Categoria: SAÚDE GOV

  • Terapia gênica inédita chega ao SUS para tratamento da Atrofia Muscular Espinhal

    Terapia gênica inédita chega ao SUS para tratamento da Atrofia Muscular Espinhal

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), publicou a Portaria SAES/MS nº 3.080, de 29 de julho de 2025, com os critérios para habilitação dos estabelecimentos de saúde em todo o país para a realização da infusão da terapia gênica destinada a pacientes com Atrofia Muscular Espinhal (AME) 5q tipos 1 e 2. A medida representa um marco para o Sistema Único de Saúde (SUS), que passa a oferecer um dos tratamentos mais avançados do mundo para essa doença rara.

    A iniciativa viabiliza o acesso ao medicamento Zolgensma, considerado a terapia gênica mais moderna e eficaz para o tratamento da AME em crianças que atendam aos critérios estabelecidos no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de AME 5q tipos 1 e 2. O tratamento tem potencial de modificar a história natural da doença, oferecendo melhores perspectivas de qualidade de vida e sobrevida para os pacientes.

     O que é a AME

    A Atrofia Muscular Espinhal é uma doença genética rara, de caráter progressivo, que afeta os neurônios motores responsáveis pelos movimentos voluntários, como falar, andar e respirar. Sem tratamento adequado, a AME pode levar à perda rápida de funções motoras e comprometer a vida do paciente já nos primeiros anos de idade.

    Com o avanço da ciência e a incorporação da terapia gênica no SUS, crianças diagnosticadas precocemente e que se enquadram nos critérios de elegibilidade, terão acesso a um tratamento capaz de atuar na causa da doença, corrigindo a falha genética e possibilitando maior autonomia funcional.

    O Ministério da Saúde tem fortalecido a Política Nacional de Atenção às Pessoas com Doenças Raras, incorporando novos exames, medicamentos e tecnologias de alta complexidade ao SUS.

    A habilitação dos serviços para infusão da terapia gênica no SUS é mais um passo nessa trajetória, reafirmando o compromisso com o cuidado integral, o diagnóstico precoce e o acesso equitativo a tratamentos inovadores.

    Importância da habilitação dos hospitais

    A Coordenação-Geral de Doenças Raras (CGRAR), do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET/SAES), ressalta a necessidade de mobilização dos gestores estaduais e municipais de saúde para estimular os hospitais em seus territórios a se habilitarem, de modo a estarem aptos a realizar a infusão do medicamento. Esse movimento é fundamental para viabilizar a disponibilização do tratamento em todas as regiões do Brasil. 

    “É importante que os gestores estaduais se mobilizem para a habilitação de estabelecimentos de saúde em todo o país, possibilitando a realização da infusão da terapia gênica destinada a pacientes com Atrofia Muscular Espinhal (AME) 5q tipos 1 e 2. O objetivo é garantir que crianças de todas as regiões do Brasil tenham acesso ao tratamento de forma equitativa. Além da infusão, será necessário o acompanhamento clínico ao longo dos anos para monitorar os efeitos do medicamento, o que reforça a necessidade de serviços habilitados em diferentes regiões, facilitando o cuidado próximo às famílias. ”Afirma o Coordenador-Geral, Natan Monsores.

    Quer saber mais? Consulte a página oficial de Doenças Raras do Ministério da Saúde para acessar todos os detalhes sobre as habilitações.

    Ministério da Saúde
  • Ministério da Saúde abre inscrições em segunda chamada para médicos atuarem no SUS pelo Agora Tem Especialistas

    Ministério da Saúde abre inscrições em segunda chamada para médicos atuarem no SUS pelo Agora Tem Especialistas

    O Ministério da Saúde está com inscrições abertas até o dia 3 de outubro para a segunda chamada do projeto Mais Médicos Especialistas, iniciativa do Agora Tem Especialistas para ampliar o acesso a atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS). O programa do governo federal, que visa reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, oferta a possibilidade de escolha em quase três mil postos em serviços hospitalares e ambulatórios especializados da rede pública de saúde. Nesses locais, o médico inscrito poderá indicar onde deseja atuar.  

    Após a inscrição, é realizada a avaliação da disponibilidade de vagas nos cursos de aperfeiçoamento. Se houver compatibilidade entre a escolha do local e a vaga no curso de aperfeiçoamento, o profissional será alocado para desenvolver as atividades do programa. Assim, esses médicos se somarão aos 320 já em atuação, para que possamos alcançar a meta de 500 especialistas até o fim de 2025, explica o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde, Felipe Proenço. Ele se refere aos profissionais convocados na primeira chamada, que começaram a atuar em 156 municípios de todas as regiões do país, na semana passada. 

    As inscrições podem ser feitas até o dia 3 de outubro na plataforma da UNA-SUS, com o preenchimento de formulário. Os aprovados serão chamados em futuras convocações, de acordo com a disponibilidade de vagas nas instituições formadoras. Para isso, precisam ser especialistas nas áreas de anestesiologia, cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia oncológica, ginecologia, endoscopia, coloproctologiagastroenterologia, obstetrícia, cardiologia, oncologia clínica, radiologia e otorrinolaringologia.   

    Trabalho e aprimoramento profissional

    Além de reforçarem o atendimento em hospitais e policlínicas do SUS, os médicos especialistas aprovados passarão por um aprimoramento profissional, em sua área de formação. Esse curso será ministrado por profissionais de excelência de hospitais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) e da Rede Ebserh. Assim, o SUS terá especialistas cada vez mais atualizados. 

    Serão 16 horas semanais dedicadas à prática assistencial em unidades do SUS e quatro horas semanais de atividades educacionais, que incluem mentoria remota e imersões em serviços de referência. 

    Cada curso terá duração de 12 meses. Estão incluídos temas como cirurgia coloproctológica com foco em tumores colorretais; cirurgia ginecológica com foco em tumores ginecológicos; oncologia clínica: cânceres prevalentes no SUS; radioterapia: planejamento e execução no SUS; e ultrassonografia mamária diagnóstica e intervencionista. 

    Talita de Souza
    Ministério da Saúde 

  • Fórum no Senado debate inovação e tecnologia na área da saúde

    O Ministério da Saúde participou, nesta terça-feira (30), do XVI Fórum Nacional de Inovação Tecnológica em Saúde no Brasil, realizado no Senado Federal, em Brasília (DF). Com o objetivo de debater o fortalecimento de políticas públicas de promoção da inovação em saúde no país, o evento reuniu autoridades e especialistas no assunto. A mesa de abertura contou com a participação da titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics) do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri. 

    Durante a solenidade, a secretária destacou a importância de articular políticas e ações que promovam a soberania e a qualidade de vida da população brasileira, por meio da adoção de um conjunto de instrumentos regulatórios, da regulamentação da pesquisa clínica, do financiamento direto de pesquisas sobre câncer, saúde da mulher e outros temas, além do uso do poder de compra do governo e da promoção de parcerias para o desenvolvimento industrial nacional no setor da saúde, entre outras iniciativas. 

    “Para o Ministério da Saúde, além de gerar emprego e renda para o país, a inovação é um meio para ter mais tecnologia à disposição da população, mais saúde nos municípios e mais qualidade na vida das pessoas”, afirmou Fernanda De Negri. A secretária também ressaltou que o desenvolvimento de tecnologias no país pode resultar em diversos outros ganhos, como o fortalecimento da indústria nacional, a redução de preços e da dependência de produtos externos, dando mais sustentabilidade ao Sistema Único de Saúde (SUS)

    Fernanda também afirmou que o Brasil pode desenvolver mais ações no campo da transferência de tecnologia. “A gente está desenhando um programa de inovação radical em fármacos. A ideia é mobilizar recursos de infraestrutura e de pessoal, colocar recursos do Ministério da Saúde para financiar infraestrutura laboratorial em instituições de pesquisa para produzir novos medicamentos, com base na diversidade genética brasileira”, concluiu.  

    Além da titular da Sectics/MS, a cerimônia de abertura contou com a participação de representantes da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes/MS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Instituto Brasileiro de Ação Responsável e da Câmara dos Deputados. 

    Ubirajara Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Brasil e França reforçam cooperação científica em saúde em encontro internacional em Fortaleza

    A parceria histórica entre Brasil e França no campo da saúde ganhou novo fôlego nesta quarta-feira (1º) com a abertura do 31º Seminário Técnico-Científico e da 9ª Jornada Científica da Agência Nacional de Pesquisa sobre HIV e Hepatites Virais – Doenças Infecciosas Emergentes (ANRS MIE) Brasil-França, em Fortaleza (CE). O encontro, que segue até o dia 3 de outubro, reúne pesquisadores, gestores, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil e de organismos internacionais para discutir estratégias conjuntas em HIV/aids, hepatites virais, tuberculose, coinfecções e vigilância em saúde.

    Com papel central na programação, o Ministério da Saúde do Brasil, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), destacou a importância do evento para enfrentar desafios que não conhecem fronteiras. “Este encontro reafirma nosso compromisso com a ciência e com a cooperação internacional, fundamentais para enfrentar os desafios atuais e futuros da saúde global”, afirmou a secretária da SVSA, Mariângela Simão.

    O seminário também foi apontado como uma oportunidade de ampliar laços institucionais e impulsionar pesquisas conjuntas. Para o diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Draurio Barreira, a cooperação internacional é decisiva para o avanço de temas estratégicos. “A cooperação entre Brasil e França nos permite avançar em temas prioritários para os dois países, como o controle das infecções sexualmente transmissíveis e a ampliação do acesso a tratamentos inovadores”, destacou.

    Além de debater infecções transmissíveis, os participantes vão discutir os efeitos das mudanças climáticas e da mobilidade populacional na dinâmica das doenças, bem como estratégias para ampliar o acesso equitativo à prevenção e ao tratamento.

    Segundo Draurio, essa troca de experiências é essencial para aprimorar as respostas do sistema de saúde brasileiro. “Compartilhar evidências científicas e práticas de sucesso é essencial para construirmos respostas mais robustas e integradas às necessidades da população”, acrescentou.

    Para Mariângela Simão, a ciência deve ser entendida não apenas como produção de conhecimento, mas como instrumento de solidariedade e transformação social. “Cooperar é a única forma de avançarmos em direção a sistemas de saúde mais resilientes e inclusivos, capazes de proteger vidas diante de crises presentes e futuras”, ressaltou.

    Ao longo dos três dias, o seminário e a jornada científica vão abordar temas estratégicos, como inovações tecnológicas para o diagnóstico e tratamento de HIV, tuberculose, hepatites virais e outras ISTs; novas abordagens para a atenção à população migrante; políticas públicas de eliminação dessas doenças; o papel da sociedade civil no enfrentamento dos agravos; e experiências de cooperação técnica entre Brasil e França. A programação inclui ainda debates sobre financiamento em pesquisa, oportunidades para jovens investigadores e os desafios das doenças infecciosas emergentes na Amazônia e na fronteira com a Guiana Francesa.

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • Metanol: O que fazer em casos de suspeita de intoxicação

    Metanol: O que fazer em casos de suspeita de intoxicação

    Com a ocorrência de casos de intoxicação por metanol, o Ministério da Saúde reforça a vigilância e quais as ações devem ser tomadas caso haja suspeita de consumo de bebida alcoólica adulterada. O metanol é um álcool usado em solventes e outros produtos químicos, sendo extremamente perigoso quando ingerido. Ele pode atacar o fígado, cérebro e o nervo óptico, levando a cegueira, coma e em casos extremos a morte. 

    Até o momento, o Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional) recebeu 43 notificações de intoxicação por metanol no país: 39 casos em São Paulo (10 confirmados e 29 em investigação) e 4 em investigação em Pernambuco. Foi registrado um óbito em São Paulo, enquanto outros sete seguem em investigação (cinco em SP e dois em PE). Além disso, foram descartados 4 casos suspeitos. 

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca que o reforço tem o objetivo de chamar a atenção dos profissionais de saúde. “É muito importante aumentar o número de notificações de casos suspeitos. Nós já temos um guia para orientar os profissionais: como tratar e como diagnosticar. Além disso, também temos no Brasil o antídoto recomendado, o etanol farmacêutico”, explica.  

    Prevenção ao consumo  
     
    Como medida de prevenção para quem frequenta festas, bares e eventos, o ministro da Saúde orientou a população sobre cuidados essenciais. “Como ministro da Saúde e médico, posso dizer que temos três regras em relação às bebidas alcoólicas: se beber, não dirija; se beber, mantenha-se hidratado e bem alimentado, pois isso reduz os impactos de uma bebida adulterada; e, se for beber, certifique-se da segurança da origem, verificando se o lacre está intacto”, alertou. 

    Orientações para a população   
     
    Os principais sintomas devido à intoxicação por metanol podem aparecer entre 12h e 24h após a ingestão da substância. Neste momento em que há uma alta nas notificações, é importante redobrar a atenção porque os sinais se associam aos de uma ressaca comum. São eles: 

    • Dor abdominal; 

    • Visão adulterada; 

    • Confusão mental; 

    • Náusea. 

    Diante desses sinais, o paciente deve procurar o atendimento médico no serviço de emergência mais próximo a sua casa para investigação diagnóstica e tratamento adequado.  

    A orientação é que, ao chegar à unidade de saúde, a pessoa com sintomas informe que consumiu bebida alcoólica e em qual contexto. O ideal é que o paciente relate, por exemplo, se esteve em uma festa antes de procurar atendimento no SUS, que tipo de bebida ingeriu, se haviam rótulos nas embalagens e qual foi o horário da ingestão.  

    Orientações para os profissionais  

    Ao reconhecer que o paciente foi intoxicado por metanol, o profissional de saúde deve ligar para o Centro de Informação e Assistência Toxicológica públicos (CIATox) de sua região para que o serviço de saúde faça a notificação e a investigação do caso. 

    Atualmente, existem 32 CIATox, em 19 estados brasileiros com equipes multidisciplinares de médicos, enfermeiros e farmacêuticos, dentre outros. Os Centros funcionam em hospitais universitários, secretarias estaduais e municipais de saúde fundações estaduais. 

    Tratamento  

    Para os casos confirmados de intoxicação por metanol, o antídoto recomendável é o etanol farmacêutico. O produto é feito por laboratórios e farmácias de manipulação, em grau de pureza adequado para uso médico. A administração, intravenosa ou oral, é sempre controlada. Quando há necessidade clínica, os Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) ou as secretarias de saúde solicitam a manipulação do produto. 

    Camila Nunes e Juliana Soares
    Ministério da Saúde 
     

  • Licitação prevê aquisição de 10 mil equipamentos para o SUS

    Licitação prevê aquisição de 10 mil equipamentos para o SUS

    O Ministério da Saúde lançou edital de pregão eletrônico, por meio da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), para a compra de 10 mil combos de equipamentos para reforçar a infraestrutura de Unidades Básicas de Saúde (UBS) em mais de 5 mil municípios brasileiros. Com investimento de R$ 1,8 bilhão do Novo PAC Saúde, a licitação contempla 15 tipos de equipamentos médicos, como aparelhos para exames cardíacos, respiratórios, dermatológicos e de circulação, além de ultrassom portátil e câmaras frias para conservação de vacinas.

    Segundo Henrique Chaves, diretor do programa Novo PAC Saúde no Ministério da Saúde, a iniciativa é fundamental para o devido funcionamento da saúde pública: “Essa aquisição vai modernizar as UBS e ampliar o acesso a diagnósticos e tratamentos de qualidade, beneficiando milhões de brasileiros em todo o país.”

    Os fornecedores interessados têm até 6 de outubro de 2025, às 9h59 (horário de Brasília), para enviar suas propostas. Podem participar empresas com ramo de atividade compatível com a licitação, credenciadas no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF) e no Portal de Compras do Governo Federal. Entre os critérios de seleção estão a oferta do menor preço e a capacidade de fornecer pelo menos 50% de cada item.

    Além de reforçar a infraestrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), a licitação busca estimular a indústria nacional de equipamentos médicos, promovendo inovação e geração de empregos. “Estamos não apenas fortalecendo o SUS, mas também incentivando o desenvolvimento econômico por meio da produção nacional de tecnologia em saúde”, destaca Chaves.

    O regulamento completo do Pregão Eletrônico nº 90010/2025 e todos os documentos necessários estão disponíveis no site oficial do Ministério da Saúde.

    Confira a lista de equipamentos:

    • Tábua de propriocepção
    • Otoscópio Clínico Portátil
    • Dermatoscópio Clínico Portátil
    • TENS/FES
    • Laser terapêutico de baixa potência
    • Ultrassom para fisioterapia
    • Eletrocardiógrafo
    • Retinógrafo portátil
    • Espirômetro digital
    • Eletrocautério
    • Desfibrilador Externo Automático (DEA)
    • Fotóforo
    • Ultrassom portátil de bolso
    • Doppler Vascular Portátil
    • Câmara fria para conservação de vacinas

    Como participar da licitação:

    • Credencie-se no SICAF e no Portal de Compras do Governo Federal.
    • Consulte o edital no site do Ministério da Saúde.
    • Envie sua proposta até 6 de outubro de 2025, às 9h59.
    • Certifique-se de atender aos critérios de preço e capacidade de fornecimento.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde instala sala de situação para monitorar casos de intoxicação por metanol

    Ministério da Saúde instala sala de situação para monitorar casos de intoxicação por metanol

    O Ministério da Saúde instalou uma Sala de Situação para monitorar os casos de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica e coordenar as medidas a serem adotadas. Até o momento, o Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) recebeu a notificação de 43 casos por esse tipo de intoxicação no país, sendo 39 em São Paulo (10 confirmados e 29 em investigação) e 4 casos em investigação em Pernambuco.

    Além disso, foram descartados 4 casos suspeitos. Foi confirmado um óbito em São Paulo, enquanto outros sete seguem em investigação (cinco em SP e dois em PE). O total de casos registrados entre agosto até esta quarta-feira (1/10) acende um alerta para a possível adulteração de bebidas alcoólicas. Até então, o Brasil contabilizava cerca de 20 casos de intoxicação por metanol ao longo de todo um ano, o que torna o atual cenário atípico.

    “Nós estamos diante de uma situação anormal e diferente de tudo o que consta na nossa série histórica em relação à intoxicação por metanol no país. A entrada da Polícia Federal no plano se deve à suspeita de envolvimento de uma organização criminosa relacionada à adulteração de bebidas”, reforçou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    A investigação dos casos em São Paulo está sendo conduzida pela Polícia Federal em conjunto com os órgãos de controle e vigilância, que já associam as ocorrências ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, segundo informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A recomendação é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos comercializados.

    Aos consumidores, a orientação é evitar o consumo e compra de bebidas sem rótulo, lacre de segurança ou selo fiscal.

    Como funciona a sala de situação
    A sala é um espaço onde a informação em saúde vai ser analisada sistematicamente por uma equipe técnica para caracterizar a situação de saúde da população intoxicada por metanol. A equipe vai planejar, organizar, coordenar e controlar as medidas a serem adotadas neste momento de Evento de Saúde Pública, devido aos casos registrados.

    A equipe técnica será composta por representantes dos ministérios da Saúde, Justiça e Segurança Pública, Agricultura e Pecuária, pelos conselhos Nacional de Saúde (CNS), Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), Anvisa e as secretarias de Saúde de São Paulo e Pernambuco.

    A Sala de Situação é de caráter extraordinário e vai permanecer ativa enquanto persistirem o risco sanitário e a necessidade de monitoramento e resposta nacional à intoxicação por metanol após o consumo de bebida alcoólica.

    Orientação aos estados para notificação imediata

    O Ministério da Saúde enviou, nesta terça-feira (30/09), a todos os estados e municípios do país uma nota técnica orientando os estados e municípios a notificarem imediatamente todas as suspeitas relacionadas a esse tipo de intoxicação. A medida busca reforçar a vigilância e a resposta a casos suspeitos. “Essa determinação é para que possamos identificar mais rapidamente não só o que está acontecendo no estado de São Paulo, mas também possíveis intoxicações em outros estados do país, a partir de comportamentos clínicos e epidemiológicos anormais”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    A notificação imediata é fundamental também para garantir o cuidado adequado às pessoas. Assim que houver suspeitas, o profissional de saúde pode adotar as medidas mais apropriadas para casos de intoxicação por metanol. Também estimula a identificar onde o produto foi consumido para mapear os locais e acionar os órgãos de segurança.

    A nota técnica do Ministério da Saúde orienta as ações dos serviços de saúde para uma condução adequada e comunicação dos casos, como:

    • Definição de caso
    • Aspecto clínico
    • Conduta frente ao caso suspeito ou confirmado
    • Vigilância e notificação dos casos

    O caso é considerado suspeito quando o paciente, que ingeriu bebida alcoólica, apresenta a persistência ou piora de sintomas, como embriaguez persistente, desconforto gástrico e alteração visual, entre 12 horas e 24 horas após o consumo.

    O antídoto específico para os casos confirmados de intoxicação por essa substância é o etanol produzido por laboratórios ou farmácias de manipulação, em grau de pureza adequado para uso médico. A administração, intravenosa ou oral, é sempre controlada. Quando há necessidade clínica, o Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) ou as secretarias de saúde solicitam a manipulação do produto.

    O Brasil conta com 32 CIATox, centros de referência especializada em toxicologia para orientação, diagnóstico e manejo de intoxicações, além de apoio à toxicovigilância e à gestão de risco químico. Em São Paulo, há 9 centros.

    Além da nota técnica, o ministério da saúde disponibiliza o protocolo de notificação de caso suspeito de intoxicação exógena no Guia de Vigilância em Saúde.

    Sobre metanol

    O metanol é altamente tóxico e pode levar à morte. Entre agosto e setembro deste ano, o estado de São Paulo notificou 17 casos de intoxicação por metanol, sendo: 6 confirmados, 10 em investigação e 1 descartado. Normalmente, o Brasil registra 20 casos por ano.

    Sintomas de intoxicação

    Os principais sinais e sintomas devido a intoxicação por metanol são dor abdominal, visão adulterada, confusão mental e náusea que podem aparecer entre 12h e 24h após a ingestão da substância. Diante desses sintomas, o paciente deve procurar o atendimento médico no serviço de emergência mais próximo a sua casa para investigação diagnóstica e tratamento adequado. O profissional de saúde deve ligar para o CIATox da sua região para que o serviço de saúde faça a notificação e a investigação do caso. 

    João Vitor Moura
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança campanha nacional de vacinação para proteção de crianças e adolescentes de até 15 anos de idade

    Ministério da Saúde lança campanha nacional de vacinação para proteção de crianças e adolescentes de até 15 anos de idade

    Crianças e adolescentes de todo o país devem atualizar a sua caderneta de vacinação. O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (1), a Campanha Nacional de Multivacinação voltada para o público de até 15 anos de idade. Mais de 6,8 milhões de doses foram distribuídas para a ação que será realizada entre os dias 6 e 31 de outubro, com Dia D de mobilização marcado para o dia 18/10. Nesta data, um sábado, os postos de saúde ficarão abertos para proteger todas as famílias.

    “Todos os dias são dias de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde, mas o dia 18 de outubro será uma oportunidade estratégica para mobilizarmos, juntamente com estados e municípios, as localidades com maior concentração de crianças, garantindo que todas sejam protegidas durante o Dia D”, reforçou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O ministro também alertou para a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada e chamou atenção especial para a vacinação contra a covid-19, sobretudo entre o público idoso.

    Além da divulgação das peças da campanha e mobilização nos estados e municípios, o Ministério da Saúde fará chamamento pelo Meu SUS Digital. Serão enviados alertas a todos os usuários do aplicativo, com expectativa de chegar a 40 milhões de pessoas. Quem ainda não tem o app, a ferramenta está disponível nas versões Web e em aplicativo iOS e Android. Para acessar o Meu SUS Digital, é necessário instalar o aplicativo no dispositivo móvel ou acessar pelo site. O login é realizado por meio da conta pessoal do Gov.br.

    A Caderneta Digital de Saúde da Criança está disponível pelo aplicativo. Pelo Meu SUS Digital, pais e responsáveis podem acompanhar a situação vacinal de crianças e adolescentes, com a previsão de próximas doses, receber e alertas e lembretes, além de atualizar informações em tempo real pela Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Desde o lançamento, em abril deste ano, já foram registrados 1,8 milhão de acessos.

    “Nós queremos consolidar de vez o Brasil como o país da vacinação que protege as suas crianças e que as pessoas da sua família, profissionais de saúde e escola assumam o compromisso de proteger nossas crianças”, afirmou Padilha.

    Durante a campanha, todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação 2025 estarão disponíveis, incluindo imunizantes contra poliomielite e covid-19, contemplando os esquemas vacinais de crianças e adolescentes. Entre as prioridades, estão o resgate de não vacinados contra HPV, febre amarela e sarampo.

    A vacinação seguirá a estratégia de microplanejamento, que permite organizar ações de acordo com a realidade de cada território, identificando áreas de risco, locais com baixa adesão e espaços estratégicos para vacinação. O Ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões em apoio às gestões locais.

    A campanha ocorre em um momento de atenção redobrada para a saúde pública. Embora o Brasil tenha eliminado doenças como poliomielite e sarampo, é fundamental manter altas coberturas vacinais para evitar que esses vírus voltem a circular.

    Sarampo: com risco de volta da doença, vacina será oferta também para adultos

    Durante a campanha, o Ministério da Saúde vai reforçar a vacinação contra o sarampo, diante da escalada de casos na América do Norte, que concentra 99% dos casos no continente, que somam 7 mil. Toda a população de 12 meses a 59 anos poderá se vacinar contra a doença no país, reforçando a proteção e prevenindo a reintrodução da doença no Brasil.

    As ações adotadas pelo Ministério da Saúde, em parceria com os estados e municípios, têm mantido o Brasil livre da circulação do sarampo. Entre as preocupações estão as pessoas que viajam para o exterior, em países com elevado registro de casos, e quem vive em região de fronteira, principalmente com a Bolívia. Em 2025, até o momento, foram confirmados 31 anos casos importados, quando a infecção ocorre fora do país.

    Além disso, haverá resgate de não vacinados contra o HPV na faixa etária de 15 a 19 anos. O Brasil avançou na vacinação contra o HPV, atingindo 82% de cobertura em  em 2024 considerando meninas de 9 a 14 anos – é quase sete vezes maior que a média global de 12% divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os meninos da mesma faixa etária, a cobertura chegou a 67%.

    A vacina, que protege contra diversos tipos de câncer — como colo do útero, ânus, pênis, garganta e pescoço — além de verrugas genitais, apresentou avanço expressivo: entre meninas, a cobertura passou de 78,42% em 2022 para 82,83% em 2024; já entre os meninos, saltou de 45,46% para 67,26%, representando crescimento de 22% em apenas dois anos.

    Nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, o Ministério da Saúde recomenda a intensificação da vacinação contra a febre amarela, ofertando a atualização da situação vacinal de pessoas de 9 meses a 59 anos, conforme as diretrizes do PNI.

    Brasil avança na cobertura vacinal após seis anos de queda

    Desde 2023, o Ministério da Saúde tem promovido um esforço nacional de recuperação vacinal. Entre os principais progressos alcançados estão a elevação das coberturas de vacinas e a garantia do abastecimento de doses a estados e municípios.

    Entre 2022 e 2024, o Brasil avançou na proteção de crianças menores de 2 anos. A vacinação contra a pólio cresceu 17% no período, enquanto a da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aumentou quase 40%. A vacina Penta, que protege contra cinco doenças em uma só aplicação, também registrou crescimento expressivo, de 17%.

    A cobertura vacinal contra o sarampo também aumentou: a aplicação da primeira dose da tríplice viral passou de 80,7% em 2022 para 95,7% em 2024. Já a segunda dose subiu de 57,6% em 2022 para 80,1% em 2024.

    O Ministério da Saúde reforça que pais e responsáveis devem levar crianças e adolescentes às salas de vacina portando a caderneta de vacinação, documento essencial para a avaliação e atualização correta das doses.

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • Saúde digital fortalece a rede pública e amplia o acesso de milhões de brasileiros

    Saúde digital fortalece a rede pública e amplia o acesso de milhões de brasileiros

    Em 2023, um marco veio para dar força à transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS), a criação da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI). Desde então, foram lançados diversos programas e plataformas que estão remodelando a forma com que a saúde é entregue para a população brasileira.

    A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) é um dos destaques dessa trajetória e permite que o histórico clínico do paciente possa ser acompanhado em qualquer lugar do país, seja pelo cidadão no aplicativo Meu SUS Digital, ou pelos profissionais de saúde, no SUS Digital Profissional.

    Na ponta, essa mudança trouxe muitos benefícios, como destaca o agente comunitário de saúde de Caicó (RN), Sérgio Ewerton Fernandes Soares. “A RNDS trouxe um avanço e tanto. Agora, todos os profissionais podem acompanhar informações de um paciente, um conceito que era inimaginável. Estamos tendo um compartilhamento do cuidado, em uma só saúde”, comemora.

    Foto: arquivo pessoal
    Foto: arquivo pessoal

    Ele ainda conta que, como agente comunitário, se deparou com uma mãe desesperada que havia perdido o Cartão de Saúde da sua filha. Ao mostrar o aplicativo Meu SUS Digital e ver que todas as vacinas estavam na Caderneta Digital da Criança, ela se sentiu aliviada.

    O aplicativo é um dos pilares do Programa SUS Digital, sendo o principal ponto de contato para o usuário. Ele centraliza informações importantes, como a carteira de vacinação digital, histórico clínico, medicamentos, exames, entre outras funcionalidades.

    O Meu SUS Digital é importante para quem precisa de acompanhamento contínuo como Robério Melo (60). Ele conseguiu acompanhar a fila de transplantes quando precisou de um. “Tinha que ir ao hospital todos os dias para ter informações. Quando baixei o aplicativo, vi que era possível acompanhar o Sistema Nacional de Transplantes, foi libertador, não precisei ligar e nem me deslocar. Bastava abrir o aplicativo e ver a posição na fila”, conta.   

    Atualmente, Robério é presidente do Instituto Brasileiro de Transplantados (IBTx) e destaca a importância das novas tecnologias na rede pública de saúde. “O aplicativo dá todo tipo de suporte, é ótimo para se manter bem informado. É muito saber que o SUS é completo e que por causa dele tive minha vida salva”, completa.

    Telessaúde reduz distâncias e garante maior qualidade de vida

    Em comunidades distantes, o desafio de conseguir uma consulta com especialista é grande. A Rede Brasileira de Telessaúde e o uso de teleconsultas estão encurtando distâncias e garantindo a atenção necessária. Na Unidade Básica de Saúde (UBS) Irene Babá, no município de Barreirinhas (AM), a teleinterconsulta com uma neuropediatra transformou a vida de várias famílias que esperavam por um diagnóstico há anos.

    O filho da dona de casa Joelma Silva da Gama aguardou cinco anos por essa consulta. “A médica fez pelo meu filho, mesmo tão distante, o que nenhum outro médico fez. Foi uma consulta mesmo, de verdade. Examinar, procurar saber qual a deficiência dele, as dificuldades dele, como aconteceu”.

    Foto: arquivo pessoal
    Foto: arquivo pessoal

    Da mesma região, Sulamita Tenorio, teve o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) do filho de sete anos. “Foi muito importante para mim receber esse laudo. Na verdade, foi um presente e tanto. Agora sei como tratá-lo e quais os recursos necessários para que ele tenha uma vida saudável e tranquila”, comemorou. 

    Para Marvin Ferreira, médico da UBS Irene Babá, a telessaúde é um ganho para o paciente e o profissional. “Sabemos como algumas pessoas têm dificuldade de locomoção. Fico feliz por ter essa oportunidade, estou aprendendo bastante. A médica especialista nos explica como podemos ajudá-la a avaliar os pacientes, é como se fossemos os braços dela aqui”.  

    Desde 2023, já foram realizados mais de 5,3 milhões de serviços em telessaúde. Ao todo, são 26 núcleos de telessaúde espalhados pelo país. Com a saúde digital, o SUS reafirma seu compromisso com a vida, alcançando cada vez mais brasileiros com cuidado, informação e tecnologia.

    Larissa Mangabeira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde reforça integração do SUS para enfrentar arboviroses

    Ministério da Saúde reforça integração do SUS para enfrentar arboviroses

    O Ministério da Saúde reúne em Brasília, nos dias 24 e 25 de setembro, gestores estaduais de saúde para a Reunião Nacional de Preparação para o Período de Alta Transmissão de Arboviroses. O encontro tem como objetivo alinhar estratégias de prevenção, vigilância epidemiológica e organização da assistência médica diante do aumento esperado de casos de dengue, chikungunya, Zika e febre amarela em 2025, reforçando a integração entre os diferentes níveis do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Segundo o secretário adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Fabiano Pimenta, o cenário atual das arboviroses exige cada vez mais cooperação e articulação entre vigilância e atenção primária. “É uma satisfação ver, de maneira bastante concreta, a participação da vigilância, da atenção primária e especializada nesse processo. Há alguns anos, a vigilância assumia quase tudo sozinha. Hoje temos um cenário muito mais complexo, mas também mais integrado, o que representa um avanço importante para o SUS”, destacou.

    Desafios e prioridades

    Entre os principais desafios apresentados estão a utilização de dados epidemiológicos para georreferenciamento, a melhoria da classificação de risco dos pacientes e a definição de fluxos de atendimento que permitam respostas mais rápidas em unidades básicas de saúde e serviços de urgência. A adoção dessas medidas busca reduzir a sobrecarga nos hospitais e, sobretudo, diminuir o número de óbitos.

    Fabiano ressaltou que a consolidação da classificação de risco é uma das prioridades para o próximo período sazonal. “A classificação de risco é um grande esforço que vem sendo feito em conjunto com estados e municípios. Superamos pontos críticos e, agora, precisamos consolidar esse modelo para que o atendimento seja rápido e adequado em todas as portas de entrada do sistema”, explicou.

    Diretrizes nacionais

    As ações estão alinhadas às Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle das Arboviroses Urbanas, publicadas pelo Ministério da Saúde em abril deste ano, que orienta o trabalho dos agentes de combate às endemias. Durante a reunião, também foi debatida a elaboração de uma portaria específica para o período sazonal 2025/2026, construída em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

    Cooperação tripartite

    O secretário adjunto reforçou que o enfrentamento das arboviroses exige a cooperação de todas as esferas de gestão do SUS. “Estamos à inteira disposição para juntos enfrentarmos este período, sem competição, mas em um processo sinérgico em que cada um conhece suas responsabilidades e atribuições. Só teremos respostas mais efetivas se atuarmos juntos, de forma oportuna e articulada”, concluiu.

    Ministério da Saúde