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  • Palestra sobre cuidados preventivos ao câncer bucal acontece nesta quarta no Fórum Cível

    Com a abordagem do tema ‘Saúde Bucal: prevenção e identificação precoce dos fatores de risco e sintomatologia inicial’, a professora doutora em Odontologia, Daliana Queiroga, ministra, nesta quarta-feira (17), palestra. O evento, que acontece, às 10h, no Fórum Cível da Comarca de João Pessoa (sala de reunião, 3º andar), faz parte de uma programação especial voltada ao bem-estar dos que integram o Poder Judiciário estadual. 

    A iniciativa é resultado de parceria da Diretoria de Gestão de Pessoas do Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Gerência de Qualidade de Vida (Gevid), com a Uniodonto. O objetivo é apresentar estratégias para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de boca, com foco na importância da identificação dos seus fatores de risco e da sintomatologia inicial. Além de enfatizar a relevância da higiene bucal para a saúde oral e geral do paciente, como explicou a gerente da Gevid, Valéria Beltrão. 

    O câncer da boca e orofaringe é um tumor maligno que afeta os lábios e as estruturas da boca, como gengivas, bochechas, céu da boca (palato), língua (principalmente as bordas) e a região embaixo da língua (assoalho da boca). É possível prevenir e diagnosticar precocemente o câncer bucal por meio da identificação e eliminação dos fatores de risco, assim como da detecção precoce dos sinais e sintomas da doença. 

    O câncer de boca, tipo mais comum de câncer de cabeça e pescoço, é tratável e curável quando detectado precocemente. No entanto, o diagnóstico tardio é comum, resultando em maior probabilidade de óbito ou, em casos de cura, em tratamentos mutiladores, segundo alertou Daliana Queiroga.

    Por Lila Santos

     

  • Comitê avalia fluxos e dados da Central de Vagas do Sistema Socioeducativo

    Foto da reunião do GMF
    A reunião aconteceu na Sala Branca do TJPB

    O Comitê Interinstitucional da Central de Regulação de Vagas do Sistema Socioeducativo (Ciges) se reuniu nesta sexta-feira (12) no Tribunal de Justiça da Paraíba para avaliar os relatórios bimestrais com dados de vagas das unidades de internação e semiliberdade destinadas a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. Também foram discutidos ajustes para aperfeiçoamento da Central e aprovadas recomendações em relação à matéria. 

    A reunião foi conduzida pelo coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF), área socioeducativa, juiz Hugo Gomes Zaher, que destacou o funcionamento eficiente da Central, ressaltando a comunicação integrada entre o Poder Judiciário e a Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente “Alice de Almeida” (Fundac).

    O Ciges tem a finalidade de monitorar, orientar e aperfeiçoar a Central de Vagas, através de procedimentos técnicos, administrativos e judiciais para produção e publicização de dados sobre a gestão de vagas do sistema socioeducativo, resguardando dados pessoais de adolescentes e seus familiares. Já a Central de Vagas é responsável pela coordenação das vagas nas unidades de internação, semiliberdade e internação provisória no âmbito da política estadual.

    Durante a reunião, foram apresentados dados detalhados sobre o fluxo de entrada e saída de adolescentes,* os* tipos de atos infracionais mais frequentes e o nível de ocupação das unidades de atendimento. 

    “O levantamento destes dados é muito importante para entendermos o cenário, as causas relacionadas à ocupação das unidades, mas, principalmente, para subsidiar o desenvolvimento e o aprimoramento de políticas públicas locais voltadas à prevenção da entrada de adolescentes no sistema socioeducativo. Este é um trabalho não só do Poder Judiciário, mas de toda a rede”, avaliou o magistrado.

    Recomendações para aprimoramento

    Entre as deliberações, o Ciges aprovou recomendações para ajustar os fluxos da Central de Vagas, visando maior eficiência e transparência. Dentre elas, destacam-se orientações sobre a regionalização das vagas, que agora devem ser avaliadas e distribuídas por região — incluindo João Pessoa, Lagoa Seca e Sousa — respeitando a capacidade local. Caso não haja vagas disponíveis em determinada região, será acionada uma lista de espera específica para essa localidade, evitando encaminhamentos ou transferências que desrespeitem os fluxos previstos em ato conjunto.

    Além disso, foram reforçadas diretrizes para a correta documentação na solicitação de vagas, adaptações para o uso da Plataforma Socioeducativa (PSE) e procedimentos específicos para solicitações em casos que envolvem medidas como busca e apreensão.

    Participaram da reunião a promotora de justiça, Fernanda Lucena; o  gerente operacional Sinase, Djalma Filho; a assistente técnica da área socioeducativa do programa Fazendo Justiça (CNJ/Pnud) na Paraíba, Olívia Almeida; as servidoras Gabriella Guedes (assessora executiva do GMF/Socioeducativo) e Paula Marques, a voluntária Deyse Dayane.

     

    Por Gabriela Parente

    Foto: Ednaldo Araújo

     

  • CREA PB altera vagas e conteúdo programático em concurso

    CREA PB altera vagas e conteúdo programático em concurso

    O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado da Paraíba (CREA PB) divulgou uma retificação do concurso público que visa preencher 20 vagas e formar cadastro de reserva para profissionais de níveis médio, técnico e superior. 

    O documento traz alterações no percentual de reserva de vagas e no conteúdo programático para o cargo de engenheiro.

    As oportunidades são para os cargos de assistente administrativo (6 vagas), fiscal (7 vagas), técnico operacional (1 vaga), advogado (1 vaga), analista administrativo (1 vaga), analista de sistema (1 vaga), auditor (1 vaga), contador (1 vaga) e engenheiro (1 vaga). 

    As vagas estão distribuídas entre Guarabira, Itaporanga, João Pessoa, Patos, Pombal, Sousa e Campina Grande. Os candidatos devem comprovar a escolaridade exigida e atender aos requisitos do edital.

    Os aprovados deverão cumprir uma jornada de 40 horas semanais e receberão salários que variam de R$ 1.895,15 a R$ 11.382,08.

    VEJA A RETIFICAÇÃO DO EDITAL

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    CREA PB altera vagas e conteúdo programático em concurso (Foto: Divulgação)

    Confira os detalhes da seleção

    As inscrições estarão abertas até às 23h59 do dia 22 de setembro, no site do Instituto Darwin. O valor da taxa de inscrição varia entre R$ 90,00 e R$ 105,00.

    A seleção será feita por meio de provas objetivas e discursivas, previstas para o dia 26 de outubro. As provas abordarão questões de língua portuguesa, raciocínio lógico, noções de informática, legislação específica do sistema CONFEA/CREA e conhecimentos específicos do cargo. 

    O concurso terá validade de dois anos, a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por igual período, a critério do CREA PB.

  • ICMBio abre seleção para agente temporário ambiental na PB

    ICMBio abre seleção para agente temporário ambiental na PB

    O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou a abertura de um processo seletivo para contratação de profissionais em Cabedelo, no Estado da Paraíba. Estão disponíveis duas vagas para o cargo de:

    • Agente Temporário Ambiental – Nível III

    As funções estão relacionadas ao manejo, à pesquisa e ao monitoramento de unidades de conservação da biodiversidade e do patrimônio espeleológico.

    Para participar, é necessário possuir ensino fundamental completo. A remuneração será de dois salários mínimos e meio, acrescida de auxílios legais.

    EDITAL DE ABERTURA

    ICMBio abre seleção para agente temporário ambiental na PB (Foto: Divulgação)

    Como participar

    Os interessados poderão se inscrever nos dias 16 e 17 de setembro, enviando a documentação para o e-mail: seletivo.cpb@icmbio.gov.br. Não haverá cobrança de taxa de inscrição.

    O processo seletivo será composto por análise curricular e entrevista. O processo terá validade de um ano, podendo ser prorrogado por igual período, conforme necessidade do ICMBio.

  • Justiça Federal da 5ª Região promove 4ª Semana de Acessibilidade e Inclusão 
		Última atualização:  15/09/2025 às 13:13:00

    Justiça Federal da 5ª Região promove 4ª Semana de Acessibilidade e Inclusão Última atualização: 15/09/2025 às 13:13:00

    De 22 a 26 de setembro, a Justiça Federal da 5ª Região (JF5) realiza a 4ª Semana de Acessibilidade e Inclusão. O evento terá atividades presenciais em João Pessoa, na Justiça Federal na Paraíba (JFPB), e também programações on-line.

    No dia 22, será realizado o lançamento regional de campanha virtual sobre acessibilidade atitudinal pelos canais oficiais do TRF5 e das Seções Judiciárias vinculadas. Ainda nesse dia, acontece a oficina “Caminhos da Inclusão”, de forma presencial, direcionada exclusivamente a magistrados(as) e servidores(as) da 5ª Região. O evento ocorrerá na subsede da JFPB no DCT (Torre Sul – 1º andar), em João Pessoa.

    A solenidade oficial da semana ocorre no dia 23, das 9h às 13h, no auditório do edifício-sede da JFPB, em João Pessoa, com transmissão ao vivo pelo canal da instituição no YouTube. A programação terá início com a execução do Hino Nacional por Suzi Belarmino, secretária-geral do Instituto dos Cegos da Paraíba e servidora do TJPB. Em seguida, haverá a palestra “Acessibilidade Atitudinal – Quando eu mudo, o mundo muda”, proferida pelo juiz Márcio Aparecido da Cruz Germano da Silva, do TRT da 2ª Região.

    A manhã segue com a apresentação cultural “Amandinha na luta pela inclusão social”. Na sequência, haverá o depoimento “Transformando Adversidade em Arte”, do artista plástico Célio Furtado, além de outras apresentações culturais e feirinha de produtos produzidos por mães do grupo “Te Acolher”, da Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (FUNAD).

    As inscrições para esses dois dias de evento podem ser feitas pelo link https://forms.office.com/r/sL0VNKGTsV. No dia 22, a programação é voltada a magistrados e servidores da 5ª Região (público interno). Já no dia 23, o evento é aberto tanto ao público externo quanto ao interno, com emissão de certificado para participantes que registrarem presença, tanto on-line quanto presencial.

    Já dias 24 e 25 de setembro, as ações serão descentralizadas em todas as seccionais e no TRF5. O encerramento será em 26 de setembro, com o Curso Regional de Atendimento Inclusivo, realizado virtualmente pela plataforma Zoom, sendo destinado exclusivamente ao público interno.

    Confira a programação completa da IV Semana de Acessibilidade e Inclusão.

    Por: Ascom JFPB


  • Turma Regional de Uniformização realiza 48ª Sessão Ordinária de Julgamento Última atualização: 15/09/2025 às 13:58:00

    A Seção Judiciária do Rio Grande do Norte (SJRN) sediou, na manhã desta segunda-feira (15/09), a 48ª Sessão Ordinária de Julgamento da Turma Regional de Uniformização de Jurisprudência (TRU) dos Juizados Especiais Federais da 5ª Região (JEFs). O evento aconteceu de forma híbrida, na Sala do Júri da 2ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, em Natal (RN). 

    O presidente da TRU e coordenador dos JEFs, desembargador federal Leonardo Carvalho, abriu a sessão e explicou que a ideia é que as reuniões da Turma aconteçam de forma itinerante, nas Seções Judiciárias vinculadas. “É um momento histórico para a Justiça Federal no Rio Grande do Norte, que sedia, pela primeira vez, uma sessão da TRU. Isso demonstra a importância de, cada vez mais, estimularmos o exercício da nossa ‘nordestinidade´ regional”, comentou. 

    Durante a sessão, foram realizadas sustentações orais e o julgamento de 20 processos, versando sobre diversos temas, entre eles a especialidade da atividade exercida sob exposição à radiação não ionizante (solar), o auxílio emergencial pecuniário a pescadores artesanais, a natureza do Bônus de Eficiência e a natureza do Bônus de Eficiência e Produtividade na Atividade Tributária e Aduaneira (BEPATA). 

    Além dos julgados, também foram deliberadas modificações no Regimento Interno da TRU, tratando de procedimentos e da distribuição de competências entre os integrantes do Colegiado. 

    Além do presidente da TRU, também participaram da sessão o vice-presidente, desembargador federal Leonardo Coutinho, e os demais membros da Turma, desembargadores federais Rudival Gama do Nascimento, José Baptista de Almeida Filho Neto, Júlio Rodrigues Coelho Neto, Cláudio Kitner, Gustavo Melo Barbosa, Gilton Batista Brito, Ricardo José Brito Bastos Aguiar de Arruda, Almiro José da Rocha Lemos, José Carlos Dantas Teixeira de Souza e Rosmar Antonni Rodrigues Cavalcanti de Alencar. O secretário da TRU, Cleber Uchôa, auxiliou os trabalhos. 

    A TRU é um órgão colegiado composto por juízes federais da 5ª Região responsável por uniformizar a interpretação da lei federal e evitar decisões divergentes entre as turmas recursais dentro da própria região. 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Promotoria fortalece atuação integrada com Polícias Civil e Militar e Bombeiros, em Patos

    Promotoria fortalece atuação integrada com Polícias Civil e Militar e Bombeiros, em Patos

    O Ministério Público da Paraíba, por meio da Promotoria de Justiça de Patos, realizou na última sexta-feira (12/09), uma reunião com representantes da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros com o objetivo de fortalecer a atuação integrada. 

    A reunião foi conduzida pelo promotor de Justiça Caio Terceiro Neto, que atua nos feitos da execução penal e em matéria de saúde e consumidor, e teve a participação do comando e subcomando do 3º BPM, o comandante do 3º CRBM, o comandante do 4º BBM e o delegado seccional de Patos.

    O promotor destacou a importância dessa integração com as forças de segurança. “Esta reunião representa um marco fundamental na consolidação da atuação integrada entre o Ministério Público e as instituições de segurança pública em nossa Promotoria. O diálogo constante e institucionalizado com a Polícia Militar e Polícia Civil é absolutamente indispensável para o combate eficaz contra a criminalidade e o aprimoramento contínuo da persecução penal”. 

    Ainda conforme o promotor de Justiça, a cooperação com o Corpo de Bombeiros especialmente nas atividades de fiscalização de empreendimentos comerciais, segurança de eventos festivos e verificação do cumprimento das normas de prevenção contra incêndios. “Esta sinergia interinstitucional fortalece nossa capacidade de atuação tanto no âmbito da execução penal quanto na defesa dos direitos do consumidor, assegurando o cumprimento das normas de segurança e a proteção da coletividade. É através dessa cooperação multifacetada que o Ministério Público reafirma seu compromisso constitucional de defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, promovendo uma atuação mais célere, efetiva e próxima das necessidades da sociedade paraibana”, complementou.

    Os representantes dos órgãos presentes na reunião se colocaram à disposição do Ministério Público para colaborar em atividades de fiscalização e apoio operacional, tanto nas questões relacionadas às Execuções Penais quanto nas demandas da Promotoria do Consumidor.

  • Oitava edição da Operação Nacional Mata Atlântica em Pé é iniciada em 17 estados

    Oitava edição da Operação Nacional Mata Atlântica em Pé é iniciada em 17 estados

    Operação vai de 16 a 26 de setembro. Ações de fiscalização em áreas de desmatamento de Mata Atlântica identificadas por imagens de satélite serão realizadas, em regime de força-tarefa, por órgãos ambientais e policiais em suas modalidades presencial e remota.

    Começa nesta segunda-feira, 15 de setembro, a maior operação de combate ao desmatamento ilegal de Mata Atlântica em todo o país. Esta é a oitava edição da Operação Mata Atlântica em Pé. Participam 17 estados brasileiros, sendo oito da região Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), quatro do Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo), três da região Sul (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e dois do Centro-Oeste (Goiás e Mato Grosso do Sul).

    Os 17 estados com cobertura do bioma terão ações de fiscalização coordenadas pelos Ministérios Públicos em parceria com outras instituições dos sistemas de proteção ambiental. As fiscalizações remotas e as incursões a campo prosseguem até 25 de setembro, quando serão contabilizados os alertas de desmatamento fiscalizados, a extensão em hectares de desmatamento ilegal atuado e embargado, assim como o somatório de multas administrativas aplicadas. A coordenação nacional dos trabalhos é feita, conjuntamente, pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

    Na Paraíba, são parceiros do Ministério Público estadual (MPPB) o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade da Paraíba (Semas) e o Batalhão de Policiamento Ambiental.  O lançamento da operação foi na manhã desta segunda-feira (15), no Jardim Botânico Benjamim Maranhão, reserva de Mata Atlântica na capital, João Pessoa. 

    A coordenadora do Centro de Apoio Operacional Meio Ambiente, do Ministério Público da Paraíba, promotora de Justiça Cláudia Cabral, falou sobre as ações dos próximos dias. “A mensagem que enviamos hoje é clara: o Ministério Público da Paraíba está totalmente comprometido com a defesa deste patrimônio nacional. A Operação Nacional Mata Atlântica em Pé demonstra que teremos uma atuação cada vez mais incisiva, baseada em inteligência, tecnologia e uma estratégia jurídica robusta, para garantir a responsabilização dos infratores e a proteção integral de nosso bioma”, afirmou a promotora.

    Os representantes de cada órgão participante destacaram a importância da parceria em defesa da Mata Atlântica. O major Aragão, do Batalhão de Policiamento Ambiental, lembrou que “são vários órgãos que se juntam em um esforço para combater as agressões ao meio ambiente”. 

    O superintendente do Ibama/PB, Nino Amazonas,  disse que “a preservação da Mata Atlântica não é trabalho de um órgão só. A gente trabalha em várias esferas, une várias forças, tem diferentes competências de cada órgão, mas muita coisa se sobrepõe, então é muito importante que a gente traga a responsabilidade de cada um, para que o trabalho consiga ser feito com efetividade máxima e que as pessoas vejam, entendam e apoiem o poder público no cumprimento de suas funções, na preservação do meio ambiente.” 

    Pela secretaria estadual de Meio Ambiente, Jancerlan Rocha reafirmou: “é uma satisfação voltar ao Jardim Botânico nessa situação. Acredito na cooperação entre os órgãos. É um grande legado que a Paraíba deixa para as próximas gerações”. 

    E o superintendente da Sudema, Marcelo Cavalcanti,  ressaltou que  “uma ação conjunta nos fortalece, de forma significativa, para que a gente possa combater esse desmatamento do bioma Mata Atlântica e expandir isso também para outros biomas, porque é fundamental que a gente consiga combater esse tipo de ação criminosa”. 

    Mata Atlântica em Pé

    Em 2024, a operação identificou 19,5 mil hectares desmatados ilegalmente, o equivalente a 27 mil campos de futebol, a partir de 1.635 alertas. O trabalho resultou na aplicação de R$143,1 milhões em multas, o maior valor registrado no histórico da operação.

    O percentual de alertas de desmatamento da Mata Atlântica efetivamente fiscalizados tem crescido significativamente ano a ano. Além disso, em 2024, houve, em relação ao ano anterior, incremento de 9% em hectares de desmatamento ilegal monitorados pela operação, com 16% de incremento no número de propriedades verificadas.

    A atuação conjunta dos Ministérios Públicos e órgãos de fiscalização ambiental passa pelo levantamento dos desmatamentos, em especial por meio de utilização do sistema MapBiomas Alerta e do Atlas desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica. O trabalho também abarca a identificação dos responsáveis, a verificação de eventual existência de licenças ambientais, a fiscalização presencial ou remota, a lavratura de autos de infração e de termo de embargo, assim como a adoção de medidas para cessação dos ilícitos e reparação pelos danos ambientais e climáticos.

    Para o promotor de justiça do Ministério Público do Paraná (MPPR) e Coordenador do Projeto Mata Atlântica em Pé da Abrampa, Alexandre Gaio, “a utilização cada vez mais frequente das tecnologias relacionadas às imagens de satélite e a ininterrupta união de esforços dos órgãos envolvidos na operação nacional têm contribuído decisivamente para a redução dos índices de desmatamento no bioma Mata Atlântica.”

    O procurador-geral de Justiça do MPPB, Leonardo Quintans, explicou o significado dessa iniciativa para a instituição e como será o trabalho coordenado pelo MP. “A Operação Nacional Mata Atlântica em Pé 2025 é um marco na nossa atuação. Esta não é apenas mais uma operação de fiscalização; é um esforço planejado e coordenado que reflete uma nova era no combate ao desmatamento. Estamos utilizando tecnologia de ponta, como imagens de satélite e sensoriamento remoto, para identificar e atuar sobre os ilícitos de forma precisa e eficiente. O uso da fiscalização remota nos permite superar a escassez de fiscais e o difícil acesso a algumas áreas, agilizando a resposta do Estado. Além disso, a operação adota uma abordagem jurídica inovadora e estratégica. A suspensão do Cadastro Ambiental Rural das propriedades com desmatamento ilegal  é uma ferramenta poderosa que retira os benefícios econômicos, como subsídios e financiamentos, de quem pratica o desmatamento ilegal, combatendo a impunidade de forma direta e eficaz”, concluiu Quintans.

    Balanço

    Ao final das ações de fiscalização, em 26 de setembro, serão apresentados pelos órgãos responsáveis os resultados da edição deste ano, com transmissão online ao vivo a partir das 09:00 horas. O local de divulgação será informado previamente.

  • MP instaura procedimento para acompanhar caso de destruição de terreiro, em JP

    MP instaura procedimento para acompanhar caso de destruição de terreiro, em JP

    O Ministério Público da Paraíba instaurou uma notícia de fato para acompanhar as medidas investigativas referentes à destruição do terreiro de candomblé do Pai Lei D’Azauani, ocorrido na noite do último sábado (13/09), no Bairro das Indústrias, em João Pessoa. O procedimento foi instaurado pela 46ª promotora de Justiça da Capital, Fabiana Lobo, que atua na defesa da cidadania e direitos fundamentais.

    A promotora determinou que seja oficiada a Delegacia de Repressão aos Crimes Homofóbicos, Étnico-raciais e Delitos de Intolerância Religiosa (Dechradi). “As investigações serão feitas pela Polícia Civil e com identificação da autoria os responsáveis serão penalizados por crimes diversos, inclusive o crime de racismo religioso”, explicou a promotora.

    Ainda de acordo com Fabiana Lobo, além desse caso grave ocorrido no final de semana, a promotoria vem recebendo outras situações de ameaças e violências cometidas contra pessoas que professam religiões de matriz africana. “Isso demonstra como o racismo religioso, como a intolerância religiosa ainda são tão presentes em nossa sociedade, embora estejamos no século XXI. Então isso demanda um olhar diferenciado do Estado como um todo, através de ações enérgicas da autoridade policial, das forças de segurança e também através de ações educativas voltadas para a população”.

    Audiência

    A promotora informou que, no dia 6 de outubro, às 9h, no auditório da Promotoria de Justiça de João Pessoa, será realizada uma audiência, em conjunto com a procuradora dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, Janaína Andrade, para tratar dos casos atuais de violência, de intolerância e racismo religioso na Paraíba. 

    Serão chamados para participar da audiência a Secretaria de Estado das Mulheres e Diversidade Humana, Fórum da Diversidade Religiosa da Paraíba, representações das religiões de matriz africanas bem como de outras religiões.

    Imagem ilustrativa

  • Câmara Criminal mantém condenação por injúria racial contra servidor em Uiraúna

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    Des. Joás de Brito, relator do processo

    A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) manteve a condenação de uma mulher acusada de injúria racial contra um servidor público da secretaria municipal de Saúde de Uiraúna. A decisão, relatada pelo desembargador Joás de Brito Pereira Filho, foi pela negativa de provimento ao recurso da defesa, que pedia a absolvição por suposta falta de provas.

    De acordo com os autos, a acusada, insatisfeita com a demora no agendamento de um exame para sua filha, dirigiu-se à Central de Marcação do município e, ao não encontrar o servidor responsável, proferiu ofensas contra ele, chamando-o de “negro urubu” e “babão”, além de outras expressões depreciativas. O fato foi presenciado por funcionárias da secretaria, que confirmaram as agressões verbais.

    Em primeira instância, a mulher foi condenada a dois anos de reclusão, além do pagamento de dez dias-multa, com a pena privativa de liberdade substituída por duas restritivas de direitos.

    No recurso, a defesa sustentou inexistirem provas suficientes para manter a condenação. Entretanto, o relator do processo nº 0807039-38.2024.8.15.0371 destacou que, em crimes de injúria racial, a análise deve considerar se houve dolo em menosprezar ou diminuir a vítima com base em elementos ligados à raça ou cor.

    Segundo o desembargador Joás de Brito, “a expressão utilizada pela ré para dirigir-se à vítima demonstra que foi utilizada em contexto que demonstra o dolo em subjugá-la, discriminá-la ou menosprezá-la, ofendendo a sua dignidade ou decoro”. Ele ressaltou ainda que a palavra da vítima, firme e coerente nas fases do processo, foi corroborada por testemunha presencial, o que confere robustez probatória à acusação.

    “Não há como prosperar as alegações aventadas pela ora apelante, cujo decreto condenatório se mostra compatível com os elementos fático-probatórios verificados nos autos”, pontuou o relator.

    Da decisão cabe recurso.

    Por Lenilson Guedes