Blog

  • TJPB decide que questão repetida em concurso não é motivo para anulação

    -
    Juiz Manuel Maria Antunes, relator do processo

    A Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu, por unanimidade, que a repetição de uma questão já aplicada em outro concurso público não configura, por si só, irregularidade capaz de justificar sua anulação. A decisão, relatada pelo juiz convocado Manuel Maria Antunes de Melo, trata do ineditismo de questões de prova de concurso e foi proferida em ação movida contra o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora de um concurso da Polícia Civil da Paraíba. Em linguagem clara, o entendimento da Corte foi de que reaproveitar perguntas de provas passadas não fere a legalidade nem a isonomia, desde que não haja fraude, privilégio a candidatos ou descumprimento do edital do certame.

    O processo teve origem em uma ação de um candidato que buscava anular as questões de número 04, 18, 62 e 66 da prova objetiva do concurso para a Polícia Civil do Estado, regido pelo Edital nº 01–SEAD/ SEDS/PC. O candidato alegou plágio nessas perguntas – em especial na questão nº 18, que teria sido literalmente reaplicada de outro exame anterior. Ele pedia que as questões fossem invalidadas e que os pontos correspondentes lhe fossem atribuídos, alterando sua classificação. Em primeira instância, a Justiça chegou a anular a questão 18, entendendo haver plágio comprovado, já que a pergunta seria idêntica a outra utilizada pela banca Quadrix em um concurso de 2018 no Estado de Goiás. Essa decisão inicial considerou que a repetição violaria o princípio da moralidade administrativa. Cebraspe e o Estado da Paraíba, no entanto, recorreram. No julgamento do recurso pela 3ª Câmara Cível do TJPB, a sentença foi reformada: os desembargadores restabeleceram a validade da questão 18, concluindo que a mera repetição de conteúdo não configurou ilegalidade ou quebra de igualdade entre os candidatos.

    Ao analisar o caso, o relator Manuel Maria de Melo enfatizou que exigir originalidade absoluta em cada questão de concurso é impraticável no mundo real. Dada a enorme quantidade de certames, bancas e conteúdos, “não impõe o ineditismo das questões de concurso público, inexistindo ilicitude na reaplicação de itens de provas anteriores”, afirmou o magistrado, referindo-se ao princípio da moralidade administrativa. Em outras palavras, a legislação não obriga que cada pergunta seja inédita.

    O voto do relator deixou claro que reutilizar uma questão previamente aplicada não equivale a plágio ou fraude, desde que todos os candidatos estejam submetidos às mesmas condições e que o conteúdo da pergunta esteja previsto no edital. “A simples utilização de questão aplicada em certame de instituição diversa, sem indícios de privilégio, fraude, direcionamento ou quebra de isonomia, não configura plágio nem ofende a moralidade administrativa, sendo prática usual entre instituições avaliadoras”, registrou o acórdão. Assim, o fato de a questão não ser inédita por si só não compromete a legalidade do concurso. A decisão ressaltou que, no caso concreto, a questão impugnada (de raciocínio 1 2 3 4 4 5 6 5 7 6 1 lógico-matemático) estava integralmente dentro do conteúdo programático do edital, sem qualquer vício material identificado. Não houve demonstração de vantagem indevida a alguém nem de desequilíbrio na disputa – todos os candidatos responderam à mesma pergunta, que versava sobre matéria pertinente ao cargo, de modo que não ocorreu ofensa aos princípios da isonomia ou da moralidade.

    A decisão do TJPB acompanha o entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre até onde o Judiciário pode interferir em concursos. No julgamento do Tema 485 de Repercussão Geral, o STF fixou a tese de que não cabe ao Poder Judiciário substituir a banca examinadora na avaliação do conteúdo das questões ou na atribuição de notas, salvo em casos de flagrante ilegalidade ou descumprimento das regras do edital.

    No caso das questões repetidas, o TJPB entendeu que não havia nenhuma ilegalidade manifesta. Reutilizar questões não contraria por si só nenhuma lei ou o edital, e tampouco havia erro grosseiro no gabarito ou conteúdo estranho ao previsto no concurso. Desse modo, aplicar a máxima do STF significa que o Judiciário não deve anular questões apenas por não serem inéditas, uma vez que isso entra no mérito discricionário da banca examinadora. A intervenção judicial, reforçou o relator, deve ser excepcional e restrita a verificar “afronta ao edital, erro material evidente, ou ofensa a princípios constitucionais”, não sendo papel do juiz reavaliar critérios técnicos ou a formulação das perguntas. Esse controle de legalidade estrito garante que somente em situações de verdadeiro desvio – como uma pergunta totalmente fora do conteúdo do edital, uma resposta oficial claramente errada, ou evidência de fraude – é que a Justiça deve intervir e corrigir a prova.

    Gecom-TJPB

     

     

     

  • TJPB cumpre 100% das inspeções do CNIUPS no 2º semestre e reforça monitoramento socioeducativo

    Êxito de 100% nas inspeções previstas em todo o Estado. Esse é o resultado do trabalho realizado pelo Judiciário paraibano no âmbito do Cadastro Nacional de Inspeção de Unidades e Programas Socioeducativos (CNIUPS) – meio aberto. Os dados coletados servirão para reunir informações sobre as condições estruturais das unidades socioeducativas, suas rotinas, equipes e capacidades, tendo como objetivo central constituir instrumento de proteção para adolescentes a quem se atribui a prática de atos infracionais.

    As inspeções foram realizadas por juízes(as) e equipes técnicas das Varas com competência infracional, que receberam orientações do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) e da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ) do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

    O GMF tem por atribuição fiscalizar e monitorar o cumprimento das medidas socioeducativas impostas a adolescentes a quem se atribui a prática de atos infracionais e, por meio do aprimoramento das inspeções judiciais e do preenchimento do Sistema CNIUPS – meio aberto, acompanhar e verificar se os direitos desses(as) adolescentes estão sendo efetivamente garantidos.

    Foto da juiza Antonieta Maroja
    Juíza Antonieta Maroja

    “Como coordenadora do GMF Socioeducativo do Tribunal de Justiça da Paraíba, registro com satisfação que, neste 2º semestre, alcançamos 100% de realização das inspeções e de preenchimento do CNIUPS nas unidades e programas em meio aberto do Estado, resultado que reafirma o compromisso do Poder Judiciário paraibano com a proteção dos direitos dos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, em consonância com as diretrizes do CNJ, fruto da atuação conjunta de magistrados, equipes técnicas, instituições parceiras, do GMF e da Corregedoria-Geral de Justiça”, ressaltou a juíza Antonieta Maroja.

    O GMF Socioeducativo, em parceria com a CGJ, acompanha o calendário anual para dar suporte aos(às) magistrados(as) e servidores(as) das comarcas, a fim de que, juntos, possam atender às diretrizes nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), garantindo a finalização integral das inspeções e assegurando a utilização universal, padronizada e obrigatória do CNIUPS em todo o território.

    Durante todo o ano de 2025, o GMF, a CGJ e a ESMA mantiveram parceria, assumindo o compromisso de facilitar a formação e a orientação de magistrados(as) e servidores(as), com vistas à melhoria da qualidade das inspeções judiciais. Dentre as iniciativas realizadas, destacam-se dois webinários sobre o preenchimento e a qualificação do CNIUPS, bem como um videocast produzido pela Escola Superior da Magistratura da Paraíba (ESMA).

    Por Nice Almeida

     

  • Magistrados e servidores recebem reconhecimento pelo ‘Selo Prata’ no Prêmio CNJ de Qualidade 2025

    Foto do presidente Fred Coutinho exibindo o diploma do Selo Prata
    Fred Coutinho exibe o diploma do Selo Prata à equipe do TJPB

    Magistrados(as) e servidores(as) do Judiciário paraibano celebraram, nesta quinta-feira (04), a conquista do ‘Selo Prata’ no Prêmio CNJ de Qualidade 2025 — uma distinção que reconhece o empenho, a eficácia e o compromisso das instituições do Judiciário brasileiro com a melhoria contínua da prestação jurisdicional. A premiação reflete o trabalho conjunto das equipes que, ao longo do ano, se dedicaram ao aperfeiçoamento dos serviços, ao avanço tecnológico e ao fortalecimento da gestão.

    Para marcar a conquista e agradecer pessoalmente o esforço coletivo, o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, ofereceu um café da manhã especial à equipe. O momento foi de confraternização, reconhecimento e celebração dos resultados alcançados. Durante o encontro, o presidente destacou que o Selo Prata é fruto de um trabalho sério, planejado e comprometido com a eficiência, a transparência e a responsabilidade pública.

    O desembargador aproveitou o momento para agradecer a cada um que se envolveu no projeto para alcançar o resultado. “Quero agradecer a cada servidora e servidor, cada magistrada e magistrado, por essa conquista. O Selo Prato é representado através de um diploma, e ali se encontra a digital de cada um de vocês”, reconheceu.

    O presidente Fred Coutinho projetou novas conquistas para 2026. “Tenho certeza, nós podemos, e vamos muito além. Vamos trabalhar agora para avançarmos, não só na manutenção, mas, acima de tudo, em conquistas novas. Com mais afinco, luta, dedicação, e muito planejamento, alcançaremos o ouro”, concluiu.

    Prêmio de Qualidade – Tem como objetivo  estimular e reconhecer o desenvolvimento de mecanismos de governança e gestão no Poder Judiciário, contribuir para o aprimoramento da prestação jurisdicional, promover a transparência e a melhoria na prestação de informações, incentivar  o aperfeiçoamento do Sistema de Estatísticas do Poder Judiciário, bem como o uso da inovação e da tecnologia. O prêmio visa, também, fomentar o desenvolvimento de subsídios para o planejamento estratégico e para a formulação das Metas Nacionais do Judiciário.

    A avaliação é baseada em um sistema de pontuação, estruturado a partir das políticas judiciárias previstas em regulamento. São considerados mais de 50 critérios, desdobrados em mais de 150 itens avaliativos, totalizando aproximadamente 2.300 pontos possíveis — com adaptações específicas para cada ramo da Justiça.

    Por Nice Almeida
     

  • Ministério da Saúde inicia formações para ampliar acesso a métodos contraceptivos de longa duração no SUS

    Ministério da Saúde inicia formações para ampliar acesso a métodos contraceptivos de longa duração no SUS

    O Ministério da Saúde realizou, em Manaus, entre os dias 2 e 3 de dezembro, a primeira Oficina Regional de Práticas Clínicas em Saúde da Mulher, formação que inaugura um ciclo nacional de qualificação sobre métodos contraceptivos reversíveis de longa duração — o DIU de cobre – e o novo implante subdérmico de etonogestrel, recentemente incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS)

    Organizada pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), a oficina reuniu mais de 100 profissionais da atenção primária, com foco nos profissionais do Programa Mais Médicos, que hoje alcança 94% dos municípios brasileiros e atende cerca de 66 milhões de pessoas.

    O encontro na região norte foi marcado pelo compromisso de fortalecer a saúde sexual e reprodutiva em territórios com barreiras de acesso acentuadas. “Estamos aqui para reduzir desigualdades e garantir o direito ao planejamento reprodutivo. Nosso foco é toda a jornada de cuidado da mulher, considerando o contexto da mortalidade materna, especialmente entre mulheres negras e indígenas”, destacou o secretário-adjunto da SGTES, Jérzey Timóteo.

    A iniciativa é realizada em colaboração com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), representada pela coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Mulheres, Mariana Seabra, que reforçou o impacto da chegada dos novos métodos ao SUS. “Além do envio dos implantes, estamos qualificando profissionais, oferecendo modelos anatômicos e materiais técnicos para apoiar essa ampliação do cuidado e, consequentemente, a autonomia de meninas, mulheres e pessoas com útero sobre seus corpos e decisões reprodutivas”.

    Implantes já enviados e treinamento

    Os implantes de etonogestrel já foram distribuídos pelo Governo Federal aos estados e capitais. A oferta ao público será realizada à medida que as equipes concluírem a capacitação, que ocorrerá em todas as regiões do país.

    Durante dois dias, 116 participantes vivenciaram aulas, estações práticas, simulações e discussões de casos clínicos envolvendo aconselhamento contraceptivo, manejo de complicações, inserção e retirada do DIU de cobre e do implante subdérmico. O objetivo foi garantir segurança técnica, padronização de condutas e ampliação do acesso aos métodos contraceptivos na atenção primária. 

    “Atuo na área ribeirinha de Iranduba, onde muitas mulheres têm dificuldade de acessar a unidade de saúde. Oferecer métodos contraceptivos de longa duração significa garantir que elas possam decidir quando e se desejam gestar”, colocou a Médica de Família e participante da oficina Evelynne Maria Costa de Araújo Azevedo.

    “Ingressei agora no 41º ciclo e já percebemos no território que as informações sobre os novos métodos chegaram. As ações do Ministério da Saúde e as divulgações do ministro Padilha nas redes, até as iniciativas com os preservativos texturizados foram abrindo espaço, aproximando as pacientes e preparando o caminho para essa ampliação do cuidado”, finalizou Evelynne. 

    Também participaram da ação representantes do Ministério da Educação, da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, da Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas.

    Ministério da Saúde

  • Ministro da Saúde e primeira-dama lançam vacinação contra bronquiolite em Brasília

    Ministro da Saúde e primeira-dama lançam vacinação contra bronquiolite em Brasília

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a primeira-dama, Janja Lula da Silva, realizaram na manhã desta quinta-feira (4), em Brasília, o ato que marca o início da campanha nacional de vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR). A imunização, ofertada pelo SUS, é destinada a gestantes a partir da 28ª semana para prevenir casos de bronquiolite em recém-nascidos. 

    “O Ministério adquiriu vacinas suficientes para imunizar todas as gestantes brasileiras. Elas devem receber a dose da 28ª semana até o final da gestação. Essa proteção é essencial, pois a maior parte das internações e óbitos por bronquiolite ocorre no primeiro ano de vida”, afirmou Padilha.  

     Foto: Flávio Sales/MS
    Foto: Flávio Sales/MS

    Neste ano, o Ministério da Saúde comprou 1,8 milhão de doses da vacina. O primeiro lote, com 673 mil doses, chegou aos estados nesta semana para início imediato da aplicação. O investimento total é de R$ 1,17 bilhão. 

    A oferta no SUS, que na rede privada pode chegar a R$ 1,5 mil, foi viabilizada por um acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório produtor, que prevê a transferência de tecnologia para o Brasil. Com isso, o país passará a fabricar o imunizante, ampliando a autonomia nacional e garantindo o acesso da população à vacina. 

    Importância da vacinação 

    O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos. A vacina oferece proteção imediata aos recém-nascidos, reduzindo hospitalizações. 

    Em 2025, até 15 de novembro, o Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo VSR. Desse total, mais de 35,5 mil hospitalizações ocorreram em crianças com menos de dois anos, o que representa 82,5% dos casos no período. 

    Como a maioria das ocorrências é causada por infecções virais, não há tratamento específico para a bronquiolite. O manejo clínico inclui terapia de suporte, suplementação de oxigênio conforme necessário, hidratação e uso de broncodilatadores, substâncias que dilatam as pequenas vias aéreas, especialmente quando há chiado evidente. 

    Quem deve se vacinar? 

    O grupo prioritário é composto por todas as gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, sem restrição de idade. A recomendação é de dose única a cada nova gestação. 

     Foto: Flávio Sales/MS
    Foto: Flávio Sales/MS

    Com a chegada das doses às Unidades Básicas de Saúde (UBS), o Ministério orienta as equipes a atualizarem a situação vacinal das gestantes, incluindo influenza e covid-19. A vacina contra o VSR pode ser administrada simultaneamente a esses imunizantes. 

    A eficácia da estratégia foi demonstrada em estudos clínicos, como o Estudo Matisse, que revelou eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos primeiros 90 dias de vida dos bebês. 

    Vanessa Aquino 
    Ministério da Saúde
  • Ministério da Saúde distribui filtros que eliminam agentes causadores de doenças em aldeias indígenas

    Ministério da Saúde distribui filtros que eliminam agentes causadores de doenças em aldeias indígenas

    Uma solução inovadora vai melhorar o acesso de mais de 33 mil indígenas à água de qualidade em 23 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) na Amazônia Legal e no Centro Oeste do país. O Ministério da Saúde, em parceria com a ONG Água é Vida e o Instituto Alok, distribuiu mais de 8.300 filtros com nanotecnologia às famílias indígenas que vivem em regiões com escassez de água potável, especialmente em períodos de seca severa. A tecnologia é capaz de eliminar agentes causadores de doenças de veiculação hídrica.

    O secretário de Saúde Indígena da pasta, Weibe Tapeba, ressaltou que a ação representa o compromisso do Governo Federal em fortalecer a segurança hídrica e a proteção da saúde indígena. “A iniciativa, construída em parceria, soma esforços para garantir água potável nos territórios mesmo em períodos críticos, prevenindo doenças e assegurando condições essenciais de cuidado”, afirma Tapeba. Segundo o secretário, o Ministério da Saúde reconhece a importância de tecnologias apropriadas e do monitoramento qualificado para orientar ações rápidas, integradas e alinhadas às necessidades reais dos povos indígenas.

    O filtro distribuído é um dispositivo simples que pode ser acoplado a um balde ou garrafa PET, com a capacidade de filtrar 800ml por minuto e entre 60 a 100 litros por dia. Por meio da filtração em membranas de porosidade de 0,1 micrômetro, a tecnologia é capaz de filtrar pelo menos seis microrganismos causadores de diarreia, disenteria, giardíase, infecções intestinais e agentes como o rotavírus e norovírus. Além do filtro, cada família recebe treinamento para instalação e manutenção do dispositivo.

    Foto: Felipe Aleixo Baré/MS
    Foto: Felipe Aleixo Baré/MS

    O desempenho de cada equipamento será monitorado por aplicativo de celular, a partir da leitura de um QR code, a fim de gerar relatórios com dados georreferenciados sobre qualidade da água, impactos na saúde e indicadores socioambientais das famílias atendidas.

    As famílias da Aldeia Muritinga, da etnia Mura, do DSEI Manus (AM) foram as primeiras a receber o filtro. Para o conselheiro Wallace Mura, integrante do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condise) de Manaus, a iniciativa chegou em boa hora. “Recentemente, tivemos um surto de diarreia e vômito em crianças e idosos. Com a chegada desses filtros, nossa expectativa é que casos como esses diminuam. É um projeto muito importante para os nossos parentes e para as nossas famílias aqui da aldeia”, relatou.

    Para o diretor de Projetos e Determinantes Ambientais da Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Bruno Cantarella, com o dispositivo, “as famílias indígenas terão mais segurança para captar água de igarapés, rios e lagoas, principalmente durante a seca, sem o risco de se contaminar com os principais agentes de doenças relacionadas a qualidade da água”, explicou.

    Em períodos de restrição hídrica, os filtros garantem a qualidade da água coletada nos territórios.

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança programa de formação técnica para o SUS

    Ministério da Saúde lança programa de formação técnica para o SUS

    Expandir e descentralizar a oferta de cursos e especializações técnicas de forma alinhada às necessidades das redes prioritárias de atenção à saúde. Esse é um dos principais objetivos do Programa Nacional de Formação Técnica para o SUS (Formatec-SUS), instituído pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria GM/MS nº 9.038, publicada hoje (4). Neste primeiro ciclo (2025 a 2026), serão ofertadas mais de 6 mil vagas em cursos técnicos e 15 mil para especialização técnica, articuladas ao Agora tem Especialistas (ATE) para qualificar e ampliar os serviços de saúde à população.

    O primeiro curso a ser realizado no âmbito do programa é o de Técnico em Órteses e Próteses, destinado a trabalhadores do SUS e a jovens e adultos em busca da formação técnica na área da saúde. Já em dezembro, por meio da parceria entre a pasta e a Universidade Federal Fluminense (UFF), serão contemplados 139 profissionais que atuam nas Oficinas Ortopédicas do SUS e novos profissionais para provimento na Rede de Cuidado à Saúde da Pessoa com Deficiência.

    “Esse programa foi um pleito do presidente Lula e dos movimentos sociais por mais formação na área de saúde. A iniciativa vem somar às ações dos programas ATE e Mais Médicos, que viabilizaram a implementação de mais de 53 mil equipes multiprofissionais na atenção primária, nos 5.571 municípios do país. Essa iniciativa via reduzir o tempo de espera por atendimentos a partir da ampliação de vagas em Unidades Básicas de Saúde e nos atendimentos em telessaúde”, aponta o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

    Adesão

    Para aderirem ao Formatec-SUS, os entes federativos e as instituições públicas de ensino habilitadas precisam preencher um formulário específico disponível no Sistema de Mapeamento da Educação na Saúde (SIMAPES).

    Para as demais instituições de ensino, a adesão ocorrerá por meio do envio do Termo de Adesão constante no Anexo II da portaria, no ato de formalização do respectivo instrumento de parceria.

    Cenário brasileiro

    De acordo com dados coletados pelo Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES), trabalhadores técnicos de nível médio correspondem a 36,86% da força de trabalho do SUS, e quando somados aos trabalhadores de nível médio, representam mais da metade dos trabalhadores do SUS e representam a base estruturante da assistência do sistema público de saúde.

    “Existe a necessidade de ampliar o acesso à atenção em saúde e atender a crescente demanda por formação técnica profissional de nível médio e especialização técnica em áreas estratégicas do SUS”, destaca o diretor do DEGES, Fabiano Ribeiro.

    O Formatec-SUS também está conectado ao Novo PAC Saúde, que prevê R$ 6 bilhões em investimentos com impacto direto na demanda de emprego para profissionais técnicos nos serviços de saúde, a partir da criação de vagas em multiáreas: 1.200 para técnicos em enfermagem e especializações em Saúde da Família; 2.250 em especialização em Urgência e Emergência; 7 mil técnicos em enfermagem e informática em saúde para o trabalho; 1.200 para técnicos de enfermagem com especialização em saúde mental e técnicos em radiologia e saúde bucal.

    De acordo com a diretora do Centro Profissional e Tecnológico Escola Técnica de Saúde da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Maria Soraya Franco, “o programa vai qualificar nossos profissionais técnicos, fortalecendo a atenção básica, além de focar na promoção da equidade e na interiorização da educação profissional em saúde no Brasil. Trata-se de uma política estruturante que, por meio da educação permanente, vai permitir ampliar o conhecimento desses profissionais.”

    Estrutura do Formatec-SUS

    Áreas, cursos e regiões prioritárias para seleção ao programa:

    • Cursos técnicos: enfermagem; equipamentos biomédicos; órteses e próteses; radiologia; e saúde bucal;
    • Cursos de especialização técnica: obstetrícia e neonatologia; Unidade de Terapia Intensiva – UTI adulto; UTI neonatal; oncologia; centro cirúrgico; instrumentação cirúrgica; terapia intensiva; radioterapia; mamografia; e densitometria óssea;
    • Regiões prioritárias: Norte, Nordeste e Centro-Oeste, conforme déficit assistencial e capacidade formativa.

    Nádia Conceição
    Ministério da Saúde

  • Dia da Justiça: TRF5 funcionará em regime de plantão na segunda-feira (8) Última atualização: 04/12/2025 às 10:35:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 funcionará em regime de plantão judicial na próxima segunda-feira (08/12), devido ao feriado do Dia da Justiça (Lei Federal nº 6.741/79). Com isso, prazos processuais que tenham início ou fim nesta data ficarão automaticamente prorrogados para a terça-feira (09/12).

    Durante o plantão, o atendimento a partes, advogados, procuradores e defensores será realizado por meio do telefone (81) 98726.6053 e do e-mail: plantao@trf5.jus.br.   

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • TRF5 inicia campanha para adoção de cartas de Natal dos Correios Última atualização: 04/12/2025 às 13:46:00

    As famosas cartinhas para Papai Noel estão de volta ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5. A partir desta quinta-feira (04/12), um total de 50 cartas feitas por crianças e enviadas aos Correios estarão disponíveis no edifício-sede do TRF5.

    Para participar da campanha, basta se dirigir ao hall da Corte, escolher umas das cartinhas, preencher o formulário de adoção disponível no local e deixar o presente, junto com a carta, na árvore de Natal. É importante destacar que a carta deve estar anexada ao pacote do presente, para melhor identificação. O prazo para entrega é até 17/12.

    Mais informações com Sandra Dantas pelos telefones (81) 21016678 e (81) 995207497 ou no endereço eletrônico blognoel.correios.com.br.

    Adote uma cartinha e faça uma criança feliz! 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Edifício-sede do TRF5 ganha decoração e iluminação natalinas Última atualização: 04/12/2025 às 14:10:00

    O espírito natalino já ilumina o Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5. A entrada do edifício-sede ganhou um brilho especial com a instalação da tradicional iluminação temática. A iniciativa marca o início das festividades de fim de ano, convidando magistrados(as), servidores(as) e visitantes a vivenciarem a atmosfera de esperança e renovação que acompanha o Natal.

    Além das luzes, a tradição também ganhou espaço no TRF5. Um presépio, com peças em cerâmica, foi montado, reforçando o simbolismo do Natal. Para completar o cenário, as palmeiras do jardim da entrada foram adornadas com decoração natalina e luzes foram espalhadas pelos canteiros e arbustos, criando um percurso iluminado para quem entra no Tribunal.

    A decoração ficou a cargo da Diretoria de Administração Predial e contou com o apoio do pessoal de marcenaria, serralharia e elétrica. Foram usadas mangueiras de led, com 60 mil lâmpadas, cerca de 80 pequenos refletores, além de 46 metros de metalon (chapas de aço carbono) para montar a estrutura do presépio.

    Por: Divisão de Comunicação Social TFR5