerando transtornos aos candidatos.
“Ainda será utilizada a nota do Enem e as demais etapas do concurso serão planejadas conforme o resultado do Enem, não gerando qualquer consequência aos candidatos”, disse a corporação.
Concurso Bombeiros PB para oficiais terá provas em janeiro
(Foto: CBM PB)
O Corpo de Bombeiros da Paraíba ressalta ainda que, além de se inscrever no exame, assim que o edital do concurso for publicado, os candidatos também devem se inscrever na seleção.
Em resposta à FOLHA DIRIGIDA, a corporação informou que ainda não existe previsão para divulgação do edital, tendo em vista a atual situação de calamidade pública devido ao novo Coronavírus.
O número de vagas ainda não foi revelado, no entanto, o Corpo de Bombeiros PB já deu alguns detalhes sobre a seleção. Nesta edição, haverá uma diferença no edital, que exigirá o nível superior como pré-requisito para o ingresso na corporação.
No ano passado, para ingressar no quadro de oficiais, a exigência era o nível médio. Além do novo requisito, a corporação também costuma exigir:
Idade entre 18 e 32 anos, até o ano da matrícula do curso;
Altura mínima de 1,65m (homens) e 1,60m (mulheres).
Saiba tudo sobre o concurso Bombeiros PB
Órgão: Corpo de Bombeiros da Paraíba
Cargos: oficial
Vagas:a definir
Requisito: nível superior
Remuneração: entre R$2.924,89 e R$7.253,26
Edital: previsto para 2020
Provas: Enem – 17 e 24 de janeiro de 2021
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Último concurso Bombeiros PB foi suspenso
O último concurso Bombeiros PB foi aberto em junho de 2019, com uma oferta de dez vagas para o Curso de Formação de Oficiais. Na época, o Enem 2019 também foi usado como primeira etapa, mas o requisito para se inscrever era o nível médio.
Os aprovados no exame, com a maior média e dentro do limite de até oito vezes o número de vagas, foram convocados para as demais fases, sendo elas:
Exame psicológico;
Exame de saúde;
Teste de Aptidão Física (TAF); e
Avaliação social (apenas para os matriculados no curso de formação).
No dia 6 de março, os candidatos foram chamados para o exame psicológico. No entanto, no dia 23 do mesmo mês, o concurso foi suspenso devido ao estado de calamidade pública em razão da pandemia de Coronavírus.
Assim que a seleção for retomada, o Corpo de Bombeiros PB publicará os editais e os atos para o andamento do concurso. O curso de formação será realizado no Centro de Educação da Polícia Militar da Paraíba (Academia de Bombeiro Militar Aristarco Pessoa), em João Pessoa, na Paraíba.
O CFO 2020 terá duração de três anos letivos, em tempo integral, e regime de dedicação exclusiva. Já a seleção ficará válida por um mês, contados a partir da primeira homologação do resultado final, podendo ser prorrogada por igual período. Neste tempo, os aprovados serão convocados.
A pandemia do novo Coronavírus gerou uma crise econômica em todo o mundo. No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que há mais de 12,3 milhões de desempregados, sendo 27% representados pelos jovens. Esse público representa também os que mais procuram trabalho temporário.
Segundo levantamento da Employer RH, empresa de Recursos Humanos, em 2020 houve um aumento de 2% na taxa de jovens, na faixa de 18 a 25 anos, contratados temporariamente se comparado a 2019.
De janeiro a março de 2020, os jovens já representam 35% do trabalho temporário no país contra 33%, em relação ao mesmo período do ano passado.
Para o presidente da Employer RH, Marcos de Abreu, apesar de ainda estarmos sentindo os efeitos da pandemia, o trabalho temporário é a melhor solução para se manter ativo no mercado e com a economia mais estável.
“O trabalho temporário é considerado como a porta de entrada dos jovens que querem crescer e buscam a primeira oportunidade de trabalho. Além disso, o jovem contratado pela modalidade temporária possui a chance de ser efetivado”, diz o presidente.
Ainda segundo ele, atualmente o percentual de trabalhadores temporários de todas as idades, que são efetivados nas empresas, é de até 15%. “O temporário tem a oportunidade de demonstrar suas competências profissionais, durante este período, conquistando o primeiro emprego”, explica Marcos de Abreu.
Jovens representam 35% do trabalho temporário no país (Foto: Pixabay)
Segundo a Employer, os jovens que ainda estão procurando por vagas de emprego podem aproveitar este momento para expandirem suas qualificações por meio de cursos online e webinares, se especializando na área que desejam atuar.
“É fundamental que os jovens que buscam uma oportunidade de trabalho não fiquem parados neste momento. É hora de estudar o mercado e analisar as tendências para sair na frente e estar preparado”, diz o presidente da companhia.
De acordo com Marcos de Abreu, há diversas oportunidades em que os jovens podem iniciar como temporários e desenvolverem sua carreira tendo chances de efetivação no futuro.
“Esta modalidade de contrato temporário está sendo uma das principais formas que as empresas encontraram para selecionar jovens talentos durante esse período de incertezas”, finaliza o gestor.
Enquanto a vaga efetiva não chega, o trabalho temporário pode ser uma boa oportunidade e o pontapé para conseguir a vaga efetiva. Para a gerente de RH da consultoria Luandre, Barbara Alves, este modelo de contrato é um dos formatos mais requisitados na empresa que atua.
Segundo a gerente de RH, o contrato temporário de trabalho se tornou um ponto muito forte no impulsionamento da economia, uma vez que dá a empresa a possibilidade de busca pelo funcionário que mais se adequa à algum cargo, evitando turnovers, ou na linguagem popular, a rotatividade de pessoal.
Em 2017, a lei de contratos temporários foi alterada, o que contribuiu para a antecipação da chamada pelas empresas. Ou seja, hoje, a lei permite a contratação por 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90.
Com essa extensão de prazo, os profissionais têm mais tempo para mostrar seu trabalho e isso pode aumentar a chance de serem efetivados.
Os beneficiários do Bolsa Família receberão a 4ª parcela do auxílio emergencial a partir da próxima segunda-feira, 20. A ajuda financeira do governo foi estendida por dois meses, o que corresponde aos meses de julho e agosto.
De acordo com o Ministério da Cidadania, o pagamento para esse grupo segue o calendário regular do programa. Dessa forma, o valor será creditado diariamente, conforme o Número de Identificação Social (NIS).
É importante ressaltar que o pagamento do auxílio aos inscritos no Bolsa Família é feito automaticamente, não sendo necessário que os cidadãos se inscrevam no programa. No entanto, os cadastrados só recebem o auxílio emergencial se o valor for maior do que o creditado pelo Bolsa Família.
O Ministério da Economia ainda não divulgou o cronograma de pagamento da 4ª parcela para os demais inscritos no auxílio emergencial. De acordo com o calendário da 3ª parcela, o valor já está disponível em conta digital para todos os beneficiários do 3º lote. Já para saque e transferência, segue o que já havia sido noticiado pela FOLHA DIRIGIDA.
Confira o calendário de pagamento da 4ª parcela para beneficiários do Bolsa Família
20 de julho: beneficiários com NIS final 1
21 de julho: beneficiários com NIS final 2
22 de julho: beneficiários com NIS final 3
23 de julho: beneficiários com NIS final 4
24 de julho: beneficiários com NIS final 5
27 de julho: beneficiários com NIS final 6
28 de julho: beneficiários com NIS final 7
29 de julho: beneficiários com NIS final 8
30 de julho: beneficiários com NIS final 9
31 de julho: beneficiários com NIS final 0
Beneficiários do Bolsa Família receberão 4ª parcela a partir do dia 20
(Foto: A7press)
Câmara dos Deputados deve votar PL que impede penhora de auxílio emergencial
O Plenário da Câmara dos Deputados poder votar hoje o Projeto de Lei (PL 2801/20), que considera de natureza alimentar o auxílio emergencial de R$600 pago pelo governo federal em decorrência da pandemia do Coronavírus no país.
A proposta, de autoria dos deputados Alexandre Leite (DEM-SP), Luis Miranda (DEM-DF) e Efraim Filho (DEM-PB), veda penhora, bloqueio ou desconto que vise ao pagamento de dívidas ou prestações, salvo em caso de pensão alimentícia.
O parecer do relator da Comissão de Seguridade e Família, Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), apresentado ao texto, estende as mesmas regras a outros tipos de benefícios sociais que consistam em distribuição direta de renda, como o Bolsa Família.
“A sociedade, em especial os brasileiros marginalizados de seu auxílio, precisam receber o socorro do Estado, e de forma urgente. Portanto, entendemos que é
essencial deixar explícito na lei que os valores recebidos a título de auxílio emergencial têm natureza alimentar e não podem receber qualquer tipo de constrição, inclusive judicial, seja pelo sistema BacenJud, ou qualquer outro. A única exceção que se vê correta é a penhora para satisfazer o pagamento de pensão alimentícia, no limite de 50% do valor recebido a título do auxílio”, diz o texto.
Em junho, ruas de vários países e cidades ecoaram vozes de cidadãos negros clamando por justiça. As manifestações foram motivadas pelo assassinato de George Floyd. Um homem preto, morto por um policial branco, na cidade Minneapolis, nos Estados Unidos.
No Brasil, os protestos também declaravam a indignação pelas mortes de cidadãos negros. Mas, além disso, escancarava nas ruas o racismo estrutural tão presente em diferentes segmentos da nossa sociedade como, por exemplo, no mercado de trabalho.
Dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em fevereiro, mostram que a taxa de desocupação da população autodeclarada negra, em 2019, ficou acima da média nacional de 11%, alcançando 26,1%.
Afinal, por que ainda há tanta disparidade salarial e desigualdade entre brancos e negros no mercado de trabalho?
Para Thais Bernardes, idealizadora do portal de jornalismo Notícia Preta, a dificuldade de inserção dos jovens negros no mercado de trabalho é intensificada por alguns fatores identificados no processo seletivo para ingresso em uma empresa:
“Eu sempre falo que tem um funil que exclui, muitas vezes, o jovem negro e periférico de ingressar, por exemplo, em uma grande redação de jornal. E quais são esses funis? É o processo seletivo, a começar pelo Inglês fluente. Quando você pega um jovem negro e periférico que conseguiu, muitas vezes, entrar na universidade pelo sistema de cotas, esse jovem muitas vezes não tem o Inglês fluente, assim como tem o estudante da Zona Sul, que já fez intercâmbio para fora do Brasil, que cresceu e estudou em uma escola bilíngue. Então, o processo seletivo já começa a ser prejudicial para esse negro periférico quando ele pede inglês fluente.”
Thais destaca que, além do conhecimento de uma outra língua, um outro requisito que distancia esse jovem do mercado de trabalho é a exigência para que se resida próximo aos grandes centros urbanos. Dessa forma, um jovem negro e periférico que precisa pegar mais de uma condução passa para a empresa a impressão de que poderá se atrasar ou que a instituição gastará mais dinheiro com o transporte desse funcionário.
Outro ponto destacado por Thais é um processo muito comum nas seletivas para o preenchimento de uma vaga de trabalho: as dinâmicas de grupo. Para a jornalista, essa etapa pode ser extremamente cruel para o jovem negro que já cresce em um sistema de racismo estrutural e estruturante, mostrando que ele não é capaz, mesmo ele sabendo que é.
“Nesses processos de dinâmica de grupo você estimula, muitas vezes, a competição quando coloca um jovem preto, que já nasceu e cresce dentro um sistema de racismo estrutural e estruturante, dentro de uma sala com mais alguns estudantes brancos, vindos de grandes universidades e eles começam a conversar e dialogar. Todo esse processo da dinâmica, que parece muito natural para alguns, pode ser muito opressor para outros.”
Além dos critérios já abordados, Thais ressalta que, apesar de não ser mais obrigatório, antigamente os currículos tinham a foto do candidato, o que já era outro início excludente.
“Quando viam a foto da pessoa negra, nem contratavam. Hoje em dia, não tem mais isso, mas você consegue identificar pelo nome e pelo endereço. Ou você vai contratar um ‘Orleans e Bragança’ ou um ‘da Silva Pereira’”, comenta.
Preconceito racial ainda é bastante presente em nossa sociedade
(Foto: Pixabay)
Debate tardio, porém extremamente necessário na nossa sociedade
A diversidade racial no mercado de trabalho é um debate que vem ganhando cada vez mais espaço nos noticiários. No entanto, Thais questiona o porquê de somente agora a elite brasileira conseguir enxergar que existe racismo no Brasil.
“Por que a gente precisou esperar que um homem negro fosse morto por asfixia, nos Estados Unidos, por um policial branco para a gente criar campanhas e dar visibilidade à luta antirracista? A luta antirracista não começou ontem nem anteontem. Nós, negros, sempre falamos de racismo, isso não vem de agora”, diz Thais ao ressaltar que não é preciso dar voz aos negros, pois eles têm voz, e o que ela precisa é ser ouvida.
“O que precisa ser dado ao povo negro é espaço e ouvido para que essas vozes sejam ecoadas. Isso que aconteceu com o George Floyd nos EUA, me traz essa questão: o porquê só agora?”, completa.
Apesar de reconhecer o tardio debate sobre o racismo pelas elites, Thais acredita que todos esses movimentos são favoráveis, principalmente, para os projetos da causa negra. Para a CEO, esse é o momento de aproveitar a visibilidade para ganhar projeção e, com isso, esses projetos ganharem apoio e financiamento.
“Que essa luta não seja apenas uma luta de internet, de post no Instagram. Que realmente as pessoas entendem que a luta antirrascista é importante para que a gente tenha uma sociedade mais justa e igualitária. Se há racismo, não há democracia. Então, se a sua luta é por democracia ela também precisa ser antirracista, se não a nossa sociedade não vai evoluir.”
Ela diz ter esperanças para as próximas gerações, já que, assim como a geração de seus pais viviam outra realidade em relação ao racismo, a geração do seu filho também viverá outra realidade em relação à dela.
No entanto, a comunicadora não acredita que a esperança de dias melhores e de uma sociedade igualitária virá através da “gourmetização” ou da transformação do antirracismo em uma moda:
“Quando você transforma tudo isso [a luta antirracista] em uma moda, você apaga os significados dessa luta. Então eu acredito que esse seja o caminho. Que esse seja um momento de aberturas de portas e que as pessoas brancas entendam que ser antirracista é abrir porta e dar oportunidade”.
Número de jovens negros no ensino superior sobe, mas ainda é abaixo do esperado
O estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, do IBGE, mostra que o número de jovens negros entre 18 e 24 anos no ensino superior aumentou de 50,5%(2016), para 55,6% (2018), porém esse número ainda ficou abaixo dos 78,8% de estudantes brancos da mesma faixa etária no ensino superior.
Na população de jovens de 18 a 24 anos, frequentando ou não instituição de ensino, o percentual de brancos que frequentava ou já havia concluído o ensino superior (36,1%) era quase o dobro do de jovens pretos ou pardos (18,3%).
Thais diz ser preciso desenvolver políticas públicas que fomentem as oportunidades e os caminhos para jovens negros e periféricos ingressarem no mercado de trabalho.
“É preciso mudar esse lugar onde o negro está no imaginário social para que a gente consiga avançar. E isso inclui o mercado de trabalho. A gente precisa mudar isso para ter não apenas a representatividade, mas sim a equidade. Afinal, nós somos 54% da população, então, a gente precisa estar em, pelo menos, 50% de todos os espaços”, explica.
Para a idealizadora do Notícia Preta, um dos passos que as empresas podem ter para abrir as portas, efetivamente, à população negra e periférica é fazer um sistema de cotas dentro do processo seletivo. E nesse sistema de cotas não exigir, por exemplo, o Inglês fluente.
Além disso, a oferta de cursos de capacitação para esses jovens atuantes nas empresas pode ser o caminho para que eles tenham um bom crescimento dentro da organização.
As políticas afirmativas que permitiram a inserção de mais jovens negros e periféricos nas universidades é um exemplo dado por Thais quando questionada sobre as mudanças que já podem ser notadas na empregabilidade do jovem negro.
No entanto, só a garantia do acesso ao ensino superior não é suficiente para que esses jovens alcancem sucesso na área profissional.
“A gente não pode esquecer que política de ação afirmativa por si só, não muda o mercado de trabalho, é todo um ciclo. Precisa das medidas afirmativas para esse jovem cursar a universidade? Sim. Mas, além disso, o mercado tem que estar preparado e disposto para receber esse jovem enquanto funcionário da sua empresa. E, para isso, o mercado precisa entender a importância da diversidade”, finaliza Thais.
Por Cinthia Guedes – cinthia.guedes@folhadirigida.com.br
Você já pensou como a internet foi e tem sido uma grande aliada durante esse período de pandemia? E a sua contribuição foi grande até mesmo na hora de recrutar pessoas ao mercado de trabalho.
Isso porque a busca online por vagas de empregos e estágios tem crescido muito nos últimos meses. Prova disso é a Connekt, uma plataforma inteligente de recrutamento digital.
A crescente no número de oportunidades e na busca online por novos profissionais é originada em virtude do grande número de desempregados.
A própria Connekt disse que esse foi considerado um ‘boom’ no número de novas candidaturas e oportunidades. Em junho, o número de interessados superou 93 mil pessoas. Já em maio e abril, respectivamente, era de 60 e 42 mil novos candidatos interessados em ingressar no mercado.
“O número de desempregados no Brasil aumentou e os índices continuam nessa tendência. Percebemos isso também no movimento de tráfego em nossa plataforma, só no mês de junho recebemos 226 mil candidaturas, entre elas, 93 mil eram de novos usuários, isso dá uma média de mais de 7 mil novas candidaturas por dia, é um número alto comparado a meses anteriores”, é o que diz Eduardo Hupfer, Product Manager da Connekt.
Connekt tem mais de 3 mil oportunidades de emprego cadastradas
(Foto: Divulgação)
Atendimento ao cliente lidera número de vagas na Connekt
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), que foram divulgados em junho, demonstraram que o número de desempregados é, sim, significativo.
São, atualmente, mais de 12 milhões de pessoas desempregadas em todo o país. Esse número já era expressivo e aumentou com a pandemia do novo Coronavírus.
Além disso, a pesquisa ainda indica que quase 8 milhões de postos de trabalho foram fechados com a chegada da crise.
O especialista ainda comenta que essa curva no desemprego atual pode aumentar e permanecer pelos próximos dois meses, pelo menos.
“A crise conduzida pelo novo coronavírus pegou todo mundo de surpresa e por isso, algumas empresas tiveram que demitir funcionários. Embora já vemos uma discussão em torno da flexibilização, a economia deve demorar a melhorar, por isso, esse número deve permanecer assim, principalmente por conta das dívidas feitas no período e pelas empresas que tiveram que fechar as portas”, avalia.
A Connekt revela que, durante esse período conturbado, e frágil do mercado, algumas áreas e funções se destacaram.
Entre elas, as vagas de atendimento ao cliente lideram o cenário e abriram mais de 1.500 oportunidades entre maio e junho. Além dessa, operações para supermercados também se destacaram.
Já os cargos dentro da tecnologia, sobretudo os desenvolvedores, permanecem na média e também recebem novos profissionais durante a pandemia. Em três meses, a Connekt abriu mais de 1,3 mil vagas em cerca de 8 mil postos.
Segundo dados da própria empresa, atualmente são mais de 14 mil posições em aberto para mais de 3 mil vagas. Ficou curioso? Dá uma olhada no site da Connekt e escolha a que mais se encaixa no seu perfil.
A BTG Pactual, o maior banco de investimentos da América Latina, está com inscrições abertas para três iniciativas que pretendem aproximar estudantes e recém-formados da cultura e desafios da companhia. A participação nestes processos pode render ao universitário uma oportunidade de estágio na companhia.
A ideia é dar oportunidade de os participantes conhecerem de perto o dia a dia da BTG Pactual e interagirem com os sócios do banco.
“Nossos programas oferecem aos estudantes a chance de entender o que é produzido dentro do banco e estar em contato com profissionais que são referência no mercado. Do nosso lado, nos permite conhecer e recrutar talentos, que podem se tornar parte da empresa no futuro. Diversos funcionários chegaram ao banco por meio dessas iniciativas”, afirmou Mateus Carneiro, sócio e head de Recursos Humanos do BTG Pactual.
Em todos os seus processos seletivos, pessoas com deficiência podem participar. De acordo com a instituição, o BTG Pactual “trabalha para promover uma cultura inclusiva, que busca a equidade e valoriza as diferenças”.
Uma das iniciativas terá seleção por meio de vídeo (Foto: Pixabay)
Confira as iniciativas promovidas pelo BTG Pactual
BTG Pactual Experience 2020
O BTG Pactual Experience é uma competição em grupo entre universitários. A experiência é voltada para avaliação de empresas, cujo intuito é proporcionar aos estudantes uma imersão no universo financeiro.
O programa é dividido em quatro etapas eliminatórias. Durante a competição, os grupos terão que produzir, aperfeiçoar e apresentar uma análise de uma companhia de capital aberto. Além disso, deverão participar de aulas teóricas, contando com o acompanhamento de sócios e profissionais sêniores do BTG Pactual.
Os vencedores residentes no Brasil ganharão uma vaga no Programa de Estágio de Férias 2021. Já os residentes no exterior ganharão uma vaga no BTG Pactual Undergrad Summer Program 2021.
Os grupos devem ser compostos por no mínimo dois e no máximo quatro participantes. Todos devem estar matriculados em universidades. As inscrições devem ser feitas até o dia 31 de julho, no site do BTG Pactual Experience 2020.
BTG Pactual Bootcamp 2020
Outra iniciativa é o BTG Pactual Bootcamp, voltada para jovens interessados em seguir carreira no mercado financeiro do Banco. Para participar, é preciso ter data de formação em universidade entre julho de 2018 e julho de 2022.
O processo seletivo dos participantes será feito em vídeo até o dia 24 de julho. As inscrições podem ser feitas na página da iniciativa.
Já no dia 1º de agosto, os participantes terão oportunidade de passar por uma imersão em diferentes áreas do BTG Pactual e interagir com os sócios no escritório de São Paulo.
BTG Pactual Tech Bootcamp 2020
Por fim, ainda estão abertas as inscrições para o BTG Pactual Tech Bootcamp 2020, que tem o mesmo objetivo do BTG Pactual Bootcamp, mas com foco nas áreas tecnológicas do Banco.
Os requisitos para participação são parecidos com o da iniciativa anterior. Ou seja, é preciso ter data de formação em universidade entre julho de 2018 e julho de 2022.
Também é requerido que os candidatos tenham interesse pela área de Tecnologia e curiosidade em descobrir mais sobre a carreira no mercado financeiro. As inscrições podem ser feitas até o dia 24 de julho, na página do programa.
Durante o dia 15 de Agosto, os participantes selecionados terão oportunidade de conhecer melhor as áreas de Tecnologia do BTG Pactual e interagir com os sócios no escritório de São Paulo.
O conhecimento em Inglês é cada vez mais fundamental para conquistar uma vaga no mercado de trabalho. Porém, é estimado que apenas 5% dos brasileiros sejam fluentes na língua.
Para mudar esse cenário e tornar o aprendizado mais democrático, está disponível o app FluencyRun, de forma gratuita para Android e iOS. Ele foi idealizado pelo professor Felipe André, do curso “Jornada do Inglês”.
O aplicativo tem foco em “listening” (escuta) e estímulos constantes para que os alunos alcancem a fluência no idioma no seu próprio tempo. E o melhor, quem mais se destacar, pode ganhar uma viagem para Nova York, nos Estados Unidos.
Aplicativo oferece estudo de Inglês e até uma viagem para Nova York
(Foto: Pixabay)
O diferencial do FluencyRun é a aplicação de elementos da linguagem dos videogames no conteúdo e no modo de interagir com o estudante. A ideia é ativar ‘gatilhos’ que despertem a vontade de alcançar a desejada fluência em Inglês.
“Muitas pessoas se queixam que os cursos tradicionais dão muito pouco ou nenhum feedback. A finalidade do nosso app é justamente outra: o aluno será constantemente lembrado da meta que estabeleceu, do caminho já percorrido e do quanto ainda falta para chegar ao seu objetivo. Ou seja: é um aplicativo que valoriza o poder do estímulo”, explica Felipe André, professor do concurso.
A cada atividade concluída, o aluno acumula pontos e ganha posições em um ranking com todos os que fizerem o download do aplicativo. A cada semestre, os três alunos com melhor pontuação ganharão uma viagem a Nova York, para uma imersão completa em Inglês durante uma semana.
Método de ensino do Inglês é adaptável para cada aluno
No aplicativo FluencyRun, o próprio aluno define seus objetivos, como: “por que eu quero ser fluente em Inglês?”; “em quanto tempo quero atingir essa fluência?”.
Com base nessas condições, a plataforma fará o acompanhamento frequente do estudante, incluindo alertas caso o aluno deixe de acessar a plataforma. “Você desistiu do seu sonho?” é um exemplo de pergunta que poderá ser feita pelo app, para lembrar da importância de retomar a sua jornada.
O professor Felipe André explica que essas características – definição de meta, feedback constante, incentivos à não desistência – trazem elementos da linguagem gamer.
Segundo o professor, “esses são alguns exemplos de ativações que atuam na área do cérebro conhecida como ‘sistema límbico’, responsável pelo estímulo. Então, ao desenvolvermos um app cuja interação combina esses elementos, temos a expectativa de que o aluno se sinta mais motivado a permanecer empenhado na sua meta de atingir a fluência em Inglês”.
O conteúdo do aplicativo é baseado, principalmente, em áudios reais de Inglês: filmes, seriados, palestras, entre outros temas. A partir desses áudios, o aluno fará as atividades relacionadas, tais como: conectar sinônimos, ligar palavras à sua respectiva imagem.
Além de atividades de falso ou verdadeiro, reordenar e rearranjar frases, exercícios de múltipla escolha e até mesmo responder perguntas. Tudo de forma prática e intuitiva.
Vagas de emprego abertas exigem conhecimento de Inglês
O domínio de outros idiomas é um item necessário para um bom currículo. Saber falar Inglês, por exemplo, já não é mais um diferencial.
Hoje, aprender essa língua, considerada universal, pode ser fundamental para garantir uma vaga de emprego. Em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, há oportunidade para analista de service Desk. O cargo exige Inglês e Espanhol avançados.
Essa vaga é oferecida pela empresa Chefs e Hoteleiros sem fronteiras. Os cozinheiros ou estudantes de Gastronomia devem ter Inglês intermediário, uma vez que atuarão nos EUA durante 12 meses. Confira outras oportunidades no buscador da Folha Dirigida, em parceria com o Infojobs.
O abono salarial do PIS-Pasep 2020/2021 começará a ser pago nesta quinta-feira, 16, aos trabalhadores com direito ao benefício nascidos em julho e que não são correntistas da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. O cronograma de saque segue até 30 de junho de 2021.
O PIS destina-se a trabalhadores do setor privado e é pago na Caixa, enquanto o Pasep é pago aos servidores públicos e militares por meio do Banco do Brasil. Para os trabalhadores da iniciativa privada o calendário de pagamento é formulado com base no mês de nascimento. Já para os servidores e militares, o número final da inscrição no Pasep.
O valor a ser recebido varia de R$88 a R$1.045, dependendo do período trabalhado formalmente. Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2019.
Além disso, é preciso estar inscrito no Pis-Pasep há, no mínimo, cinco anos e ter dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
Pagamento PIS-Pasep começa nesta quinta-feira, 16
(Foto: Reprodução)
Como posso sacar o PIS-Pasep?
O saque do PIS pode ser feito nos terminais de autoatendimento ou casa lotérica para os não correntistas da Caixa, utilizando o Cartão Cidadão e senha. Aqueles que não têm o Cartão Cidadão podem sacar em qualquer agência da Caixa, mediante apresentação de documento de identificação.
Para obter informações sobre o PIS o trabalhador pode entrar em contato pelo telefone 0800-726-02-07 da Caixa. A consulta também pode ser feita no site, na opção “Consultar pagamento”. Para isso, é preciso ter o número do NIS em mãos.
Os servidores públicos que têm direito ao Pasep precisam verificar se houve depósito em conta. Caso isso não tenha ocorrido, precisam procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações sobre o Pasep podem ser obtidas pelo telefone 0800-729-00-01, do Banco do Brasil.
Um levantamento feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), no primeiro trimestre de 2020, revelou que 17,97 milhões de pessoas estão ocupadas no agronegócio. Em tempos de pandemia e crise no mercado de trabalho o setor do agronegócio pode trazer oportunidades em diferentes cargos.
A pesquisa Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro utiliza como principal fonte de informações os microdados da PNAD-Contínua e, de forma complementar, dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS-MTE) e de outras pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na plataforma de empregos Vagas.com podem ser encontrados empregos no agronegócio nas cidades de Bebedouro, Ribeirão Preto, Votuporanga e Mato Grosso. As oportunidades são para trainee/júnior e graduados.
Todos os empregos no agronegócio disponibilizados no site exigem experiência mínima e domínio no setor. Para concorrer a alguns cargos é preciso ter, ainda, Carteira Nacional de Habilitação, conhecimentos de Inglês e cursos e certificações na área.
Dentre os cargos disponíveis, há chances nas funções de assistente contábil júnior, analista de materiais, analista de negócios júnior, analista administrativo, gerente administrativo financeiro e técnico de segurança do trabalho.
Os salários não foram divulgados. Além da remuneração, alguns cargos do agronegócio podem oferecer benefícios como assistência médica, café da manhã, ginástica laboral, previdência privada, refeitório, seguro de vida, vale alimentação, assistência odontológica, vale transporte e participação nos lucros.
Os interessados podem se inscrever no site Vagas.com, após preenchimento de currículo com informações pessoais e de escolaridade. É importante ressaltar que os cargos possuem diferentes prazos para candidatura. Portanto, caso haja interesse em alguma função, é necessário que a inscrição seja feita o quanto antes.
Agronegócio brasileiro tem inúmeras vagas de emprego em diferentes
cidades do país (Foto: Divulgação)
Cresol também disponibiliza empregos no agronegócio
A Cresol, eleita pelo Great Place to Work (GPTW) como uma das dez maiores e melhores empresas para trabalhar no agronegócio no Brasil, está com vagas abertas para o Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.
Há chances de trabalho para nas funções de analista administrativo, assessor de negócios, caixa, assistente administrativo, gerente de negócios e assistente de negócios.
Os salários não foram divulgados, no entanto, além da remuneração os profissionais receberão benefícios como vale transporte, vale refeição e/ou alimentação, seguro de vida, plano de saúde, auxílio pós-graduação, previdência privada e participação nos lucros.
Os interessados podem se inscrever pela página de recrutamento da empresa até a data de inscrição disponibilizada para cada cargo. O processo de seleção será composto por análise de currículos, avaliação comportamental, entrevista individual com a área de G&G e entrevista individual com o requisitante.