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  • Núcleo de Assistência à Saúde lança 2ª Campanha de Vacinação no TRF5 Última atualização: 02/07/2026 às 14:13:00

    O Núcleo de Assistência à Saúde (NAS) do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 realizará, no dia 09/07 (quinta-feira), a 2ª Campanha de Vacinação de 2026. Durante a ação, haverá também a aplicação da segunda dose da vacina contra Herpes Zoster, voltada para quem recebeu a primeira dose na campanha de abril. As vacinas serão ministradas nas dependências do NAS, das 9h às 16h.

    Além da vacina contra Herpes Zoster, pelo valor de R$ 850,00 (à vista) ou R$ 890,00 (cartão), estarão disponíveis as seguintes vacinas: Gripe Quadrivalente 2026, R$ 78,00 (à vista) ou R$ 82,00 (cartão); VSR (Arexvy), R$ 1.530,00 (à vista) ou R$ 1.560,00 (cartão); Prevenar 20 (Pneumo), R$ 555,00 (à vista) ou R$ 593,00 (cartão); e Refortrix (dTpa), R$ 180,00 (à vista) ou R$ 190,00 (cartão).

    Reembolso

    Para beneficiários do TRFMED que se vacinarem nas dependências do Tribunal, o reembolso será realizado automaticamente, mediante formulário enviado ao TRFMED.

    O agendamento prévio é obrigatório para garantir a dose do(a) servidor(a) e de seus familiares e deverá ser feito pelos contatos: Etelvina (ramal 9866); Ivana ou Áurea (ramal 9296); e 81 91707397 (WhatsApp)

     As vacinas

    Prevenar20 (Pneumo20): indicada em dose única para todas as pessoas a partir dos 60 anos ou com qualquer idade que possuam laudo médico informando diabetes, cardiopatia, pneumopatia, nefropatia crônica ou asplenia. Não há indicação de esquema sequencial com outras vacinas contra pneumococo. 
    Reembolso TRFMED: conforme regulamento vigente.

    Refortrix (Difteria + Tétano + Coqueluche acelular): não há limite máximo de idade para sua administração. Deve ser reforçada a cada 10 anos. Pode substituir a vacina dupla adulto (dT, disponível no SUS) nos reforços, por oferecer proteção adicional contra coqueluche. 
    Reembolso TRFMED: conforme regulamento vigente.

    Gripe Quadrivalente 2026: indicada anualmente para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade, com recomendação prioritária para idosos, gestantes, puérperas, crianças pequenas, profissionais de saúde e indivíduos com comorbidades (cardiopatias, pneumopatias, diabetes, imunossupressão, entre outras). O esquema consiste em dose única anual.
    Reembolso TRFMED: conforme regulamento vigente.

    Herpes Zóster (Shingrix): indicada para todas as pessoas a partir dos 50 anos, mesmo aquelas que já desenvolveram a doença. São duas doses com intervalo de dois meses (0–2).
    Reembolso TRFMED: conforme regulamento vigente.

    Vírus Sincicial Respiratório (Arexvy): indicada para prevenção de doença do trato respiratório inferior associada ao VSR (bronquiolite, entre outras) em adultos com 60 anos ou mais, especialmente aqueles com comorbidades, e, conforme produto disponível, para gestantes, visando a proteção passiva do lactente. O esquema consiste em dose única.
    Reembolso TRFMED: conforme regulamento vigente.

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • PET-Saúde alcança edição histórica com foco nos impactos das mudanças climáticas na saúde

    PET-Saúde alcança edição histórica com foco nos impactos das mudanças climáticas na saúde

    O Ministério da Saúde selecionou 197 projetos para a 13ª edição do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), consolidando a maior edição da história da iniciativa. Com investimento superior a R$ 131 milhões do Governo do Brasil, o programa passa a ter como tema central o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas na saúde da população brasileira, fortalecendo a qualificação de profissionais e a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos desafios impostos pela emergência climática

    Além da ampliação do número de projetos apoiados, o Governo do Brasil também promoveu o reajuste dos valores das bolsas destinadas aos participantes. Desde sua criação, em 2008, o PET-Saúde registrou crescimento de aproximadamente 135% no número de iniciativas contempladas, passando de 84 projetos na primeira edição para 197 propostas aprovadas neste ciclo. 

    A edição de 2025 também se destaca pela expressiva participação dos estados da Amazônia Legal. Dos projetos selecionados, 39 serão desenvolvidos na região, o que representa cerca de 20% do total. As propostas buscam compreender de que forma os efeitos das mudanças climáticas intensificam desigualdades sociais, raciais, étnicas, territoriais e de gênero, além de desenvolver estratégias para fortalecer a atuação do SUS diante desses cenários. 

    Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, a nova edição do programa representa um marco para a formação em saúde e para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à adaptação climática. 

    “O PET-Saúde chega à sua 13ª edição consolidando a integração entre universidades, serviços de saúde e a gestão do SUS. Ao trazer para o centro do debate os impactos das mudanças climáticas e a implementação do Adapta SUS nos serviços de saúde, o programa fortalece a formação de profissionais preparados para responder aos desafios do presente e do futuro. O recorde de 197 projetos aprovados demonstra a mobilização nacional em torno desse tema estratégico para a saúde pública brasileira”, afirmou. 

    Segundo Proenço, o alcance da iniciativa deverá ser ampliado em razão da estrutura dos projetos selecionados. Cada proposta poderá organizar até cinco grupos tutoriais, o que pode envolver aproximadamente 12 mil pessoas entre professores, estudantes, trabalhadores da saúde e gestores em todos os estados do país. 

    O secretário também destacou a relevância da participação de territórios mais diretamente impactados por eventos climáticos extremos. “A presença de 20% dos projetos na Amazônia Legal e a aprovação de 22 iniciativas no Rio Grande do Sul, estado que enfrentou recentemente os efeitos devastadores das enchentes, reforçam o caráter oportuno e abrangente do programa. Trata-se de uma ação que mobiliza diferentes atores em torno do papel estratégico da saúde no enfrentamento das mudanças climáticas”, completou. 

    Alinhados às prioridades nacionais para o enfrentamento das emergências climáticas e ambientais, os projetos contemplados preveem ações práticas voltadas à integração entre ensino, serviço e comunidade. A proposta é contribuir para a formação de profissionais mais capacitados para lidar com os impactos da crise climática nos territórios e fortalecer a articulação entre instituições de ensino, redes de atenção à saúde e população. 

    A seleção também priorizou regiões mais afetadas por eventos extremos, como secas prolongadas, enchentes, queimadas e outros desastres ambientais. Com isso, o programa busca ampliar a capacidade de resposta do SUS nos territórios mais vulneráveis, incentivando a produção de conhecimento, a inovação em saúde e o desenvolvimento de estratégias de adaptação frente aos desafios climáticos que já afetam a população brasileira. 

    Carolina Fogaça
    Ministério da Saúde
  • Ministério da Saúde lança obra que celebra os 15 anos da Sesai e resgata a trajetória da saúde indígena no Brasil

    Ministério da Saúde lança obra que celebra os 15 anos da Sesai e resgata a trajetória da saúde indígena no Brasil

    A saúde indígena brasileira ganhou um novo registro histórico nesta quarta-feira, 1º de julho, com o lançamento do livro “15 anos de História e Luta: Memórias, Caminhos e Futuro“, obra que celebra a trajetória da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde. O evento, realizado no Auditório Emílio Ribas, em Brasília, reuniu lideranças indígenas, autoridades e parceiros que acompanharam a consolidação desta política pública voltada aos povos originários.

    Mais do que um registro cronológico, a publicação apresenta a criação da Sesai como um marco na consolidação da responsabilidade do Estado em garantir atenção integral, universal e equitativa. A obra revisita a implantação do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) e da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi), destacando um modelo baseado no diálogo intercultural e na participação ativa dos indígenas.

    Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o livro “preserva a memória de uma conquista participativa e reafirma o compromisso do governo do Brasil com a saúde dos povos indígenas”. Padilha ressalta, em artigo publicado na obra, a necessidade de um SasiSUS “cada vez mais fortalecido, participativo e capaz de levar cuidado de qualidade a todos os territórios”.

    Estrutura e avanços no chão da aldeia

    Ao longo de uma década e meia, a Sesai estruturou-se em 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), que atuam como unidades gestoras descentralizadas. Além disso, fortaleceu as equipes multidisciplinares, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e as Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai), respeitando as especificidades culturais, linguísticas e territoriais dos povos indígenas.

    Durante o lançamento do livro, a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, destacou que a obra registra a história de quem enfrenta “rios, florestas, estradas e longas distâncias para garantir cuidado, proteção e dignidade”: “Cada página desta obra é um testemunho de que a saúde indígena é uma política de Estado construída com diálogo, respeito e reconhecimento da diversidade dos povos que formam o Brasil”.

    Entre os avanços recentes, o livro cita o programa Agora Tem Especialistas, a expansão da telessaúde e investimentos via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Outro pilar estratégico é a atuação junto aos povos isolados e de recente contato, regida pelo princípio do não-contato para evitar a introdução de doenças devastadoras e proteger a autodeterminação desses grupos.

    Desafios emergentes e o olhar para o amanhã

    A publicação não foge dos temas críticos, como a resposta à emergência sanitária no território Yanomami, com a criação do Centro de Operação de Emergências (COE) Yanomami, onde o reforço das equipes multiprofissionais foram fundamentais para mitigar crises de desassistência. Olhando para frente, a obra aponta os impactos das mudanças climáticas como um dos grandes desafios, exigindo uma “saúde climática” que prepare os territórios para fenômenos extremos e o ressurgimento de doenças.

    A integração entre a biomedicina e as medicinas indígenas aparece como caminho inegociável para o futuro. Iniciativas como a Semana Nacional da Saúde Bucal e projetos do Proadi-SUS para o manejo de condições crônicas, como diabetes e hipertensão, já mostram essa evolução na ponta.

    Para as lideranças que estiveram na linha de frente desde o início, a autonomia é a palavra de ordem. Megaron Txucarramãe, liderança da TI Capoto Jarina, expressou seu desejo de que a administração indígena nos distritos continue e se fortaleça. “O futuro para o indígena é manter a Sesai com administração indígena nos distritos. Espero que continue do jeito que está e melhorando cada vez mais. Os indígenas estão fazendo curso de medicina do branco e eles vão começar a ocupar e assumir a saúde indígena”, concluiu.

    A Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde conta com gestores indígenas na liderança, incluindo a secretária adjunta de Saúde Indígena, Putira Sacuena; e a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. “Este livro aponta para um futuro em que a saúde indígena continue sendo fortalecida com participação social, valorização dos saberes tradicionais, ampliação do acesso à atenção especializada, fortalecimento do saneamento e formação de cada vez mais profissionais indígenas ocupando espaços de gestão e decisão”, finaliza Lucinha.

    Leidiane Souza
    Ministério da Saúde

  • CNJ lança série audiovisual “Precisamos Falar de Cuidados” 
		Última atualização:  01/07/2026 às 16:35:00

    CNJ lança série audiovisual “Precisamos Falar de Cuidados” Última atualização: 01/07/2026 às 16:35:00

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou uma série de vídeos intitulada “Precisamos Falar de Cuidados”.  O material reúne depoimentos coletados em 17 tribunais brasileiros, entre o final de 2025 e o início de 2026, sobre o trabalho de cuidado e suas repercussões na vida cotidiana, propondo uma reflexão sobre a distribuição desigual dessa responsabilidade na sociedade. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, por meio da Divisão de Comunicação Social, colaborou com a produção e a gravação dos depoimentos de duas entrevistadas: D. Maria dos Prazeres Souza, parteira, e Tila Gomes, do Quilombo Xambá. 

    A iniciativa integra as ações voltadas à construção da Política de Cuidados no Poder Judiciário e é resultado das atividades do Grupo de Trabalho de Cuidados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o apoio do Programa Justiça Plural, para o processo de elaboração da Política de Cuidados do Poder Judiciário.

    Clique aqui e confira a playlist completa da série.

     

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • Governo do Brasil amplia investimentos na saúde da Bahia com pacote de mais de R$ 500 milhões

    Governo do Brasil amplia investimentos na saúde da Bahia com pacote de mais de R$ 500 milhões

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciam, nesta quarta-feira (1º), mais de R$ 500 milhões em investimentos para fortalecer a saúde na Bahia. O pacote inclui a inauguração do novo Hospital Estadual Litoral Norte, em Alagoinhas; a entrega de uma policlínica, em Camaçari; e a distribuição de 256 veículos do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde. As ações integram um conjunto de investimentos do Governo do Brasil em todo o Nordeste, destinados à ampliação e à qualificação do Sistema Único de Saúde (SUS).

    “Vir à Bahia para inaugurar mais um hospital é a demonstração de que podemos garantir melhores condições de vida para o nosso povo. O Brasil é o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes que conta com um Sistema Único de Saúde universal. Fico feliz porque cada baiano e cada baiana, independentemente de quem sejam, terão acesso a um atendimento de qualidade”, reiterou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Com capacidade para 190 leitos destinados a atendimentos clínicos, cirúrgicos, pediátricos e obstétricos, o Hospital Estadual Litoral Norte, em Alagoinhas, é o primeiro do estado financiado pelo Novo PAC Saúde, com investimento de R$ 76 milhões, e beneficiará 544 mil habitantes de 18 municípios baianos. A nova estrutura fortalece a rede pública de saúde com o objetivo de reduzir o vazio assistencial e o déficit de serviços de média e alta complexidade na região.

    “Estamos construindo a maior rede pública de diagnóstico e tratamento do câncer do mundo. Quando se trata de cuidar de quem mais precisa, o nosso compromisso é oferecer o que há de melhor. Este hospital tem um papel fundamental nesse esforço, ampliando o acesso da população a um atendimento especializado. É um cuidado com qualidade, responsabilidade e, acima de tudo, de forma gratuita pelo SUS”, disse o ministro Padilha.

    Para garantir o funcionamento da unidade, o Ministério da Saúde destinará R$ 92,4 milhões anuais ao custeio dos serviços hospitalares, por meio do Teto de Média e Alta Complexidade (MAC). Além disso, o estado da Bahia receberá um incremento de R$ 1,5 milhão por mês no Teto MAC Estadual, totalizando R$ 18 milhões por ano para ampliar a oferta de atendimentos especializados.

    Na agenda, o ministro Padilha também assinou a adesão de três instituições baianas, sendo duas privadas e uma filantrópica, à modalidade de crédito financeiro do programa Agora Tem Especialistas. Com adesão de cerca de R$ 30 milhões, o Hospital SIM, em Irecê, o Hospital de Olhos Beira Rio, em Itabuna, e as Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador, realizarão consultas, exames e cirurgias para pacientes do SUS em troca de abatimento de impostos.

    Novos veículos para o cuidado de pacientes do SUS

    Com foco na ampliação do acesso aos serviços de saúde e na garantia de mais agilidade no atendimento, foram entregues 256 veículos do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde para a Bahia. Os investimentos somam mais de R$ 118,7 milhões e beneficiarão mais de 150 municípios.

    Do total, 180 veículos, entre vans e micro-ônibus, vão assegurar o transporte adequado e seguro de pacientes que precisam se deslocar para atendimentos em outros municípios, reduzindo as barreiras de acesso. Além disso, foram entregues 58 Unidades Odontológicas Móveis para fortalecer a Atenção Primária à Saúde e ampliar a oferta de serviços de saúde bucal em áreas mais remotas, além de 18 ambulâncias do SAMU 192, que reforçarão a capacidade de resposta às urgências e emergências no estado.

    Primeira policlínica 100% Novo PAC Saúde do Brasil é entregue em Camaçari

    Em Camaçari, o ministro visitou a nova Policlínica Regional, a primeira do país construída com projeto arquitetônico e investimentos integralmente financiados pelo Novo PAC Saúde. Ao todo, foram investidos R$ 17 milhões para a obra e quase R$ 13 milhões na aquisição de equipamentos. Serão beneficiados cerca de 637 mil habitantes de seis municípios da região, com a oferta de consultas em mais de 20 especialidades médicas, além de exames e procedimentos diagnósticos, como tomografia computadorizada, mamografia e colonoscopia.

    A unidade representa uma iniciativa inovadora que amplia a capacidade de planejamento e execução de obras em todo o país. A estratégia utiliza modelos de infraestrutura para acelerar a implantação de equipamentos públicos de saúde, reduzir prazos e garantir que a população tenha acesso aos serviços em menos tempo.

    AdaptaSUS: estruturas para monitoramento e gestão de emergências

    Em Salvador (BA), o ministro da Saúde inaugurou os Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), iniciativa que será ampliada para outras sete cidades: Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS) e Santarém (PA). As unidades vão integrar dados epidemiológicos, demográficos, socioeconômicos e climáticos para monitorar riscos em tempo real, emitir alertas precoces e subsidiar decisões estratégicas, com foco na proteção das populações mais vulneráveis.

    O investimento total é de R$ 9 milhões, dos quais R$ 2,5 milhões serão destinados à aquisição de equipamentos e mobiliário, e R$ 6,5 milhões ao custeio das equipes pelos próximos 24 meses.

    Ainda na capital do estado, foi inaugura a primeira Base Regional Nordeste da Força Nacional do SUS (FN-SUS). A estrutura integra o processo de regionalização das operações da Força Nacional e atuará de forma permanente na articulação, preparação e resposta a emergências em saúde, em coordenação com as redes locais e com a Central da FN-SUS, em Brasília. A unidade ampliará a capacidade de resposta do SUS a eventos extremos, como desastres socioambientais, epidemias e impactos do El Niño.

    Avanço na retomada de obras da saúde com novos investimentos do PAC

    Também foi anunciada a retomada de 12 obras na área da saúde em 11 municípios baianos, além do ressarcimento de outras 22 estruturas já concluídas. Ao todo, o Governo do Brasil investirá mais de R$ 14,7 milhões, por meio do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde. A iniciativa contribuirá para ampliar o acesso aos serviços de saúde e fortalecer a infraestrutura do SUS.

    Veja como o Agora Tem Especialistas amplia o acesso a consultas, exames e cirurgias no SUS

    Rafaelle Pereira
    Ministério da Saúde

  • Saúde amplia apoio humanitário à Venezuela e envia segundo avião com mais 5,5 toneladas de medicamentos e insumos

    Saúde amplia apoio humanitário à Venezuela e envia segundo avião com mais 5,5 toneladas de medicamentos e insumos

    O Ministério da Saúde enviou, nesta terça-feira (30), o segundo avião com aproximadamente 5,5 toneladas de medicamentos e insumos estratégicos para apoiar o atendimento às vítimas do terremoto que atingiu a Venezuela e minimizar seus impactos no sistema de saúde do país. Com esse envio, o Brasil já encaminhou mais de 6,5 toneladas de suprimentos de saúde ao país vizinho desde o último sábado (27).

    A nova remessa reforça a resposta humanitária coordenada pelo Governo do Brasil e amplia o apoio prestado à Venezuela diante da emergência. Cada kit enviado tem capacidade para atender 1.500 pessoas durante um mês. As doações não comprometem os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Os kits reúnem medicamentos e materiais essenciais para o atendimento inicial às vítimas, como antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, dispositivos para infusão, seringas, luvas, máscaras e outros insumos utilizados em situações de emergência.

    A iniciativa demonstra a capacidade de resposta do Brasil diante de desastres e crises humanitárias, tanto no território nacional quanto em ações de cooperação internacional. Para a operação, foram mobilizados estoques estratégicos, equipes técnicas e estrutura logística, garantindo a rápida separação, conferência e preparação dos medicamentos e insumos.

    O Ministério da Saúde permanece à disposição das autoridades venezuelanas e de organismos internacionais para ampliar o apoio humanitário, conforme as necessidades identificadas.

    Cristiano Torres
    Ministério da Saúde
  • Ministro da Saúde inaugura nova enfermaria no Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) e amplia em 90 as internações mensais

    Ministro da Saúde inaugura nova enfermaria no Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) e amplia em 90 as internações mensais

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou, nesta terça-feira (30), a nova enfermaria da Unidade de Pacientes Internos (UPI) do Hospital Federal Cardoso Fontes, no Rio de Janeiro (RJ). O espaço foi modernizado para oferecer mais conforto, segurança e qualidade no atendimento aos pacientes, além de melhores condições de trabalho aos profissionais de saúde. A entrega integra as ações do programa Agora Tem Especialistas, que amplia o acesso da população a consultas, exames e cirurgias especializadas, reduzindo o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS)

    A nova ala do hospital conta com 21 leitos distribuídos em dez enfermarias e amplia a capacidade de atendimento nas especialidades clínicas e cirúrgicas em cerca de 90 internações por mês. O setor dispõe ainda de salas de repouso, reuniões médicas e preparo de medicações, posto de enfermagem e área administrativa.

    Durante a agenda, Padilha destacou o compromisso do Governo do Brasil com a recuperação da rede federal de saúde no estado. “Nosso compromisso é fazer com que todos os hospitais e institutos federais funcionem plenamente. Estamos entregando de volta esses hospitais para o povo do Rio de Janeiro, funcionando em sua capacidade plena. Vamos continuar executando as ações de reforma das enfermarias e da estrutura do Cardoso Fontes”, afirmou o ministro.

    A entrega representa mais uma etapa da reestruturação do Hospital Federal Cardoso Fontes, resultado da parceria entre o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, para a qual a gestão da unidade foi descentralizada em dezembro de 2024. Desde então, o hospital ampliou sua produção assistencial. Nos cinco primeiros meses de 2026, foram realizados mais de 216 mil procedimentos ambulatoriais, 91 mil exames, 3.360 internações e 1.670 cirurgias. Com investimentos na ampliação do quadro de profissionais e na aquisição de equipamentos, a taxa de ocupação dos leitos passou de 63%, em 2024, para 98%, em 2025.

    Agora Tem Especialistas e recuperação da rede federal

    As ações integram os investimentos do Ministério da Saúde na recuperação da rede federal de saúde no Rio de Janeiro e fazem parte do programa Agora Tem Especialistas, que promove a reestruturação dos hospitais federais após anos de sucateamento, com ampliação dos atendimentos e redução das filas no Sistema Único de Saúde (SUS). Para viabilizar as melhorias, foram destinados R$ 150 milhões ao município, além de R$ 610 milhões anuais do Teto MAC da Prefeitura do Rio de Janeiro para o custeio dos serviços de média e alta complexidade.

    Desde a reabertura da unidade, o Hospital Federal Cardoso Fontes retomou o funcionamento 24 horas por meio do Centro de Emergência Regional (CER), que atende casos de menor complexidade, realiza exames e regula a transferência de pacientes para serviços especializados quando necessário. Nesse período, a unidade já realizou mais de 17 mil atendimentos, recebeu dois tomógrafos — um deles adaptado para pacientes obesos — e reforçou sua força de trabalho.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Exposição sobre a pandemia de Covid-19 destaca papel do SUS no enfrentamento da crise

    Em continuidade à agenda no Rio de Janeiro, Alexandre Padilha participou da inauguração da exposição “Vida Reinventada — A Pandemia da Covid-19 e a Transformação do Futuro”, no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), que abriga o Memorial da Pandemia.

    Para o ministro, manter viva a memória da pandemia é fundamental para fortalecer a resposta do país a futuras emergências em saúde. “Relembrar também é uma forma de aprender e preparar o país para futuras pandemias, reconhecendo a importância da vacinação, da ciência, da mobilização das comunidades, da proteção social e do cuidado com crianças e estudantes, para que aquela situação, que levou a mais de 700 mil mortes, nunca mais se repita”, afirmou.

    A mostra, concebida por Nísia Trindade Lima, socióloga, sanitarista, pesquisadora e ex-ministra da Saúde, propõe uma experiência sensorial e documental sobre as múltiplas respostas da sociedade brasileira à pandemia de Covid-19. A exposição convida o público a refletir sobre memória, verdade e justiça como elementos essenciais para a elaboração e superação do trauma coletivo.

    Saúde pública em cena

    Na sequência, Padilha participou da exibição do documentário “Drauzio e os Agentes”, no CineCarioca José Wilker. Em formato de road movie, o filme acompanha uma viagem do médico Drauzio Varella por diferentes regiões do país, incluindo áreas rurais, o território indígena Guajajara, o Maranhão e Brasília.

    Ao longo do percurso, Drauzio revisita seus 50 anos de atuação na medicina, relembra momentos marcantes da história da saúde pública brasileira e destaca a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e do trabalho dos agentes comunitários de saúde na transformação da vida da população.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde avança para levar conectividade a 1.983 unidades de saúde

    Ministério da Saúde avança para levar conectividade a 1.983 unidades de saúde

    O Ministério da Saúde amplia e na qualifica a infraestrutura digital do Sistema Único de Saúde (SUS). Serão 1.983 unidades de saúde de todas as regiões do país contempladas com internet de alta velocidade e infraestrutura interna de conectividade a partir da homologação do resultado do Edital de Chamamento nº 238/2026.

    A iniciativa integra o Novo PAC Saúde e a estratégia de Conectividade Significativa do Ministério da Saúde. A ação é realizada em parceria com o Ministério das Comunicações e viabilizada por meio do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).

    O resultado foi homologado pelo Conselho Gestor do Fust na segunda-feira (29), durante a 27ª Reunião Extraordinária, e publicado pelo Ministério das Comunicações no Diário Oficial da União desta terça-feira (30). Ao todo, 44 prestadoras foram habilitadas e 30 tiveram propostas selecionadas. A previsão é que as conexões sejam concluídas até junho de 2027.

    Com internet de alta velocidade e redes internas de Wi-Fi, as unidades terão melhores condições para ampliar o uso da telessaúde, dos prontuários eletrônicos, dos sistemas de informação e de outras soluções digitais do SUS. A infraestrutura também fortalece a integração de dados por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), apoia o trabalho das equipes e contribui para a continuidade do cuidado.

    Para subsidiar a elaboração do edital, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), realizou o levantamento das unidades sem conectividade ou com acesso insuficiente à internet e definiu as especificações técnicas necessárias para que as conexões atendam às demandas dos serviços de saúde.

    A estratégia de Conectividade Significativa considera não apenas a disponibilidade de internet, mas também velocidade, estabilidade, cobertura interna, equipamentos, manutenção e suporte adequados ao funcionamento das unidades e ao uso efetivo das soluções de Saúde Digital.

    Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a conectividade é uma infraestrutura essencial para sustentar a transformação digital do SUS. “Essa ação dá muita força para sustentar a transformação digital, porque a força de um sistema nacional público de saúde da dimensão do SUS é a Atenção Primária. A conexão de internet e a infraestrutura de Wi-Fi dentro da unidade são avanços muito importantes”, afirmou Padilha.

    “A ampliação da conectividade para quase 2 mil unidades de saúde é mais um passo importante para fazer a Saúde Digital chegar aos territórios que mais precisam. Com o apoio do Fust, fortalecemos a infraestrutura necessária para ampliar a telessaúde, integrar informações e apoiar o trabalho das equipes do SUS”, afirmou a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad.

    A iniciativa se soma a outras ações conduzidas pelo Ministério da Saúde para ampliar a infraestrutura digital do SUS, fortalecer a telessaúde e levar serviços especializados a municípios e comunidades mais distantes dos grandes centros.

    “Estamos dando mais um passo para universalizar a internet no país e agilizar os atendimentos no SUS. Levar conectividade às unidades de saúde significa encurtar distâncias, facilitar o acesso a especialistas por meio da telessaúde e garantir que o histórico do paciente esteja acessível na tela do médico”, ressaltou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

    A região Nordeste concentra a maior parte das unidades incluídas no resultado, com 923 estabelecimentos, seguida pelo Sudeste, com 623. As regiões Norte, Sul e Centro-Oeste terão, respectivamente, 198, 141 e 98 unidades conectadas.

    Fust Direto

    Este é o terceiro edital da modalidade direta do Fust e o primeiro destinado à área da saúde. Na modalidade direta, as conexões são executadas pelas prestadoras de serviços de telecomunicações com recursos próprios. As empresas selecionadas podem utilizar parte do valor de suas contribuições obrigatórias ao Fust para executar os projetos aprovados, conforme as regras estabelecidas no edital.

    A aplicação do Fust na saúde amplia o alcance do fundo e fortalece a infraestrutura necessária à transformação digital do SUS. Com conectividade adequada, as unidades passam a contar com melhores condições para utilizar a telessaúde, os prontuários eletrônicos, os sistemas integrados e outras soluções digitais voltadas à qualificação do cuidado e da gestão.

    Max de Oliveira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde e governo do Espírito Santo fortalecem vigilância das doenças preveníveis por vacina

    Ministério da Saúde e governo do Espírito Santo fortalecem vigilância das doenças preveníveis por vacina

    O Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa), realizou na segunda (29) e terça-feira (30), no município de Serra (ES), a Oficina de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis. A atividade reuniu referências municipais e regionais da vigilância epidemiológica e equipes dos Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) para fortalecer o potencial de prevenção, qualificar o monitoramento epidemiológico e ampliar a capacidade de resposta frente a doenças evitáveis por vacinação.

    Durante a programação foram abordados temas relacionados à vigilância de doenças como difteria, tétano neonatal, tétano acidental, coqueluche, paralisias flácidas agudas (PFA) e poliomielite, sarampo e meningites. As discussões destacaram a importância da manutenção de sistemas de vigilância sensíveis e oportunos para reduzir riscos de transmissão e evitar a reintrodução dessas doenças no Brasil. Entre os pontos debatidos destacaram-se a notificação imediata de casos suspeitos, a suspeição clínica precoce, a adoção tempestiva de medidas de controle, o acompanhamento sistemático dos indicadores de vigilância, além de estratégias para ampliar a capacidade de detecção de casos e surtos nos municípios.

    Para o coordenador-geral substituto de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis do MS, Marcelo Yoshito Wada, a atividade é estratégica para impulsionar as ações locais. “A integração entre as esferas federal, estadual e municipal, reforçada por meio de atividades de formação, atualização profissional e exercícios aplicados à rotina dos serviços, contribui para ampliar a capacidade técnica das equipes locais e consolidar ações coordenadas para prevenção e controle das doenças imunopreveníveis. Trata-se de um caminho para fortalecer a preparação para emergências em saúde pública”, explica.

    Teoria aplicada à prática dos atendimentos em saúde

    Além das apresentações técnicas, a oficina incorporou metodologias práticas voltadas à qualificação da atuação das equipes de saúde. O cronograma incluiu estudos de caso para condução das ações de notificação e investigação, atividades interativas para tomada de decisão em situações de risco e exercícios voltados à organização da resposta em campo diante de eventos de interesse para a saúde pública.

    Foram contempladas atividades voltadas ao enfrentamento de cenários de reintrodução de doenças eliminadas no país, incluindo debate sobre o risco do retorno do sarampo e um simulado integrado de resposta rápida, que abordou desde análise da suspeição à interrupção da cadeia de transmissão. As equipes participaram de um treinamento sobre rastreamento e monitoramento de contatos com uso da ferramenta Go.Data, utilizada para apoiar ações de investigação epidemiológica e contenção de surtos.

    O encontro apresentou uma análise do contexto epidemiológico internacional, marcado pelo aumento de casos de sarampo, coqueluche e difteria em diferentes países. O cenário reforça a necessidade de vigilância ativa e preparação contínua das equipes nacionais, considerando fatores como mobilidade populacional e potencial risco de reintrodução dessas doenças no Brasil. A oficina também abordou, como um dos temas centrais, o desafio relacionado às baixas coberturas vacinais, que ampliam a vulnerabilidade da população e reforçam a importância do monitoramento qualificado dos indicadores epidemiológicos e de imunização para subsidiar a tomada de decisão.

    Impressões locais

    A médica e responsável técnica pela vigilância de difteria, tétano, coqueluche e PFA do município de Serra (ES), Camila Ewald Eller, destacou a importância do fortalecimento das capacidades locais de vigilância e o papel da oficina na ampliação do conhecimento técnico e na qualificação dos profissionais diante de doenças que, embora eliminadas ou pouco frequentes, seguem exigindo monitoramento contínuo. “Comecei a atuar nas imunopreveníveis há uma semana e a oficina trouxe muito conhecimento científico sobre todos os processos, tanto de tratamento quanto de características dessas doenças. Como muitas delas não fazem parte da rotina de quem está na linha de frente, foi importante para compreendê-las melhor. Vou levar isso junto comigo para a SESA”, disse.

    Para a enfermeira Dalciania Vervloet, coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município de Laranja da Terra (ES), a formação é uma oportunidade de agregar conhecimento para ser compartilhado e aplicado no território. “O evento foi de grande importância, principalmente pra gente, que trabalha lá na ponta, que somos referência e estamos no município desenvolvendo o trabalho. A oficina veio para contribuir, para dar um horizonte, um norte para podermos realizar esse trabalho da melhor forma. Parabenizo toda a equipe envolvida”, declarou.

    Ao avaliar os resultados da atividade, a responsável técnica pelas ações de controle e manejo de meningite da SESA, Elisa Citty Duccini, falou sobre a relevância da oficina como apoio técnico aos municípios, especialmente diante do cenário epidemiológico e dos riscos de reintrodução de doenças eliminadas no país. “Foi de suma importância o Ministério vir auxiliar nessa primeira oficina da vigilância das imunopreveníveis. O ponto mais crucial foi a sensibilização sobre o trabalho para evitar a a reintrodução do sarampo, além dos aspectos de todas as doenças que a gente trabalhou, como difteria, tétano, coqueluche, a PFA e as meningites.”

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde

  • SUS realiza primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância, com conexão entre Porto Velho (RO) e Barretos (SP)

    SUS realiza primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância, com conexão entre Porto Velho (RO) e Barretos (SP)

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou, nesta terça-feira (30), em Brasília (DF), um momento histórico para o Sistema Único de Saúde (SUS): a primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância, conectando em tempo real equipes médicas do Hospital do Amor Amazônia, em Porto Velho (RO), e do Hospital de Amor, em Barretos (SP). O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, e a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, acompanharam a cirurgia em Barretos.

    A cirurgia foi realizada em um paciente com neoplasia maligna do reto e contou com atuação integrada de equipes local e remota. Em Porto Velho, a equipe presencial acompanhou o paciente, posicionou os braços robóticos e conduziu toda a assistência no centro cirúrgico. Já a equipe em Barretos monitorou o procedimento em tempo real e assumiu, quando necessário, o comando dos instrumentos cirúrgicos à distância.

    Para Padilha, a iniciativa representa um avanço tecnológico capaz de ampliar o acesso da população à cirurgia robótica no SUS. “Estamos construindo uma revolução tecnológica no SUS, que combina conectividade, formação de profissionais e financiamento permanente para ampliar o acesso à cirurgia robótica. Estamos levando o que há de mais moderno para pacientes que vivem longe dos grandes centros, para que não precisem fazer cirurgia longe de casa e possam se recuperar perto da família. Ao mesmo tempo, vamos formar e aprimorar profissionais de várias regiões, multiplicar essa tecnologia e permitir que mais hospitais realizem cirurgias à distância”, destacou o ministro.

    A distância de aproximadamente 2,7 mil quilômetros entre as duas cidades é um dos fatores que tornam a iniciativa especialmente relevante. A ação reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a modernização tecnológica do SUS e com a ampliação do acesso à assistência especializada, permitindo que uma instituição filantrópica com atendimento 100% gratuito pelo SUS leve tecnologia de ponta às populações que vivem longe dos grandes centros.

    Rede de alta performance para a saúde

    Para ampliar a capacidade do SUS na realização de telecirurgias robóticas, os ministros Alexandre Padilha e Frederico de Siqueira Filho, assinaram, em maio, o Termo de Execução Descentralizada (TED) voltado à criação da Rede de Conectividade Saúde Brasil de Alta Performance e Segurança. A iniciativa prevê uma solução integrada de alta capacidade entre o Hospital de Amor, em Barretos (SP), e a unidade localizada em Porto Velho (RO).

    Com investimento inicial de R$ 2 milhões e vigência de 30 meses, a iniciativa contempla uma infraestrutura compatível com aplicações críticas em saúde, que exigem comunicação em tempo real, transmissão segura de dados e alta confiabilidade operacional.

    Para garantir a segurança do procedimento realizado nesta terça-feira, foram disponibilizadas duas conexões de fibra óptica, redundância em 5G e uma rede dedicada por VPN, reduzindo riscos de instabilidade e assegurando a comunicação em tempo real entre as equipes.

    Antes da cirurgia, as equipes passaram por treinamentos e simulações para testar protocolos de resposta, possíveis atrasos e situações de contingência. A escolha do paciente seguiu os mesmos critérios adotados para uma cirurgia robótica presencial.

    Cirurgia robótica no SUS

    O Ministério da Saúde está ampliando o acesso à cirurgia robótica no SUS, com a incorporação da prostatectomia radical assistida por robô e a inclusão dos Sistemas de Cirurgia Robótica entre os equipamentos financiáveis pela rede pública.

    A oferta será implantada de forma gradual, regionalizada e com base em critérios técnicos, priorizando hospitais habilitados em oncologia, com alto volume cirúrgico e capacidade operacional. A estimativa é beneficiar cerca de 5 mil pacientes.

    A cirurgia robótica pode trazer benefícios como menor sangramento, redução da necessidade de transfusão, menor tempo de internação, menos complicações e melhor recuperação funcional em casos selecionados. A iniciativa também moderniza a rede pública, qualifica o tratamento cirúrgico do câncer e amplia o acesso a tecnologias de ponta no SUS de forma organizada e responsável.

    Sobre o Hospital de Amor

    O Hospital de Amor é uma instituição filantrópica referência em oncologia, com atendimento 100% gratuito pelo SUS. Em 2025, realizou mais de 2 milhões de atendimentos, entre consultas, procedimentos e exames, beneficiando mais de 613 mil pessoas de 2.711 municípios brasileiros. A instituição atua nas frentes de prevenção, tratamento, reabilitação, ensino, pesquisa e inovação, levando cuidado humanizado e tecnologia de ponta para pacientes de diferentes regiões do país.

    Ministério da Saúde