Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministério da Saúde articula cooperação internacional em vacinas na Coreia do Sul

    Em seu último dia de missão à Coreia do Sul, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se reuniu com representantes do International Vaccine Institute (IVI), em Seul, nesta quarta-feira (25/2). Na oportunidade, foram debatidas estratégias para ampliar cooperações em áreas como vacinas e tecnologias estratégicas em saúde para a soberania tecnológica do Brasil.

    Durante a reunião, também foram discutidas alternativas de financiamento para o desenvolvimento e a produção de vacinas e outras tecnologias em saúde, entre elas a proposta do Bridging Research Investment in Global Health Technology (BRIGHT Fund). A iniciativa prevê a criação de um fundo internacional com múltiplos doadores para apoiar pesquisas e acelerar o desenvolvimento e a comercialização de tecnologias como vacinas, terapias e diagnósticos, com foco em países de baixa e média renda.

    “Agora pela manhã, tratamos de parceria com o IVI para a produção de vacinas, que também tem a iniciativa do Bright Fund. São ações que integram a coalizão de saúde do G20, que vamos presidir pelos próximos anos. Em março, vamos lançar a primeira Chamada de Propostas da Coalizão Global, mobilizando as 20 nações mais ricas do mundo, suas empresas e instituições de pesquisa para produzir novos medicamentos, novas vacinas e, assim, ampliar o acesso à população brasileira e do mundo às tecnologias da saúde”, destacou Padilha.

    O fundo também dialoga com a proposta brasileira de implementação da Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo à saúde. A inciativa foi criada quando o Brasil presidiu o G20 e lançada durante a Assembleia Mundial da Saúde em Genebra, em 2025. O Brasil presidirá a coalizão pelos próximos dois anos, que terá a Fiocruz como secretaria executiva permanente.

    IVI

    Fundado em 1996, o International Vaccine Institute é uma organização internacional criada para apoiar estudos clínicos, transferência de tecnologia e ampliação do acesso a vacinas, com forte atuação em países de baixa e média renda.

    Com status de organização internacional por tratado e ampla participação de países e da Organização Mundial da Saúde, o IVI atua como plataforma neutra de cooperação técnica.

    O instituto já mantém cooperação com o Instituto Butantan. Em 2024, apoiou a transferência de tecnologia da vacina contra a dengue desenvolvida pelos National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, para o Brasil, viabilizando seu desenvolvimento e formulação pelo Butantan, além de contribuir para os estudos clínicos de fase 2 e 3.

    Carolina Militão
    Ministério da Saúde

  • Brasília recebe especialistas do Brasil e do exterior no 17º Encontro Científico Internacional do EpiSUS

    Brasília recebe especialistas do Brasil e do exterior no 17º Encontro Científico Internacional do EpiSUS

    O Ministério da Saúde (MS) realiza, de 24 a 26 de fevereiro, em Brasília (DF), o 17º Encontro Científico Internacional do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS) e a 4ª Mostra Latino-Americana de Trabalhos do Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo – dos níveis fundamental, intermediário e avançado. A cerimônia marca, também, a formatura da 20ª turma do curso avançado.

    Promovido pelo EpiSUS, vinculado ao Departamento de Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (DEMSP/SVSA/MS), o evento consolida-se como espaço estratégico de divulgação científica, intercâmbio de experiências e fortalecimento da rede de epidemiologistas de campo no Brasil e em países parceiros da América do Sul (RedSUR) e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

    Com o tema “Uma Só Saúde e Emergências Climáticas: a Epidemiologia de Campo na Resposta Integrada aos Eventos de Saúde Pública”, o encontro aborda os impactos das mudanças climáticas sobre a ocorrência, a distribuição e a intensidade de surtos, epidemias, emergências sanitárias e desastres ambientais. A proposta é evidenciar o papel estratégico da epidemiologia de campo na detecção oportuna, investigação e resposta qualificada a eventos de saúde pública, especialmente em contextos de vulnerabilidade socioambiental.

    Abertura

    Durante a mesa de abertura, a secretária da SVSA/MS, Mariângela Simão, destacou que as mudanças climáticas exercem forte influência nos desafios enfrentados. “Atualmente, com os efeitos do clima, temos um novo cenário, que também muda progressivamente e nos acompanha desde o nascimento até a morte. Nesse sentido, o EpiSUS tem credibilidade no Brasil e esperamos que possa ser expandido cada vez mais. É um programa conhecido a nível municipal, estadual e nacional como uma ferramenta importante à disposição. Estamos trabalhando para que as pessoas possam ter melhores condições de vida, saúde e desfrutem de todo seu potencial”, disse.

    O Programa

    Criado há 26 anos, o EpiSUS foi Instituído como política pública pela Portaria GM/MS nº 4.339, de 16 de dezembro de 2022, e já formou mais de 5 mil profissionais da saúde nos três níveis de instrução. A estratégia pedagógica baseia-se no “aprender fazendo”, com 80% da carga horária dedicada a atividades de campo, fortalecendo a capacidade técnica do SUS para preparação e resposta a surtos, epidemias e pandemias.

    Ao longo de sua trajetória, o programa já realizou mais de 510 trabalhos de campo, incluindo investigações de surtos, inquéritos populacionais, monitoramento de eventos de massa e respostas a desastres. Nos últimos anos, destacou-se na resposta à emergência do Zika Vírus, na pandemia de covid-19 (com apoio à estruturação da vigilância da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica – SIM-P), na emergência sanitária relacionada à desassistência do povo Yanomami, em 2023, e na investigação do maior surto de botulismo associado a procedimento estético no país.

    Em 2026, o encontro também marca um momento simbólico para o Programa: a formatura da 20ª turma do EpiSUS-Avançado, com a entrega de mais 10 profissionais qualificados ao SUS, e a recepção da 22ª turma, composta por 11 novos profissionais que iniciarão o treinamento em dedicação exclusiva na capital federal, com bolsa de estudo concedida pelo CNPq.

    A expectativa é que o 17º Encontro Científico Internacional do EpiSUS amplie o debate sobre os desafios contemporâneos da saúde pública, consolide a integração entre epidemiologistas de campo e fortaleça as capacidades técnicas necessárias para respostas rápidas e baseadas em evidências frente às emergências sanitárias que impactam o país e a região.

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde

  • Mutirão do Agora Tem Especialistas leva mais de 2 mil procedimentos a indígenas do Alto Rio Negro (AM)

    De 25 de fevereiro a 6 de março, o Ministério da Saúde realiza mais uma edição do mutirão do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do governo federal criada para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS). Desta vez, o Agora Tem Especialistas chega à região do Alto Rio Negro, no noroeste do Amazonas, levando serviços de média e alta complexidade a um dos territórios mais remotos do país. A ação prevê a oferta de cerca de 2 mil consultas especializadas e aproximadamente 60 procedimentos cirúrgicos, ampliando o acesso à atenção especializada e fortalecendo o cuidado integral às populações indígenas.

    Os atendimentos do Agora Tem Especialistas ocorrerão no Hospital de Guarnição de São Gabriel da Cachoeira (HGuSGC), que fica em município de mesmo nome, e de forma itinerante em aldeias próximas. No segundo semestre de 2025, o programa já havia realizado mais de 21 mil atendimentos em territórios indígenas em todo o país, consolidando sua atuação em áreas de difícil acesso. Nesta edição, estão previstas consultas em Clínica Médica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Ortopedia e Oftalmologia, além de cirurgias gerais, ortopédicas e ginecológicas de baixa e média complexidade. A iniciativa do Ministério da Saúde conta com parceria da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e execução técnica do Hospital Israelita Albert Einstein.

    Na área de oftalmologia, o Agora Tem Especialistas realizará triagem, exames pré-consulta, avaliação médica e prescrição de óculos. Pacientes com indicação para cirurgia de pterígio ou catarata, ou que necessitem de acompanhamento para glaucoma, serão encaminhados ao DSEI Alto Rio Negro. A entrega de óculos será imediata, nos casos de lentes pré-fabricadas, ou em até 30 dias para lentes personalizadas.

    Atualmente, o DSEI Alto Rio Negro atende mais de 26 mil indígenas distribuídos em 653 aldeias, onde barreiras geográficas e logísticas historicamente dificultam o acesso à atenção especializada. O mutirão contemplará os polos-base de Balaio, Juruti, Taperera e Ilha das Flores, alcançando povos como Tukano, Baniwa, Yanomami, Baré e Desana.

    Para o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Ricardo Weibe Nascimento Costa, a ação foi estruturada e pensada em um ciclo completo de cuidado, contemplando desde a avaliação pré-operatória até o acompanhamento no pós-operatório, garantindo segurança clínica e continuidade da atenção.

    “A expectativa é reduzir significativamente a demanda reprimida de pacientes indígenas cadastrados no Sistema de Regulação e contribuir para a melhoria do acesso à saúde especializada nas regiões de difícil acesso, minimizando o deslocamento dos pacientes de suas respectivas aldeias. Por isso, foi feito todo um planejamento para o acompanhamento no pré e no pós-operatório”, explicou.

    Estruturado em um ciclo completo de cuidado, o Agora Tem Especialistas contempla avaliação pré-operatória, realização dos procedimentos e acompanhamento pós-operatório, garantindo segurança clínica e continuidade da atenção. Além da assistência direta, esta edição inclui capacitações em Suporte Avançado de Vida no Trauma (ATLS) para profissionais do hospital e curso de Emergências Obstétricas para equipes do DSEI.

    O projeto prevê missões recorrentes a cada um ano e meio ou dois anos, com próximas ações programadas para julho de 2026, fevereiro e julho de 2027 e outubro de 2027, ampliando a presença do programa em comunidades como São Joaquim, Camanaus, Iauaretê, Querarí, Pari-Cachoeira e novamente São Gabriel da Cachoeira. 

    Leidiane Souza
    Ministério da Saúde

  • Três novas UBSI são entregues para a população indígena do CE

    O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Ceará recebeu, esta semana, três novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) para ampliar o atendimento aos povos indígenas dos municípios de Monsenhor Tabosa e Crateús, no Ceará. Juntas, as UBSI vão beneficiar 4.600 indígenas que vivem e 42 aldeias da região. O investimento ultrapassa R$ 3,5 milhões.

    Presente nas cerimônias de inauguração das unidades juntamente de lideranças, representantes do controle social indígena e da diretoria do DSEI Ceará, o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, destacou o empenho do governo federal na oferta e garantia de assistência à saúde dos povos indígenas.

    “Essas obras são fruto de uma decisão política do governo federal, e do Ministério da Saúde, de colocar as necessidades dos povos indígenas também dentro a agenda da saúde. Só assim, poderemos combater os vazios assistenciais que tanto prejudicou nossos povos em um passado recente”, disse. Para o secretário, a entrega também valoriza os profissionais que atuam nesses equipamentos nos territórios indígenas.    

    Equipamentos

    Cada equipamento é composto por mais de 20 ambientes, organizados para atender diferentes funções assistenciais e de apoio. Entre os principais espaços, destacam-se: consultório de enfermagem, consultório médico, consultório odontológico, sala de imunização, sala de medicina tradicional, sala de atividades coletivas, copa, guarita, estacionamento e estrutura complementar de reservatório elevado e cisterna.

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde disponibiliza carretas do Agora Tem Especialistas para reforçar o atendimento às vítimas das chuvas em MG

    Ministério da Saúde disponibiliza carretas do Agora Tem Especialistas para reforçar o atendimento às vítimas das chuvas em MG

    O Ministério da Saúde colocou à disposição as carretas do programa Agora Tem Especialistas para reforçar o atendimento nas fases de recuperação e reconstrução dos serviços de saúde afetados pelas fortes chuvas na Zona da Mata mineira. O anúncio foi feito nesta terça-feira (24), em Juiz de Fora (MG), pelo ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, que esteve na região para acompanhar de perto a situação nas áreas mais afetadas e anunciar medidas emergenciais.

    “No processo de recuperação, vamos colocar à disposição as carretas do Agora Tem Especialistas, que oferecem atendimento especializado à população e são fundamentais neste momento. Sabemos que o funcionamento da rede assistencial é afetado, e o suporte para ampliar a oferta de serviços é essencial. Todos esses recursos serão disponibilizados pelo Ministério da Saúde”, afirmou Adriano Massuda.

    Equipadas com insumos hospitalares e infraestrutura apropriada para exames de imagem, como tomografia e ultrassonografia, as carretas darão suporte às equipes de saúde que já estão no local para realizar os atendimentos adequados às vítimas das chuvas.

    Durante coletiva à imprensa, Adriano Massuda afirmou que, assim que o ministro Alexandre Padilha, que está em missão na Índia e na Coreia do Sul, tomou conhecimento da gravidade do cenário, determinou o acionamento imediato da Força Nacional do SUS (FNS). “A população afetada aqui em Juiz de Fora e nas demais cidades atingidas pode ter a certeza de que não faltarão recursos financeiros, físicos, profissionais e técnicos para apoiar a recuperação e a reconstrução das áreas da saúde que foram danificadas”, declarou.

    O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Goes, que também está na região e participou da coletiva, reforçou a atuação do Governo Federal. “Estamos aqui com a Força Nacional do SUS, o Secretário Nacional de Defesa Civil e equipes do Desenvolvimento Social, da Casa Civil e de Minas e Energia.

    O Governo Federal respeita as necessidades identificadas pelas autoridades locais. Se for preciso enviar mais técnicos, profissionais ou equipamentos, ampliaremos a estrutura
    conforme a demanda”, afirmou.

    Plano de contingência e apoios assistencial e financeiro

    A Força Nacional do SUS e o Departamento de Emergências em Saúde Pública já foram mobilizados e estão enviando 20 profissionais à região, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística.

    Além disso, a pasta orientou os gestores locais a solicitarem recursos emergenciais, bem como kits de medicamentos e insumos estratégicos, conforme o disposto nas Portarias GM/MS n°874/2021 e GM/MS n°7.874/2025, assegurando agilidade no repasse de recursos e no fortalecimento da resposta assistencial.

    O Ministério da Saúde também disponibilizou recursos financeiros para o custeio das ações de resposta a emergência após o decreto de situação de calamidade. Os valores poderão ser utilizados para garantir a continuidade dos atendimentos e ampliar a capacidade de resposta do sistema de saúde.

    Agora Tem Especialistas em situações de emergência

    A mobilização das carretas de saúde para atendimento direto nas áreas atingidas segue um modelo já utilizado pelo Ministério da Saúde em situações de desastre. Em novembro do ano passado, a mesma estratégia foi adotada com sucesso em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, após um tornado devastar cerca de 90% do município e impactar mais de 10 mil moradores.

    Na ocasião, estruturas do programa Agora Tem Especialistas foram instaladas rapidamente para recompor a capacidade assistencial local e garantir presença contínua do SUS em uma cidade profundamente afetada. Cada unidade contou com três consultórios equipados com desfibrilador, eletrocardiograma, computadores, impressoras e insumos para atendimentos diários. A população teve acesso a consultas médicas e de enfermagem, vacinação, atendimento psicológico, curativos, distribuição de medicamentos e pequenas cirurgias.

    Julianna Valença
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde envia Força Nacional do SUS para apoiar resposta às chuvas intensas em Minas Gerais

    Ministério da Saúde envia Força Nacional do SUS para apoiar resposta às chuvas intensas em Minas Gerais

    O ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, embarcaram nesta terça-feira (24) para Juiz de Fora e Ubá, com o objetivo de acompanhar a situação nas áreas mais afetadas pelas chuvas intensas que atingiram a Zona da Mata mineira. O Ministério da Saúde iniciou, de forma imediata, a mobilização da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) e do Departamento de Emergências em Saúde Pública, com o envio de 20 profissionais à região, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística.

    O trabalho das equipes inclui desde o apoio à gestão municipal até a assistência direta à população, com ênfase no cuidado em saúde mental das pessoas afetadas e dos profissionais do SUS que atuam na linha de frente. Os profissionais também darão início à montagem do Comando de Operações de Emergência em Saúde (COE-Saúde).

    Além disso, o Ministério da Saúde orientou os gestores locais a solicitarem recursos emergenciais, bem como kits de medicamentos e insumos estratégicos, conforme o disposto nas Portarias GM/MS nº 874/2021 e GM/MS nº 7.874/2025, assegurando agilidade no repasse de recursos e no fortalecimento da resposta assistencial.

    Já houve o reconhecimento, pelo Governo Federal, do estado de calamidade em Juiz de Fora, cuja publicação no Diário Oficial ocorrerá ainda hoje. Até o momento, foram confirmados 23 óbitos, além de mais de 40 pessoas desaparecidas e aproximadamente 440 desabrigadas.

    Situação nos municípios

    Em Juiz de Fora, as chuvas intensas provocaram alagamentos, deslizamentos, desabamentos e interrupção de serviços essenciais. Hospitais e unidades de emergência seguem operando, com destaque para o Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Teixeira, que concentra parte dos atendimentos às vítimas. Diante da gravidade do cenário, o município decretou estado de calamidade pública por 180 dias.

    No município de Ubá, a rede de saúde sofreu danos significativos, com comprometimento da Farmácia de Minas, da farmácia municipal e de uma policlínica/Unidade Básica de Saúde. Há ainda restrições severas de acesso viário, com apenas uma rota liberada, além de interrupção no abastecimento de água, o que levou à mobilização de ações emergenciais para fornecimento de hipoclorito à população. 

    Nicole Borges
    Ministério da Saúde

  • Saúde realiza acolhimento dos membros da Instância Nacional de Ética em Pesquisa para início das atividades

    O Ministério da Saúde iniciou, nesta terça-feira (24), a integração dos membros da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), responsável por orientar e fiscalizar a aplicação da ética em pesquisas com seres humanos no Brasil. O colegiado é composto por 36 membros, sendo 18 titulares e 18 suplentes, representando mais um marco de desenvolvimento científico no país por meio da Lei de Pesquisa Clínica, regulamentada pelo governo federal em 2025. 

    No encontro, foi realizada a integração institucional das atividades a serem desenvolvidas pelo comitê, incluindo o estabelecimento de normas para as pesquisas; o credenciamento dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e o monitoramento do trabalho executado por esses colegiados; além da garantia de segurança e transparência aos participantes de todos os estudos.

    O comitê é plural e conta com representantes indicados pelo Ministério da Saúde, pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), pelos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

    “A Inaep é fundamental para fortalecer e proteger cada vez mais os participantes de pesquisas no país, garantindo a integração do Brasil aos esforços globais de produção de conhecimento, ciência e inovação na área da saúde. Com esse avanço, também é possível assegurar maior soberania tecnológica ao país e ampliar o acesso da população brasileira à saúde”, disse a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, durante participação na mesa de abertura. 

    A Inaep também contará com outros 15 membros especialistas que serão selecionados por meio de edital público, que será lançado pela própria Instância ainda esse ano. Serão considerados critérios que promovam a diversidade regional, étnico-racial e interdisciplinaridade, além de contar a experiência em CEPs.  

    Lei da Pesquisa Clínica e atuação dos CEPs 

    Em outubro de 2025, o Governo Federal regulamentou a Lei da Pesquisa Clínica, um marco para o desenvolvimento científico e para a saúde no Brasil. A legislação traz mais segurança jurídica, atrairá investimentos em inovação e impulsionará um setor estratégico para o desenvolvimento científico e industrial do país, ao mesmo tempo em que fortalece a segurança e a proteção dos participantes, garantindo que os avanços ocorram de forma ética e responsável. 

    A regulamentação coloca o Brasil em sintonia com modelos internacionais, com expectativa de dobrar o número de estudos clínicos realizados no Brasil, que registrou 254 pesquisas em 2024. 

    Nesse contexto, os Comitês de Ética em Pesquisa atuam na análise prévia dos estudos, considerando aspectos como a proteção da dignidade, da segurança e do bem-estar do participante da pesquisa; o incentivo ao desenvolvimento técnico-científico, à independência, transparência e publicidade; a eficiência e agilidade na análise e na emissão de parecer; o controle social, com a participação de representante dos participantes da pesquisa; e o respeito às boas práticas clínicas. 

    Com a regulamentação, os CEPs passaram a ser organizados em dois níveis: credenciados (para estudos de baixo e médio risco) e acreditados (para todos os níveis de risco).  

    Ana Freitas
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde visita referências globais em biotecnologia e produção de medicamentos na Coreia do Sul

    Ministério da Saúde visita referências globais em biotecnologia e produção de medicamentos na Coreia do Sul

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu mais um dia de agenda oficial na Coreia do Sul com foco na busca por inovação e fortalecimento da produção de medicamentos biológicos no Brasil. Nesta terça-feira (24/2), ele visitou as empresas Samsung Bioepis e Samsung Biologics, referências globais em biotecnologia e fabricação de medicamentos biológicos.

    Durante a agenda, o ministro conheceu as instalações das duas companhias e discutiu possibilidades de cooperação tecnológica, transferência de conhecimento e ampliação da capacidade produtiva — pontos estratégicos para o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde no Brasil, que vem sendo retomado a partir deste governo, garantindo o abastecimento de fármacos, promovendo a transferência de tecnologia e ampliando a autonomia produtiva nacional.

    “O Brasil tem aproveitado cada vez mais as portas que se abrem no mundo a partir da ação do presidente Lula para reduzir qualquer dependência na produção de medicamentos e tecnologias em saúde. Não queremos ficar dependentes de apenas um país ou de uma única região do mundo; queremos diversificar parcerias para produzir cada vez mais no Brasil e, com isso, cuidar da nossa população com mais segurança. Essa estratégia também pode ampliar o número de produtores desses medicamentos, contribuindo para reduzir preços, baixar custos e aumentar o acesso da população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Na visita à Samsung Bioepis, o chefe da Pasta acompanhou de perto o desenvolvimento e a comercialização de biossimilares, estratégia que tem como objetivo ampliar o acesso a medicamentos biológicos com mais qualidade e menor custo.

    A empresa atua em áreas terapêuticas como imunologia, oncologia, oftalmologia, hematologia, nefrologia e endocrinologia, além de expandir sua atuação para terapias gênicas e antibody-drug conjugates (ADCs) voltados ao tratamento de doenças raras. Atualmente, a companhia desenvolveu 12 biossimilares, dos quais 11 já foram aprovados em diferentes áreas terapêuticas, além de contar com 9 produtos lançados em mais de 40 países. Segundo dados acumulados de 2024–2025, essa atuação possibilitou o acesso a tratamento para mais de 508 mil pacientes.

    Já na Samsung Biologics, reconhecida como a maior CDMO (Contract Development and Manufacturing Organization) do mundo em capacidade de manufatura, Padilha conheceu a estrutura que lidera globalmente em volume de biorreatores. A empresa oferece serviços integrados de desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos, com atuação end-to-end.

    Entre os destaques estão mais de 425 aprovações regulatórias globais; o foco em modalidades avançadas, como anticorpos multiespecíficos, proteínas de fusão, ADCs e mRNA; e a expansão para novas frentes, como terapias celulares e gênicas e o uso de organoides.

    Mais tecnologia para otimizar os diagnósticos

    O ministro também foi até o Samsung Medical Center, um dos hospitais mais avançados e reconhecidos da Coreia do Sul, fundado em 1994. A instituição é referência em oncologia, cardiologia, neurologia, transplantes e tratamento de doenças complexas e críticas, combinando tecnologia de ponta com atendimento personalizado e centrado no paciente.

    “É muito importante para o ministério da saúde estabelecer relação com esta instituição. O governo do Brasil está implementando uma rede de hospitais inteligente no país. E com isso vamos estimular que outros hospitais – públicos e privados – adotem essas tecnologias e levem saúde de mais qualidade para as pessoas”, destacou o ministro Padilha.

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    O hospital integra inovação à prática clínica por meio de um centro dedicado à convergência entre engenharia biomédica, terapia digital e pesquisas em Alzheimer, além do desenvolvimento de sistemas personalizados de neuromodulação e dispositivos digitais integrados.

    Na área de inteligência artificial, utiliza sistemas de apoio à decisão clínica com análise de imagens — como avaliação de úlceras por pressão, classificação de gravidade e recomendação de curativos —, além de modelos preditivos para estimar a demanda diária de exames e procedimentos, reduzindo filas e otimizando agendamentos. A integração de dados também permite prever doenças e aprimorar a gestão personalizada dos pacientes.

    Em emergência e cuidados críticos, conta com painel centralizado em tempo real para monitoramento de pacientes e alocação de recursos. Na robótica, emprega robôs autônomos para logística hospitalar e plataformas integradas de suporte assistencial.

    A visita permitiu acompanhar como as tecnologias desenvolvidas são aplicadas na prática e efetivas para diminuir o tempo de espera dos pacientes por exames e atendimentos — reforçando que qualidade em saúde exige investimento contínuo em inovação e qualificação profissional.

    Carolina Militão
    Ministério da Saúde

  • Academia da Saúde: Ministério da Saúde amplia custeio do programa em até 233% e inclui novas categorias profissionais

    O Ministério da Saúde atualizou as normas do Programa Academia da Saúde (PAS) e redefiniu os investimentos federais para a iniciativa, que podem aumentar em até 233%. O custeio mensal era de R$ 3 mil por estabelecimento e, a partir de agora, os serviços passam a contar com três modalidades de financiamento: R$ 5 mil (Estratégica), R$ 7,5 mil (Complementar) e R$ 10 mil (Ampliada), a depender da composição profissional e carga horária mínima individual.

    “As mudanças garantem maior sustentabilidade financeira, qualificação do programa e ampliação do acesso da população às ações de promoção da saúde. A Academia da Saúde se consolida como estratégia fundamental para a promoção do cuidado nos territórios”, ressalta a coordenadora de Práticas Corporais e Atividade Física na Atenção Primária à Saúde, Laura Iumi Nobre Ota.

    Além do novo modelo de financiamento, também foram incluídas novas categorias profissionais no programa: enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de enfermagem, médico geriatra, médico fisiatra e médico acupunturista. Atualmente, o Brasil conta com 1.772 Academias da Saúde, e a expectativa é credenciar mais 300 novos serviços até o final de 2026.

    O custeio mensal das equipes é definido de acordo com as modalidades: Estratégica (um ou mais profissionais com a soma da carga horária mínima de 40h semanais); Complementar (dois ou mais profissionais devem somar, no mínimo, 60h semanais); e Ampliada (a soma da carga horária mínima exigida é de 80h semanais, também com dois ou mais profissionais), sendo a carga mínima individual de 20h semanais.

    O Ministério da Saúde também atualizou a lista de equipamentos recomendados para as Academias da Saúde, incluindo itens como multiexercitador, pressão nas pernas, rotação dupla diagonal, rotação vertical, simulador de caminhada, simulador de cavalgada, surf, alongador, esqui e remada sentada, ampliando as possibilidades de vivências corporais aos usuários e as atividades físicas voltadas à promoção da qualidade de vida da população.

    Fortalecimento da estratégia Viva Mais Brasil

    A expansão da Academia da Saúde é um dos destaques do Viva Mais Brasil, estratégia do Ministério da Saúde voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. Serão investidos R$ 340 milhões em políticas de promoção da saúde, sendo que o PAS receberá R$ 40 milhões a mais ainda em 2026.

    O Viva Mais Brasil conta com 10 compromissos para viver mais e melhor: mais movimento e vida ativa; mais alimentação saudável; menos tabaco e álcool; mais saúde nas escolas; menos doenças crônicas; mais vacinação em todo o Brasil; mais protagonismo e autonomia; mais saúde digital; mais cultura da paz e menos violências; e mais práticas integrativas e complementares.

    Antirracismo e envelhecimento ativo

    A portaria reconhece a Academia da Saúde como um serviço integrado à atenção primária à saúde (APS) — e não apenas como estrutura física. O texto incorpora práticas antirracistas e envelhecimento ativo como novos eixos do programa, a serem desenvolvidas de acordo com as realidades locais. Além disso, incluem a educação popular em saúde e a equidade como princípios orientadores.

    Com a norma, a abordagem da promoção da saúde, no contexto da Academia da Saúde, passa a se alinhar às políticas estratégicas e transversais, como a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan), a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC), a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (Pneps) e a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN).

    O que é o Programa Academia da Saúde

    O PAS é uma das principais estratégias da APS para promoção da saúde e de modos de vida saudáveis. Para além da oferta de Práticas Corporais e atividades físicas, o programa fomenta diferentes dimensões do cuidado, articuladas aos seus eixos, adaptadas à gestão local e às necessidades do território. Entre as iniciativas ofertadas, podem estar incluídas aulas de dança, capoeira, yoga, auriculoterapia, oficinas temáticas, atividade física adaptadas às pessoas com deficiência, natação, hortas comunitárias, palestras e rodas de conversa, entre outras ações, inclusive em articulação com estratégias e programas da APS, como eMulti e PSE.

    Como receber recursos do programa

    Para receber o incentivo financeiro federal do PAS, os gestores municipais e do Distrito Federal devem solicitar o credenciamento por meio do sistema Gerencia APS, disponível no portal e-Gestor. Os estabelecimentos já credenciados não precisarão submeter novo pedido de credenciamento, uma vez que a migração para o novo formato ocorrerá de forma automática. 

    Camila Rocha
    Ministério da Saúde

  • Brasil e Coreia do Sul firmam parcerias estratégicas no valor de R$ 1,1 bilhão

    Em missão oficial à Coreia do Sul com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da assinatura de três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) destinadas à produção nacional de medicamentos estratégicos — bevacizumabe, eculizumabe e aflibercepte — contemplando transferência de tecnologia e internalização da fabricação no Brasil. A iniciativa representa investimento estimado de até R$ 1,104 bilhão no primeiro ano por parte do Ministério da Saúde.

    A medida amplia a capacidade produtiva nacional de produtos e insumos essenciais à saúde pública, fortalece a soberania produtiva do país, reduz vulnerabilidades do SUS diante de oscilações do mercado internacional e diminui o risco de desabastecimento. Além disso, estimula o desenvolvimento tecnológico, a geração de empregos e renda no Brasil e amplia o acesso da população a terapias de alto custo.

    Alexandre Padilha, cumpre missão oficial na Coreia do Sul entre os dias 22 e 25 de fevereiro, em Seul, com agenda voltada a reuniões ministeriais e empresariais estratégicas, além de visitas técnicas nas áreas de saúde, ciência, tecnologia e inovação.

    As PDPs foram assinadas durante Encontro Empresarial Brasil–Coreia do Sul, organizado pela ApexBrasil. Na ocasião, o ministro brasileiro reforçou a importância de transformar em resultados concretos os anos de parceria e amizade entre os países. “As parcerias firmadas têm um significado muito relevante. Representam a transferência de tecnologia, a produção local no Brasil, o fortalecimento da base industrial nacional e a redução de vulnerabilidades do sistema de saúde. Representam também previsibilidade para o setor privado e compromisso de longo prazo do Estado brasileiro”, ressaltou. 

    No caso do aflibercepte, medicamento essencial para o tratamento da degeneração macular relacionada à idade, a assinatura formaliza o início da produção nacional, que contará com a Fundação Ezequiel Dias (Funed) como parceira pública e com a Bionovis S.A. e a empresa sul-coreana Samsung Bioepis Co., Ltda. como parceiras privadas.

    Também foi formalizada a parceria para iniciar o projeto de fabricação do bevacizumabe, utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer e em indicações oftalmológicas. A PDP reúne a Fundação Baiana de Pesquisa, Desenvolvimento, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma), a Bionovis S.A. e a Samsung Bioepis Co., Ltda.

    Também foi assinada PDP para a transferência de tecnologia voltada à produção no Brasil do eculizumabe, medicamento indicado para o tratamento da Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), doença rara que afeta o sistema sanguíneo. Essa parceria também envolve a Bahiafarma, a Bionovis S.A. e a Samsung Bioepis Co., Ltda., contribuindo para o fortalecimento da capacidade produtiva nacional.

    Mais inovação na Saúde 

    Entre os principais instrumentos negociados está o Memorando de Entendimento (MoU) em Saúde firmado entre o Ministério da Saúde do Brasil e o Ministério da Saúde e Bem-Estar da Coreia do Sul. O acordo estabelece bases para cooperação em áreas estratégicas como inovação biomédica e farmacêutica, saúde digital e ecossistemas de dados, excelência clínica, terapias avançadas e fortalecimento da resiliência dos sistemas de saúde e da força de trabalho.

    Como resultado da visita, foram firmados seis novos acordos para produção conjunta de tecnologias em saúde, envolvendo testes diagnósticos, medicamentos biológicos, tratamentos para determinados tipos de câncer e tecnologias voltadas a doenças oftalmológicas. As iniciativas representam avanço tecnológico relevante, fortalecem a capacidade produtiva e inovadora dos dois países e abrem caminho para novas etapas de cooperação.

    “Estamos confiantes de que teremos, em breve, mais empresas coreanas trabalhando com empresas brasileiras, contribuindo para salvar vidas no Brasil e na Coreia do Sul. Outra área fundamental de cooperação com resultados nesta visita é a saúde digital. O Brasil vive uma revolução na saúde digital liderada pelo Presidente Lula e pela sociedade brasileira. Temos muito a aprender com a experiência coreana neste setor”, enfatizou Padilha.

    G20, inovação digital e resiliência climática

    Durante a presidência brasileira do G20, em 2025, foi criada a Coalizão para Produção, Inovação e Acesso a Tecnologias em Saúde, com o objetivo de fortalecer parcerias estruturantes e ampliar a capacidade global de resposta em saúde. A proposta de governança foi apresentada no âmbito da Organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovada em reunião realizada na África do Sul, com participação da Coreia do Sul. Os países que formalizam adesão passam a integrar o Comitê Diretor, podendo propor temas prioritários, avaliar projetos e participar da definição estratégica da Coalizão. O Brasil convida formalmente a Coreia a integrar o Comitê antes do encontro que será realizado em março, no Rio de Janeiro, quando serão lançados os primeiros desafios internacionais, com foco inicial em medicamentos oncológicos, além de ações estratégicas para tuberculose e dengue.

    A agenda bilateral também avança na transformação digital em saúde. A Coreia é referência global na modernização do sistema de saúde, com hospitais inteligentes e alto nível de integração tecnológica. O Brasil, por sua vez, está promovendo uma ampla transformação digital no SUS e propõe ampliar a cooperação técnica, com intercâmbio de equipes, aproximação das áreas de saúde digital dos dois ministérios e parcerias para apoiar a construção de um novo modelo de hospitais inteligentes no país.

    “Queremos mais investimento, mais inovação, mais produção local e mais cooperação regulatória. Temos marcos legais, instrumentos de financiamento, mercado, escala e instituições sólidas. A saúde será um dos grandes motores do desenvolvimento econômico nas próximas décadas. Brasil e Coreia do Sul têm todas as condições de liderar esse processo juntos, de forma equilibrada, sustentável e benéfica para nossas populações”, enfatizou Padilha.

    Outro eixo estratégico é a resiliência dos sistemas de saúde frente às mudanças climáticas. Tanto Brasil quanto Coreia enfrentam eventos extremos, como ondas de calor, secas, enchentes e incêndios florestais, que impactam diretamente a saúde da população. Na COP30, o Brasil lançou o programa AdaptaSUS, já apoiado por mais de 80 instituições e países, com foco na construção de estruturas de saúde mais resilientes. A proposta é ampliar a cooperação nessa agenda, convidar a Coreia a aderir ao Plano Belém e desenvolver iniciativas conjuntas que fortaleçam a capacidade de resposta dos sistemas de saúde diante da crise climática.

    Fiocruz amplia parcerias para diagnóstico no SUS

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e as empresas sul-coreanas Optolane Technologies, GenBody e Green Cross Corporation também asssinaram aliança estratégica de longo prazo na área de diagnóstico, dispositivos médicos e química clínica. As iniciativas fortalecem a cooperação tecnológica entre os dois países, com foco na transferência de conhecimentos, internalização de plataformas inovadoras e ampliação da capacidade produtiva nacional, contribuindo para maior autonomia e resposta rápida a emergências em saúde pública.

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    Foto: Rafael Nascimento/MS – Priscila Ferraz Vice-Presidente de Produção e Inovação na Fiocruz, Columbia Women’s Leadership Network

    A Optolane mantém cooperação com a Fiocruz desde 2022 na área de diagnóstico molecular, incluindo plataformas de PCR em tempo real e PCR digital, sendo este o quarto memorando firmado entre as instituições. O novo acordo prevê a incorporação de tecnologia Point of Care (POC) molecular, com multitestes para diversas doenças, incluindo monkeypox, malária, arboviroses (como dengue, zika, chikungunya, oropouche e mayaro) e HTLV, com produtos em fase de registro na Anvisa e em estágio avançado de desenvolvimento.

    A GenBody, que já cooperou com a Fiocruz no fornecimento de testes de Covid-19 e atualmente fornece kits como o combo HIV/Sífilis ao Ministério da Saúde, assinará um Termo de Compromisso para transferência de testes rápidos baseados em fluxo lateral e fluxo vertical, abrangendo doenças como dengue, HIV, sífilis, malária e leptospirose.

    Já a Green Cross Corporation (GC Pharma), uma das maiores biofarmacêuticas da Coreia do Sul, firmará memorando para cooperação tecnológica em kits de diagnóstico, com foco inicial em teste rápido para tuberculose e em triagem de usuários de medicamentos para malária, ampliando a capacidade de resposta do SUS em doenças prioritárias.

    Edjalma Borges e Carolina Militão
    Ministério da Saúde