Blog

  • Fátima Bezerra cedeu helicóptero para transporte de Bolsonaro

    Fátima Bezerra cedeu helicóptero para transporte de Bolsonaro

    Durante a emergência de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã desta sexta-feira (11), a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, do PT, cedeu um helicóptero da Secretaria de Segurança Pública do estado para realizar seu translado até o hospital, mesmo pertencendo ao grupo político rival.

    A informação foi confirmada pelo governo, que também “orientou os gestores da Secretaria de Saúde que adotassem todas as providências necessárias ao eventual atendimento”.

    Veja o vídeo do embarque de Bolsonaro:

    Bolsonaro, durante uma série de encontros no interior de RN, sofreu fortes dores abdominais pela manhã, e precisou ser enviado à capital, Natal, para receber atendimento médico. Seus aliados atribuem o episódio às consequências da facada sofrida na campanha eleitoral de 2018.

  • Economia avançou 0,4% em fevereiro, segundo “prévia do PIB” do Banco Central

    Economia avançou 0,4% em fevereiro, segundo “prévia do PIB” do Banco Central

    A atividade econômica brasileira cresceu 0,4% em fevereiro na comparação com janeiro, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta sexta-feira (11). Esse é o segundo avanço mensal consecutivo do indicador, que é considerado pelo mercado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

    Na comparação com fevereiro de 2024, a alta foi de 4,1%.

    O crescimento foi impulsionado principalmente pela agropecuária, que registrou alta de 5,6% no mês. Os serviços também contribuíram positivamente, com variação de 0,2%. Em contrapartida, a indústria recuou 0,8%.

    Alta na atividade econômica foi puxada pelo agronegócio, segundo o índice do Banco Central.

    Alta na atividade econômica foi puxada pelo agronegócio, segundo o índice do Banco Central.Ricardo Benichio/Folhapress

    Mesmo com os bons resultados no início do ano, economistas projetam um ritmo mais fraco ao longo de 2025, com influência dos juros elevados aplicados pelo Banco Central para conter a inflação e da incerteza no cenário externo, com o aumento da tensão entre Estados Unidos e China. A estimativa do mercado, segundo o Boletim Focus mais recente, é de crescimento inferior a 2% no ano, após o PIB ter fechado 2024 com expansão de 3,4%.

    O IBC-Br é um dos instrumentos usados pela autoridade monetária para embasar as decisões sobre a taxa básica de juros (Selic). Atualmente em 14,25% ao ano, a Selic deve continuar elevada nos próximos meses como parte da estratégia de combate à inflação.

  • Célia Xakriabá aciona STF por repressão policial em marcha indígena

    Célia Xakriabá aciona STF por repressão policial em marcha indígena

    A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) protocolou, nesta sexta-feira (11), uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra órgãos de segurança do Distrito Federal, bem como contra a própria Polícia Legislativa. O motivo foi a atuação policial durante a Marcha do Acampamento Terra Livre, na qual ela relata ter sido impedida de acessar o Congresso Nacional e ferida por artefatos químicos lançados contra os manifestantes.

    A manifestação, promovida pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), ocorreu nas imediações do Congresso Nacional com a presença de milhares de indígenas. Segundo a parlamentar, o ato era pacífico e incluía cantos e rituais tradicionais. Durante a dispersão, forças de segurança teriam lançado bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra o grupo.

    Deputada foi atingida com spray de pimenta durante intervenção policial.

    Deputada foi atingida com spray de pimenta durante intervenção policial.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Célia relatou que foi atingida com spray de pimenta no rosto e sofreu com enjôo e dificuldades respiratórias por inalar gás lacrimogêneo. A deputada também tentou pegar um dos cartuchos das bombas de efeito moral arremessadas sobre a multidão, sofrendo queimaduras nas mãos.

    Entrada barrada no Congresso

    A deputada afirmou que tentou entrar na Câmara para pedir a suspensão da ação policial, mas foi barrada. Ela destacou que policiais questionaram sua identidade parlamentar, mesmo com o crachá funcional sendo apresentado por assessores.

    “Além de me negar a ajuda, duvidaram que eu era parlamentar. Toda a nossa assessoria mostrou crachá, chegaram a liberar a nossa assessoria, mas não me liberaram em algum momento porque eu teria que ter a comprovação que era parlamentar”, apontou.

    De acordo com a representação, Célia buscou atendimento no Departamento Médico da Câmara, mas precisou de intervenção de advogados e lideranças indígenas para ser atendida.

    Célia sustenta que sua imunidade parlamentar foi violada e que houve desprezo à sua condição de mulher indígena eleita.

    “Não é apenas sobre mim. É sobre o que significa, para o Estado, ver uma mulher indígena exercendo seu mandato ao lado de seu povo. E é sobre como esse mesmo Estado reage quando a democracia é vivida do nosso jeito: com reza, canto e resistência”, afirmou.

    Crimes apontados

    O documento protocolado no STF cita sete possíveis crimes: racismo, violência política, violência política de gênero, lesão corporal, constrangimento ilegal, omissão de socorro e descumprimento de dever funcional por parte de agentes do Detran.

    Como provas, a deputada apresentou vídeos da repressão, imagens dos ferimentos, depoimentos e o áudio de uma reunião realizada um dia antes da marcha pela Secretaria de Segurança Pública do DF. No áudio, um agente identificado como “iPhoneDeca” teria dito: “Deixa descer logo… Deixa descer e mete o cacete se fizer bagunça”.

    Confira o momento:

    A defesa considera a fala uma possível incitação à violência e elemento de premeditação. A gravação foi anexada à representação com registro de protocolo no sistema da SSP. “O que era uma ameaça, proferida por um suposto agente de segurança pública, se materializou na desproporcionalidade da atuação policial, aponta a defesa da deputada na representação.

  • Sóstenes diz que urgência para anistia tem apoio de 260 deputados

    Sóstenes diz que urgência para anistia tem apoio de 260 deputados

    Deputados Hélio Leite e Sóstenes Cavalcante em ato por anistia na Câmara

    Deputados Hélio Leite e Sóstenes Cavalcante em ato por anistia na CâmaraGabriela Biló /Folhapress

    O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta sexta-feira (11) que a aprovação da anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 deve ocorrer em questão de dias. O parlamentar declarou ter obtido mais de 260 assinaturas para o requerimento de urgência do projeto de lei 2.858/2022, que trata do tema, número superior ao mínimo necessário para que a matéria seja levada diretamente ao plenário da Casa. Os nomes, no entanto, não foram divulgados.

    Durante coletiva de imprensa, Sóstenes voltou a criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), classificando as condenações de envolvidos nos ataques aos Três Poderes como vingança. Estamos a poucos dias de fazer justiça pelos indiciados pelo 8 de Janeiro. A anistia é uma questão de dias. Um minuto não são seis segundos, mas uma eternidade. A nossa luta é por essa gente que está pagando o que não deveria pagar, afirmou o deputado.

    Segundo ele, o STF estaria ultrapassando os limites da atuação judicial. “O que o STF está fazendo não é justiça, é vingança. Por isso conseguimos as assinaturas em tempo recorde”, declarou. A apresentação do requerimento de urgência, instrumento que pode acelerar a votação de um projeto, não garante a votação da proposta. O presidente da Câmara não é obrigado a submeter o projeto a votação. O expediente, no entanto, serve para alimentar a pressão política da oposição.

    Base alada

    De acordo com ele, ao menos 144 dos signatários são de partidos que compõem a base do governo Lula. O parlamentar relatou ainda que dois deputados teriam retirado suas assinaturas após pressão do governo, sem mencionar os nomes. Quando tiver uma margem folgada e se houver autorização, a gente vai publicar os nomes, disse.

    O líder do PL contou que a ideia era o ex-presidente Jair Bolsonaro divulgar a conquista das assinaturas. No entanto, segundo Sóstenes, Bolsonaro preferiu que o deputado gravasse o anúncio. Obedecendo ordens, fiz o vídeo e chamei vocês aqui, afirmou.

    O deputado fluminense também relatou ter mantido conversas frequentes com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante o processo de coleta de assinaturas. Sóstenes demonstrou otimismo em relação à tramitação da proposta e disse acreditar que haverá avanços significativos ainda em abril, embora tenha ressaltado que as etapas seguintes dependem da decisão do presidente da Casa. “A gente tem esperança de que o texto avance nas próximas semanas, completou.

  • Pantanal deve entrar na pauta da COP30, defendem especialistas

    Pantanal deve entrar na pauta da COP30, defendem especialistas

    Em um debate na Câmara dos Deputados sobre a conservação do Pantanal, especialistas e ativistas defenderam a inclusão do bioma nas discussões da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorrerá em novembro, em Belém (PA).

    Luciana Leite, da Fundação para a Justiça Ambiental, destacou a importância das áreas úmidas para o armazenamento de carbono. Segundo ela, apesar de ocuparem apenas 6% da superfície terrestre, essas áreas armazenam carbono equivalente ao das florestas tropicais. A degradação desses biomas poderia comprometer as metas de emissão de carbono, elevando em 40% o risco de não limitar o aumento da temperatura global a 2ºC.

    Leite alertou para o desaparecimento acelerado dessas áreas devido às mudanças climáticas, ressaltando que a degradação as transforma de sumidouros de carbono em emissores.

    Especialistas defendem debate sobre preservação do Pantanal na COP30.

    Especialistas defendem debate sobre preservação do Pantanal na COP30.Natalia Smaniotto/Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal

    Nauê Azevedo, do Instituto SOS Pantanal, denunciou o avanço de atividades degradantes no bioma e cobrou a aprovação do projeto de lei 2.334/24, que cria a Lei do Pantanal. Ele lembrou a omissão da União, declarada pelo Supremo Tribunal Federal em 2024, em relação à proteção legal do Pantanal.

    Azevedo defendeu uma lei que considere as particularidades de cada região do bioma, citando como exemplo os projetos de hidrovias. “A gente precisa lembrar que o Pantanal precisa ser protegido não apenas porque é o certo a se fazer, mas porque atacar o Pantanal da forma como ele vem sendo atacado é basicamente acelerar a nossa extinção.”

    Ele também expressou preocupação com a possibilidade do retorno do garimpo de ouro, impulsionado pela instabilidade econômica global e a valorização do ouro.

    Alice Pataxó, ativista e representante do povo Pataxó, defendeu a demarcação de territórios indígenas como fundamental para a preservação ambiental. “Não existe proteção de florestas tradicionais brasileiras, se a gente não fala da proteção dos povos tradicionais brasileiros. Nós somos a resposta às questões climáticas. Não existe o debate sem ouvir as populações indígenas, principalmente em espaços como a COP.”

    O deputado Nilto Tatto (PT-SP), organizador do debate, propôs o envio de uma carta da Frente Parlamentar Ambientalista à presidência da COP30, solicitando a inclusão das áreas úmidas na agenda da conferência.

  • Revisões de pena aos réus cabem exclusivamente ao STF, recua Gleisi

    Revisões de pena aos réus cabem exclusivamente ao STF, recua Gleisi

    A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, amenizou nesta sexta-feira (11) a fala de ontem sobre revisar as penas dos réus do 8 de janeiro. Em entrevista, Gleisi afirmou que considera “plenamente defensável” a discussão sobre a redução das penas dos envolvidos nos atos antidemocráticos. A fala repercutiu mal no Supremo, e a ministra se retratou.

    Ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann

    Ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi HoffmannGil Ferreira/SRI

    “Quero deixar claro que eventuais revisões de pena aos réus do 8 de Janeiro cabem única e exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal, que conduz os processos. Entendo sim que esse debate pode e deve ser feito na sociedade, inclusive no Congresso, como já vem acontecendo de fato, mas sem interferir na autonomia do Poder Judiciário”, afirmou a ministra.

    Gleisi Hoffmann ainda reafirmou a crítica ao PL da Anistia, por entender que visa a “impunidade de Bolsonaro e dos comandantes do golpe”. “São eles que manipulam a questão das penas para confundir a população e encobrir o objetivo de não pagar pelos crimes que cometeram contra a democracia”, acrescentou.

    O discurso da ministra alinha-se com o posicionamento do líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ). Em coletiva de imprensa, o deputado afirmou que concorda com a ideia do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de procurar alternativas ao PL da Anistia.

    “Qualquer redução de pena que houver libera a maior parte dessas pessoas”, disse o líder do partido. “Esse é um benefício que poderia ajudar muita gente que está presa ali, e a gente acha que faz sentido o Supremo Tribunal Federal recalcular, o Supremo fazer uma espécie de novo ANPP [acordo de não persecução penal]”.

  • Bolsonaro é hospitalizado em Natal e faz exames após sentir dores

    Bolsonaro é hospitalizado em Natal e faz exames após sentir dores

    O ex-presidente Jair Bolsonaro foi hospitalizado em Natal (RN) nesta sexta-feira (11) no Hospital Rio Grande, onde realiza exames laboratoriais e de imagem após sentir dor abdominal em um evento. De acordo com o boletim médico publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em seu perfil na rede social Instagram, o ex-presidente deu entrada no estabelecimento por volta das 11h15, recebeu medicação e apresenta sinais vitais estáveis.

    Bolsonaro passou mal em um compromisso no interior do Rio Grande do Norte. Estava acompanhado do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, e percorria o Nordeste pelo projeto Rota 22, criado para ampliar a presença do Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente, na região. A assessoria do partido confirmou a suspensão temporária das atividades.

    Segundo o boletim médico, Bolsonaro recebeu soro intravenoso, deixou de sentir dor após a aplicação de analgésico e realizou exames laboratoriais para avaliar seu quadro clínico. Também vai passar por exames de imagem e, a depender do resultado, pode ser transferido para outro estabelecimento médico.

    Ex-presidente Jair Bolsonaro está hospitalizado e com sinais vitais estáveis, segundo boletim médico.

    Ex-presidente Jair Bolsonaro está hospitalizado e com sinais vitais estáveis, segundo boletim médico.José Luiz S. Tavares/Ato Press/Folhapress

    Em 2018, pouco antes de ser eleito presidente pela primeira vez, Bolsonaro foi alvo de um atentado em Juiz de Fora (MG), quando levou uma facada na região abdominal. De lá para cá, já realizou uma série de cirurgias na região.

    Leia abaixo a íntegra do boletim divulgado pela ex-primeira-dama:

    BOLETIM MÉDICO

    Natal, 11 de abril de 2025

    O Hospital Rio Grande informa que, no dia 11 de abril de 2025, por volta das 11:15 da manhã, deu entrada neste nosocômio o Ex-Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, proveniente do Hospital de Santa Cruz, no interior do Rio Grande do Norte. A transferência foi realizada por meio de remoção aérea, utilizando veículo de asa rotativa da PM do estado no RN, com destino inicial ao Hospital Walfredo Gurgel, sendo posteriormente conduzido em ambulância do SAMU/Natal até o Hospital Rio Grande.

    O paciente apresentou-se com quadro de distensão abdominal e dor, tendo sido prontamente atendido pela equipe clínica e cirúrgica do hospital, sob coordenação do Dr. Hélio Barreto, e pelos cardiologistas Álvaro Barros e Dr. Marcelo Cascudo, além da Direção Médica sob os cuidados do Dr. Luiz Roberto Fonseca.

    O Sr. Jair Bolsonaro encontra-se hospitalizado, com parâmetros vitais estáveis, recebendo hidratação venosa, profilaxia antibacteriana e realizando exames laboratoriais complementares. Está programada a realização de exames de imagem com contraste para melhor avaliação do quadro clínico.

    No momento, a condução do caso permanece.

    O paciente está clinicamente orientado e sem dor após analgesia e, a depender dos resultados dos exames de imagem, será discutida, em comum acordo com a família, a necessidade de eventual remoção para outros centros especializados.

    Dr. Luiz Roberto Leite Fonseca

    Diretor Médico – Hospital Rio Grande

    CRM/RN 4132 – RQE 2998

  • Deputado manda emenda de R$ 1,3 milhão à noiva vereadora: “Presente”

    Deputado manda emenda de R$ 1,3 milhão à noiva vereadora: “Presente”

    O presidente da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul (RS), Nicole Weber (Podemos), revelou nas redes sociais ter recebido uma emenda parlamentar no valor de R$ 1,3 milhão, que classificou como um “presente” de seu noivo, o deputado federal Covatti Filho (PP-RS). O montante será destinado à modernização da rede elétrica da ala São Francisco do Hospital Santa Cruz, que atende a moradores do município e de cidades vizinhas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Nicole compartilhou um vídeo gravado em frente à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no qual relata que foi à capital em busca de recursos para o hospital e acabou sendo surpreendida ao conseguir o valor no próprio gabinete do noivo. “Mal eu sabia que isso podia ter sido resolvido dentro de casa”, afirmou.

    De acordo com a vereadora, a verba será usada para reformar toda a estrutura elétrica da ala e instalar novos sistemas de climatização. “É uma questão de saúde muito importante, talvez a mais latente agora em Santa Cruz”, declarou.

    Nicole Weber e Covatti Filho devem se casar no próximo mês

    Nicole Weber e Covatti Filho devem se casar no próximo mêsInstagram/Nicole Weber

    “Obrigada, deputado, pela disponibilidade de um valor alto, obrigada, Prof. Rolf, pela transparência e confiança, mas acima de tudo Obrigada, povo santa-cruzense, que confiam em mim para suas emendas e me elegeu sua vereadora! É para isso que sou vereadora!”, escreveu na legenda do vídeo publicado no Instagram.

    A prática não é considerada ilegal. O recurso foi viabilizado por meio das chamadas emendas Pix, mecanismo que tem sido alvo de preocupação do Supremo Tribunal Federal (STF) devido à falta de transparência. A Corte tem exigido critérios mais objetivos e identificação clara da autoria e dos beneficiários dessas emendas, a fim de evitar favorecimentos.

    Em nota, a vereadora afirmou que as críticas feitas à sua declaração e ao repasse direcionado pelo noivo deputado embutem uma questão de gênero. “Será que ainda precisamos ouvir que a conquista de uma emenda parlamentar não se dá pela minha capacidade, mas apenas por ser noiva de um deputado federal? A minha votação histórica ainda não é suficiente para atestar minha competência? Como pesquisadora de questões de gênero, isso me entristece. Ainda mais tratando-se de política, onde já somos tão poucas. Já garanti diversos recursos para o município e vou continuar fazendo isso pelo meu povo com seriedade, dedicação e muita competência”, afirmou.

    Nicole Weber está em seu segundo mandato como vereadora e conquistou 3.749 votos na última eleição, sendo a segunda mais votada da cidade. Ativa nas redes sociais, apresenta-se como defensora dos direitos das mulheres e já é apontada como possível candidata a deputada estadual em 2026.

    Covatti Filho, que cumpre seu terceiro mandato como deputado federal desde 2015, nunca havia destinado recursos a Santa Cruz do Sul. Em 2022, teve apenas 221 votos no município, de um total de mais de 112 mil obtidos em todo o estado, número suficiente para garantir a reeleição. O deputado ainda não se manifestou sobre o assunto.

    Os dois planejam oficializar a união em maio deste ano.

  • Glauber Braga realiza exames após perder 2 kg em 59h greve de fome

    Glauber Braga realiza exames após perder 2 kg em 59h greve de fome

    O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) realizou nesta sexta-feira (11) exames de sangue para verificar a saúde. O parlamentar completa hoje 72 horas de greve de fome. Conforme a assessoria do deputado, Glauber já perdeu quase dois quilos e fez ingestão de meio litro de soro.

    Deputado Glauber Braga no plenário 5, onde tem dormido

    Deputado Glauber Braga no plenário 5, onde tem dormidoKAYO MAGALHÃES/Agencia Enquadrar/Folhapress

    Desde quarta-feira (9), quando o Conselho de Ética e Decoro da Câmara dos Deputados aprovou o parecer pela cassação do parlamentar, Glauber Braga anunciou greve de fome. A tática radical do deputado veio acompanhada da decisão de dormir no Plenário 5 da Câmara dos Deputados, onde 13 congressistas votaram pela cassação e outros cinco contra o parecer.

    Ele é acusado de quebrar o decoro ao expulsar da Câmara dos Deputados um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) em abril de 2024. O integrante do grupo fez ataques à mãe do parlamentar, a ex-prefeita Saudade Braga, à época internada por problemas respiratórios.

    A defesa de Glauber ainda apontou o processo de cassação como perseguição política por sua posição combativa contra o ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e contra o orçamento secreto.

    Não vou voltar atrás em nenhuma das minhas decisões. Meu ato de estar aqui, em greve de fome, é minha resposta. Sei que há muitas pessoas preocupadas com minha saúde, mas quero dizer que estou bem. Quando isso tudo vai parar? Quando parar a perseguição que estou sofrendo por dizer verdades que não queriam que fossem faladas, afirmou o deputado.

    Glauber Braga também participou nesta sexta de ato em apoio à colega de partido Célia Xakriabá (Psol-MG). A deputada foi atingida por spray de pimenta durante a marcha dos povos indígenas realizada na quinta-feira (10), em Brasília, como parte da programação do Acampamento Terra Livre (ATL).

    O deputado ainda recebe hoje comitiva da Igreja Católica. Membros da Comissão Justiça e Paz de Brasília, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, vão se encontrar com o deputado hoje, quando a greve chegar a 72h, dois dias. Ontem houve ato ecumênico com representantes de diversas religiões em solidariedade a Glauber.

  • STF abre ação penal contra Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe

    STF abre ação penal contra Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe

    O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu nesta sexta-feira (11) a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados por participação na tentativa de golpe de Estado. Eles fazem parte do chamado núcleo 1 do inquérito das milícias digitais. O caso vai tramitar sob o número 2.668.

    Ex-presidente Jair Bolsonaro

    Ex-presidente Jair Bolsonaro Eduardo F. S Lima/Ato Press/Folhapress

    A abertura do processo é um passo formal para cumprir a decisão da Primeira Turma do STF, que aceitou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Com isso, Bolsonaro, o general Braga Netto e os demais acusados passam a ser réus e vão responder criminalmente.

    Crimes imputados

    Os oito réus vão responder por cinco crimes:

    • organização criminosa armada,
    • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
    • golpe de Estado,
    • dano qualificado por violência e grave ameaça,
    • e deterioração de patrimônio público tombado.

    A partir de agora, começa a fase de instrução processual: as defesas poderão apresentar testemunhas, pedir novas provas e preparar suas estratégias. Os acusados também serão interrogados ao final dessa etapa. A condução do processo ficará a cargo do ministro Alexandre de Moraes.

    Depois da instrução, o julgamento será agendado. Não há data definida. Se condenados, os réus podem pegar mais de 30 anos de prisão.

    O STF também publicou hoje o acórdão da decisão da Primeira Turma, que tem 500 páginas e consolida os fundamentos do recebimento da denúncia.

    Os réus

    • Jair Bolsonaro (ex-presidente da República)
    • Walter Braga Netto (general da reserva e ex-ministro da Defesa)
    • Augusto Heleno (general da reserva e ex-ministro do GSI)
    • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e deputado federal)
    • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF)
    • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)
    • Paulo Sérgio Nogueira (general da reserva e ex-ministro da Defesa)
    • Mauro Cid (ex-ajudante de ordens e delator)

    Próximas etapas

    A denúncia contra o núcleo 1 foi a primeira a ser analisada e aceita de forma unânime. O núcleo 2 será julgado nos dias 22 e 23 de abril. São seis acusados de articular ações para manter Bolsonaro no poder de forma ilegítima.

    O núcleo 3 será analisado em 20 e 21 de maio. Nesse grupo, estão 11 militares do Exército e um policial federal, apontados como responsáveis pelo planejamento das ações táticas do plano golpista.