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  • Ministério da Saúde debate equidade no cuidado oncológico para crianças indígenas em seminário na Opas

    Ministério da Saúde debate equidade no cuidado oncológico para crianças indígenas em seminário na Opas

    O Ministério da Saúde (MS), por meio do Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN), vinculado à Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), promoveu no dia 16 deste mês, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), um seminário nacional dedicado à equidade no cuidado oncológico pediátrico para crianças indígenas. O encontro reuniu, de modo híbrido, representantes das áreas técnicas do MS, de sociedades especializadas e civil, dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), de hospitais de referência e de organismos internacionais para discutir estratégias de prevenção, diagnóstico precoce, atenção intercultural e ampliação do acesso ao tratamento oncológico infantojuvenil no Sistema Único de Saúde (SUS).

    A mesa de abertura contou com a participação do diretor do DECAN/SAES, José Barreto; da diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena da Secretaria de Saúde Indígena (DAPSI/SESAI), Putira Sacuena; da diretora do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (DAENT/SVSA), Leticia Cardoso; Luiz Henrique Costa representando a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE); Luciana Vieira, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS); Rodrigo Lacerda, do Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (CONASEMS); e Dr. Jonas Gonseth-Garcia, da OPAS/Brasil.

    Durante o discurso inicial, José Barreto destacou o compromisso institucional com a consolidação de uma rede de cuidado que considere as especificidades culturais, territoriais e epidemiológicas das crianças indígenas.

    “Garantir o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado para crianças indígenas é um compromisso ético e estrutural do SUS. Este seminário reforça a importância de uma rede integrada, sensível às diversidades culturais e organizada para oferecer cuidado acolhedor, qualificado e equitativo. Avançar na prevenção, no reconhecimento oportuno dos sinais e na oferta de atenção especializada significa salvar vidas e fortalecer, de maneira concreta, o direito à saúde para todos os povos indígenas. ”, afirmou o diretor.

    A programação contou com a apresentação do Plano Nacional de Prevenção e Controle do Câncer Infantojuvenil destacando diretrizes para vigilância, capacitação e identificação precoce de sinais e sintomas além do papel do letramento em saúde e a importância do respeito às tecnologias tradicionais de cuidado no contexto indígena.

    Na sequência, a equipe da SVSA apresentou o panorama epidemiológico do câncer infantojuvenil no Brasil, com ênfase nas diferenças regionais e nas especificidades da mortalidade em crianças indígenas. A SESAI complementou com análises sobre os registros de saúde nos DSEIs e desafios relacionados à cobertura e às barreiras territoriais.

    Os painéis também discutiram gargalos no fluxo de referência e contrarreferência no Subsistema de Saúde Indígena (SasiSUS), desafios culturais na identificação precoce do câncer, além de experiências de hospitais de referência das regiões Norte e Sudeste. Temas como acolhimento, humanização, integração com práticas tradicionais, condições nutricionais, comorbidades e toxicidades diferenciadas completaram a agenda.

    No bloco dedicado à interculturalidade, ressalta-se a contribuição da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), que enfatizou a importância da construção de práticas assistenciais respeitosas aos modos de vida e às tecnologias tradicionais dos povos indígenas.

    “Realizar este primeiro Seminário Nacional sobre Câncer Infantojuvenil da População Indígena é uma conquista e um marco significativo para a Sesai, pois esta é uma temática que ainda requer muita visibilidade e atenção diferenciada, que considere as especificidades dos nossos povos. Os tratamentos, as reações, também sofrem alterações por conta dos contextos desses pacientes, e trazer luz ao tema, unir profissionais e parcerias especializadas deve não só ampliar, como otimizar os resultados que buscamos”, afirmou Putira Sacuena, diretora do DAPSI/Sesai.

    A plenária final reforçou a importância da atuação conjunta entre o SAES, SESAI, SVSA, SAPS, OPAS e demais parceiros na ampliação do acesso, qualificação das redes assistenciais e promoção de um cuidado digno, acolhedor e culturalmente adequado para crianças indígenas em tratamento contra o câncer. O seminário representa um marco importante na agenda interinstitucional de equidade em saúde no país.

    Patricia Coelho
    Ministério da Saúde

  • Em São Paulo, ministro Alexandre Padilha participa do Natal dos Catadores e Catadoras com o presidente Lula

    Em São Paulo, ministro Alexandre Padilha participa do Natal dos Catadores e Catadoras com o presidente Lula

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integrou a comitiva do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para a celebração do tradicional Natal dos Catadores e Catadoras, realizado nesta sexta-feira (19), no Anhembi, em São Paulo (SP). O evento marcou o encerramento da 12ª ExpoCatadores 2025, o maior encontro de catadores e catadoras de materiais recicláveis do mundo. Durantes os três dias, o Ministério da Saúde, em parceria com a secretaria de saúde local, disponibilizou imunizantes do calendário nacional de vacinação, além de preservativos e absorventes íntimos.

    Na cerimônia de encerramento do evento, o presidente Lula assinou três decretos que fortalecem as ações do governo federal voltadas aos catadores e catadoras. Um deles institui o Programa Nacional de Investimento na Reciclagem Popular; outro regulamenta a movimentação, a alienação e o descarte de bens da administração pública federal, incluindo as cooperativas como beneficiárias; e o terceiro regulamenta a Lei 15.068/2024, que cria o Sistema Nacional de Economia Solidária.

    O presidente Lula falou dos resultados já alcançados com as políticas públicas implementadas e destacou a prioridade que a população mais vulnerabilizada tem nas decisões governamentais. “Nós não estamos aqui apenas fazendo mais um gesto com as catadoras e os catadores de materiais recicláveis, nem com as pessoas em situação de rua. Estamos exercitando um novo jeito de fazer governança nesse país. E, no nosso governo, somos todos unânimes em priorizar as políticas que devem favorecer as pessoas mais necessitadas nesse país”, reiterou o presidente da República.

    O programa Agora Tem Especialistas, voltado à redução do tempo de espera por assistência especializada, foi uma das políticas destacadas pelo presidente Lula. “Antigamente, uma pessoa levava 10 meses para conseguir uma consulta com um cardiologista e mais 11 para fazer um exame de ressonância magnética. Hoje, as coisas mudaram, com caminhões andando por esse país para garantir as consultas e exames de que o povo precisa, e no próximo ano teremos muito mais”, afirmou o presidente.

    Para o ministro Alexandre Padilha, a ExpoCatadores foi um momento de reforçar as ações voltadas às populações vulnerabilizadas. “A retomada do Consultório na Rua e a expansão das unidades móveis de saúde bucal, que têm equipes e serviços em todo o país, é fundamental para ampliar e garantir o acesso à saúde a quem mais precisa”, destacou Padilha.

    A Expocatadores contou com uma ampla programação, incluindo painéis e estandes, com foco em promover a gestão eficiente dos resíduos sólidos por meio da inclusão social e melhores condições de trabalho e renda para os catadores autônomos e organizados em associações e cooperativas. O Ministério da Saúde viabilizou a participação de 15 catadoras e catadores das regiões Norte e Nordeste. Mais de 3 mil catadoras e catadores, 600 cooperativas, além de delegações internacionais, empresas, especialistas em gestão de resíduos sólidos e representantes do poder público, participaram do evento.

    Ao longo da 12ª ExpoCatadores, o Ministério da Saúde também participoi do painel “Vozes que Transformam”, representado pela coordenadora de Atenção às Populações em Situação de Vulnerabilidade, Larissa Barros. Na oportunidade, ela destacou a importância de ampliar a visibilidade das mulheres em situação de rua e catadoras, além dos avanços, desafios e caminhos possíveis para a promoção da equidade, do protagonismo feminino e da justiça social.

    Priscila Viana
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde inaugura 23 novos leitos e amplia assistência no Rio Grande do Sul com mais de R$ 400 milhões em investimentos

    Ministério da Saúde inaugura 23 novos leitos e amplia assistência no Rio Grande do Sul com mais de R$ 400 milhões em investimentos

    O Ministério da Saúde anunciou, neste sábado (20), investimentos para fortalecer a rede  hospitalar do Rio Grande do Sul, com destaque para a inauguração de 23 novos leitos no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), ampliação da assistência especializada, uso do  terceiro turno para realização de cirurgias e exames e início de novas obras estruturantes. Ao todo, os investimentos ultrapassam R$ 400 milhões, com impacto direto na ampliação do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

    Durante agenda em Porto Alegre, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que  os investimentos fazem parte da estratégia do governo federal para reduzir filas, ampliar  o acesso a procedimentos especializados e modernizar a infraestrutura hospitalar. “Hoje  o governo federal do presidente Lula anuncia um pacote de mais de R$ 400 milhões de  investimentos aqui na rede hospitalar, não só de Porto Alegre, mas de outras cidades do  Rio Grande do Sul. A primeira parte desse pacote é aqui dentro do Grupo Hospitalar Conceição, com mais de R$ 200 milhões do Novo PAC para a obra do novo GHC”, afirmou. 

    Na ocasião, o ministro Alexandre Padilha, assinou acordo com o Hospital Universitário  de Canoas e com a Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul, de um modelo  inédito de prestação de serviços no Sistema Único de Saúde (SUS). Por meio do programa  Agora Tem Especialistas, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) contratará, de forma  temporária, equipes médicas e colocará em operação estruturas hospitalares atualmente ociosas para a realização de ações no modelo de mutirão, proporcionando, assim, a ampliação da oferta de procedimentos especializados. 

    Padilha participou ainda da solenidade de início das obras do Centro de Apoio ao Diagnóstico e Terapia (CADT), que realizará mais de 700 mil exames e procedimentos por ano. As obras começarão em janeiro de 2026 com investimento de R$ 230 milhões do Novo PAC Saúde.  

    “Vamos erguer um prédio de nove andares para concentrar exames de imagem como  ressonância, tomografia e ultrassom. O GHC vai bater recorde este ano, com mais de 4 milhões de exames e procedimentos. Quando o centro estiver pronto, a expectativa é realizar mais 700 mil exames e procedimentos por ano, com uma estrutura mais  moderna e digna para trabalhadores e pacientes”, explicou o ministro. 

    Com a adesão do Hospital Universitário de Canoas ao programa, a previsão é de que  sejam realizadas pouco mais de 1.600 procedimentos cirúrgicos por mês para atender à região metropolitana de Porto Alegre; já em São Lourenço do Sul, o planejamento é de 

    até 180 procedimentos cirúrgicos por mês – somando mais 1.800 cirurgias mensais. Entre as especialidades ofertadas estão: cirurgia geral, cirurgia vascular, cirurgia  dermatológica, cirurgia urológica, cirurgia oftalmológica e ginecológica, definidas de  acordo com a necessidade regional e a capacidade instalada dos prestadores habilitados. 

    O Hospital Universitário e a Santa Casa foram selecionados por terem potencial de oferta  ampliada, disponibilizando estruturas para a realização de cirurgias e procedimentos por  prestadores previamente habilitados e contratados pelo GHC. A iniciativa representa um  avanço no desenho federativo da política pública, fortalecendo a integração entre União, Estados, Municípios e instituições de saúde, com foco na eficiência do sistema e na  redução do tempo de espera da população para tratamentos especializados, com  atendimento qualificado e humanizado. 

    A região metropolitana de Porto Alegre e a região Sul do Rio Grande do Sul foram  escolhidas com base em critérios epidemiológicos e assistenciais: a primeira concentra  as maiores filas cirúrgicas do estado, enquanto a segunda apresenta maior demora na  realização de cirurgias e procedimentos eletivos. Nesse modelo de atendimento, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) terá o papel de contratar as empresas que ofertam os profissionais, equipamentos, insumos e medicamentos para colocar em  funcionamento a capacidade ociosa dos hospitais, além de garantir segurança, qualidade  e eficiência em todo o processo.  

    O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) vai apoiar tecnicamente os municípios, prestadores  e hospitais envolvidos nos estados do RS, SC e PR, contribuir para a modelagem  operacional e financeira; e atuar como articulador entre os diferentes níveis de gestão  do SUS. O GHC também acompanha a fase piloto para garantir segurança, qualidade e eficiência no processo.  

    Ampliação de diagnóstico e terapia

    Em seus mais de 19 mil metros quadrados, o novo Centro de Apoio ao Diagnóstico e  Terapia do GHC, em Porto Alegre, oferecerá mais acesso a exames e procedimentos  especializados à população, como exames de imagem, laboratório, hemodinâmica e  Centro de Radiointervenção, hemodiálise, hemoterapia, além de medicina nuclear com  PET-C e endoscopia, assim como farmácia e áreas de ensino e pesquisa. 

    O espaço terá condições de ofertar exames e procedimentos para a rede de atenção de  Porto Alegre e do estado. A capacidade de atendimento por ano do Centro de Apoio ao Diagnóstico e Terapia será de 500 mil análises clínicas e 93 mil exames de imagem; 18  mil procedimentos terapêuticos; 10 mil doações de sangue e 9 mil transfusões de  hemoterapia. O Centro fará ainda 23 mil tomografias e 22 mil ressonâncias magnéticas, 5 mil densitometrias ósseas, 8 mil endoscopias e 10 mil ecocardiografias..  

    Inovação no tratamento oncológico 

    Ainda pela manhã, em Porto Alegre, o ministro Alexandre Padilha visitou o Centro de Oncologia e Hematologia do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), incluindo o novo serviço  de braquiterapia, inaugurado no último dia 25 de novembro. Com investimento de R$ 2  milhões em novos equipamentos e na capacitação dos profissionais envolvidos, a braquiterapia é uma modalidade de radioterapia na qual fontes radioativas são posicionadas diretamente no tumor ou em suas proximidades. Isso permite a aplicação de doses elevadas de radiação diretamente na área afetada, com um impacto mínimo  nos tecidos saudáveis ao redor. 

    O serviço proporciona maior agilidade no início do tratamento. A técnica é especialmente importante no tratamento de cânceres ginecológicos, como o câncer de colo de útero. A implantação da braquiterapia ginecológica reforça o compromisso do governo federal com a inovação no tratamento oncológico e amplia o acesso dos pacientes do SUS a terapias modernas e de alta qualidade.  

    Mais cirurgias, exames e consultas 

    Iniciativa do programa Agora Tem Especialistas, a implementação do terceiro turno no Grupo Hospitalar Conceição (GHC) apresenta resultados positivos para os pacientes do  Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído no dia 2 de junho de 2025, nas quatro unidades  do GHC localizadas no Rio Grande do Sul (hospitais Nossa Senhora da Conceição, Criança  Conceição, Cristo Redentor e Fêmina), o terceiro turno ocorre de segunda a sexta-feira,  das 19h à 1h, e aos sábados, das 7h às 19h. Segundo o diretor-presidente do Grupo  Hospitalar Conceição, Gilberto Barichello, os resultados já são expressivos. 

    “Nossos resultados foram extraordinários. Fizemos praticamente 7 mil cirurgias nesses seis meses, das 19h à 1h da manhã, aos sábados e, em alguns hospitais, também aos domingos. Realizamos mais de 709 mil exames à noite e ampliamos em 69% as  teleconsultas nesse período, especialmente na área de oncologia. Esses dados demonstram a revolução que pode acontecer no SUS sem precisar construir novos prédios, apenas agregando tecnologia, insumos e aproveitando estruturas que ficavam desligadas à noite”, destacou. 

    A medida faz parte de um pacote de ações do novo programa do Ministério da Saúde, que inclui a ampliação do uso da estrutura da rede pública. De junho até o dia 15 de  dezembro, o terceiro turno no GHC permitiu a realização de 703,9 mil exames, 2.960 consultas e 6.654 cirurgias. Dentre as intervenções cirúrgicas, a cirurgia geral foi a mais  realizada, com 1.092 operações, seguida pela cirurgia ginecologica (974), traumato ortopedia (760) e cirurgia pediátrica (653).  

    As principais consultas realizadas foram de hematologia (716 atendimentos), nutrição  (614) e oncologia cirúrgica (283). No exames, o terceiro turno permitiu aumento de 40%  da capacidade usual na radioterapia, de 27,4% em ecocardiografias, 27,3% em eco  vasculares e mais 23% em mamografias. 

    Mais recursos para a saúde do Rio Grande do Sul 

    O ministro Padilha também anunciou o resultado da seleção de projetos médico assistenciais voltados à atenção oncológica, desenvolvidos por hospitais e entidades filantrópicas. Ao todo, os investimentos ultrapassam R$ 34 milhões, destinados ao fortalecimento do SUS por meio de pesquisas e da ampliação de serviços especializados.  

    Pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON), que capta recursos  por meio de incentivo fiscal para financiar ações de prevenção, diagnóstico, tratamento  e reabilitação do câncer, permitindo que empresas e pessoas físicas deduzam doações  do Imposto de Renda, foram aprovados oito projetos, com aporte total de R$ 21,6  milhões. As iniciativas serão executadas pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia  de Porto Alegre, Associação Hospitalar Santa Rosa, Hospital das Clínicas de Passo Fundo,  Associação Hospitalar Beneficente São Vicente de Paulo, Hospital Ana Nery de Santa  Cruz do Sul, Associação Hospitalar Vila Nova, Círculo Operário Caxiense e Hospital  Beneficência Alto Jacuí.  

    Já no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD), foram contemplados nove projetos médico-assistenciais que ampliam as ações de promoção, habilitação e reabilitação da pessoa com deficiência, beneficiando APAEs e instituições especializadas em diferentes regiões do estado. Os projetos receberão, ao todo, R$ 10,1 milhões e serão desenvolvidos pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Nova Prata, APAE de Marau, APAE da Feliz, APAE Bom Retiro do Sul, Associação Integrada do Desenvolvimento do Down de Bento Gonçalves (AIDD/BG), APAE de Ijuí, Fundação para Reabilitação das Deformidades Craniofaciais (FUNDEF), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e APAE de Igrejinha. O programa utiliza incentivos fiscais para direcionar parte do Imposto de Renda de  empresas e pessoas físicas ao fortalecimento do SUS e à promoção da inclusão.  

    Além disso, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SCTIE), serão destinados R$ 2,6 milhões para um projeto  de pesquisas clínicas, epidemiológicas, experimentais e sócio-antropológicas desenvolvido pelo Instituto do Câncer Infantil, ampliando a produção de conhecimento  e a qualificação da atenção oncológica no estado. 

    Luciano Velleda

  • Núcleo de Justiça Restaurativa do TJPB consolida fase de expansão no Estado

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    Balanço positivo do trabalho do Nejure em 2025

    O ano de 2025 representa um marco na trajetória do Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejure), órgão de macrogestão do Tribunal de Justiça da Paraíba. O período de 12 meses  de intensas atividades consolida uma transição entre uma fase de planejamento e estruturação institucional, para uma de execução, expansão interinstitucional e impacto estratégico no Estado da Paraíba. 

    No âmbito do Poder Judiciário estadual, o Nejure é coordenado pelo desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho e tem como coordenadores adjuntos a juíza Ivna Mozart Bezerra Soares e o juiz Max Nunes de França, que também é auxiliar da Vice-presidência do TJPB.

    “Guiado pela missão de aproximar e conectar pessoas e promover a cultura da não violência, por meio da aplicação de práticas restaurativas no ambiente do Poder Judiciário estadual e na comunidade, o Núcleo fortalece as relações sociais e fundamenta suas ações em valores como empatia, corresponsabilidade, horizontalidade, empoderamento e reparação”, comentou o desembargador.

    Conforme definição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as práticas da Justiça Restaurativa são um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, métodos, técnicas e atividades próprias, que visam a conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos e violências. Mais do que uma técnica de resolução de conflitos, constitui uma abordagem que promove espaços de escuta, de responsabilização ativa e de fortalecimento das relações humanas e institucionais.

    De acordo com dados da Coordenação do Nejure-TJPB ao longo deste ano foram realizadas 169 sessões restaurativas, entre Círculos de Construção de Paz, Pré-Círculos e Pós-Círculos. Com esse trabalho, o Núcleo alcançou, diretamente, 1.030 pessoas. Deste número, 910 pessoas vivenciaram, pelo menos, uma prática restaurativa. 

    As estatísticas representam um impacto restaurativo em um público diverso e dimensionado na Justiça Comum, com funcionamento na Vara Única de Remígio, Fórum Cível de João Pessoa, Vara Única de Alagoinha, 3ª Vara Regional das Garantias e Vara da Infância e Juventude de Campina Grande.

    Convênio TJPB e TRE –  Em 2025, o Nejure também participou de eventos para troca de conhecimento com os Tribunais de Justiça do Maranhão, Mato Grosso, Ceará e Bahia. Por meio de um convênio firmado com a Justiça Eleitoral e o TJPB, o Nejure e o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) promoveram 47 Círculos de Construção de Paz, alcançando 392 pessoas, desde membros da Presidência do TRE-PB até magistrados, servidores, terceirizados e estagiários presentes nas zonas eleitorais.

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    Juíza Ivna Mozart, coordenadora adjunta do Nejure

    Conforme a juíza Ivna Mozart, os resultados desse convênio foram expressivos, com realização de 47 Círculos de Construção de Paz, que alcançaram diretamente 392 pessoas, entre magistrados, servidores efetivos, cedidos e requisitados, terceirizados, estagiários e policiais da reserva, em 43 zonas eleitorais situadas em 28 municípios: João Pessoa, Campina Grande, Soledade, Conceição, Piancó, Patos, Santa Luzia, Coremas, Itaporanga, Teixeira, Princesa Isabel, Água Branca, Monteiro, Sumé, Serra Branca, Alagoa Nova, Juazeirinho, Cajazeiras, São José de Piranhas, Sousa, São João do Rio do Peixe, Cabedelo, Jacaraú, Mamanguape, Santa Rita, Pombal, São Bento e Catolé do Rocha. 

    “A iniciativa transformou a cultura interna do TRE-PB, valorizando a todas as pessoas que o compõem, independente de sua categoria funcional, antevendo o humano, e posicionando a prática na instituição como um modelo inédito de inovação e aplicação interinstitucional das práticas restaurativas. Isso é ainda mais relevante em face do ano de 2025 ter sido definido pelo Conselho Nacional de Justiça como o ano da Justiça Restaurativa nas instituições”, destacou Ivna Mozart.

    A magistrada ressaltou que “o convênio promoveu a (re)humanização do ambiente de Justiça e permitiu que os servidores se sentissem escutados sob uma lógica horizontal pela primeira vez, em anos de trabalho, ressignificando suas vivências profissionais e sensação de pertencimento”.

    A Justiça Restaurativa também esteve presente na secretaria de assistência social de Juazeirinho e de Remígio e promoveu atividades com mães atípicas – mulheres que têm filhos com neurodivergências, deficiências diversas e/ou necessidades especiais) – e alcançou a comunidade LGBTQIAPN+, em face da apresentação de autodeclarações de identidade transgênero e orientações sexuais fora da normatividade. Somado a isso, o Nejure trabalhou com adolescentes atendidos pelos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Campina Grande e  atuou na Universidade Federal da Paraíba (UFPB)  e Unifacisa, entre outras instituições públicas e privadas.

    Em 2025, foram iniciadas as obras para a implantação do Centro de Justiça Restaurativa (Cejure) de Remígio e Unidade Descentralizada de Algodão de Jandaíra, ambos com previsão de inauguração no próximo ano. O Cejure nasce como um equipamento estratégico e de referência, concebido a partir de uma lógica capilarizada nos municípios abrangidos pela Comarca, mediante Acordo de Cooperação firmado entre o Tribunal de Justiça da Paraíba e a prefeitura municipal de Remígio.

    “O modelo adotado possibilitará a atuação em demandas processuais e pré-processuais, bem como em ações de  caráter preventivo, com especial atenção ao ambiente escolar e às políticas de cuidado, diálogo e responsabilização compartilhada”, definiu Ivna Mozart.

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    Des. Oswaldo Trigueiro do Valle, coordenador do Nejure

    Durante o evento ‘Dia Restaurativo’, comemorado em setembro, foi lançado um edital de desenhos restaurativos, voltado a estudantes das escolas municipais de Remígio, com o objetivo de estimular a criatividade, a escuta sensível e a reflexão sobre valores como pertencimento, respeito e cultura de paz. Ao todo, três desenhos foram selecionados e irão compor os murais do Cejure, incorporando de forma permanente a expressão da comunidade escolar ao espaço físico do Centro.

    Casos Processuais – Também em 2025, o Nejure gerenciou sete casos derivados (processuais) da Justiça Comum e um caso derivado da Justiça Eleitoral para tratamentos via práticas restaurativas, cujas metodologias utilizadas foram o Círculo de Construção de Paz (CCP) e a Conferência Comunitária Transformativa (CCT), inovando e ampliando metodologicamente suas abordagens.

    Um dos casos foi utilizado em artigo científico produzido pelo Nejure-TJPB, como caso ilustrativo da aplicação da CCT em processo conflitivo, o qual foi aceito para publicação no periódico da Revista Emeron, com dossiê temático previsto para ser lançado em 2026, durante Congresso Internacional de Justiça Restaurativa, evento a ser realizado em João Pessoa, com o TRE-PB sendo seu anfitrião, em parceria com o TJPB.

    Construção de Paz – Outro projeto relevante desenvolvido pelo Nejure do Tribunal de Justiça da Paraíba foi o Ciclo de Círculos de Construção de Paz na Comarca de Alagoinha, com iniciativa de inserção das práticas restaurativas na Vara daquela Comarca, por solicitação da diretoria do Fórum. O objetivo foi dialogar sobre os desafios do ambiente de trabalho, a fim de prevenir sobrecarga e problemas de comunicação, e reforçar a importância de criar um ambiente mais harmonioso, potencializando melhorias e manutenção do clima organizacional na Vara. 

    Facilitadores Restaurativos – Além disso, em 2025, o Núcleo capacitou 31 novos facilitadores na metodologia de ‘Círculos de Construção de Paz’, garantindo a sustentabilidade e a capilaridade da Justiça Restaurativa no Estado. Tal iniciativa se destacou pela diversidade de seu público.

    A formação inicial incluiu magistrados e servidores do sistema de Justiça, das secretarias municipais de Educação de Algodão de Jandaíra e Remígio e membros da Rede de Garantia de Direitos do estado, mas também, de forma estratégica, contemplou cadetes do Corpo de Bombeiros e soldados da Polícia Militar na fase de vivência supervisionada da prática dos círculos, disseminando a Justiça Restaurativa para ambiências diversas, em especial da Segurança Pública.

    Para garantir a efetividade e a perenidade dessa rede, o Nejure implementou um sistema de apoio contínuo. “Através de seis encontros de supervisão realizados ao longo do ano e estruturados em encontros coletivos e individuais, o Núcleo ofereceu acompanhamento técnico e um espaço para troca de experiências. Essa estratégia de suporte contínuo se mostrou vital para qualificar a prática e sustentar o engajamento dos facilitadores, transformando a formação inicial e complementar em uma rede ativa e autossustentável”, destacou Suerda Gabriela Ferreira de Araújo, supervisora do Nejure.

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    Ação do Nejure realizada em 2025

    João Pessoa e Campina Grande – As práticas da Justiça Restaurativa também foram levadas ao Fórum Cível da Comarca de João Pessoa, por solicitação da Diretoria do Fórum e para a 3ª Vara Regional das Garantias de Campina Grande. Em João Pessoa, no mês de julho, o ‘Círculo de Construção de Paz’ foi vivenciado pela Diretoria do Fórum da Capital e sua equipe, com o objetivo do fortalecimento de vínculos, contando com a participação de 15 pessoas.

    Na Vara das Garantias, em setembro, a vivência do círculo de construção de paz contou com 18 participantes, estimulando maior integração entre os participantes, com compartilhamento de suas experiências de vida, reforçando que a pessoa no ambiente de trabalho é resultado de sua história pessoal, o que auxilia na convivência.

    Trilha Renovar –  Outro projeto de destaque em 2025 foi a parceria do Nejure com o Lab Inovação do TJPB, dentro do Projeto ‘Trilha Renovar’, adotando a Justiça Restaurativa como lógica metodológica transversal. A iniciativa integrou práticas restaurativas a uma abordagem ESG de sustentabilidade. O projeto promoveu a aplicação de Círculos de Construção de Paz nos Creas de Campina Grande, alcançando os adolescentes atendidos. A atuação evidenciou o potencial das práticas restaurativas como instrumento inovador de cuidado, responsabilização e fortalecimento de vínculos, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.

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    Juiz Max Nunes, coordenador adjunto do Nejure

    “Todo esse trabalho só foi possível devido ao comprometimento e competência de nossos(as) servidores(as) do Nejure e Cejure: Suerda Gabriela Ferreira de Araújo (supervisora do Núcleo), Antônio Gama Lima, Raul Alexandre Lopes Sales, Silvéria de Farias Cavalcanti Gonzaga, Giselda Vidal de Lima e Maria Rosana de Oliveira Pereira”, informou o juiz Max Nunes.

    Encontro Internacional de Justiça Restaurativa – Em 2025, o trabalho desenvolvido pelo Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa fortaleceu as bases institucionais e humanas no Estado e garantiu perenidade e a expansão da cultura da não violência. O principal impacto estratégico reside na institucionalização bem-sucedida das práticas restaurativas em outras esferas do poder público. 

    Olhando para o futuro, o trabalho de 2025 posicionou a Paraíba na vanguarda do debate sobre o tema. Por um lado, a magistrada Ivna Mozart passa a integrar o Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do Conselho Nacional de Justiça, conferindo à Paraíba papel de destaque na construção da política restaurativa nacional.

    “Por outro lado, o planejamento do ‘Encontro Internacional de Justiça Restaurativa’, agendado para 25 a 27 de fevereiro de 2026, do qual TRE-PB será o anfitrião, em parceira com o Tribunal de Justiça da Paraíba, é mais do que um evento, é a validação de um ano de execução bem-sucedida interinstitucionalmente e o momento em que a Paraíba transita de implementadora de uma política judiciária para um pólo de referência no campo da Justiça Restaurativa”, avaliou o desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho.

    Segundo o desembargador, a parceria com o TRE-PB é o exemplo mais eloquente, demonstrando a capacidade da metodologia de transformar a cultura organizacional de forma sistêmica e escalável. “Essa iniciativa serve como um modelo replicável para outras instituições que buscam humanizar suas relações internas de modo a impactar no serviço prestado à sociedade, no senso de pertencimento institucional e, conforme o caso, ressignificar o diálogo entre sede e zonas eleitorais”, pontuou.

    Já a juíza Ivna Mozart afirmou que o foco na construção de capacidade humana, por meio da formação e supervisão contínua de uma rede de facilitadores, é um legado de valor inestimável. “Ao capacitar agentes de diferentes setores, o Nejure fortaleceu um viés de sustentabilidade da política restaurativa, que passa a se disseminar organicamente, para além da intervenção direta do Núcleo”, observou a juíza, que é titular da Vara de Garantias de Campina Grande.

    Para a supervisora do Núcleo, Suerda Araújo, 2025 foi o ano em que o Nejure moveu-se com sucesso da teoria à prática vivencial disseminada, consolidando seu papel como um vetor fundamental para a pacificação social e a inovação na gestão de conflitos por meio de uma Justiça cada vez menos retributiva e mais restaurativa e perene

    Por Fernando Patriota

     

  • Cantata realizada pelo TJPB e Aemp celebra o Natal, emociona público e encerra ano judiciário 

    Foto do espetáculo, Aos Olhos de Maria, encantou o público
    O espetáculo, Aos Olhos de Maria, encantou o público

    Na noite desta sexta-feira (19), Maria, mãe do menino Jesus e espelho de tantas Marias mães, esteve no centro das atenções para contar – e principalmente cantar – uma mensagem de amor ao próximo e de solidariedade. A Cantata  Natalina ‘Aos Olhos de Maria’ emocionou o público que lotou a Praça João Pessoa, na Capital paraibana, para prestigiar o evento.

    O espetáculo atraiu dezenas de pessoas, que lotaram a praça João Pessoa, no Centro Histórico da capital paraibana. O evento contou, também, com a presença de diversas autoridades estaduais e municipais, entre estas o governador da Paraíba, João Azevêdo.

    A Cantata Natalina foi promovida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, em parceria com a Associação das Esposas dos Magistrados e Magistradas da Paraíba (Aemp) e marcou o encerramento do ano judiciário.

    Foto do Des. Fred Coutinho prometeu novo espetáculo em 2026
    Des. Fred Coutinho prometeu novo espetáculo em 2026

    O presidente do Tribunal, desembargador Fred Coutinho, agradeceu pelo empenho de todos os integrantes do Judiciário estadual paraibano em 2025. “Ao fazer o bem pelo Judiciário, estamos fazendo para a sociedade, atendendo bem ao cidadão e para mim, cidadania é tudo. Que tenhamos um natal com saúde e paz, com humanização e com o olhar atento para o outro. Que a beleza desta noite se estenda para o próximo ano”, afirmou.

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    Nalva Coutinho foi uma das promotoras do evento

    Também a presidente da Aemp, Nalva Coutinho, externou sua alegria diante da concretização do espetáculo, cujos preparativos começaram no mês de março. 

    “Temos no palco a Maria jovem, a Maria mais velha, a Maria de hoje, trazendo uma mensagem de paz, de amor e de solidariedade. Encerramos o ano com esse momento, reunindo família, amigos e pessoas especiais”, avaliou Nalva.

    Foto de Ramalho destacou a iniciativa como um "presente" para o povo paraibano
    Ramalho destacou a iniciativa como um “presente” para o povo paraibano

    Para o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Paraíba (Sinjep), João Ramalho, o TJPB fechou 2025 com uma palavra belíssima. “Este é um presente para a sociedade paraibana. Além dos trabalhos positivos da gestão, o Tribunal fez um encerramento voltado para Jesus Cristo, para Deus. Isso é muito importante”, analisou.

    De acordo com o diretor-geral da Cantata, José Maciel, o espetáculo buscou criar uma conexão das pessoas com o sagrado. “O enredo foi pensado a partir de Maria adulta, visualizando o seu passado, descrevendo com sensibilidade e através das músicas como foi ter o filho enviado por Deus”, explicou.

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    O público participou, cantou, bateu palmas, vibrou com os fogos de artifício e se emocionou com a apresentação.

    A optometrista Michele Andrade enalteceu tanto o espetáculo, quanto a iniciativa. “É muito importante resgatar essa tradição e esses momentos, com famílias reunidas para um momento natalino tão importante, e ainda neste cenário lindo”, disse.

    Aos Olhos de Maria 

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    Mais do que uma apresentação musical, a cantata fez um convite à reflexão, à sensibilidade e à celebração dos valores do Natal, como solidariedade, união e esperança. O espetáculo convidou o público a vivenciar a história do Natal a partir da sensibilidade de Maria, trazendo uma leitura afetuosa, humana e simbólica da data.

    As peças musicais foram interpretadas por dois solistas (interpretando Maria e o Anjo da Anunciação); além de um coral composto por crianças, adolescentes e adultos, regido pelo maestro Jean Fidelis, responsável pela direção musical da Cantata.

    Por Gabriela Parente

    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • Nona Vara Cível de João Pessoa termina o ano sem processos aguardando despacho ou decisão

    Foto da juíza Adriana Lossio
    Juíza Adriana Lossio, titular da 9ª Vara Cível da Capital

    A 9ª Vara Cível da Comarca de João Pessoa está encerrando o ano de 2025 sem nenhum processo aguardando despacho ou decisão final. Ou seja, com acervo processual “zerado”.

    A  juíza Adriana Barreto Lossio de Souza, é a titular da unidade e destacou o trabalho da equipe de assessoras e servidores, afirmando que esse feito reflete um compromisso exemplar com a eficiência judiciária e a entrega de respostas rápidas ao jurisdicionado. “Este marco representa o culminar de um trabalho intenso e coordenado, pautado pela organização, dedicação e emprego de práticas inovadoras na gestão de processos. Atingir essa meta de não ter nenhum processo aguardando despacho ou decisão ao final do ano é um testemunho do rigor técnico”, ressaltou.

    Segundo a juíza Adriana Lossio, a marca alcançada é resultado de planejamento estratégico, busca contínua por otimização de fluxos de trabalho e, acima de tudo, “um profundo respeito pelo tempo do cidadão que busca no Poder Judiciário a solução para seus conflitos. Ver o gabinete sem pendências ao fim do ano nos enche de orgulho e nos impulsiona a manter o mesmo nível de excelência”, frisou.

    “Casos como este demonstram que, com dedicação e um planejamento bem-executado, é possível transformar a realidade do Judiciário. A Paraíba se beneficia imensamente de profissionais e equipes tão comprometidas com a missão de fazer justiça. É um exemplo a ser seguido e uma prova concreta de que a eficiência é uma meta alcançável”, acrescentando que “este esforço contribui diretamente para a diminuição do tempo médio de tramitação dos processos, garantindo que a justiça seja não apenas justa, mas também célere, atendendo a uma das maiores demandas da sociedade”, finalizou.

  • Coordenadoria da Mulher do TJPB: fortalecimento institucional no combate à violência de gênero

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    Mais do que um órgão que componho a estrutura administrativa do Poder Judiciário paraibano, a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça da Paraíba tem se tornado um ente de significativa atuação no enfrentamento à violência de gênero e na defesa e valorização dos direitos das vítimas. 

    As ações empreendidas ao longo deste ano e os resultados obtidos demonstram ser a Coordenadoria um braço forte do Judiciário na luta contra a violência de gênero. Em 2025, de acordo com levantamento da unidade judiciária, diversas foram as iniciativas realizadas, com destaque para a Implantação de painel, com o objetivo de monitorar processos de violência doméstica (ferramenta de BI), integrado ao site do Tribunal, com dados vindos do DataJud, base de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

    Há também, o lançamento do Observatório de Violência Doméstica, com estatísticas em tempo real das unidades judiciárias sobre medidas protetivas, feminicídios e processos relacionados. Além da consolidação das parcerias envolvendo a Rede de Proteção às Vítimas de Violência Doméstica e Familiar, em especial com o Ministério Público Estadual, a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Paraíba (OAB-PB).

    A expansão do Programa Integrado Patrulha Maria da Penha, cuja cobertura chega ao alcance de 128 municípios paraibanos; realização de ações educativas em canteiros de obras (fruto de parcerias com Tribunais Estaduais, do Trabalho, Ministério Público Federal e órgãos da Segurança Pública), bem como, a atuação junto aos grupos reflexivos para autores de violência doméstica em comarcas (em cumprimento de medidas protetivas ou penas suspensas), como medida complementar de enfrentamento e o apoio à instalação e disseminação dos “Bancos Vermelhos” nas comarcas, de forma a chamar atenção da sociedade para os altos índices de feminicídio registrados na Paraíba. 

    Também ganhou destaque a atuação da coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça da Paraíba, juíza Graziela Queiroga, nomeada para integrar o Grupo de Trabalho de Grupos Reflexivos do CNJ. Sua participação foi igualmente relevante na implantação do Núcleo de Medidas Protetivas, bem como no apoio ao Programa Antes que Aconteça e, mais recentemente, à iniciativa Antes que Aconteça nas Escolas, desenvolvida em parceria com a Secretaria de Educação do Estado. No âmbito desse programa, a magistrada participou, ao lado da senadora Daniela Ribeiro, de audiência com o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça.

    Exposição Estação Ciência
    A juíza Graziela Queiroga

    Ao avaliar os avanços alcançados, a juíza destacou os resultados obtidos ao longo do ano. “O ano de 2025 foi exitoso e marcado por grandes conquistas no enfrentamento à violência contra a mulher no âmbito do Poder Judiciário paraibano. Ainda assim, permanecem desafios significativos, especialmente no que diz respeito à conscientização e à educação como instrumentos essenciais para a quebra do ciclo da violência e para o enfrentamento da cultura machista, fatores indispensáveis no combate ao feminicídio, uma das formas mais cruéis de violência”, pontuou.

    A magistrada também ressaltou, agradecendo, o apoio administrativo da gestão do desembargador Fred Coutinho, bem como a atuação dos parceiros institucionais que, de forma incansável, caminham ao lado da Justiça estadual nessa luta permanente em defesa dos direitos das mulheres. “Em 2026, nos voltaremos às visitas às unidades judiciárias onde a Patrulha Maria da Penha atua, fortalecendo a integração com o órgão, além de darmos continuidade ao trabalho educacional e de conscientização junto ao público masculino”, enfatizou. 
    Semanas Justiça pela Paz

    Durante a realização das três edições da Semana Justiça pela Paz (março, agosto e novembro) foram inúmeras as ações da Coordenadoria no esforço e empenho do êxito dos esforços concentrados, os quais mobilizaram magistrados (as) e servidores(ras) em todo o Estado, no julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.  

    Março – O TJPB participou da 29ª edição da Semana Justiça pela Paz em Casa, com a pauta contendo 583 audiências e um julgamento de feminicídio na comarca de São Bento. 

    Agosto – Nesta edição, houve  a assinatura de quatro termos de cooperação entre o Tribunal de Justiça e diversas instituições do Estado. A iniciativa marcou o início das ações do ‘Agosto Lilás’, campanha voltada à conscientização pelo fim da violência contra a mulher e à promoção de políticas públicas que fortaleçam a rede de proteção e acolhimento. 

    Novembro – Com um total de 661 sentenças de conhecimento emitidas em processo de violência doméstica e familiar contra a mulher, a realização de 530 audiências de instrução e a concessão de 177 Medidas Protetivas, assim foi o saldo positivo e significativo da participação do Tribunal de Justiça da Paraíba na última edição de 2025 da Semana da Justiça pela Paz em Casa. 

    “Com essas ações, o TJPB reafirma seu compromisso no combate à violência contra a mulher, buscando justiça e conscientização para mudar a realidade de muitas vítimas em todo o Estado”, acentuou a juíza Graziela Queiroga. 

    Clique aqui para ter acesso ao relatório das ações da Coordenadoria da Mulher do TJPB.

    Por Lila Santos
     

  • Ministério da Saúde forma 8 mil agentes populares para atuarem no SUS

    Com investimento de R$ 23,6 milhões, o Ministério da Saúde concluiu a qualificação de 8 mil agentes populares de saúde em 17 estados e DF, um passo importante para ampliar a cobertura de atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Participaram da iniciativa 400 turmas, mais de 300 concluídas nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Foram mais de 100 encontros de Educação Permanente realizados ao longo da formação.

    O curso integra o Programa de Formação de Agentes Educadores e Educadoras Populares de Saúde (AgPopSUS) e busca reforçar políticas públicas com participação social e reconhecimento do direito à saúde nos territórios. As formaturas iniciaram este mês, por meio de mostras estaduais que marcam a diplomação das turmas.

    A formação contou com a participação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) e de mais de 100 movimentos sociais populares. “Os agentes de educação popular são pessoas voluntárias que mantêm o compromisso colaborativo com a saúde pública e que conhecem as demandas e necessidades da comunidade no que diz respeito às condições de saúde, acesso à alimentação e água, trabalho, renda, transporte, saneamento, rede do SUS, e condições de moradia”, destaca o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

    Os entes federados com agentes formados são: Santa Caratina, Sergipe, Mina Gerais, Pernambuco, Cerará, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Paraíba, Piauí, Espirito Santo, Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo.

    Relatos

    O AgPopSUS nasceu com o objetivo de fortalecer a participação popular em saúde e ações da sociedade em defesa do SUS. E se constituiu como uma forma de resgatar e fortalecer os saberes populares, demarcando a educação popular como método prático de formação e cuidado.

    “A partir das vivências e estudos dos conteúdos, passei a me posicionar com mais segurança ao falar do SUS. Entender a política é a melhor forma de ajudar a compreender que SUS é a única garantia que a população de baixa renda tem em relação aos serviços de saúde. Dessa forma, o AgPopSUS gerou espaços de diálogo com a população, ajudando a esclarecer dúvidas, a defender a vacinação, a contribuir com a comunicação e fazer o enfrentamento às fake news“, contou a educadora de Pernambuco, Juzileide do Nascimento.

    Para Eros Miranda Figueiredo, formado na turma de Belo Horizonte (MG), a qualificação foi importante, pois melhorou seu entendimento sobre a importância do SUS para as pessoas que estão mais vulnerabilizadas. “A formação do AgPopSUS trouxe uma construção de rede que reverberou na região metropolitana de Belo Horizonte, chegando a públicos que não circulam em espaços de discussão, incidência política e controle social das políticas municipais de saúde”, destacou.

    A educadora popular Marilene Limberger, de Santa Catarina, aponta como exitosa a participação no programa e mais uma oportunidade de reforçar a atuação na defesa do SUS. “O curso é importante, pois ele ajuda na compreensão do que realmente é ser um agente de  educação popular, pois podemos ir para a comunidade e no território. É o momento da escuta, do conhecimento, da integração, da amizade e do compromisso que a gente assume como educador popular.”

    Os voluntários mobilizam e organizam a comunidade onde vivem para garantir direitos sociais, além de auxiliar nas iniciativas de combate à fome, como bancos populares de alimentos, hortas agroecológicas no campo e na cidade e cozinhas solidárias. Os agentes têm mais um desafio: consolidar conselhos locais de saúde para fortalecer a participação social na construção do SUS em seus territórios.

    Próxima turma

    A próxima turma do AgPopSUS está prevista para ser lançada até março de 2026. O segundo edital para novas formações de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde será realizado em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS).

    Nádia Conceição
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde e Universidade de Oxford firmam acordo para incentivar o desenvolvimento de vacinas contra o câncer

    Ministério da Saúde e Universidade de Oxford firmam acordo para incentivar o desenvolvimento de vacinas contra o câncer

    O Ministério da Saúde formalizou um acordo com a Universidade de Oxford para o desenvolvimento de vacinas para a prevenção do câncerA parceria busca acelerar a criação de terapias imunológicas inovadoras, ampliar o acesso equitativo e fortalecer a capacidade científica e tecnológica dos dois países em tecnologias de RNAm e inteligência artificial para descoberta científica. 

    A assinatura da Carta de Intenções entre o Ministério da Saúde e o Centro de Imuno oncologia da Universidade de Oxford do Reino Unido também contou com a presença de representantes do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), da Fiocruz e de hospitais de excelência brasileiros, que integrarão a cooperação. Outras instituições, como o Instituto Nacional de Câncer (INCA), serão convidadas a participar das próximas etapas. 

    Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, Esse acordo, impulsionado pelo Ministério da Saúde, abre uma janela de oportunidade muito importante pra instituições de pesquisa, hospitais de excelência e empresas brasileiras participarem, desde muito cedo, dos estudos sobre vacinas para o câncer. Isso nos coloca numa posição mais vantajosa no momento em que essas vacinas, eventualmente, chegarem ao mercado. 

    Estão previstos três eixos estratégicos que exploram descobertas científicas em imunologia e oncologia, o uso de inteligências artificiais para vacinas personalizadas de câncer e um acelerador de ensaios clínicos binacional. Os próximos passos para estruturar o plano de ação serão uma missão técnica a laboratórios e hospitais brasileiros e a formação de um comitê gestor bilateral. 

    Parceria Brasil e Reino Unido   

    No começo de dezembro, o Ministério da Saúde também formalizou com o Reino Unido um acordo estratégico para o fortalecimento das políticas de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) e modelos de acesso a tratamentos inovadores no Sistema Único de Saúde (SUS) A parceria reforça o compromisso do governo federal com a incorporação responsável de tecnologias no SUS e com o fortalecimento das capacidades técnicas e institucionais para enfrentar desafios futuros em saúde pública. 

    Ana Freitas 
    Ministério da Saúde 

  • Ouvidoria: Rogério Fialho Moreira recebe Medalha de Mérito Judiciário do TJPE Última atualização: 19/12/2025 às 14:26:00

    O ouvidor do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, desembargador federal Rogério de Meneses Fialho Moreira, foi agraciado com a Medalha de Mérito Judiciário Desembargadora Helena Caúla Reis, concedida pela Ouvidoria-Geral do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A solenidade de outorga da medalha, realizada nesta quinta-feira (18/12), no TJPE, contou a presença do ministro Og Fernandes.

    A honraria foi entregue em reconhecimento aos relevantes serviços prestados pelo magistrado no desempenho de missões relacionadas à competência institucional do TRF5, com contribuição significativa para a melhoria da prestação dos serviços do Poder Judiciário.

    Para Fialho, a comenda simboliza o compromisso com o fortalecimento das ouvidorias como instrumentos de diálogo, transparência e aproximação entre o Judiciário e a sociedade.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5