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  • Webinário debate competência para julgar demandas envolvendo o Canabidiol

    O canabidiol (conhecido pela sigla CBD) é uma das substâncias químicas presentes na planta Cannabis Sativa, que vem sendo utilizada em tratamentos medicinais. O Supremo Tribunal Federal (STF), com a tese do Tema 1234, em Repercussão Geral, fixou a competência da Justiça Federal, para pedidos de medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas não padronizados no Sistema Único de Saúde (SUS), e com custo anual igual ou superior a 210 salários mínimos.

    Os efeitos do Tema 1.234 do STF, na competência jurisdicional para julgamento de ações envolvendo fornecimento de canabidiol, será debatido em Webinário, nesta quinta-feira (10), às 9h. O evento é aberto à sociedade e a iniciativa faz parte da programação da Semana Nacional da Saúde, promovida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). A videoconferência, que será realizada pela Escola Superior da Magistratura (Esma), terá a duração de duas horas. As inscrições estão abertas até esta quarta-feira (9).

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    Juiz João Pereira será um dos palestrantes do evento

    Para o juiz federal João Pereira de Andrade Filho, vice-coordenador do Comitê Estadual do Fórum Nacional da Saúde do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ministrará palestra no Webinário, o tema 1.234 do STF trouxe clareza acerca de uma matéria de grande relevo, que é o direito à saúde, ao fixar de forma inovadora  diversos parâmetros para balizar o julgamento das ações nesta seara.

    “Há, contudo, diversas questões que ainda demandam um melhor amadurecimento e nos chamam à reflexão. Um desses temas diz respeito às demandas pelo fornecimento de canabidiol. O debate que se propõe consiste fundamentalmente em definir, à luz do tema 1.234 do STF, qual seria o foro competente para o processamento dessas ações: justiça federal ou estadual”, ressaltou.

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    Juíza Vanessa Moura Pereira de Cavalcante

    A juíza da 4ª Vara da Comarca de Patos, Moura Pereira de Cavalcante, com atuação no 2º Núcleo 4.0 de Saúde Pública do TJPB, também falará no evento virtual. Ela destacou que o Tema 1234, julgado pelo Supremo Tribunal Federal, constitui um ponto de inflexão significativo na judicialização da saúde no Brasil, proporcionando um avanço significativo quanto ao estabelecimento de competências jurisdicionais.

    Segundo reforçou a magistrada, o julgamento do STF, ao mesmo tempo que tratou de questões complexas, estabeleceu diretrizes essenciais para a dispensação de medicamentos que, embora não estejam incluídos nas listagens do SUS, possuem registro válido na Anvisa. “A decisão visou conciliar o direito à saúde, assegurado constitucionalmente, com a viabilidade econômica das políticas públicas de saúde, considerando o cenário federativo do Brasil, que apresenta significativos desafios logísticos, financeiros e jurídicos”, realçou.

    A magistrada Vanessa Moura chamou a atenção também para o fato de que o fornecimento de canabidiol pelo poder público, via SUS e, por consequência, via judicialização, tem sido uma questão importante de saúde pública e jurídica no país, isso porque, a maioria dos produtos à base de Cannabis Sativa não foram incorporados às listas de medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde, levando os cidadãos a buscarem a via judicial.

    “A crescente demanda por decisões judiciais para o fornecimento de canabidiol impõe desafios consideráveis, tanto para o sistema de saúde, quanto para o judiciário. Neste ponto, revela-se importante a padronização do tema por meio do julgamento a nível de repercussão geral, trazendo segurança jurídica ao cidadão e ao poder Público”, evidenciou a magistrada Vanessa Moura.

    Por Lila Santos

     

  • Alvarás emergenciais/excepcionais já podem ser encaminhados ao BRB a partir desta quarta-feira

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    O Judiciário estadual paraibano está migrando as contas judiciais do Banco do Brasil (BB) para o Banco de Brasília (BSB). Desta forma, desde o dia 29 de março, foram suspensos a expedição e o envio de alvarás, com exceção dos emergenciais/excepcionais que, a partir desta quarta-feira (9), já poderão ser encaminhados ao BRB. Para tanto, os magistrados deverão fazer essa remessa através do e-mail informado via ofício da Presidência.

    Outra novidade é que, desde o dia 5 de abril, a expedição de guias passou a ser feita pelo BRB, por meio de link disponibilizado no site do TJPB. Para acessá-lo, basta clicar no banner ‘Depósito Judicial – BRB’ e informar o tipo de depósito.

    Os alvarás emergenciais/excepcionais compreendem as ordens judiciais relacionadas ao Núcleo de Saúde 4.0 ou oriundas das Varas de Família para liberação de valores alimentícios, nos termos do Ato nº 63/2025, que estabeleceu um cronograma a ser observado durante o período de transição entre as instituições bancárias.

    Conforme o cronograma, a prestação de serviço integral pelo BRB será iniciada no dia 14 de abril. Até a implementação total do sistema, que deve durar 90 dias em média, juízes (as) deverão continuar enviando os alvarás ao BRB através do e-mail informado pela Presidência.

    De acordo com a diretora de Economia e Finanças do Tribunal de Justiça da Paraíba, Izabel Izidoro da Nóbrega, após a fase de implementação, a expedição dos alvarás ocorrerá pelo próprio sistema do BRB. “Os alvarás serão cumpridos inclusive por meio do Pix. Haverá controle dos saldos das contas, através de várias opções, nome das partes, CPF/CNPJ, entre outros”, observou.

    O Ato da Presidência nº 63/2025 foi publicado na página 03 do Diário da Justiça eletrônico do dia 26 de março de 2025, determinando que os depósitos judiciais vinculados ao Poder Judiciário do Estado sejam realizados no Banco BRB.

    Por Gabriela Parente

     

  • Brasil sedia simulado de resposta rápida para detecção de poliovírus

    Brasil sedia simulado de resposta rápida para detecção de poliovírus

    O Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), realizou, em Brasília, um simulado de resposta rápida para a detecção do poliovírus. O objetivo da iniciativa foi reforçar a vigilância epidemiológica e a imunização, além de aprimorar a capacidade de resposta do país diante de possíveis surtos de poliomielite

    O Brasil já chegou a registrar mais de 3,5 mil casos de poliomielite por ano, resultando em sequelas motoras irreversíveis para muitas crianças. Graças à vacinação, a doença foi eliminada no país, com o último caso registrado em 1989. No entanto, o risco persiste, pois o poliovírus selvagem e o derivado da vacina ainda circulam em alguns países, exigindo uma vigilância constante. 

    “Ser vigilante é essencial, especialmente quando não temos casos no território. A ausência da doença pode gerar uma falsa sensação de segurança, e é nosso dever manter a atenção e a resposta preparada”, destacou Greice Madeleine Ikeda do Carmo, coordenadora-geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis do Ministério da Saúde. 

    Os dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) mostram que, em 2024, a cobertura vacinal contra a poliomielite atingiu 89,61%, um aumento em relação a 2023, quando foi de 87,03%. No ano passado, a pasta alterou o esquema vacinal, substituindo as duas doses de reforço da vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), conhecida como “vacina da gotinha”, pela injetável (VIP), garantindo maior eficácia na proteção contra a doença. 

    Com o simulado, o Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) pretende estruturar uma equipe nacional de resposta rápida, reforçar os processos de vigilância das paralisias flácidas agudas (PFA), imunização e vigilância ambiental, além de aprimorar a capacidade de enfrentamento de surtos e eventos de poliomielite. O treinamento também visa apoiar as Unidades Federadas no desenvolvimento de futuras qualificações. A iniciativa integra as exigências internacionais para certificação da erradicação da poliomielite e contribui para a avaliação do Brasil perante o Comitê Internacional. 

    Poliomielite

    A poliomielite pode apresentar desde quadros assintomáticos até manifestações graves, como a paralisia flácida aguda irreversível, que pode levar à morte. Os sintomas mais comuns incluem febre, mal-estar, dor de cabeça, dor de garganta e no corpo, vômitos, diarreia, constipação, espasmos, rigidez na nuca e meningite. Na forma paralítica, observa-se deficiência motora súbita acompanhada de febre, assimetria muscular, flacidez com redução dos reflexos profundos e persistência de paralisia residual após 60 dias do início da doença. 

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde inaugura nova sede do Distrito Sanitário Indígena Alto Rio Solimões

    Ministério da Saúde inaugura nova sede do Distrito Sanitário Indígena Alto Rio Solimões

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), inaugurou, na quarta-feira (2), a nova sede do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Solimões. A sede anterior funcionava num prédio alugado. O novo espaço está situado na cidade de Tabatinga (AM) – área da tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru – e engloba 240 aldeias com uma população de mais de 73 mil indígenas, que tem o transporte fluvial como maior meio utilizado, com predominância de 95%. 

    São sete etnias atendidas pelo DSEI: Ticuna, Kocama, Kaixana, Kambeba, Kanamari, Witoto e Maku-Yuhup, sendo a Ticuna o maior povo indígena do país, predominante na região do Alto Rio Solimões. O investimento na obra foi de R$ 2,44 milhões, custeados com recursos próprios do ministério. 

    Presente na inauguração, o secretário da Sesai, Weibe Tapeba, estava acompanhado da coordenadora do DSEI, Geralda Ozório, e do coordenador do DSEI Manaus, André Mura. A programação do dia foi festiva, com recepção aos convidados, fala das autoridades, corte da faixa inaugural, visita guiada pelas instalações, apresentação cultural e encerramento seguido por um coffee-break. Para Tapeba, este é mais um resultado do trabalho em prol do fortalecimento da saúde indígena.

    “Nesta gestão, conseguimos estender os atendimentos da saúde indígena para todos os estados da federação, e seguimos com ações estratégicas, com investimentos e com resultados positivos que refletem nessa retomada com dignidade. Essa obra durou 18 meses e exigiu muito esforço para sua realização. Atravessamos desafios especiais da região, mas agora será um benefício que se estenderá por gerações. Isso é muito gratificante”, destacou. 

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    Foto: Clarinha Kanindé/MS

    Infraestrutura

    A nova estrutura conta com diversas salas, depósito de armazenamento de medicamentos, farmácia, guarita, entre outros. Todos os ambientes já estão equipados e em funcionamento. 

    O DSEI Alto Rio Solimões está dividido nas seguintes unidades de saúde indígena: 13 Polos Base, 16 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs), 1 Casa de Saúde Indígena (CASAI) regional e 5 CASAIs locais, devidamente equipadas e compostas de equipes multiprofissionais. Atualmente 90% dos profissionais do DSEI são indígenas, divididos em suas unidades e executando atividades finalistas e meio, para melhor atender a população. 

    Sílvia Alves
    Ministério da Saúde

  • ALPB concede título de cidadão paraibano ao empresário José Maranhão de Figueiredo

    ALPB concede título de cidadão paraibano ao empresário José Maranhão de Figueiredo

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) concedeu, na tarde desta terça-feira (8), o título de cidadania paraibana
    ao empresário José Maranhão de Figueiredo, pelos relevantes serviços prestados ao Estado. A solenidade, proposta pelo deputado Eduardo Carneiro, aconteceu no Plenário da Casa Epitácio Pessoa e contou com a presença de autoridades, amigos e familiares.

    Eduardo Carneiro ressaltou que a homenagem é um reconhecimento à trajetória de sucesso de José Maranhão de Figueiredo e a significativa contribuição do empresário para o desenvolvimento econômico e tecnológico da Paraíba. “Ele tem feito muito pelo nosso estado desde que chegou aqui e começou a empreender. São aproximadamente 200 empregos gerados diretamente, fora os empregos que são gerados indiretamente e que, sem dúvida nenhuma, potencializa a nossa Paraíba. Por isso, nós precisamos reconhecer tudo que ele tem feito”, destacou o parlamentar.

    O deputado João Gonçalves elogiou as ações realizadas por Maranhão. “É honra para a Casa realizar esta homenagem, e por isso eu não poderia deixar de participar desta sessão especial. José Maranhão tem contribuído para melhorar a vida de muitos paraibanos, e é exatamente isso que queremos, pessoas que têm o interesse de gerar emprego, renda, oportunidades para a nossa população”, disse o deputado.

    Radicado em João Pessoa desde 1989, José Maranhão de Figueiredo é fundador da empresa Cupom Fiscal, pioneira no setor de automação comercial e soluções tecnológicas para o varejo na Paraíba e que se consolidou como uma referência no mercado. O empresário escolheu a capital paraibana como lar com sua família e centro de seus investimentos. “Ser reconhecido por essa Casa Legislativa para mim é uma grande honra. Também é uma grande satisfação poder colaborar para o crescimento da Paraíba, onde construí minha família e tenho minhas filhas paraibanas. Já me sentia paraibano de coração, e agora sou de fato”, disse o homenageado.

    Também participaram da solenidade o vereador de JOão Pessoa, Fábio Carneiro; o secretário de Serviços Urbanos da Capital, Rinaldo Maranhão; o presidente da CDL de João Pessoa, Nivaldo Vilar; o juiz e diretor do Fórum Eleitoral de João Pessoa, José Célio de Lacerda; e representando os supermercadistas da Paraiba, Rivanildo Fonseca.

    Mais sobre o homenageado 

    José Maranhão nasceu em 06 de Novembro de 1972 no sítio Vieira, localizado no município de Mauriti, Estado do Ceará. Em dezembro de 1999, pede demissão do emprego e funda a empresa Cupom Fiscal Sistemas, com apenas dois colaboradores, seu irmão Rinaldo Maranhão e um amigo. Junto com seu irmão Rinaldo Maranhão inicia o desenvolvimento de um sistema de computador (software) que atenderia o comércio varejista frente às exigências fiscais daquela época. Sua atuação se estendeu por todo o estado da Paraíba e estados vizinhos.

  • Oficina ‘Mais Vida no Trabalho’ fortalece ações para prevenir acidentes e proteger trabalhadores

    Oficina ‘Mais Vida no Trabalho’ fortalece ações para prevenir acidentes e proteger trabalhadores

    “Quando falamos da saúde do trabalhador e da trabalhadora, não estamos falando de um problema marginal, e sim de um problema central”. Com essa afirmação, Agnes Soares, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (DVSAT), abriu a I Oficina Nacional Mais Vida no Trabalho: Programa Nacional de Prevenção aos Acidentes de Trabalho Fatais.

    Promovida pela Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde do Trabalhador (CGSAT), a oficina teve como objetivo discutir, de forma integrada com estados e municípios, a estrutura e as ações do Programa Mais Vida no Trabalho. O evento reuniu em Brasília profissionais dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), representantes de movimentos sociais e sindicais, integrantes do Conselho Nacional de Saúde e pesquisadores da área, fortalecendo o diálogo e a construção de estratégias para a promoção da saúde no ambiente de trabalho.

    Mais vida no trabalho

    No Brasil, ocorrem cerca de 7 milhões de acidentes de trabalho por ano, resultando em 26 mil mortes evitáveis. Globalmente, estima-se que 8 mil pessoas morrem diariamente devido ao trabalho, sendo 885 por acidentes laborais. Esses números evidenciam a necessidade de ações efetivas para prevenir tragédias e fortalecer a segurança no ambiente profissional.

    O Programa de Monitoramento e Vigilância do Trabalho (PMVT) tem como objetivo principal fortalecer a detecção precoce de óbitos relacionados ao trabalho, permitindo intervenções eficazes sobre os fatores de risco. Além disso, busca promover a saúde, prevenir novos casos, reduzir a subnotificação e qualificar os registros, articulando ações entre diferentes setores. A iniciativa também visa ao fortalecimento da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast), garantindo uma abordagem mais integrada e eficiente na proteção dos trabalhadores.

    O coordenador-geral da CGSAT, Luiz Henrique Leão, reforçou a importância do tema: “A saúde do trabalhador é a defesa da vida e do SUS. O Brasil ocupa a 4ª posição no ranking mundial de mortes de trabalhadores, um dado que deveria gerar indignação, pois essas mortes são preveníveis e evitáveis. Não podemos aceitar discursos que naturalizam essa perda, deixando a morte invisível. A política de saúde do trabalhador existe para proteger, produzir e ampliar a vida humana. Queremos mais vida no trabalho, porque trabalhar não pode significar adoecer ou morrer”, afirmou. 

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • JF5 promove II Encontro Regional das Comissões de Prevenção ao Assédio  
		Última atualização:  08/04/2025 às 17:38:00

    JF5 promove II Encontro Regional das Comissões de Prevenção ao Assédio Última atualização: 08/04/2025 às 17:38:00

    A Justiça Federal da 5ª Região (JF5) promove, nos dias 8 e 9 de maio, o II Encontro Regional das Comissões de Prevenção ao Assédio, com representantes do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 e das Seções Judiciárias vinculadas. O evento será realizado em João Pessoa, na sede da Justiça Federal da Paraíba (JFPB), e integra a programação da Semana Nacional de Combate ao Assédio e à Discriminação, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Resolução nº 351/2020. 

    A abertura ocorrerá no dia 8, com cerimônia institucional, seguida de apresentações artísticas e de uma palestra, que abordará conceitos e práticas relacionadas às técnicas de acolhimento às vítimas de assédio. Já no dia 9, a programação será dedicada a oficinas práticas com estudos de caso, troca de experiências entre os(as) participantes e debates sobre a relação entre assédio moral e igualdade de gênero. Ao final do encontro, serão elaboradas recomendações conjuntas para reforçar a atuação das Comissões da 5ª Região. 

    Para a presidente da Comissão de Prevenção ao Assédio e à Discriminação do TRF5, desembargadora federal Cibele Benevides, a existência das Comissões e a atuação em rede são fundamentais para garantir o equilíbrio no ambiente de trabalho. “O trabalho das Comissões de Combate ao Assédio e à Discriminação é de extrema importância para garantirmos um ambiente de trabalho sadio, com foco na qualidade de vida de nossos colaboradores. A atuação, em rede, das CPAMAS do TRF5 tem garantido um trabalho uniforme em toda a Região, com excelentes trocas de experiências e economia de recursos”, avaliou a magistrada.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5 (com informações da Ascom /JFPB)


  • Semana da Saúde: súmulas do STF que tratam de concessão de medicamentos são temas de roda de conversa no TRF5 Última atualização: 08/04/2025 às 17:38:00

    A solução de conflitos judiciais na área da saúde tem sido um desafio para o Poder Judiciário. Dados do Painel e-NATJUS Nacional (Núcleo de Apoio Técnico do Poder Judiciário) dão conta de que, até junho de 2024, mais de 800 mil processos que requeriam acessos a serviços de saúde pública ou suplementar estavam aguardando julgamento. 

    Diante dessa questão, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, através da Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe) e do Núcleo pernambucano da Escola, promoveu, nesta terça-feira (08/04), uma roda de conversa e um workshop sobre as Súmulas vinculantes 60 e 61 do Supremo Tribunal Federal (STF), que tratam da competência e dos requisitos para a concessão de medicamentos através de decisões judiciais. O encontro, que integra a programação da Semana Nacional da Saúde, aconteceu na Sala Capibaribe (edifício-sede do TRF5).

    A roda de conversa ocorreu pela manhã. Participaram o juiz federal Clenio Schulze, da Justiça Federal de Santa Catarina (JFSC), e os representantes dos comitês de saúde da Justiça Federal da 5ª Região, entre eles o juiz federal João Pereira (JFPB) e as juízas federais Marina Cofferri (JFPE) e Niliane Meira Lima (JFCE). 

    Marina Cofferi abriu os debates, apontando que a Semana da Saúde envolve uma série de ações e medidas, não apenas informativas, mas de prestação de serviços à população. A magistrada, porém, destacou a importância do tema discutido nesse encontro. “Dentre todas as medidas, evento de hoje tem uma importância, ao meu ver, ímpar. Muito mais do que falar sobre a compreensão e aplicação de um precedente, estamos falando da mudança de paradigma na judicialização da saúde ”, assegurou.

    Em seguida, Schulze fez uma apresentação dos pontos mais relevantes acerca dos Temas 1.234 e 6 e das Súmulas 60 e 61, destacando os requisitos para obtenção de medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), mas não incorporados às listas do Sistema Único de Saúde (SUS), sob pena de nulidade da decisão; a negativa prévia de fornecimento do medicamento na via administrativa; a comprovação da eficácia, acurácia, efetividade e segurança do fármaco; a imprescindibilidade clínica do tratamento; e a incapacidade financeira de arcar com o custeio do medicamento. 

    Outros assuntos debatidos foram a competência da Justiça Federal, restrita a causas cujo tratamento anual tenham custo igual ou superior a 210 salários mínimos, e a possibilidade de a União incluir estados e municípios no polo passivo do processo, sem, no entanto, serem obrigados a arcar com o ônus de sucumbência.

    Natjus  

    À tarde, foi a vez da plateia, composta por magistrados(as) e servidores(as), acompanhar um workshop sobre o NATJUS, órgão que fornece informações técnicas a juízes para análise e julgamento de casos envolvendo saúde. Participaram da mesa o juiz federal João Pereira e as juízas federais Marina Cofferri e Niliane Meira Lima. Pereira abriu o encontro, fazendo uma retrospectiva da história da judicialização da saúde, desde o início até os dias atuais, que tem como marco a publicação dessas Súmulas do STF, em 19/09/2024. O magistrado salientou o aumento quantitativo e qualitativo das demandas, bem como as respostas do Judiciário a esse crescimento.

    Entre os temas que foram abordados no workshop estão: “NATJUS na prática: funcionamento e impacto à luz do Tema 1.234 do STF”; “Histórico e contexto de criação dos NATJUS”; “Núcleos De Assessoramento Técnico Ao Poder Judiciário (NATJUS): funções e composição”; “Da solicitação de Nota Técnica: passo a passo”; entre outros. 

    Para finalizar o encontro, as médicas integrantes do NATJUS-Pernambuco Mirella Rebello, Jéssica Celestino Ferreira e Fabiana Toledo falaram sobre assuntos como “Saúde Baseada em Evidências e o SUS: Caminhos para Decisões Justas”; “E-NATJUS: O que é e Como Solicitar Pareceres Técnicos; “Elaboração de um Parecer Favorável: Critérios e Argumentação”; e “Elaboração de um Parecer Desfavorável: Quando e Como Justificar”.

    Semana Nacional de Saúde 

    A Semana Nacional de Saúde foi instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Resolução nº 576/2024, com o objetivo de promover saúde, acesso à Justiça e integração entre instituições públicas e privadas. 

    No TRF5, a programação conta com campanha de vacinação, mutirão para exames periódicos de saúde e serviços diversos, como, por exemplo, aferição de pressão. Além disso, o prédio do TRF5 estará iluminado com a cor verde durante o período. Essas ações serão oferecidas pelo Núcleo de Assistência à Saúde (NAS) da Corte. 

    Clique aqui e confira a programação completa da Semana Nacional de Saúde. 

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • MPPB recomenda medidas para garantir vagas em creche e pré-escola, em JP

    MPPB recomenda medidas para garantir vagas em creche e pré-escola, em JP

    Fila de espera supera 400 crianças; dentre as medidas recomendadas estão a busca ativa de alunos; a compra de vagas em instituições e a construção de novos centros de educação infantil

     

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou à Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa uma série de providências para garantir a oferta de vagas em creche e pré-escola no município. De acordo com os conselhos tutelares da Capital, mais de 400 crianças estão fora da sala de aula e aguardam por vagas na educação infantil, em João Pessoa. O problema atinge principalmente os alunos na faixa etária de 4 e 5 anos, quando a educação formal é obrigatória.

    A recomendação foi expedida pela 50ª promotora de Justiça da Capital, Ana Raquel Brito Lira Beltrão, durante audiência pública  sobre a ausência de vagas na educação infantil na rede municipal de ensino, realizada no último dia 3 de abril, na sede da Promotoria de João Pessoa, em que participaram a secretária de Educação, Maria América Castro; representantes dos conselhos tutelares, da Secretaria de Desenvolvimento Social do Município (Sedes) e analistas do IBGE.

    Na ocasião, os conselheiros tutelares de todas as regiões da Capital disseram que o número de vagas atualmente ofertadas é insuficiente para atender à crescente demanda e que o órgão vem sendo diariamente acionado por pais e responsáveis que enfrentam dificuldades para manter vínculos laborais e para regularizar benefícios sociais, como o Bolsa Família, o qual exige a frequência escolar da criança como uma das contrapartidas para receberem o benefício. 

    A secretária de Educação explicou que 21 novas unidades escolares deveriam ter sido entregues, mas que, até o momento, apenas uma foi concluída com o padrão de qualidade adequado. Segundo ela, já foram adotadas providências administrativas para responsabilizar a empresa contratada para a construção das 20 unidades de ensino infantil, pelo desempenho insatisfatório. Também foi feita a revisão do cronograma de obras para assegurar a continuidade do serviço público essencial. 

    Recomendação

    Em razão da situação apresentada, a promotora de Justiça recomendou que a Secretaria Municipal de Educação realize, no prazo de 30 dias úteis, levantamento da demanda de crianças de 0 a 3 anos de idade por creche e de crianças de 4 a 5 anos de idade por pré-escola no município,  para que, a partir dessas informações, elabore planejamento da oferta, com metas de expansão de atendimento sempre que necessário.

    Também recomendou nesse mesmo prazo a otimização da gestão dessa demanda a partir de sistemas que permitam a unificação do controle de filas e o estabelecimento de parâmetros que priorizem o acesso a creches e pré-escolas às crianças de famílias em situação de maior vulnerabilidade social. 

    Outra medida recomendada foi o mapeamento, no prazo de 45 dias úteis, das crianças de 0 a 3 anos (creche) e de 4 a 5 anos (pré-escola) que ainda estão fora da escola, realizando a busca ativa desse público-alvo, com esforço intersetorial e apoio da Assistência Social, Saúde e órgãos do Sistema de Justiça, os quais possuem mais informações sobre as crianças em situação de vulnerabilidade. 

    O MPPB recomendou ainda a expansão, no prazo de 60 dias úteis, de vagas em creches e pré-escolas, a partir do conveniamento provisório com instituições sem fins lucrativos e/ou privadas por meio da compra de vagas, apenas para o ano letivo de 2025, considerando a urgência em garantir o direito individual subjetivo à matrícula na rede pública de ensino municipal.

    Também no prazo de 60 dias úteis, a secretaria deverá apresentar, a partir dos estudos propostos, um plano/cronograma sobre a construção de novos centros de Educação Infantil e reforma das unidades já existentes para atendimento/adequação ao número total da demanda por vagas em creches e pré-escolas no município, tendo como base o ano de 2025.

    A promotora de Justiça estabeleceu prazo de 10 dias para que a secretaria informe sobre o acatamento das providências recomendadas e sobre a agenda de atendimento aos conselhos tutelares para tratar das questões discutidas na audiência. 

    Foto ilustrativa retirada de Imagem de rawpixel.com no Freepik

  • Grupo de Trabalho sobre permuta de magistrados realiza primeira reunião

    O Grupo de Trabalho criado para estudar a regulamentação da permuta de magistrados no âmbito do Poder Judiciário da Paraíba realizou sua primeira reunião. O colegiado foi instituído por meio do Ato nº 69/2025 da Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), em conformidade com a Resolução nº 603/2024, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Durante o encontro, os integrantes deliberaram que a minuta de resolução regulamentando a permuta entre magistrados será elaborada até a próxima semana. A próxima reunião do Grupo está marcada para o dia 14 de abril, ocasião em que a proposta será discutida. Após a aprovação do texto, o documento será encaminhado à Presidência do TJPB para análise.

    O Grupo de Trabalho é coordenado pela juíza auxiliar da Presidência, Maria Aparecida Sarmento Gadelha, e composto pelos seguintes magistrados: juíza Érica Virgínia da Silva Pontes, juíza Flávia Fernanda Silvestre, juíza Maria Eduarda Borges Araújo e juiz Renato Levi Dantas Jales.

    A regulamentação da permuta entre magistrados é um passo importante para assegurar maior eficiência, mobilidade e organização interna na magistratura, respeitando os princípios estabelecidos pelo CNJ.

    Por Lenilson Guedes