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  • Bolsonaro nega golpe e chama Cid de “mentiroso” em defesa final no STF

    Bolsonaro nega golpe e chama Cid de “mentiroso” em defesa final no STF

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) suas alegações finais no processo em que é acusado de tentar articular um golpe de Estado após perder as eleições de 2022. No documento, sua defesa pede absolvição, alegando ausência de provas e classificando a denúncia como baseada em “presunções” e “narrativas distorcidas” que não resistiriam a uma análise jurídica rigorosa. Além dele, outros seis réus do chamado núcleo 1 da trama golpista apresentaram suas defesas finais. Esta é a última etapa do processo antes do julgamento.

    Veja a íntegra das alegações finais de Bolsonaro

    Mauro Cid, ao centro, durante sessão no STF. Delator é atacado pelos demais réus nas alegações finais entregues às vésperas de julgamento.

    Mauro Cid, ao centro, durante sessão no STF. Delator é atacado pelos demais réus nas alegações finais entregues às vésperas de julgamento. Mateus Bonomi/AGIF/Folhapress

    A estratégia dos advogados é desconstruir ponto a ponto a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Um dos alvos principais é a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tratada pela defesa como um depoimento “inconsistente”, “contaminado” por suposta coação e insuficiente para embasar qualquer condenação.

    “A suposta trama imputada ao peticionário [Bolsonaro] como líder de uma organização criminosa armada vem narrada pela palavra de um colaborador omisso, ambíguo, seletivo e resistente. E, como se provou agora, que insiste em mentir.” Mauro Cid foi homem de confiança de Bolsonaro durante os quatro anos de mandato.

    Outro argumento central é a tentativa de mostrar que Bolsonaro não atuou para inviabilizar a posse de Lula. Pelo contrário, a defesa afirma que ele esteve “engajado na transição de governo”, nomeando com antecedência os novos comandantes das Forças Armadas a pedido da equipe de Lula, gesto que, segundo os advogados, comprova que o ex-presidente “não se opôs ao resultado eleitoral” e buscou garantir uma passagem de comando ordenada.

    Sobre as críticas às urnas eletrônicas, o documento diz que Bolsonaro exerceu seu direito à liberdade de expressão, manifestando “opiniões livres” e lembrando que, “há mais de uma década, defende o voto impresso”. Os advogados destacam que, durante a tramitação da lei que tipificou crimes contra o Estado Democrático de Direito, foi retirado o trecho que criminalizava a divulgação de informações falsas sobre o processo eleitoral.

    A defesa também rebate a acusação de que Bolsonaro tenha participado da elaboração ou discutido a execução da chamada “minuta do golpe”, um decreto para instaurar estado de defesa ou de sítio. O texto argumenta que tais conversas “não passaram, quando muito, de cogitação”, e que “no Brasil, não se pune a cogitação de um crime, apenas sua execução”.

    Da mesma forma, nega que o ex-presidente tenha tido envolvimento em supostos planos para prender ou assassinar autoridades, como o ministro Alexandre de Moraes, Lula ou o vice-presidente Geraldo Alckmin, ou que tenha instigado ou organizado os atos de 8 de janeiro de 2023.

    “Ambiente de massacre”

    Em tom crítico, o documento fala em “ambiente de massacre” no qual, segundo a defesa, “os réus são tratados como golpistas, como culpados, muito antes de a defesa ser apresentada”. Para os advogados, “uma parte expressiva do país, a maioria da imprensa, não quer um julgamento, quer apenas conhecer a quantidade de pena a ser imposta”.

    Com as alegações finais entregues, o caso segue para a elaboração do relatório pelo relator, ministro Alexandre de Moraes. Essa etapa organiza as provas, resume o processo e apresenta o voto do relator. Depois, o julgamento será marcado na 1ª Turma do STF, composta por Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luiz Fux e o presidente Cristiano Zanin.

    A expectativa é que a análise ocorra em setembro, definindo se Bolsonaro e outros réus serão absolvidos ou condenados pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.

  • Motta endossa pacote de apoio a empresas impactadas por tarifas

    Motta endossa pacote de apoio a empresas impactadas por tarifas

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), expressou seu apoio à aprovação da medida provisória destinada a amparar empresas que sofreram impacto devido às tarifas impostas pelo governo norte-americano, liderado por Donald Trump, ao Brasil.

    De acordo com Motta, a iniciativa governamental é crucial para a salvaguarda dos setores produtivos nacionais. “Há causas que devem transcender as preferências partidárias ou ideológicas”, declarou Motta nas redes sociais.

    Publicação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

    Publicação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.Reprodução/X/Hugo Motta

    Essas ações inauguram o conjunto de medidas que o Poder Executivo planeja implementar para dar suporte às empresas brasileiras diante do aumento das tarifas. A medida contempla a disponibilização de R$ 30 bilhões em crédito, atrelados à manutenção dos níveis de emprego, e a postergação da cobrança de tributos pela Receita Federal.

    Motta recordou que o Parlamento se coloca como parceiro do país, mencionando a aprovação, pelo Congresso, da Lei de Reciprocidade Econômica. “Nosso empenho por soluções que protejam empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros seguirá inabalável. O Brasil não pode parar”, afirmou.

  • Câmara aprova inclusão de crime de assédio sexual no Código Penal Militar

    Câmara aprova inclusão de crime de assédio sexual no Código Penal Militar

    A Câmara dos Deputados aprovou, nessa quarta-feira (13), um projeto de lei que insere o crime de assédio sexual no Código Penal Militar e estabelece um conjunto robusto de medidas protetivas e preventivas para vítimas. A proposta segue agora para análise no Senado.

    O texto aprovado é um substitutivo ao projeto de lei 582/15, de autoria do falecido deputado e senador Major Olímpio, e estende sua aplicação não apenas aos militares das Forças Armadas, polícias militares e corpos de bombeiros, mas também a pessoas sob jurisdição administrativa ou disciplinar dessas instituições, independentemente do local onde se encontrem.

    Relatora da proposta, Coronel Fernada é da Polícia Militar de Mato Grosso.

    Relatora da proposta, Coronel Fernada é da Polícia Militar de Mato Grosso.Kayo Magalhães/Agência Câmara

    A proteção também alcança militares da reserva, reformados ou em licença, desde que o assédio esteja relacionado a fatos ocorridos durante a atividade ou produza efeitos concretos dessa relação funcional.

    A relatora Coronel Fernanda (PL-MT), que revelou ter sido vítima de assédio na carreira militar, afirmou que o texto “reconhece as assimetrias de poder e os obstáculos estruturais no ambiente militar”.

    Definição do crime e penas

    O projeto define assédio sexual como conduta verbal, não verbal ou física, de conotação sexual, indesejada e reiterada, praticada no contexto funcional ou institucional, com abuso dos princípios de hierarquia ou disciplina e que gere constrangimento, humilhação ou intimidação.

    No Código Penal Militar, será crime constranger alguém com intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente de sua posição hierárquica ou ascendência funcional. A pena prevista é de detenção de 2 a 4 anos, podendo ser aumentada em até um terço se a vítima for menor de 18 anos, se houver emprego de violência física ou se o autor for superior imediato.

    Quando a lei se aplica

    As regras valerão para situações ocorridas:

    • nas dependências das instituições militares;
    • durante atividades externas, deslocamentos de serviço, treinamentos, operações ou instruções;
    • em quaisquer circunstâncias derivadas da função militar ou da relação hierárquica.

    Medidas protetivas

    O texto estabelece a adoção de ações imediatas para preservar a integridade física, psicológica, funcional e moral da vítima. Entre elas:

    • transferência do acusado para outra unidade ou setor, sem prejuízo da remuneração e sem interromper o processo administrativo ou judicial;
    • restrição de contato entre acusado e vítima, inclusive por canais hierárquicos;
    • proibição de acesso do acusado a locais frequentados pela vítima, inclusive treinamentos obrigatórios;
    • transferência funcional a pedido da vítima, com garantia de direitos e progressões;
    • direito de a vítima estar acompanhada por pessoa de confiança em todos os atos administrativos ou processuais, podendo haver audiência sem a presença do acusado;
    • acompanhamento psicológico e terapêutico do agressor.

    O descumprimento dessas medidas será comunicado ao Ministério Público Militar e à ouvidoria competente, e caracterizará crime militar de recusa de obediência.

    Afastamento e restrições

    Se houver indícios suficientes de autoria e materialidade, o militar acusado poderá ser afastado provisoriamente. Caso a condenação se torne definitiva, esse afastamento se transforma em movimentação compulsória, e o condenado ficará impedido de exercer função com ascensão funcional sobre a vítima por quatro anos.

    Acolhimento e escuta qualificada

    O projeto garante às vítimas:

    • atendimento psicológico e assistência social por profissionais capacitados;
    • transferência imediata em caso de risco à integridade física ou psicológica;
    • acesso direto à ouvidoria, com sigilo e proteção contra retaliações;
    • prioridade em todas as fases do inquérito e do processo.

    Prevenção e mudança de cultura

    A proposta impõe às Forças Armadas e demais instituições militares a adoção de ações permanentes de prevenção, como:

    • inclusão de temas sobre ética, limites da hierarquia e combate ao assédio sexual nos cursos de formação e capacitação;
    • fortalecimento de canais internos de denúncia com sigilo e proteção;
    • campanhas de sensibilização periódicas;
    • diagnósticos sobre a cultura organizacional e o clima de assédio;
    • protocolos claros para encaminhamento das reclamações, vedando interferência hierárquica indevida.
  • Conheça o time de jornalistas que vota no Prêmio Congresso em Foco 2025

    Conheça o time de jornalistas que vota no Prêmio Congresso em Foco 2025

    O Prêmio Congresso em Foco 2025 venceu mais uma etapa, com a conclusão da votação dos jornalistas para escolher os melhores parlamentares do ano. Dez profissionais de perfis diferentes, dos mais variados veículos, convidados pelo Congresso em Foco, indicaram aqueles que, na sua avaliação, são os deputados e senadores que melhor representam a população.

    Participaram repórteres, apresentadores, comentaristas e colunistas com reconhecida competência de veículos como Band News, CBN, Folha de S.Paulo, Jota, Jovem Pan, O Estado de S. Paulo, O Globo, Rádio Eldorado, SBT e TV Cultura. A votação, inteiramente secreta, foi feita por sistema eletrônico.

    Veja quem são os jornalistas que participam do Prêmio Congresso em Foco este ano (nomes por ordem alfabética).

    • Deysi Cioccari – jornalista e cientista política, comentarista da Jovem Pan News
    • Dora Kramer – colunista da Folha de S.Paulo e comentarista da Jovem Pan News
    • Eliane Cantanhede – colunista do jornal O Estado de S. Paulo e comentarista da Rádio Eldorado e da Rádio Jornal
    • Letícia Casado – colunista do UOL
    • Márcia Lorenzato – repórter e produtora do SBT
    • Matheus Leitão – colunista da Veja
    • Naira Trindade – analista de política do Jota
    • Reinaldo Azevedo – apresentador e comentarista da rádio BandNews FM e da BandNews TV e colunista do UOL
    • Tainá Falcão – apresentadora da CNN Brasil e colunista
    • Vera Magalhães – colunista de O Globo, apresentadora do Roda Viva, na TV Cultura, e comentarista na CBN

    Da esquerda para a direita: Deisy Cioccari, Dora Kramer, Eliane Cantanhede, Letícia Casado, Márcia Lorenzato, Matheus Leitão, Naira Trindade, Reinaldo Azevedo, Tainá Falcão e Vera Magalhães.

    Da esquerda para a direita: Deisy Cioccari, Dora Kramer, Eliane Cantanhede, Letícia Casado, Márcia Lorenzato, Matheus Leitão, Naira Trindade, Reinaldo Azevedo, Tainá Falcão e Vera Magalhães. Montagem Congresso em Foco

    De acordo com o regulamento, serão premiados os três deputados e os três senadores mais bem avaliados pelos jornalistas especializados na cobertura do Congresso. A exemplo dos anos anteriores, também serão homenageados os congressistas escolhidos por um júri técnico e pelo público, na votação da internet.

    Os vencedores serão conhecidos no próximo dia 20, em cerimônia a ser realizada no Teatro Nacional, em Brasília, com transmissão ao vivo pelo Congresso em Foco.

    Categorias especiais

    Neste ano, os parlamentares concorrerão também em novas categorias temáticas, que passam a abranger áreas como Inovação e Tecnologia, Agricultura e Desenvolvimento Rural, Regulação e Acesso à Saúde, e Diplomacia Cidadã. A avaliação é feita por júri técnico, com representantes da academia, do setor produtivo, do terceiro setor e da equipe do Congresso em Foco.

    Também há espaço para valorizar parlamentares em primeiro mandato, por meio da categoria Parlamentar Revelação, e aqueles que mais se destacam em cada região do país.

    A edição de 2025 simboliza o fortalecimento da presença popular no processo. A votação alcançou 2,8 milhões de votos válidos, recorde histórico. Com esse resultado, o prêmio consolidou-se como o 15º maior colégio eleitoral do Brasil, superando o número de eleitores de estados como Amazonas, Distrito Federal e Piauí. A votação inédita via WhatsApp ajudou a ampliar o alcance da iniciativa.

    Saiba mais sobre o Prêmio Congresso em Foco

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Câmara aprova denominação de viaduto em homenagem ao Papa Francisco

    Câmara aprova denominação de viaduto em homenagem ao Papa Francisco

    A Câmara dos Deputados aprovou uma proposição legislativa que designa o trecho localizado no km 2,3 da rodovia BR-488, situada em Aparecida (SP), como “Viaduto Papa Francisco”. Tal medida consta do projeto de lei 1856/25, de autoria do deputado Antonio Brito (PSD-BA), e prosseguirá para análise e votação no Senado Federal.

    A BR-488 representa a principal via de acesso ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, considerado o maior centro de peregrinação católica tanto no Brasil quanto na América Latina, atraindo milhões de fiéis anualmente.

    Câmara dos Deputados aprova denominação de viaduto em homenagem ao Papa Francisco.

    Câmara dos Deputados aprova denominação de viaduto em homenagem ao Papa Francisco. Freepik

    Segundo Brito, “a escolha é simbólica e representativa, pois conecta diretamente a fé do povo brasileiro ao exemplo de humildade, diálogo e serviço ao próximo, características marcantes do pontificado do papa Francisco”.

    O relator, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), afirmou: “O estilo pastoral do papa Francisco foi direto, acessível e acolhedor, evidenciado em gestos simbólicos como os de lavar os pés de presidiários, recusar luxos do Vaticano e optar por morar em uma residência simples”.

    O coordenador da Frente Parlamentar Mista Ambientalista, deputado Nilto Tatto (PT-SP), solicitou à oposição que não obstruísse a votação do projeto, argumentando que a sociedade brasileira não compreenderia tal atitude diante de uma homenagem tão simples e simbólica.

    Já a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) informou que a inauguração do viaduto está prevista para a próxima segunda-feira (18), justificando a urgência na aprovação do projeto pelo Senado.

  • Pollon diz ser alvo de perseguição após notificação da Corregedoria

    Pollon diz ser alvo de perseguição após notificação da Corregedoria

    O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) afirmou estar sendo alvo de perseguição política após receber, na noite da última quarta-feira (13), notificação da Corregedoria da Câmara dos Deputados sobre duas representações apresentadas contra ele. As ações tratam da obstrução do plenário durante manifestação pela anistia dos presos do 8 de janeiro e em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, e do discurso que fez no ato Reaja Brasil, em Campo Grande, no dia 3 de agosto.

    Segundo o parlamentar, as representações incluem o fato de ter tomado assento na cadeira da mesa diretora e as declarações feitas no evento. Para Pollon, a medida faz parte de uma tentativa de criminalizar a atuação da oposição. “Vamos continuar lutando até que o último manifestante seja libertado. Eu tenho plena consciência por quem eu estava lutando. Vamos continuar denunciando os casos de tortura e violência contra os presos políticos do 8 de janeiro que continuam encarcerados”, afirmou.

    Marcos Pollon e Marcel Van Hatten ocupando cadeiras da Mesa Diretora da Câmara.

    Marcos Pollon e Marcel Van Hatten ocupando cadeiras da Mesa Diretora da Câmara.Pedro Ladeira/Folhapress

    O deputado também criticou o fato de, segundo ele, atos comuns no Legislativo estarem sendo tratados como ilícitos. “Esse é um exemplo de que estamos em uma ditadura. Querem imputar crime em atos usuais. Vão perseguir a oposição para não terem concorrência nas eleições do ano que vem”.

    O deputado ainda relatou ter sido alvo de ataques preconceituosos e capacitistas em razão de sua condição de autista, após defender publicamente o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). “Tentaram imputar ao deputado Marcel Van Hattem a responsabilidade pela minha presença ali e isso é uma mentira. Cada hora vinha uma informação diferente sobre o que estava acontecendo. Eu busquei informação segura em um deputado sério e corajoso que ficou comigo até o final. Jamais usarei meu laudo como escudo”, disse.

  • EUA revogam vistos de responsáveis pela criação do Mais Médicos

    EUA revogam vistos de responsáveis pela criação do Mais Médicos

    O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (13) a revogação dos vistos de autoridades e funcionários brasileiros envolvidos na elaboração do programa Mais Médicos. O secretário de Estado, Marco Rubio, informou que a decisão atinge Mozart Julio Tabosa Sales, membro do primeiro escalão do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, coordenador-geral para a COP30.

    A revogação também atinge familiares dos dois, além de ex-integrantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Rubio afirmou que os alvos foram cúmplices do “esquema de exportação de trabalho do regime cubano” no programa, que, segundo ele, explorou médicos cubanos por meio de “trabalho forçado”, beneficiando o governo de Havana.

    Sanções anunciadas por Marco Rubio (foto) atingem coordenador-geral para a COP-30.

    Sanções anunciadas por Marco Rubio (foto) atingem coordenador-geral para a COP-30.Freddie Everett/U.S. State Department

    De acordo com Rubio, “esses oficiais usaram a Opas como um intermediário com a ditadura cubana para implementar o programa sem seguir os requisitos constitucionais brasileiros, desviando das sanções americanas em cuba, e conhecidamente pagando ao regime cubano o que era devido aos funcionários médicos cubanos”.

    Ele declarou ainda que “nossa ação envia uma mensagem sem margem de erro de que os Estados Unidos promovem a responsabilidade para aqueles que habilitam esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano”.

    O Mais Médicos foi criado na gestão Dilma Rousseff, consistindo na contratação de médicos estrangeiros para ampliar a presença de profissionais da saúde em municípios com pouca oferta. A contratação de médicos cubanos ocorreu por meio de acordos mediados pela Opas, e gerou polêmica na época, havendo acusações de escolha ideológica de profissionais. O programa foi reformulado na gestão Lula para dar prioridade aos profissionais locais e adotar parâmetros mais rígidos de seleção.

    Agradecimento

    Além do anúncio oficial, Marco Rubio se pronunciou em suas redes sociais a respeito da implementação das revogações. Em sua publicação, comentou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está desde março nos Estados Unidos articulando sanções contra autoridades brasileiras. “Obrigado, secretário! O mundo livre conhece e apoia seu trabalho”, disse.

  • Girão volta à tribuna para pedir impeachment de Alexandre de Moraes

    Girão volta à tribuna para pedir impeachment de Alexandre de Moraes

    O senador Eduardo Girão (Novo-CE) voltou a manifestar insatisfação com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na terça-feira (12). Segundo o parlamentar, inúmeros pedidos de impeachment já foram protocolados no Senado e devem ser levados adiante. “É abuso sim”, afirmou.

    Ao citar o ex-assessor de Moraes Eduardo Tagliaferro, indiciado sob a acusação de vazar informações do gabinete do ministro enquanto presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador defendeu que o “histórico de perseguição” é suficiente para dar prosseguimento ao processo de impeachment. “Começou em maio de 2023 a perseguição feita pelo Ministro Moraes a Eduardo Tagliaferro, com a sua exoneração sumária do cargo de assessor especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, uma milícia ao arrepio da lei, um tribunal secreto para manter presos brasileiros por suas convicções e opiniões políticas”, disse.

    Para o senador, pautar o impeachment é um dever: “Esta Casa tem a obrigação política, jurídica e, principalmente, moral de cumprir com seu dever constitucional e de abrir, também de forma imediata, o processo de impeachment desse ministro que está destruindo internamente e envergonhando externamente toda a nação brasileira, agindo como um ditador da toga”.

    Veja o vídeo do discurso:

    Qualquer denúncia contra ministros do STF deve ser aceita pelo presidente do Senado. A partir da admissibilidade, o próximo passo possível é afastamento cautelar do ministro por até 180 dias e a formação de comissão para examinar o mérito da acusação. Durante a ocupação da mesa diretora, em 6 de agosto, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) disse não pretender pautar processos de impeachment contra Moraes ou qualquer outro ministro.

    É a segunda vez nesta semana que Girão vai à tribuna para criticar Moraes. No dia 11, o senador chamou as medidas cautelares contra Marcos do Val de “tentativa clara de silenciar um parlamentar e, ao fazer isso, estão desmoralizando não apenas o senador Marcos do Val, mas todo o Senado Federal”.

  • CCJ do Senado aprova 14 nomes para conselhos e agências; veja lista

    CCJ do Senado aprova 14 nomes para conselhos e agências; veja lista

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado encerrou o dia de esforço concentrado para a análise de indicados a cargos em conselhos e agências reguladoras com 14 nomes aprovados. Entre eles, estão um ministro e uma ministra para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), e uma para o Superior Tribunal Militar.

    Os candidatos foram indicados pela presidência da República, muitos com base em listas tríplices vindas de outras instituições. Ao todo, além das candidaturas aos tribunais superiores, a comissão acatou oito nomes para o Conselho Nacional do Ministério Público, dois para o Conselho Nacional de Justiça e um para a Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

    Relatórios das sabatinas serão submetidos a votação em Plenário.

    Relatórios das sabatinas serão submetidos a votação em Plenário.Edilson Rodrigues/Agência Senado

    Ficou de fora do esforço concentrado a sabatina do advogado Auriney Uchôa de Brito, indicado para uma das vagas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Conselho Nacional do Ministério Público. Como o Congresso em Foco havia antecipado, ele enfrenta resistência do próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o que compromete a formulação de um acordo pela sua aprovação.

    Após a aprovação nas sabatinas, os relatórios serão enviados ao plenário do Senado, onde é realizada a última análise para que os candidatos possam ser empossados.

    Confira a lista de nomes aprovados:

    Verônica Abdalla Sterman – Superior Tribunal Militar, ministra.

    Carlos Augusto Pires Brandão – Superior Tribunal de Justiça, ministro.

    Maria Marluce Caldas Bezerra – Superior Tribunal de Justiça, ministra.

    Lorena Giuberti Coutinho – Autoridade Nacional de Proteção de Dados, diretora do Conselho Diretor.

    Fabiana Costa Oliveira Barreto – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheira.

    Carlos Vinícius Alves Ribeiro – Conselho Nacional de Justiça, conselheiro.

    Ivana Lúcia Franco Cei – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheira.

    Silvio Roberto Oliveira de Amorim Junior – Conselho Nacional de Justiça, conselheiro.

    Fernando da Silva Comin – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheiro.

    José de Lima Ramos Pereira – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheiro.

    Greice Fonseca Stocker – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheira.

    Alexandre Magno Benites de Lacerda – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheiro.

    Clementino Augusto Ruffeil Rodrigues – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheiro.

    Karen Luise Vilanova Batista de Souza – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheira.

  • Câmara aprova horário especial para provas por motivo religioso

    Câmara aprova horário especial para provas por motivo religioso

    A Câmara aprovou o projeto de lei 2664/2003, de autoria do ex-deputado Adelor Vieira (SC), que permite aplicação de exames vestibulares e concursos públicos entre domingo e sexta-feira, das 8h às 18h, para atender às necessidades religiosas dos candidatos. Práticas de adventistas e judeus proíbem o cumprimento de compromissos entre o pôr do sol de sexta-feira e de sábado.

    Se a realização no período estabelecido for inevitável, a instituição organizadora deverá permitir que o candidato realize o exame após as 18h de sábado, desde que comprovada convicção religiosa. Nesses casos, o candidato permanecerá incomunicável desde o horário regular previsto para o exame até o início do horário alternativo. Na proposta, a declaração falsa de convicção religiosa com o intuito de evitar compromissos é considerada crime de falsidade ideológica.

    A votação ocorreu em sessão plenária.

    A votação ocorreu em sessão plenária.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    O projeto de lei também define o abono de faltas de alunos aos sábados devido a convicções religiosas. Nesse caso, a instituição de ensino poderá exigir a realização de atividades alternativas para compensar a falta.

    Durante o debate em Plenário, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) defendeu que o projeto concilia o princípio do Estado laico com a igualdade de oportunidades em concursos públicos. Em contradição, Luiz Lima (Novo-RJ) criticou a proposta: “A liberdade de consciência e de crença tem de estar compatível à igualdade de oportunidades em concursos e exames”.

    O texto foi aprovado na forma de substitutivo da Comissão do Trabalho e agora segue para análise do Senado.