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  • Senado sabatina indicados à direção da Anvisa e da ANS

    Senado sabatina indicados à direção da Anvisa e da ANS

    A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado realiza, nesta quarta-feira (13), uma rodada de sabatinas para avaliar quatro nomes indicados a cargos de direção na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A reunião, iniciada às 9h, inclui as indicações para a presidência das duas autarquias, estratégicas para a regulação e fiscalização de áreas essenciais à saúde pública.

    Acompanhe a transmissão:

    Mudança no comando da Anvisa

    Três das indicações são para a Anvisa, responsável pelo controle sanitário de produtos e serviços que possam representar riscos à saúde, como alimentos, medicamentos, cosméticos e agrotóxicos.

    O economista Leandro Pinheiro Safatle foi indicado para assumir a presidência da agência, na vaga deixada por Antônio Barra Torres. Para compor a diretoria, foram indicados o gestor Thiago Lopes Cardoso e a bióloga Daniela Marreco Cerqueira.

    Wadih Damous na ANS

    Na mesma reunião, os senadores também sabatinarão o indicado à presidência da ANS, responsável por regular e fiscalizar o setor de planos de saúde. O nome proposto é Wadih Damous, atual secretário nacional do Consumidor. Ele deve ocupar a vaga deixada por Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho, cujo mandato se encerrou em dezembro de 2024. Damous foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro e deputado federal pelo PT de seu estado.

    Tramitação

    Após a sabatina na CAS, as quatro indicações seguem para o plenário do Senado, onde precisarão de maioria absoluta para aprovação. A decisão definirá a nova composição das cúpulas de duas das agências mais relevantes para a formulação de políticas públicas e para a regulação de setores estratégicos ligados à saúde da população.

  • Projeto libera compra de armas por empresas de segurança privada

    Projeto libera compra de armas por empresas de segurança privada

    Empresas de segurança privada poderão ter acesso a armas, munições e outros equipamentos por meio das atas de registro de preços gerenciadas por órgãos de segurança pública. É o que propõe o deputado Capitão Alden (PL-BA) no projeto de lei 3679/2025, que altera a Lei 14.133/2021 para permitir a adesão, em caráter excepcional e restrito, desde que haja compatibilidade com as atividades do setor e respeito à legislação vigente.

    Pelo texto, a autorização vale para empresas regularizadas de acordo com o Estatuto da Segurança Privada (Lei 14.967/2024), com situação fiscal, trabalhista e previdenciária em dia e registro atualizado junto à Polícia Federal. A quantidade de equipamentos solicitados deverá guardar proporcionalidade com o número de profissionais habilitados, e todo o material terá de estar cadastrado em sistemas oficiais como o Sinarm e o Sigma.

    Capitão Alden propõe acesso restrito a armas e equipamentos via atas de segurança pública.

    Capitão Alden propõe acesso restrito a armas e equipamentos via atas de segurança pública.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O projeto prevê que a adesão dependa de autorização do órgão responsável pela ata, anuência do fornecedor e comprovação de vantagem técnica e econômica. Não haverá repasse financeiro direto ou indireto do poder público para as empresas.

    Na justificativa, Alden afirma que a medida busca “modernizar e fortalecer o setor da segurança privada” e que a iniciativa “atende ao pedido do Conselho Nacional da Segurança Privada (Conasep), entidade de reconhecida atuação nacional”. Para ele, a proposta “proporciona às empresas legalmente constituídas e em plena regularidade o acesso a condições técnicas e econômicas mais vantajosas” e fortalece a integração entre segurança pública e privada.

    O texto estabelece ainda que, se aprovado, o Poder Executivo terá 120 dias para regulamentar a medida, definindo o rol de itens permitidos, critérios de controle e mecanismos de fiscalização.

    O projeto será analisado pelas comissões da Câmara antes de seguir ao Plenário.

  • Lula quer conversa “civilizada” com Trump sobre tarifas

    Lula quer conversa “civilizada” com Trump sobre tarifas

    Em entrevista ao programa de Reinaldo Azevedo nesta terça-feira (12), o presidente Lula se manifestou sobre as negociações com os Estados Unidos pela revogação das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Questionado sobre a possibilidade de diálogo com a Casa Branca, revelou esperar “encontrar com o presidente Donald Trump e conversar como dois seres humanos civilizados, como dois chefes de Estado”.

    Lula disse ter sido “pego de surpresa” com a carta de Trump, publicada em 9 de julho, anunciando o pacote tarifário, tendo em vista que já havia negociações em curso a respeito da taxa anterior, de 10%. “Eu fiquei sabendo pela imprensa, de uma carta ofensiva ao Brasil com algumas inverdades.”

    Lula relembrou que sua melhor relação com um presidente americano foi com George Bush, colega de partido de Trump.

    Lula relembrou que sua melhor relação com um presidente americano foi com George Bush, colega de partido de Trump.
    Ricardo Stuckert / PR

    Ele criticou os argumentos de Trump para justificar as tarifas, relembrando que a balança comercial Brasil-EUA é favorável ao lado norte-americano e que as cobranças acerca da condução do processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro violam a soberania das instituições brasileiras.

    Apesar da crítica, Lula ressaltou o interesse em retomar a normalidade no relacionamento entre os dois países. “Queremos manter uma relação como nós mantemos com todo o mundo, civilizada, ordeira, em que a gente possa sentar numa mesa, como estamos eu e você aqui, e discutir as divergências comerciais”, descreveu.

    Ele relembrou que o presidente americano com quem manteve melhor convivência foi George Bush, outro membro do Partido Republicano, mesmo diante de divergências a respeito da segurança global, na época abalada após o atentado ao World Trade Center.

    Resposta comercial

    Além de falar sobre a relação com Trump, Lula também antecipou os principais pontos da medida provisória prevista para ser editada na quarta-feira (13) para lidar com o impacto econômico das tarifas.

    A estratégia elaborada pelo governo consiste em quatro pontos: criação de linhas de crédito para os setores mais afetados, busca de novos compradores para esses produtos, avanço da ação contra o pacote tarifário na Organização Mundial do Comércio (OMC) e acionamento da Lei de Reciprocidade em setores que possam aumentar o poder de barganha do Brasil.

    “Acho que [a medida provisória] vai ser extremamente importante para que a gente possa mostrar que ninguém fica desamparado por conta da taxação do presidente Trump, de que nós vamos cuidar dos trabalhadores dessas empresas”, declarou.

  • Com denúncia de Felca, Lula acelera regulamentação das redes

    Com denúncia de Felca, Lula acelera regulamentação das redes

    O presidente Lula anunciou em entrevista ao programa de Reinaldo Azevedo nesta terça-feira (12), que pretende encaminhar uma proposta de regulamentação das redes sociais ao Legislativo na quarta-feira. “Isso já está há dois meses na Casa Civil, discutida com vários ministros, porque tem divergências. Amanhã, às três horas da tarde, estará na minha mesa para dirimir as divergências existentes dos ministros e mandar isso para o Congresso Nacional”, declarou.

    A fala ocorreu após a repercussão de denúncias feitas pelo youtuber Felipe Bressanim, o Felca, sobre a exploração e “adultização” de crianças e adolescentes em conteúdos na internet por parte de influenciadores digitais. O material já ultrapassou 15 milhões de visualizações.

    Anúncio ocorre após repercussão de denúncia sobre exploração de menores por influenciadores digitais.

    Anúncio ocorre após repercussão de denúncia sobre exploração de menores por influenciadores digitais.Ricardo Stuckert / PR

    Durante a entrevista, Lula defendeu que “o crime que é crime na vida tem que ser crime na vida digital”. O presidente também defendeu a responsabilização das plataformas, citando o reconhecimento, por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), de que as redes sociais devem ser consideradas como responsáveis pelo conteúdo em circulação.

    Lula relatou ouvir conversas de mães preocupadas com a exposição de suas filhas nas redes. “O algoritmo dessa criança pode ser utilizado para alguns pedófilos nesse país. E por isso que nós queremos regular, porque é preciso acabar com a mentira nesse país, com a pregação do ódio, com o estímulo à desavença”, disse.

    O chefe do Executivo também acusou grupos contrários à regulamentação de conivência com o objeto da denúncia. “Quem quer que não haja regulação são as pessoas que estão ganhando muito dinheiro com isso, porque tem gente que fala que é empresário e ganha muito dinheiro com a divulgação de de pedofilia com criança, com ódio das pessoas”, alegou.

  • Câmara deixa foro e anistia por atos golpistas fora da pauta da semana

    Câmara deixa foro e anistia por atos golpistas fora da pauta da semana

    A Câmara dos Deputados começa, nesta terça-feira (12), uma semana legislativa que ficará marcada pela ausência de dois temas polêmicos: a proposta de emenda constitucional que altera as regras do foro por prerrogativa de função e o projeto que concede anistia aos acusados de participação na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.

    Veja a pauta da semana

    Os deputados também não votarão nesta semana projeto para coibir a exploração de imagens de crianças e adolescentes nas redes digitais. O assunto deverá ser tratado por um grupo de trabalho. Como mostrou o Congresso em Foco, mais de 30 propostas foram apresentadas desde ontem na Câmara, em reação ao vídeo divulgado por um youtuber sobre o tema.

    Reunião de líderes da Câmara nesta terça-feira, 12 de agosto.

    Reunião de líderes da Câmara nesta terça-feira, 12 de agosto.Marina Ramos/Agência Câmara

    A decisão de retirar esses itens da pauta foi tomada pelos líderes partidários. Segundo o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), a medida tem relação direta com a ocupação promovida pela oposição na Mesa da Câmara na semana passada. “O que houve foi muito grave, e os responsáveis não poderiam ser contemplados na definição da pauta”, afirmou.

    Outro tema que ficará para depois é o projeto que concede isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. De acordo com Lindbergh, a proposta não entrou nesta semana, mas deverá ser votada até o fim de setembro. “A pauta da chantagem não se impôs. É claro que insistimos no Imposto de Renda e queremos votar com rapidez”, disse.

    O que será votado

    A pauta do plenário para os próximos dias inclui requerimentos de urgência para acelerar a análise de projetos como:

    • Inclusão de cooperativas solares no Fundo de Garantia de Operações (PL 1.707/2024)
    • Criação da Carteira Nacional de Docente (PL 41/2025)
    • Acordo de Sede da COP30, assinado em junho na Alemanha
    • Definição de regras de cobrança de ISS para serviços de guincho e guindaste (PLP 92/2024)

    Entre os projetos de mérito previstos estão:

    • Estatuto do Aprendiz (PL 6.461/2019)
    • Regulamentação de programas de milhagem aérea (PL 2.767/2023)
    • Sistema antifraude em eleições de entidades esportivas (PL 3.163-A/2023)
    • Proposta que permite acumulação de um cargo de professor com outro de qualquer natureza (PEC 169-B/2019)
  • Três indicações para diretoria da ANA seguem para votação no Plenário

    Três indicações para diretoria da ANA seguem para votação no Plenário

    A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou nesta terça-feira (12) três indicações para a diretoria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Os nomes de Larissa Oliveira Rêgo, Cristiane Collet Battiston e Leonardo Góes Silva foram apresentados pela Presidência da República e seguem, em regime de urgência, para votação no Plenário.

    Indicados foram sabatinados e tiveram seus nomes aprovados na reunião desta terça-feira, 12 de agosto, na Comissão de Meio Ambiente.

    Indicados foram sabatinados e tiveram seus nomes aprovados na reunião desta terça-feira, 12 de agosto, na Comissão de Meio Ambiente.Andressa Anholete/Agência Senado

    Veja quem são os indicados:

    Larissa Oliveira Rêgo – Advogada formada pela Universidade Potiguar (UnP), dirige desde 2023 o Departamento de Irrigação da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica, no Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional. Indicada para a vaga de Vitor Eduardo de Almeida Saback, destacou que o Brasil concentra 12% da água doce do planeta, mas ainda convive com desigualdades no acesso: “Mesmo com a abundância, cerca de 32 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável”.

    Cristiane Collet Battiston – Engenheira civil pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e doutora em recursos hídricos e saneamento ambiental pela UFRGS, atua desde 2023 como secretária adjunta de Recursos Hídricos da Secretaria Especial do PAC, na Casa Civil. Para substituir Filipe de Mello Sampaio Cunha, defendeu a gestão participativa da ANA e a execução do Plano Nacional de Recursos Hídricos 2022-2040, visando crescimento econômico aliado a avanços socioambientais.

    Leonardo Góes Silva – Engenheiro agrônomo e mestre em Ciências Agrárias pela UFBA, com especialização em concessões e PPPs, é perito federal agrário do Incra e presidiu a Embasa entre 2023 e 2024. Indicado para a vaga de Maurício Abijaodi Lopes de Vasconcellos, propôs fortalecer a segurança hídrica, ampliar a eficiência regulatória e investir em resiliência climática e inclusão social.

    Debate no colegiado

    O presidente da CMA, senador Fabiano Contarato (PT-ES), elogiou as trajetórias e o compromisso dos indicados com um país “mais justo, fraterno e igualitário”. As senadoras Augusta Brito (PT-CE) e Eliziane Gama (PSD-MA) celebraram a presença feminina na lista. Eliziane também ressaltou a relevância da agenda ambiental em 2025, ano da COP30 em Belém (PA), e alertou para os impactos de cortes orçamentários sobre as políticas da ANA.

    Parlamentares também fizeram cobranças. Mecias de Jesus (Republicanos-RR) pediu atenção ao saneamento em comunidades indígenas; Jayme Campos (União-MT) questionou ações diante de secas e enchentes; Luis Carlos Heinze (PP-RS) defendeu o armazenamento responsável de água em áreas de preservação; Paulo Paim (PT-RS) pediu mais recursos no orçamento; e Confúcio Moura (MDB-RO) criticou a falta de técnicos no órgão.

    O papel da ANA

    Vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a ANA fiscaliza o uso da água no país e promove sua gestão integrada e sustentável. Regula o acesso a rios de domínio federal, serviços públicos de irrigação e transporte de água para tratamento. A diretoria é composta por cinco membros, com mandatos de cinco anos, sem possibilidade de recondução.

    Leia ainda:

    Na mira de Alcolumbre: dois indicados podem ser rejeitados em sabatinas

  • Advogados pedem revogação do registro do partido de Bolsonaro ao TSE

    Advogados pedem revogação do registro do partido de Bolsonaro ao TSE

    Os advogados André Luiz Moreira e Wands Salvador Pessin, sediados em Espírito Santo, protocolaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido de cancelamento do registro do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eles sustentam que a sigla praticou “subordinação a governo estrangeiro” ao apoiar sanções impostas pelos Estados Unidos contra ministros do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República.

    De acordo com os signatários, parlamentares do PL celebraram publicamente as medidas norte-americanas como as restrições de vistos e tarifas sobre exportações brasileiras. Eles afirmam que houve uma atuação “orgânica e coordenada” da legenda para reforçar e legitimar as ações externas, em desacordo com a Constituição.

    Juristas acusam apoio institucional da sigla a sanções dos EUA contra autoridades brasileiras.

    Juristas acusam apoio institucional da sigla a sanções dos EUA contra autoridades brasileiras.José Cruz/Agência Brasil

    Os advogados apontam que o partido agiu como “linha auxiliar de projeto político externo contrário à ordem constitucional brasileira”, violando o princípio da soberania nacional e criando, segundo eles, as condições legais para a cassação do registro civil e estatutário.

    Obstrução

    Os juristas citam os protestos da bancada do PL na reabertura dos trabalhos legislativos neste semestre, quando ocuparam a mesa diretora e impediram a realização de sessões na Câmara e no Senado em protesto à prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. O líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), chegou a dizer em entrevista que “agora é guerra total”.

    Os parlamentares condicionaram a liberação do espaço à inclusão em pauta da anistia aos réus por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro de 2023, ao fim da prerrogativa de privilégio de foro para parlamentares e à leitura, no Senado, de um dos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal contra Bolsonaro e principal alvo das sanções americanas.

    Segundo os advogados, ações dessa natureza “comprometem o funcionamento regular do Legislativo” e fazem parte de “estratégia deliberada e coordenada” para enfraquecer as instituições brasileiras, em convergência com objetivos anunciados por autoridades dos Estados Unidos.

    Para os autores, a atuação da cúpula do partido, associada à agenda de autoridades estrangeiras, reforça o caráter institucionalizado do apoio às sanções. Eles entendem que essa conduta representa afronta direta à independência dos Poderes e à integridade do Estado brasileiro.

    Expulsão de parlamentar

    Os advogados também citam a expulsão do deputado Antonio Carlos Rodrigues (SP), um dos mais antigos membros da sigla, que criticou as sanções contra Moraes e as tarifas de importação de Donald Trump. Em entrevista, o parlamentar disse que “o partido não pode se ajoelhar a interesses estrangeiros para atacar ministros da Suprema Corte”. Logo em seguida, a Executiva Nacional confirmou sua desfiliação compulsória.

    Para Moreira e Pessin, a punição a um membro que defendeu a soberania comprova que o apoio às medidas estrangeiras é “obrigação partidária” e não decisão individual.

    Pedidos ao TSE

    Os autores requerem que o TSE julgue procedente a denúncia, com a cassação do registro do PL, o bloqueio do acesso aos fundos partidário e eleitoral e a comunicação imediata da decisão aos tribunais regionais eleitorais.

    Eles pedem ainda que o processo receba provas reunidas no Inquérito 4995 do Supremo Tribunal Federal, que investiga Jair e Eduardo Bolsonaro por tentativa de coação no curso do processo via lobby internacional, para reforçar o conjunto probatório já apresentado.

    Confira a íntegra da ação.

    A ação possui um anexo. Ele está disponível aqui.

  • “Tentativa de silenciar um parlamentar”, diz Girão sobre Moraes

    “Tentativa de silenciar um parlamentar”, diz Girão sobre Moraes

    Em discurso no Plenário do Senado na última segunda-feira (11), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de implementar medidas cautelares com o intuito de “chantagear” o senador Marcos do Val (Podemos-ES) para forçar sua renúncia ao cargo.

    “Para mim está muito claro que o objetivo de Moraes é chantagear o senador Marcos do Val para que ele saia daqui, para que ele pare de usar esta tribuna. É uma tentativa clara de silenciar um parlamentar e, ao fazer isso, estão desmoralizando não apenas o senador Marcos do Val, mas todo o Senado Federal. Hoje é com ele, amanhã pode ser com qualquer um de nós. Não podemos aceitar esse tipo de abuso e omissão, porque isso fere de morte a independência do Poder Legislativo”, declarou Girão.

    Veja a fala do senador:

    Segundo Girão, “o Brasil e o mundo precisam saber o que está acontecendo: um parlamentar eleito está sendo impedido de exercer o seu mandato, privado de salário, verba de gabinete e até do convívio com a própria família. Isso é uma afronta à democracia e ao Estado de Direito. Há, sim, uma ditadura da toga instalada, e cabe ao Senado se levantar contra ela, ou estaremos assinando a nossa própria rendição como instituição”.

    “Pedido de socorro”

    Durante o discurso, o senador também comentou a ocupação realizada na mesa diretora do Senado em 5 de agosto. “Tempos extraordinários pedem medidas extraordinárias. Foi um grito de socorro”. A “manifestação” exigia que três temas fossem à pauta: anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, fim do foro privilegiado e o impeachment de Alexandre de Moraes.

  • Bolsonaro receberá vice-presidente da Câmara em casa

    Bolsonaro receberá vice-presidente da Câmara em casa

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma nova leva de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. A lista de quatro nomes conta com o primeiro vice-presidente da Câmara dos Deputados e seu colega de partido, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).

    Moraes autorizou realização de exames médicos e visita de parlamentares ao ex-presidente.

    Moraes autorizou realização de exames médicos e visita de parlamentares ao ex-presidente.
    Valter Campanato/Agência Brasil

    Conforme o despacho, Altineu Côrtes poderá comparecer no dia 25, enquanto Rogério Marinho estará no dia 22. Além desses dois, Bolsonaro receberá o vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araujo, no dia 26, e o deputado estadual Tomé Abduch (PL-SP) no dia 27.

    Moraes também acatou um pedido da defesa de Bolsonaro para realizar uma bateria de exames no hospital DF Star no sábado (16), para investigar uma crise de refluxo e soluços que começou a se manifestar pouco antes da decretação de sua prisão domiciliar, no último dia 4. Ao final dos exames, ele deverá apresentar atestado de comparecimento.

    Confira a íntegra do despacho.

  • Preço do café cai 1% depois de 18 meses em alta

    Preço do café cai 1% depois de 18 meses em alta

    Após 18 meses, o preço do café moído registrou queda. A informação foi apresentada durante a divulgação da inflação oficial em julho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira (12). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) indicou 1,01%. Com a diminuição, o café ainda acumula alta 41,46% no ano e de 70,51% nos últimos 12 meses, segundo item com maior impacto do mesmo período (5,23%).

    De acordo com Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE, a redução de preço não pode ser atribuída ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. “[Em julho], já estava começando a colheita, uma oferta maior no campo. Pode ser efeito dessa maior oferta”, afirmou. A maior oferta de café ao mercado, originada com o período de colheira, diminui a pressão da demanda dos consumidores e provoca a queda nos preços.

    Produto fixa apenas atrás da carne no peso inflacionário.

    Produto fixa apenas atrás da carne no peso inflacionário.Freepik

    Segundo o analista, este efeito pode ser registrado em reflexo ao tarifaço, caso os produtores não exportem o produto brasileiro para outros países: “Tendo uma oferta maior do produto, a tendência é redução de preços”. O café está na lista de produtos taxados em 50% pelo governo dos Estados Unidos, que passou a valer em 6 de agosto.

    Em meses anteriores, o aumento do produto alcançou 99,46%, quase o dobro do valor inicial. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), a alta foi originada por eventos climáticos que afetaram a safra do grão e por uma demanda mundial crescente, impulsionada pelo aumento do consumo da bebida na China.