Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • STF decide futuro de 12 acusados de trama golpista; acompanhe ao vivo

    STF decide futuro de 12 acusados de trama golpista; acompanhe ao vivo

    A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta terça-feira (20) o julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra 12 acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A acusação faz parte da Petição (Pet) 12100 e diz respeito ao chamado Núcleo 3, composto por militares da ativa e da reserva do Exército, além de um agente da Polícia Federal. Assista à transmissão:

    O ministro Cristiano Zanin, presidente da turma, reservou duas sessões para a análise do caso nesta terça-feira: uma às 9h30 e outra às 14h. Se necessário, o julgamento será retomado na quarta-feira (21), também às 9h30.

    Os réus respondem por cinco crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

    Os 12 denunciados são:

    • Bernardo Romão Correa Netto, coronel
    • Cleverson Ney Magalhães, coronel da reserva
    • Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, general da reserva
    • Fabrício Moreira de Bastos, coronel
    • Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel
    • Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel
    • Nilton Diniz Rodrigues, general
    • Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel
    • Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel
    • Ronald Ferreira de Araújo Júnior, tenente-coronel
    • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel
    • Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal
  • STF decide futuro de 12 acusados de trama golpista

    STF decide futuro de 12 acusados de trama golpista

    A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta terça-feira (20) o julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra 12 acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A acusação faz parte da Petição (Pet) 12100 e diz respeito ao chamado Núcleo 3, composto por militares da ativa e da reserva do Exército, além de um agente da Polícia Federal. Assista à transmissão:

    O ministro Cristiano Zanin, presidente da turma, reservou duas sessões para a análise do caso nesta terça-feira: uma às 9h30 e outra às 14h. Se necessário, o julgamento será retomado na quarta-feira (21), também às 9h30.

    Os réus respondem por cinco crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

    Os 12 denunciados são:

    • Bernardo Romão Correa Netto, coronel
    • Cleverson Ney Magalhães, coronel da reserva
    • Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, general da reserva
    • Fabrício Moreira de Bastos, coronel
    • Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel
    • Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel
    • Nilton Diniz Rodrigues, general
    • Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel
    • Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel
    • Ronald Ferreira de Araújo Júnior, tenente-coronel
    • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel
    • Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal
  • CCJ da Câmara aprova acordo de comércio eletrônico no Mercosul

    CCJ da Câmara aprova acordo de comércio eletrônico no Mercosul

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (20) o projeto de decreto legislativo que ratifica o acordo sobre comércio eletrônico firmado em 2021 pelos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

    Sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados.

    Sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados.Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    O acordo estabelece um marco jurídico comum para o comércio eletrônico no bloco e proíbe tarifas incompatíveis com as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) para downloads, streaming e compras em lojas de aplicativos. O texto também prevê proteção contra spam, a validação de assinaturas digitais nos países do Mercosul e a harmonização das leis nacionais de proteção ao consumidor online com as normas do bloco.

    O texto também impede que os países do Mercosul exijam a instalação de servidores em seus territórios por empresas prestadoras de serviços digitais, com exceção das instituições bancárias. Assim, uma plataforma operando no Brasil não precisa, por exemplo, instalar um servidor na Argentina para atender consumidores argentinos.

    A proposta ainda deve passar por outras comissões antes se seguir ao plenário da Câmara e, depois, ao Senado. O trato, já assinado pelos países-membros, requer a aprovação do Congresso Nacional para entrar em vigor.

  • CCJ aprova fim da reeleição com redução do mandato de senador

    CCJ aprova fim da reeleição com redução do mandato de senador

    A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (21), uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera o sistema político-eleitoral brasileiro. A medida extingue a possibilidade de reeleição para presidente, governador e prefeito, amplia os mandatos políticos e unifica todas as eleições, que passarão a ocorrer a cada cinco anos a partir de 2034.

    Em uma reviravolta, a CCJ recuou da ideia de aumentar o mandato dos senadores de oito para dez anos e, em vez disso, aprovou sua redução para cinco anos. Para viabilizar a unificação dos pleitos, o período no Senado precisaria ser de cinco ou dez anos. As novas regras não valerão para políticos atualmente no exercício do mandato e seguirão um cronograma de transição (veja mais abaixo).

    Carlos Portinho: mandato de dez anos seria jabuticaba brasileira.

    Carlos Portinho: mandato de dez anos seria jabuticaba brasileira.Jefferson Rudy/Agência Senado

    De autoria do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), a PEC 12/2022 foi relatada por Marcelo Castro (MDB-PI) e aprovada com substitutivo. O texto ainda será analisado pelo plenário do Senado e, depois, pela Câmara dos Deputados. Ao final da reunião, Kajuru reivindicou que a emenda constitucional leve o seu nome.

    Inicialmente, o relator rejeitou todas as emendas e manteve a proposta de mandato de dez anos para senadores. No entanto, após pressão de parlamentares como Carlos Portinho (PL-RJ) e Eduardo Girão (Novo-CE), a comissão reviu o texto-base e aprovou a redução para cinco anos. “Em nenhum lugar do mundo o mandato de senador é de dez anos. Será uma jabuticaba brasileira”, criticou Portinho. Segundo ele, uma década seria um tempo excessivo.

    Castro reconheceu que o tema era polêmico e se mostrou disposto a discutir o parecer. Ainda assim, citou exemplos internacionais para justificar sua posição: “Há uma regra universal de que o mandato de senador é maior do que o de deputado”. Segundo o relator, apenas a Itália adota mandatos de cinco anos tanto para deputados quanto senadores. Já na Alemanha e no Canadá, os senadores podem permanecer por tempo indeterminado por serem indicados pelos estados.

    Entenda as mudanças aprovadas

    • Fim da reeleição para cargos do Executivo

    Quem é afetado: Presidentes da República, governadores e prefeitos.

    Nova regra: Quem ocupar o cargo, ou tiver substituído o titular nos seis meses anteriores à eleição, fica inelegível para o mesmo cargo no período seguinte.

    Transição:

    Prefeitos eleitos em 2024 e presidentes/governadores eleitos em 2026 ainda poderão se reeleger.

    A proibição total começa a valer para os eleitos a partir de 2028 (prefeitos) e 2030 (governadores e presidente)

    • Unificação das eleições

    As eleições municipais, estaduais e federais passarão a ocorrer em uma única data, a cada cinco anos.

    A medida elimina o atual modelo de eleições a cada dois anos, intercalando pleitos nacionais e municipais.

    • Mandatos ampliados para cinco anos

    Presidente da República

    Governadores e prefeitos

    Deputados federais, estaduais e distritais

    Vereadores

    • Mandatos reduzidos para cinco anos

    Senadores (com renovação de um terço e dois terços a cada cinco anos)

    • Regras de transição

    Para garantir uma transição gradual e juridicamente segura, o texto propõe:

    Prefeitos e vereadores eleitos em 2028: mandato excepcional de 6 anos.

    Senadores eleitos em 2026: 8 anos de mandato; em 2030, 9 anos; em 2034, 10 anos.

    Presidentes, governadores e deputados eleitos em 2026 e 2030: 4 anos de mandato; em 2034, passam a ter 5 anos.

    • Outras mudanças importantes

    Mesa das Casas Legislativas (Câmara e Senado): mandato de três anos na primeira parte da legislatura e dois na segunda, sem reeleição para o mesmo cargo consecutivo.

    Posse presidencial: passa a ocorrer no dia 5 de janeiro, e a dos governadores em 6 de janeiro.

    Entre os principais argumentos usados pelo relator em favor da proposta, estão:

    • Desestímulo ao uso da máquina pública para fins eleitorais.
    • Economia com eleições e campanhas.
    • Renovação política mais frequente, sem que governantes usem o cargo para buscar reeleição.
    • Maior clareza para o eleitorado, com todas as escolhas políticas feitas de uma só vez.

    A proposta segue agora para o plenário do Senado, onde precisará do apoio de 49 dos 81 senadores em dois turnos. Se aprovada, será encaminhada à Câmara dos Deputados, onde também deverá ser aprovada em dois turnos por 3/5 dos parlamentares.

  • Mais Médicos bate recorde com mais de 45 mil inscritos

    Mais Médicos bate recorde com mais de 45 mil inscritos

    O novo edital do Programa Mais Médicos registrou o maior número de inscritos desde sua criação em 2013. Foram 45.792 cadastros para 3.064 vagas abertas em 1.618 municípios e 26 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, segundo o Ministério da Saúde. Cerca de 93% dos inscritos são brasileiros, e as mulheres representam 58% do total.

    Programa Mais Médicos atende mais de 63 milhões de pessoas.

    Programa Mais Médicos atende mais de 63 milhões de pessoas.Daniel Marenco/Folhapress

    Médicos com registro no Brasil têm prioridade nas alocações, com resultado preliminar previsto para 27 de maio. Os demais postos poderão ser ocupados por brasileiros formados no exterior ou estrangeiros. O edital também prevê início das atividades entre 2 e 10 de julho, para quem já concluiu o Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv).

    Expansão da cobertura

    Com quase 25 mil médicos já atuando em 77% do território nacional, o programa atende mais de 63 milhões de pessoas e quer alcançar 28 mil profissionais. O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, destacou que o número recorde de inscritos mostra a consolidação da política e a valorização da formação em Medicina de Família e Comunidade.

  • Governo anuncia aumento do IOF para ampliar arrecadação em R$ 20 bi

    Governo anuncia aumento do IOF para ampliar arrecadação em R$ 20 bi

    O Ministério da Fazenda anunciou nesta quinta-feira (22) que vai aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Os novos valores começam a valer nesta sexta-feira (23). O anúncio se deu após a pasta anunciar a contenção de R$ 31,3 bilhões para perseguir as metas do novo arcabouço fiscal.

    Fachada do Ministério da Fazenda.

    Fachada do Ministério da Fazenda.Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A medida de equilíbrio fiscal pode gerar impacto de arrecadação de R$ 20,5 bilhões em 2025, de acordo com a Fazenda. Para 2026, por outro lado, o impacto de arrecadação com os novos valores do IOF é estimado em R$ 41 bilhões.

    Atualmente, a incidência do IOF sobre planos de seguros de vida com cobertura por sobrevivência é zero. Com a nova medida, o IOF Seguros vai continuar zero para aportes mensais de até R$ 50 mil, para seguros acima a alíquota será de 5%. Para a Fazenda, isso corrige distorção, de plano de seguro de vida tipo VGBL utilizado na prática como investimento com baixíssima tributação, especialmente para públicos de altíssima renda.

    Em empréstimos de até R$ 10 mil não muda nada para pessoas físicas, máquinas e equipamentos, habitacional, e financiamentos estudantis como o FIES, nada muda. As categorias continuam com zero incidência.

    Veja o que muda com a regra:

    • IOF Câmbio
      • Cartões de crédito internacionais
        • Antes era 4,38% e agora será 3,5%
      • Remessa de recurso para contribuinte brasileiro no exterior
        • Antes era 1,1% e agora será 3,5%
    • IOF Créditos empresas
      • Crédito para pessoas jurídica
        • Antes o teto era de 1,88% ao ano e agora será de 3,95%
      • Empresas do Simples Nacional (até R$ 30 mil)
        • Antes o teto 0,88% ao ano e agora será de 1,95
    • Empréstimo de até R$ 10 mil por ano
      • Empresas em geral
        • Antes era R$ 188 de IOF no ano e agora será de R$ 395
      • Simples
        • Antes era R$ 88 de IOF no ano e agora será de R$ 195

  • Após reação do mercado, governo revoga IOF sobre fundos no exterior

    Após reação do mercado, governo revoga IOF sobre fundos no exterior

    Os ministros Fernando Haddad e Simone Tebet no anúncio do bloqueio do orçamento nessa quinta-feira.

    Os ministros Fernando Haddad e Simone Tebet no anúncio do bloqueio do orçamento nessa quinta-feira.Pedro Ladeira/Folhapress

    Cerca de seis horas após anunciar um aumento generalizado nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o governo deu um passo atrás. Diante da repercussão negativa da medida, o Ministério da Fazenda decidiu manter a isenção do IOF para investimentos de fundos nacionais no exterior e preservar a atual alíquota de 1,1% sobre remessas de pessoas físicas destinadas a aplicações fora do país.

    O recuo foi tornado público na noite desta quinta-feira (22), por meio de postagens no X (antigo Twitter), canal usado pela Fazenda para informar que a medida inicial passaria por ajustes. O motivo alegado: “diálogo e avaliação técnica”. “Ouvimos o país”, afirmou a pasta. A medida está sendo calibrada para refletir o equilíbrio necessário às políticas públicas.

    Com a mudança, será restabelecida a redação anterior do Decreto nº 6.306/2007 no trecho que trata da alíquota zero para fundos nacionais que investem no exterior. Já no caso das remessas de pessoas físicas, o governo promete incluir no decreto uma cláusula que esclarece a permanência da atual taxa de 1,1%.

    Até o momento, o Executivo não confirmou se publicará uma edição extra do Diário Oficial da União com as alterações nem revelou o impacto fiscal das concessões. Novos detalhes deverão ser conhecidos na manhã desta sexta-feira, quando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fará um pronunciamento sobre o assunto no escritório da pasta em São Paulo.

    O aumento do IOF foi anunciado na tarde dessa quinta-feira (22) como uma das medidas de um pacote fiscal elaborado com o objetivo de reforçar a arrecadação para cumprir as metas fiscais. A estimativa da equipe econômica era de um incremento de R$ 20,5 bilhões nas receitas ainda em 2025 e de R$ 41 bilhões no ano seguinte. Também nessa quinta, o governo anunciou o congelamento de R$ 31,3 bilhões do orçamento de 2025.

    O que é o IOF?

    O IOF é um tributo federal aplicado sobre operações financeiras diversas, como:

    • Empréstimos (crédito pessoal, financiamentos);
    • Câmbio (compra de moeda estrangeira);
    • Seguros;
    • Investimentos (compra e venda de títulos).

    As novas alíquotas entram em vigor nesta sexta-feira (23).

    Pacote fiscal e reação do mercado

    O plano original do governo, oficializado por meio de decreto presidencial, previa uma uniformização da alíquota de 3,5% de IOF para várias operações internacionais, incluindo:

    • Compras com cartões de crédito no exterior;
    • Remessas de dinheiro para fora do país;
    • Empréstimos externos de curto prazo;
    • Aplicações de fundos nacionais em investimentos internacionais.

    A proposta desagradou ao mercado financeiro, especialmente pelo impacto direto sobre os fundos multimercado, que costumam diversificar sua carteira com aplicações no exterior. O argumento é de que a mudança desestimularia esse tipo de investimento.

    O efeito foi sentido com a subida do dólar e a queda na Bolsa de Valores. O dólar comercial, que havia recuado para R$ 5,59 no início da tarde, inverteu a tendência e encerrou o dia cotado a R$ 5,66. Já a bolsa, que chegou a registrar alta de 0,69% ao longo do pregão, perdeu fôlego e fechou em queda de 0,44%.

    Revogação parcial do decreto

    O aumento do IOF para esse tipo de operação foi revertido após uma reunião emergencial no Palácio do Planalto com ministros e técnicos do governo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não participou presencialmente, pois já estava em São Paulo.

    Em nota publicada na rede social X, a Fazenda afirmou: “O ministro da Fazenda informa que, após diálogo e avaliação técnica, será restaurada a redação do inciso II do art. 15-B do Decreto nº 6.306, de 14 de dezembro de 2007, que previa a alíquota zero de IOF sobre aplicação de investimentos de fundos nacionais no exterior”.

    O que continua valendo

    A alta do IOF nas demais modalidades permanece, com foco em operações de crédito especialmente empresariais. Essa parte do decreto não foi alterada e continuará válida a partir desta sexta-feira.

    O governo ainda não divulgou uma nova estimativa de arrecadação após o recuo parcial, mas reforçou que ajustes poderão continuar sendo feitos com equilíbrio, ouvindo o país e corrigindo rumos sempre que necessário.

    Veja a nota do Ministério da Fazenda:

    “O Ministério da Fazenda informa que, após diálogo e avaliação técnica, será restaurada a redação do inciso III do art. 15-B do Decreto nº 6.306, de 14 de dezembro de 2007,que previa a aliquota zero de IOF sobre aplicação de investimentos de fundos nacionais no exterior.

    Quanto ao item relacionado ao IOF sobre remessas ao exterior por parte de pessoas físicas previsto no inciso XXI do art. 15-B do Decreto nº 6.306, de 14 de dez de 2007, será incluído no decreto o esclarecimento que, remessas destinadas a Investimentos continuarão sujeitas à alíquota atualmente vigente de 1,1%, sem alterações. Este é um ajuste na medida feito com equilíbrio, ouvindo o país, e corrigindo rumos sempre que necessário.

    Brasília, 22 de maio de 2025″

  • Lindbergh representa contra Eduardo Bolsonaro que pede sanção a Moraes

    Lindbergh representa contra Eduardo Bolsonaro que pede sanção a Moraes

    Líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ) protocolou ação na Procuradoria-Geral da República (PGR), na quinta-feira (22) contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro. No documento o parlamentar pede a instauração de inquérito criminal contra o filho do ex-presidente e medidas cautelares de urgência, se for o caso.

    Líder do PT, Lindbergh Farias.

    Líder do PT, Lindbergh Farias.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Conforme a representação, o deputado acusa Eduardo Bolsonaro dos seguintes crimes: atentado à soberania nacional, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo. Em relação às medidas cautelares, Lindbergh prevê a restrição de contatos internacionais com o objetivo de obstrução jurisdicional.

    “A campanha sórdida de Eduardo Bolsonaro, ao colaborar com políticos dos EUA para atacar o STF e interferir no julgamento do golpe que envolve seu pai, revela a estratégia do golpe continuado da extrema-direita brasileira, escreveu Lindbergh nas redes sociais. Os fatos são gravíssimos e por isso protocolei hoje uma representação criminal na PGR contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro”.

    Atuação de Eduardo Bolsonaro

    Em autoexílio desde março de 2025, Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos e tem articulado com parlamentares para realizar sanções diplomáticas e econômicas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Nesta semana, o assunto ganhou novo capítulo após aceno do Secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio, sobre a possibilidade de sancionar o magistrado.

    Na quinta-feira (21), o deputado americano Cory Mills questionou Marco Rubio, durante audiência pública sobre sanções contra Moraes. O Secretário de Estado respondeu que estão sendo analisadas sanções contra o ministro sob a ótica da Lei Global Magnitsky, que trata de violações dos direitos humanos.

    Eduardo Bolsonaro afirmou que sua atuação nos EUA tem o objetivo de “criar as ferramentas de pressão internacional para impedir que o país se consolide como uma ditadura”. Ele ainda acrescentou que faz isso para “libertar as vítimas dos regimes de exceção”.

    Reações

    Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) manifestou preocupação e repúdio diante de qualquer iniciativa externa de impor sanções a magistrados brasileiros, em razão de atos praticados no exercício regular da função jurisdicional. O órgão ainda reafirmou o compromisso com a “defesa intransigente” da soberania brasileira.

    “A jurisdição e a soberania nacional são princípios inegociáveis, e a Ordem se mantém atenta e vigilante na defesa da nossa justiça e da constituição brasileira. O Brasil é um país soberano e não admite interferências externas na condução de sua justiça!”, apontou.

    Representação

    Lindbergh Farias argumentou na representação que o objetivo de Eduardo é “constranger o STF, deslegitimar seu relator e obter vantagens penais e políticas para si e para o grupo político ao qual pertence”. O deputado ainda acrescentou que o pedido de sanções contra Alexandre de Moraes se dá porque o ministro é relator das ações sobre o 8 de janeiro, que tem como réu o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de ser o mandante da tentativa de golpe de Estado.

    “Trata-se, portanto, de ofensiva sem precedentes, liderada por um parlamentar brasileiro licenciado, com o objetivo declarado de constranger um magistrado da Suprema Corte, influenciar processos judiciais em curso e sabotar a independência do Poder Judiciário brasileiro por meio de uma verdadeira coalizão internacional”, escreveu.

    Veja as acusações de Lindbergh contra Eduardo Bolsonaro:

    • Atentado à soberania nacional: criminaliza a negociação com governo estrangeiro para que este pratique atos hostis contra o país.
    • Abolição violenta do Estado democrático de direito: a tentativa de Eduardo Bolsonaro de provocar, por meio de sanções estrangeiras, a limitação do exercício da jurisdição por ministro do STF configura clara ameaça à estabilidade da função judicial.
    • Coação no curso do processo: Eduardo Bolsonaro ao buscar e estimular a aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes incorre na prática de coação no curso do processo.

  • Projeto exige educação inclusiva nos cursos de Pedagogia

    Projeto exige educação inclusiva nos cursos de Pedagogia

    Proposta visa contribuir para implementação efetiva de práticas inclusivas.

    Proposta visa contribuir para implementação efetiva de práticas inclusivas.Freepik

    O projeto de lei 1.317/25, em tramitação na Câmara dos Deputados, busca aprimorar a formação dos pedagogos, incluindo em seus currículos disciplinas, metodologias e práticas pedagógicas direcionadas à inclusão de estudantes com deficiência, transtornos do espectro autista (TEA) e altas habilidades.

    A proposta prevê que as instituições de ensino superior adaptem seus currículos com disciplinas obrigatórias sobre educação inclusiva, promovam capacitação continuada para docentes e demais profissionais da educação, garantam infraestrutura acessível e tecnologias assistivas para os alunos com deficiência, estabeleçam parcerias para estágios supervisionados em ambientes escolares inclusivos e fomentem pesquisas e atividades de extensão relacionadas à inclusão educacional.

    O Ministério da Educação, em colaboração com os conselhos de educação estaduais e municipais, ficará responsável pela regulamentação, monitoramento e fiscalização do cumprimento das medidas, caso o projeto seja aprovado.

    A deputada Fernanda Pessoa (União-CE), autora da proposta, ressalta que a “falta de capacitação dos profissionais da educação tem sido um grande desafio para a implementação efetiva de práticas inclusivas”.

    Ela complementa que “este projeto de lei busca suprir essa lacuna ao garantir que o ensino superior forme pedagogos com conhecimento aprofundado em metodologias de ensino inclusivas, acessibilidade e tecnologias assistivas”.

    O projeto seguirá para análise, em caráter conclusivo, pelas Comissões de Educação; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

  • Câmara aprova participação de idosos em políticas urbanas

    Câmara aprova participação de idosos em políticas urbanas

    A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 15/2025, que prevê a inclusão de pessoas idosas e do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDPI) no processo de formulação e monitoramento de políticas urbanas. O texto é de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) e altera o Estatuto da Cidade.

    Idosos ganham voz na definição de políticas públicas que impactam diretamente a vida nas cidades.

    Idosos ganham voz na definição de políticas públicas que impactam diretamente a vida nas cidades.Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    O relator, deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), apresentou emenda para garantir a participação do CNDPI nas discussões.

    Segundo Resende, a medida fortalece o papel social das pessoas idosas. “Proporcionar maior protagonismo às pessoas idosas contribuirá para a construção de cidades mais inclusivas, que respeitem o compromisso constitucional com a dignidade da pessoa humana”, afirmou.

    Vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o CNDPI tem como função definir diretrizes da Política Nacional da Pessoa Idosa. O órgão é previsto no Estatuto da Pessoa Idosa.

    O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Urbano e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para se tornar lei, ainda precisa passar pelo Senado.