Categoria: SAÚDE GOV

  • Mosquitos sem dengue? Entenda como funciona o método Wolbachia

    Mosquitos sem dengue? Entenda como funciona o método Wolbachia

    O método Wolbachia é uma das tecnologias adotadas pelo Ministério da Saúde para reduzir casos de dengue, Zika, chikungunya, febre amarela e outras arboviroses no Brasil. Como o próprio nome indica, a tecnologia consiste em inserir a bactéria Wolbachia, presente em 60% dos insetos, incluindo em alguns mosquitos, no Aedes aegypti. Essa bactéria impede que os vírus dessas doenças se desenvolvam dentro do mosquito, reduzindo sua capacidade de transmissão.

    Ao serem liberados no ambiente, os mosquitos com Wolbachia se reproduzem com os mosquitos selvagens, formando uma nova geração com menor capacidade de transmitir essas arboviroses. A longo prazo, o número de mosquitos com a bactéria aumenta, substituindo a linhagem original.

    Os mosquitos Aedes aegypti com a bactéria são chamados de Wolbitos. Eles não são transgênicos, ou seja, não tem nenhuma modificação genética. É importante destacar que a Wolbachia  não transmite doenças para humanos e outros mamíferos. O método é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e já foi adotado em 14 países.

    Em parceria com a Fiocruz, a Wolbito Brasil, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP), o Ministério da Saúde inaugurou a maior biofábrica de Wolbachia do mundo.

    A nova biofábrica permitirá que sejam produzidos 100 milhões de ovos por semana. Antes, o alcance era de cerca de 5 milhões de pessoas, e agora saltará para 140 milhões, abrangendo aproximadamente 40 municípios com maiores incidências de casos da doença nos últimos anos.

    Foto: divulgação/MS

    Onde estão os Wolbitos?

    O método já está presente no Brasil há mais de dez anos. Niterói, no Rio de Janeiro, foi a primeira cidade a implementar o método. Dados mais recentes mostram que o município já reduziu em 88,8% o número de casos de dengue.

    Foto: divulgação/MS

    Ainda neste ano, Natal (RN), Uberlândia (MG) e Presidente Prudente (SP) devem implementar o método.

    João Vitor Moura
    Ministério da Saúde

  • Ministro da Saúde inaugura serviços especializados no Pará como legado da COP 30

    Ministro da Saúde inaugura serviços especializados no Pará como legado da COP 30

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou nesta quinta-feira (28), em Breves (PA), o primeiro Centro Especializado em Reabilitação (CER III) da Ilha do Marajó e, em Belém, entregou 43 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) a municípios paraenses, totalizando mais de R$ 23 milhões em investimentos. As ações fazem parte do legado da COP 30, que será realizada este ano em Belém, e ampliam o acesso da população a serviços especializados e a estruturas de atendimento em áreas remotas.

    Ainda na capital, Padilha lançou o cofinanciamento da Atenção Primária, vinculado ao Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna, com recursos para incentivar boas práticas, reduzir desigualdades, fortalecer o vínculo entre profissionais e comunidades e melhorar a qualidade do atendimento nas UBS.

    “Pela primeira vez, a Ilha do Marajó conta com um equipamento completo de reabilitação, aliado à oficina ortopédica e integrado a um plano que já dobrou o número de Unidades Básicas de Saúde Fluviais, e ampliou equipes de saúde da família”, afirmou Padilha.

    Com investimento de quase R$ 7 milhões, o CER III de Breves reforça a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) no Marajó. A unidade oferece reabilitação auditiva, física e visual, além de Oficina Ortopédica para produção de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, beneficiando sete municípios: Anajás, Bagre, Breves, Curralinho, Gurupá, Melgaço e Portel. A expectativa é realizar cerca de 3,7 mil procedimentos mensais, atendendo 500 pessoas por mês.

    Adquiridas com recursos do Novo PAC Saúde, as 43 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), entregues pelo ministro da Saúde, estão equipadas para ampliar o acesso ao atendimento odontológico, especialmente em áreas rurais, ribeirinhas e indígenas, onde a oferta de serviços de saúde bucal é limitada.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    O investimento de mais de R$ 16 milhões reforça a rede de atenção primária no Pará, estado que apresenta índices de saúde bucal abaixo da média nacional, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Bucal – SB Brasil 2023.

    “Mais de 10% de todos os veículos enviados ao país vêm para o Pará, garantindo saúde bucal até nas áreas rurais e ribeirinhas. Após 10 anos sem investimentos, o governo federal voltou a comprar odontomóveis: já entregamos 400 e vamos entregar mais 400 até o fim do ano. A novidade é que os odontomóveis chegam equipados com impressoras 3D, que produzem próteses em apenas 15 minutos, dando dignidade e rapidez ao atendimento”, destacou o ministro.

    No último dia 21, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Padilha entregaram 400 UOMs em Sorocaba (SP). Com investimento de R$ 152 milhões do Novo PAC Saúde, os veículos vão beneficiar 1,4 milhão de pessoas em 400 municípios de todos os estados. A ação marca a retomada, após 10 anos, de uma política estratégica do Brasil Sorridente, que garante acesso à saúde bucal em regiões de difícil acesso.

    Legado para a COP 30

    As ações se somam a uma série de investimentos que o governo federal vem implementando no Pará em preparação para a COP 30. Para o ministro Alexandre Padilha, a conferência representa uma oportunidade de transformar a cidade com benefícios permanentes para a população local. O compromisso do governo é deixar um legado real, fortalecendo a rede pública de saúde para além do evento, com infraestrutura e serviços duradouros que prepararão Belém não apenas para receber a COP 30, mas para o futuro.

    O investimento federal em saúde no arquipélago tem crescido: de R$ 73,3 milhões em 2022 para R$ 134,3 milhões em 2024. Em 2025, até agosto, já foram destinados R$ 105,5 milhões, com expectativa de novos aportes até o fim do ano. Entre as ações, destaque para a ampliação das Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF), que passaram de 5 em 2022 para 10 em 2024, com custeio ampliado de R$ 5,2 milhões para R$ 12,7 milhões. O Novo PAC Saúde também destinou R$ 37,1 milhões à região entre 2024 e 2025, incluindo equipamentos, duas UOMs e a construção de 14 UBS.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Com inauguração de acelerador linear, Ministério da Saúde amplia tratamento de câncer em Passo Fundo (RS)

    Com inauguração de acelerador linear, Ministério da Saúde amplia tratamento de câncer em Passo Fundo (RS)

    Para garantir atendimento de ponta e fortalecer as ações do Agora Tem Especialistas no Rio Grande do Sul, o Hospital de Clínicas de Passo Fundo (HCPF) inaugurou um novo acelerador linear, que vai garantir acesso à radioterapia aos pacientes do Sistema Único de Saúde. Com a habilitação do novo serviço, a unidade passa a integrar a Rede Nacional de Atenção Oncológica, com potencial para atender cerca de 50 pacientes por dia. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da inauguração nesta quarta-feira (27).

    “Inauguramos um acelerador linear, que foi recém trazido pelo Ministério da Saúde, junto com toda a obra. A expectativa é atender, por ano, 600 a 700 novos pacientes em tratamento do câncer”, reforçou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    A ampliação do acesso à assistência oncológica em Passo Fundo, uma das áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas, vai fortalecer as ações para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS. Em 2025, o Hospital de Clínicas realizou cerca de 400 cirurgias pelo programa, sendo 85 voltadas para oncologia. No total, o Ministério da Saúde investiu R$ 3,6 milhões para garantir tratamento cirúrgico em câncer e outras especialidades ofertadas na unidade.

    Foto: Jerônimo Gonzalez/MS
    Foto: Jerônimo Gonzalez/MS

    O Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) 2025 prevê a aquisição de um novo acelerador linear para o hospital, no valor de R$ 10,6 milhões. Até 2026, serão adquiridos mais 121 aceleradores lineares para expandir os serviços de radioterapia em todo o país.

    “Com os novos aceleradores, Passo Fundo supera a dificuldade que tinha para a radioterapia e pode passar a incluir mais de 1,4 mil pacientes por ano, no esforço do Agora Tem Especialista para reduzir o tempo de espera por atendimento”, afirmou o ministro.

    O Hospital de Clínicas é uma unidade filantrópica, com gestão estadual. Com 330 leitos, sendo 218 destinados aos pacientes do SUS, o hospital é habilitado em alta complexidade em áreas como cardiologia, neurologia e atenção à gestação de alto risco. Durante a visita, o ministro Alexandre Padilha conheceu as três novas Unidades de Atendimento SUS: maternidade, pediatria e hemodiálise.

    Quanto à saúde da mulher, o HCPF é referência em parto e nascimento para 147 municípios, o que corresponde a cerca de 1,2 milhão de pessoas. A região coberta pelo hospital concentra 78% da população indígena aldeada do Rio Grande do Sul, das etnias Kaingang, Guarani, Laklano Xokleng e Charrua.  

    Mais Médicos no Rio Grande do Sul

    Ainda nesta quarta-feira, o ministro Alexandre Padilha ministrou palestra sobre o Mais Médicos para profissionais que integram o programa, seus tutores e supervisores, no Campus Passo Fundo, da Universidade Federal da Fronteira do Sul (UFFS). No Rio Grande do Sul, há 1.574 médicos vinculados ao programa, sendo 25 em Passo Fundo.

    “Nós estamos distribuindo hoje, pelo Brasil, mais mil médicos, que vão atender em cerca de mil municípios brasileiros pelo programa Mais Médicos do Brasil, espalhados em todos os estados do nosso país e nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas”, anunciou o ministro Padilha.

    O Mais Médicos leva médicos para regiões prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade, onde há escassez ou ausência desses profissionais. Também promove a formação e qualificação por meio de parcerias com instituições de ensino.  No total, cerca de 27 mil médicos estão em atuação.

    Ana Célia Costa 
    Ministério da Saúde 

  • Projeto promove participação social na atenção à saúde do homem no SUS

    Projeto promove participação social na atenção à saúde do homem no SUS

    O projeto Participação Social na Atenção à Saúde do Homem: formação e qualificação das instâncias de controle social para fortalecimento da Pnaish no SUS começou nesta quarta-feira (27) em Recife (PE). A agenda vai até amanhã (28) para o público pernambucano e, em seguida, percorrerá as outras 26 unidades da Federação.

    A iniciativa faz parte de uma ação estratégica para aproximar e consolidar as diretrizes da Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem (Pnaish) entre setores da sociedade civil, como os de controle social, participação popular e representantes dos movimentos  sociais. O projeto também pretende identificar nos territórios as principais necessidades e dificuldades para implementar os eixos temáticos da política.

    O coordenador de Atenção à Saúde dos Homens do Ministério da Saúde, Celmário Brandão, destaca que, entre 2015 e 2022, apenas 26,1% dos atendimentos individuais na atenção primária do SUS eram relativos ao sexo masculino, na faixa etária de 20 a 59 anos. “É necessário discutir os modos como os homens são socializados e educados, pois isso afeta profundamente a própria saúde e a vida daqueles que os cercam. É importante divulgar a Pnaish para toda a sociedade civil, tendo em vista sua expansão e a qualificação por meio do engajamento dos movimentos sociais”, reforça.

    As taxas de internações por condições que poderiam ser resolvidas na atenção primária à saúde são majoritariamente superiores na população masculina. A  mortalidade por condições crônicas também é maior, e 76% das hospitalizações por causas externas são de homens. “Esperamos não apenas ampliar o acesso e o acolhimento dos homens, diminuindo os índices de morbimortalidade dessa população, mas também contribuir para reflexões importantes sobre iniquidades de gênero em nossa sociedade”, ressalta o coordenador.

    Depois de Recife, a próxima capital a oferecer a oficina será o Rio de Janeiro. O número de vagas para participar das oficinas é limitado, e o critério para seleção de participantes vai considerar a inserção em movimentos sociais, em conselhos e em​ ações afirmativas.

    Sobre a Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem (Pnaish)

    A Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem (Pnaish), criada em 2009, promove espaços de formação e de diálogo entre diferentes setores e a participação social em torno das masculinidades, do acesso e dos cuidados à população masculina, construindo estratégias mais sensíveis às singularidades dos sujeitos. Os eixos estratégicos da Pnaish são:

    • acesso e acolhimento;
    • saúde sexual e saúde reprodutiva;
    • paternidade e cuidado;
    • doenças prevalentes na população masculina; e
    • prevenção de violências e acidentes.

    Saiba mais sobre Saúde do Homem

    Ministério da Saúde

  • No México, Governo Federal celebra acordos em regulação sanitária e em vacinas com RNA mensageiro

    No México, Governo Federal celebra acordos em regulação sanitária e em vacinas com RNA mensageiro

    O Ministério da Saúde participa da missão oficial do vice-presidente Geraldo Alckmin, em 27 e 28 de agosto, para ampliar a cooperação com o México. Entre as ações na área da saúde, foi firmado um memorando entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comisión Federal para la Protección contra Riesgos Sanitarios (Cofepris), para acelerar análises regulatórias, além de um acordo entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o governo mexicano para o desenvolvimento de tecnologias em RNA mensageiro e produção de vacinas. 

    “Esta parceria é um marco para a soberania sanitária dos dois países”, afirmou Alckmin, ao explicar que a cooperação está alinhada à Missão 2 da Nova Indústria Brasil, que busca fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Ele disse ainda que “unir a excelência científica do Brasil com a capacidade do México em uma tecnologia de ponta como o mRNA significa mais saúde e autonomia para as duas maiores democracias e economia da América Latina”.  

    A viagem ocorre no momento em que o governo brasileiro busca diversificar mercados, diante do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.   O Ministério da Saúde planeja uma cooperação com o governo mexicano para o desenvolvimento de vacinas, além da construção de um plano de erradicação da dengue e o controle biológico do mosquito com a tecnologia Wolbachia.   

    A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Fernanda De Negri, participou de reunião com empresários brasileiros e mexicanos, além do secretário da Saúde do México, David Kershenobich Stalnikowitz. Na ocasião, foi discutida a criação de um comitê bilateral de saúde, que reunirá a Secretaria de Saúde do México e o Ministério da Saúde do Brasil para acompanhar novas parcerias, além de identificar oportunidades de investimento e pesquisa entre os dois países. 

    A secretária destaca o compromisso do Brasil com a cooperação internacional e abre oportunidades estratégicas para o setor produtivo das duas maiores economias da América Latina. “Estamos ampliando os laços com o México e criando condições para avançarmos juntos em pesquisa, inovação, regulação e produção de medicamentos. Também reforçamos o convite ao México para integrar a Coalizão para Produção Local e Regional, iniciativa liderada pelo Brasil e lançada em Genebra, durante a Assembleia Mundial da Saúde”, afirmou Fernanda De Negri. 

    Confiança regulatória 

    O acordo de reconhecimento mútuo de análises regulatórias entre a Anvisa e a Cofepris, órgão regulador mexicano, adota o mecanismo, conhecido como reliance, que permitirá o aceite automático de laudos emitidos por um dos países, acelerando processos de avaliação e ampliando a confiança regulatória.  

    Tecnologias em RNA mensageiro 

    A Fiocruz assinou um memorando de entendimento com o Laboratórios de Biológicos y Reactivos de México, integrante do Ministério de Saúde do México, voltado à colaboração na área de plataformas baseadas em RNA mensageiro, uma tecnologia estratégica que vem recebendo amplos investimentos do governo brasileiro para ampliar a capacidade de inovação e produção nacional. 

    “O MdE simboliza nossos esforços para fortalecer a relação bilateral entre Brasil e México. Muitos dos desafios em saúde pública são comuns aos dois países e é relevante estabelecer parcerias como essa, que cria oportunidade para fortalecer as capacidades tecnológicas e produtivas regionais e oferecer melhores produtos e serviços de saúde para a população das Américas”, afirma a Vice-Presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz.  

    Plataforma de mRNA mensageiro  

    A Fiocruz desenvolveu a primeira plataforma nacional de RNA mensageiro (RNAm) para vacinas e terapias. A conquista, realizada por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), representa um marco científico para o Brasil na medida em que garante capacidade própria de pesquisa, desenvolvimento e produção dessa tecnologia considerada de vanguarda no mundo.  

    Com a plataforma inteiramente nacional, o país passa a contar com uma base tecnológica capaz de desenvolver novos produtos de forma ágil e com menor custo. Para cada doença, basta inserir a “informação genética” que será usada para induzir a resposta imunológica, sem a necessidade de reiniciar o processo desde o início. A tecnologia foi depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). 

    Cooperação internacional 

    A missão incluiu ainda encontro com o secretário de Saúde do México, David Kershenobich Stalnikowitz, reuniões setoriais com empresário brasileiros e mexicanos do setor industrial da saúde, com o objetivo de fortalecer parcerias em políticas públicas, produção e desenvolvimento de vacinas, regulação sanitária e inovação em saúde. 

    Participam da comitiva brasileira a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; a secretária-geral do Itamaraty, Maria Laura da Rocha; presidentes de órgãos como ApexBrasil, Conab e Anvisa; além de representantes da saúde, como Fiocruz e Instituto Butantan, e empresários de diversos setores. 

    O fortalecimento da parceria entre Brasil e México também se reflete no campo da saúde. O comércio bilateral, que somou US$ 13,6 bilhões em 2024, abre espaço para ampliar cadeias produtivas estratégicas de vacinas, medicamentos e insumos. A cooperação em inovação, regulação sanitária e biotecnologia reforça o compromisso dos dois países em desenvolver soluções conjuntas e reduzir dependências externas, consolidando a saúde como eixo de desenvolvimento sustentável.  

     Ministério da Saúde

  • Brasil fortalece cooperação em saúde com o Uruguai e reforça vacinação nas fronteiras com países do Mercosul

    Brasil fortalece cooperação em saúde com o Uruguai e reforça vacinação nas fronteiras com países do Mercosul

    A Comissão Binacional de Saúde na Fronteira entre Brasil e Uruguai foi reativada para fortalecer a cooperação sanitária entre os dois países. A retomada está alinhada à agenda do Mercosul sob presidência pro tempore brasileira na área da saúde e fortalece o acordo do bloco firmado com a União Europeia para avanços em inovação e produção nacional, preservando o poder de compra do Sistema Único de Saúde (SUS). A reativação ocorreu durante reunião bilateral entre o ministro da Saúde (BR), Alexandre Padilha; e a ministra da Saúde (UY), Cristina Lustemberg, em Rivera.

    “Essa retomada é também um ato político em defesa da ciência e contra o negacionismo. Temos clareza de que cada passo dado na saúde das fronteiras é também um passo para o desenvolvimento, para gerar conhecimento, tecnologia e renda, transformando positivamente a vida da nossa gente”, defendeu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    A vacinação é uma das prioridades do Mercosul, principalmente com a liderança brasileira, que vem intensificando as ações para ampliar a cobertura vacinal após um período marcado por baixa adesão e incentivo à vacinação com o negacionismo. Para reforçar esse compromisso, os Ministérios da Saúde do Brasil e do Uruguai realizam, entre os dias 26 e 28 de agosto, uma mobilização binacional para imunizar moradores da faixa de fronteira e migrantes na chamada “Fronteira da Paz”, entre os municípios de Sant’Ana do Livramento (RS) e Rivera (Uruguai).

    “A ação que realizamos hoje aqui, juntos, simboliza a nossa luta pela vida, pela proteção das pessoas e pela integração solidária entre Brasil e Uruguai. Nossa fortaleza está na integração regional para produzir medicamentos, formar profissionais, compartilhar tecnologia e assegurar acesso à saúde da população. Nossos países têm sistemas de saúde públicos que se reconhecem nas mesmas prioridades e desafios, especialmente nas regiões de fronteira”, reforçou Padilha.

    Foto: Walterson Rosa/MS
    Foto: Walterson Rosa/MS

    Durante a mobilização, serão disponibilizadas todas as vacinas dos calendários nacionais de ambos os países. Além de ampliar a cobertura vacinal, a ação busca a manutenção do status do Brasil de país livre do sarampo e de outras doenças imunopreveníveis, reforçando o compromisso regional com a saúde pública e a integração fronteiriça.

    Em 2025, até o momento, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 204,9 milhões de doses de vacinas do Calendário Nacional de Imunização para os estados. Desse total, mais de 117,8 milhões foram aplicadas em todo o país. No estado do Rio Grande do Sul foram distribuídas mais de 9,6 milhões de doses, das quais mais de 6,5 milhões foram aplicadas.

    A cobertura vacinal em Sant’Ana do Livramento apresenta índices elevados em diversas imunizações, refletindo o esforço contínuo do governo federal, estadual e municipal. A vacina BCG, por exemplo, registra uma cobertura de 96,69%, enquanto a Hepatite B aplicada após 30 dias do nascimento alcança 95,59%, e a Hepatite B em geral, 94,21%. Além disso, a DTP tem cobertura de 92,56%, Polio (93,39%), Pneumo 10 (93,39%) e Meningo C (90,08%).

    Desde 2024 a pasta investiu mais de R$ 12 bilhões na aquisição de imunobiológicos voltados à prevenção e controle de doenças. Além disso, destinou R$ 300 milhões para a Estratégia Vacinação nas Escolas, com foco em ampliar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

    Para manter esses avanços e garantir a proteção contra doenças imunopreveníveis, é fundamental que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada. Todas as vacinas do calendário nacional são gratuitas e estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

    Comissão Brasil-Uruguai

    A Comissão Binacional de Saúde na Fronteira (CBSF) entre Brasil e Uruguai é um instrumento estratégico de cooperação voltado à integração dos serviços de saúde na região fronteiriça. O mecanismo reúne autoridades sanitárias, profissionais de saúde, instituições acadêmicas e representantes da sociedade civil dos dois países para debater e implementar ações conjuntas.

    O objetivo da comissão é fortalecer a articulação sanitária entre as nações, otimizando o atendimento de cidadãos de um país no outro. O grupo busca soluções para desafios recorrentes, como o acesso recíproco a atendimentos de urgência e emergência, mesmo diante da ausência de acordos jurídicos formais que regulamentem esse tipo de assistência transnacional.

    Foto: Walterson Rosa/MS
    Foto: Walterson Rosa/MS

    João Vitor Moura
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde mobiliza estados e municípios para reduzir doenças crônicas

    Ministério da Saúde mobiliza estados e municípios para reduzir doenças crônicas

    O Ministério da Saúde concluiu nesta terça-feira (26), uma série de treinamentos com estados e municípios, para ampliar a integração entre os entes federativos no âmbito da vigilância de doenças e agravos não transmissíveis. Desde 2024, foram realizadas quatro Oficinas Regionais sobre Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis, com cerca de 250 participantes ao longo desses encontros. A mais recente contou com representantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    Durante as oficinas, foi destacada a importância do Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no Brasil 2021-2030. O plano prevê 226 ações estratégicas que envolvem União, estados e municípios, além de indicadores e metas como a redução em um terço da mortalidade prematura por DCNT até 2030, a diminuição de 10% no consumo abusivo de álcool e o aumento de 40% do percentual de municípios notificantes no sistema VIVA/Sinan.

    Segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), Mariângela Simão, a oficina consolida uma agenda nacional que alia prevenção, promoção da saúde e integração de esforços locais. “As doenças crônicas não transmissíveis, bem como as violências e acidentes, estão entre as principais causas de morte no Brasil. O fortalecimento da vigilância e a cooperação entre estados e municípios são essenciais para que possamos avançar no cumprimento das metas do Plano de DANT”, afirmou.

    Além de apresentar resultados como o lançamento do Caderno de Indicadores do Plano de DANT e estudos sobre a capacidade institucional das secretarias estaduais e municipais, os encontros funcionaram como espaço para compartilhamento de experiências exitosas que poderão ser replicadas em outros territórios.

    Com a oficina voltada para Sul e Sudeste, o Ministério da Saúde conclui o ciclo de encontros regionais iniciado em 2024, reforçando o compromisso de alinhar as estratégias nacionais às metas da Agenda 2030 da ONU para o desenvolvimento sustentável.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde implementa e amplia o método Wolbachia em cidades de Santa Catarina

    Ministério da Saúde implementa e amplia o método Wolbachia em cidades de Santa Catarina

    O Ministério da Saúde, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), iniciou nesta quinta-feira (26/08/2025), a liberação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia para combater as arboviroses como dengue, Zika e chikungunya nos municípios de Joinville, Balneário Camboriú e Blumenau, em Santa Catarina. A cidade de Joinville, que vem sendo beneficiada desde 2024, recebeu os mosquitos, chamados Wolbitos, em 60% do território e agora expande a liberação para novas regiões. 

    A escolha dos municípios prioritários é feita pelo Ministério da Saúde com base em indicadores epidemiológicos, ou seja, na ocorrência, em padrões elevados, de casos de dengue nos últimos anos e na presença do Aedes aegypti em infestações capazes de sustentar a transmissão das arboviroses urbanas. A pasta investiu aproximadamente R$ 5,2 milhões na ação nos três municípios. Os mosquitos são produzidos na biofábrica inaugurada em julho de 2025, em Curitiba (PR), que tem capacidade para produzir 100 milhões de ovos por semana. 

    Na ação realizada nos municípios de Santa Catarina, as liberações dos mosquitos deverão ocorrer até o início de 2026, totalizando 26 semanas. Ao todo, mais de 400 mil catarinenses serão beneficiados nesta nova fase de expansão do Método Wolbachia. 

    “O Ministério da Saúde, junto com as secretarias estaduais e municipais de saúde, tem feito a expansão do método Wolbachia, adequando cada vez mais a sistemática do nosso Sistema Único de Saúde, que exige uma parceria sinérgica entre os entes federativos. O objetivo é reduzir a ocorrência de epidemias dentro do nosso país e evitar o óbito por dengue”, afirma o secretário adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente, Fabiano Pimenta. 

    Ele reforça que a ampliação será feita de forma planejada e com base em critérios técnicos: “O Brasil será beneficiado de maneira gradual, levando em consideração critérios epidemiológicos e cidades estratégicas, como, por exemplo, aquelas que têm uma densidade populacional muito grande, com trânsito de pessoas que podem ser mais vulneráveis à introdução da doença com novos sorotipos.” 

    Com a ampliação do método, o Ministério da Saúde complementa as estratégias de enfrentamento às arboviroses urbanas, com base em evidências científicas bem fundamentadas. A população continuará tendo papel fundamental no processo, devendo manter os cuidados tradicionais contra o Aedes aegypti em sinergia com as atividades rotineiras dos Agentes de Combate às Endemias. 

    O método é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e já foi adotado em 14 países. No Brasil, passou a fazer parte das políticas públicas de saúde para o controle das arboviroses, a partir de um seminário internacional que analisou uma série de inovações tecnológicas e recomendou, como estratégia para uso em saúde pública, o método Wolbachia. 

    Ação em Santa Catarina 

    A ampliação da abrangência da estratégia em Santa Catarina representa um ganho para toda a população dos três municípios, que enfrentaram alta transmissão de dengue nos últimos anos. No ano de 2025, foram notificados 27.081 casos prováveis de dengue (336,1 casos por 100.000 habitantes), com 17 óbitos confirmados e outros quatro em investigação. Os dados apresentam uma queda de 92% dos casos no mesmo período de 2024. 

    A implementação do Método Wolbachia, como estratégia complementar às atividades desenvolvidas pelo município, concretiza a parceria entre o Ministério da Saúde e a Fiocruz, junto aos governos locais, na consolidação de novas estratégias para redução dos casos de dengue e outras arboviroses. 

    Sobre a tecnologia 

    O método consiste na produção de mosquitos infectados com Wolbachia, bactéria que é encontrada em centenas de espécies de insetos e não transmite nenhuma doença, e que bloqueia o desenvolvimento dos vírus dentro do Aedes aegypti, diminuindo significativamente sua transmissão. 

    Quando os mosquitos com a bactéria são liberados no ambiente, eles se reproduzem com mosquitos selvagens, ajudando a formar uma nova geração com menor capacidade de transmitir essas arboviroses. Com o tempo, a proporção de mosquitos com a Wolbachia aumenta, dispensando novas liberações. 

    Foto: divulgação/MS
    Foto: Vitor Vasconcelos/MS

    A tecnologia já foi implementada com sucesso em diversas cidades do Brasil e do mundo, sempre com reduções expressivas nos casos de arboviroses. Em Niterói, no Rio de Janeiro, por exemplo, os dados mais recentes apontam redução de até 88,8% nos casos de dengue. 

    Enfrentamento à dengue

    O Ministério da Saúde tem apoiado e financiado estratégias baseadas em evidências científicas e tecnologias inovadoras com o objetivo principal de contribuir para a redução de casos graves e óbitos por arboviroses, organizadas em seis eixos: 

    • Prevenção; 
    • Vigilância; 
    • Controle vetorial; 
    • Organização da rede assistencial; 
    • Preparação e resposta às emergências; 
    • Comunicação e participação comunitária. 

    O Brasil foi o primeiro país a oferecer a vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2024, o Ministério da Saúde garantiu todo o estoque oferecido pelo laboratório produtor. Até o momento, quase 10 milhões de doses foram distribuídas no país, que já aplicou 6,9 milhões de doses do imunizante, sendo 4,6 milhões de primeiras doses e 2,2 milhões de segundas doses. 

    O Ministério da Saúde reforça a importância da atualização da caderneta de vacinação. Para ampliar a oferta do imunizante e fortalecer a capacidade produtiva nacional, está prevista para 2026 a produção da vacina pelo Instituto Butantan, com a capacidade anual de 60 milhões de doses. 

    A vigilância também segue ativa no país, com participação imprescindível dos estados e municípios, e com a rede nacional de laboratórios públicos mantida e equipada para confirmar casos, identificar os sorotipos do vírus da dengue em circulação e realizar vigilância genômica, com divulgação pública dos resultados para maior transparência e controle da doença. 

    Vanessa Aquino 
    Ministério da Saúde 

  • Ministério da Saúde e CGU inspecionam farmácias do Programa Farmácia Popular

    Ministério da Saúde e CGU inspecionam farmácias do Programa Farmácia Popular

    O Ministério da Saúde e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizarão, entre os dias 27 e 29 de agosto, uma ação nacional de inspeção em estabelecimentos credenciados ao Programa Farmácia Popular do Brasil, em mais de 20 estados. As cidades foram definidas a partir de interação entre a CGU e o Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS). As visitas integram o esforço conjunto de fiscalização para assegurar o uso adequado dos recursos públicos, o acesso a medicamentos e insumos e a qualidade do atendimento à população. 

    A iniciativa ocorre após uma série de medidas adotadas pelo governo federal para fortalecer o Programa, como o aumento do investimento de R$ 2,2 bilhões em 2022 para R$ 4,2 bilhões em 2025 e a implementação da gratuidade integral para todos os 41 itens disponibilizados pelo Farmácia Popular. 

    “Nós ampliamos tanto o investimento quanto a fiscalização dos recursos públicos. Ter a CGU como parceira nessas visitas é fundamental para aprimorar a gestão e garantir que o Programa funcione cada vez melhor. Nosso compromisso é fortalecer continuamente o Farmácia Popular, que faz diferença real na vida das pessoas”, afirma o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda. 

    A secretária-executiva da CGU, Eveline Brito, destacou a importância desse tipo de ação para o bom funcionamento das políticas públicas: “atuar em conjunto é fundamental para que os recursos e esforços do governo sejam direcionados a quem realmente precisa. Estar atento às necessidades da população e às possibilidades de ajustes e melhorias em programas como o Farmácia Popular é indispensável para que o objetivo final, que é atender plenamente as pessoas, seja cumprido. O aumento do investimento deve vir acompanhado de um acompanhamento criterioso, para evitar desvios e garantir resultados efetivos.” 

    Atualmente, mais de 24 mil farmácias estão ativas no Programa, presentes em todos os estados brasileiros e alcançando 97% da população. Somente no primeiro semestre de 2025, 22 milhões de pessoas foram beneficiadas, com expectativa de chegar a 26 milhões até o fim do ano. 

    Reconstrução e fiscalização do Programa Farmácia Popular 

    Em 2025, o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS) já realizou fiscalizações em 145 municípios de 25 estados, retomando uma rotina de inspeções interrompida desde 2021. Outra medida reativada foi a renovação anual obrigatória do credenciamento das farmácias, suspensa em 2018. As iniciativas visam prevenir irregularidades e agilizar a apuração de eventuais problemas na dispensação de produtos. 

    Durante as visitas, os técnicos verificam a regularidade da farmácia, conferindo documentos obrigatórios, como alvará e licença sanitária, Certidão de Regularidade Técnica, correspondência do endereço com o cadastro da Receita Federal, além dos registros relativos às dispensações (receita médica, documentos do paciente e cupons fiscais, impressos ou digitais). 

    Com o reforço dessas ações, o Ministério da Saúde descredenciou, em agosto deste ano, 9.180 unidades vinculadas ao Farmácia Popular, e outras 5 mil tiveram suas atividades suspensas por monitoramento. 

    O Programa conta com mecanismos de segurança preventivos e detectivos. O acompanhamento preventivo ocorre no momento do atendimento, por meio do cruzamento automático de dados com bases oficiais como Receita Federal, Cartão SUS, CNIS e Sistema de Óbitos. Quando o sistema identifica inconsistências, a dispensação é bloqueada. 

    Já o controle detectivo é realizado periodicamente, com uso de indicadores que cruzam dados e identificam comportamentos atípicos nas farmácias. Essas ações são articuladas com outras instâncias do SUS e órgãos externos, como Receita Federal, CGU, TCU, Polícia Federal, Ministério Público e Conselhos de Classe, garantindo uma abordagem sistêmica de prevenção e responsabilização. 

    Sobre o Farmácia Popular e novos credenciamentos 

    O Programa Farmácia Popular garante acesso gratuito a medicamentos essenciais para a população. Desde 14 de fevereiro de 2025, todos os medicamentos e insumos do elenco do programa passaram a ser ofertados de forma integralmente gratuita. 

    Atualmente, o PFPB disponibiliza 41 itens, incluindo medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, osteoporose, dislipidemia (colesterol alto), rinite, doença de Parkinson, glaucoma, diabetes mellitus associada a doenças cardiovasculares e anticoncepção. Também são fornecidas fraldas geriátricas para pessoas com incontinência e absorventes higiênicos para beneficiárias do Programa Dignidade Menstrual. 

    Todos os meses, o Ministério da Saúde divulga em seu portal a lista de municípios aptos e com vagas disponíveis para credenciamento ao Farmácia Popular. Os estabelecimentos interessados devem preencher o formulário de inscrição e apresentar a documentação exigida, como comprovante de CNPJ, licença sanitária estadual ou municipal, autorização de funcionamento da Anvisa e certidões de regularidade fiscal junto à Receita Federal, entre outros. 

     Ministério da Saúde

  • Mais Médicos: 1,5 mil profissionais começam a atuar em 987 municípios e 23 DSEIs

    Mais Médicos: 1,5 mil profissionais começam a atuar em 987 municípios e 23 DSEIs

    Para ampliar o acesso à atenção primária e à saúde da família, o Programa Mais Médicos ganha reforço com a chegada de 1.498 profissionais que fazem parte da 2ª chamada do 41° ciclo do programa. Os profissionais devem iniciar as atividades a partir de 27 de agosto em 987 municípios e 23 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). São 1.446 médicos para equipes de Saúde da Família (eSF) e 53 médicos para os DSEIs, que irão atuar na ampliação do acesso a serviços de saúde, redução do tempo de espera por atendimento, e no cuidado da saúde indígena.

    Ao todo, são 443 médicos para a região Nordeste, 235 para o Norte, 100 para o Centro-Oeste, 461 para o Sudeste e 259 para o Sul. Destes, 46 são pessoas com deficiência e 331 são do grupo étnico-racial, reforçando o compromisso da pasta com a equidade e a valorização da diversidade nas políticas públicas de saúde do país. 

    Do total de novos médicos do programa, 1.139 profissionais têm registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e já podem iniciar a sua jornada de trabalho entre 27 de agosto e 5 de setembro. Os 359 profissionais intercambistas (brasileiros formados no exterior ou estrangeiros com licença para atuar em outros países) deverão participar do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), a partir de novembro. O MAAv é um treinamento específico para os médicos atuarem em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de atuação no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Avanços do Mais Médicos

    Com a meta de alcançar 28 mil profissionais até 2027, atualmente o Mais Médicos já assegura assistência a cerca de 67 milhões de pessoas em todo o Brasil. Hoje, cerca de 26,4 mil profissionais atuam em 4,5 mil municípios – o número de médicos em atividade representa o dobro em relação a 2022. Entre essas cidades, 1,7 mil apresentam altos níveis de vulnerabilidade social.

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde