Categoria: SAÚDE GOV

  • Campanha de carnaval do Ministério da Saúde reforça uso de camisinha na prevenção de doenças. Adesão ao preservativo está em queda

    No carnaval de 2026, o Ministério da Saúde reforça a importância do uso de preservativos e outros métodos de prevenção durante todo o ano. Com o mote “Carnaval com prevenção. Antes, durante e depois da folia, é o Governo do Brasil do seu lado”, a campanha é protagonizada pela cantora Gaby Amarantos, chamando a atenção, especialmente, de jovens e jovens adultos. 

    Foram distribuídos 138 milhões de preservativos, nos últimos três meses, aos estados para reforçar o estoque durante o carnaval, incluindo as duas novas versões que entraram no SUS em 2025: texturizada (TEX) e ultrafina (SENSI). A novidade busca aumentar a adesão ao uso de preservativos, método efetivo na prevenção contra o HIV, hepatites virais, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de evitar gestações não planejadas. 

    Esse é o primeiro carnaval com a oferta dos novos modelos de camisinha. “Isso aqui é muito importante: 60% da população não usa preservativos nas relações sexuais. Tudo o que a gente puder colocar disponível no SUS para incentivar as pessoas a usarem, nós faremos, porque previne doenças e protege a nossa população”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    A campanha também reforça toda a oferta de proteção às doenças sexualmente transmissíveis no SUS e que a prevenção pode ocorrer de forma combinada: além do uso de preservativos, por meio da vacinação contra hepatites, da testagem rápida, do uso da Prep – Profilaxia Pré-Exposição e da PEP – Profilaxia Pós-Exposição, entre outras. 

    Do total de preservativos distribuído para reforçar os estoques e atender a demanda do carnaval, cerca de 132 milhões são externos, texturizados e ultrafinos, e 3,8 milhões são preservativos internos de látex ou nitrílica. 

    Brasil segue tendência mundial de queda no uso de preservativos 

    A diversificação da oferta visa estimular o uso contínuo e correto do preservativo, tornando-o mais atraente e atendendo às diferentes preferências da população. Essa ação responde a desafios identificados nos últimos anos: a queda no uso de preservativos, sobretudo entre jovens. 

    A última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019 pelo IBGE com pessoas com 18 anos ou mais de idade, mostrou que nos 12 meses anteriores à data da entrevista, 22,8% relataram usar preservativo em todas as relações sexuais. Outras 17,1% afirmaram usar às vezes e 59% dos entrevistados, nenhuma vez. 

    A queda segue tendência mundial. Em 2024, a Organização Mundial de Saúde divulgou relatório realizado em diversos países europeu, apontou a redução do uso de preservativos no público jovem. 

    No SUS tem prevenção combinada 

    A campanha reforça que a prevenção deve acontecer de forma integrada e permanente, organizada em três momentos fundamentais: Antes da folia, o foco está na preparação, com o uso da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que prepara o organismo para enfrentar possível contato com o HIV; a vacinação contra hepatite A, hepatite B e HPV, além da testagem para HIV, sífilis, hepatites B e C e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Durante o Carnaval, a campanha incentiva o uso dos preservativos externos SENSI e TEX, preservativos internos e gel lubrificante. Depois da folia, o cuidado segue com a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que pode ser utilizada em até 72 horas após uma situação de risco, além da realização de autoteste de HIV. 

    “As Unidades Básicas de Saúde estão abastecidas com preservativos internos e externos, testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites virais e autoteste de HIV, vacinas e profilaxias pré e pós exposição. Essas opções, quando combinadas, protegem ainda mais você e a festa fica mais segura”, informou Padilha. 

    Identidade cultural  

    A campanha “Carnaval com prevenção. Antes, durante e depois da folia, é o Governo do Brasil do seu lado” é protagonizada pela cantora Gaby Amarantos, com objetivo de fortalecer identidade cultural do Carnaval brasileiro. Símbolo de alegria, diversidade e representatividade, a artista dá voz à mensagem de prevenção e amplia o alcance da ação em todo o país, ajudando a romper barreiras regionais e a transformar a prevenção combinada em um movimento vibrante e acessível. 

    Brasil elimina transmissão vertical do HIV e alcança menor taxa de mortalidade 

    Brasil apresentou queda de 13% no número de óbitos por aids entre 2023 e 2024, registrando 9,1 mil mortes no último ano. Pela primeira vez em três décadas, o número ficou abaixo de dez mil óbitos. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde em dezembro de 2025 e refletem os avanços em prevenção, diagnóstico e terapias capazes de tornar o vírus indetectável e intransmissível. Essa combinação também levou à eliminação da transmissão vertical da doença, quando ocorre da mãe para o bebê. 

    A eliminação da transmissão vertical como problema de saúde pública ocorreu devido à taxa abaixo de 2%. A incidência da infecção em crianças ficou abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos. O Brasil também atingiu mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes que vivem com o vírus. Isso significa que o país interrompeu, de forma sustentada, a infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação, atingindo integralmente as metas internacionais. Os resultados estão em linha com os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

    Cuide-se 

    Para curtir o Carnaval de forma tranquila, lembre-se dessas dicas: 

    • Beba água para se hidratar 
    • Use protetor solar 
    • Se for viajar para área de mata, vacine-se contra Febre Amarela 
    • Previna-se contra HIV, hepatites B e C, sífilis e outras ISTs 
    • Se precisar, procure uma Unidade de Saúde.  

    Acesse a campanha Prevenção às ISTs – Carnaval

    Ministério da Saúde

  • Mutirão leva cirurgias oftalmológicas a indígenas do Médio Rio Solimões

    Mutirão leva cirurgias oftalmológicas a indígenas do Médio Rio Solimões

    Indígenas da região do Médio Rio Solimões, no Amazonas, começam a recuperar a visão e a qualidade de vida com a etapa cirúrgica do mutirão do programa Agora Tem Especialistas – iniciativa voltada à redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS). A ação ocorre entre os dias 11 e 22 de fevereiro, no município de Itamarati, e atende comunidades acompanhadas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Médio Rio Solimões e Afluentes.

    Nesta fase, o foco é exclusivamente cirúrgico, com procedimentos oftalmológicos como cirurgias de catarata e pterígio. Ao todo, cerca de 30 pacientes indígenas, já avaliados e considerados aptos durante a etapa clínica, passarão pelas cirurgias no Hospital Municipal de Itamarati.

    A etapa cirúrgica dá continuidade aos atendimentos iniciados em 2025, quando foi realizada a fase clínica do mutirão na região. Na ocasião, foram contabilizados 624 atendimentos especializados, entre consultas, exames, triagens e avaliações, além da identificação de casos que necessitavam de continuidade no cuidado.

    Para o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, o programa amplia o acesso das comunidades indígenas à atenção especializada. “O programa Agora Tem Especialistas tem permitido levar às comunidades mais remotas serviços de média e alta complexidade, de forma humanizada e voltada às reais necessidades dos povos indígenas”, aponta.

    No segundo semestre de 2025, o programa realizou mais de 21 mil atendimentos em aldeias indígenas em todo o país.

    Foto: Adriã Baré/AgSUS
    Foto: Adriã Baré/AgSUS

    Esforço conjunto

    A iniciativa também promove a integração entre diferentes instituições e equipes. O Ministério da Saúde coordena o Programa Agora Tem Especialistas; a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) atua no apoio à implementação e acompanhamento da ação no território; e a Associação Médicos da Floresta (AMDAF) executa a parte técnica, por meio de acordo de cooperação, com equipe especializada. Já o DSEI Médio Rio Solimões é responsável pela articulação territorial e organização do fluxo de pacientes.

    Leidiane Souza
    Ministério da Saúde

  • Médicos especialistas têm até 19 de fevereiro para se inscrever em edital com 1,2 mil vagas para reforçar o SUS

    Médicos especialistas têm até 19 de fevereiro para se inscrever em edital com 1,2 mil vagas para reforçar o SUS

    Médicos especialistas de todo o país têm até o dia 19 de fevereiro para se inscrever no novo edital do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E), que vai contratar 1.206 profissionais em 16 especialidades prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas (ATE), que reúne esforços do governo federal para ampliar o acesso da população à assistência especializada no SUS, reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias e fortalecer as redes de atenção à saúde em regiões prioritárias.

    O edital contempla as especialidades de anestesiologista; cirurgião geral e cirurgião do aparelho digestivo; cirurgião oncológico; cirurgião proctologista; cirurgião do aparelho digestivo; ginecologista e obstetra; cardiologista; endoscopista digestivo; endoscopista digestivo e gastroenterologista; oncologista clínico; radioterapeuta; radiologista, mastologista, ginecologista e obstetra; otorrinolaringologista; e médico patologista.

    Os médicos especialistas interessados em participar do projeto devem acessar a plataforma UNA-SUS e escolher ao menos um município e um estabelecimento de saúde, podendo indicar até dois locais de atuação, inclusive em estados diferentes, respeitando a ordem de preferência.

    O valor fixo da bolsa é de R$ 10 mil, podendo acrescer uma parte variável entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, de acordo com o grau de vulnerabilidade do município de atuação. Do total de vagas ofertadas, 20% são reservadas para a política de cotas, reafirmando o compromisso do Ministério da Saúde com a equidade no acesso às oportunidades de formação e trabalho no SUS.

    Os selecionados para o PMM-E receberão bolsa-formação mensal, paga diretamente pelo Ministério da Saúde, além de ajuda de custo para despesas relacionadas às imersões presenciais nas instituições formadoras. O pagamento está condicionado à participação efetiva nas atividades previstas no edital, com carga horária semanal de 20 horas (sendo 16 horas assistenciais), sem vínculo empregatício.

    Formação em serviço e cuidado integrado no SUS

    O edital tem como objetivo ampliar o provimento e o aperfeiçoamento de médicos já especialistas em áreas estratégicas, por meio da integração entre ensino e serviço. A estratégia aposta no fortalecendo das Ofertas de Cuidado Integral (OCI) e a realização de procedimentos clínicos e cirúrgicos de média e alta complexidade no SUS. Os profissionais selecionados atuarão em atividades assistenciais vinculadas a itinerários formativos com teoria e prática integradas, com duração de até 12 meses.

    As instituições formadoras serão responsáveis pelo acolhimento inicial dos profissionais, com atividades de apresentação do curso, avaliação diagnóstica e orientações sobre a proposta pedagógica, o cronograma e as responsabilidades acadêmicas.

    Por Carolina Militão
    Ministério da Saúde

  • Satisfação dos brasileiros com o SUS cresce e supera média da América Latina, aponta OCDE

    A satisfação dos brasileiros com a saúde pública aumentou nos últimos anos e já supera a média da América Latina. É o que aponta a pesquisa Confiança em Instituições Públicas na América Latina e no Caribe, realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com o levantamento divulgado nesta segunda-feira (9), a satisfação com o Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 9 pontos percentuais entre 2022 e 2025, passando de 34% para 45%. O índice brasileiro está acima da média latino-americana, que é de 40% em 2025.

    O estudo também mostra a percepção dos brasileiros de que o acesso e a qualidade dos serviços públicos melhoraram no período com aumento significativo de 18 pontos percentuais, indicando avanço na avaliação geral das políticas públicas no país. O índice saltou de 24% para 42%, 10 pontos percentuais acima da média da América Latina (32%).

    Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o crescimento da avaliação positiva reflete o aumento do acesso da população a serviços públicos de saúde com ações como o programa Agora Tem Especialistas, que registrou recordes históricos na assistência especializada. Entre 2022 e 2025, o número de cirurgias eletivas cresceu mais de 40%, passando de 10,8 milhões para 14,7 milhões, o maior volume em 35 anos de SUS e acima do período pré-pandemia. O resultado contribuiu para que mais pessoas fossem operadas no tempo adequado, evitando o agravamento de doenças e garantindo mais qualidade de vida.

    Outro recorde do SUS são os 43,7 milhões de exames e consultas realizados no mesmo período, o que representa um aumento de 26% em relação ao mesmo período; foram 2,9 bilhões de procedimentos até dezembro de 2025, marca que também ultrapassa a média de antes da pandemia. Um novo recorde são as 4,7 milhões de sessões de quimioterapia realizadas no ano passado. 

    Metodologia

    Considerada “padrão ouro” de excelência, a pesquisa da OCDE revelou avanços na confiança institucional do Brasil entre 2022 e 2025. O método avalia cinco pilares: integridade, resposta, confiabilidade, abertura e equidade. Com uma amostra de 2 mil cidadãos de todo o país, por meio de questionário, o levantamento permite comparações internacionais e oferece dados estratégicos para aprimorar a transparência e a qualidade dos serviços públicos.

    A diretora de Governança Pública da OCDE, Elsa Pilichowski, destacou que a pesquisa é uma demonstração representativa da confiança da população adulta dos países participantes nas instituições públicas, trabalho que tem sido realizado há mais de uma década pela entidade. “A pesquisa provou ser uma iniciativa bem-sucedida como levantamento global mais abrangente da complexa relação entre confiança e governança pública democrática”. Para a diretora, a percepção da confiança também é uma ferramenta para os países implementarem políticas públicas eficazes.

    Carolina Militão
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança Guia para qualificar atendimento de emergências no SUS

    Ministério da Saúde lança Guia para qualificar atendimento de emergências no SUS

    O Ministério da Saúde lançou, no dia 05/02, o Guia de Boas Práticas do Projeto Lean nas Emergências, durante qualificação nacional voltada à gestão e aos fluxos assistenciais nos serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro foi realizado entre os dias 3 e 6 de fevereiro e reuniu profissionais de hospitais públicos e filantrópicos de todas as regiões do país.

    A atividade integrou o Projeto Lean nas Emergências, iniciativa do Ministério da Saúde desenvolvida no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), em parceria com as Entidades de Saúde de Reconhecida Excelência (ESRE), como Hospital Alemão Oswaldo Cruz, HCor Hospital do Coração, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês e Beneficência Portuguesa de São Paulo. Na tradução livre, em português, Lean quer dizer enxuto. Trata-se de uma metodologia que visa melhorar a gestão de hospitais públicos e filantrópicos, racionalizando recursos e otimizando espaços e insumos. 

    Durante o evento, os participantes passaram por treinamento em Gestão de Alta Performance em Emergências (GAPE). A formação prepara profissionais indicados pelas gestões hospitalares para atuar como multiplicadores da metodologia Lean nos serviços de urgência e emergência.

    Para o coordenador-geral de Urgência do Ministério da Saúde, Felipe Reque, o lançamento do Guia marca um momento estratégico para a gestão pública da saúde. Segundo ele, o material consolida experiências aplicadas em hospitais de todo o país e oferece apoio prático aos gestores. De acordo com Reque, o projeto atua a partir da seleção de portas de urgência em hospitais do SUS, que recebem, ao longo de um ano, o apoio de equipes especializadas, com diagnóstico de demanda e capacidade do setor de emergência hospitalar baseado em indicadores assistenciais e tempos de espera. A partir desse diagnóstico, são desenvolvidas intervenções direcionadas para enfrentar os principais gargalos que impactam o atendimento nas emergências.

    Atuação conjunta fortalece resultados

    Gestores destacaram o caráter colaborativo da iniciativa. Para o gerente médico da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Rodrigo Almeida, a experiência reforça o papel da gestão como elemento central para qualificar o cuidado. “A aplicação da metodologia Lean nas emergências mostra que a gestão eficiente salva vidas, ao melhorar fluxos, aumentar a segurança e tornar o atendimento mais ágil e centrado no paciente”, avaliou.

    Na mesma linha, a gerente de projetos do Hospital Sírio-Libanês, Carina Pires, responsável pelo Projeto Lean nas Emergências na instituição, ressaltou a evolução da iniciativa. “O projeto começou a partir de uma demanda do Ministério da Saúde e ganhou escala com a atuação conjunta dos hospitais. Neste ciclo, são 137 portas de urgência beneficiadas e mais de 600 gestores capacitados”, afirmou.

    A vivência prática também foi enfatizada por participantes da qualificação. Para Graciele Sampaio, enfermeira da Santa Casa de São Lourenço do Sul (RS), o projeto promoveu mudanças concretas na rotina do serviço. “Houve uma mudança de cultura, com otimização de processos e redução do tempo de espera, o que impacta diretamente a qualidade do atendimento ao usuário do SUS”, relatou.

    Já Bruniele Vieira, enfermeira do município de Tianguá (CE), destacou a integração entre gestão e assistência proporcionada pela formação. “A qualificação mostrou que gestão de leitos e fluxo da emergência caminham juntos. Passamos a trabalhar com indicadores que fortalecem o planejamento e dão sustentabilidade às melhorias”, afirmou.

    Para a coordenadora-geral de Projetos da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (CGPROJ/SAES/MS), Amanda Cavalcati, a qualificação e o lançamento do Guia evidenciam o esforço do Ministério da Saúde em alinhar os projetos desenvolvidos no âmbito do PROADI-SUS às necessidades reais da saúde pública no Brasil. Segundo ela, a iniciativa reflete uma diretriz estratégica do Governo Federal de aproximar os objetivos dos projetos institucionais às demandas concretas do SUS. “A iniciativa expressa um movimento de transformação de paradigma, com mudanças nas práticas e nas culturas institucionais dentro dos serviços do SUS. Como consequência, observamos a redução do tempo de espera, do tempo de permanência e do tempo de acesso nas emergências beneficiadas pelo projeto, com resultados concretos já evidenciados”, afirmou.

    O Guia de Boas Práticas do Lean nas Emergências tem como objetivo apoiar a implementação da metodologia Lean e fortalecer a melhoria contínua nos serviços de urgência e emergência. O Projeto Lean nas Emergências integra o Ciclo 10 (2025–2026) e contribui para o fortalecimento da Política Nacional de Atenção às Urgências, ampliando a eficiência da gestão hospitalar, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado à população.

    PROADI-SUS

    Programa do Ministério da Saúde que viabiliza projetos estratégicos para o SUS por meio de parcerias com hospitais de excelência. É o mecanismo institucional e financeiro que sustenta iniciativas voltadas à gestão, à assistência e à inovação no sistema público de saúde.

    Projeto Lean nas Emergências

    Iniciativa nacional desenvolvida no âmbito do PROADI-SUS. O foco é reduzir a superlotação e o tempo de espera nas emergências de hospitais públicos e filantrópicos, por meio da aplicação da metodologia Lean na organização dos processos assistenciais.

    GAPE – Gestão de Alta Performance em Emergências

    Estratégia de qualificação do Projeto Lean nas Emergências. Forma multiplicadores, estimula a melhoria contínua e apoia os hospitais no uso de indicadores e práticas de gestão, garantindo a sustentabilidade dos resultados.

    Kathlen Amado
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde promove curso de formação para recuperar cobertura vacinal em municípios estratégicos

    Uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a Universidade de Brasília (UnB) resultou na promoção do curso Qualificação das Ações de Vacinação na Atenção Primária à Saúde e apoio para recuperação da cobertura e redução da hesitação vacinal. O seminário de acolhimento que deu início ao curso aconteceu nos dias 5 e 6 de fevereiro, em Brasília.

    A proposta da formação consiste na melhoria dos processos de trabalho, no enfrentamento da hesitação vacinal e na recuperação das coberturas vacinais, contribuindo diretamente para a proteção da população e o fortalecimento das políticas públicas de saúde. A ação foca na qualificação de gestores e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS).

    Para a coordenadora-geral de Atenção às Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Danielle Moreira, “são os profissionais da APS os grandes protagonistas na imunização, devido ao intenso contato com a população”. Para ela, o curso é mais uma ação para retomar o aumento da cobertura vacinal, mas com foco no fluxo de trabalho do profissional.

    De acordo com a coordenadora do curso, Denise Furlanetto, a formação tem algumas características de inovação na metodologia aplicada, que é baseada na gamificação (estratégias de recompensa ofertada de acordo com o alcance dos resultados dos municípios), e em planos de ação com tutores que irão em campo dar apoio aos municípios. “A expectativa é que esses municípios combatam a hesitação vacinal e promovam o aumento das coberturas”, disse.

    O curso contou com a participação de cerca de 100 profissionais da APS que trabalham com imunização, além de gestores, provenientes de 20 municípios de 11 estados brasileiros, incluindo as cinco regiões do Brasil. Para chegar aos territórios, o processo seletivo de escolha dos municípios levou em conta critérios epidemiológicos e dados de cobertura vacinal. Para cada território, a formação ofertou cinco vagas nas quatro categorias profissionais específicas: enfermeiro e técnico de enfermagem com atuação na sala de vacina, gestor da atenção primária à saúde e gestor da vigilância com atuação na imunização, tanto da esfera municipal quanto estadual.

    Na abertura do evento, também estavam presentes Maria Silvia Fruet, representante da Opas, e os professores da UnB Wallace Boaventura e Denise Furlanetto, coordenadores do projeto.

    Municípios contemplados

    Região Norte Região Nordeste Região Centro-Oeste Região Sudeste Região Sul
    • Soure/PA
    • Vigia/PA
    • Uiramutã/RR
    • Oiapoque/AP
    • Bom Jesus do Tocantins/PA
    • Jutaí/AM
    • Afonso Bezerra/RN
    • Presidente Sarney/MA
    • São João Batista/MA
    • Luís Domingues /MA
    • Araguanã/MA
    • Benedito Leite/MA
    • Barra do Corda /MA
    • Baliza/GO
    • Santa Tereza de Goiás/GO
    • Mário Campos/MG
    • Casimiro de Abreu/RJ
    • Cidreira/RS
    • Pedro Osório/RS
    • Rio Branco do Sul/PR

    O curso

    A formação tem apenas dois encontros presenciais, no início e no fim do curso. Ao todo são 180 horas que se estendem ao longo de quatro meses, havendo um encontro virtual na metade do percurso para exposição de experiências exitosas dos municípios. O conteúdo semanal é acompanhado por um tutor, que orienta a equipe na elaboração conjunta de um plano de ação que será colocado em prática na rotina de trabalho do município.

    A programação aborda temas específicos para gestores e para profissionais da APS e, conjuntamente, de estratégias combinadas para o aumento da cobertura. Ao final da formação, será analisado o resultado da aplicação do plano de ação, a partir dos dados de cobertura vacinal e a melhoria dos processos de trabalho. O município que tiver o melhor desempenho levará como prêmio para os cinco participantes e o tutor do município, uma visita técnica para conhecer a APS de outro sistema de saúde no exterior, permitindo a observação dos diferentes modelos, seus desafios e oportunidades.

    Cristina Carneiro, tutora do curso, que trabalha na Secretaria Municipal de Saúde de Miranda do Norte (MA), conta que esse projeto é importante porque faz um levantamento dos problemas locais dos municípios para avaliar as causas e buscar soluções para melhorar a vacinação na população e evitar o ressurgimento de doenças preveníveis.

    Essa iniciativa faz parte da estratégia Viva Mais Brasil, cuja meta “mais vacinação em todo o Brasil” considera a formação dos profissionais da saúde, além do financiamento com base nas boas práticas de vacinação. 

    Renata Osório
    Ministério da Saúde

  • Brasil inicia implementação de programa inédito para apoio a famílias de crianças com TEA

    Brasil inicia implementação de programa inédito para apoio a famílias de crianças com TEA

    O Brasil deu um passo histórico no cuidado às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e atraso no neurodesenvolvimento ao iniciar, no Rio Grande do Norte, o processo de implementação do Caregiver Skills Training (CST) — Treinamento de Habilidades voltado para famílias e cuidadores de crianças com TEA ou deficiência. Desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o programa passa a integrar as políticas públicas do país, tornando o Brasil o primeiro das Américas a adotar o CST em âmbito governamental.

    A formação presencial ocorreu entre os dias 2 e 6 de fevereiro de 2026, no Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont (ISD), em Macaíba (RN), reunindo profissionais do Ministério da Saúde e parceiros estratégicos. A iniciativa integra as ações do Programa Agora Tem Especialistas e está alinhada ao Novo Viver sem Limite, fortalecendo a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Desenvolvido pela OMS em parceria com o UNICEF e já implementado em mais de 30 países, o CST tem como objetivo qualifiar pais e cuidadores para o cuidado cotidiano, promover o desenvolvimento infantil, reduzir comportamentos desafiadores e ampliar o acesso a intervenções precoces e de qualidade, inclusive antes do diagnóstico fechado de TEA.

    Formação internacional e impacto direto nas famílias

    A etapa presencial no Rio Grande do Norte foi conduzida por três formadores internacionais da Organização Mundial da Saúde, com atividades teóricas no período da manhã e intervenções práticas com famílias durante a tarde. Nesta fase inicial, estão sendo formados 26 supervisores, que irão qualificar 240 instrutores em todo o país, com impacto direto estimado em mais de 1.300 famílias ainda em 2026.

    Com a expansão do programa, a expectativa é alcançar até 72 mil famílias em todo o Brasil em 2027, a depender da adesão dos gestores locais.

    Nesse contexto, o coordenador-geral de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, Arthur Medeiros, destaca que a iniciativa fortalece o cuidado desde os primeiros sinais de atraso no desenvolvimento infantil:

    “A implementação do Caregiver Skills Training no Brasil representa um avanço estruturante na política de cuidado à pessoa com deficiência. Ao capacitar famílias e cuidadores, fortalecemos a intervenção precoce, promovemos o desenvolvimento infantil e qualificamos o cuidado em rede, com impacto direto na vida das crianças e na sustentabilidade do SUS. ”

    Rio Grande do Norte como referência nacional e internacional

    A escolha do Rio Grande do Norte como sede da formação nacional reforça o papel estratégico do estado na saúde pública brasileira. O Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, vinculado ao ISD e habilitado como Centro Especializado em Reabilitação (CER IV), referência na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, integrou a agenda técnica do programa.

    O protagonismo brasileiro na implementação do CST já ganhou destaque internacional. A experiência foi apresentada em encontros globais da Organização Mundial da Saúde e citada pelo diretor-geral da Organização, Dr. Tedros Adhanom, como exemplo de política pública inovadora e centrada na família.

    Investimento e fortalecimento do SUS

    O Ministério da Saúde prevê investimento de cerca de R$ 13 milhões até 2030 para a implementação do CST e a qualificação de profissionais que atuam nos Centros Especializados em Reabilitação em todo o país. Somente em 2026, serão destinados aproximadamente R$ 2 milhões para o início das ações.

    Ao fortalecer a intervenção precoce e o acompanhamento familiar desde os primeiros sinais de atraso no desenvolvimento, o programa contribui para a redução de filas na atenção especializada, qualifica o cuidado na Atenção Primária à Saúde e amplia a inclusão no SUS.

    Patrícia Coelho
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde inicia vacinação de 1,2 milhão de profissionais de saúde contra a dengue em todos os estados

    Ministério da Saúde inicia vacinação de 1,2 milhão de profissionais de saúde contra a dengue em todos os estados

    O Ministério da Saúde iniciou, nesta semana, a vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da Atenção Primária, com a previsão de proteger 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). As primeiras 650 mil doses já foram enviadas aos estados e o restante do quantitativo está previsto para as próximas dias.  

    A estratégia utiliza a vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, de dose única, tetraviral e 100% nacional, representando um avanço importante para a autonomia do país e oferta de proteção à população. O início da vacinação pelos profissionais da Atenção Primária é um passo estratégico para proteger quem atua próximo à população – médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde das Unidades Básicas de Saúde. 

    “A vacinação está começando por toda a equipe multiprofissional cadastrada no SUS. São aquelas pessoas que batem na porta, visitam a casa das pessoas, observam se tem criadouro do mosquito da dengue, fazem o acompanhamento, a mobilização. Também são aqueles profissionais que estão na primeira porta de entrada quando tem casos de dengue”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    A ampliação para outros públicos – pessoas de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos – está prevista para o segundo semestre deste ano, acompanhando o aumento da capacidade produtiva pelo Instituto Butantan. Com investimento de R$ 368 milhões, o Ministério da Saúde fechou a compra de 3,9 milhões de doses, aquirindo todo o quantitativo disponível. O início da vacinação está sendo realizada com as primeiras entregas.  

    O Ministério da Saúde adotou também estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue. Para isso, está em curso, desde janeiro, uma ação de aceleração da vacinação em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo será composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos.  

    O público prioritário para a vacina foi definido após reunião técnica com especialistas da área, conforme recomendação da Câmara Técnica de Assessoramento de Imunização (CTAI), responsável pelas análises e pela definição das estratégias. A nova vacina é capaz de proteger contra os quatro sorotipos da dengue. 

    Com parceria internacional, oferta da vacina deve crescer em até 30 vezes 

    A vacinação da população em geral começa com o aumento da produção de doses, a partir de uma parceria estratégica entre Brasil e China, com a transferência da tecnologia nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan para a empresa chinesa WuXi Vaccines. Com essa cooperação, a produção da vacina nacional poderá aumentar em até 30 vezes. 

    O início da estratégia será pelos adultos a partir de 59 anos, com ampliação gradual para faixas etárias mais jovens, até alcançar o público de 15 anos. A vacina apresenta 74,7% de eficácia contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos, além de 89% de proteção contra formas graves e com sinais de alarme. 

    Investimentos, produção nacional e transferência de tecnologia 

    O desenvolvimento da vacina contra a dengue contou com investimento de R$ 130 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de aportes permanentes do Ministério da Saúde – pelo Novo PAC Saúde serão investidos R$ 1,3 bilhão na reforma e construção de quatro fábricas do Instituto Butantan. 

    O SUS também oferece a vacina contra a dengue do laboratório japonês, indicada para adolescentes de 10 a 14 anos e aplicada em duas doses. Desde a incorporação, em 2024, 7,4 milhões de doses já foram aplicadas. Entre 2024 e 2025, foram 11,1 milhões de doses distribuídas e 7,8 milhões aplicadas.  

    Público-alvo 

    Profissionais de saúde assistenciais e de prevenção: 

    • Médicos 
    • Enfermeiros 
    • Técnicos de enfermagem 
    • Odontólogos 
    • Equipes multiprofissionais (eMulti) 
    • Agentes comunitários de saúde (ACS) 
    • Agentes de combate às endemias (ACE) 

    Trabalhadores administrativos e de apoio das unidades de saúde: 

    • Recepcionistas 
    • Seguranças 
    • Profissionais da limpeza 
    • Motoristas de ambulância 
    • Cozinheiros 
    • Outros trabalhadores atuantes nas unidades básicas de saúde (UBS) 

    Cenário epidemiológico   

    Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024. Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate ao Aedes aegypti devem ser mantidas em todo o território nacional.  

    Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, frente a 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também apresentou queda significativa: 1,7 mil mortes em 2025, o que representa redução de 72% em comparação a 2024, quando foram contabilizadas 6,3 mil mortes.  

    A principal forma de combate à dengue, ChikungunyaZika segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vacinação se soma às ações de controle vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras. 

    Ministério da Saúde  

  • Ministério lança primeira cartilha para consumo de alimentos tradicionais indígenas por pacientes acolhidos nas Casai

    O ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (9/02) a primeira cartilha sobre alimentação adequada e saudável para indígenas acolhidos nas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI). O guia, que tem o objetivo de instruir os profissionais de saúde indígena que atuam nesses espaços, apresenta diretrizes para a organização do cuidado alimentar e a promoção da alimentação adequada, respeitando aspectos culturais de cada etnia para fortalecer a vigilância alimentar e nutricional e oferecer cuidado integral aos indígenas em tratamento fora de seus territórios.

    Intitulado “Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nas Casas de Apoio à Saúde Indígena”, o documento tem linguagem didática, orientadora e será utilizado em estratégias de educação em saúde com os pacientes indígenas, uma vez que contém orientações sobre os riscos dos alimentos ultraprocessados e os seus impactos no desenvolvimento e crescimento infantil, por exemplo. A cartilha também aborda temas como: bebidas com alto teor de açucares e a substituição de alimentos com aditivos químicos por opções naturais e saudáveis.

    Em todo o país, as Casai já consideravam os chamados alimentos tradicionais – pratos e produtos ligados a cultura de uma região, usando ingredientes locais e métodos de produção passados por gerações – e a alimentação saudável como componente terapêutico do cuidado em saúde para os pacientes acolhidos. Mas, pela primeira vez, as orientações foram organizadas em uma cartilha que orientará a vigilância alimentar e nutricional em todas as Casai dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

    Segundo a diretora do Departamento de Atenção Primária a Saúde Indígenas da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), Putira Sacuena, o cuidado alimentar está diretamente associado à melhora do quadro do paciente e pode ser um fator determinante para a sua recuperação.

    “A organização do cuidado alimentar nas CASAI contribui diretamente para a prevenção de agravos nutricionais ao garantir que a alimentação seja planejada, acompanhada e integrada ao cuidado em saúde. Quando as refeições são organizadas de forma regular, equilibrada e adequada às necessidades individuais, é possível manter ou recuperar o estado nutricional, evitando a perda de peso, a piora de quadros de desnutrição e outras condições relacionadas à alimentação”, afirmou.

    A diretora acrescenta que as técnicas e os modos de preparo das refeições respeitam os significados culturais da alimentação no contexto indígena com o objetivo de favorecer a aceitação das refeições e reduzir recusas alimentares, além de contribuir para a ingestão adequada de alimentos.

    A Casai é um estabelecimento de saúde essencial dentro do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Nas unidades, os indígenas deslocados das aldeias para os centros urbanos para atendimento na rede referenciada do SUS são acolhidos sem renunciar hábitos naturais e nutricionais.

    No Brasil, existem 70 Casai localizadas em cidades referência para os territórios indígenas, no contexto de atendimento de média e alta complexidade médica. Duas delas são consideradas estabelecimentos nacionais, por terem capacidade de acolher indígenas de todo o país e estão localizadas em São Paulo e Brasília.

    Acesse a cartilha Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nas Casas de Apoio à Saúde Indígena

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde inicia atendimento em unidade móvel do Agora Tem Especialistas para caminhoneiras e caminhoneiros

    Com o programa Agora Tem Especialistas, o governo federal atende a uma antiga demanda de caminhoneiras e caminhoneiros de todo o Brasil: levar atendimentos de saúde até onde eles estão, como os Pontos de Parada e Descanso (PPDs) localizados ao longo das rodovias do país. Nesta sexta-feira (6), começou a funcionar no PPD de Pindamonhangaba (SP) a primeira unidade móvel Agora Tem Especialistas Caminhoneira e Caminhoneiro, na qual eles e suas famílias já podem se consultar, se vacinar, se submeter a testes rápidos para ISTs e gravidez, pequenos procedimentos, além de exames cardiológicos e laboratoriais. Não é preciso agendar. Basta parar no PPD e procurar o atendimento.

    Além da unidade que está posicionada no km 95 da Via Dutra (BR-116, sentido São Paulo – Rio de Janeiro), outras dez unidades chegarão a PPDs em todas as regiões do país. Com investimento federal de R$ 30 milhões ao ano, a estratégia abrange, em média, 250 mil atendimentos de caminhoneiras e caminhoneiros anualmente. Eles serão recebidos por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e técnicos de análises clínicas.

    caminhoneiro 1.png
    Foto: Laudemiro Bezerra/MS

    “O governo do presidente Lula cuida de toda a sua gente. Totalmente equipadas com o que é necessário para oferecer um atendimento de qualidade, essas unidades vão rodar o Brasil levando serviços de saúde voltados para os caminhoneiros e, o principal, vamos até onde eles estão. Isso é importante porque esses profissionais estão em constante movimento. Portanto, mais do que saúde, estamos levando acolhimento”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    O ministro ressaltou que a iniciativa fortalece as políticas de saúde do homem e das populações itinerantes.  “Além do atendimento presencial, as unidades móveis também têm estrutura tecnológica com conectividade para a oferta de teleatendimento por equipes multiprofissionais. Pindamonhangaba é só o começo. Vamos levar mais unidades móveis para PPDs que ficam em pontos estratégicos nas rodovias brasileiras, onde as caminhoneiras e os caminhoneiros param para descansar”, disse.

    caminhoneiro 2.png
    Foto: Laudemiro Bezerra/MS

    Atendimento oferecido no horário certo

    Iniciativa realizada Ministério da Saúde em parceria com o Ministério dos Transportes e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), as unidades móveis funcionarão no modelo itinerante, permanecendo em cada PPD por pelo menos 90 dias. O foco do serviço são as caminhoneiras e os caminhoneiros, mas suas famílias e outros em deslocamento também poderão ser atendidos. 

    Elas funcionarão entre 16h e 22h, de segunda a sexta-feira, podendo essa jornada se ajustada conforme a demanda. Serão ofertados exames laboratoriais (hemograma, hemoglobina glicada, TGO, TGP, GGT), testes rápidos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), teste de gravidez, Profilaxia Pré e Pós-Exposição (PrEP/PEP), atualização da caderneta de vacinação, além de outros procedimentos.

    Também estão disponíveis exames de eletrocardiograma (ECG), utilizados para apoiar a avaliação clínica de pessoas com queixas como dor no peito, palpitações, falta de ar ou tontura. O exame ajuda a identificar alterações do ritmo cardíaco e sinais sugestivos de problemas no coração, contribuindo para a definição da conduta médica inicial e do encaminhamento quando necessário, sendo essencial para evitar problemas cardíacos graves.

    Criado pelo governo federal, o programa Agora Tem Especialistas está ampliando a assistência de saúde no SUS e reduzindo o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. Para isso, conta com uma série de ações em curso com a expansão do uso das estruturas públicas e a mobilização da rede de saúde privada, que atua de forma complementar.

    Luciano Velleda
    Ministério da Saúde