Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Petrobras anuncia que litro do diesel vai ficar R$ 0,12 mais barato

    Petrobras anuncia que litro do diesel vai ficar R$ 0,12 mais barato

    A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (17), que reduzirá os preços de venda do diesel tipo A a partir de sexta-feira (18). O preço do litro do combustível, conforme a empresa, será de R$ 3,43, uma redução de R$ 0,12 em relação ao valor atual comercializado.

    Diesel

    Diesel André Valentim / Petrobras

    “Considerando a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel para composição do diesel B vendido nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de R$ 2,95 /litro, uma redução de R$ 0,10 a cada litro de diesel B”, explicou a Petrobras.

    Em nota, a companhia também salientou que, desde dezembro de 2022, a redução do preço do combustível para as distribuidoras foi de R$ 1,06 por litro de diesel, o que representa uma redução de 23,6%. Se considerada a inflação do período a diminuição do preço desde dezembro de 2022 chega a R$ 1,59 por litro.

    A redução do valor do diesel vai ao encontro da declaração do ministro de Minas e Energia. Na quarta-feira (16), Alexandre Silveira afirmou que o cenário internacional está favorável à diminuição dos preços dos combustíveis. “Tenho extrema convicção que teremos boas notícias na questão dos combustíveis nos próximos dias”, disse o ministro durante conversa com jornalistas.

    Em meio ao cenário de instabilidade geopolítica e diante da guerra tarifária entre Estados Unidos e China, o preço do petróleo registrou baixa histórica, a menor nos últimos quatro anos. Conforme Silveira, esses fatores estão sendo monitorados pelo governo federal a fim de repassar os efeitos positivos desta baixa para o consumidor final.

    A presidente da Petrobras, Magda Chateaubriand, indicou que o monitoramento do preço acontece de 15 em 15 dias e que qualquer decisão sobre reajustes, que leva em consideração o valor do dólar e do petróleo, passa por um processo transparente. “Quando o petróleo e o câmbio sobem, a gente olha. Quando petróleo e dólar descem, a gente olha e vê como o produto está se comportando”.

  • Ex-senador acusado de abusar da filha e de matar a ex deixa a prisão

    Ex-senador acusado de abusar da filha e de matar a ex deixa a prisão

    O ex-senador Telmário Mota (RR) deixou a prisão na noite dessa quinta-feira (17) após a Justiça autorizar sua transferência para o regime domiciliar, com base em alegações de problemas graves de saúde física e mental. Condenado a oito anos e dois meses de prisão por importunação sexual contra a própria filha, Telmário também é investigado por suspeita de mandar matar a ex-companheira, Antônia Araújo de Sousa, assassinada três dias antes de prestar depoimento no caso que envolve a filha do casal.

    Telmário Mota alega inocência e perseguição política

    Telmário Mota alega inocência e perseguição políticaMarcos Oliveira/Agência Senado

    Telmário Mota, que ocupou uma cadeira no Senado entre 2015 e 2023, foi preso em outubro do ano passado, acusado de estuprar a própria filha, que tinha 17 anos à época do crime, ocorrido em 2022. O caso ganhou contornos ainda mais graves quando, em setembro de 2023, Antônia Araújo, mãe da adolescente e uma das principais testemunhas no processo, foi executada com um tiro na cabeça na porta de casa, em Boa Vista (RR).

    Antônia estava prestes a depor contra o ex-senador e vivia sob medida protetiva, que impedia Telmário de se aproximar dela e da filha. A polícia investiga o ex-parlamentar como mandante do crime, que teria sido articulado com o auxílio de uma assessora, responsável por monitorar a rotina da vítima. A motivação, segundo as autoridades, envolveria conflitos por pensão alimentícia e a tentativa de evitar o depoimento de Antônia contra Telmário.

    Motivos de saúde

    A defesa de Telmário alegou que ele sofre de diversas comorbidades, como hipertensão, artrose, hiperplexia, gastrite, cálculos biliares e transtorno depressivo moderado, com tendências suicidas. Os advogados sustentaram que o sistema prisional não oferece estrutura adequada para seu tratamento. Laudos médicos e uma perícia solicitada pelo Ministério Público embasaram o pedido de habeas corpus.

    A solicitação foi aceita pelo desembargador Ricardo Oliveira, da Vara de Execução Penal de Roraima, que determinou a prisão domiciliar por 60 dias, com uso de tornozeleira eletrônica. Nesse período, Telmário só poderá deixar sua residência com autorização judicial ou para realizar tratamento médico. Ao fim do prazo, a medida será reavaliada pela Justiça.

    Restou demonstrado que o paciente necessita de acompanhamento médico específico, o qual não vem sendo devidamente ofertado no sistema prisional, afirmou o desembargador.

    Investigação segue em curso

    Apesar da mudança no regime de prisão, Telmário continua sendo alvo de investigações pelo assassinato de Antônia. Ele nega envolvimento e sua defesa classifica a prisão como desproporcional.

    O crime ocorrido em 29 de setembro de 2023 é tratado pelas autoridades como uma execução premeditada, motivada pela iminência do depoimento de Antônia em audiência marcada para 2 de outubro, no processo em que o ex-senador é acusado de abuso sexual. A Polícia Civil afirma que a morte da testemunha certamente beneficiaria o réu.

    Aos 67 anos, Telmário Mota é economista e contador de formação. Iniciou a carreira política como vereador em Boa Vista e foi eleito senador em 2014. Em 2018, tentou o governo de Roraima, sem sucesso. Ficou conhecido por declarações polêmicas e episódios controversos, como a defesa de teorias conspiratórias, envolvimento com rinha de galos e festas em meio à pandemia.

  • Deputado propõe liberar FGTS ao trabalhador todo mês

    Deputado propõe liberar FGTS ao trabalhador todo mês

    O projeto de lei 335/2025, de autoria do deputado Pastor Eurico (PL-PE), está em análise na Câmara dos Deputados e altera o funcionamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A proposta prevê que o trabalhador possa receber mensalmente os valores do fundo, diretamente na folha de pagamento.

    O deputado Pastor Eurico (PL-PE) é o autor da proposta

    O deputado Pastor Eurico (PL-PE) é o autor da propostaLula Marques/Agência Brasil

    O texto propõe que a adesão ao modelo possa ser feita no momento da contratação ou no decorrer do vínculo empregatício. Se a escolha ocorrer após a admissão, os pagamentos mensais passam a valer no mês seguinte ao pedido formal. Atualmente, os depósitos do FGTS são feitos em uma conta vinculada, com saques limitados a situações previstas na lei nº 8.036/90. Segundo o autor, essa sistemática restringe o acesso dos trabalhadores ao próprio dinheiro.

    O deputado justifica a proposta com base na baixa rentabilidade da conta vinculada, cuja correção é feita pela Taxa Referencial somada a 3% ao ano. “A intervenção estatal no patrimônio do trabalhador viola a liberdade de escolha”, afirmou.

    O projeto também altera as regras de demissão. Caso o desligamento ocorra sem justa causa, o empregador deverá pagar um adicional de 40% sobre os depósitos mensais feitos diretamente ao trabalhador. Em situações de culpa recíproca ou força maior, comprovadas judicialmente, o percentual será de 20%.

    A proposta estabelece ainda que empresas que deixarem de repassar os valores mensais estarão sujeitas às mesmas penalidades aplicadas em casos de inadimplência no sistema atual. A fiscalização caberá ao Ministério do Trabalho e Previdência.

    O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

  • Deputado Zé Trovão propõe seguro por perda de renda em faculdades

    Deputado Zé Trovão propõe seguro por perda de renda em faculdades

    Dep. Zé Trovão (PL - SC)

    Dep. Zé Trovão (PL – SC)Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O projeto de lei 4.645/24 estabelece a inclusão de um seguro nas anuidades ou semestralidades dos cursos de educação superior. Este seguro cobriria os custos dos encargos educacionais em situações como morte, incapacidade temporária ou permanente, ou perda de renda do responsável financeiro pelo estudante.

    O deputado Zé Trovão (PL-SC), autor da proposta, afirma que “não é raro os alunos abandonarem o curso superior quando suas famílias passam por dificuldades”.

    Ele argumenta que “por essa razão, para garantir maior segurança financeira para alunos em situações de vulnerabilidade, como morte, doença ou perda de renda do responsável financeiro, o seguro educacional se apresenta como uma medida essencial para garantir a continuidade dos estudos em momentos de crise, contribuindo para a permanência e conclusão dos cursos na educação superior”.

    A proposta, em tramitação na Câmara dos Deputados, altera a lei 9.870/99, que regulamenta as anuidades escolares.

    O texto será analisado em caráter conclusivo pelas Comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

  • “Não quero fazer opção entre Estados Unidos ou China”, diz Lula

    “Não quero fazer opção entre Estados Unidos ou China”, diz Lula

    Após se reunir em Brasília com o presidente do Chile, Gabriel Boric, o presidente Lula voltou a criticar o protecionismo e a guerra comercial instaurados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a China e demais países vistos como concorrentes. O chefe de Estado brasileiro afirmou que não deseja escolher com quem manter parcerias e que espera preservar acordos com os dois lados.

    “Eu quero ter relações com os Estados Unidos e quero ter relações com a China. Eu não quero ter preferência por um ou outro. Quem tem que ter preferência são os meus empresários, que querem negociar com os seus empresários. Mas eu, não. Eu quero negociar com todo mundo”, disse Lula.

    Na presença de Gabriel Boric, Lula ressaltou contrariedade à

    Na presença de Gabriel Boric, Lula ressaltou contrariedade à “guerra fria” entre Estados Unidos e China.Ton Molina /Fotoarena/Folhapress

    Lula destacou que nem ele nem Boric desejam uma guerra fria entre Estados Unidos e China, e que o protecionismo adotado por Trump é “contrário a tudo o que foi falado para nós desde os anos 1980”, por romper com os valores vigentes de livre comércio e globalização.

    Pressão mútua

    O pronunciamento ocorreu em um momento de pressão mútua entre Estados Unidos e China para que seus parceiros se posicionem na guerra comercial.

    Desde antes da posse, Trump tenta deixar claro que o alinhamento comercial com a China resultará em retaliações tarifárias aos respectivos países, citando o próprio bloco dos Brics como exemplo, anunciando a implementação de barreiras caso avançassem com o projeto de moeda comum.

    Essa abordagem foi reforçada por Washington na última quinta-feira (17), quando o governo americano informou à imprensa que tentaria utilizar os acordos bilaterais com países que buscam escapar das tarifas de importação para restringir o consumo de produtos chineses.

    Em resposta, o Ministério do Comércio da China anunciou nesta segunda-feira (22) que se opõe à iniciativa de qualquer parte que “firmar acordos às custas dos interesses chineses” e que adotará contramedidas contra aqueles que assim procederem.

  • STF torna réus seis acusados de compor “núcleo 2” da tentativa de golpe

    STF torna réus seis acusados de compor “núcleo 2” da tentativa de golpe

    Primeira Turma do STF julga denúncia sobre o núcleo 2.

    Primeira Turma do STF julga denúncia sobre o núcleo 2.Antonio Augusto/STF

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu, nesta terça-feira (22), a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra seis investigados no chamado “núcleo 2” da tentativa de golpe de Estado supostamente articulada no fim do governo Jair Bolsonaro. Com a decisão, os denunciados passam à condição de réus e responderão à ação penal no STF.

    Entre os acusados estão Filipe Martins e Marcelo Câmara, ambos ex-assessores de Bolsonaro; Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal; o general Mário Fernandes; e os ex-diretores do Ministério da Justiça Marília de Alencar e Fernando de Sousa Oliveira, ligados ao então ministro Anderson Torres, já denunciado e tornado réu em ação anterior.

    Leia também: Veja quem são os denunciados no “núcleo 2” da tentativa de golpe

    Segundo a PGR, o grupo teria atuado para dar sustentação a uma tentativa de permanência ilegítima de Bolsonaro na Presidência da República após as eleições de 2022.

    As investigações apontam envolvimento dos réus na elaboração de uma minuta de decreto de estado de defesa, que buscava embasar juridicamente a contestação do resultado eleitoral, além de ações para monitorar autoridades, como o ministro Alexandre de Moraes, e restringir o deslocamento de eleitores, especialmente no Nordeste, por meio de operações da PRF no segundo turno das eleições.

    Os agora réus são acusados de cinco crimes:

    • Organização criminosa armada (pena de 3 a 8 anos);
    • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (4 a 8 anos);
    • Golpe de Estado (4 a 12 anos);
    • Dano qualificado pela violência e grave ameaça (6 meses a 3 anos);
    • Deterioração de patrimônio tombado (1 a 3 anos).

    A soma das penas pode ultrapassar 30 anos de prisão.

    A denúncia foi analisada pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. A decisão foi unânime.

    Em março, o STF já havia aceitado a denúncia contra integrantes do chamado núcleo 1, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda estão pendentes de análise outras três denúncias relacionadas à tentativa de golpe.

  • Congresso retoma rito e instala três comissões para analisar MPs

    Congresso retoma rito e instala três comissões para analisar MPs

    O Congresso Nacional instala nesta quarta-feira (23) três comissões mistas responsáveis pela análise de medidas provisórias (MPs). A instalação dos colegiados marca a retomada do rito usual para a tramitação das MPs, encerrando um impasse entre Câmara e Senado nos últimos anos.

    Câmara e Senado vão retomar o rito usual para a tramitação de medidas provisórias, com a instalação de comissões especiais.

    Câmara e Senado vão retomar o rito usual para a tramitação de medidas provisórias, com a instalação de comissões especiais.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Os colegiados terão 13 deputados e 13 senadores cada e serão instalados a partir das 15h. A expectativa é de que também sejam eleitos os presidentes e vice-presidentes das comissões.

    • Uma das comissões analisará a MP que cria uma nova linha de crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada (leia a íntegra aqui). A proposta, editada em março pelo governo Lula (PT), permite que formais, domésticos, rurais e microempreendedores individuais usem a Carteira de Trabalho Digital para contratar empréstimos com taxas reduzidas.
    • Outro colegiado discutirá a MP que prevê reajuste de 9% para integrantes das Forças Armadas, escalonado entre 2025 e 2026 (íntegra). O aumento leva os vencimentos das patentes mais altas a R$ 14.711, enquanto os menores salários sobem para R$ 1.177.
    • A terceira comissão vai avaliar a ampliação do uso de recursos do Fundo Social do pré-sal (íntegra). Atualmente, os valores são destinados a áreas como educação, cultura e meio ambiente. Com a nova MP, o fundo poderá financiar também projetos de habitação popular, infraestrutura social e ações emergenciais.

    A volta das comissões mistas põe fim a um impasse iniciado durante a pandemia, quando as MPs passaram a ser votadas diretamente em plenário, sem análise prévia dos colegiados. Divergências entre os ex-presidentes Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) mantiveram a paralisação até agora. O novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), articulou com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a retomada do rito constitucional.

  • Associação lança Gasto Brasil para monitorar despesas públicas

    Associação lança Gasto Brasil para monitorar despesas públicas

    Painel com os dados de impostos pagos pelos contribuintes brasileiros.

    Painel com os dados de impostos pagos pelos contribuintes brasileiros.Divulgação/ACSP

    A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) lançou nesta quarta-feira (23) a plataforma Gasto Brasil, que permite acompanhar em tempo real os gastos públicos da União, Estados e municípios. A ferramenta foi apresentada durante o evento que marcou os 20 anos do Impostômetro, painel eletrônico instalado no centro histórico de São Paulo que exibe a arrecadação de tributos no país desde 2005.

    O Gasto Brasil se propõe a complementar o Impostômetro, ampliando a transparência ao mostrar como os recursos arrecadados são utilizados. A nova plataforma permite a consulta por tipo de despesa, região geográfica e nível de governo. Estão incluídos, por exemplo, dados sobre benefícios previdenciários, programas de transferência de renda como o Bolsa Família e créditos extraordinários.

    De acordo com a ACSP, a metodologia utilizada no Gasto Brasil incorpora, além das despesas do Tesouro Nacional, os gastos do Banco Central, o que, segundo a entidade, torna a ferramenta mais abrangente. Os dados são atualizados com base em informações públicas disponibilizadas pelo governo federal.

    Durante a cerimônia de lançamento, também foi divulgado um estudo que analisa os 20 anos de arrecadação tributária no país. Desde a sua criação, o Impostômetro já registrou cerca de R$ 40 trilhões em impostos pagos pela população. Em 2025, o painel atingiu a marca de R$ 1 trilhão arrecadado no dia 30 de março – cinco dias antes do que no ano anterior. Em 2024, a arrecadação total chegou a R$ 3,6 trilhões, a maior desde o início da série histórica.

    A nova ferramenta foi desenvolvida em parceria com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e conta com o apoio do governo estadual de São Paulo.

  • Governo cria prova nacional obrigatória para formação de médicos

    Governo cria prova nacional obrigatória para formação de médicos

    O Ministério da Educação instituiu oficialmente, por meio de portaria publicada nesta quinta-feira (24) no Diário Oficial da União, o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A nova prova será obrigatória para todos os estudantes concluintes de cursos de Medicina e tem como objetivo avaliar o desempenho acadêmico e a adequação da formação médica às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Primeira edição do Enamed deve reuniua aproximadamente 42 mil candidatos, incluindo estudantes e médicos já formados, segundo o Ministério da Educação.

    Primeira edição do Enamed deve reuniua aproximadamente 42 mil candidatos, incluindo estudantes e médicos já formados, segundo o Ministério da Educação.Parentingupstream (via Pixabay)

    Com aplicação anual e descentralizada, o Enamed funcionará como uma modalidade específica do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) voltada exclusivamente aos cursos de Medicina. A prova será realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e não terá cobrança de taxa de inscrição para os concluintes.

    Como vai funcionar

    Além de aferir conhecimentos, habilidades e competências essenciais para o exercício profissional, os resultados do Enamed também poderão ser aproveitados por quem deseja concorrer a uma vaga no Exame Nacional de Residência (Enare), voltado a especialidades de acesso direto. Para esse fim, os candidatos deverão seguir os editais específicos do Inep e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), com inscrição separada e pagamento de taxa.

    Segundo o MEC, a primeira edição do Enamed está prevista ainda para 2025, com aplicação em cerca de 200 municípios e expectativa de participação de aproximadamente 42 mil candidatos, incluindo estudantes e médicos já formados. A prova deve conter 100 questões de múltipla escolha abordando áreas como clínica médica, cirurgia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, saúde coletiva, medicina da família e saúde mental.

    A pasta também informou que uma segunda etapa do exame está em desenvolvimento, voltada a alunos que ainda não concluíram a graduação. Contudo, não há previsão de data para sua implementação.

    O Inep será responsável por emitir os boletins individuais de resultados, bem como relatórios gerais para subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas à formação médica no país.

  • Veja quem vai com Lula ao funeral do papa Francisco

    Veja quem vai com Lula ao funeral do papa Francisco

    O corpo do Papa Francisco é velado em um caixão na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

    O corpo do Papa Francisco é velado em um caixão na Basílica de São Pedro, no Vaticano.Cecilia Fabiano/LaPresse/DiaEsportivo/Folhapress

    O Palácio do Planalto divulgou, nesta quinta-feira (24), a lista de autoridades que acompanharão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no funeral do papa Francisco, marcado para o sábado (26), na Itália. O chefe do Executivo embarca ainda nesta quinta em avião da Força Aérea Brasileira (FAB), acompanhado da primeira-dama, Rosângela da Silva (Janja), e de outras autoridades dos Três Poderes.

    Entre os integrantes da comitiva estão os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso; do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também participam os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Ricardo Lewandowski (Justiça), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos).

    O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, integra a delegação, ao lado de senadores e deputados de diferentes partidos.

    O papa Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio, morreu na segunda-feira (21), aos 88 anos, após sofrer um acidente vascular cerebral e apresentar quadro de insuficiência cardíaca, segundo informações divulgadas pelo Vaticano.

    Confira a lista completa da comitiva:

    • Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)
    • Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
    • Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública
    • Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
    • Macaé Evaristo, ministra dos Direitos Humanos e Cidadania
    • Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado Federal
    • Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados
    • Renan Calheiros (MDB-AL), senador
    • Leila Barros (PDT-DF), senadora
    • Soraya Thronicke (Podemos-MS), senadora
    • Luis Tibé (Avante-MG), deputado federal
    • Odair Cunha (PT-MG), deputado federal
    • Padre João (PT-MG), deputado federal
    • Reimont (PT-RJ), deputado federal
    • Luiz Gastão (PSD-CE), deputado federal
    • Dagoberto Nogueira (PSDB-MS), deputado federal
    • Professora Goreth (PDT-AP), deputada federal
    • Celso Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente