Blog

  • No Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, Ministério da Saúde reforça combate ao racismo na saúde digital

    No Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, Ministério da Saúde reforça combate ao racismo na saúde digital

    Neste 27 de outubro, Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, o Ministério da Saúde reforça seu compromisso com o enfrentamento das desigualdades raciais e a promoção de uma saúde pública mais justa e inclusiva. Como parte desse esforço, a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) avança no projeto Saúde Digital sem Racismo, iniciativa que busca identificar e enfrentar possíveis vieses raciais em tecnologias e sistemas digitais utilizados no Sistema Único de Saúde (SUS).

    A data chama a atenção para os impactos do racismo nas condições de saúde da população negra e para a importância de políticas públicas que garantam acesso equitativo aos serviços de saúde. Nesse contexto, o projeto pretende contribuir para que os avanços da transformação digital do SUS não reproduzam ou ampliem desigualdades raciais.

    Nesta segunda-feira (26), a SEIDIGI realizou uma oficina com pesquisadores e representantes de áreas técnicas para discutir estratégias de identificação do racismo algorítmico e definir os próximos passos do projeto. O encontro teve como foco a seleção de tecnologias e sistemas digitais que poderão ser analisados, além da definição de indicadores e metodologias de pesquisa.

    Durante o encontro, o Secretário-ajunto da SEIDIGI, Paulo Sellera, destacou a importância do trabalho conjunto entre as diferentes áreas do Ministério da Saúde para garantir os resultados esperados.

    “Pela SEIDIGI, e com a participação de outras secretarias, vamos trabalhar para que esse projeto seja exitoso. Temos um compromisso com a sociedade e sabemos que, para avançar, é fundamental pensar, planejar e construir soluções de forma conjunta”, destacou o secretário-adjunto.

    O coordenador do projeto, Professor Doutor Deivison Faustino, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), chamou a atenção para os riscos do racismo algorítmico, que ocorre quando sistemas automatizados reproduzem ou ampliam desigualdades raciais. Segundo ele, pesquisas já identificaram diferenças no desempenho de determinadas tecnologias conforme as características raciais dos usuários.

    “Existem pesquisas que mostram que o reconhecimento facial é mais falho com pessoas negras, principalmente quando são mulheres. É um tema que, infelizmente, ainda é pouco discutido”, afirmou. 

    Três frentes de pesquisa

    O projeto Saúde Digital sem Racismo está estruturado em três frentes de investigação. A primeira prevê auditorias em sistemas automatizados utilizados na saúde, com o objetivo de identificar possíveis diferenças de desempenho entre grupos raciais.

    A segunda frente está voltada ao monitoramento da implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) nas políticas de digitalização da saúde. A terceira contempla o mapeamento e a escuta de lideranças negras e quilombolas, para compreender suas experiências, necessidades e desafios relacionados ao acesso às tecnologias digitais em saúde.

    Durante a oficina, os participantes foram divididos em grupos de trabalho para discutir os sistemas que poderão ser auditados, os indicadores de monitoramento e as estratégias de participação das lideranças nas pesquisas.

    As investigações serão desenvolvidas em três etapas: revisão da literatura científica, coleta e análise de dados e elaboração de documentos técnicos com recomendações para uma saúde digital antirracista.

    A expectativa é que os resultados contribuam para a criação de metodologias e protocolos capazes de identificar e reduzir desigualdades raciais nos sistemas de informação em saúde, fortalecendo a integração entre inovação tecnológica, participação social e políticas públicas de promoção da equidade.

    Saúde da população negra

    Celebrado em 27 de outubro, o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra foi escolhido por organizações do movimento negro e trabalhadores da saúde para ampliar o debate sobre o racismo e seus impactos no acesso e na qualidade da assistência à saúde. 

    Rômulo Maia
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde economiza mais de R$ 1 bilhão na compra de produtos para o SUS

    Ministério da Saúde economiza mais de R$ 1 bilhão na compra de produtos para o SUS

    O Ministério da Saúde economizou R$ 1,178 bilhão em 176 processos de contratação realizados em 2026. Os resultados foram apresentados durante a 2ª Oficina de Planejamento de Compras Públicas para a Saúde, realizada entre os dias 21 e 23 de outubro, em Brasília, com transmissão ao vivo para todo o Brasil. Cerca de 250 pessoas participaram do evento ao longo dos três dias.

    A oficina reuniu gestores e equipes técnicas para discutir melhorias no planejamento e na compra de produtos e materiais necessários ao funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). As medidas buscam tornar as compras públicas mais eficientes, melhorar o controle dos estoques, evitar a falta de produtos e reduzir perdas e desperdícios.

    O encontro apresentou os avanços do Projeto de Aprimoramento da Gestão de Insumos Estratégicos em Saúde, desenvolvido pelo Ministério da Saúde desde outubro de 2025, quando foi realizada a primeira oficina. Entre os avanços estão a melhoria do planejamento das compras, a integração entre as áreas responsáveis e o aperfeiçoamento dos processos de contratação e distribuição de produtos.

    Promovido pelo Departamento de Logística em Saúde (Dlog), o evento contou com a participação de diversas equipes do Ministério da Saúde: Assessoria Especial de Controle Interno (AECI), Subsecretária de Assunto Administrativo (SAA), Consultoria Jurídica do MS (CONJUR); equipes do Ministério de Gestão e Inovação: Central de Compra e Diretoria de Normas e Sistema de Logística; além da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU). A programação incluiu a importância da integração entre as instituições envolvidas nas compras públicas para alinhamento estratégico e discussão de soluções que contribuam para agilizar processos.

    Resultados em um ano

    Além da economia de R$ 1,178 bilhão nas negociações de compras realizadas em 2026, as novas ferramentas de gestão contribuíram para tornar os processos mais rápidos. O tempo médio de tramitação das contratações caiu 23,1%. Já o tempo para confirmar o recebimento e a conformidade dos produtos e serviços, etapa necessária para autorizar o pagamento, foi reduzido em 54,2%.

    O Ministério da Saúde também avançou nas ações para evitar perdas de produtos armazenados. Até setembro de 2026, R$ 174,82 milhões em produtos foram encaminhados para troca junto aos fornecedores. A iniciativa busca evitar que itens percam a validade ou precisem ser descartados antes de serem utilizados. Também foram registrados avanços na redução dos valores associados à incineração e ao vencimento de produtos em estoque.

    Planejamento e modernização das compras

    No primeiro dia da oficina, os participantes discutiram os avanços do projeto, os resultados alcançados e as medidas para modernizar a gestão das compras e dos estoques do Ministério da Saúde. O segundo dia foi dedicado ao planejamento das aquisições para 2027 e à melhoria dos processos de contratação. No terceiro dia, a programação se concentrou na gestão dos estoques e no uso da tecnologia para aprimorar o trabalho. 

    Entre os temas abordados estão a organização das compras previstas para o próximo ano, a padronização dos procedimentos, o acompanhamento dos prazos e o aperfeiçoamento das pesquisas de preços. As discussões incluíram novas medidas de modernização dos sistemas de informação e aplicação de inteligência artificial aos processos logísticos. O objetivo central é utilizar melhor os recursos públicos, reduzir desperdícios e garantir que os produtos necessários ao atendimento da população estejam disponíveis no SUS.

    Jaciara França
    Ministério da Saúde

  • Ministro da Saúde visita Unicamp e conhece tecnologia inédita para diagnóstico de câncer na América Latina

    Ministro da Saúde visita Unicamp e conhece tecnologia inédita para diagnóstico de câncer na América Latina

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou, nesta terça-feira (27), o Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (HC-Unicamp), em Campinas (SP), e conheceu uma tecnologia inédita na rede pública da América Latina para o diagnóstico do câncer. Trata-se do equipamento SPECT/CT, instalado na área de Medicina Nuclear do hospital, que permite identificar tumores e metástases com maior precisão, além de realizar exames até quatro vezes mais rápido que os convencionais. Na mesma agenda, o ministro também conheceu o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM), do Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti, também da Unicamp, que recebeu um novo equipamento de densitometria óssea.

    “Estamos investindo no cuidado oncológico do SUS, com a instalação de um PET-CT, que agiliza o diagnóstico e é o primeiro equipamento desse tipo em um hospital público na América Latina, além de um novo mamógrafo e de uma sala de quimioterapia, que ampliarão o acesso ao tratamento. O Hospital das Clínicas e o Centro de Atenção Integral também receberam dois novos equipamentos de radioterapia, para mais agilidade e qualidade”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Com investimento de mais de R$ 8,6 milhões, o SPECT/CT utiliza uma tecnologia avançada que permite captar imagens com maior precisão, reduzindo perdas de sinal e distorções. Primeiro equipamento dessa categoria instalado em um hospital público na América Latina, o aparelho produz imagens com resolução até três vezes superior à dos equipamentos convencionais, permitindo identificar lesões pequenas, avaliar a extensão do câncer e auxiliar no planejamento de cirurgias e tratamento de radioterapia.

    A maior rapidez na realização dos exames também permite aumentar a capacidade diária de atendimento do hospital e reduzir o tempo de espera dos pacientes. O equipamento será utilizado tanto na assistência quanto em pesquisas clínicas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias para o diagnóstico e tratamento oncológico.

    No CAISM, o ministro conheceu o equipamento Hologic Horizon Wi, que amplia a capacidade de realização de exames de densitometria óssea. A tecnologia permite avaliar a saúde dos ossos e contribui para o acompanhamento de mulheres no climatério e na menopausa, além de pacientes em tratamento oncológico, conforme indicação clínica. O equipamento também permite a qualificação diagnóstica e o fortalecimento do cuidado integral à saúde da mulher.

    O CAISM também passou por melhorias em seu centro cirúrgico, com a incorporação de novas mesas que oferecem melhores condições de trabalho às equipes e mais segurança aos pacientes. A unidade realiza mais de 7 mil procedimentos cirúrgicos por ano.

    Investimentos fortalecem a assistência na Unicamp

    Desde 2023, o Ministério da Saúde tem destinado recursos para fortalecer a assistência hospitalar e oncológica no complexo de saúde da Unicamp. Entre as medidas está o repasse de R$ 11,24 milhões anuais para o atendimento de pacientes com câncer no Hospital de Clínicas, CAISM, Hemocentro e Gastrocentro, contribuindo para a continuidade do tratamento e o fortalecimento da capacidade de atendimento pelo SUS. Ainda na assistência oncológica, o Ministério da Saúde destinou R$ 5,9 milhões para a aquisição de um acelerador linear para o Hospital de Clínicas, com capacidade para realizar até 600 atendimentos por ano.

    Em julho de 2026, o Ministério da Saúde investiu mais R$ 10,2 milhões para modernizar a estrutura do Hospital de Clínicas. Desse total, R$ 5,8 milhões são destinados à modernização da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), R$ 3 milhões à aquisição de um tomógrafo e R$ 1,4 milhão à compra de um mamógrafo, possibilitando a renovação do parque tecnológico e o fortalecimento da capacidade de diagnóstico e atendimento da unidade.

    O Hemocentro da Unicamp também recebeu investimentos de R$ 3,59 milhões, pelo Novo PAC, para a modernização de equipamentos. No total, foram adquiridos seis equipamentos de congelamento e armazenamento, que reforçam a capacidade de conservação de componentes sanguíneos. Os equipamentos ampliam a capacidade de processamento do plasma, utilizado na produção de medicamentos essenciais para o tratamento de pessoas com hemofilia, imunodeficiências, queimaduras graves e outras condições de saúde.

    O programa também contemplou a Unicamp com equipamentos para cirurgias gerais e oftalmológicas, com recursos que somam mais de R$ 3,1 milhões. As entregas fortalecem a estrutura hospitalar e a capacidade de realização de procedimentos pelo SUS.

    Ministério da Saúde

  • Campanha do Ministério da Saúde reforça importância de conversar com a família sobre doação de órgãos

    Campanha do Ministério da Saúde reforça importância de conversar com a família sobre doação de órgãos

    A doação de órgãos, córneas e tecidos pode transformar a vida de quem precisa de um transplante. Para que esse gesto aconteça, a autorização da família é indispensável. Por isso, o Ministério da Saúde promove a campanha “Já decidiu ser doador(a)? Conte isso para quem você ama”, que destaca a importância de comunicar essa decisão aos familiares. A iniciativa reforça ainda que com uma doação é possível salvar até sete vidas.

    Com a autorização da família, adultos e crianças podem ser doadores. Da mesma forma, quando o transplante é destinado a um menor de idade, os pais ou responsáveis legais devem autorizar o procedimento. O Sistema Único de Saúde (SUS) garante acesso a todas as etapas do tratamento, desde os exames preparatórios e a cirurgia até o acompanhamento médico e os medicamentos necessários no período pós-transplante.

    O processo começa com a confirmação da morte encefálica, em que a família é consultada e, com a autorização, os órgãos e tecidos podem ser destinados a pacientes que aguardam por órgãos como coração, rim, pulmão e fígado. O processo de doação é voluntário, gratuito e segue critérios técnicos e éticos definidos pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). O tempo de espera por um órgão varia de acordo com as condições clínicas de cada paciente e a compatibilidade com o doador disponível.

    Rede nacional amplia acesso e qualifica a doação de órgãos

    Atualmente, o Brasil conta com uma ampla rede de 826 serviços habilitados para realizar os procedimentos. Em 2025, o país bateu recorde: foram 31.745 mil cirurgias, um aumento de 29% em relação a 2022, quando foram 25.641 transplantes. Esse aumento é reflexo da qualificação e ampliação do SNT.

    Entre as iniciativas está o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (PRODOT), que prepara profissionais de saúde para identificar potenciais doadores, diagnosticar a morte encefálica, conduzir entrevistas com acolhimento às famílias e qualificar todo o processo de doação.

    Para garantir a segurança dos procedimentos, a rede nacional de transplantes conta com 1.722 equipes especializadas. As iniciativas reforçam o compromisso do SUS com a ampliação do acesso e a melhoria contínua da qualidade da assistência.

    A logística de transporte também contribui para fortalecer a rede; A parceria com companhias aéreas e o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) viabilizaram 4.808 voos para o transporte de órgãos no ano passado, crescimento de 22% em relação a 2022. A estrutura permite agilizar o deslocamento entre estados e ampliar as possibilidades dentro do tempo adequado para cada órgão.

    Conheça a campanha e salve vidas

    Eduarda Paixão
    Ministério da Saúde

  • Teste para detecção precoce do câncer do colo do útero já está disponível em 26 estados do país

    Teste para detecção precoce do câncer do colo do útero já está disponível em 26 estados do país

    O teste molecular DNA-HPV para detecção precoce do câncer do colo do útero já está disponível no SUS em 26 unidades da federação. O rastreamento está sendo implementado de forma gradual no país, e identifica infecções antes do surgimento de lesões, reforçando a prevenção e favorecendo o diagnóstico em fases iniciais da doença. Após um resultado negativo, o exame permite um intervalo de cinco anos até a próxima coleta, além de reduzir amostras insatisfatórias e agilizar a liberação dos resultados.

    A estratégia já contabiliza 153 mil amostras coletadas no país, considerando este ano e o ano passado. Desse total, 93 mil foram processadas em 2026, das quais 9.904 apresentaram resultado positivo para HPV de alto risco, associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. O teste molecular identifica a presença do vírus, incluindo os tipos 16 e 18, associados a maior risco de desenvolvimento da doença, permitindo o acompanhamento adequado e o encaminhamento oportuno das pacientes para investigação e cuidado.

    O exame preventivo Papanicolau permanece disponível e segue sendo uma ferramenta segura e eficaz de prevenção enquanto a nova tecnologia está sendo incorporada. Para apoiar estados e municípios nesse processo, o Ministério da Saúde conta ainda com as ações do programa Agora Tem Especialistas, que contribuem para aumentar a oferta de consultas, exames e procedimentos especializados necessários ao diagnóstico e acompanhamento das pacientes.

    Acesso ao teste

    A coleta para o teste molecular é realizada por profissionais de saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em situações previstas pelo protocolo, também pode ser feita por autocoleta, após instrução de um profissional de saúde, ampliando as possibilidades de acesso das mulheres ao rastreamento.

    Todas as unidades da federação, com exceção do Espírito Santo, já receberam os materiais necessários e já iniciaram a realização dos exames em pelo menos um município. No estado do ES, o início da estratégia depende da conclusão das etapas de organização local, com previsão de envio de materiais ainda este ano.

    Os kits de coleta são produzidos pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP/Fiocruz). O Ministério da Saúde também avalia outras tecnologias que atendam aos padrões de qualidade exigidos pelo SUS para garantir o avanço da estratégia.

    Capacitação profissional

    A implantação do DNA-HPV vem sendo acompanhada por um processo de capacitação em parceria com estados e municípios. Treinamentos presenciais e online já foram realizados nas 27 unidades da Federação para preparar gestores e responsáveis por coordenar a implementação da estratégia nos territórios.

    Esses profissionais atuam como multiplicadores, apoiando a qualificação das equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e dos demais serviços envolvidos no rastreamento. A preparação inclui não apenas o uso do novo protocolo e das orientações do INCA, mas também a reorganização dos fluxos de atendimento para garantir que as mulheres recebam acompanhamento adequado em todas as etapas do cuidado.

    Cobertura Vacinal

    Vale destacar também que o Brasil superou a média mundial de cobertura vacinal contra o HPV entre meninas e meninos de 9 a 14 anos, alcançando 87% de cobertura entre as meninas e 74% entre os meninos, em 2025.

    Câncer do Colo do Útero

    Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028. Com o diagnóstico oportuno, as chances de cura são de 100%.  

    A doença pode não apresentar sintomas no início. Mas alguns sinais merecem atenção e devem ser investigados por um profissional de saúde:

    • Sangramento durante ou após a relação sexual;
    • Sangramento entre as menstruações;
    • Sangramento depois da menopausa;
    • Dor durante a relação sexual;
    • Corrimento vaginal com sangue ou com mau cheiro.
    • Nos casos mais avançados, podem aparecer outros sintomas, como:
    • Dor na região da pelve ou na parte baixa das costas;
    • Cansaço intenso;
    • Problemas nos rins;
    • Inchaço e dor nas pernas.

    Eduarda Paixão
    Ministério da Saúde

  • Discriminação política no atendimento em saúde pode ser denunciada pelo 136 da Ouvidoria do SUS

    Discriminação política no atendimento em saúde pode ser denunciada pelo 136 da Ouvidoria do SUS

    A discriminação por posicionamento político em atendimentos realizados em serviços públicos ou privados de saúde pode ser denunciada à Ouvidoria-Geral do SUS (OuvSUS), por meio da Central 136. A ligação é gratuita. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 18h. As manifestações também podem ser registradas pela página da OuvSUS no portal do Ministério da Saúde.

    Diante de denúncias e manifestações nas redes sociais, a Ouvidoria do Ministério da Saúde reforçou este atendimento em todos os seus canais. Qualquer tipo de discriminação pode ser enviada à Central 136.

    Para contribuir com a apuração, a Ouvidoria orienta que o cidadão ou o profissional de saúde reúna o máximo de informações sobre a ocorrência, como data, local, relato completo, nome dos envolvidos, quando disponível, e identificação de testemunhas. Esses dados ajudam a direcionar a manifestação aos órgãos competentes.

    As denúncias recebidas são encaminhadas para análise e providências dos órgãos responsáveis, conforme a natureza da ocorrência. Nos casos que envolvem servidores públicos, a manifestação segue para as instâncias competentes. Quando a situação ocorre em instituições privadas, o encaminhamento é feito às entidades responsáveis, conforme o caso.

    O acesso à saúde é um direito de todos, garantido pela Constituição Federal de 1988 e assegurado pelos princípios da universalidade e da igualdade no SUS.

    Conheça os canais da Ouvidoria-Geral do SUS e saiba como registrar sua denúncia

    Ministério da Saúde
  • SUS amplia acesso à mamografia e ao tratamento do câncer de mama

    SUS amplia acesso à mamografia e ao tratamento do câncer de mama

    O acesso à mamografia e ao tratamento do câncer de mama tem sido ampliado no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, a rede pública realizou 4,4 milhões de mamografias, um crescimento de quase 30% em cinco anos. No mesmo ano, foram realizadas 63,6 mil cirurgias relacionadas à doença, aumento de 13,7% em relação a 2023. Entre os destaques está a reconstrução mamária, cujo número de procedimentos ultrapassou o de mastectomias. 

    Ao longo do Outubro Rosa, a orientação é reforçar os cuidados com a saúde e informar sobre os serviços disponíveis gratuitamente. O atendimento começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com acolhimento e orientação para reduzir fatores de risco, avaliação de alterações nas mamas e encaminhamento para exames e serviços especializados, quando necessário. 

    Mamografia: quem pode fazer pelo SUS 

    A mamografia é o principal exame para identificar alterações muito pequenas nas mamas, que não podem ser percebidas no exame clínico, e detectar o câncer de mama antes mesmo do aparecimento de sinais. Quanto mais cedo a doença é descoberta, maiores são as chances de um tratamento bem-sucedido. 

    Mulheres de qualquer idade podem realizar mamografia pelo SUS quando houver indicação médica. Aquelas de 40 a 74 anos podem realizar o exame mesmo sem sinais ou sintomas. Essa faixa etária foi ampliada em 2025; antes, abrangia mulheres de 50 a 69 anos.  

    Para saber quando realizar o exame e como acessar o serviço, a mulher deve procurar a UBS de referência. O histórico pessoal e familiar também deve ser informado à equipe, para avaliação da necessidade de acompanhamento individualizado. 

    Prevenção e atenção aos sinais 

    A prevenção envolve cuidados que ajudam a reduzir o risco de desenvolver a doença, como praticar atividade física, manter o peso adequado e evitar bebidas alcoólicas. A amamentação também é um fator de proteção. Esses cuidados não eliminam totalmente o risco e devem estar associados à atenção às alterações nas mamas e ao acompanhamento de saúde. 

    Entre os sinais que precisam de avaliação estão caroços na mama ou na axila, mudanças no formato do mamilo, saída espontânea de líquido pelo mamilo e alterações persistentes na pele, como vermelhidão, feridas ou aumento progressivo da mama com pele com aspecto de “casca de laranja”. 

    Ao perceber uma alteração, a orientação é procurar uma UBS, sem esperar pela próxima mamografia de rotina. A equipe fará a avaliação inicial e os encaminhamentos para exames e atendimento especializado quando necessário. 

    A incidência de câncer de mama aumenta com a idade, e a maior parte dos casos ocorre a partir dos 50 anos. Nessa faixa etária, foram realizadas 2,66 milhões de mamografias de rastreamento em 2025, o equivalente a 65% do total e o maior número da série histórica. O rastreamento é destinado a mulheres sem sinais ou sintomas suspeitos de câncer de mama. Entre as mulheres de 41 a 49 anos, o número de mamografias realizadas no SUS aumentou 25,3% no período. 

    Exames mais próximos da população 

    Entre as estratégias para ampliar o acesso estão as carretas da Saúde da Mulher, unidades móveis do programa Agora Tem Especialistas, que levam consultas e exames a regiões com maior dificuldade de acesso à atenção especializada. 

    As unidades oferecem mamografias, ultrassonografias, biópsias e consultas, conforme a estrutura e a programação de atendimento. Mais de 189 mil mulheres foram atendidas em todas as unidades da Federação e, nos municípios contemplados, 53 zeraram a fila de mamografias. 

    Desde 2023, foram destinados R$ 409 milhões a equipamentos para diagnóstico e tratamento do câncer. A ampliação da oferta também conta com atualização dos valores pagos por procedimentos especializados, que podem chegar a três vezes os valores anteriormente previstos, conforme o procedimento. 

    Como é feito o diagnóstico 

    Quando a avaliação clínica ou os exames de imagem identificam uma alteração suspeita, pode ser necessária uma biópsia. O procedimento retira uma amostra de tecido para análise, permitindo confirmar o diagnóstico e identificar características do tumor que orientam o tratamento. 

    Para ampliar a capacidade de análise, a parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e o A.C.Camargo Cancer Center estruturou o Super Centro Brasil de Diagnóstico para o Câncer. A rede utiliza telemedicina na análise de amostras de tecido e tem capacidade prevista para mil laudos por dia e 400 mil exames por ano. A meta é reduzir o tempo médio de diagnóstico de 25 para cinco dias. 

    Pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), também foram destinados R$ 26,16 milhões a equipamentos para biópsias guiadas por imagem, que permitem maior precisão na coleta das amostras. 

    Tratamento conforme a necessidade de cada paciente 

    O SUS oferece cirurgia, radioterapia e tratamentos com medicamentos. A indicação depende do tipo de tumor, do estágio da doença e das condições clínicas de cada paciente. As modalidades podem ser utilizadas de forma isolada ou combinada, conforme a avaliação da equipe especializada. 

    Até dezembro, o SUS irá ofertar gratuitamente 23 novos medicamentos oncológicos de alta tecnologia. Também foi incorporado um teste genético de alta precisão capaz de identificar mutações hereditárias ligadas à doença. 

    O número de cirurgias relacionadas ao câncer de mama chegou a 63,6 mil em 2025, um crescimento de 13,7% em relação a 2023. No ano passado, o SUS realizou 19,4 mil cirurgias de reconstrução mamária, número superior ao de mastectomias, que somaram 18,3 mil procedimentos. A rede conta com 176 hospitais habilitados de alta complexidade em oncologia, e o valor de referência pago por reconstrução passou de R$ 700 para R$ 4,5 mil, com investimentos de R$ 40,2 milhões. A oferta do procedimento abrange casos de retirada mamária total ou parcial. 

    No mesmo período, os procedimentos de radioterapia aumentaram 15%, passando de 164,7 mil para 189,9 mil, e os de quimioterapia também cresceram 15%, passando de 4,1 milhões para 4,7 milhões.  

    Não se esqueça: a UBS é a principal porta de entrada para o atendimento. O cuidado com a saúde deve continuar durante todo o ano, mesmo após o Outubro Rosa.

    Guilherme Gomes
    Ministério da Saúde

  • Grupo de trabalho avança no debate sobre inclusão de novos serviços de saúde no Farmácia Popular

    Grupo de trabalho avança no debate sobre inclusão de novos serviços de saúde no Farmácia Popular

    O Ministério da Saúde realizou, na última terça-feira (27), a segunda reunião do Grupo de Trabalho (GT) para a Modernização do Programa Farmácia Popular do Brasil. O encontro, promovido por videoconferência, debateu propostas para expandir os serviços de saúde voltados ao cuidado e acompanhamento de pessoas com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.

    A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, destacou que a modernização busca aproximar o programa das necessidades reais dos cidadãos, para além da dispensação de medicamentos.

    “Nossa missão é dar continuidade ao processo de modernização do Programa Farmácia Popular. Queremos que o programa seja, além de mais moderno, mais próximo do cidadão, para que as pessoas possam não apenas retirar seus medicamentos de uso contínuo, mas também contar com serviços que contribuam para o monitoramento das condições de saúde”, afirmou.

    Nesse sentido, a comissão analisou a viabilidade da adoção de procedimentos que abrangem, inicialmente, o monitoramento da pressão arterial; a aferição da glicemia capilar, que mede a concentração de açúcar (glicose) no sangue através de uma pequena gota retirada da ponta do dedo; e a avaliação antropométrica, método que permite verificar o estado nutricional da pessoa a partir de medidas de peso e altura. As discussões levaram em conta as necessidades de saúde da população e os critérios para que esses atendimentos sejam realizados com segurança, qualidade e integração com a rede de assistência à saúde.

    A ampliação da assistência à saúde também considerou exames como o perfil lipídico e a hemoglobina glicada, essenciais para avaliar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, a exemplo do acidente vascular cerebral (AVC) e do infarto, dito como uma das principais causas de mortes no país.

    A definição dos públicos elegíveis, a periodicidade dos atendimentos e outros aspectos operacionais seguem em discussão no GT. “Essas propostas preliminares de novos serviços ainda dependem da definição das regras de participação, dos critérios de atendimento, dos mecanismos de acompanhamento e da viabilidade orçamentária”, enfatizou o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Nélio de Aquino, que coordena o grupo de trabalho.

    A reunião contou com a participação de representantes da sociedade civil, da indústria, do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de integrantes da pasta.

    Acesso à saúde

    Presente em 5 mil municípios em 2026, o Farmácia Popular já alcança 97,1% da população brasileira. De janeiro a setembro deste ano, o programa já atendeu 338.908 pessoas.

    Com mais de 20 anos de atuação, a iniciativa disponibiliza gratuitamente 41 itens de saúde, incluindo medicamentos para condições como hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma, além de fraldas geriátricas e absorventes higiênicos.

    Estima-se que uma família de quatro pessoas que utilize medicamentos e insumos disponibilizados pelo programa possa economizar aproximadamente R$ 8,8 mil por ano. O cálculo considera as condições de saúde com maior demanda registrada na dispensação de produtos pelo Farmácia Popular.

    Rodrigo Eneas
    Roberta Paola
    Ministério da Saúde

  • Diretoria comemora Dia do Servidor Público com auditores e auditoras

    Diretoria comemora Dia do Servidor Público com auditores e auditoras

    A diretoria do Sindifisco-PB promoveu em João Pessoa e Campina Grande, nesta quarta-feira (28), um café da manhã em comemoração ao Dia do Servidor Público, celebrado neste 28 de outubro. O momento reuniu auditores fiscais ativos e aposentados em um ambiente de confraternização, integração e valorização da categoria.

    O Coral do Sindifisco-PB abriu a programação, que abrilhantou o encontro com a interpretação de grandes sucessos musicais e recebeu a atenção e os aplausos dos presentes.

    Além de marcar a data comemorativa, o café da manhã proporcionou oportunidade reencontros e convivência entre diferentes gerações de servidores fiscais, reforçando os laços de união e companheirismo que fazem parte da história da categoria.

    Com a iniciativa, a diretoria do Sindifisco-PB destacou a importância dos servidores públicos para o funcionamento do Estado e, de forma especial, reconheceu a contribuição dos auditores fiscais para a administração tributária e para o desenvolvimento da Paraíba.

  • Pleno do TRF5 aprova mudanças no Regimento Interno para especialização da Corte Última atualização: 28/10/2026 às 16:10:00

    O Pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 aprovou, em sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (28/10), alterações no Regimento Interno da Corte para viabilizar a especialização das Turmas de Julgamento, prevista para entrar em vigor em janeiro de 2027. A medida faz parte da reestruturação do Tribunal, aprovada em 27/05/2026, que prevê a criação de oito Turmas Especializadas, quatro Seções e do Órgão Especial.

    A Primeira Seção será composta pela Primeira e Terceira Turmas, enquanto a Segunda Seção reunirá a Segunda e a Quarta Turmas. Todas terão competência para julgar processos relativos ao Direito Administrativo e a matérias residuais.

    A Terceira Seção será formada pela Quinta e Sexta Turmas, responsáveis pelo julgamento de processos nas áreas tributária, aduaneira e de execução fiscal. Já a Quarta Seção reunirá a Sétima e a Oitava Turmas, que julgarão processos nas áreas penal, processual penal, previdenciária e assistencial, incluindo as ações penais originárias do Tribunal, exceto aquelas de competência do Órgão Especial.

    Órgão Especial

    O Órgão Especial será composto por 15 desembargadores(as) federais, sendo oito vagas preenchidas por ordem decrescente de antiguidade e sete por integrantes da Corte eleitos(as) pelo Tribunal Pleno, na sessão destinada à eleição da Mesa Diretora. 

    Entre as atribuições do novo colegiado estão o processamento e julgamento de determinadas ações envolvendo juízes(as) federais, mandados de segurança, habeas data, arguições de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, conflitos de competência, Incidentes de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) e Incidentes de Assunção de Competência (IAC), além da deliberação sobre questões administrativas. 

    O texto aprovado também estabelece alterações nas competências do Pleno e regras de transição para a implantação do Órgão Especial, das Seções e das Turmas Especializadas.

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5