Categoria: SAÚDE GOV

  • Primeira Unidade de Saúde Indígena no RN irá atender mais de 5,4 mil indígenas

    Primeira Unidade de Saúde Indígena no RN irá atender mais de 5,4 mil indígenas

    Depois de implantar a rede de atenção primária à saúde indígena no Rio Grande do Norte, em 2024, o Ministério da Saúde agora vai construir a primeira Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) no estado. A ordem de serviço foi assinada pelo secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, nesta segunda-feira (02/02), em João Câmara (RN). Com investimento de cerca de R$ 1 milhão do Governo Federal, a meta é beneficiar mais de 5,4 mil indígenas.

    É a primeira vez que uma estrutura de saúde indígena é implantada em territórios que não contam com um Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) — unidade gestora descentralizada do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Para viabilizar o atendimento, a Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS) estruturou o DSEI Potiguara (Paraíba), para a organização de equipes com o objetivo de atender indígenas de quatro etnias que vivem de forma tradicional na região: Tapuia Paiacu, Tapuia Tarairiú, Potiguara e Caboclos do Açu. A UBSI do tipo ll será construída na aldeia Amarelão, no município de João Câmara.

    Imagem ilustrativa - UBSI tipo II
    Imagem ilustrativa – UBSI tipo II

    A iniciativa consolida a presença do Rio Grande do Norte no mapa da saúde Imagem ilustrativa – UBSI tipo ll indígena do Brasil e garante, pela primeira vez, atendimento indígena em todos os estados do país.

    Segundo o secretário Weibe Tapeba, levar atendimento de saúde indígena a estados que não possuem DSEI representa não apenas uma decisão política, mas o compromisso institucional do Ministério da Saúde com povos historicamente negligenciados em gestões anteriores. “É a consolidação da luta desses povos pelo direito a uma atenção à saúde indígena integral e diferenciada. Trata-se de uma reparação histórica do Estado brasileiro com os povos indígenas e suas organizações. O Ministério da Saúde, por meio da Sesai, reafirma seu papel de assegurar a implementação dos serviços de saúde indígena em todo o território nacional”, destacou.

    O planejamento para atendimento dessas comunidades teve início em 2024, com o cadastramento das famílias em todas as aldeias da região. Em 2025, foram contratados profissionais de saúde exclusivos para atuação nessas comunidades. Para 2026, estão previstas mais ações voltadas à logística e à infraestrutura.

    Criação de DSEI

    A implantação de um DSEI no Rio Grande do Norte está sendo discutida no Grupo de Trabalho (GT) para Reestruturação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, instituído por portaria da Secretaria de Saúde Indígena em outubro de 2025.

    O GT realiza estudos diagnósticos para identificar territórios que demandam reestruturação dos DSEI, considerando aspectos territoriais, populacionais, epidemiológicos e socioculturais.

    Com base nesses estudos, serão definidos critérios técnicos, estratégicos e operacionais para a reestruturação dos distritos, levando em conta a população atendida, a extensão territorial, a infraestrutura disponível, os recursos humanos, a acessibilidade e a viabilidade administrativa e orçamentária.

    A criação de um novo DSEI exige a definição de delimitação territorial e etnocultural, a realização de estudos populacionais e epidemiológicos, a avaliação da infraestrutura existente e a análise de disponibilidade orçamentária e de recursos humanos.

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde investe R$ 1,5 milhão em estrutura para transporte fluvial no DSEI Vale do Javari

    O Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Vale do Javari vai receber uma plataforma flutuante para o embarque e desembarque seguros de pacientes, a atracação de barcos e lanchas da saúde indígena e o armazenamento de equipamentos e insumos destinados aos Polos Base, às Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e às aldeias da região.

    Ancorada às margens do rio Javari, no município de Atalaia do Norte (AM), a estrutura substituirá uma plataforma improvisada, atualmente em situação precária, que oferece riscos aos trabalhadores e aos próprios indígenas. O Ministério da Saúde empenhou cerca de R$ 1,5 milhão para a construção da obra, com previsão de conclusão até dezembro de 2026.

    Segundo o coordenador do DSEI Vale do Javari, Kora Kanamari, a nova estrutura representa um importante avanço para a infraestrutura do distrito. “O fortalecimento da infraestrutura física e da logística fluvial do DSEI Vale do Javari representa um avanço estratégico para a saúde indígena no território. Estamos falando de mais segurança no transporte de pessoas e bens, melhores condições para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços de saúde, além da preservação do patrimônio público, com maior controle, organização e uso responsável dos recursos”, afirmou.

    O diretor do Departamento de Projetos e Determinantes Ambientais da Saúde Indígena (Deamb), da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), Bruno Cantarella, destacou a atuação das políticas públicas de saúde voltadas às populações indígenas, respeitando as especificidades de cada território.

    “Quando falamos do trabalho do Ministério da Saúde, por meio da Sesai, falamos de um compromisso permanente com os povos indígenas em todos os territórios do país. A Secretaria atua de forma contínua nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, investindo em infraestruturas que respeitam os modos de vida e as realidades de cada povo, com o objetivo de garantir um cuidado em saúde mais digno e efetivo”, ressaltou.

    DSEI Vale do Javari

    O DSEI Vale do Javari está localizado no extremo norte do Amazonas, no município de Atalaia do Norte, na fronteira com o Peru. Sua área de atuação ultrapassa 8,5 milhões de hectares e atende cerca de 6.432 indígenas das etnias Marubo, Mayuruna/Matsés, Kanamari, Kulina, Korubo, Matis, Tsohom Djapa e Ticuna, distribuídos em 74 aldeias.

    O distrito conta com oito Polos Base, 24 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e uma Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai). Situado na região com a maior concentração de povos indígenas isolados e de recente contato do mundo, o DSEI VAJ dispõe de uma força de trabalho de 369 profissionais da atenção básica à saúde, que se deslocam exclusivamente por via fluvial ou aérea. Em 2023, o investimento total no distrito superou R$ 47,5 milhões.

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde realiza ação de incentivo à doação de sangue na Supercopa do Brasil 2026, em Brasília

    A Supercopa do Brasil 2026, realizada no domingo (1), entre Flamengo e Corinthians, foi além da disputa esportiva. O jogo, que aconteceu na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília (DF), contou com uma ação nacional de incentivo à doação voluntária e regular de sangue, promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da ação, que marca os 25 anos da Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados.

    Antes do apito inicial e durante o intervalo da partida, mensagens foram exibidas nos telões do estádio, convidando torcedores de todo o país a refletirem sobre a importância da doação de sangue para salvar vidas. No pré-jogo, o público acompanhou a mensagem: “Seja sangue corintiano ou rubro-negro, o sangue do brasileiro é um só. Doe sangue”. Já no intervalo, foi exibida a frase: “Ainda não dá para saber quem vai ganhar, mas o Brasil inteiro ganha quando você doa sangue”.

    Além das mensagens de conscientização, a ação contou com um gesto de forte impacto simbólico e humano. O torcedor mirim do Corinthians, Kauan Alves dos Santos, atendido pelo SUS no hemocentro de Brasília, participou da recepção dos jogadores na chegada ao estádio. A criança, de apenas dois anos de idade, iniciou há poucas semanas o tratamento com Emicizumabe e, neste momento, realiza dose semanal do medicamento.

    O Emicizumabe é utilizado no tratamento da hemofilia e teve seu uso ampliado no final de 2025 para crianças de 0 a 6 anos com hemofilia. Considerado mais efetivo e de aplicação mais simples, por via subcutânea, o medicamento favorece a adesão ao tratamento e contribui para a redução de eventos hemorrágicos. A presença da criança no evento aproximou o público da realidade de pacientes que dependem diretamente da doação de sangue e do fortalecimento contínuo do SUS.

    Doação de sangue no Brasil

    Os dados mais recentes reforçam a relevância da mobilização. Em 2024, o Brasil registrou 3,31 milhões de coletas de sangue. No Distrito Federal, foram 55,5 mil coletas. Já em 2025, considerando o período de janeiro a outubro, os números preliminares indicam 2,71 milhões de coletas no país, sendo 50,5 mil no DF, evidenciando a importância de ações permanentes de estímulo à doação.

    Para o diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET/SAES), Arthur Mello, a mobilização em eventos de grande alcance contribui para ampliar a conscientização da população.

    “A doação de sangue é um gesto simples, mas essencial para garantir o cuidado de milhares de pessoas em todo o país. Levar essa mensagem a um evento de grande alcance nacional é uma forma de sensibilizar a população e reforçar a importância da solidariedade para a sustentabilidade do SUS”, afirmou.

    Com a iniciativa, o Ministério da Saúde ampliou a divulgação sobre a importância da doação voluntária e regular de sangue, aproveitando a visibilidade de um dos principais eventos do calendário esportivo nacional. A ação contribuiu para sensibilizar a população sobre um gesto que salva vidas e é fundamental para a manutenção dos estoques de sangue e para a continuidade do cuidado ofertado pelo SUS, especialmente em períodos de maior demanda.

    Patrícia Coelho
    Ministério da Saúde

  • Dia D contra a febre amarela acontece neste sábado (31), em Goiânia

    Dia D contra a febre amarela acontece neste sábado (31), em Goiânia

    O Ministério da Saúde, em parceria com o governo de Goiás e 29 municípios do estado, realiza neste sábado (31) o Dia D de vacinação contra a febre amarela. Embora não haja registro recente de casos da doença em humanos em Goiás, o estado confirmou 38 casos em primatas não humanos. Esses animais não transmitem a febre amarela, mas indicam que há circulação do vírus, que é transmitido às pessoas pela picada de mosquitos infectados. 

    A vacinação é indicada para pessoas de 9 meses a 59 anos de idade e é a principal forma de prevenção contra a doença. Desde 2025, mais de 26 milhões de doses da vacina contra a febre amarela foram distribuídas em todo o país, sendo mais de 612 mil destinadas a Goiás. A vacina é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

    No Brasil, entre julho de 2024 e junho de 2025, foram confirmados 123 casos de febre amarela em humanos, com 49 óbitos, além de 100 casos em primatas não humanos. A doença é transmitida pela picada de mosquitos infectados, e os macacos são vítimas da infecção, não responsáveis pela transmissão. 

    Além da vacina contra a febre amarela, a população pode aproveitar o Dia D para atualizar a caderneta vacinal com outros imunizantes disponibilizados pelo SUS. Para reforçar a estratégia de mobilização, o Governo Federal vai enviar mensagens pela Caixa Postal GOV.BR e WhatsApp para moradores dos municípios que participam da ação, incluindo a capital, Goiânia. 

    Avanços da vacinação em todo o país 

    O Brasil vem apresentando avanços consistentes na cobertura vacinal. Em 2025, dados preliminares indicam que a cobertura contra a febre amarela alcançou 74%, um aumento significativo em relação a 2022, quando o índice era de 60%. Goiás acompanha essa tendência de crescimento e também registra cobertura de 74,1%, conforme dados preliminares. 

    São Paulo (SP) também recebeu, no dia 23 de janeiro, o Dia D de vacinação contra a febre amarelaA mobilização teve como foco pessoas não vacinadas e aquelas que receberam dose fracionada em 2018. 

    Durante a ação, foram aplicadas cerca de 27 mil doses da vacina contra a febre amarela. A mobilização também reforçou a imunização contra o sarampo, com a aplicação de 11,6 mil doses em um único dia. 

    João Vitor Moura
    Ministério da Saúde

  • Carretas de saúde do Agora Tem Especialistas já levaram atendimento especializado para 100 municípios de todo o Brasil

    Em pouco mais de três meses, as carretas do Agora Tem Especialistas levaram atendimento especializado em saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem a 100 municípios de todos os estados. A iniciativa amplia a assistência no SUS, reduz o tempo de espera e já zerou filas por serviços especializados em pelo menos 15 cidades, incluindo diagnósticos de câncer de mama, exames ginecológicos, cirurgias de catarata e exames de imagem. 

    Em Mauá (SP), onde celebrou o marco de 100 cidades a receberem as carretas do governo federalo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou mais uma rodada de deslocamento. A partir desta sexta-feira (30), o município paulista e outras 31 cidades de 20 estados começam os atendimentos nas carretas do governo federal com pacientes agendados e encaminhados pelos gestores de saúde locais. 

    “O Agora Tem Especialistas nasceu para levar atendimento especializado para onde antes faltava, para encurtar distâncias, reduzir filas e garantir que a assistência chegue mais perto do povo. Já fizemos isso em 100 municípios por onde as carretas de saúde passaram, garantindo mais saúde, mais diagnósticos, mais tratamento. Hoje, ela chega aqui em Mauá e em outras cidades do Brasil, porque o nosso objetivo é continuar ampliando o acesso ao SUS onde ele é mais necessário”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.  

    Hoje, na cidade paulista, o ministro lançou o início dos atendimentos na carreta de exames de imagem que vai beneficiar não apenas os mauaenses, mas, também, as pessoas que vivem nos municípios do entorno: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Na unidade móvel do governo federal, os pacientes encaminhados pelos gestores de saúde locais poderão ser submetidos a tomografias e ultrassonografias, essenciais para a descoberta precoce de doenças e para definição de condutas médicas. 

    Com as novas carretas que hoje entram em operação, já são 47 unidades móveis cuidando dos brasileiros que vivem em locais de difícil acesso, com alta demanda por assistência especializada e cidades-polo. Elas contam com equipe multiprofissional e estão totalmente estruturadas com insumos e equipamentos. 

    Filas zeradas e novos destinos

    Até o final do ano, 150 carretas do Agora Tem Especialistas devem reforçar ainda mais o atendimento para a rede pública, reduzindo o tempo de espera e zerando filascomo aconteceu no período em que estiveram em Brasiléia (AC), Santana do Ipanema (AL), Tauá (CE), Crato (CE), Ceilândia (DF), Cariacica (ES), Taiobeiras (MG), Princesa Isabel (PB), Garanhuns (PE), Paracambi (RJ), Urucânia (MG), Parnamirim (RN), Ariquemes (RO), Canoinhas (SC) e Ribeirão Preto (SP). Nesse município paulista, o programa devolveu a visão para mais de 1 mil pessoas que fizeram cirurgia de catarata. 

    Nesta nova rodada de deslocamento, as unidades móveis do governo federal chegam a estes municípios: Tarauacá (AC), Guarapari (ES), Tartarugalzinho (AP), Ribeira do Pombal (BA), Barreiras (BA), Acopiara (CE), Quixadá (CE), Porangatu (GO), Caxias (MA), Coxim (MS), Acará (PA), Mamanguape (PB), Sapé (PB), Telêmaco Borba (PR), Sepetiba (RJ), Cacoal (RO), Itabaiana (SE), Guaraí (TO), Mazagão (AP), Cruz das Almas (BA), Mauriti (CE), Inhumas (GO), Camanducaia (MG), Cajazeiras (PB), Mafra (SC), Mauá (SP), Serra Talhada (PE), Santa Cruz (RN), Salinas (MG), Eunápolis (BA)Várzea Grande (MT) e Porto Velho (RO). 

    Todas as unidades móveis ofertam consultas especializadas. Além disso, as de saúde da mulher realizam mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginal e até biópsias para diagnosticar precocemente câncer de mama e de colo de úteroas oftalmológicas, avaliações de bebês, crianças e adultos, ultrassons e cirurgias de catarata. Já as de exames de imagem contribuem para o diagnóstico precoce de doenças e decisões de condutas médicas, a partir da oferta de tomografias e ultrassonografias. 

    Mais UPAS, policlínicas e maternidades

    Também em Mauá (SP), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou três portarias que autorizam o repasse de mais de R$ 13 milhões para auxiliar na construção de três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no município. Os recursos possibilitarão à população mauaense uma estrutura moderna, acolhedora e eficaz para o atendimento em saúde. Os valores serão repassados ao Fundo Municipal de Saúde, responsável pela gestão dos recursos e pela prestação de contas ao Ministério da Saúde sobre o andamento das obras. 

    EGuarulhos (SP), o ministro anunciou outra medida do Agora Tem Especialistas: a construção de uma policlínica no município com recursos do Novo PAC, garantidos pela pastaSão R$ 30 milhões de investimento federal na unidadeR$ 17 milhões para as obras e R$ 13 milhões para a aquisição de equipamentos. 

    O Ministério da Saúde, junto com o governo federal, está fazendo o maior investimento da história em infraestrutura do SUS: são R$ 31,5 bilhões pelo Novo PAC para construir unidades, ampliar a oferta especializada, equipar serviços e garantir mais atendimentos. O impacto dessa policlínica aqui, de Guarulhos, vai ser enorme, porque, ao atender as regiões do entorno, mais de um milhão de pessoas serão beneficiadas”, destacou Padilha nesta sexta-feira (30), durante a cerimônia que autorizou o início das obras. 

    A nova policlínica viabilizará a ampliação da oferta de serviços em especialidades médicas, o fortalecimento da continuidade do cuidado em todas as faixas etárias, além de contribuir para reduzir complicações de doenças crônicas, diminuir hospitalizações e a fila de espera por consultas e exames especializados no município e região. 

    Com recursos do Novo PAC Saúde, além de Guarulhos, hoje outras obras também tiveram autorização para começarem: uma policlínica em Nova Iguaçu (RJ) e uma maternidade em Águas Lindas de Goiás (GO). Na quarta-feira (28), o mesmo aconteceu em Japeri (RJ), que ganhará uma maternidade; e na segunda-feira (2), será em Várzea Grande (MT)Para a construção dessas três maternidades e duas policlínicas, o investimento total chega a R$ 369 milhões do Novo PAC Saúde. 

    Outras assinaturas para construção de novos estabelecimentos de saúde estão previstas para a próxima semana. 

    Carla Guimarães 
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança Guia de Recomendações Para o Uso de Fluoretos no Brasil

    Ministério da Saúde lança Guia de Recomendações Para o Uso de Fluoretos no Brasil

    Na quarta-feira (28), começou a 43ª edição do Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (Ciosp), o maior encontro de odontologia da América Latina, que reúne cerca de 100 mil participantes neste ano. Já no segundo dia, o Ministério da Saúde (MS) lançou o Guia de Recomendações Para o Uso de Fluoretos no Brasil, que traz atualizações importantes para a prevenção da cárie dental, auxiliando profissionais de saúde na promoção da qualidade de vida dos usuários. 

    De acordo com o coordenador-geral de Saúde Bucal do MS, Edson Lucena, que está presente no evento, o documento traz um novo capítulo sobre a inclusão da substância diamino fluoreto de prata (DFP) como forma de tratamento para a paralisação das lesões de cárie, uma alternativa simples, não invasiva e de baixo custo, sobretudo em contextos em que o acesso ao tratamento é mais limitado. Para ele, “o guia reafirma o compromisso do Brasil Sorridente com a prevenção, com a ciência e com a saúde bucal como política pública no Sistema Único de Saúde (SUS)”. 

    Outro ponto de destaque do guia é a adoção do sistema Graduação da Qualidade da Evidência e Força de Recomendação (Grade), método que avalia a força de recomendação de um artigo acadêmico a partir da análise da evidência científica. Além disso, a nova edição trouxe ainda mais informações sistematizadas de combate aos mitos difundidos na sociedade de que o flúor faria mal para a saúde das crianças. 

    Para o pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Jaime A. Cury, que contribuiu com a publicação, “o guia ajuda a mostrar que a água fluoretada é segura ao colocar o tema em perspectiva. O documento explica que a dose usada na água é baixa, controlada e suficiente para proteger os dentes contra a cárie. Assim, o guia desmonta o alarmismo das fake news e mostra que o problema não é o flúor, mas a desinformação”, afirmou. 

    Outras atividades promovidas pelo Ministério da Saúde

    Pela primeira vez, está disponível para visitação, no estande do Ministério da Saúde no Ciosp, uma Unidade Odontológica Móvel (UOM). O veículo é uma extensão da atenção à saúde bucal, capaz de chegar a lugares onde o acesso ao atendimento odontológico é limitado ou inexistente. Estudantes, profissionais de saúde e gestores podem ver de perto como funciona um consultório itinerante estruturado para atendimentos realizados pelas equipes de Saúde Bucal e de Consultório na Rua

    Ainda dentro da programação, acontecem aulas práticas nos quatros dias do evento — que termina no sábado (31), dando oportunidade para os profissionais de saúde bucal conhecerem a técnica de Odontologia de Mínima Intervenção, cujo objetivo é ofertar o cuidado, garantindo o máximo da estrutura sadia do dente. Outra proposta é aprender o funcionamento do aplicativo TeleEstomatologia, que permite uma comunicação direta com um profissional especializado, durante o atendimento, para obter uma análise e possível diagnóstico de lesões de boca, a partir de foto e descrição. 

    Além disso, o painel Vigilância em Saúde Bucal – Fluoretação, apresentado pela equipe técnica do Ministério da Saúde, contém indicadores e séries históricas sobre a fluoretação de águas em municípios brasileiros. Há dados sobre a população com acesso à água fluoretada e adequação da faixa recomendada de fluoretos nos municípios. 

    Formatec SUS

    Neste ano acontecerá a primeira formação técnica em saúde bucal promovida pelo Ministério da Saúde desde a implementação das diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal. Estão previstas cerca de 1,6 mil vagas para a formação de técnicos em saúde bucal pelo programa Formatec SUS. As aulas serão nas escolas técnicas do SUS, em universidades públicas federais e em Institutos Federais. O programa é coordenado pela Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (SGTES), com apoio da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) da pasta. 

    Brasil Sorridente hoje

    Institucionalizado como Política Nacional de Saúde Bucal em 2023, o Brasil Sorridente vem recebendo investimentos e ampliando a capilaridade pela Rede de Atenção à Saúde no País. Atualmente 80% das Unidades Básicas de Saúde (UBS) realizam atendimentos em saúde bucal, com atividades de cunho educativo e de prevenção, escovação supervisionada e aplicação de flúor. Com o incentivo do Novo PAC, foram entregues 449 UOM até o começo deste ano, e em abril mais 350 unidades serão disponibilizadas, prestando serviço à população mais vulnerável. Hoje, há 36 mil equipes de Saúde Bucal atuantes em todo o País, e os recursos previstos para este ano estão estimados em R$ 4,47 bilhões. 

    Renata Osório
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde certifica os primeiros hospitais de ensino no SUS desde 2021

    Ministério da Saúde certifica os primeiros hospitais de ensino no SUS desde 2021

    O Ministério da Saúde assinou, nesta quarta-feira (27), a certificação de 6 hospitais de ensino, o que não ocorria desde 2021. Um dos principais objetivos é garantir a qualidade da formação de especialistas e melhorar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) de forma integrada à oferta de serviços de média e alta complexidade por meio do Agora Tem Especialistas (ATE).

    A assinatura ocorreu no Hospital Sofia Feldman de Belo Horizontem, um dos estabelecimentos certificados. Na oportunidade, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, assinou documento reconhecendo a certificação das seis unidades: Hospital das Clínicas de Bauru (SP), Hospital Universitário de Vassouras (RJ), Hospital Sofia Feldman (MG), Complexo Hospitalar Mater Dei (MG), Hospital Municipal Ronaldo Gazolla (RJ), e Hospital Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG).

    São as primeiras unidades reconhecidas a partir da nova regulação estabelecidas pelos Ministérios da Saúde e da Educação por meio de portaria conjunta. A atual gestão atualizou os procedimentos para uma avaliação mais qualificada das unidades como hospitais que integram ensino e serviço junto ao SUS e garantir práticas alinhadas às necessidades da população.

    “O aumento do número de hospitais certificados contribui diretamente para a qualificação da formação em saúde e para o fortalecimento do SUS. Nessas instituições, estudantes e residentes podem aprender em ambientes reais de cuidado, com supervisão e integração às equipes multiprofissionais, o que eleva a qualidade da formação profissional”, destacou Proenço.

    Atualmente, o Brasil conta com 204 hospitais de ensino. São 101 na região Sudeste, 43 na região Sul, 36 na região Nordeste, 10 na região Norte e 14 na região Centro-Oeste. Destes, cinco hospitais estão entre os 300 melhores do mundo, segundo ranking da revista americana Newsweek.

    Níveis 1 e 2

    Os seis estabelecimentos de saúde receberam a Certificação Nível 1, que reconhece a compatibilidade institucional dos hospitais enquanto integração ensino-serviço e ambiente de prática e aprendizagem, a partir da análise de documentação enviada à Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Essa é a primeira etapa necessária para a solicitação da Certificação de Nível 2.

    Para o reconhecimento pleno de Hospital de Ensino, os estabelecimentos devem obter a Certificação Nível 2. As unidades devem fazer a solicitação formal no prazo de até 180 dias após a publicação do ato que concede a Certificação Nível 1. Essa certificação será emitida após avaliação presencial dos ministérios da Saúde e da Educação.

    Saiba mais

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde autoriza construção de nova maternidade em Japeri, no Rio de Janeiro

    Ministério da Saúde autoriza construção de nova maternidade em Japeri, no Rio de Janeiro

    Nesta quarta-feira (28), o município de Japeri, no Rio de Janeiro, realiza evento de assinatura de Ordem de Serviço (OS) do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A ocasião marcou a autorização para o início das obras de uma maternidade porte 1. Ao todo, será feito um investimento de R$ 103 milhões. 

    Estamos garantindo serviços mais ágeis para toda a população. Além disso, investimentos em maternidades reduzem os indicadores de mortalidade infantil e materna, melhoram a saúde de gestantes, mães e puérperas e beneficiam a região como um todo”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Em média, novas maternidades construídas pelo Novo PAC podem realizar mais de 16 mil procedimentos por ano. O Novo PAC já investiu R$ 6,2 bilhões em 422 propostas de saúde no estado do Rio de Janeiro. 

    A parceria entre o Ministério da Saúde, municípios e estados é mais uma iniciativa do programa Agora Tem Especialistas, que tem como objetivo ampliar o acesso da população a exames e cuidado especializado, reduzindo o tempo de espera por atendimento, fortalecendo também as redes de atenção materna e infantil locais. 

    24h por dia 

    A maternidade de Japeri funcionará 24h por dia, incluindo internação hospitalar, atendimento ambulatorial e serviços de urgência e emergência obstétrica e ginecológica. Além disso, a unidade atenderá os municípios de Paracambi, Miguel Pereira, Seropédica, Nova Iguaçu e Queimados, além de outros municípios da região metropolitana de I de Saúde, como Belford Roxo, Duque de Caxias e Itaguaí. 

    O projeto referencial das maternidades possui como diferenciais a recepção que garante espera confortável e com privacidade, salas lilás, suítes para pré-parto, parto e pós-parto, onde os períodos clínicos do parto podem ser assistidos com privacidade no mesmo ambiente, centros de parto normal intra-hospitalares com banheira, espaços adequados para garantir que o atendimento imediato ao recém-nascido seja realizado no mesmo ambiente do parto, sem interferir na interação mãe e filho e a implementação do acolhimento com classificação de risco (ACCR).  

    Novo PAC 

    O Ministério da Saúde está investindo R$ 31,5 bilhões por meio do Novo PAC em obras, equipamentos e veículos para expandir a assistência à população pelo SUS. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura do sistema público na saúde, que já investiu em 2.600 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 330 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 101 policlínicas, 4.800 ambulâncias do SAMU e 800 Unidades Odontológicas Móveis (UOM) pelo país.  

    Ministério da Saúde 

  • Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo reforça o papel do SUS na proteção à saúde dos trabalhadores

    Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo reforça o papel do SUS na proteção à saúde dos trabalhadores

    O Ministério da Saúde (MS) reforça seu compromisso com a proteção da vida, da dignidade e da saúde das pessoas em situação de exploração laboral neste 28 de janeiro – Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A Pasta participa ativamente da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e reconhece o enfrentamento a essa violação de direitos humanos como uma responsabilidade intersetorial, que envolve o Sistema Único de Saúde (SUS). Em alusão à data, este ano diversos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) estão realizando atividades voltadas ao tema.

    A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT), instituída pela Portaria nº 1.823 de 2012, prioriza o atendimento a grupos em situação de maior vulnerabilidade e reconhece o papel do setor saúde no enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo. A atuação do SUS é fundamental tanto na atenção integral às vítimas quanto na produção de informações que subsidiem políticas públicas de prevenção e erradicação desse crime contra a dignidade humana.

    No Brasil, o trabalho escravo é tipificado no artigo 149 do Código Penal como crime de “redução à condição análoga à de escravo”. Submeter alguém a trabalhos forçados, a jornadas exaustivas, a condições degradantes ou restringir, por qualquer meio, a locomoção do trabalhador em razão de dívida contraída com o empregado ou preposto são condutas que caracterizam essa violação de direitos.

    Como parte das ações de fortalecimento do debate, em abril de 2025, a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS) realizou o “Encontro Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora no Combate ao trabalho escravo – Conferência Livre”. O evento foi idealizado pela Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador (CGSAT) com a participação de pessoas que vivenciaram essa forma extrema de exploração. Segundo o coordenador da CGSAT, Luís Leão, “o espaço contribuiu para dar visibilidade às experiências das vítimas e para qualificar a formulação de estratégias voltadas à garantia de direitos e à promoção da saúde”.

    O Ministério da Saúde também destaca que a notificação de casos de trabalho escravo é responsabilidade dos profissionais de saúde, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). “A notificação é uma ferramenta essencial para a vigilância em saúde, permitindo a identificação dos casos, o acompanhamento das vítimas e o fortalecimento das ações de enfrentamento ao trabalho escravo no país”, complementa Leão.

    Em evento realizado nesta terça-feira (28), membros da Conatrae aprovaram o 3º Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, com voto favorável do Ministério da Saúde – representado pelo coordenador da CGSAT. Trata-se de uma construção interinstitucional e interministerial com participação de organizações da sociedade civil.

    A Comissão tem como objetivo coordenar e avaliar a implementação das ações previstas no Plano, além de acompanhar a tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional e avaliar a proposição de estudos e pesquisas sobre o trabalho escravo no País.

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde

  • Diabetes cresce 135% no Brasil em 18 anos, hipertensão e obesidade também avançam. Saúde lança Viva Mais Brasil com R$ 340 mi para a promoção da saúde

    Diabetes cresce 135% no Brasil em 18 anos, hipertensão e obesidade também avançam. Saúde lança Viva Mais Brasil com R$ 340 mi para a promoção da saúde

    O número de adultos brasileiros com diabetes aumentou 135% entre 2006 e 2024, passando de 5,5% para 12,9%. No mesmo período, também houve crescimento significativo em outras condições: hipertensão, 31%; obesidade, 118%; e excesso de peso, 47%. Os dados constam no Vigitel 2025, pesquisa que apresenta um retrato da população brasileira sobre fatores de proteção e de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como hábitos alimentares e prática de atividades físicas.

    Em resposta a esse cenário, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta quarta-feira (28), no Rio de Janeiro, a estratégia Viva Mais Brasil, uma mobilização nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. Serão investidos R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026, previstos em portaria assinada hoje.

    “Com essas mudanças, virá recurso do presidente Lula para ampliar o investimento e contratar profissionais para atuarem nas academias da saúde. A implantação de espaços com equipamentos e profissionais orientando, vinculados às unidades básicas de saúde, levou à redução do uso de medicamentos, inclusive ansiolíticos e antidepressivos”, reforçou Padilha. Segundo o ministro, o convívio social aliado à atividade física faz bem e promove saúde.

    Outro avanço é o aumento do custeio dos serviços do programa, que pode chegar a R$ 10 mil, dependendo da modalidade, carga horária e número de profissionais. Atualmente, o Brasil conta com 1.775 Academias da Saúde, e a expectativa é credenciar mais 300 novos serviços até o final do ano.

    A nova estratégia articula e fortalece políticas já existentes do SUS, com ações voltadas à alimentação adequada e saudável, à prática de atividade física, ao cuidado integral e ao acesso à informação de qualidade. A iniciativa busca incentivar e apoiar a população brasileira na adoção de modos de vida saudáveis, com ações nas unidades do SUS e no setor privado, ampliando o alcance das políticas de promoção da saúde.

    O Viva Mais Brasil conta com 10 compromissos para viver mais e melhor: mais movimento e vida ativa; mais alimentação saudável; menos tabaco e álcool; mais saúde nas escolas; menos doenças crônicas; mais vacinação em todo o Brasil; mais protagonismo e autonomia; mais saúde digital; mais cultura da paz e menos violências; e mais práticas integrativas e complementares.

    “Esta é uma ação que faz com que o Ministério da Saúde seja, de fato, da saúde e não da doença. Uma boa saúde começa com a prevenção e com a promoção. Queremos reforçar e criar com o Viva Mais Brasil um verdadeiro movimento que junta as pessoas, as mais de 100 mil equipes da atenção primária espalhadas pelo país, que junta outras áreas do governo para maior qualidade de vida”, reiterou o ministro Alexandre Padilha.

    Com parcerias estratégicas e ampla articulação interinstitucional, o Viva Mais Brasil vai apoiar iniciativas locais para ganhar escala, garantir continuidade e efetividade, valorizando comunidades, profissionais de saúde e políticas públicas que fazem a diferença nos territórios.

    Foto: Walterson Rosa/MS
    Foto: Walterson Rosa/MS

    Hábitos e qualidade de vida no Brasil

    Além do crescimento de diabetes, hipertensão, obesidade e excesso de peso entre a população adulta brasileira, os dados nacionais do Vigitel apontam mudanças nos padrões de atividade física. A prática de atividade física no deslocamento caiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, enquanto a proporção de adultos que realizam atividade física moderada no tempo livre aumentou para 42,3%. O consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu estável, em torno de 31% da população.

    Pela primeira vez, o Vigitel apresenta dados nacionais sobre sono: 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, e 31,7% apresentam sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres. Esses indicadores reforçam a importância de políticas integradas de promoção da saúde, como a estratégia Viva Mais Brasil.

    Indicadores de qualidade para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde

    O fortalecimento da atenção primária à saúde (APS) é estratégico para as ações do Viva Mais Brasil. O Ministério da Saúde estabeleceu, em 2025, 15 indicadores de qualidade para aprimorar o acompanhamento da Atenção Primária à Saúde, com foco na assistência de crianças, gestantes, idosos e no acompanhamento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

    Com isso, os municípios poderão aumentar em até 30% os repasses recebidos do Ministério da Saúde para fortalecer as ações de prevenção e promoção da saúde. O investimento voltado ao enfrentamento da hipertensão e diabetes, duas das principais causas de adoecimento e morte no Brasil, deve chegar a R$ 1,5 bilhão em 2026.

    Além do aprimoramento da gestão, por meio da coleta de informações sobre como está sendo feito o acompanhamento da saúde na ponta, a iniciativa induz boas práticas e a melhoria do atendimento à população.

    A porta de entrada do SUS também está sendo fortalecida por meio das entregas do Novo PAC Saúde, que incluem a construção de 2,6 mil novas UBS, a entrega de 800 Unidades Odontológicas Móveis (UOM), 10 mil combos de equipamentos para UBS e 7 mil kits de telessaúde.

    Foto: Walterson Rosa/MS
    Foto: Walteson Rosa/MS

    Nova maternidade em Japeri (RJ)

    Encerrando a programação no Rio de Janeiro, o ministro Padilha assinou a Ordem de Serviço para a construção da nova maternidade de porte 1 no município de Japeri. A ação faz parte do programa Agora Tem Especialistas, no âmbito do Novo PAC Saúde. Com investimento de R$ 103 milhões, a unidade funcionará 24 horas, fortalecendo a qualidade do atendimento do SUS para mães, puérperas e crianças da região.

    Janaína Oliveira
    Ministério da Saúde