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  • Oficinas regionais fortalecem a implementação da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho no SUS

    Oficinas regionais fortalecem a implementação da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho no SUS

    Em um cenário em que milhões de pessoas ainda adoecem ou morrem em decorrência de condições de trabalho precárias, o fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde do trabalhador ganha novo impulso com a realização das Oficinas Regionais para Implementação da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT). A iniciativa integra a estratégia nacional do Ministério da Saúde, por meio da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Renastt), com o objetivo de qualificar as ações de vigilância e atenção à saúde nos territórios, promovendo a articulação entre os diversos setores do Sistema Único de Saúde (SUS).

    As oficinas têm como objetivo construir planos regionais de implementação da LDRT, com a participação e corresponsabilização de gestores estaduais, municipais e federais. A proposta é garantir a aplicação prática da lista, fomentar a pactuação interinstitucional e induzir ações permanentes que transformem a forma como o SUS reconhece, notifica e intervém nos processos de trabalho que afetam a saúde da população.

    A LDRT, atualizada pelas Portarias GM/MS nº 1.999/2023 e nº 5.674/2024, é um instrumento técnico e científico fundamental que identifica doenças e agravos relacionados às condições de trabalho, servindo de base para ações de vigilância, prevenção, diagnóstico e reabilitação. Estruturada em duas listas — uma que relaciona agentes de risco e doenças e outra que apresenta as doenças e seus respectivos agentes —, a LDRT orienta políticas públicas e fortalece o reconhecimento da determinação social do trabalho sobre a saúde.

    As Oficinas Regionais da Renastt estão sendo realizadas em todas as regiões do país ao longo do mês de novembro. A programação teve início na Região Norte, nos dias 5 e 6 de novembro, em Palmas (TO), seguida pela Região Sul, que sediará o encontro em Florianópolis (SC), nos dias 11 e 12. Na sequência, a Região Sudeste receberá a oficina em São Paulo (SP), nos dias 12 e 13, enquanto a Região Nordeste realizará o evento em Recife (PE), nos dias 18 e 19. Encerrando o ciclo, a oficina da Região Centro-Oeste ocorrerá em Brasília (DF), nos dias 24 e 25 de novembro.

    Os encontros reúnem profissionais de saúde, representantes de sindicatos, movimentos sociais, universidades, o Ministério Público do Trabalho, conselhos de saúde e órgãos governamentais. Essa diversidade de atores assegura uma abordagem intersetorial e participativa — elemento central da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT).

    Durante dois dias de atividades, os participantes discutem temas como os desafios da Renastt nos territórios, os impactos dos processos produtivos na saúde, a importância da vigilância popular e o papel da LDRT na estruturação das ações de saúde do trabalhador. As dinâmicas incluem mesas de debate, exposições dialogadas e exercícios práticos que simulam situações reais, permitindo identificar riscos e doenças relacionadas aos processos produtivos e propor estratégias de intervenção.

    Ao final, cada oficina elabora um documento com propostas de ações integradas e planos de implementação da LDRT no SUS, incluindo responsabilidades, prazos e parcerias. Esses produtos visam orientar gestores e serviços em todo o país, fortalecendo a atuação da Renastt e ampliando a capacidade do SUS de identificar, notificar e prevenir agravos relacionados ao trabalho.

    A iniciativa reforça o compromisso com a efetividade da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, ao reconhecer o trabalho como determinante social da saúde e promover a construção coletiva de soluções para reduzir riscos, agravos e mortes associadas às condições laborais. Mais do que um espaço de qualificação, as Oficinas Regionais da Renastt representam um marco na consolidação da vigilância em saúde do trabalhador e da trabalhadora, ampliando a integração entre os níveis de gestão, os serviços de saúde e a sociedade.

    Para a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, a realização das oficinas demonstra o compromisso do SUS com a promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis e seguros.

    “Essas oficinas reforçam o papel do SUS como um sistema que cuida das pessoas em todos os espaços da vida, inclusive no trabalho. Ao fortalecer a vigilância e a atenção à saúde do trabalhador, damos um passo importante para reduzir desigualdades e garantir o direito à saúde de quem faz o país acontecer”, destacou a secretária.

    João Moraes
    Ministério da Saúde 

  • Ministério da Saúde envia Força Nacional do SUS para reforçar assistência e saúde mental após tornado no Paraná

    Ministério da Saúde envia Força Nacional do SUS para reforçar assistência e saúde mental após tornado no Paraná

    Após o tornado que devastou cerca de 80% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu (PR) no dia 7 de novembro, o Ministério da Saúde enviou equipes da Força Nacional do SUS (FN-SUS) para apoiar a reorganização da rede assistencial, fortalecer o cuidado psicossocial e garantir a continuidade dos atendimentos à população. O município, que teve o estado de calamidade pública decretado pelo Governo Federal em 8 de novembro registra seis óbitos, 775 feridos e 39 pessoas desabrigadas.

    A Força Nacional do SUS foi disponibilizada para apoiar o município pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda na madrugada do ocorrido, e permanecerá no território por tempo indeterminado até que haja estabilização da situação. Um Posto Avançado de Coordenação foi instalado junto à Secretaria Municipal de Saúde. A prioridade é apoiar a retomada integral dos serviços de atenção primária e monitorar as condições sanitárias e psicossociais da população, especialmente nos assentamentos e áreas rurais afetadas.

    Das sete unidades de saúde do município, duas permanecem com funcionamento parcial: a UBS Central, com danos leves a moderados, e a Clínica de Especialidades, que opera de forma restrita em serviços de ginecologia, pediatria, saúde mental e pequenas cirurgias. As UBS Arapongas e Herdeiros seguem em avaliação técnica devido aos danos estruturais severos, enquanto as unidades Centro Novo e Campo do Bugre funcionam como bases de apoio secundário.

    O atendimento de urgência e emergência foi centralizado no município de Laranjeiras do Sul, referência regional, onde foram registrados 835 atendimentos até o dia 9 de novembro, sendo 32 internações e 4 pacientes em UTI, todos estáveis.

    Apoio psicossocial e intersetorial

    A Força Nacional do SUS atua em parceria com as secretarias municipal e estadual de saúde e com a Defesa Civil, no âmbito da Estratégia Integrada de Apoio Psicossocial e Saúde Mental. As ações incluem acolhimento emocional de profissionais da linha de frente, acompanhamento de famílias afetadas e rodas de conversa em abrigos, escolas e igrejas.

    A principal prioridade neste momento é o fortalecimento da saúde mental, diante da alta demanda por acolhimento e acompanhamento psicológico entre a população e os próprios profissionais de saúde. A estratégia da Força Nacional do SUS envolve o envio de psicólogos, psiquiatras, farmacêuticos e gestores técnicos, em articulação com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) regional.

    No abrigo de Laranjeiras do Sul, onde estão alojadas 34 pessoas, a equipe multiprofissional garante escuta qualificada e encaminhamentos de maior complexidade, em conjunto com a assistência social. Além disso, seguem ativas as ações interinstitucionais com as companhias de energia e saneamento e com as equipes de engenharia, que trabalham na recuperação da rede elétrica, no saneamento e na avaliação estrutural dos prédios públicos e das unidades de saúde.

    Laís Dornelas
    Ministério da Saúde

  • CNJ promove curso on-line sobre Justiça Penal e Justiça Juvenil Última atualização: 10/11/2025 às 15:09:00

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciou, nesta segunda-feira (10/11), o curso on-line “Justiça Penal e Justiça Juvenil atualizadas: Resoluções do CNJ na prática”. O treinamento é promovido pelo CNJ com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério da Justiça.  

    A capacitação acontece em dois módulos: Socioeducativo, que acontece nos dias 10, 12 e 13/11, das 14h às 16h, e Penal, nas datas 13, 17, 19 e 24/11, das 10h às 12h. Quem tiver interesse, ainda dá tempo para se inscrever

    O objetivo é aprofundar o conhecimento sobre as resoluções do Conselho, fomentar sua aplicação uniforme e contribuir para o cumprimento do Plano Pena Justa (ADPF 347). Além disso, a iniciativa busca enfrentar um dos principais desafios identificados no eixo 4 do Plano Pena Justa: a necessidade de implementação de políticas de não-repetição do estado de coisas inconstitucional no sistema penitenciário brasileiro, bem como a superação de situações de inobservância de atos normativos editados pelo CNJ. 

    Mais informações estão disponíveis no site do CNJ.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Concurso para Juiz Federal Substituto: divulgadas as notas da prova prática Última atualização: 10/11/2025 às 17:34:00

    Aconteceu, na tarde desta segunda-feira (10/11), a Sessão Pública virtual para identificação e divulgação das notas da prova prática (sentenças) do XV Concurso Público para Ingresso na Carreira da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5.

    O encontro ocorreu na sala da Turma Norte, no edifício-sede do TRF5, com transmissão pela plataforma Zoom, e foi conduzido pelo presidente da comissão do concurso, desembargador federal Fernando Braga.

    As notas já estão disponíveis na área destinada a concursos de magistrados no site do TRF5

    Mais informações sobre o concurso podem ser consultadas no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV)

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • TRF5 realiza oficina sobre práticas antirracistas no atendimento ao público Última atualização: 10/11/2025 às 17:43:00

    Quase 170 servidores e servidoras da Justiça Federal da 5ª Região participaram, nesta segunda-feira (10/11), do primeiro dia de aula da oficina formativa “Letramento Racial e Práticas Antirracistas no Atendimento ao Público Interno e Externo”. A ação é uma das atividades previstas para o Mês da Consciência Negra no Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, integrando o ciclo de eventos “Letramento para Equidade Racial” e o Plano Regional de Capacitação.

    A oficina foi conduzida pela especialista em direitos humanos Suzana Coelho. Ela abordou o conceito de letramento racial, raça, racismo e racismo estrutural, apontando, ainda, alguns marcos sociais do racismo no Brasil. Para ela, a questão do letramento racial ainda está em desenvolvimento no Brasil. “Ninguém está 100% letrado racialmente. Estamos em processo de construção. Eu acredito no trabalho coletivo de desconstrução de padrões que foram impostos para nós ao longo do tempo e nós nunca questionamos. Precisamos romper esses estereótipos, esses padrões, para construir um mundo mais acessível e equânime”.

    Suzana pontuou, ainda, que o tema racismo interage com vários outros assuntos. “Não podemos falar da pauta racial sem interseccionalidade. Está relacionada à acessibilidade e inclusão; à tratativa com comunidade LGBTQIAPN+; pessoas neurodivergentes”.

    Durante a apresentação, foram exibidos dados estatísticos sobre a situação das pessoas negras no que diz respeito à educação, saúde, mercado de trabalho, representatividade na mídia, mobilidade humana, cultura, entre outras áreas.

    Para a diretora da Divisão de Desenvolvimento Humano (DDH) do TRF5, Isaura Rodrigues, a oficina é uma semente que está sendo plantada agora, com frutos que serão colhidos no futuro. “Essas ações que estamos realizando no Mês da Consciência Negra são alguns aperitivos, para tentarmos fazer, no futuro, uma formação mais aprofundada desse tema que é tão valioso para todos e, principalmente, para quem trabalha dentro do serviço público”.

    A oficina segue até esta terça-feira (11/11), através da plataforma Zoom.

    As ações do Mês da Consciência Negra são uma iniciativa do Comitê da Equidade Racial (COER) e da Gestão do Pacto pela Equidade Racial. Além da oficina, a programação do Novembro Negro conta com palestras, exposições e um webinário.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5 (com informações do Diario de Pernambuco)


  • Expediente do TRF5 será remoto no dia 21/11 Última atualização: 10/11/2025 às 17:50:00

    Em virtude do feriado do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, que é comemorado no dia 20/11 (quinta-feira), a Presidência do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 determinou que o expediente do dia 21/11 (sexta-feira) acontecerá na modalidade remota (teletrabalho). A decisão está prevista no Ato nº 628/2025.

    Com isso, o atendimento ao público será realizado através do Balcão Virtual, e-mail ou telefone.

    Confira abaixo os canais de atendimento:

    Balcão virtual

    Lista telefônica e de e-mails

    Plantão judicial no dia 20/11

    No dia 20/11, não haverá expediente no TRF5, funcionando apenas o plantão judicial. O atendimento será realizado pelo telefone (81) 98726.6053 ou através do e-mail plantao@trf5.jus.br.   

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • TRF5 funcionará em regime de plantão no feriado da Consciência Negra Última atualização: 10/11/2025 às 17:54:00

    No próximo dia 20 de novembro, o Brasil celebra o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Com a publicação da Lei nº 14.759/2023, a data passou a ser feriado nacional e, por isso, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 informa que funcionará em regime de plantão na quinta-feira (20/11). Prazos processuais que iniciem ou terminem na data serão prorrogados para a sexta-feira (21/11).

    Durante o plantão judicial, o atendimento será realizado pelo telefone (81) 98726.6053 ou através do e-mail plantao@trf5.jus.br.

    Expediente remoto no dia 21/11

    Já na sexta-feira (21/11), o atendimento ao público será realizado de forma remota. A medida está prevista no Ato nº 628/2025, da Presidência do TRF5. Na data, os serviços serão prestados através do Balcão Virtual, e-mail ou telefone.

    Canais de atendimento:

    Balcão virtual

    Lista telefônica e de e-mails

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Tribunal de Justiça da Paraíba é representado no 13º Encontro Nacional do Colégio de Ouvidores

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    13º Encontro Nacional do Colégio de Ouvidores Judiciais

    O desembargador Aluizio Bezerra Filho, ouvidor de Justiça Substituto do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), representou a instituição no 13º Encontro Nacional do Colégio de Ouvidores Judiciais (Cojud), realizado entre os dias 5 e 8 de novembro, em Manaus (AM).

    O evento reuniu 43 representantes de tribunais de 23 estados brasileiros, que discutiram boas práticas e a uniformização de procedimentos na gestão das ouvidorias judiciais. O objetivo foi fortalecer um Poder Judiciário mais eficiente, colaborativo, transparente e ético, com foco no aprimoramento do relacionamento entre as instituições e os cidadãos.

    Durante o encontro, o desembargador Abraham Peixoto Campos Filho, ouvidor-geral do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), foi aclamado novo presidente do Cojud, sucedendo o desembargador Altair de Lemos Júnior, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que esteve à frente da entidade por uma década.

    Criado em março de 2015, o Colégio de Ouvidores Judiciais congrega magistrados que exercem a função de ouvidor nos tribunais de todo o país, com a missão de promover a integração e o fortalecimento das Ouvidorias Judiciais.

    Para o desembargador Aluizio Bezerra Filho, a troca de experiências entre os representantes das ouvidorias é essencial para o fortalecimento institucional. “Eventos como este reafirmam o compromisso das ouvidorias com a transparência, o diálogo e o aprimoramento contínuo do serviço público. A sociedade confia no Judiciário e a Ouvidoria é um dos canais mais importantes para aproximar o cidadão da Justiça”, destacou o magistrado.

    A Ouvidoria de Justiça do TJPB é composta pela desembargadora Fátima Maranhão, ouvidora de Justiça, e pelo desembargador Aluizio Bezerra Filho, Ouvidor de Justiça Substituto.

    Por Lenilson Guedes
     

  • TJPB amplia rede de convênios: 7 novas empresas se juntam e total chega a 67 parceiros

    Nesta segunda-feira (10), o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria Administrativa, anunciou a inclusão de sete novas empresas no programa de convênios voltado a magistrados e servidores. Com essas adesões — nas áreas de saúde, autocuidado, fitness, gastronomia e vestuário — o programa passa a reunir 67 empresas conveniadas.

    A iniciativa, criada durante a transição entre a gestão anterior e a atual, tem o objetivo de reconhecer e valorizar o trabalho dos profissionais do Poder Judiciário estadual, além de fomentar a economia local e ampliar a qualidade de vida dos servidores. Os benefícios abrangem setores como alimentação, saúde, lazer, educação, vestuário e serviços variados.

    A relação completa de parceiros está disponível na intranet do TJPB, na aba “Convênios”. Para acessar as ofertas, o servidor deve baixar o aplicativo TJPB Servidor (disponível gratuitamente para Android e iOS), realizar o cadastro com o e-mail institucional e, ao utilizar a loja conveniada, apresentar a identidade funcional disponível no próprio app.

    Empresas interessadas em integrar o programa podem solicitar adesão a qualquer momento por meio do formulário de adesão: https://forms.gle/TMcBJ5bg9eEweo4i7

    Mais informações pelo e-mail gecon.convenios@tjpb.jus.br ou pelo telefone/WhatsApp (83) 98658-3886.
     

  • Coordenadora da Mulher do TJPB é eleita vice-presidente do COCEVID

    Foto de magistradas na abertura do evento
    Foto de magistradas e magistrados na abertura do evento

    Durante reunião, nesta segunda-feira (10), em São Luís do Maranhão, o Colégio de Coordenadores de Violência Doméstica do Brasil (COCEVID) elegeu a juíza Graziela Queiroga, coordenadora da Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), para o cargo de 1ª Vice-presidente da instituição. O mandato terá início em março de 2026.

    A eleição ocorreu no contexto do XVII Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid), que acontece de 10 a 14 de novembro, na capital maranhense, tendo como tema “Como a educação e a comunicação podem ser instrumentos para a erradicação da violência doméstica e familiar contra as mulheres?”.

    Além da magistrada Graziela Queiroga, também participam do evento a juíza do 1º Juizado de Violência Doméstica da Comarca de João Pessoa, Gabriella de Britto Lyra, e a servidora da Coordenadoria da Mulher do TJPB, Ângela Ramalho.
    O encontro reúne magistradas e magistrados de todo o país para discutir políticas judiciárias e estratégias de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, promovendo o fortalecimento da rede de proteção e o aprimoramento das práticas no âmbito do Poder Judiciário.

    A magistrada Graziela Queiroga destacou ter recebido a missão com muita humildade e responsabilidade. Segundo pontuou, o COCEVID é um Órgão importante e muito respeitado no enfrentamento a violência doméstica contra a Mulher. Ela enfatizou que o Poder Judiciário estadual, por meio da mesa diretora, tem demonstrado compromisso com ações de combate à violência de gênero. 

    “Ter a Coordenadoria da Mulher do nosso Judiciário atuando nesse posto é motivo de honra e também do reconhecimento das demais Coordenadorias, de que estamos no caminho certo no avanço das nossas boas práticas e que podemos contribuir nessa temática para o país como um todo. Agradecida e comprometida a fazer o melhor para as mulheres vítimas de violência doméstica do nosso Estado e do Brasil”, exaltou a magistrada.

    Sobre o Fonavid – O Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid) foi criado em 31 de março de 2009, durante a III Jornada da Lei Maria da Penha realizada em parceria entre o Ministério da Justiça, SPM e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    O objetivo do Fórum é garantir a efetividade nacional da Lei 11.340/2006, promovendo ações que resultem na prevenção e no combate eficaz à violência doméstica e familiar contra a mulher, por meio do aperfeiçoamento e da troca de experiências entre os(as) magistrados(as) que o compõem, e integrantes das equipes multidisciplinares, para participação ativa junto aos órgãos responsáveis pelas políticas públicas que dizem respeito à matéria.

    Desde 2009, os Tribunais de Justiça Estaduais vêm assumindo o compromisso de organizar e realizar o Fonavid, incumbindo às Coordenadorias Estaduais da Mulher em Situação de Violência Familiar apoiar a sua realização.

    O Poder Judiciário, por meio do(a) magistrado(a) com atuação nos juizados de violência doméstica e familiar contra a mulher ou varas com competência na matéria, com apoio de equipes multidisciplinares, ao aplicar as leis em nome do Estado com o objetivo de reparar as relações sociais e jurídicas violadas, cumpre sua finalidade de guardião dos direitos e deveres individuais e coletivos, assegurando os meios e os caminhos para a construção de uma sociedade saudável, justa e solidária, na proteção aos direitos humanos das mulheres.

    Por Lila Santos com informações do CNJ