Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministério da Saúde lança plataforma que integra dados de saúde, clima e território para fortalecer resposta do SUS às mudanças

    Ministério da Saúde lança plataforma que integra dados de saúde, clima e território para fortalecer resposta do SUS às mudanças

    O Ministério da Saúde lançou, nesta sexta-feira (14), durante a COP30, em Belém (PA), plataforma pública que reúne informações georreferenciadas sobre saúde, clima, território, vulnerabilidades e redes de serviços. A Infraestrutura de Dados Espaciais do Ministério da Saúde (IDE-MS) amplia a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de analisar o território, monitorar riscos e integrar dados essenciais para o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.

    Para a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, esta iniciativa é de grande relevância, especialmente no contexto do Plano de Ação de Belém, na interface mudanças climáticas e saúde. “A IDE-MS permitirá a geração de referências, análises territoriais e acesso a dados em tempo quase real, reunindo informações demográficas de saúde e climáticas. Isso certamente beneficiará tanto as políticas públicas, no que diz respeito ao monitoramento e à previsão, quanto os pesquisadores, oferecendo uma ferramenta valiosa para compreender e antecipar riscos”, afirmou.

    A secretária também ressaltou que a IDE-MS fortalece a política nacional de saúde digital, ao ampliar a capacidade do SUS de analisar dados territorializados em tempo real – condição essencial para responder às emergências sanitárias e aos efeitos das mudanças climáticas com mais eficiência e resiliência.

    Tecnologia que conecta saúde, clima e território

    A plataforma é de acesso livre, alinhada aos padrões da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) e reúne 133 camadas de dados georreferenciados, sendo:

    • 96 camadas de saúde, incluindo análise epidemiológica, redes de atenção e indicadores estratégicos;
    • 15 camadas climáticas, provenientes de Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e outras fontes oficiais;
    • dados demográficos, socioambientais e territoriais integrados automaticamente;
    • recortes como Amazônia Legal, biomas, regiões de saúde e áreas de risco.

    As emergências climáticas severas, especialmente na região Norte, com secas extremas e isolamento de comunidades, evidenciaram a necessidade de integrar dados de saúde, clima e território em um único ambiente analítico. A IDE-MS foi desenhada para possibilitar esse cruzamento automático de informações, qualificando o planejamento e fortalecendo a capacidade do SUS de antecipar riscos e responder de forma mais eficiente aos eventos climáticos.

    “Após quase uma década, o Ministério da Saúde volta a fornecer dados para a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais do Governo Federal (INDE), retomando seu papel na oferta de informações geoespaciais padronizadas para uso público e governamental”, reforçou o diretor do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS) do Ministério da Saúde, Paulo Sellera, durante o lançamento da plataforma.

    Integração de dados para qualificar decisões em saúde

    A IDE-MS reúne, em um só ambiente, dados de saúde, clima e território, apoiando o monitoramento de riscos, a identificação de populações vulneráveis e o planejamento das ações de vigilância. Com essa visão integrada, o Brasil avança em pesquisa e gestão relacionadas a clima e saúde e o SUS ganha mais precisão para agir e proteger vidas. Inserida no Plano Mais Saúde Amazônia Brasil, a ferramenta fortalece a gestão baseada em evidências e amplia a transparência das informações públicas.

    Saiba como acessar a IDE-MS:

    Max de Oliveira
    Patrícia Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde libera R$ 28 milhões para fortalecer a rede materno-infantil do Ceará

    Ministério da Saúde libera R$ 28 milhões para fortalecer a rede materno-infantil do Ceará

    O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (14), o repasse de R$ 28 milhões para a rede materno-infantil do Ceará, com foco principal nas ações na capital. A decisão foi tomada em reunião entre o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, o governador do estado, Elmano de Freitas, e o prefeito da capital, Evandro Leitão. Além do reforço financeiro, o estado e a prefeitura abrirão 285 novos leitos obstétricos e neonatais em Fortaleza. Também participaram da reunião as secretárias estadual e municipal de Saúde, Tânia Coelho e Riane Azevedo, respectivamente. 

    O aporte federal chega em apoio direto à rede cearense após o incêndio que atingiu, nesta quinta-feira (13), a maternidade do Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), a mais antiga e a terceira maior do estado. Os novos leitos vão fortalecer a capacidade de atendimento enquanto o hospital passa por reestruturação e reforma completa. “Vamos realizar, já na próxima semana, o pagamento destinado à rede materno-infantil e obstétrica do Ceará, garantindo a reestruturação e ampliação dos serviços”, afirmou o secretário Mozart Sales. 

    A distribuição dos 285 novos leitos será feita da seguinte forma: 185 leitos no Hospital Universitário do Ceará, 60 leitos no Hospital da Mulher e 40 leitos no Gonzaguinha de Messejana, ampliando a capacidade imediata de atendimento obstétrico e neonatal na capital. 

    Desde o início do incidente, o Ministério da Saúde tem mantido diálogo permanente com as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde. Todos os 187 pacientes, entre gestantes, puérperas e recém-nascidos, foram transferidos com segurança, e a rede materno-infantil absorveu toda a demanda sem risco de desassistência. 

    Durante a agenda em Fortaleza, o secretário Mozart Sales também visitou as pacientes transferidas para o Hospital Universitário, verificando as condições de acolhimento e suporte assistencial. 

    O secretário destacou a atuação das equipes de saúde durante a evacuação emergencial, que mobilizou profissionais de várias unidades. Cerca de 200 pacientes foram removidos de uma unidade de alta complexidade em menos de 12 horas, sem vidas perdidas. “A operação envolveu preparo, dedicação e um trabalho criterioso. Evacuar uma unidade desse porte, com tantos pacientes em condição delicada, e garantir que todos chegassem com segurança a outras unidades é a prova da qualidade da nossa rede de saúde”. 

    Julianna Valença 
    Ministério da Saúde 

  • Mostra premia 16 projetos de planejamento e dimensionamento da força de trabalho em saúde

    Mostra premia 16 projetos de planejamento e dimensionamento da força de trabalho em saúde

    A cerimônia de encerramento da Mostra Nacional de Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde premiou 16 experiências inovadoras para a área, na sexta-feira (14), em Brasília (DF). A ação promovida pelo Ministério da Saúde recebeu 128 propostas das cinco regiões do país, que apresentam processos de implementação e desenvolvimento de metodologias e estratégias para força de trabalho em saúde, alinhadas às necessidades específicas dos territórios e do Sistema Único de Saúde (SUS).

    A mostra tem o propósito de compartilhar com a sociedade as vivências, os saberes e as práticas aplicadas nas diferentes Unidades Federativas, bem como identificar metodologias e dispositivos empregados por gestores e trabalhadores. Um dos principais objetivos da iniciativa é buscar e difundir soluções para o dimensionamento da força de trabalho, considerando as distintas realidades dos serviços de saúde e das redes de atenção.

    As experiências que integram a competição irão servir de referência na melhoria do atendimento no SUS nas diferentes regiões do país. Ao analisar as necessidades de cada território e ajustar a quantidade e o perfil dos profissionais às demandas reais da população, essas práticas permitem uma distribuição mais equilibrada e eficiente da equipe de saúde. Isso se traduz em serviços mais organizados, redução de sobrecarga dos trabalhadores, maior resolutividade e qualidade no cuidado prestado.

    Durante a premiação, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, afirmou que a iniciativa também nasce do compromisso com a valorização do trabalho em saúde, incentivando e visibilizando experiências reais e novas formas de fazer gestão. “São propostas que reconhecem a criatividade, estimulam a inovação e buscam soluções para os desafios de cada território, respeitando as singularidades e as realidades locais. Nesse contexto, o dimensionamento e o planejamento da força de trabalho em saúde tornam-se elementos centrais, pois permitem identificar necessidades, orientar decisões e fortalecer a capacidade das equipes de saúde”, pontuou.

    Diferentes materiais e conteúdos serão produzidos com os resultados da mostra e poderão ser replicadas por equipes de saúde

    Impacto das experiências nos territórios

    O administrador Emerson Barroso que integra a equipe da experiência Dimensionamento da Força de Trabalho na APS de Unaí-MG disse que a mostra possibilitou dar visibilidade às diferentes realidades vivenciadas pelas equipes de trabalho da saúde, evidenciando a diversidade de contextos e desafios presentes no cotidiano dos serviços. “O evento permitiu apresentar distintas estratégias e abordagens capazes de enfrentar e sanar as dificuldades que os trabalhadores do SUS encontram em sua prática diária, fortalecendo o entendimento e a valorização dessas experiências.”

    Boa parte dos participantes da mostra apresentaram o mesmo obstáculo que suas equipes de trabalho enfrentam nos seus estados e municípios: a dificuldade em compor as equipes de saúde, devido ao baixo número de trabalhadores disponíveis. “É fundamental apresentar aos gestores essas limitações, algo que fazemos por meio do dimensionamento da força de trabalho, tornando visíveis as necessidades reais das equipes. Com ações eficientes baseadas nesse diagnóstico, os maiores beneficiários serão a população, os trabalhadores e o SUS”, afirmou a enfermeira e integrante da experiência Planejamento da Força de Trabalho da Região Centro-Sul do Distrito Federal.

    A servidora pública Luana Holanda e integrante da experiência Planejamento da Força de Trabalho em Serviço de Neonatologia no Ceará falou que é fundamental o Brasil contar com profissionais qualificados em dimensionamento da força de trabalho, pois eles se tornarão multiplicadores do conhecimento em todo o sistema de saúde. “É necessária e urgente fortalecermos práticas mais eficientes e sustentáveis. E o fato de o Ministério da Saúde ter orquestrado essa mostra demonstra o compromisso do governo federal em aprimorar as condições de trabalho e a qualidade de vida dos trabalhadores da saúde”, concluiu.

    Sobre a mostra nacional

    Nos dois dias da mostra, as experiências selecionadas foram submetidas a um corpo de jurados – por meio de apresentação oral e exposição de pôster –, que analisaram os trabalhos resultantes das práticas desenvolvidas nos módulos da Formação em Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho no SUS. O intuito foi demonstrar o impacto dos projetos na organização e melhoria dos serviços de saúde. Na oportunidade, foram premiados 16 projetos inovadores para a área de Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde.

    Lista com as experiências premiadas

    • Planejamento e Dimensionamento em Serviço de Neonatologia de Alta Complexidade: Estudo em Hospital Referência na Rede de Saúde do Ceará – Fortaleza (CE)
    • Relato de Experiência no Dimensionamento da Força de Trabalho na Atenção Especializada: Hospital Estadual de Vila Velha, Espírito Santo, Setor Clínica Médica – Vitória (ES)
    • Qualidade da Informação em Saúde e Ajuste Metodológico para Dimensionamento da Atenção Primária à Saúde em Município Potiguar – Natal (RN)
    • Análise da Força de Trabalho em Saúde da Atenção Primária do Município de São Cristóvão/SE – Aracaju (SE)
    • Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde na Unidade de Clínica Médica do Hospital Flávio Leal de Piraí/RJ – Rio de Janeiro (RJ)
    • Dimensionamento da Força de Trabalho na UTI: Integração do Sistema de Gestão de Escalas e Plantões (GEP) como Metodologia do PDFTS no SUS – Rio Branco (AC)
    • Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde na Atenção Primária da Região Centro-sul do Distrito Federal – Brasília (DF)
    • Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde na Atenção Primária à Saúde (APS) do Município de Unaí/Minas Gerais – Ibirité (MG)
    • Dimensionamento da Força de Trabalho como Estratégia de Gestão no Centro Obstétrico do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) – Porto Alegre (RS)
    • Dimensionamento da Força de Trabalho de Equipes de Saúde da Família na Atenção Primária à Saúde do II Distrito Sanitário de Maceió/AL – Maceió (AL)
    • O Dimensionamento da Força de Trabalho como Ferramenta para Otimizar Recursos Públicos – Rio Branco (AC)
    • Dimensionando o Centro Cirúrgico de um Hospital de Referência Estadual em Mato Grosso – Cuiabá (MT)
    • Um retrato da Boca do Rio: Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde na APS de um Distrito Sanitário de Salvador/BA – Salvador (BA)
    • Relato de Experiência de Dimensionamento da Força de Trabalho em Complexo Neonatal de Unidade Hospitalar Estadual – Natal (RN)
    • Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde no SUS: Aplicação no Distrito Oeste de Manaus – Manaus (AM)
    • Projeto Dimensionamento: Qualificação em Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho na Atenção Primária à Saúde no Tocantins – Palmas (TO)

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde

  • Museu do Instituto Evandro Chagas é inaugurado em Belém e reforça legado científico e cultural da conferência

    Museu do Instituto Evandro Chagas é inaugurado em Belém e reforça legado científico e cultural da conferência

    O Instituto Evandro Chagas (IEC), vinculado ao Ministério da Saúde, inaugurou nesta sexta-feira (14) o Museu do Instituto Evandro Chagas (MEV), novo espaço dedicado à ciência, memória e saúde pública na Amazônia. Com investimento de R$ 948 mil, o casarão histórico que sediou o IEC até o início dos anos 2.000 foi totalmente revitalizado e agora abriga sete exposições simultâneas. A entrega faz parte do legado estrutural da COP30 para a população de Belém.

    A cerimônia de abertura contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacou o impacto da COP30 para o desenvolvimento urbano, científico e cultural da capital paraense.

    “Mostra como Belém está ficando melhor e mais bonita com a COP30, né? Esse aqui é mais um legado da COP30, o investimento do Ministério da Saúde nessa grande reforma que mostra a história do Evandro Chagas, que é um grande instituto de pesquisa. Já ajudou muito a saúde pública e está ajudando cada vez mais”, afirmou Padilha.

    O ministro destacou ainda o papel estratégico do IEC no enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas na região amazônica.“As mudanças climáticas já afetam a saúde na região amazônica, então estudos, conhecimento, treinamento de profissionais… e agora o museu abre para a população. As escolas podem vir, as famílias podem vir, conhecer a história, o conhecimento, a ciência. É tão importante para a gente melhorar a saúde também”, completou Padilha.

    Exposições e missão científica

    O MEV reúne exposições próprias e de instituições parceiras, com foco na história da saúde pública, pesquisa científica, fotografia, arqueologia e memória amazônica. Entre elas:

    Curadoria do MEV:

    • IEC: Ontem e Hoje
    • Joias da Arquitetura do Casarão
    • O que o olho não vê: o invisível revelado pela microscopia
    • Ciência & Fotografia

    Instituições parceiras:

    • Cientistas e Instituições Científicas e Tecnológicas da Amazônia (1822–2022) – UEPA
    • Baba Loduncyne Tayandô – Memória em Arte – UFPA
    • Astrofotografia – Centro de Ciências e Planetário do Pará (UEPA)
    • Constelações Femininas: mulheres que iluminam a Ciência – UEPA

    O museu tem como missão ampliar o acesso da sociedade ao conhecimento científico e à história da saúde pública no Brasil, valorizando especialmente a trajetória do IEC, referência nacional e internacional na pesquisa em doenças tropicais e vigilância em saúde.

    Um patrimônio histórico recuperado

    Construído na década de 1910 como residência familiar, o casarão foi alugado em 1936 pelo governo do Pará para sediar o então Instituto de Patologia Experimental do Norte (IPEN), que mais tarde se tornaria o Instituto Evandro Chagas. Agora restaurado, o espaço volta a ser ponto de encontro entre ciência, educação e cultura, reforçando o compromisso da COP30 com legados permanentes para a população.

    Ministério da Saúde, com informações do Instituto Evandro Chagas

  • China adere ao Plano de Ação de Saúde de Belém e reforça coalizão global com mais de 80 apoiadores

    China adere ao Plano de Ação de Saúde de Belém e reforça coalizão global com mais de 80 apoiadores

    A China anunciou, nesta sexta-feira (14), durante evento no Pavilhão Chinês na COP30, sua adesão ao Plano de Ação de Saúde de Belém, iniciativa lançada pelo Brasil que já conta com cerca de 30 países e 50 organizações e instituições comprometidas em adaptar seus sistemas de saúde aos impactos da crise climática. A confirmação ocorreu durante a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no painel “Putting People First: Advancing Collaborative Governance for Climate and Health”. 

    A entrada da China, segundo Padilha, representa um avanço significativo para a consolidação de uma coalizão global pela saúde e pelo clima. “A crise climática exige alianças reais. Brasil e China estão prontos para dar um passo histórico: transformar a cooperação em saúde em uma agenda conjunta de adaptação climática. Juntos, podemos proteger as populações mais vulneráveis e fortalecer os sistemas de saúde diante dos eventos extremos”, disse o ministro Alexandre Padilha. 

    O ministro destacou que o atual momento é o mais favorável da história das relações entre Brasil e China, impulsionado pelos encontros recentes entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Xi Jinping. “Brasil e China vivem o melhor momento de sua relação histórica, e a saúde climática será o próximo grande eixo dessa parceria estratégica. Ao colocar as pessoas no centro e reforçar a equidade, estamos unindo nossos países para construir sistemas de saúde mais fortes e preparados diante da crise climática global”, afirmou. 

    Padilha lembrou que, ao lado do presidente Lula, esteve duas vezes na China em 2024, onde se reuniu com o presidente da Comissão Nacional de Saúde, Lei Haichao, além de autoridades regulatórias e representantes da Administração Nacional de Produtos Médicos. “Avançar nessas parcerias garante sistemas de saúde mais robustos para nossas populações”, disse. 

    Para o vice-ministro da Ecologia e Meio Ambiente da China, Li Gao, a China reafirma, seu compromisso com a adaptação climática baseada em ciência, planejamento territorial e cooperação entre países. “Os desafios são complexos e crescentes, e só conseguiremos proteger nossas populações se unirmos esforços, compartilharmos conhecimento e fortalecermos a capacidade de resposta dos nossos sistemas de saúde”, afirmou Li Gao. 

    “As mudanças climáticas já representam uma ameaça real à saúde dos nossos povos — da China, do Brasil e de toda a comunidade internacional. Enfrentar secas, enchentes, ondas de calor e doenças sensíveis ao clima exige fortalecer sistemas públicos de saúde e colocar a vida no centro da agenda climática global. É simbólico que essa convergência entre clima e saúde ganhe protagonismo justamente aqui na COP30”, Gao Li, vice-ministro de Ecologia e Meio Ambiente da China.

    Durante o discurso, o ministro também citou o papel central do multilateralismo na COP30, um dos principais eixos da presidência brasileira do evento, e o alinhamento com a China no fortalecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da governança global em saúde. “A OMS é um pilar da diplomacia em saúde e uma aliada essencial para construir sistemas resilientes às mudanças climáticas”, afirmou Padilha. 

    Plano de Ação de Saúde de Belém 

    O Brasil apresentou ontem, no Dia da Saúde da COP30, o Plano de Ação de Saúde de Belém, o primeiro plano de adaptação climática do setor saúde já lançado em uma Conferência das Partes da UNFCCC. A iniciativa surge em paralelo ao AdaptaSUS, plano nacional construído com ampla participação social e governança compartilhada entre municípios, estados e a União. 

    Ao reforçar o convite para que outros países se juntem ao movimento, Padilha destacou a urgência da ação conjunta: “Este mutirão clima-e-saúde é mais forte que o negacionismo, o unilateralismo e a apatia. O tempo de agir é agora, e precisamos colocar as pessoas no centro de todas as políticas públicas”. 

    Com a adesão da China, o Plano de Belém ganha ainda mais força política e técnica, ampliando sua capacidade de mobilização global rumo à construção de sistemas de saúde resilientes, equitativos e preparados para os desafios climáticos das próximas décadas. O documento está disponível para endosso até a Assembleia Mundial de Saúde, que acontecerá em maio de 2026. 

    Entre os países que aderiram ao Plano de Ação de Saúde de Belém, além da China, estão Camboja, Malásia, Canadá, Chile, Espanha, França, Japão, Maldivas, México, Noruega, Portugal, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, Egito, Sudão do Sul, Zâmbia, entre outros. 

    Vanessa Aquino 
    Ministério da Saúde  

  • Saúde promove oficina sobre gordofobia e estigma do peso para profissionais do Mais Médicos

    Saúde promove oficina sobre gordofobia e estigma do peso para profissionais do Mais Médicos

    Na quinta-feira (13), aproximadamente 400 profissionais do Programa Mais Médicos participaram da oficina Estigma da Obesidade e Gordofobia no Ambiente de Cuidados à Saúde. A iniciativa fez parte da programação do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), treinamento que está acontecendo em Brasília (DF) para médicos que vão integrar as equipes da atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS).

    “O excesso de peso é um problema de saúde pública no nosso país e no mundo, e a gente tem um desafio imenso de ofertar cuidado com acolhimento, sem promover gordofobia. Por muito tempo, a obesidade foi tratada como um simples desbalanço entre o que se come e o que se gasta de energia. E a gente sabe hoje, a partir das evidências científicas, que ela é uma doença que tem causas multifatoriais, não é uma questão de falta de vontade”, explicou a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Kelly Alves.

    A consultora técnica da Coordenação-Geral de Prevenção às Doenças Crônicas Joana Thiesen pontuou que “a obesidade envolve diferentes dimensões, como a biológica, a social, a cultural, a comportamental e a ambiental” e que tudo isso deve ser levado em conta no cotidiano de trabalho no SUS. 

    Ao criar um espaço de reflexão e sensibilização sobre práticas de cuidados com a saúde que não reproduzam preconceito e discriminação, o objetivo da pasta é qualificar médicos que promovam o cuidado integral e humanizado às pessoas com obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). No início da atividade, foi exibido o documentário “Gordofobia e estigma do peso: reconstruindo práticas de cuidado em saúde”, produzido neste ano pelo Ministério da Saúde em parceria com as universidades federais de Ouro Preo (UFOP) e da Bahia (UFBA). 

    Confira o vídeo do Ministério da Saúde sobre o conteúdo

    Escuta, linguagem e presença

    Em seguida, a nutricionista e doutora em ciências da nutrição Vanille Pessoa reforçou que a forma como os médicos abordam corpos gordos nos serviços de saúde interfere na adesão ao tratamento das pessoas que convivem com a obesidade. “Tratar a obesidade não é sinônimo de buscar emagrecimento, é tratar um indivíduo que está dentro de um contexto, precisa de cuidado e te procurou para conseguir ajuda”, ressaltou a especialista, que é professora da Universidade Federal de Campina Grande. “O que a gente mais precisa para traçar um bom diagnóstico e fazer um tratamento efetivo é ouvir”, complementou.

    O médico paranaense Valdir Silva, que vai trabalhar em Rio Bonito (RJ) pelo programa, concorda e disse que, após a oficina, se sente preparado para oferecer um atendimento mais humanizado aos cidadãos. “A receptividade e a atenção com quem estamos atendendo já faz parte do processo de cura. Isso vai fazer diferença na vida da pessoa para seguir ou não as nossas diretrizes desde a primeira visita”, pontuou.

    Vanille ainda comentou sobre a importância da linguagem: “A pessoa não é obesa, porque isso não a define como um todo. Ela tem obesidade”. A especialista ainda recomendou aos médicos evitar fazer suposições – uma pessoa gorda não está fisicamente inativa necessariamente, por exemplo – e trabalhar com o controle da obesidade para que a pessoa tenha saúde hoje, e não apenas no futuro.

    Método Clínico Centrado na Pessoa

    O médico de família e comunidade Carlos Vieira, que iniciou a carreira no Mais Médicos, apresentou ferramentas práticas de manejo da pessoa com obesidade, como o Método Clínico Centrado na Pessoa, que tem como premissa deixar o paciente trazer o que é importante para ele ao invés de uma abordagem impositiva. “É uma junção do nosso conhecimento técnico-científico com o conhecimento da pessoa, que é a especialista em si mesma, para que sejam feitas as melhores escolhas dentro da realidade dela”, explicou.

    Taís Andrade de Almeida, médica carioca que vai trabalhar em Niterói (RJ) pelo programa, entende que o método faz a diferença na melhoria da saúde da pessoa. “O paciente vai além do sobrepeso e da obesidade. Ao olhar só para o peso, a gente esquece todas as outras questões, inclusive doenças graves, que podem estar acontecendo e que vão além do que a gente vê. Temos que olhar para ele como um todo”, comentou.

    A entrevista motivacional está incluída nesse contexto, com perguntas abertas, validação dos sentimentos e dificuldades que a pessoa relata e compartilhamento de conselhos e informações quando necessário, para apoiar a autonomia da pessoa. Além disso, compartilhar o cuidado com a equipe multiprofissional da Unidade Básica de Saúde (UBS), fazer visitas domiciliares e encaminhamentos para a atenção especializada quando for preciso fazem parte da estratégia. “Não é preciso resolver tudo em uma só consulta. O cuidado é longitudinal e o vínculo é a nossa estratégia mais poderosa”, disse.

    Além dos cuidados nos atendimentos individuais, ele também lembrou da importância de preencher corretamente os dados de cada pessoa com obesidade no prontuário eletrônico do e-SUS APS. “Com dados, a gente faz ciência, a gente faz políticas públicas e a gente consegue avançar no tratamento e no cuidado. E tendo os dados da sua população no e-SUS, você consegue puxar relatórios, entender como é o perfil da população atendida no território e, a partir disso, promover ações, como atividades em grupo”, defendeu.

    A oficina Estigma da Obesidade e Gordofobia no Ambiente de Cuidados à Saúde foi uma iniciativa das secretarias de Atenção Primária à Saúde (Saps) e de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), e disponibilizou este link com as principais publicações do Ministério da Saúde a respeito do cuidado com a obesidade.

    Laísa Queiroz
    Ministério da Saúde

  • Relatório do Ministério da Saúde e OMS alerta: 1 em cada 12 hospitais do mundo tem risco de paralisação por causas relacionadas ao clima

    Relatório do Ministério da Saúde e OMS alerta: 1 em cada 12 hospitais do mundo tem risco de paralisação por causas relacionadas ao clima

    O aumento das temperaturas e o colapso de sistemas de saúde estão custando cada vez mais vidas, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (14) durante a COP30 pelo Ministério da Saúde do Brasil e Organização Mundial da Saúde (OMS). As mudanças climáticas já desenham uma emergência global de saúde: mais de 540 mil pessoas morrem por calor extremo a cada ano, e um em cada 12 hospitais no mundo corre risco de paralisação por causas relacionadas ao clima.

    O Relatório Especial da COP30 “Saúde e Mudanças Climáticas: Implementando o Plano de Ação em Saúde de Belém” faz um apelo por ações imediatas e coordenadas para proteger a saúde em um planeta que aquece rapidamente. O documento dá sequência ao lançamento do Plano de Ação em Saúde de Belém, iniciativa do Ministério da Saúde do Brasil, apresentado no dia 13/11. É o primeiro plano internacional de adaptação climática dedicado exclusivamente à saúde, um marco da COP30, e que já conta com adesão de mais de 80 países e instituições.

    “Com a publicação deste relatório, o Brasil e a OMS reafirmam a importância da COP30 como a COP da Verdade. O relatório comprova – com dados e evidências – que as mudanças climáticas já impactam diretamente os sistemas de saúde em todo o mundo”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “As tragédias recentes mostram que este é o momento de implementar medidas contra o impacto das mudanças climáticas na saúde. O Plano de Ação em Saúde de Belém e este relatório oferecem aos países as ferramentas necessárias para transformar evidências científicas em ações concretas”, destacou.

    “A crise climática é uma crise de saúde – não em um futuro distante, mas aqui e agora”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Este relatório traz evidências sobre os impactos das mudanças climáticas nas pessoas e nos sistemas de saúde, além de exemplos concretos do que os países já estão fazendo – e podem fazer – para proteger vidas e fortalecer seus sistemas de saúde.”

    Com as temperaturas globais 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, o planeta já vive impactos crescentes sobre a saúde. O relatório afirma que entre 3,3 e 3,6 bilhões de pessoas vivem hoje em áreas altamente vulneráveis às mudanças climáticas e os hospitais enfrentam 41% mais risco de danos causados por eventos climáticos extremos do que em 1990. O que reforça a urgência de fortalecer e adaptar os sistemas de saúde para proteger as comunidades dos impactos climáticos.

    Sem uma rápida descarbonização, o número de unidades de saúde ameaçadas pode dobrar até meados do século, o que evidencia a importância de medidas de adaptação para proteger a infraestrutura de saúde. O próprio setor da saúde é responsável por cerca de 5% das emissões globais de gases de efeito estufa e precisa acelerar sua transição para sistemas de baixo carbono e resilientes ao clima.

    O relatório identifica lacunas críticas que exigem atenção imediata. Apenas 54% dos planos nacionais de adaptação em saúde avaliam riscos às unidades de saúde; menos de 30% dos estudos consideram renda, 20% abordam gênero, e menos de 1% incluem pessoas com deficiência.

    “As evidências são claras: proteger os sistemas de saúde é um dos investimentos mais inteligentes que um país pode fazer”, destacou Nick Watts, diretor do Centro de Medicina Sustentável da Universidade Nacional de Singapura (NUS) e presidente do grupo de especialistas que orientou o relatório. “Destinar apenas 7% dos recursos de adaptação à saúde permitiria salvar bilhões de vidas e manter serviços essenciais funcionando durante choques climáticos – justamente quando as pessoas mais precisam.”

    Há avanços. Entre 2015 e 2023, o número de países com Sistemas Nacionais de Alerta Precoce Multirrisco dobrou para 101, cobrindo dois terços da população mundial. No entanto, apenas 46% dos países menos desenvolvidos e 39% dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento contam com sistemas eficazes.

    A mensagem central do relatório é clara: já há evidências suficientes para agir em larga escala. Intervenções eficazes, de baixo custo e alto impacto existem para cada um dos eixos do Plano de Ação em Saúde de Belém.

    O documento conclama os governos a:

    • Integrar objetivos de saúde às Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e aos Planos Nacionais de Adaptação (NAPs);
    • Utilizar as economias geradas pela descarbonização para financiar a adaptação em saúde e capacitar profissionais;
    • Investir em infraestrutura resiliente, priorizando unidades de saúde e serviços essenciais;
    • Empoderar comunidades e o conhecimento local na formulação das respostas que reflitam as realidades vivenciadas.

    O Governo do Brasil também lançou um relatório complementar, intitulado “Participação Social, Clima e Saúde: Relatório Especial para Apoiar a Implementação do Plano de Ação em Saúde de Belém”, que destaca a importância da governança, da participação social e do engajamento comunitário como dimensões essenciais do plano. O documento alerta que as mudanças climáticas representam riscos profundos para a saúde humana, especialmente para populações vulneráveis e historicamente marginalizadas, e que a adaptação efetiva depende da participação ativa das comunidades na formulação, execução e monitoramento das políticas de saúde.

    Para a pesquisadora, autora e fundadora da ONG Criola, Lúcia Xavier, uma das colaboradoras do relatório, o documento representa um passo importante para ampliar a participação social nas decisões de saúde. “O Plano de Saúde de Belém é uma oportunidade de fortalecer de fato a participação das comunidades. Queremos que as experiências dos territórios, especialmente de afrodescendentes, povos indígenas, mulheres e pessoas de diferentes identidades de gênero, sejam incorporadas em todas as etapas: no acesso às informações, na tomada de decisões, nos investimentos e na capacidade de influenciar os rumos das políticas. É fundamental construir uma relação de confiança entre governo e sociedade para garantir mais equidade nas ações de saúde”, afirma a pesquisadora.

    Juntos, os dois relatórios apresentam caminhos complementares para colocar em prática os objetivos do Plano – um com foco em evidências e implementação, outro em participação inclusive e liderança entre sociedades.

    Sobre o Plano de Ação em Saúde de Belém

    O Plano de Ação em Saúde de Belém lançado pelo Ministério da Saúde do Brasil e um dos principais resultados da Presidência do Brasil na COP30, se baseia em dois princípios transversais: equidade em saúde e justiça climática, e liderança e governança em saúde e clima, com participação social.

    O plano define três linhas de ação para fortalecer sistemas de saúde resilientes ao clima:

    • Vigilância e monitoramento focados no fortalecimento da vigilância integrada e informada pelo clima; 
    • Políticas baseadas em evidências, estratégias e capacitação para ampliar a capacidade de sistemas nacionais e locais de implementar soluções eficazes e equitativas; 
    • Inovação, produção e saúde digital que promovam a pesquisa, desenvolvimento e acesso a tecnologias que atendam às necessidades de diferentes populações.

    O Relatório Especial da COP30 foi elaborado sob orientação de um grupo internacional de especialistas em saúde pública global, coordenado pelo Centro de Medicina Sustentável da NUS e liderado pela OMS e pelo Ministério da Saúde. Com base em mais de 70 estudos de caso de todo o mundo, o documento apresenta exemplos práticos de intervenções que já estão dando resultados – de sistemas de alerta precoce e hospitais verdes a planejamento de saúde informado pelo clima e financiamento sustentável.

    Acesse o Relatório

    Informações para a imprensa:

    Ministério da saúde:WHO: 

    Ministério da Saúde

  • Dia Mundial do Diabetes: saiba como o cuidado e monitoramento são realizados no SUS

    Dia Mundial do Diabetes: saiba como o cuidado e monitoramento são realizados no SUS

    Uma breve caminhada de casa até a Unidade Básica de Saúde (UBS) do município de Manicoré, no Amazonas, é o suficiente para que o trabalhador rural Delson do Nascimento receba o acolhimento necessário ao acompanhamento do diabetes, condição com a qual vive há cinco anos. Ele é atendido pela Estratégia de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR), que garante o cuidado contínuo e próximo à sua realidade no território amazônico.

    “Descobri que tinha diabetes quando trabalhava na roça e passei a sentir tonturas, fraqueza no corpo, não conseguia enxergar direito. Fui ao médico, fiz os exames e entendi o que era diabetes. Hoje eu tomo o medicamento certinho e me alimento bem do jeito que a nutricionista recomenda. Sou muito bem atendido sempre que venho à UBS”, afirma Delson, 65 anos, acompanhado pela equipe multidisciplinar da UBS Manoel Vaz Vieira. 

    Foto: acervo pessoal
    Foto: arquivo pessoal

    O trabalhador rural que mora na comunidade ribeirinha amazônica é uma das 12,3 milhões de pessoas no Brasil com mais de 18 anos diagnosticada com diabetes mellitus, o que representa cerca de 7,7% da população, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019.

    No Dia Mundial do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira (14), o Ministério da Saúde reforça a importância não só do diagnóstico, mas também da prevenção e do cuidado integral. É na UBS que essas pessoas encontram acolhimento e o acompanhamento de saúde adequado, incluindo exames, consultas, tratamento e ações de prevenção e promoção da saúde, conduzido por equipes multidisciplinares de saúde. 

    Diagnóstico e cuidados

    O Diabetes Mellitus é uma doença crônica não-transmissível provocada pela incapacidade do organismo em produzir insulina ou de utilizá-la adequadamente. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, controla a quantidade de glicose no sangue. Ela é essencial para que o corpo consiga metabolizar a glicose obtida por meio dos alimentos ingeridos diariamente e que são a principal fonte de energia.

    O diagnóstico é feito por meio de exame que mede a quantidade de glicemia no sangue e começa com o acolhimento na UBS, a porta de entrada do usuário no SUS para a prevenção, o diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento contínuo, controle dos fatores de risco associados e prevenção de complicações, bem como ações de vigilância e promoção da saúde. 

    Mais de 12,6 milhões de atendimentos a pessoas com diabetes foram registrados na Atenção Primária à Saúde (APS) entre os meses de janeiro a maio deste ano, de acordo com dados do Sistema de Informação da Atenção Primária à Saúde (Siaps).

    Além do monitoramento nas UBS, o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece gratuitamente quatro tipos de insulinas: insulinas humanas NPH e regular e insulinas análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais e injetável para diabetes. Para o monitoramento do índice glicêmico, as UBS também disponibilizam tiras/fitas reagentes, lancetas e seringas, conforme indicação para cada caso, tanto para os medicamentos quanto para os insumos.

    Desde fevereiro de 2025, o Programa Farmácia Popular passou a disponibilizar gratuitamente 100% dos medicamentos e insumos, incluindo medicamentos para diabetes.  

    Entre os atendimentos realizados, estão os de monitoramento do jornalista aposentado João Batista da Silva, morador de Brasília, no Distrito Federal. Há 12 anos, ele adota cuidados específicos, com o acompanhamento de equipe multidisciplinar de saúde na UBS próxima à sua casa.

    “Desde que fui diagnosticado, faço todo o tratamento pelo SUS. A equipe de saúde é maravilhosa, me orienta e me ajuda a pegar os medicamentos. Tem também o agente de saúde, que vai sempre à minha casa saber como estou e encaminha as solicitações de exames periódicos que preciso fazer. Me sinto bastante acolhido”, afirma João Batista.

    Entre as medidas preventivas para as condições crônicas, como o diabetes, estão a prática regular de atividade física, seguindo as orientações do Guia da Atividade Física para a População Brasileira, e a adoção de uma alimentação adequada e saudável, conforme o Guia Alimentar para a População Brasileira.

    Priscila Viana
    Ministério da Saúde

  • Embarcação SESI Saúde no Pará é integrada ao programa Agora Tem Especialistas

    Embarcação SESI Saúde no Pará é integrada ao programa Agora Tem Especialistas

    Belém (PA) – A Embarcação SESI Saúde Conectada, que atende populações ribeirinhas na Amazônia, passa a integrar o programa Agora Tem Especialistas – Rios de Especialistas. A iniciativa, anunciada nesta sexta-feira (14), amplia o acesso a atendimentos especializados para essas comunidades, com prioridade aos trabalhadores da indústria que vivem em áreas de difícil acesso. O projeto é resultado de um Acordo de Cooperação Técnica entre o SESI e o Ministério da Saúde para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.

    Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a parceria reforça o compromisso da pasta com uma agenda que une tecnologia, sustentabilidade e justiça social. “Esta iniciativa, que garante acesso a especialistas por telessaúde, representa uma mudança na realidade de saúde das comunidades ribeirinhas. Ontem, durante a COP30, lançamos o Plano de Ação em Saúde de Belém, voltado a tornar os sistemas de saúde mais resilientes frente às mudanças climáticas. E hoje estamos inaugurando um serviço conectado aqui na Amazônia, justamente a região que mais sente os efeitos climáticos”, afirmou.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Com conectividade via satélite, a embarcação oferece teleconsultas, exames e atendimentos com equipe multidisciplinar, priorizando o acompanhamento de doenças crônicas e ações de prevenção. A estrutura é sustentável: possui motores elétricos alimentados por painéis solares, foi construída com madeira de reflorestamento e conta com sistemas de gestão de resíduos que reduzem o impacto ambiental.

    Segundo o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, a iniciativa integra desenvolvimento produtivo e responsabilidade ambiental e social. “O SESI desempenha um papel central na criação de soluções que aproximam as pessoas das transformações que o planeta exige. Em Belém, reafirmamos nosso compromisso com a educação, a saúde e a sustentabilidade como caminhos para garantir dignidade e futuro às próximas gerações”, destacou.

    O presidente da FIEPA e diretor regional do SESI Pará, Alex Carvalho, ressaltou que melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores da indústria é fundamental para assegurar uma transição justa para a nova economia. “A presença do SESI na COP30 mostra que a economia de baixo carbono também depende da valorização das pessoas. Aqui na Amazônia, sabemos que desenvolvimento e sustentabilidade precisam caminhar juntos, e a indústria paraense está pronta para ser parte ativa dessa transformação.”

    O lançamento contou com as presenças do diretor-superintendente do SESI Nacional, Paulo Mól; do superintendente de Saúde e Segurança na Indústria do SESI Nacional, Emmanuel Lacerda; além de autoridades e representantes do setor produtivo.

    Vanessa Aquino
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde produz filme contra racismo

    Como parte das ações do Novembro Negro, mês de valorização da cultura e história afro-brasileira e da luta contra o racismo, o Ministério da Saúde (MS) lançou o documentário “Sorriso Negro”, com 17 entrevistas com trabalhadores da pasta no Rio de Janeiro, revelando as histórias por trás de cada sorriso. A iniciativa busca fortalecer, por meio da arte, as vozes e trajetórias negras que constroem cotidianamente o Sistema Único de Saúde (SUS).

    O lançamento aconteceu no dia 7 de novembro, na sede da Associação dos Servidores Municipais, Estaduais e Federais do Rio de Janeiro (Assist) e contou com a participação da equipe de produção, do elenco e convidados. O filme também está percorrendo unidades federais de saúde e, em breve, será disponibilizado gratuitamente no streaming da FioFlix.

    Inspirado na exposição fotográfica “Sorriso Negro”, idealizada em 2017 pela assistente social Rosimeri Ramos no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), o filme amplia o alcance do projeto que já retratou mais de mil profissionais negros dos hospitais e institutos federais do Rio. Apoiada pela VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz, a produção tem como ponto de partida a pergunta “O que te faz sorrir?”, criando um mosaico de sorrisos, afetos e experiências. Entre as respostas, surgem lembranças de familiares, amizades, grupos de trabalho, conquistas e momentos marcantes – reflexos da diversidade de vivências que compõem o SUS.

    O nome do documentário e da exposição vem da canção homônima de Dona Ivone Lara, cantora, enfermeira, assistente social, terapeuta ocupacional e servidora pública do Ministério da Saúde por 37 anos. A estreia contou com a presença de Eliana Lara, nora e responsável pelo acervo de Dona Ivone, e outros familiares.

    O curta é uma produção do Departamento de Gestão Hospitalar no Estado do Rio de Janeiro (DGH/SAES/MS), com apoio do Centro Cultural do Ministério da Saúde. O filme também está percorrendo unidades federais de saúde e, em breve, será disponibilizado gratuitamente no streaming da FioFlix.

    Para a coordenadora-geral de Governança Hospitalar do DGH, Jesana Alves, o filme tem uma importância simbólica e política muito grande. “Celebrar o Novembro Negro é reconhecer que a população negra construiu e constrói todos os dias a história do Brasil, além de admitir que seguimos enfrentando desigualdades profundas, inclusive no acesso à saúde, no acolhimento, no cuidado e no reconhecimento das nossas vivências e identidades. ‘Sorriso Negro’ não fala de um sorriso ingênuo, fala de resistência, do sorriso que atravessa séculos de luta, do sorriso que renuncia, reivindica, cria e transforma. O sorriso que diz: nossas vidas importam, nossas histórias importam, nossa saúde importa”, enfatizou Jesana.

    Ficha técnica do curta

    Direção: Marcio Nolasco
    Roteiro: Leandro Rocha da Silva e Marcio Nolasco
    Produção executiva: Pamela Araujo
    Direção de produção: Edileuza Jordana
    Direção de fotografia e Câmera: Alexandre Brum
    Montagem e Edição: Marcos Paulo Benevides Pereira
    Idealização e Coordenação de comunicação: Pamela Araujo
    Arte gráfica: Edileuza Jordana e Marcos Paulo Benevides Pereira
    Colaboradores: Anís Morais, Cintia Nery e Gustavo Maia
    Apoio: VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz

    Flávia Barreto
    Ministério da Saúde