Blog

  • Projeto proíbe escolas de divulgarem imagens de crianças na internet

    Projeto proíbe escolas de divulgarem imagens de crianças na internet

    O deputado Bruno Ganem (Podemos-SP) apresentou um projeto de lei (4126/2025) que proíbe instituições educacionais públicas e privadas de divulgarem, em redes sociais, imagens que identifiquem o rosto de crianças. A proposta busca garantir proteção integral à imagem, à privacidade e à segurança de menores de 12 anos, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    Pelo texto, creches, pré-escolas e escolas de educação básica, assim como entidades conveniadas e prestadores de serviço terceirizados, ficam proibidos de publicar fotos, vídeos ou transmissões ao vivo que permitam a identificação de crianças em plataformas como Instagram, Facebook, TikTok, YouTube ou X (antigo Twitter).

    A regra vale inclusive quando há consentimento dos pais ou responsáveis, que não afasta a proibição. Apenas imagens submetidas a “anonimização robusta”, como borramento integral do rosto ou pixelização em alto grau, poderão ser divulgadas, desde que não permitam a identificação direta ou indireta da criança. Também está liberada a divulgação de ambientes e atividades pedagógicas, sem identificação de alunos.

    O projeto veda ainda o uso de imagens de crianças, mesmo anonimizadas, para fins publicitários, promocionais, comerciais ou de captação de recursos, sempre que o contexto, áudio, legenda, uniforme ou geolocalização possam tornar a criança identificável.

    Medida de Bruno Ganem busca resguardar a privacidade de crianças e adolescentes diante da exploração e dos riscos da exposição digital precoce.

    Medida de Bruno Ganem busca resguardar a privacidade de crianças e adolescentes diante da exploração e dos riscos da exposição digital precoce.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    As escolas deverão adotar uma política interna de comunicação digital, nomear um responsável pelo cumprimento da lei, capacitar colaboradores sobre proteção de dados, manter controle de acesso aos perfis institucionais e incluir cláusulas contratuais de observância à norma em serviços terceirizados, como fotógrafos e agências de comunicação.

    Em caso de descumprimento, a instituição terá até 24 horas para remover o conteúdo, registrar o incidente e comunicar pais e responsáveis, além de órgãos de proteção, quando houver risco ou dano relevante.

    A fiscalização ficará a cargo dos sistemas de ensino e dos Conselhos Tutelares, com apoio do Ministério Público. Entre as sanções previstas estão advertência, multas de R$ 1 mil a R$ 100 mil (em dobro em caso de reincidência), obrigação de exclusão do conteúdo e até suspensão temporária do uso de perfis institucionais por até 30 dias.

    Os valores arrecadados com multas serão destinados prioritariamente ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente.

    Segundo o deputado Bruno Ganem, a iniciativa busca enfrentar os riscos de exposição digital de crianças, como rastreamento, uso indevido de imagens, exploração comercial não autorizada e violações de privacidade. “A assimetria informacional, a dinâmica viral e a dificuldade prática de controle tornam insuficiente o mero consentimento dos responsáveis”, defende o parlamentar.

    O projeto seguirá para análise das comissões da Câmara dos Deputados, em caráter conclusivo.

  • Código Eleitoral divide Senado com voto impresso e outras polêmicas

    Código Eleitoral divide Senado com voto impresso e outras polêmicas

    O Senado deve votar, nesta semana, o novo Código Eleitoral, com dispositivos que reacenderam velhas disputas sobre o sistema de votação e as regras da política brasileira. O projeto, relatado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), tem cerca de 900 artigos e reúne em um único diploma normas hoje espalhadas em diferentes leis.

    Veja o relatório aprovado pela CCJ

    O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, na última quarta-feira (20). O ponto mais controverso foi a inclusão do voto impresso, já considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Caso aprovado pelo plenário até setembro e sancionado pelo presidente, o novo Código passará a valer já nas eleições gerais de 2026, mas ainda precisa voltar à Câmara dos Deputados por conta das alterações.

    Pela versão aprovada na CCJ, leitor poderá checar voto impresso com o registrado na urna eletrônica.

    Pela versão aprovada na CCJ, leitor poderá checar voto impresso com o registrado na urna eletrônica. Rubens Cavallari/Folhapress

    Por 14 votos a 12, a CCJ aprovou emenda do senador Esperidião Amin (PP-SC) que obriga a urna eletrônica a imprimir um comprovante de cada voto. O registro em papel será depositado automaticamente em compartimento lacrado, e a votação só será concluída após a conferência do eleitor.

    A proposta foi celebrada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que desde 2018 levantam dúvidas sem provas sobre a segurança das urnas. “É preciso pacificar o país. Se a população confia mais vendo o voto no papel, temos que dar essa resposta”, disse o senador Carlos Portinho (PL-RJ).

    O relator Marcelo Castro e senadores governistas, contudo, lembraram que nunca houve fraude comprovada em quase 30 anos de urna eletrônica. Em 2020, o STF já havia derrubado iniciativa semelhante por risco ao sigilo do voto. “Na eleição de 2024, foram mais de 400 mil candidatos e não há uma única ação judicial alegando fraude. O sistema é seguro”, reforçou Castro.

    Lei da Ficha Limpa em xeque

    Outra mudança polêmica recai sobre a Lei da Ficha Limpa. Pelo novo texto, o prazo de inelegibilidade de oito anos passa a contar a partir da condenação em órgão colegiado, e não mais após o cumprimento da pena.

    Para o relator, a medida dá “segurança jurídica” e reduz disputas sobre a contagem do prazo. Críticos, porém, veem nisso um enfraquecimento da lei aprovada por iniciativa popular em 2010.

    Quarentena para agentes da lei

    O prazo de afastamento do cargo para magistrados, membros do Ministério Público, policiais e militares que desejarem disputar eleições foi reduzido de dois para um ano.

    No caso de policiais civis e delegados, ficou definido que não precisarão se afastar totalmente, mas ficarão proibidos de presidir inquéritos ou participar de operações de rua no período. Para Castro, a regra evita uso político do cargo sem impedir a carreira eleitoral. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) avaliou a mudança como um “avanço em relação ao texto original”.

    Participação feminina

    A bancada feminina garantiu a manutenção da cota de 30% de candidaturas femininas em cada chapa e aprovou a criação de uma reserva mínima de 20% das cadeiras legislativas para mulheres pelos próximos 20 anos.

    O destaque foi apresentado pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), que também incluiu uma regra para evitar distorções: se uma candidata desistir após o prazo legal, o partido não precisará excluir homens da chapa.

    O debate dividiu as próprias senadoras. Zenaide Maia (PSD-RN) criticou o percentual de 20%, afirmando que congela a participação feminina por duas décadas. Já Eliziane Gama (PSD-MA) defendeu que a medida pode elevar a representatividade em estados com baixíssimo índice de mulheres eleitas.

    Fake news e propaganda eleitoral

    As regras sobre desinformação também mudaram. As penas para divulgação de notícias falsas foram reduzidas: de reclusão de 1 a 4 anos, passaram para detenção de 2 meses a 1 ano, além de multa.

    Marcelo Castro disse que optou por manter o texto já aprovado em 2021, retirando dispositivos que poderiam criminalizar críticas ao processo eleitoral. “Evita-se abrir margem para censura”, justificou.

    Ficou definido ainda que plataformas digitais deverão publicar suas regras de moderação até junho do ano eleitoral, para dar mais transparência e previsibilidade.

    Financiamento de campanhas

    Outro destaque aprovado permite que candidatos usem recursos próprios até 100% do teto de gastos da campanha, e não apenas 10%, como na regra atual. A proposta é do senador Jaime Bagattoli (PL-RO).

    Também foi aprovada a obrigatoriedade de repasse trimestral do Fundo Partidário, com multa de 12,5% em caso de atraso, por emenda da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).

    Consolidação das leis eleitorais

    O novo Código Eleitoral unifica e atualiza normas hoje dispersas, como o Código Eleitoral de 1965, a Lei dos Partidos Políticos, a Lei das Eleições e regras sobre plebiscitos, referendos e violência política de gênero. “Não é um texto perfeito, mas é um avanço. Traz clareza, previsibilidade e segurança jurídica ao processo eleitoral”, afirmou Marcelo Castro.

    Críticas de entidades

    Entidades como o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) divulgaram nota de alerta (veja a íntegra). Entre as principais críticas ao projeto:

    • Esvaziamento da Lei da Ficha Limpa: ao alterar o marco da inelegibilidade, o projeto pode permitir que condenados disputem eleições ainda em cumprimento de pena.
    • Enfraquecimento do combate à compra de votos: passa a ser exigida prova de nexo causal entre a prática ilícita e o resultado eleitoral, o que especialistas consideram quase impossível de demonstrar.
    • Risco de esvaziamento das cotas: a possibilidade de usar recursos destinados a candidaturas femininas e de minorias em despesas comuns pode enfraquecer as ações afirmativas.

    As entidades alertam para “retrocesso democrático” e possível incentivo a práticas corruptoras.

    O texto agora será analisado em regime de urgência pelo plenário do Senado. Se aprovado, retorna à Câmara para nova votação. Para valer já em 2026, precisa ser sancionado até setembro de 2025. Como é um projeto de lei complementar, a proposição necessita do apoio de pelo menos 41 senadores.

  • Orlando Silva quer punir racismo e bullying digital contra crianças

    Orlando Silva quer punir racismo e bullying digital contra crianças

    O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) apresentou o projeto de lei 4137/2025, que altera a Lei 13.431/2017 para reconhecer expressamente o racismo e o cyberbullying como formas de violência contra crianças e adolescentes. A proposta amplia o escopo da norma, que já estabelece o sistema de garantia de direitos para vítimas ou testemunhas de violência.

    O projeto acrescenta ao artigo 4º da lei os atos de racismo, incluindo discriminação racial, étnica, por orientação sexual ou de outra natureza, e o cyberbullying, definido como intimidação ou assédio praticado por meio digital. A ideia, segundo o autor, é atualizar a legislação para refletir riscos cada vez mais presentes na vida de crianças e adolescentes.

    Pela proposta, episódios de racismo ou de bullying virtual passam a ser tratados da mesma forma que violências física, psicológica, sexual e institucional, já previstas na lei em vigor.

    Orlando Silva apresenta projeto para incluir racismo e cyberbullying como formas de violência infantil.

    Orlando Silva apresenta projeto para incluir racismo e cyberbullying como formas de violência infantil.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Na justificativa apresentada, Orlando Silva argumenta que a massificação da internet trouxe novos desafios para a proteção infantojuvenil. Ele cita casos de automutilação, suicídio e práticas criminosas que têm como alvo crianças e adolescentes em ambientes digitais. “É preciso proteger nossas crianças e adolescentes de todo tipo de violência, inclusive a racial e de todo tipo de preconceito; é preciso colocá-las a salvo do bullying eletrônico, que com humilhação massificada, a todo dia e hora sem trégua, violentam as nossas crianças e adolescentes”, defende.

    O deputado também destaca que o racismo tem consequências graves para o desenvolvimento emocional e psicológico de crianças e adolescentes, motivo pelo qual deve constar de forma explícita na lei que organiza o sistema de proteção.

    O projeto foi protocolado em 20 de agosto e seguirá para análise nas comissões da Câmara dos Deputados antes de ser votado em Plenário.

  • Flávio Bolsonaro relata assalto na residência de seus avós no RJ

    Flávio Bolsonaro relata assalto na residência de seus avós no RJ

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou neste domingo (24) que sua mãe, Rogéria Bolsonaro, e os pais dela, ambos na faixa dos 80 anos, foram feitos reféns durante um assalto à residência da família em Resende, município no sul do Rio de Janeiro. O trio foi mantido sob mira de armas por mais de uma hora, conforme relatado pelo parlamentar.

    Em nota, ele classificou o episódio como mais do que um roubo comum. “Graças a Deus estão todos bem, mas foi mais de uma hora de terror, com arma na cabeça e boca tampada com fita adesiva”. Os invasores, segundo ele, identificaram sua mãe e perguntaram sobre “o dinheiro que o Bolsonaro mandava para meus avós”.

    Sem encontrar valores em dinheiro, criminosos levaram pertences da família de Flávio Bolsonaro.

    Sem encontrar valores em dinheiro, criminosos levaram pertences da família de Flávio Bolsonaro.Edilson Rodrigues/Agência Senado

    Sem localizar valores em espécie, os assaltantes fugiram levando anéis e o carro do avô do senador. A Polícia Civil informou que o caso foi registrado como roubo com privação de liberdade e que as investigações já estão em andamento.

    Veja a íntegra do relato publicado pelo parlamentar:

    Acabaram de fazer minha mãe e meus octogenários avós de reféns, na casa deles em Resende/RJ. E não foi um simples assalto. Graças a Deus estão todos bem, mas foi mais de uma hora de terror, com arma na cabeça e boca tampada com fita adesiva.

    Os marginais chegaram abordando minha mãe, dizendo que sabiam quem ela era e querendo saber onde estava o “dinheiro que o Bolsonaro mandava para meus avós”.

    Reviraram a casa inteira. Como não havia dinheiro, levaram alguns anéis e fugiram roubando o carro do meu avô. Já tomamos as providências e, se Deus quiser, em breve esses marginais covardes serão encontrados!

  • Senado marca sessão temática para debater sobre violência de gênero

    Senado marca sessão temática para debater sobre violência de gênero

    O Senado realizará uma sessão semática na terça-feira (26) para tratar do aumento dos casos de feminicídio e das deficiências no enfrentamento da violência doméstica.O debate é fruto de requerimento da senadora Leila Barros (PDT-DF), com o apoio de outros 28 parlamentares.

    A sessão tem como objetivo fomentar a discussão sobre as causas da violência contra a mulher e indicar medidas para a diminuição dos crimes e o fortalecimento da rede de proteção às vítimas.

    Debate é fruto de requerimento de Leila Barros e 28 parlamentares.

    Debate é fruto de requerimento de Leila Barros e 28 parlamentares.Andressa Anholete/Agência Senado

    No requerimento de convocação, a parlamentar destaca que a violência doméstica persiste como um problema grave, mesmo diante dos avanços legislativos. Conforme aponta o Atlas da Violência 2024, 36,6% dos homicídios de mulheres em 2022 foram classificados como feminicídios, totalizando mais de 1,3 mil vítimas naquele ano.

    A parlamentar também cita uma pesquisa do DataSenado de 2023, que revelou que 30% das brasileiras já foram vítimas de alguma forma de agressão por homens. Destas, 76% relataram violência física e 89% violência psicológica.

    “Esses dados mostram a relevância de um debate permanente dentro do Parlamento sobre o tema e a apresentação de propostas no sentido de aprimorar a legislação visando à redução dos casos de violência doméstica e de feminicídio, bem como à punição adequada dos agressores”, apontou a senadora.

    O debate será no Plenário da Casa, previso para começar às 10h.

  • Projeto busca restabelecer prefixo para ligações de telemarketing

    Projeto busca restabelecer prefixo para ligações de telemarketing

    A decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de extinguir o uso do prefixo 0303 em ligações de telemarketing reacendeu o debate sobre a proteção ao consumidor contra chamadas indesejadas. Em resposta, o deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE) apresentou o projeto de lei 4032/2025, que suspende os efeitos da medida da agência e torna obrigatória, por lei, a padronização de um prefixo exclusivo para esse tipo de serviço.

    Segundo o parlamentar, a revogação fragiliza o direito de escolha do consumidor. “O 0303 ajudou milhões de brasileiros a reconhecer e decidir se queriam ou não atender uma ligação de telemarketing. Tirar essa obrigatoriedade é dar um passo para trás. Nosso projeto recoloca essa proteção em lei, com mais regras e limites claros para evitar abusos”, disse.

    Projeto de Felipe Carreras busca obrigar uso de prefixo em telemarketing.

    Projeto de Felipe Carreras busca obrigar uso de prefixo em telemarketing.Freepik

    O que prevê a proposta

    O texto determina que todas as chamadas de telemarketing ativo utilizem um prefixo nacional com três dígitos, de uso exclusivo para essa finalidade. A numeração será vinculada a uma única empresa, vedado o compartilhamento entre diferentes pessoas jurídicas.

    Entre as regras para o setor estão:

    • exigência de consentimento prévio (opt-in) do consumidor;
    • limitação de horários para ligações (dias úteis das 9h às 19h, e sábados das 10h às 16h);
    • proibição de chamadas em domingos e feriados;
    • bloqueio obrigatório para números registrados em cadastros nacionais ou estaduais contra telemarketing.

    Empresas e operadoras que descumprirem as regras estarão sujeitas às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor. A Anatel terá prazo de 90 dias para regulamentar os procedimentos de atribuição e fiscalização do prefixo.

    Histórico do 0303

    Criado em 2021, o prefixo 0303 tinha o objetivo de facilitar a identificação de ligações de telemarketing ativo e reduzir o incômodo das chamadas insistentes. Com a revogação da medida, consumidores voltam a ficar expostos a números aleatórios, o que dificulta bloqueios e aumenta a insegurança em relação às abordagens comerciais.

  • Helio Lopes propõe regras contra viés político em avaliações nacionais

    Helio Lopes propõe regras contra viés político em avaliações nacionais

    O deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) apresentou um projeto (4171/2025) que pretende alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) para proibir o uso de conteúdos político-partidários ou ideológicos em avaliações acadêmicas, vestibulares, exames nacionais e concursos públicos.

    De acordo com o texto, ficam vedadas questões que impliquem promoção ou desqualificação de pessoas, grupos sociais, autoridades ou partidos políticos, bem como associações indevidas a ideologias criminosas, como nazismo e fascismo. O projeto também estabelece que concursos públicos federais não poderão incluir questões de cunho político-partidário.

    Caso haja descumprimento, as provas poderão ter questões anuladas, com previsão de sanções para instituições de ensino e bancas examinadoras. Entre as penalidades, está a exclusão dessas bancas de processos de contratação por órgãos públicos pelo prazo de até cinco anos.

    Helio Lopes cita caso da UFS e amplia restrições já debatidas no Senado para todas as avaliações acadêmicas e federais.

    Helio Lopes cita caso da UFS e amplia restrições já debatidas no Senado para todas as avaliações acadêmicas e federais.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Justificativa do autor

    Na justificativa, Helio Lopes cita o episódio ocorrido na Universidade Federal de Sergipe (UFS), que cancelou uma avaliação após repercussão de uma questão que associava o ex-presidente Jair Bolsonaro ao neonazismo. O deputado argumenta que situações como essa configuram “proselitismo político” e violam princípios constitucionais da impessoalidade, pluralismo político e liberdade de consciência.

    Ele lembra ainda que proposta semelhante já havia sido apresentada no Senado em 2023 pelo senador Cleitinho (Republicanos-MG), com foco no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O novo projeto, segundo Helio Lopes, amplia as restrições para todos os exames nacionais organizados pelo Inep – como Enem, Enade, Encceja, Revalida e Saeb – além de concursos públicos federais.

    O projeto foi protocolado em 21 de agosto de 2025 e ainda precisa passar pelas comissões temáticas da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação no plenário.

  • Tragédia com cavalo leva Congresso a discutir novas regras

    Tragédia com cavalo leva Congresso a discutir novas regras

    Um episódio de extrema crueldade chocou o país: em uma cavalgada na zona rural de Bananal (SP), um cavalo teve as quatro patas mutiladas com um facão. O caso, que ocorreu no último sábado (16), ganhou repercussão nas redes sociais e mobilizou celebridades como a ativista Luísa Mell, a cantora Ana Castela e a atriz Paolla Oliveira, que exigiram justiça.

    Em resposta à repercussão, parlamentares apresentaram ao menos seis projetos de lei que propõem alterações na legislação para coibir maus-tratos envolvendo animais em eventos com uso de equinos e promover fiscalização rigorosa. As propostas tramitam na Câmara dos Deputados.

    Parlamentares reagem à crueldade em cavalgada com propostas de alteração legal.

    Parlamentares reagem à crueldade em cavalgada com propostas de alteração legal.Freepik

    Propostas

    • Projeto de lei 4169/2025: apresentado pelo deputado Eros Biondini (PL-MG), busca proibir a utilização de equinos em eventos que possam causar sofrimento físico ou psicológico. A medida prevê sanções administrativas para promotores de eventos e responsabilização criminal em casos de descumprimento.

    Confira a íntegra.

    • Projeto de lei 4149/2025: proposto pela deputada Ely Santos (Republicanos-SP), estabelece regras específicas para desfiles e festas populares com uso de animais, obrigando exames veterinários prévios e a presença de profissionais durante todo o evento.

    Confira a íntegra.

    • Projeto de lei 4151/2025: de autoria do deputado Messias Donato (Republicanos-ES), defende maior rigor nas penas por maus-tratos a animais em atividades de lazer ou esporte, prevendo aumento de um terço nas punições quando houver sofrimento que leve à morte.

    Confira a íntegra.

    • Projeto de lei 4166/2025: apresentado pelo Delegado Matheus Laiola (União-PR), cria mecanismos de responsabilização direta dos organizadores de eventos em que animais sejam submetidos a esforço excessivo, sem condições adequadas de alimentação, hidratação ou descanso.

    Confira a íntegra.

    • Projeto de lei 4118/2025: proposto pelo deputado Pedro Aihara (PRD-MG), obriga campanhas educativas e protocolos de segurança para animais em eventos culturais, com participação dos municípios na fiscalização.

    Confira a íntegra.

    • Projeto de lei 4134/2025: de autoria do deputado Ronaldo Nogueira (Republicanos-RS), busca revisar a legislação atual de proteção animal, incluindo dispositivos para que práticas tradicionais não sirvam de justificativa para maus-tratos.

    Confira a íntegra.

    Próximos passos

    Os projetos surgem na esteira da comoção nacional gerada pelo crime em Bananal. Parlamentares destacam que, embora os maus-tratos a animais já sejam tipificados como crime (Lei nº 9.605/1998), a legislação carece de detalhamento e variáveis atualizadas para situações como as de eventos rurais e culturais.

    As propostas agora seguem para análise nas comissões temáticas da Câmara, antes de seguirem ao Plenário. Organizações de defesa dos direitos dos animais e setores culturais monitoram o andamento e deverão pressionar por um desfecho que considere a gravidade da situação.

  • Comissão debate isenção de registro para professor de educação física

    Comissão debate isenção de registro para professor de educação física

    A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados agendou para a próxima terça-feira (26), às 10h, uma audiência pública com o objetivo de discutir a isenção de inscrição em conselhos regionais de educação física para profissionais que se dedicam, exclusivamente, ao ensino da disciplina em instituições de ensino públicas e privadas.

    A iniciativa para a realização do debate partiu da deputada Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP), que apresentou o projeto de lei 2062/23. A proposta altera a Lei 9.696/98, que estabelece o pagamento da anuidade ao conselho regional como um requisito indispensável para o exercício da atividade.

    Comissão debate isenção de registro a professores de educação física.

    Comissão debate isenção de registro a professores de educação física.Freepik

    Em contrapartida, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) não impõe tal exigência aos profissionais da área educacional.

    O projeto visa modificar as duas leis mencionadas: ao alterar a LDB, busca proibir a exigência de registro e pagamento de anuidade em conselhos de classe para professores de educação física; e, ao modificar a Lei 9.696/98, pretende tornar facultativo o registro nos conselhos regionais para aqueles que atuam unicamente como docentes.

    Leia a íntegra da proposta.

  • Abertura ao diálogo define um bom parlamentar, diz Professora Dorinha

    Abertura ao diálogo define um bom parlamentar, diz Professora Dorinha

    Entrevistada na cerimônia do Prêmio Congresso em Foco 2025, a senadora Professora Dorinha (União-TO) afirmou que a disposição ao diálogo e a coerência na tomada de decisões são os principais elementos que caracterizam um bom parlamentar.

    “O compromisso com a representação, [com] o bom mandato. A partir disso, a coerência, a disposição do diálogo e, ao mesmo tempo, a vontade de construir um país melhor”, descreveu.

    Confira a fala da senadora:

    A congressista exemplificou citando a forma com que toma decisões no Senado, observando as ideias em si no lugar de quem as propôs. “Eu tento avaliar não o que o partido está recomendando, ou o que uma liderança não está recomendando, mas naquilo que eu acredito e acho que pode fazer a diferença dentro do espaço do meu mandato”.

    A fala de Professora Dorinha se deu logo após a premiação, na qual ela saiu vencedora na categoria de Melhores no Senado pelo Júri Técnico, acompanhada dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Daniella Ribeiro (PP-PB), Eduardo Braga (MDB-AM) e Lucas Barreto (PSD-AP).