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  • CNJ esclarece regras de contagem de prazos para citações eletrônicas à Fazenda Pública

    CNJ esclarece regras de contagem de prazos para citações eletrônicas à Fazenda Pública

    Foto da fachada do prédio do CNJ
    Prédio sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

    As unidades judiciárias com competência para processar ações envolvendo a Fazenda Pública, em primeiro e segundo graus de jurisdição, devem observar as novas regras de contagem de prazos processuais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    As mudanças ocorreram a partir da Resolução CNJ nº 569/2024, que atualiza o procedimento das citações eletrônicas realizadas por meio do Domicílio Judicial Eletrônico (DJE). De acordo com a norma, o prazo para manifestação da Fazenda Pública passa a contar a partir do quinto dia útil subsequente à data da confirmação da consulta eletrônica da citação.

    A decisão foi proferida em resposta à consulta formulada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e pelo Comitê Gestor da Justiça dos Estados e do Distrito Federal e Territórios na Rede de Governança do PJe, com o objetivo de esclarecer dúvidas quanto à contagem dos prazos processuais.

    O CNJ também reforçou que, caso a citação eletrônica não seja consultada no prazo de até 10 dias corridos, a Fazenda Pública será considerada automaticamente citada, e o prazo processual começará imediatamente, conforme prevê o art. 20, § 3º-A, da Resolução CNJ nº 455/2022.

    Diante da decisão, o juiz auxiliar da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Max Nunes — que integra o Núcleo de Apoio e Acompanhamento de Procedimentos, Atos e Resoluções do CNJ — determinou a expedição de comunicação oficial às unidades judiciárias competentes e às Turmas Recursais. Também foi determinado o encaminhamento dos autos à Gerência do PJe do TJPB para adequação da contagem de prazos no sistema eletrônico.

    Resolução CNJ nº 569/2024

    Publicada em 13 de agosto de 2024, a Resolução CNJ nº 569 regulamenta o uso do Domicílio Judicial Eletrônico (DJE) e do Diário de Justiça Eletrônico Nacional (DJEN) como meios oficiais para comunicações processuais eletrônicas em todo o país.

    O normativo estabelece que, desde maio deste ano, todas as citações e intimações devem ser realizadas exclusivamente por meio do DJE, consolidando o ambiente eletrônico como canal obrigatório de comunicação entre o Judiciário e os entes públicos.

     

    Por Gabriela Parente

     

  • Ministro da Saúde anuncia ações estratégicas para tratar intoxicação por metanol

    Nesta quinta-feira (2), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou um conjunto de ações estratégicas para enfrentar os casos de intoxicação por metanol associados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. As medidas foram apresentadas durante reunião da Sala de Situação, criada para monitorar e coordenar a resposta nacional. Na ocasião, o ministro também ressaltou iniciativas já em andamento, como a própria instalação da sala, que reúne órgãos federais, estaduais e municipais.

    “Quero reafirmar aqui o total alinhamento e sintonia do trabalho do Sistema Único de Saúde com os estados e municípios, da Anvisa com as vigilâncias estaduais, e o pleno funcionamento desse fluxo de informações”, afirmou Padilha.

    Entre as novas medidas, o Ministério da Saúde estruturou, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), um estoque estratégico em hospitais universitários federais e serviços do SUS com 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico. Além disso, está em andamento a compra emergencial de mais 5 mil tratamentos (150 mil ampolas), garantindo a reposição e distribuição do produto conforme a necessidade de estados e municípios.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também publicou chamada pública para identificar fornecedores internacionais do fomepizol, medicamento específico para intoxicação por metanol, atualmente não disponível no Brasil, em resposta a ofício do Ministério da Saúde que solicitou urgência na medida. “Com essa ação, estamos mobilizando as 10 maiores agências reguladoras do mundo para que indiquem, em seus países, quais são os produtores do fomepizol”, afirmou o ministro.

    Complementarmente, o Ministério oficializou pedido à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para a doação imediata de 100 tratamentos de fomepizol e manifestou intenção de adquirir outras 1.000 unidades do medicamento por meio da linha de crédito do Fundo Estratégico da OPAS, ampliando o estoque nacional.

    “Os pedidos e compras de antídotos que estamos fazendo são por precaução. Nos últimos anos, não ultrapassamos 20 casos por ano, mas temos observado um registro maior no estado de São Paulo. Essas são medidas preventivas do Ministério da Saúde”, reforçou Padilha.

    Foto: Walterson Rosa/MS
    Foto: Walterson Rosa/MS

    Casos notificados e recomendações

    Até o momento, o Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) recebeu notificações de 59 casos de intoxicação por metanol, sendo 53 em São Paulo (11 confirmados e 42 em investigação), cinco em investigação em Pernambuco e um no Distrito Federal. Há ainda um óbito confirmado e sete em investigação.

    O ministro da Saúde recomenda que a população evite destilados de origem desconhecida, especialmente líquidos incolores, cuja procedência não possa ser confirmada.

    “Reforçamos três recomendações fundamentais ao consumir bebidas alcoólicas: se beber, não dirija; mantenha-se alimentado e hidratado antes e durante o consumo; e, principalmente, certifique-se da origem da bebida. É essencial saber de onde ela vem. Se estiver em um bar, não aceite bebidas de desconhecidos e tente verificar a procedência. Isso é ainda mais importante neste momento”, afirmou Padilha.

    Sala de Situação

    A Sala de Situação, instalada pelo Ministério da Saúde, vai se reunir às segundas, quartas e sextas, das 10h às 11h, para analisar sistematicamente os casos e coordenar medidas de resposta. A equipe inclui representantes dos ministérios da Saúde, Justiça e Segurança Pública, Agricultura e Pecuária, conselhos de saúde (CNS, CONASS, CONASEMS), Anvisa e secretarias estaduais de Saúde de São Paulo e Pernambuco.

    A Sala de Situação é de caráter extraordinário e vai permanecer ativa enquanto persistirem o risco sanitário e a necessidade de monitoramento e resposta nacional à intoxicação por metanol após o consumo de bebida alcoólica. 

    Capacidade diagnóstica e produção de antídotos

    Para reforçar a capacidade de diagnóstico, a Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância Sanitária (RNLVISA) mobilizou três unidades aptas a realizar análises imediatas: Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (LACEN-DF), Laboratório Municipal de São Paulo e Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz). 

    A Anvisa identificou 604 farmácias de manipulação aptas a produzir etanol farmacêutico, que serão preparadas para atender eventuais demandas, garantindo cobertura local em todas as capitais.

    Notificação imediata e canais de esclarecimento

    Profissionais de saúde devem registrar casos suspeitos de intoxicação por metanol assim que identificados, sem necessidade de confirmação laboratorial prévia. A medida já ampliou o número de notificações em São Paulo e permitiu a identificação de ocorrências em Pernambuco e no Distrito Federal.  

    “É fundamental que todos os profissionais de saúde consultem o Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, material publicado há bastante tempo e constantemente atualizado, além da nota específica sobre intoxicação exógena por metanol, disponível no site da pasta”, reforçou o ministro da Saúde.

    O número 0800 642 9782 da Anvisa, disponível de segunda a sexta, das 7h30 às 19h30 (exceto feriados), atende dúvidas de cidadãos, profissionais e comerciantes sobre intoxicações e procedimentos.

    Tratamento e sobre o CIATox

    O antídoto específico para casos confirmados de intoxicação é o etanol farmacêutico, administrado de forma controlada, intravenosa ou oral, conforme necessidade clínica. O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) ou as secretarias de saúde solicitam a manipulação do produto quando necessário.

    O Brasil conta com 32 CIATox, centros de referência em toxicologia para orientação, diagnóstico e manejo de intoxicações, além de apoio à toxicovigilância e à ingestão de risco químico.

    João Vitor Moura
    Ministério da Saúde

  • ALPB concede medalha Augusto dos Anjos a menino pintor autista que vai expor no Louvre

    Notícias

    Publicado em 2 de outubro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou sessão especial nesta quinta-feira (2) para conceder a Medalha Augusto dos Anjos ao Artista Mateus Rosa, pelo legado à arte a partir da sua construção no campo da pintura, enaltecendo o estado em todo o país e no exterior.

    A proposição, de autoria do deputado Michel Henrique, é uma homenagem ao jovem artista paraibano Mateus Rosa, natural de Campina Grande, que, aos nove anos de idade, terá suas obras expostas em um dos mais prestigiados espaços culturais do mundo, o Museu do Louvre, em Paris. Mateus iniciou sua trajetória artística aos dois anos e sete meses, logo após receber o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

    “A participação de um artista mirim paraibano em exposição no Louvre transcende o feito individual. Representa não apenas a valorização da diversidade e da inclusão social, mas também o poder transformador da arte na vida de crianças com TEA. É motivo de orgulho para todos os paraibanos ver o talento de Mateus Rosa brilhar em um espaço que já consagrou nomes como Leonardo da Vinci e Michelangelo”, ressaltou Michel Henrique.

    Com apoio de sua família, Mateus encontrou na arte um caminho de superação e de revelação de talento. “Me sinto muito honrada por ele receber esta homenagem desta Casa, fico muito feliz. É também uma representatividade para as pessoas com autismo, e por isso nos orgulhamos muito de sua trajetória. Ele tem nove anos, ainda é criança, está na fase de descobertas, e já está sendo reconhecido. Sua pintura diferenciada, inclusive, alcançará o mundo”, destacou a mãe de Mateus, Maria Eduarda Cavalcanti.

    Mateus Rosa, que também esteve acompanhado do seu pai Milton Rosa Neto, agradeceu a homenagem e ressaltou o sentimento de felicidade. “Estou muito Feliz”. Amigos e outros familiares também participaram da sessão.

    Durante a sessão, aconteceu o lançamento do documentário “Sociedade Singular”, produzido pela equipe da TV Assembleia. Uma obra que mergulha de forma sensível e urgente no universo das famílias atípicas da Paraíba, celebrando a diversidade e os laços que se formam para além dos moldes convencionais. A obra reafirma o papel do Poder Legislativo paraibano como agente promotor de cidadania.

    Multimídia

    Imagens em alta resolução

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  • MPPB, MPF, Estado e Uber avançam em tratativa sobre termo de cooperação 

    MPPB, MPF, Estado e Uber avançam em tratativa sobre termo de cooperação 

    Objetivo é viabilizar a operacionalização de sistema que torne o transporte por aplicativo mais seguro para as mulheres

    Integrantes do Ministério Público da Paraíba (MPPB), do Ministério Público Federal (MPF), da Procuradoria-Geral (PGE) e da Secretaria de Segurança e Defesa Social do Estado realizaram, na tarde desta quinta-feira (2/10), uma reunião por videoconferência, com representantes da empresa de transporte por aplicativo Uber para avançar na tratativa de cooperação técnica que visa aprimorar o combate à violência contra a mulher no interior de veículos. A ideia é viabilizar a operacionalização de um sistema de integração de informações entre Uber e o Centro Integrado de Operações da Polícia Militar (Ciop) para que seja possível, por exemplo, a localização em tempo real de eventuais vítimas de crime e/ou violência.

    Participaram da videoconferência o procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans; o 1º subprocurador-geral de Justiça, Luis Nicomedes; a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Mulher (CAO das Mulheres), Dulcerita Alves; o coordenador da Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e Improbidade Administrativa (Ccrimp), Leidimar Bezerra e o secretário-geral do MPPB, João Benjamin. Também participaram a procuradora dos Direitos do Cidadão do MPF/PB, Janaína Andrade; o procurador-geral do Estado,  Fábio Brito; o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Jean Nunes; e representantes da Uber.

    Na ocasião, Quintans ressaltou a importância da cooperação técnica para melhorar a segurança das mulheres, tanto na condição de passageiras como na condição de condutoras de veículos que fazem o transporte por aplicativo. “Essa é uma medida importante para a maior proteção da mulher vítima de violência. É também uma medida importante para todos os parceiros e para a Uber agregar à sua responsabilidade social. De nossa parte, estamos apoiando, incentivando e trabalhando para que possamos ofertar esse serviço à sociedade”, disse. 

    Articulação

    Conforme explicou a coordenadora do CAO das Mulheres, a tratativa entre as instituições ministeriais e governamentais com a Uber começou a ser articulada pelo Ministério Público estadual, após a Ouvidoria do MPPB receber uma reclamação sobre a falta de segurança para as mulheres nos serviços de transporte por aplicativos, o que motivou a instauração do Procedimento 001.2024.029903.

    A partir daí, foram adotadas diligências, como o envio de ofícios às secretarias da Mulher e da Diversidade Humana e de Segurança Pública do Estado, requisitando informações acerca da existência de medidas e ações sobre o problema. “Em relação ao transporte público, as secretarias informaram a existência de protocolos e campanhas, como a da importunação sexual, ação realizada pelo DER, Semob e STTrans”, disse Dulcerita.

    Em relação ao serviço de transporte por aplicativo, a promotora explicou que, por se tratar de empresas com atuação nacional e até internacional, o procedimento foi remetido ao MPF, onde foi instaurada uma Notícia de Fato para acompanhar a efetividade dos mecanismos voltados à segurança de usuárias do aplicativo Uber, bem como avaliar a necessidade de adoção de novas medidas que assegurem maior segurança às mulheres em situação de violência em nível estadual.

    Também foi expedido ofício à Uber do Brasil, a qual encaminhou informações sobre os protocolos e mecanismos de segurança já disponibilizados aos usuários e motoristas, com destaque para o recurso U-Help, botão no app que permite ligar diretamente do app para autoridades que operam pelo número 190, em caso de emergência ou situação de risco. 

    Cooperação técnica

    Desde então, os dois ramos do MP, órgãos estatais e a empresa de transporte por aplicativo iniciaram uma tratativa visando à celebração de termo de cooperação, para que haja a integração da Uber ao sistema do Ciop, o que possibilitará o fornecimento automático à Polícia Militar da localização em tempo real do veículo e usuário e de detalhes da viagem (como placas, marca, modelo e cor do veículo por aplicativo, nomes do motorista e passageiros e telefone). 

    De acordo com os representantes da Uber, a experiência já foi implementada nos Estados Unidos e em outros estados do Brasil. No Rio de Janeiro, por exemplo, a experiência realizada durante dois meses, em uma área reduzida, resultou no registro de 32 chamadas junto ao Ciop, das quais 16 se tornaram registros de ocorrências, com a recuperação de quatro carros roubados. Segundo a Uber, a nova funcionalidade pode trazer mais segurança para casos de assédio, roubo e outros crimes. 

    A coordenadora do CAO das Mulheres avaliou positivamente a reunião. “A reunião foi bastante positiva, principalmente pelo fato de nós viabilizarmos mais um instrumento de proteção às mulheres. Como nós sabemos, as mulheres são vítimas de várias violências. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra isso e quando ela está sozinha no Uber, ela se sente, muitas vezes, em perigo. A existência de mais um instrumento de integração entre a Uber e a Secretaria de Segurança Pública viabiliza a localização dessa mulher em tempo real, um pedido de socorro imediato que pode inclusive evitar delitos de maior gravidade contra essa mulher. Ela vai se sentir mais segura para andar à noite, para sair a qualquer momento. Então, esse é mais um instrumento para a mulher paraibana se sentir protegida. Essa cooperação entre Uber e Secretaria Segurança Pública, com a intervenção do Ministério Público estadual e federal, era o que estava faltando para a Uber fazer a diferença aqui no nosso Estado”, disse Dulcerita.

    O próximo passo será a realização de uma reunião técnica, por videoconferência, entre as equipes de Tecnologia da Informação da Secretaria de Segurança Pública e Uber. As demais instituições avançarão na minuta do Termo de Cooperação.  

     

  • Terapia gênica inédita chega ao SUS para tratamento da Atrofia Muscular Espinhal

    Terapia gênica inédita chega ao SUS para tratamento da Atrofia Muscular Espinhal

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), publicou a Portaria SAES/MS nº 3.080, de 29 de julho de 2025, com os critérios para habilitação dos estabelecimentos de saúde em todo o país para a realização da infusão da terapia gênica destinada a pacientes com Atrofia Muscular Espinhal (AME) 5q tipos 1 e 2. A medida representa um marco para o Sistema Único de Saúde (SUS), que passa a oferecer um dos tratamentos mais avançados do mundo para essa doença rara.

    A iniciativa viabiliza o acesso ao medicamento Zolgensma, considerado a terapia gênica mais moderna e eficaz para o tratamento da AME em crianças que atendam aos critérios estabelecidos no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de AME 5q tipos 1 e 2. O tratamento tem potencial de modificar a história natural da doença, oferecendo melhores perspectivas de qualidade de vida e sobrevida para os pacientes.

     O que é a AME

    A Atrofia Muscular Espinhal é uma doença genética rara, de caráter progressivo, que afeta os neurônios motores responsáveis pelos movimentos voluntários, como falar, andar e respirar. Sem tratamento adequado, a AME pode levar à perda rápida de funções motoras e comprometer a vida do paciente já nos primeiros anos de idade.

    Com o avanço da ciência e a incorporação da terapia gênica no SUS, crianças diagnosticadas precocemente e que se enquadram nos critérios de elegibilidade, terão acesso a um tratamento capaz de atuar na causa da doença, corrigindo a falha genética e possibilitando maior autonomia funcional.

    O Ministério da Saúde tem fortalecido a Política Nacional de Atenção às Pessoas com Doenças Raras, incorporando novos exames, medicamentos e tecnologias de alta complexidade ao SUS.

    A habilitação dos serviços para infusão da terapia gênica no SUS é mais um passo nessa trajetória, reafirmando o compromisso com o cuidado integral, o diagnóstico precoce e o acesso equitativo a tratamentos inovadores.

    Importância da habilitação dos hospitais

    A Coordenação-Geral de Doenças Raras (CGRAR), do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET/SAES), ressalta a necessidade de mobilização dos gestores estaduais e municipais de saúde para estimular os hospitais em seus territórios a se habilitarem, de modo a estarem aptos a realizar a infusão do medicamento. Esse movimento é fundamental para viabilizar a disponibilização do tratamento em todas as regiões do Brasil. 

    “É importante que os gestores estaduais se mobilizem para a habilitação de estabelecimentos de saúde em todo o país, possibilitando a realização da infusão da terapia gênica destinada a pacientes com Atrofia Muscular Espinhal (AME) 5q tipos 1 e 2. O objetivo é garantir que crianças de todas as regiões do Brasil tenham acesso ao tratamento de forma equitativa. Além da infusão, será necessário o acompanhamento clínico ao longo dos anos para monitorar os efeitos do medicamento, o que reforça a necessidade de serviços habilitados em diferentes regiões, facilitando o cuidado próximo às famílias. ”Afirma o Coordenador-Geral, Natan Monsores.

    Quer saber mais? Consulte a página oficial de Doenças Raras do Ministério da Saúde para acessar todos os detalhes sobre as habilitações.

    Ministério da Saúde
  • Roberto Machado participa de reunião com novo presidente do STF Última atualização: 02/10/2025 às 16:32:00

    O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, desembargador federal Roberto Machado, participou, na terça-feira (30/09), de uma reunião com o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. O encontro contou com a presença de representantes de todos os tribunais superiores, regionais federais, estaduais, militares, eleitorais e trabalhistas do país, no qual Fachin reiterou o compromisso com o diálogo e reforçou os objetivos de execução do programa Pena Justa e de combate ao racismo.

    Fachin destacou a necessidade de atuação conjunta dos gestores da Justiça brasileira para enfrentar o que classificou como uma “clivagem” entre o Judiciário e a sociedade. “Essa é uma sinalização de abertura ao diálogo franco, com o devido respeito à autonomia e à competência constitucional de cada tribunal”, afirmou. “Mas é também um convite para nos auxiliar a diagnosticar o presente e encontrar caminhos para essa clivagem que muitas vezes se coloca entre o Poder Judiciário e a sociedade brasileira”.

    Pena Justa

    O ministro demonstrou preocupação com a execução do plano Pena Justa, que busca controlar a entrada e a superlotação dos presídios, além de garantir a empregabilidade e a reinserção social dos egressos. Segundo ele, a iniciativa dificilmente trará resultados concretos sem a adesão efetiva e ampla dos tribunais em todo o país. O ministro ofereceu suporte para que as medidas sejam implementadas e avaliou que a capilaridade é, concomitantemente, uma força e um desafio.

    Racismo Zero

    O ministro também anunciou medidas voltadas ao enfrentamento da desigualdade racial no Judiciário. Entre as iniciativas estão a realização de um Mutirão Racial, inspirado na experiência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

    Segundo ele, a meta é reduzir em 20% o estoque de 10 mil processos sobre questões raciais pendentes de julgamento no país até novembro. O ministro afirmou que o esforço será contínuo ao longo de 2026 e terá como foco a eliminação completa desse passivo.

    Fachin também reafirmou o compromisso de consolidar e expandir avanços institucionais já conquistados em matéria de equidade racial e de gênero. “Não retrocederemos nos avanços que a ministra Rosa Weber e o ministro Luís Roberto Barroso nos legaram na construção de um Poder Judiciário mais inclusivo, sob o ponto de vista da equidade de gênero e racial”, afirmou.

    Integridade e transparência

    Nas reuniões, o ministro tratou da criação do Observatório de Integridade e Transparência, que funcionará como órgão de monitoramento ligado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Diferentemente da atuação da Corregedoria Nacional, o observatório terá mecanismos voltados a prevenir, detectar e corrigir condutas inadequadas no Sistema de Justiça, além de estimular a transparência ativa na interação com os setores público e privado.

    “O observatório é um aliado ao aprofundamento de nossas práticas de compliance, governança e prevenção. É indispensável que nossos dados estejam abertos, expostos à luz do sol, para que a confiança da sociedade em nossos afazeres se consolide e se fortaleça a cada dia”, disse Fachin, para quem a integridade do Judiciário é “fundamento da legitimação social e do fortalecimento republicano”.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5 (com informações da Ascom/STF)


  • IV Congresso do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde será realizado no Ceará Última atualização: 02/10/2025 às 16:45:00

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promove, nos dias 6 e 7 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, o IV Congresso do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (FONAJUS). A iniciativa conta com o apoio do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE).

    O encontro reunirá magistrados(as), profissionais da saúde pública e suplementar, representantes do Sistema de Justiça e da área da saúde, além de outros interessados no tema. O objetivo é aperfeiçoar o conhecimento técnico e debater os principais desafios da judicialização da saúde, buscando alternativas e soluções para a questão.

    A programação contará com painéis, oficinas e debates sobre temas como: as Súmulas Vinculantes 60 e 61 do STF; o futuro da saúde suplementar; a avaliação econômica de tecnologias em saúde; o Tema 1234; mediação e conciliação em saúde; e ações judiciais relacionadas ao autismo, entre outros assuntos relevantes. Durante o evento, será entregue o III Prêmio Justiça e Saúde.

    Interessados(as) em participar devem realizar inscrição por meio do formulário online.
    Clique aqui e acesse-o.

    Confira abaixo a programação completa do Congresso:

    Por: Divisão de Comunicação Social TFR5

  • MPPB, Unidade de Integridade da CBF e FPF iniciam tratativas para cooperação

    MPPB, Unidade de Integridade da CBF e FPF iniciam tratativas para cooperação

    Objetivo da união de esforços é coibir a prática de manipulação de partidas de futebol

    O Ministério Público da Paraíba, a Unidade de Integridade da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Federação Paraibana de Futebol (FPF) iniciaram tratativas para cooperação institucional visando coibir manipulação em partidas. Nessa terça-feira (30/09), o 1º subprocurador-geral de Justiça, Luís Nicomedes de Figueiredo, recebeu o oficial de integridade da CBF, Eduardo Gussen, e a presidente da FPF, Michele Ramalho. Participaram da reunião os promotores de Justiça José Leonardo Clementino Pinto e Carlos Davi Lopes Correia Lima.

    O procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, que estava cumprindo agenda em Brasília, participou de forma virtual da reunião e enfatizou que o MPPB pretende reforçar o trabalho que já vem sendo realizado na área do futebol. “Fazemos questão de estar juntos com vocês neste projeto e a equipe está aí para ouvi-los para podermos começar esse trabalho conjunto. Contem conosco para que possamos aperfeiçoar e oferecer um esporte com segurança e com qualidade à sociedade paraibana”.

    O 1º subprocurador-geral, Luíz Nicomedes, destacou a importância da cooperação institucional para coibir a manipulação de resultados no futebol. “É um passo fundamental para proteger a integridade do esporte que tanto amamos. A união de esforços entre o Ministério Público e as entidades que administram o futebol é essencial para garantir a transparência e a justiça nas competições, oferecendo um espetáculo esportivo digno e confiável para os torcedores paraibanos e de todo o Brasil.”

    O promotor José Leonardo Clementino também reforçou esse trabalho para garantir a lisura nas partidas. “Recebemos aqui o representante da CBF e da Federação Paraibana de Futebol para tratar sobre a questão da lisura da prática esportiva, da questão das manipulações esportivas que vem ocupando o noticiário. A Paraíba, de forma pioneira, está sendo o primeiro estado a ser visitado por essa equipe, para iniciar esse trabalho, fazer discussões a respeito de protocolos de atuação, de compartilhamento de informações para que o Ministério Público da Paraíba possa efetivamente auxiliar também e combater essa prática que é a nefasta para o nosso futebol”.

    O oficial de integridade, Eduardo Gussen, informou que o objetivo da reunião foi apresentar a unidade ao Ministério Público e estabelecer uma interlocução na construção de mecanismos de combate à manipulação nas competições. “Essa cooperação com o órgão como o Ministério Público é fundamental, porque através dela nós ganhamos agilidade nas respostas das manipulações, preservamos a imprevisibilidade do resultado das partidas de futebol e também o chamado jogo limpo. É isso que a CBF tanto preza, é essa orientação que temos do nosso presidente no sentido de estabelecer essa interlocução com autoridades públicas, Ministério Público e polícias e autoridades esportivas, Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Procuradoria do STJD e federações”.

    A presidente da FPF, Michelle Ramalho, agradeceu a acolhida do MPPB e salientou que a Paraíba é o primeiro estado da federação a receber a Unidade de Integridade da CBF. “Quero agradecer ao doutor Leonardo por ter disponibilizado aqui a sede do Ministério Público para iniciarmos as tratativas para essa cooperação entre o futebol e o Ministério Público. Quero também agradecer ao doutor Eduardo por ter vindo aqui, ele que está fazendo esse grande programa de antimanipulação de resultados. Pela primeira vez, estamos iniciando esse trabalho aqui na Paraíba, que é pioneira. E essa parceria com o Ministério Público é muito importante porque nós visamos evitar a manipulação de resultados e o MP tem esse poder requisitório. Portanto, é fundamental que a federação, a CBF compartilhem os dados e que o Ministério Público tome as devidas providências legais”.

  • MPPB e PM oficializam parceria no combate ao crime organizado

    MPPB e PM oficializam parceria no combate ao crime organizado

    O Ministério Público da Paraíba deu mais um passo em direção a ações integradas com as forças de segurança, no combate ao crime organizado. Na manhã desta quarta-feira, o procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans Coutinho, participou de reunião estratégica com o comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, Coronel Sérgio Fonseca; o subcomandante-geral, coronel Ronildo, e outros integrantes da administração da corporação. A comitiva do MP teve, ainda, o 1º subprocurador-geral, Luis Nicomedes de Figueiredo Neto; o procurador de Justiça Glauberto Bezerra; o secretário-geral, João Benjamim Delgado Neto e a presidente da Associação Paraibana do Ministério Público, Adriana França. 

    Durante o encontro, no Quartel do Comando-Geral da PM,  o chefe do Ministério Público e o comandante da Polícia Militar assinaram termos de cooperação para oficializar a união de forças no trabalho contra a criminalidade e pela defesa da sociedade paraibana.

    O procurador-geral de Justiça definiu o momento como importante e disse que a aproximação entre MP e PM tem efeito imediato. “Foi um importante encontro, hoje, aqui na Polícia Militar, que aproxima as instituições. Celebramos acordos de cooperação que irão unir ainda mais o trabalho do Ministério Público ao da Polícia Militar. Poderemos, de maneira ainda mais efetiva, trocar informações e pessoal e realizar trabalhos conjuntos, para enfrentar de forma mais forte a criminalidade e, notadamente, as facções criminosas”, concluiu Leonardo Quintans.  

    O comandante-geral da PM enfatizou o alcance do papel desempenhado pelo MPPB. “O Ministério Público é um ator protagonista neste combate ao crime organizado, é uma coluna de sustentação das forças de segurança e eu não tenho dúvida de que essa reunião de hoje foi de extrema importância para a Polícia Militar do estado da Paraíba”, disse o Coronel Sérgio Fonseca sobre a parceria.

  • MP faz audiências e cobra dos conselheiros inserção correta de informações no Sipia

    MP faz audiências e cobra dos conselheiros inserção correta de informações no Sipia

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) está acompanhando o cumprimento da Resolução 08/2024 do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de João Pessoa (CMDCA-JP), que dispõe sobre a implantação e implementação do Sistema de Informação Infância e Adolescência (Sipia), em sintonia com a Resolução 231/2022 do Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (Conanda). A resolução do CMDCA-JP, no seu artigo 1º, estabelece “a obrigatoriedade dos conselheiros tutelares em alimentar o Sipia ou sistema que o venha a suceder, monitorando e atualizando continuamente o registro de todos os atendimentos e a respectiva adoção de medidas de proteção, encaminhamentos e acompanhamentos até a conclusão do processo”. O conselheiro tutelar que não cumprir com a obrigatoriedade será considerado omisso no exercício de sua atribuição, incorrendo em falta funcional grave e sujeito a sanção disciplinar nos termos do artigo 64 previsto na Lei Municipal 11.407/2008.

    O 31ª promotor de Justiça João Pessoa, Alley Escorel, que atua na defesa dos direitos de crianças e adolescentes, instaurou sete procedimentos, um para cada Conselho Tutelar existente na capital, para fiscalizar o cumprimento da Resolução do CMDCA-JP e já realizou, nessa quarta-feira (1°/10), audiências com os conselheiros tutelares das regiões Norte, Cristo e Sul para tratar do assunto. Na próxima semana, serão realizadas audiências com os membros dos conselhos tutelares das demais regiões.  

    De acordo com o promotor de Justiça, o Sipia é um sistema nacional, de propriedade do Governo Federal e coordenado pela Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que tem como objetivo registrar, acompanhar e sistematizar informações sobre a violação de direitos de crianças e adolescentes no Brasil. “Esse sistema funciona como uma plataforma pública e gratuita, contendo diferentes módulos para registrar atendimentos de conselhos tutelares e outras violações, além de dados de adolescentes em conflito com a lei e de sua colocação em famílias. O sistema é fundamental para o trabalho diário dos conselheiros tutelares, para o monitoramento e a formulação de políticas públicas”, disse. 

    Alley explicou que, assim como o Conanda, o CMDCA-JP criou a resolução que menciona que a omissão do conselheiro tutelar em não proceder à alimentação do sistema configura falta funcional grave, passível de punições como advertência, suspensão não remunerada de um a três meses e perda da função. “Nosso objetivo é verificar se os conselheiros estão inserido as informações no Sipia de forma correta e diária a fim de que os dados estejam atualizados. O Ministério Público está fazendo audiências para destacar a importância da alimentação desse sistema e, ao final, é feito o alerta a todos os conselheiros quanto à constatação de que o não preenchimento desses dados acarretará a instauração do procedimento administrativo individualizado contra cada um daqueles que não cumprir com essa sua atribuição, principalmente porque tal conduta omissiva é considerada, nos termos da Resolução 08/2024, do CMDCA, falta grave. E falta grave poderá implicar alguma das sanções já previstas e mencionadas no artigo 64 da referida lei municipal”, reiterou. 

    Como funciona o Sipia e para que serve:
    # Registro de Violações: Permite que conselheiros tutelares e profissionais da educação, saúde e assistência social registrem violações de direitos de crianças e adolescentes. 

    # Acompanhamento de Casos: Ajuda a acompanhar os casos, desde a comunicação da violação até a aplicação de medidas protetivas e a articulação da rede de proteção. 

    # Ferramenta de Gestão: É uma ferramenta estratégica para a gestão e o monitoramento de políticas públicas, pois fornece dados estruturados e estratégicos sobre as vivências territoriais. 

    # Identificação de Problemas: Auxilia na identificação de violações frequentes, locais de maior incidência e os agentes violadores, direcionando as intervenções de forma mais eficaz. 

    # Acesso para Profissionais: Juízes, promotores e outros profissionais do sistema de garantia de direitos podem ter acesso ao sistema para acompanhar os procedimentos realizados. 

    Módulo do Sipia:
    # Sipia CT (Conselho Tutelar): Focado em registrar e acompanhar os atendimentos realizados pelos Conselhos Tutelares e a aplicação de medidas protetivas.