Categoria: SAÚDE GOV

  • Em Pernambuco, presidente Lula e ministro Padilha visitam nova unidade da Aché para produção de 40 milhões de medicamentos

    Em Pernambuco, presidente Lula e ministro Padilha visitam nova unidade da Aché para produção de 40 milhões de medicamentos

    O presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitaram, em Cabo de Santo Agostinho (PE), nesta sexta-feira (13), a expansão de uma das fábricas do Aché Laboratórios Farmacêuticos, que está entre os principais produtores nacionais de medicamentos. Localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, a nova unidade começa a operar em 2026 com capacidade de produção de até 40 milhões de medicamentos por ano, incluindo fármacos injetáveis de uso hospitalar e colírios.

    Com R$ 267 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste, a unidade da Aché contará com recursos de automação e tecnologia industrial avançada, ampliando a capacidade produtiva nacional. Desde que foi instalada, em 2019, a fábrica soma R$ 1,6 bilhão de incentivo federal para a sua expansão. O fortalecimento do complexo industrial da saúde é fundamental para a sustentabilidade do SUS e soberania na oferta de medicamentos e outros produtos de saúde à população.

    “Alguns anos atrás, a gente tratava o Brasil como se fosse incapaz de produzir seus próprios remédios. Agora, produzimos 60% dos medicamentos e não somos mais dependentes como anos atrás, e podendo produzir 100% desses medicamentos. No que depender de mim, se tem alguém que vai fazer chegar a 100%, sou eu, porque quero o Brasil soberano na questão da saúde. Nós acreditamos que o Brasil vai se transformar em uma potência de produção de remédios”, destacou o presidente da República. 

    Com o reforço da unidade que está sendo expandida e ainda deve gerar 3 mil empregos diretos e indiretos, as fábricas do Aché Laboratórios Farmacêuticos poderão produzir até 700 milhões de unidades por ano. Além disso, o laboratório também faz parte da Bionovis, que participa de projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) voltadas à produção nacional de medicamentos biológicos, de alta tecnologia, fornecidos ao SUS para tratamento de doenças crônicas não transmissíveis e raras, como Artrite Reumatoide, Psoríase, Esclerose Múltipla e câncer.

    “Ter uma indústria 100 % nacional significa ter empresários brasileiros aqui de Pernambuco gerando oportunidades para jovens e geração de emprego e, sobretudo, para o SUS, significa segurança. Como precisamos cuidar de milhões de brasileiros ter uma empresa nacional produzindo aqui asseguramos o acesso a medicamentos levando mais proteção à nossa população”, declarou Padilha. 

    Retomada da política de desenvolvimento da indústria de saúde no país

    Com o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), o Governo do Brasil busca aumentar a produção nacional de medicamentos, vacinas e equipamentos médicos, reduzindo a dependência do mercado internacional. A iniciativa faz parte da Nova Indústria Brasil (NIB), que visa impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional.

    O investimento do Ministério da Saúde no âmbito do complexo industrial da saúde está na ordem de R$ 15 bilhões para o desenvolvimento do setor. Desde 2023, com a retomada desta política, abandonada pelo governo anterior, foram firmadas 31 novas parcerias envolvendo empresas públicas e privadas para o desenvolvimento de vacinas, medicamentos e insumos estratégicos para a saúde dos brasileiros.

    Taís Nascimento
    Ministério da Saúde

  • Saúde anuncia Plano de Ação com mais de R$ 131 mi para recuperação da rede de saúde do ES após tragédia ambiental

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou, nesta quinta-feira (12), o Plano de Ação em Saúde do Espírito Santo com a liberação do investimento de R$ 131,9 milhões para recuperar e ampliar a rede de cuidados de saúde pública nos 11 municípios capixabas atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Parte do Novo Acordo do Rio Doce fechado pelo Governo do Brasil, a iniciativa conta com uma série de ações estruturantes com foco no fortalecimento da infraestrutura, vigilância e assistência em saúde, além de saúde digital, ensino e formação e gestão. O objetivo é a reparação dos danos decorrentes da maior tragédia ambiental da história do Brasil ocorrida em 2015. 

    Alinhado ao programa Agora Tem Especialistas, o Plano de Ação destina o maior volume de recursos (R$ 82,55 milhões) para a expansão da infraestrutura de saúde que, além da construção de um novo complexo hospitalar em Colatina (ES), reforçará a rede de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) com mais quatro novas unidades, além de dois novos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e aquisição de equipamentos para dois Centros Especializados em Reabilitação (CER). 

    “Os recursos são de um acordo judicial liderado pelo presidente Lula junto ao Judiciário, que cobra das empresas responsáveis pelo crime ambiental que afetou, no Espírito Santo, 11 municípios e deixou várias vítimas naquele momento. Esse é um repasse para o governo do Estado”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    O ministro ressaltou ainda a importância do Complexo Hospitalar de Colatina “que terá um papel essencial ao atender outros problemas de saúde da região e, sobretudo, será especializado em acompanhar a situação de doenças crônicas que podem ocorrer em decorrência da contaminação da água”. 

    Em Brasília, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, participou da assinatura que aprovou o Plano com a liberação dos recursos federais. “Nós teremos em todos os municípios atingidos estrutura para ofertar cirurgias eletivas e outros serviços na área da saúde, como o acompanhamento de pessoas com desenvolvimento atípico. Quero agradecer ao Ministério da Saúde, porque esse é um trabalho desenvolvido a muitas mãos”, afirmou. 

    Além do reforço na oferta de cirurgias, outras ações para fortalecer a assistência à saúde incluem implementação de plano de intervenção em doenças hematológicas, hipertensão e diabetes para populações quilombolas; e uma linha de cuidado integral específica para o idoso frágil. Além disso, a vigilância ambiental e toxicológica no estado será refortalecida com a reestruturação do Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) para análise de metais pesados e matrizes ambientais; e a expansão de equipes de vigilância ambiental, epidemiológica e saúde do trabalhador. 

    O Plano prevê, também, a implantação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra no território, novos serviços de saúde digital para áreas remotas e tradicionais; e a oferta de residências multiprofissionais em comunidades tradicionais, residências médicas e multiprofissionais em saúde mental e programas de capacitação em áreas.

    Municípios beneficiados 

    Os R$ 131,9 milhões destinados ao Espírito Santo pelo Ministério da Saúde dentro do Programa Especial de Saúde do Rio Doce, vão beneficiar as populações que vivem nos municípios de Anchieta, Aracruz, Baixo Guandu, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama. Esses recursos fazem parte do total de R$ 260 milhões destinados ao estado para a execução do Plano de Ação de Saúde. 

    Fechado em 2024, o Novo Acordo do Rio Doce investirá R$ 12 bilhões para Programa Especial de Saúde do Rio Doce, que inclui os Planos de Saúde do Espírito Santo e Minas Gerais, além de repasses para as 49 cidades atingidas.  

    Esses recursos resultam de uma renegociação entre o Poder Público, a Samarco e suas acionistas, Vale e BHP, empresas responsáveis pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em novembro de 2015.  

    Rafaelle Pereira
    Ministério da Saúde

  • No período pré-carnaval, Ministério da Saúde reforça sobre a importância da doação de sangue para manter estoques em todo o país

    No período pré-carnaval, Ministério da Saúde reforça sobre a importância da doação de sangue para manter estoques em todo o país

    A poucos dias do Carnaval, que começa nesta sexta-feira (13) e segue até a próxima a terça-feira (17), o Ministério da Saúde reforça a importância da conscientização sobre a doação voluntária de sangue e convida as brasileiras e os brasileiros a fazerem esse ato de solidariedade antes de a folia começar. Isso porque, historicamente, os estoques de sangue nos hemocentros costumam ficar reduzidos nesta época, sendo um dos períodos mais críticos para os Hemocentros de todo o país. Para isso ser um doador, é necessário ter entre 16 e 69 anos (menores de idade com autorização), pesar pelo menos 50 quilos e estar bem de saúde. 

    “Cada doador de sangue pode fazer a diferença ao garantir que os Hemocentros estejam preparados e abastecidos para salvar vidas. Ir até as unidades, convidar outros voluntários, como seus amigos e familiares, e incentivar a doação antecipada são atitudes fundamentais de cuidado. Assim, asseguramos a continuidade dos atendimentos sempre que necessários, inclusive durante os feriados prolongados como o carnaval”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    O sangue é essencial para os atendimentos de sangramentos agudos em casos de urgências e emergências, realização de cirurgias de grande porte, tratamentos de doenças crônicas que frequentemente demandam transfusões sanguíneas, além de ser usado para a produção de medicamentos essenciais derivados do plasma. Por isso, a doação regular é tão importante para manter os estoques e a capacidade de resposta da hemorrede pública nacional. 

    Em 2024, o Brasil registrou 3,31 milhões de coletas e, em 2025, 2,71 milhões (dados preliminares, de janeiro a outubro).  A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que 3% da população de cada país seja doadora de sangue.  

    O Ministério da Saúde destaca que o sangue para transfusão é essencial e transversal às políticas públicas de saúde, sendo necessário em diferentes programas e linhas de cuidado. A doação voluntária e regular contribui para salvar vidas, evitar complicações, produzir medicamentos e assegurar atendimento oportuno a todos que precisam. 

    Critérios básicos para doação 

    Para ser voluntário(a), procure o hemocentro mais próximo e verifique os critérios para doação de sangue: 

    • Ter idade entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem apresentar consentimento formal do responsável legal); 
    • Pessoas com idade entre 60 e 69 anos só podem doar se já tiverem doado antes dos 60 anos; 
    • Apresentar documento de identificação oficial com foto (RG, CNH, Carteira de Trabalho, Passaporte, RNE, Certificado de Reservista ou carteira profissional emitida por classe). São aceitos documentos digitais com foto; 
    • Pesar, no mínimo, 50 kg; 
    • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas; 
    • Estar alimentado, evitando alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação. Após o almoço, aguardar duas horas. 

    Patrícia Coelho 
    Ministério da Saúde

  • No DF, indígenas Xavante e Xingu são atendidas em carreta do Agora Tem Especialistas para diagnóstico precoce de câncer de mama e do colo do útero

    programa Agora Tem Especialistas, do Governo do Brasilgarantiu a oferta de procedimentos essenciais para a prevenção do câncer de mama e do colo do útero a 17 mulheres indígenas. Nesta quarta-feira (11), as moradoras dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Xavante e Xingu (MT) foram atendidas na carreta de saúde da mulher localizada em Taguatinga (DF). No local, foram submetidas a ultrassonografias de mamas, mamografias, biópsias mamárias e exames anatomopatológicos do colo do útero, fundamentais para o diagnóstico precoce da doença. 
     
    Na ação, mais do que atendimento especializado, as indígenas receberam acolhimento e cuidados adaptados à sua realidade. Como a maioria não fala português, o Ministério da Saúde e Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) reorganizaram a dinâmica do serviço com apoio de uma tradutora, além de adaptações necessárias para garantir respeito à cultura e às especificidades indígenas. 

    Hoje, foi um dia especial para essas mulheres. Após os atendimentos, elas realizaram uma dança tradicional em agradecimento aos cuidados recebidos. Foi um momento de emoção e reconhecimento, que demonstrou a importância dessa ação”, destacou o diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior. 

    A indígena Xavante Evalina Pewewawe, de 42 anos, concorda. “Fiquei muito feliz por ter tido a oportunidade de cuidar da minha saúde junto ao meu povo e por ter sido tão bem acolhida aqui na carreta. Foi importante para mim conseguir fazer os exames e receber o atendimento de forma mais tranquila, sem precisar esperar tanto”, disse, com o apoio da tradutora. 

    As 17 mulheres tiveram seus procedimentos agendados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, de acordo com os critérios de sua central de regulação, devido à proximidade geográfica com o DF. As pacientes estão hospedadas na Casa de Saúde Indígena de Brasília (Casai) que, assim como outras unidades, acolhe exclusivamente indígenas que vêm das aldeias e estão em tratamento de média e alta complexidade na rede de referência do SUS. 

    Ao todo, são 70 Casais em todo o país, situadas estrategicamente nos centros urbanos próximos aos territórios indígenas para receberem pacientes dessas localidades. A exceção são as Casai de Brasília e São Paulo, que recebem pacientes de todo o país por estarem localizadas em regiões com mais oferta de especialidades médicas.  

    Carreta supera 2,5 mil atendimentos no DF  

    Posicionada no estacionamento interno do Hospital Regional de Taguatinga, a carreta do programa Agora Tem Especialistas já realizou mais de 2,5 mil atendimentos no Distrito Federal. Para receber os serviços especializados na unidade móvel do Governo do Brasil, os pacientes do SUS precisam ser encaminhados pelo gestor local. O atendimento só ocorre com agendamento. 

    Estruturadas com equipamentos e equipe multiprofissional formada por médico, técnico de enfermagem e enfermeiro, as carretas do Agora Tem Especialistas já passaram por 100 regiões de saúde do país, tendo zerado filas para mamografia diagnóstica, inclusive no DF, em Ceilândia e Taguatinga. As carretas oferecem serviços especializados com foco em saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem. 

    Mais cuidado para a saúde indígena com mutirões de cirurgias

    A secretária adjunta de Saúde Indígena, do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, destacou a importância de ações do programa com foco na comunidade indígena. Com iniciativas como essa, o Agora Tem Especialistas está ampliando a assistência à saúde e realmente reduzindo o tempo de espera para os pacientes que precisam do SUS para cuidar da saúde. Com mais exames, consultas ginecológicas e mamografias, o programa dá mais agilidade continuidade ao tratamento”, explicou. 
     
    Além da iniciativa com as carretas, a secretária adjunta se refere, por exemplo, aos mutirões realizados no ano passado, que somaram mais de 21 mil atendimentonos DSEIs Alto Rio Solimões, Médio Rio Solimões e Afluentes, Vale do Javari e Xavante, além da Casai Yanomami. Por meio da ação, os indígenas tiveram acesso a especialidades como cardiologia, cirurgia geral, clínica médica, endocrinologia, endoscopia, ginecologia, infectologia, medicina de família e comunidade, odontologia, oftalmologia, pediatria, pneumologia, proctologia, saúde da mulher e ultrassonografia. 

    Neste ano, o primeiro mutirão de cirurgias oftalmológicaem território indígena já começou. De hoje até o dia 22 de fevereiro, a comunidade do DSEI Médio Rio Solimões e Afluentes será submetida a procedimentos, como cirurgiade catarata. Novas etapas estão previstas para os DSEIs Xavante e Médio Rio Solimões, além da elaboração de um projeto de capacitação para os profissionais que atuarão em expedições futuras. 
     
    Luiz Cláudio Moreira e Luciana Lima
    Ministério da Saúde

  • Campanha de carnaval do Ministério da Saúde reforça uso de camisinha na prevenção de doenças. Adesão ao preservativo está em queda

    No carnaval de 2026, o Ministério da Saúde reforça a importância do uso de preservativos e outros métodos de prevenção durante todo o ano. Com o mote “Carnaval com prevenção. Antes, durante e depois da folia, é o Governo do Brasil do seu lado”, a campanha é protagonizada pela cantora Gaby Amarantos, chamando a atenção, especialmente, de jovens e jovens adultos. 

    Foram distribuídos 138 milhões de preservativos, nos últimos três meses, aos estados para reforçar o estoque durante o carnaval, incluindo as duas novas versões que entraram no SUS em 2025: texturizada (TEX) e ultrafina (SENSI). A novidade busca aumentar a adesão ao uso de preservativos, método efetivo na prevenção contra o HIV, hepatites virais, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de evitar gestações não planejadas. 

    Esse é o primeiro carnaval com a oferta dos novos modelos de camisinha. “Isso aqui é muito importante: 60% da população não usa preservativos nas relações sexuais. Tudo o que a gente puder colocar disponível no SUS para incentivar as pessoas a usarem, nós faremos, porque previne doenças e protege a nossa população”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    A campanha também reforça toda a oferta de proteção às doenças sexualmente transmissíveis no SUS e que a prevenção pode ocorrer de forma combinada: além do uso de preservativos, por meio da vacinação contra hepatites, da testagem rápida, do uso da Prep – Profilaxia Pré-Exposição e da PEP – Profilaxia Pós-Exposição, entre outras. 

    Do total de preservativos distribuído para reforçar os estoques e atender a demanda do carnaval, cerca de 132 milhões são externos, texturizados e ultrafinos, e 3,8 milhões são preservativos internos de látex ou nitrílica. 

    Brasil segue tendência mundial de queda no uso de preservativos 

    A diversificação da oferta visa estimular o uso contínuo e correto do preservativo, tornando-o mais atraente e atendendo às diferentes preferências da população. Essa ação responde a desafios identificados nos últimos anos: a queda no uso de preservativos, sobretudo entre jovens. 

    A última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019 pelo IBGE com pessoas com 18 anos ou mais de idade, mostrou que nos 12 meses anteriores à data da entrevista, 22,8% relataram usar preservativo em todas as relações sexuais. Outras 17,1% afirmaram usar às vezes e 59% dos entrevistados, nenhuma vez. 

    A queda segue tendência mundial. Em 2024, a Organização Mundial de Saúde divulgou relatório realizado em diversos países europeu, apontou a redução do uso de preservativos no público jovem. 

    No SUS tem prevenção combinada 

    A campanha reforça que a prevenção deve acontecer de forma integrada e permanente, organizada em três momentos fundamentais: Antes da folia, o foco está na preparação, com o uso da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que prepara o organismo para enfrentar possível contato com o HIV; a vacinação contra hepatite A, hepatite B e HPV, além da testagem para HIV, sífilis, hepatites B e C e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Durante o Carnaval, a campanha incentiva o uso dos preservativos externos SENSI e TEX, preservativos internos e gel lubrificante. Depois da folia, o cuidado segue com a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que pode ser utilizada em até 72 horas após uma situação de risco, além da realização de autoteste de HIV. 

    “As Unidades Básicas de Saúde estão abastecidas com preservativos internos e externos, testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites virais e autoteste de HIV, vacinas e profilaxias pré e pós exposição. Essas opções, quando combinadas, protegem ainda mais você e a festa fica mais segura”, informou Padilha. 

    Identidade cultural  

    A campanha “Carnaval com prevenção. Antes, durante e depois da folia, é o Governo do Brasil do seu lado” é protagonizada pela cantora Gaby Amarantos, com objetivo de fortalecer identidade cultural do Carnaval brasileiro. Símbolo de alegria, diversidade e representatividade, a artista dá voz à mensagem de prevenção e amplia o alcance da ação em todo o país, ajudando a romper barreiras regionais e a transformar a prevenção combinada em um movimento vibrante e acessível. 

    Brasil elimina transmissão vertical do HIV e alcança menor taxa de mortalidade 

    Brasil apresentou queda de 13% no número de óbitos por aids entre 2023 e 2024, registrando 9,1 mil mortes no último ano. Pela primeira vez em três décadas, o número ficou abaixo de dez mil óbitos. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde em dezembro de 2025 e refletem os avanços em prevenção, diagnóstico e terapias capazes de tornar o vírus indetectável e intransmissível. Essa combinação também levou à eliminação da transmissão vertical da doença, quando ocorre da mãe para o bebê. 

    A eliminação da transmissão vertical como problema de saúde pública ocorreu devido à taxa abaixo de 2%. A incidência da infecção em crianças ficou abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos. O Brasil também atingiu mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes que vivem com o vírus. Isso significa que o país interrompeu, de forma sustentada, a infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação, atingindo integralmente as metas internacionais. Os resultados estão em linha com os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

    Cuide-se 

    Para curtir o Carnaval de forma tranquila, lembre-se dessas dicas: 

    • Beba água para se hidratar 
    • Use protetor solar 
    • Se for viajar para área de mata, vacine-se contra Febre Amarela 
    • Previna-se contra HIV, hepatites B e C, sífilis e outras ISTs 
    • Se precisar, procure uma Unidade de Saúde.  

    Acesse a campanha Prevenção às ISTs – Carnaval

    Ministério da Saúde

  • Mutirão leva cirurgias oftalmológicas a indígenas do Médio Rio Solimões

    Mutirão leva cirurgias oftalmológicas a indígenas do Médio Rio Solimões

    Indígenas da região do Médio Rio Solimões, no Amazonas, começam a recuperar a visão e a qualidade de vida com a etapa cirúrgica do mutirão do programa Agora Tem Especialistas – iniciativa voltada à redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS). A ação ocorre entre os dias 11 e 22 de fevereiro, no município de Itamarati, e atende comunidades acompanhadas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Médio Rio Solimões e Afluentes.

    Nesta fase, o foco é exclusivamente cirúrgico, com procedimentos oftalmológicos como cirurgias de catarata e pterígio. Ao todo, cerca de 30 pacientes indígenas, já avaliados e considerados aptos durante a etapa clínica, passarão pelas cirurgias no Hospital Municipal de Itamarati.

    A etapa cirúrgica dá continuidade aos atendimentos iniciados em 2025, quando foi realizada a fase clínica do mutirão na região. Na ocasião, foram contabilizados 624 atendimentos especializados, entre consultas, exames, triagens e avaliações, além da identificação de casos que necessitavam de continuidade no cuidado.

    Para o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, o programa amplia o acesso das comunidades indígenas à atenção especializada. “O programa Agora Tem Especialistas tem permitido levar às comunidades mais remotas serviços de média e alta complexidade, de forma humanizada e voltada às reais necessidades dos povos indígenas”, aponta.

    No segundo semestre de 2025, o programa realizou mais de 21 mil atendimentos em aldeias indígenas em todo o país.

    Foto: Adriã Baré/AgSUS
    Foto: Adriã Baré/AgSUS

    Esforço conjunto

    A iniciativa também promove a integração entre diferentes instituições e equipes. O Ministério da Saúde coordena o Programa Agora Tem Especialistas; a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) atua no apoio à implementação e acompanhamento da ação no território; e a Associação Médicos da Floresta (AMDAF) executa a parte técnica, por meio de acordo de cooperação, com equipe especializada. Já o DSEI Médio Rio Solimões é responsável pela articulação territorial e organização do fluxo de pacientes.

    Leidiane Souza
    Ministério da Saúde

  • Médicos especialistas têm até 19 de fevereiro para se inscrever em edital com 1,2 mil vagas para reforçar o SUS

    Médicos especialistas têm até 19 de fevereiro para se inscrever em edital com 1,2 mil vagas para reforçar o SUS

    Médicos especialistas de todo o país têm até o dia 19 de fevereiro para se inscrever no novo edital do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E), que vai contratar 1.206 profissionais em 16 especialidades prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas (ATE), que reúne esforços do governo federal para ampliar o acesso da população à assistência especializada no SUS, reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias e fortalecer as redes de atenção à saúde em regiões prioritárias.

    O edital contempla as especialidades de anestesiologista; cirurgião geral e cirurgião do aparelho digestivo; cirurgião oncológico; cirurgião proctologista; cirurgião do aparelho digestivo; ginecologista e obstetra; cardiologista; endoscopista digestivo; endoscopista digestivo e gastroenterologista; oncologista clínico; radioterapeuta; radiologista, mastologista, ginecologista e obstetra; otorrinolaringologista; e médico patologista.

    Os médicos especialistas interessados em participar do projeto devem acessar a plataforma UNA-SUS e escolher ao menos um município e um estabelecimento de saúde, podendo indicar até dois locais de atuação, inclusive em estados diferentes, respeitando a ordem de preferência.

    O valor fixo da bolsa é de R$ 10 mil, podendo acrescer uma parte variável entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, de acordo com o grau de vulnerabilidade do município de atuação. Do total de vagas ofertadas, 20% são reservadas para a política de cotas, reafirmando o compromisso do Ministério da Saúde com a equidade no acesso às oportunidades de formação e trabalho no SUS.

    Os selecionados para o PMM-E receberão bolsa-formação mensal, paga diretamente pelo Ministério da Saúde, além de ajuda de custo para despesas relacionadas às imersões presenciais nas instituições formadoras. O pagamento está condicionado à participação efetiva nas atividades previstas no edital, com carga horária semanal de 20 horas (sendo 16 horas assistenciais), sem vínculo empregatício.

    Formação em serviço e cuidado integrado no SUS

    O edital tem como objetivo ampliar o provimento e o aperfeiçoamento de médicos já especialistas em áreas estratégicas, por meio da integração entre ensino e serviço. A estratégia aposta no fortalecendo das Ofertas de Cuidado Integral (OCI) e a realização de procedimentos clínicos e cirúrgicos de média e alta complexidade no SUS. Os profissionais selecionados atuarão em atividades assistenciais vinculadas a itinerários formativos com teoria e prática integradas, com duração de até 12 meses.

    As instituições formadoras serão responsáveis pelo acolhimento inicial dos profissionais, com atividades de apresentação do curso, avaliação diagnóstica e orientações sobre a proposta pedagógica, o cronograma e as responsabilidades acadêmicas.

    Por Carolina Militão
    Ministério da Saúde

  • Satisfação dos brasileiros com o SUS cresce e supera média da América Latina, aponta OCDE

    A satisfação dos brasileiros com a saúde pública aumentou nos últimos anos e já supera a média da América Latina. É o que aponta a pesquisa Confiança em Instituições Públicas na América Latina e no Caribe, realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com o levantamento divulgado nesta segunda-feira (9), a satisfação com o Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 9 pontos percentuais entre 2022 e 2025, passando de 34% para 45%. O índice brasileiro está acima da média latino-americana, que é de 40% em 2025.

    O estudo também mostra a percepção dos brasileiros de que o acesso e a qualidade dos serviços públicos melhoraram no período com aumento significativo de 18 pontos percentuais, indicando avanço na avaliação geral das políticas públicas no país. O índice saltou de 24% para 42%, 10 pontos percentuais acima da média da América Latina (32%).

    Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o crescimento da avaliação positiva reflete o aumento do acesso da população a serviços públicos de saúde com ações como o programa Agora Tem Especialistas, que registrou recordes históricos na assistência especializada. Entre 2022 e 2025, o número de cirurgias eletivas cresceu mais de 40%, passando de 10,8 milhões para 14,7 milhões, o maior volume em 35 anos de SUS e acima do período pré-pandemia. O resultado contribuiu para que mais pessoas fossem operadas no tempo adequado, evitando o agravamento de doenças e garantindo mais qualidade de vida.

    Outro recorde do SUS são os 43,7 milhões de exames e consultas realizados no mesmo período, o que representa um aumento de 26% em relação ao mesmo período; foram 2,9 bilhões de procedimentos até dezembro de 2025, marca que também ultrapassa a média de antes da pandemia. Um novo recorde são as 4,7 milhões de sessões de quimioterapia realizadas no ano passado. 

    Metodologia

    Considerada “padrão ouro” de excelência, a pesquisa da OCDE revelou avanços na confiança institucional do Brasil entre 2022 e 2025. O método avalia cinco pilares: integridade, resposta, confiabilidade, abertura e equidade. Com uma amostra de 2 mil cidadãos de todo o país, por meio de questionário, o levantamento permite comparações internacionais e oferece dados estratégicos para aprimorar a transparência e a qualidade dos serviços públicos.

    A diretora de Governança Pública da OCDE, Elsa Pilichowski, destacou que a pesquisa é uma demonstração representativa da confiança da população adulta dos países participantes nas instituições públicas, trabalho que tem sido realizado há mais de uma década pela entidade. “A pesquisa provou ser uma iniciativa bem-sucedida como levantamento global mais abrangente da complexa relação entre confiança e governança pública democrática”. Para a diretora, a percepção da confiança também é uma ferramenta para os países implementarem políticas públicas eficazes.

    Carolina Militão
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança Guia para qualificar atendimento de emergências no SUS

    Ministério da Saúde lança Guia para qualificar atendimento de emergências no SUS

    O Ministério da Saúde lançou, no dia 05/02, o Guia de Boas Práticas do Projeto Lean nas Emergências, durante qualificação nacional voltada à gestão e aos fluxos assistenciais nos serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro foi realizado entre os dias 3 e 6 de fevereiro e reuniu profissionais de hospitais públicos e filantrópicos de todas as regiões do país.

    A atividade integrou o Projeto Lean nas Emergências, iniciativa do Ministério da Saúde desenvolvida no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), em parceria com as Entidades de Saúde de Reconhecida Excelência (ESRE), como Hospital Alemão Oswaldo Cruz, HCor Hospital do Coração, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês e Beneficência Portuguesa de São Paulo. Na tradução livre, em português, Lean quer dizer enxuto. Trata-se de uma metodologia que visa melhorar a gestão de hospitais públicos e filantrópicos, racionalizando recursos e otimizando espaços e insumos. 

    Durante o evento, os participantes passaram por treinamento em Gestão de Alta Performance em Emergências (GAPE). A formação prepara profissionais indicados pelas gestões hospitalares para atuar como multiplicadores da metodologia Lean nos serviços de urgência e emergência.

    Para o coordenador-geral de Urgência do Ministério da Saúde, Felipe Reque, o lançamento do Guia marca um momento estratégico para a gestão pública da saúde. Segundo ele, o material consolida experiências aplicadas em hospitais de todo o país e oferece apoio prático aos gestores. De acordo com Reque, o projeto atua a partir da seleção de portas de urgência em hospitais do SUS, que recebem, ao longo de um ano, o apoio de equipes especializadas, com diagnóstico de demanda e capacidade do setor de emergência hospitalar baseado em indicadores assistenciais e tempos de espera. A partir desse diagnóstico, são desenvolvidas intervenções direcionadas para enfrentar os principais gargalos que impactam o atendimento nas emergências.

    Atuação conjunta fortalece resultados

    Gestores destacaram o caráter colaborativo da iniciativa. Para o gerente médico da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Rodrigo Almeida, a experiência reforça o papel da gestão como elemento central para qualificar o cuidado. “A aplicação da metodologia Lean nas emergências mostra que a gestão eficiente salva vidas, ao melhorar fluxos, aumentar a segurança e tornar o atendimento mais ágil e centrado no paciente”, avaliou.

    Na mesma linha, a gerente de projetos do Hospital Sírio-Libanês, Carina Pires, responsável pelo Projeto Lean nas Emergências na instituição, ressaltou a evolução da iniciativa. “O projeto começou a partir de uma demanda do Ministério da Saúde e ganhou escala com a atuação conjunta dos hospitais. Neste ciclo, são 137 portas de urgência beneficiadas e mais de 600 gestores capacitados”, afirmou.

    A vivência prática também foi enfatizada por participantes da qualificação. Para Graciele Sampaio, enfermeira da Santa Casa de São Lourenço do Sul (RS), o projeto promoveu mudanças concretas na rotina do serviço. “Houve uma mudança de cultura, com otimização de processos e redução do tempo de espera, o que impacta diretamente a qualidade do atendimento ao usuário do SUS”, relatou.

    Já Bruniele Vieira, enfermeira do município de Tianguá (CE), destacou a integração entre gestão e assistência proporcionada pela formação. “A qualificação mostrou que gestão de leitos e fluxo da emergência caminham juntos. Passamos a trabalhar com indicadores que fortalecem o planejamento e dão sustentabilidade às melhorias”, afirmou.

    Para a coordenadora-geral de Projetos da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (CGPROJ/SAES/MS), Amanda Cavalcati, a qualificação e o lançamento do Guia evidenciam o esforço do Ministério da Saúde em alinhar os projetos desenvolvidos no âmbito do PROADI-SUS às necessidades reais da saúde pública no Brasil. Segundo ela, a iniciativa reflete uma diretriz estratégica do Governo Federal de aproximar os objetivos dos projetos institucionais às demandas concretas do SUS. “A iniciativa expressa um movimento de transformação de paradigma, com mudanças nas práticas e nas culturas institucionais dentro dos serviços do SUS. Como consequência, observamos a redução do tempo de espera, do tempo de permanência e do tempo de acesso nas emergências beneficiadas pelo projeto, com resultados concretos já evidenciados”, afirmou.

    O Guia de Boas Práticas do Lean nas Emergências tem como objetivo apoiar a implementação da metodologia Lean e fortalecer a melhoria contínua nos serviços de urgência e emergência. O Projeto Lean nas Emergências integra o Ciclo 10 (2025–2026) e contribui para o fortalecimento da Política Nacional de Atenção às Urgências, ampliando a eficiência da gestão hospitalar, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado à população.

    PROADI-SUS

    Programa do Ministério da Saúde que viabiliza projetos estratégicos para o SUS por meio de parcerias com hospitais de excelência. É o mecanismo institucional e financeiro que sustenta iniciativas voltadas à gestão, à assistência e à inovação no sistema público de saúde.

    Projeto Lean nas Emergências

    Iniciativa nacional desenvolvida no âmbito do PROADI-SUS. O foco é reduzir a superlotação e o tempo de espera nas emergências de hospitais públicos e filantrópicos, por meio da aplicação da metodologia Lean na organização dos processos assistenciais.

    GAPE – Gestão de Alta Performance em Emergências

    Estratégia de qualificação do Projeto Lean nas Emergências. Forma multiplicadores, estimula a melhoria contínua e apoia os hospitais no uso de indicadores e práticas de gestão, garantindo a sustentabilidade dos resultados.

    Kathlen Amado
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde promove curso de formação para recuperar cobertura vacinal em municípios estratégicos

    Uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a Universidade de Brasília (UnB) resultou na promoção do curso Qualificação das Ações de Vacinação na Atenção Primária à Saúde e apoio para recuperação da cobertura e redução da hesitação vacinal. O seminário de acolhimento que deu início ao curso aconteceu nos dias 5 e 6 de fevereiro, em Brasília.

    A proposta da formação consiste na melhoria dos processos de trabalho, no enfrentamento da hesitação vacinal e na recuperação das coberturas vacinais, contribuindo diretamente para a proteção da população e o fortalecimento das políticas públicas de saúde. A ação foca na qualificação de gestores e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS).

    Para a coordenadora-geral de Atenção às Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Danielle Moreira, “são os profissionais da APS os grandes protagonistas na imunização, devido ao intenso contato com a população”. Para ela, o curso é mais uma ação para retomar o aumento da cobertura vacinal, mas com foco no fluxo de trabalho do profissional.

    De acordo com a coordenadora do curso, Denise Furlanetto, a formação tem algumas características de inovação na metodologia aplicada, que é baseada na gamificação (estratégias de recompensa ofertada de acordo com o alcance dos resultados dos municípios), e em planos de ação com tutores que irão em campo dar apoio aos municípios. “A expectativa é que esses municípios combatam a hesitação vacinal e promovam o aumento das coberturas”, disse.

    O curso contou com a participação de cerca de 100 profissionais da APS que trabalham com imunização, além de gestores, provenientes de 20 municípios de 11 estados brasileiros, incluindo as cinco regiões do Brasil. Para chegar aos territórios, o processo seletivo de escolha dos municípios levou em conta critérios epidemiológicos e dados de cobertura vacinal. Para cada território, a formação ofertou cinco vagas nas quatro categorias profissionais específicas: enfermeiro e técnico de enfermagem com atuação na sala de vacina, gestor da atenção primária à saúde e gestor da vigilância com atuação na imunização, tanto da esfera municipal quanto estadual.

    Na abertura do evento, também estavam presentes Maria Silvia Fruet, representante da Opas, e os professores da UnB Wallace Boaventura e Denise Furlanetto, coordenadores do projeto.

    Municípios contemplados

    Região Norte Região Nordeste Região Centro-Oeste Região Sudeste Região Sul
    • Soure/PA
    • Vigia/PA
    • Uiramutã/RR
    • Oiapoque/AP
    • Bom Jesus do Tocantins/PA
    • Jutaí/AM
    • Afonso Bezerra/RN
    • Presidente Sarney/MA
    • São João Batista/MA
    • Luís Domingues /MA
    • Araguanã/MA
    • Benedito Leite/MA
    • Barra do Corda /MA
    • Baliza/GO
    • Santa Tereza de Goiás/GO
    • Mário Campos/MG
    • Casimiro de Abreu/RJ
    • Cidreira/RS
    • Pedro Osório/RS
    • Rio Branco do Sul/PR

    O curso

    A formação tem apenas dois encontros presenciais, no início e no fim do curso. Ao todo são 180 horas que se estendem ao longo de quatro meses, havendo um encontro virtual na metade do percurso para exposição de experiências exitosas dos municípios. O conteúdo semanal é acompanhado por um tutor, que orienta a equipe na elaboração conjunta de um plano de ação que será colocado em prática na rotina de trabalho do município.

    A programação aborda temas específicos para gestores e para profissionais da APS e, conjuntamente, de estratégias combinadas para o aumento da cobertura. Ao final da formação, será analisado o resultado da aplicação do plano de ação, a partir dos dados de cobertura vacinal e a melhoria dos processos de trabalho. O município que tiver o melhor desempenho levará como prêmio para os cinco participantes e o tutor do município, uma visita técnica para conhecer a APS de outro sistema de saúde no exterior, permitindo a observação dos diferentes modelos, seus desafios e oportunidades.

    Cristina Carneiro, tutora do curso, que trabalha na Secretaria Municipal de Saúde de Miranda do Norte (MA), conta que esse projeto é importante porque faz um levantamento dos problemas locais dos municípios para avaliar as causas e buscar soluções para melhorar a vacinação na população e evitar o ressurgimento de doenças preveníveis.

    Essa iniciativa faz parte da estratégia Viva Mais Brasil, cuja meta “mais vacinação em todo o Brasil” considera a formação dos profissionais da saúde, além do financiamento com base nas boas práticas de vacinação. 

    Renata Osório
    Ministério da Saúde