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  • ALPB inova e ouve demandas da população durante sessão itinerante em Guarabira

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    Publicado em 27 de agosto de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta terça-feira (26), mais uma edição da sua sessão itinerante. E após a discussão e votação de matérias na

    sessão ordinária, os parlamentares abriram espaço em Sessão Especial para debater pautas de interesse direto para o desenvolvimento do Brejo paraibano.

    Entre os principais pleitos apresentados pela população estão a pavimentação da estrada que liga Guarabira a Café do Vento, a criação de novos cursos da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) no município e a implantação de uma unidade da Universidade Federal na região.

    O presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino, destacou a importância da iniciativa e reforçou o compromisso do legislativo em ouvir de perto as necessidades da população. “Esse nosso projeto de levar as sessões da Assembleia para as regiões da Paraíba tem como objetivo aproximar ainda mais o Poder Legislativo dos cidadãos paraibanos, ampliando o diálogo e a participação popular nas decisões políticas”, afirmou.

    A sessão também foi marcada pela votação de matérias que impactam diretamente a qualidade de vida da população do Brejo. A descentralização dos trabalhos

    legislativos tem permitido que municípios fora da capital possam acompanhar e participar mais ativamente do processo político, fortalecendo a representatividade e a democracia.

    Adriano destacou que as sessões itinerantes vão continuar e a próxima cidade a receber a caravana do Poder Legislativo é Cajazeiras, no Sertão do Estado.

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  • MPPB lança repositório de produções da área criminal no período 2021-2025

    MPPB lança repositório de produções da área criminal no período 2021-2025

    CAOCrim disponibiliza mais de 120 documentos, entre orientações técnicas, guias práticos e informativos

    O Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB), por meio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça Criminais e de Execução Penal (CAOCrim), lançou um compilado que consolida a sua produção técnico-jurídica entre setembro de 2021 e agosto de 2025. O material, que já se encontra disponível para consulta, reúne um total de 127 produções técnico-jurídicas, evidenciando o esforço contínuo do MPPB em aprimorar a sua atuação no sistema de justiça criminal e reafirmar seu compromisso com a sociedade paraibana.

    O repositório digital inclui 49 orientações técnicas, 23 orientações técnicas conjuntas, 29 edições do “CAOCrim Informa”, 11 Guias Práticos e 6 edições do “Informativo Navic”. A íntegra de cada um desses documentos está acessível por meio de links inseridos diretamente sobre os títulos no sumário do compilado, facilitando o acesso de membros, servidores e do público em geral ao conteúdo.

    As 49 orientações técnicas emitidas no período versam sobre temas complexos e atuais, servindo como um norte para a atuação diária dos promotores de Justiça. As publicações abordam desde os desafios impostos pelos crimes cibernéticos e as nuances do ingresso forçado em domicílio em casos de flagrante até discussões sobre o Juízo de Garantias e a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal pelo STF. Questões relacionadas à Execução Penal, como a saída temporária e a execução da pena de multa, também foram objeto de análise aprofundada, demonstrando a abrangência do suporte oferecido.

    O compilado também evidencia a articulação interinstitucional do MPPB, presente nas 22 orientações conjuntas. Essas produções foram elaboradas em parceria com outros Centros de Apoio e órgãos, como o CAO Cidadania, na abordagem sobre racismo e injúria qualificada, e o CAO da Criança e do Adolescente, tratando das alterações da Lei Henry Borel. A cooperação se estende para além da instituição, como demonstram os Termos de Cooperação Técnica celebrados com a Defensoria Pública, com o Tribunal de Justiça e com Secretarias de Estado, visando à efetivação do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) e à fiscalização da monitoração eletrônica de agressores em casos de violência doméstica.

    Padronização

    Visando à padronização de procedimentos e à disseminação de boas práticas, o órgão elaborou uma série de manuais e de guias práticos, como o “Manual para Formalização de Acordos de Não Persecução Penal”, o “Guia Prático para Audiências de Custódia” e o “Guia Prático com Plano de Segurança para Vítimas de Violência Doméstica”. Adicionalmente, as séries “CAOCrim Informa” e “Informativo Navic” funcionaram como canais de comunicação ágil para a divulgação de destaques jurisprudenciais e de notas sobre temas urgentes. Exemplos importantes incluem comunicados sobre a prerrogativa ministerial na proposição de cláusulas do ANPP e a orientação, por parte do Navic, sobre a necessidade de requerer expressamente o valor mínimo para reparação de danos às vítimas. A proteção aos direitos das vítimas de crimes, missão precípua do Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes (Navic), também recebe notoriedade no material.

    O coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, promotor de Justiça Ricardo Alex Almeida Lins, destaca o empenho do órgão no fortalecimento da instituição. “A diversidade e a profundidade dos materiais correspondem à necessidade de uma atuação proativa, atenta às reformas legislativas, aos precedentes dos Tribunais Superiores e às demandas sociais, reafirmando o escopo constitucional do Parquet como defensor da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis”, afirma o coordenador.

    Ainda de acordo com o coordenador, a iniciativa demonstra o papel ativo do Ministério Público da Paraíba na qualificação de sua intervenção no sistema de justiça, buscando sempre uma atuação articulada com as forças de segurança, para garantir a efetividade da lei penal e a proteção dos cidadãos.

    CLIQUE AQUI para acesso ao repositório.

  • Conselho Superior homologa mais três remoções de promotores

    Conselho Superior homologa mais três remoções de promotores

    O Conselho Superior do Ministério Público da Paraíba (CSMP) homologou três remoções de promotores da instituição, sendo um da entrância final e dois da entrância inicial. As votações ocorreram durante a 3ª sessão extraordinária, realizada na manhã desta terça-feira (26/08), na sede do MPPB, em João Pessoa.

    A sessão foi a última presidida pelo procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, e contou com a participação do corregedor-geral, Antônio Sarmento, e dos conselheiros José Guilherme Soares Lemos, Sócrates da Costa Agra, Glauberto Bezerra e Alexandre César Fernandes Teixeira, além do promotor Eduardo Torres, que atuou como secretário.

    Na sessão, o promotor Guilherme Barros Soares foi removido, pelo critério de antiguidade, para o cargo de 20º promotor de Justiça de João Pessoa, com atribuição nos feitos que apurem contra a ordem tributária.

    O CSMP também removeu, pelo critério de merecimento, o promotor Yuri Givago Araújo Rodrigues para o cargo de 1º promotor de Justiça de Queimadas, que tem atribuições nos feitos do Tribunal do Júri, da execução penal e por distribuição na 1ª Vara Mista, e extrajudicialmente em matéria de família, consumidor, saúde, cidadania, meio ambiente e patrimônio social e mulher. Ele obteve 446,86 pontos. A lista de merecimento foi integrada ainda pela promotora Maria Eduarda Carvalho Nepomuceno que obteve 423,99 pontos.

    Também foi removida a promotora Nathália Ferreira Cortez, pelo critério de antiguidade, ao cargo de 2º promotor de Justiça de Araruna, com atribuição nos feitos da infância e juventude, de família e, por distribuição, nos feitos especiais que tramitam na 2ª Vara Mista; e extrajudicialmente, em matéria de família, criança e adolescente, patrimônio público e fundações.

    Comunicações

    O procurador-geral destacou que o CSMP, durante sua gestão, julgou todos os editais com prazo concluído e procedimentos devidamente instruídos pela Corregedoria. Ele ressaltou ainda a movimentação na carreira realizada nos últimos quatro anos e agradeceu ao Conselho Superior, em suas diversas composições, e ao secretário-geral Rodrigo Nóbrega. Também foi salientado o aprendizado obtido durante esse período à frente do Conselho. Os conselheiros também agradeceram ao PGJ, destacando a convivência, conhecimento, capacidade, humildade e serenidade. 

     

  • CIAP – Equipamento instalado na Paraíba lança novo olhar sobre penas alternativas à prisão

     

    Foto da inauguração Central Integrada de Alternativas Penais
    Inauguração da Central Integrada de Alternativas Penais

    Reduzir o encarceramento em massa, especialmente nos delitos sem violência ou grave ameaça, e fortalecer a aplicação de penas alternativas como forma de responsabilização. É este o objetivo principal da Central Integrada de Alternativas Penais (CIAP), inaugurada na tarde desta terça-feira (26) em João Pessoa. A nova estrutura tem como missão garantir o cumprimento efetivo de medidas penais como prestação de serviços à comunidade, entre outras que não envolvem a privação de liberdade.

    A CIAP será gerida pelo Poder Executivo estadual, por meio de uma equipe multidisciplinar responsável pelo acompanhamento e suporte às pessoas em cumprimento de alternativas penais. O trabalho será realizado em articulação com a rede de proteção social e o sistema de justiça, com foco na responsabilização penal e na preservação dos vínculos sociais.

    A CIAP chega simultaneamente à instalação da Central de Regulação de Vagas (CRV) e ambas demonstram o compromisso dos Poderes Executivo e Judiciário do Estado com o Plano Pena Justa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), voltado ao enfrentamento da superlotação carcerária no país.

    Foto do presidente Fred Coutinho no evento
    Fred Coutinho falou da importância da efetivação da Central

    O presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, afirmou que as iniciativas representam um novo olhar para o cumprimento das penas. “O Judiciário está firme e atento para aprimorar a execução penal e de penas alternativas. Demos um passo fundamental e seguiremos buscando avanços”, apontou.

    O secretário de estado de Administração Penitenciária (Seap), João Alves, reforçou o empenho de todos os atores com o novo equipamento. “Há um forte engajamento para que a CIAP funcione bem, com uma equipe comprometida e multidisciplinar à frente para oferecer um trabalho de qualidade”, disse.

    Foto do juiz Luís Manfredi
    O juiz Luís Manfredi, do CNJ, prestigiou o evento

    Presente ao evento, o juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Luís Lanfredi, destacou que a Paraíba sai na frente ao implementar as duas centrais simultaneamente. “O objetivo da CIAP é justamente dar sentido e funcionalidade ao cumprimento das penas, priorizando alternativas ao encarceramento e promovendo a ressocialização dos indivíduos envolvidos com o sistema de justiça criminal”, afirmou o magistrado, que também coordena o Departamento de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Carcerário e Socioeducativo (DMF).

    Como funciona a CIAP

    As CIAPs atuam com pessoas que cumprem medidas penais alternativas, ou seja, não trabalham diretamente com indivíduos privados de liberdade, conforme explicou a diretora de Cidadania e Alternativas Penais, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen / Ministério da Justiça e Segurança Pública), Mayesse Parizi.

    As pessoas atendidas pelas CIAPs são encaminhadas pelo Poder Judiciário a partir de instrumentos como o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), medidas cautelares diversas da prisão, medidas protetivas de urgência (Lei Maria da Penha), suspensão condicional do processo, suspensão condicional da pena e transações penais – desde que envolvam penas que não ultrapassem um limite legal que justifique a privação de liberdade.

    “O trabalho das CIAPs é essencial para o enfrentamento do superencarceramento, pois possibilita que essas pessoas sejam responsabilizadas de forma adequada e proporcional, com acompanhamento psicossocial qualificado, sem que precisem ingressar no sistema prisional”, avaliou.

    Atualmente existem, segundo dados do Senappen, 207 Centrais Integradas de Alternativas Penais no país, implantadas em 23 Unidades Federativas.

    Alternativas penais comuns

    As penas restritivas de direitos estão entre as alternativas penais mais aplicadas. Elas incluem prestação de serviços à comunidade, limitação de fim de semana, interdição temporária de direitos e prestação pecuniária.

    Também são recorrentes as medidas cautelares diversas da prisão, impostas durante o processo penal para garantir a ordem pública e evitar a fuga do acusado. Essas medidas podem envolver monitoramento eletrônico, recolhimento domiciliar noturno, proibição de frequentar determinados locais ou de manter contato com determinadas pessoas.

     

    Por Gabriela Parente

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • ALPB aprova programa de incentivo à Regularização Fundiária durante sessão itinerante em Guarabira

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    Publicado em 26 de agosto de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou mais uma sessão itinerante, nesta terça-feira (26). Desta vez, o parlamento estadual se reuniu na Câmara Municipal de Guarabira para debater projetos e votar matérias que irão melhorar a qualidade de vida da população do Brejo paraibano.

    O presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino, afirmou que a sessão itinerante representa a oportunidade para que a população de Guarabira e dos municípios da região possam acompanhar de perto os trabalhos legislativos da Casa Epitácio Pessoa. “Esse nosso projeto, a ‘Assembleia Itinerante’, tem como objetivo aproximar o Poder Legislativo dos cidadãos paraibanos, ampliando o diálogo e a participação popular nas decisões políticas”, destacou.

    Para a deputada Camila Toscano, anfitriã do evento, o momento foi histórico e representa o reconhecimento da importância da cidade no cenário estadual. “Sim, muito feliz em receber a nossa Assembleia. A nossa Guarabira está de braços abertos. Nós somos a Rainha do Brejo, uma referência na Região. Estou muito feliz em mostrar um pouco também da cidade para os nossos colegas”, afirmou.

    O deputado Hervázio Bezerra ressaltou o papel estratégico do município e a importância da aproximação entre o Legislativo e a população. “Guarabira é central, forte na economia, na cultura e no esporte. Hoje, com a Assembleia aqui, é como se fosse uma parte da Capital do Estado. Isso nos aproxima ainda mais da população, nos permite ouvir os problemas da região e fazer uma prestação de contas das ações do Governo. É assim a democracia, é assim a política, é assim a vida”, avaliou.

    Já o deputado Felipe Leitão destacou o caráter pedagógico e participativo da iniciativa. “Essa interação da Assembleia com o povo paraibano é muito importante. A população pôde ver como funciona a CCJ, como é o rito de votação de um projeto de lei, e acima de tudo, dialogar conosco. Ouvimos os anseios da população para traduzir em projetos de lei, em ofícios, em emendas impositivas. Parabenizo o presidente Adriano Galdino e toda a Assembleia por essa iniciativa tão louvável e tão importante para a população”, afirmou.

    O presidente da Câmara Municipal de Guarabira, vereador Júnior Ferreira, celebrou a parceria e a oportunidade de aprendizado. “Sinto-me feliz e agradecido por esse momento especial. Hoje seria nossa sessão ordinária, mas abrimos as portas para esse grande debate. Guarabira é referência em educação, comércio e serviços. Agradeço à Assembleia, à deputada Camila Toscano, ao presidente Adriano Galdino por terem escolhido nossa cidade. Essa troca é fundamental para que os deputados conheçam nossas necessidades e fortaleçam o desenvolvimento da Região do Brejo”, concluiu.

    Projetos aprovados 

    Entre os projetos aprovados na sessão itinerante destaca-se o PL 2.578/2024, de autoria do presidente da ALPB, Adriano Galdino, que institui o Programa Estadual “Casa Legal” para Incentivo à Regularização Fundiária de Imóveis na Paraíba. A matéria visa facilitar o acesso à titularidade de imóveis para famílias de baixa renda, regularizar a posse e o uso de imóveis urbanos e rurais, além de promover a inclusão social e a melhoria das condições de vida das famílias beneficiadas.

    O presidente Adriano esclarece que serão beneficiários prioritários do Programa Estadual “Casa Legal” famílias de baixa renda residentes em áreas urbanas ou rurais, ocupantes de imóveis urbanos ou rurais em situação irregular e comunidades tradicionais e povos originários que necessitem de regularização fundiária.

    Os deputados também aprovaram o Projeto de Lei 885/2023, de autoria da deputada Camila toscando, que institui a Política de Diagnóstico e Atendimento à População em Situação de Rua no estado da Paraíba. O texto, de acordo com a deputada, tem um objetivo geral de promover a identificação, o diagnóstico e o atendimento integral e humanizado à população em situação de rua. “Esse projeto garante acesso a serviços públicos de qualidade, promover a inclusão social, além de assegurar os direitos humanos e fortalecer políticas públicas voltadas para essas pessoas”, disse.

    Ainda durante a sessão, foi aprovado o Projeto de Lei 2.449/2024, do deputado Chió, que garante a permanência de até dois acompanhantes com crianças, adolescentes ou adultos portadores de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e doenças raras nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Maternidades e demais instituições hospitalares na rede pública e privada da Paraíba.

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  • CCJ da ALPB aprova projetos voltados à saúde da mulher e proteção animal

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    Publicado em 26 de agosto de 2025

    Promover saúde, qualidade de vida e acolhimento para as mulheres com filhos foi a prioridade da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) durante a reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), realizada na tarde desta terça-feira (26). A reunião foi presidida pelo deputado João Gonçalves e contou com a participação das deputadas Camila Toscano e Danielle do Vale e dos deputados Walber Virgolino e Felipe Leitão.

    Entre os projetos aprovados, está o Projeto de Lei 4.367/2025, de autoria do deputado Luciano Cartaxo, que institui a Política Estadual de Apoio e Prevenção da Estafa Mental ou Síndrome de Burnout Relacionada à Maternidade. A iniciativa prevê campanhas de conscientização, acesso a serviços de psicoterapia, formação de redes de apoio social e medidas específicas para mães solo. Também inclui diretrizes para conciliação entre maternidade e trabalho, como horários flexíveis e incentivo à criação de espaços de acolhimento em empresas e instituições.

    Segundo a justificativa apresentada por Cartaxo no PL, a síndrome de burnout materna, embora pouco debatida nas políticas públicas, já é considerada um problema de saúde pública. “O sentimento de exaustão extrema, culpa, isolamento e a perda da identidade individual comprometem diretamente o bem-estar da mulher e o desenvolvimento saudável de seus filhos. A ausência de suporte adequado pode levar a quadros mais graves, como ansiedade e depressão pós-parto”, argumenta o deputado.

    O parlamentar afirma que a proposta cria mecanismos de acolhimento, escuta e acompanhamento psicológico, de forma intersetorial, envolvendo saúde, assistência social, educação e trabalho. “É preciso valorizar a maternidade sem romantizações ou invisibilizações. O projeto visa garantir que mães em todo o estado, inclusive nas regiões mais afastadas, tenham acesso ao suporte necessário”, acrescenta.

    Além dessa proposta, a CCJ também aprovou o Projeto de Lei 1.618/2024, do presidente da ALPB,  deputado Adriano Galdino, que proíbe a doação ou venda de animais domésticos para pessoas condenadas por violência ou maus-tratos contra animais. O texto ainda autoriza a criação de um cadastro público de infratores e prevê multas para estabelecimentos que descumprirem a medida.

    Os parlamentares aprovaram, ainda, o PL 4.874/2025, de autoria da deputada Camila Toscano, que prevê a criação da Política Estadual de Atenção ao Climatério e à Menopausa. A proposta prevê ações integradas de promoção, prevenção, diagnóstico e cuidado multiprofissional, além da criação da Semana Estadual de Conscientização sobre o Climatério e a Menopausa, a ser realizada anualmente em outubro.

     

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  • Mais Médicos: 1,5 mil profissionais começam a atuar em 987 municípios e 23 DSEIs

    Mais Médicos: 1,5 mil profissionais começam a atuar em 987 municípios e 23 DSEIs

    Para ampliar o acesso à atenção primária e à saúde da família, o Programa Mais Médicos ganha reforço com a chegada de 1.498 profissionais que fazem parte da 2ª chamada do 41° ciclo do programa. Os profissionais devem iniciar as atividades a partir de 27 de agosto em 987 municípios e 23 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). São 1.446 médicos para equipes de Saúde da Família (eSF) e 53 médicos para os DSEIs, que irão atuar na ampliação do acesso a serviços de saúde, redução do tempo de espera por atendimento, e no cuidado da saúde indígena.

    Ao todo, são 443 médicos para a região Nordeste, 235 para o Norte, 100 para o Centro-Oeste, 461 para o Sudeste e 259 para o Sul. Destes, 46 são pessoas com deficiência e 331 são do grupo étnico-racial, reforçando o compromisso da pasta com a equidade e a valorização da diversidade nas políticas públicas de saúde do país. 

    Do total de novos médicos do programa, 1.139 profissionais têm registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e já podem iniciar a sua jornada de trabalho entre 27 de agosto e 5 de setembro. Os 359 profissionais intercambistas (brasileiros formados no exterior ou estrangeiros com licença para atuar em outros países) deverão participar do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), a partir de novembro. O MAAv é um treinamento específico para os médicos atuarem em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de atuação no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Avanços do Mais Médicos

    Com a meta de alcançar 28 mil profissionais até 2027, atualmente o Mais Médicos já assegura assistência a cerca de 67 milhões de pessoas em todo o Brasil. Hoje, cerca de 26,4 mil profissionais atuam em 4,5 mil municípios – o número de médicos em atividade representa o dobro em relação a 2022. Entre essas cidades, 1,7 mil apresentam altos níveis de vulnerabilidade social.

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde

  • Webinário do TJPB debate Lei Estadual nº 12.027/2021 e os direitos das pessoas idosas

    Print com as fotos dos participantes do webinário

    ‘A importância da Lei Estadual nº 12.027/2021 para proteção das pessoas idosas’ foi o tema do webinário promovido pelo Comitê de Atenção às Pessoas Idosas do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), em parceria com a Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), na manhã desta terça-feira (26). O evento foi transmitido pelo canal da Esma-PB no YouTube

    A temática foi apresentada pelo diretor-presidente da Companhia Docas da Paraíba e autor da lei, Ricardo Barbosa. A mediação ficou a cargo do vice-presidente do TJPB e coordenador do Comitê de Atenção à Pessoa Idosa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no Estado, desembargador João Batista Barbosa.

    Durante sua exposição, Ricardo Barbosa ressaltou os avanços trazidos pela lei, destacando pontos como o crescimento das operações de crédito por meios digitais e telefônicos, o aumento de fraudes e golpes financeiros contra idosos, a falta de familiaridade desse público com tecnologias e a necessidade de maior segurança e transparência. “Esse é um tema que cada vez mais afeta a vida de milhões de brasileiros, que é a proteção das pessoas e famílias”, observou.

    O palestrante enfatizou, ainda, que cada artigo da norma carrega uma finalidade essencial: assegurar a autonomia, a dignidade e a confiança da pessoa idosa, garantindo-lhe condições de viver com mais segurança e respeito. “Mais do que um normativo jurídico, essa lei é um convite à sociedade. O convite de olhar para a velhice não como um problema, mas como uma conquista coletiva que exige de nós responsabilidade, empatia e solidariedade”, acrescentou.

    Ao concluir, Barbosa afirmou que a Lei nº 12.027/2021 representa um avanço legislativo em defesa da população idosa, constitui um marco contra práticas abusivas e reflete o compromisso do Estado da Paraíba com a justiça social e a cidadania.

    O desembargador João Batista ressaltou a relevância da norma e destacou que a Lei nº 12.027/2021 foi examinada e declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Isso me trouxe alegria porque é uma lei que dialoga diretamente com a Lei nº 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor), que considero principiológica. No entanto, fazia-se necessária uma norma específica em nosso Estado para fortalecer a proteção das pessoas idosas e daquelas com baixo grau de alfabetismo”, disse.

    A juíza auxiliar da Vice-presidência do TJPBl, Silmary Alves de Queiroga Vita, e o magistrado Inácio Jario Queiroz de Albuquerque também participaram do webinário.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Paraíba recebe Central de Regulamentação de Vagas para conter superlotação nos presídios

    Foto de Fred Coutinho e João Alves
    Fred Coutinho e João Alves na solendiade de assinatura do ato

    A Paraíba vive um momento histórico, com o lançamento da Central de Regulamentação de Vagas (CRV), uma iniciativa que marca um avanço significativo na gestão do sistema prisional e na promoção da Justiça no estado. A assinatura do Ato Normativo de instalação da Central, envolvendo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e Poder Executivo estadual, aconteceu nesta terça-feira (26), no auditório do Fórum Cível de João Pessoa. Antes da solenidade de assinatura, os presentes assistiram as apresentações do Grupo Musical ‘Vozes para Liberdade’ e de uma peça teatral do ‘MoveMente’, ambos compostos por pessoas privadas de liberdade.

    A Central de Regulamentação de Vagas da Paraíba, que passa a funcionar em 30 dias, é vinculada à Presidência do TJPB, enquanto a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap/PB) acompanha e contribui com seu funcionamento. A Paraíba é o primeiro estado a implantar a CRV, dentro do Plano Pena Justa, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e o segundo no país a adotar essa ação, que já funciona no Maranhão.

    A Central de Vagas é um instrumento idealizado pelo CNJ a fim de estabelecer uma sistemática de gestão de vagas das unidades prisionais, regulando o fluxo de entrada e de saída e garantindo mais equilíbrio e controle da ocupação carcerária. Com a CRV, juízes e juízas de Direito passam a ter informações sobre a ocupação das vagas prisionais, para que possam tomar decisões mais informadas sobre a entrada e saída das unidades prisionais. Essa metodologia permite superar a superlotação de forma permanente, a partir de dados e evidências e com a troca de informações entre Judiciário e Executivo.

    Foto do presidente Fred Coutino
    Fred Coutinho, em discurso, destacou a importância da CRV

    De acordo com o presidente do Poder Judiciário estadual, desembargador Fred Coutinho, a Paraíba passa por um momento histórico e que a CRV vai trazer mais eficiência, transparência e controle no ingresso de pessoas privadas de liberdade, contribuindo para combater a superlotação carcerária e garantir o respeito aos direitos humanos. “Trata-se de um passo fundamental para alinhar o estado às diretrizes nacionais do Conselho Nacional de Justiça, reafirmando o compromisso com uma política criminal mais justa, responsável e cidadã”, comentou o magistrado.

    Fred Coutinho ainda disse que o Executivo, Judiciário, Legislativo e a sociedade estão unidos na busca por resultados positivos, no que diz respeito à melhoria das condições do sistema prisional, um problema nacional. “Certamente, melhorias virão e cada vez mais devemos buscar o planejamento e implementação de políticas públicas e, neste caso, o sistema prisional”, avaliou o presidente do TJPB

    Foto do juiz Luís Lanfredi, do CNJ
    Juiz Luís Lanfredi, do CNJ, participou do evento

    Segundo o juiz auxiliar da Presidência do CNJ e coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF), Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi, a Central de Regulação de Vagas é uma iniciativa nacional homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com a pretensão de repassar esse sistema prisional, para que ele realmente possa cumprir com a sua finalidade, que é devolver segurança para a população. “Hoje, nós damos um passo importante na Paraíba, colocando esse plano de pé. Medidas importantes estão nascendo aqui para todo o país e eu não tenho dúvida de que nós teremos sucesso nessa realização”, ressaltou Lanfredi.

    Para o juiz do CNJ, “a Paraíba tem uma interinstitucionalidade muito forte, ou seja, as instituições conversam e estão comprometidas, engajadas. Esse é, sem dúvida, um dos requisitos essenciais para um plano como esse, que depende de um conjunto de fatores, sobretudo, de um alinhamento institucional forte para ele dar certo”.

    Foto do desembargador Carlos Martins Beltrão Filho
    Desembargador Carlos Beltrão

    Já o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJPB, desembargador Carlos Martins Beltrão Filho, afirmou que a Paraíba não se curva aos desafios. “Temos uma equipe bem preparada, fruto de um trabalho longo de alguns meses, sempre em harmonia com as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça. Atualmente, temos presídios que não comportam o número de presos e este número cresce a cada dia. Vamos enfrentar esse desafio. Quando há esforço e há compromisso, certamente as coisas dão certo”, comentou o Beltrão.

    Foto da juíza Aparecida Gadelha
    Juíza Aparecida Gadelha

    Aperfeiçoamento – Sobre o funcionamento efetivo da Central de Regulação de Vagas, a coordenadora do GMF-TJPB, juíza Aparecida Gadelha, disse que os próximos 30 dias servirão para ajustes da ferramenta, testes e treinamentos que serão necessários para o aperfeiçoamento das equipes. “Inclusive, essa semana haverá uma capacitação voltada às equipes técnicas. Juízas e juízes que atuam na porta de entrada do sistema prisional passarão por essa capacitação. Importante lembrar que o Supremo Tribunal Federal, por meio da ADPF 247, afirmou que o sistema carcerário do Brasil enfrenta um estado inconstitucional de coisas, ou seja, é uma série de violações à Constituição”, destacou a magistrada.

    Foto de Mayesse Parizi
    Mayesse Parizi

    A diretora de Cidadania e Alternativas Penais, da Secretaria de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Mayesse Parizi, concordou com o presidente do TJPB, e disse que a Paraíba passa por período histórico e o plano nacional de enfrentamento ao estado de coisas inconstitucional estabelece um conjunto de ações, de medidas estruturantes, com o objetivo de qualificar a execução da política penal nacional. “A implantação das centrais de regulação de vagas, a implantação das centrais integradas de alternativas penais são algumas dessas ações estruturantes com o condão de avançar na eficiência da política penal nacional”, comentou a especialista.

    Parizi ainda disse que a Paraíba avança no combate à superlotação nas unidades prisionais, sendo o primeiro estado a implantar a Central de Regulação de Vagas, no âmbito do Plano Pena Justa, em total sinergia com a metodologia nacional atualizada. Às 15h desta terça-feira, será instalada a Central Integrada de Alternativas Penais (Ciap)  instalada na Avenida Coremas, nº 1017, no Bairro de Jaguaribe, na Capital.

    De acordo com o secretário estadual de Administração Penitenciária, João Alves, a Central de Regulação de Vagas passa a ser uma das importantes políticas implantadas na atualidade. “Vamos cumprir, colaborar e contribuir com esse instrumento para o melhoramento do sistema penitenciário do Estado da Paraíba. Falar que não existe superlotação, não seria verdade. Contudo, existem estados com situação bem mais difícil do que o nosso. Vamos trabalhar em consonância com o Poder Judiciário, em busca dos resultados necessários”, pontuou o secretário.

    Atualmente, na Paraíba, existem 7.551 pessoas privadas de liberdade no sistema fechado sentenciado; 3.082 no fechado provisório; 1.425 no aberto; 827 no semiaberto; e 3.567 monitoradas eletronicamente. No total, o Estado tem uma população carcerária de 16.452 pessoas.

    Por Fernando Patriota

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • Campina julga 124 ações e realiza mais de 150 audiências na Semana da Justiça pela Paz em Casa

    Foto da abertura do evento em Campina
    O presidente Fred Coutinho prestigiou a abertura do evento

    A realização da 30ª edição da Semana da Justiça pela Paz em Casa na Comarca de Campina Grande registrou o julgamento de 124 processos e a realização de 155 audiências. A ação envolveu um esforço concentrado do Judiciário estadual para dar celeridade aos processos envolvendo casos de violência contra a mulher. Os trabalhos aconteceram no período de 18 a 22/08.

    A juíza titular do 1º Juizado de Violência Doméstica da Comarca, Rosimeire Ventura, destacou ter sido muito proveitoso o mutirão. Segundo explicou, tinham agendado 153 audiências e aconteceram 155, devido às redesignações que ocorreram dentro da semana do evento. Além da disponibilização de quatro salas, onde ocorreu o esforço concentrado, com audiências nos turnos manhã e tarde. 

    Foto da Juíza Rosimaire Ventura
    Juíza Rosimeire Ventura

    “Foi um mutirão com resultados excelentes para a vara em termos de realização de audiências e sentenças proferidas. Tivemos também uma abertura muito prestigiada com a vinda do presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho”, ressaltou a magistrada Rosimeire Ventura.

    A Semana Justiça pela Paz em Casa faz parte da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Poder Judiciário, criada pela Portaria nº 15/2017 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Tendo como parceiros, os presidentes dos Tribunais de Justiça, o programa é desenvolvido de forma contínua, com três edições ao longo do ano, nos meses de março, agosto e novembro.

    A Portaria nº 15/2017 do CNJ prevê, em seu art. 5º, que “O Programa Nacional Justiça pela Paz em Casa objetiva aprimorar e tornar mais célere a prestação jurisdicional em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher por meio de esforços concentrados de julgamento e ações multidisciplinares de combate à violência contra as mulheres”.

    Por Lila Santos