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  • Agora Tem Especialistas vai atender mais de 1200 indígenas do território Xavante

    Agora Tem Especialistas vai atender mais de 1200 indígenas do território Xavante

    Depois de atender a população indígena dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Alto Rio Solimões, Médio Rio Solimões e Afluentes e Vale do Javari, o mutirão de atendimento do Programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde chega ao DSEI Xavante neste sábado (15). A iniciativa tem por objetivo ampliar o acesso à atenção especializada dos pacientes indígenas, reduzir a morbidade por agravos prioritários, como tuberculose, doenças crônicas não transmissíveis, enfermidades oftalmológicas e fortalecer a integração entre atenção primária e especializada, com fluxos de referência que incluem a rede de saúde pública local.

    Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Associação Expedicionários da Saúde (EDS), a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e o Ministério da Saúde, a ação também busca promover o atendimento integral às mulheres e crianças indígenas, com enfoque na atenção especializada, respeitando os aspectos locais e culturais do povo Xavante.

    A expectativa é que sejam realizados pelo menos 1.230 atendimentos considerando atividades clínicas nas áreas de oftalmologia, pediatria, ginecologia e ultrassonografia. A ação ocorre até o dia 23 de novembro prioritariamente nos Polos Base de Sangradouro e Marãiwatsédé. O investimento é de R$ 759.805,00.

    Expedicionários da saúde

    A Associação Expedicionários da Saúde (EDS) é uma organização sem fins lucrativos, qualificada como OSCIP, com atuação iniciada em 2003 e consolidada ao longo de mais de duas décadas de serviços prestados de forma gratuita e complementar ao SUS, em articulação direta com o Ministério da Saúde, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e organizações indígenas. A expedição Xavante é a 57ª da EDS.

    As missões se destacam pela criação e operacionalização do Centro Cirúrgico Móvel, uma tecnologia social pioneira que consiste em uma estrutura equipada com até cinco salas cirúrgicas e clínicas de especialidades (ginecologia, pediatria, oftalmologia, ortopedia, odontologia e clínica médica), viabilizando procedimentos com segurança e resolutividade em regiões de acesso extremamente restrito.

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança plataforma que integra dados de saúde, clima e território para fortalecer resposta do SUS às mudanças

    Ministério da Saúde lança plataforma que integra dados de saúde, clima e território para fortalecer resposta do SUS às mudanças

    O Ministério da Saúde lançou, nesta sexta-feira (14), durante a COP30, em Belém (PA), plataforma pública que reúne informações georreferenciadas sobre saúde, clima, território, vulnerabilidades e redes de serviços. A Infraestrutura de Dados Espaciais do Ministério da Saúde (IDE-MS) amplia a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de analisar o território, monitorar riscos e integrar dados essenciais para o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.

    Para a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, esta iniciativa é de grande relevância, especialmente no contexto do Plano de Ação de Belém, na interface mudanças climáticas e saúde. “A IDE-MS permitirá a geração de referências, análises territoriais e acesso a dados em tempo quase real, reunindo informações demográficas de saúde e climáticas. Isso certamente beneficiará tanto as políticas públicas, no que diz respeito ao monitoramento e à previsão, quanto os pesquisadores, oferecendo uma ferramenta valiosa para compreender e antecipar riscos”, afirmou.

    A secretária também ressaltou que a IDE-MS fortalece a política nacional de saúde digital, ao ampliar a capacidade do SUS de analisar dados territorializados em tempo real – condição essencial para responder às emergências sanitárias e aos efeitos das mudanças climáticas com mais eficiência e resiliência.

    Tecnologia que conecta saúde, clima e território

    A plataforma é de acesso livre, alinhada aos padrões da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) e reúne 133 camadas de dados georreferenciados, sendo:

    • 96 camadas de saúde, incluindo análise epidemiológica, redes de atenção e indicadores estratégicos;
    • 15 camadas climáticas, provenientes de Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e outras fontes oficiais;
    • dados demográficos, socioambientais e territoriais integrados automaticamente;
    • recortes como Amazônia Legal, biomas, regiões de saúde e áreas de risco.

    As emergências climáticas severas, especialmente na região Norte, com secas extremas e isolamento de comunidades, evidenciaram a necessidade de integrar dados de saúde, clima e território em um único ambiente analítico. A IDE-MS foi desenhada para possibilitar esse cruzamento automático de informações, qualificando o planejamento e fortalecendo a capacidade do SUS de antecipar riscos e responder de forma mais eficiente aos eventos climáticos.

    “Após quase uma década, o Ministério da Saúde volta a fornecer dados para a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais do Governo Federal (INDE), retomando seu papel na oferta de informações geoespaciais padronizadas para uso público e governamental”, reforçou o diretor do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS) do Ministério da Saúde, Paulo Sellera, durante o lançamento da plataforma.

    Integração de dados para qualificar decisões em saúde

    A IDE-MS reúne, em um só ambiente, dados de saúde, clima e território, apoiando o monitoramento de riscos, a identificação de populações vulneráveis e o planejamento das ações de vigilância. Com essa visão integrada, o Brasil avança em pesquisa e gestão relacionadas a clima e saúde e o SUS ganha mais precisão para agir e proteger vidas. Inserida no Plano Mais Saúde Amazônia Brasil, a ferramenta fortalece a gestão baseada em evidências e amplia a transparência das informações públicas.

    Saiba como acessar a IDE-MS:

    Max de Oliveira
    Patrícia Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde libera R$ 28 milhões para fortalecer a rede materno-infantil do Ceará

    Ministério da Saúde libera R$ 28 milhões para fortalecer a rede materno-infantil do Ceará

    O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (14), o repasse de R$ 28 milhões para a rede materno-infantil do Ceará, com foco principal nas ações na capital. A decisão foi tomada em reunião entre o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, o governador do estado, Elmano de Freitas, e o prefeito da capital, Evandro Leitão. Além do reforço financeiro, o estado e a prefeitura abrirão 285 novos leitos obstétricos e neonatais em Fortaleza. Também participaram da reunião as secretárias estadual e municipal de Saúde, Tânia Coelho e Riane Azevedo, respectivamente. 

    O aporte federal chega em apoio direto à rede cearense após o incêndio que atingiu, nesta quinta-feira (13), a maternidade do Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), a mais antiga e a terceira maior do estado. Os novos leitos vão fortalecer a capacidade de atendimento enquanto o hospital passa por reestruturação e reforma completa. “Vamos realizar, já na próxima semana, o pagamento destinado à rede materno-infantil e obstétrica do Ceará, garantindo a reestruturação e ampliação dos serviços”, afirmou o secretário Mozart Sales. 

    A distribuição dos 285 novos leitos será feita da seguinte forma: 185 leitos no Hospital Universitário do Ceará, 60 leitos no Hospital da Mulher e 40 leitos no Gonzaguinha de Messejana, ampliando a capacidade imediata de atendimento obstétrico e neonatal na capital. 

    Desde o início do incidente, o Ministério da Saúde tem mantido diálogo permanente com as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde. Todos os 187 pacientes, entre gestantes, puérperas e recém-nascidos, foram transferidos com segurança, e a rede materno-infantil absorveu toda a demanda sem risco de desassistência. 

    Durante a agenda em Fortaleza, o secretário Mozart Sales também visitou as pacientes transferidas para o Hospital Universitário, verificando as condições de acolhimento e suporte assistencial. 

    O secretário destacou a atuação das equipes de saúde durante a evacuação emergencial, que mobilizou profissionais de várias unidades. Cerca de 200 pacientes foram removidos de uma unidade de alta complexidade em menos de 12 horas, sem vidas perdidas. “A operação envolveu preparo, dedicação e um trabalho criterioso. Evacuar uma unidade desse porte, com tantos pacientes em condição delicada, e garantir que todos chegassem com segurança a outras unidades é a prova da qualidade da nossa rede de saúde”. 

    Julianna Valença 
    Ministério da Saúde 

  • Magistrados paraibanos participam da 56ª edição do Encontro do FONAJE

    Foto de João Batista e Max Nunes
    Des. João Basita entre os juízes Cláudio Xavier e Max Numes

    A 56ª edição do Encontro do FONAJE – Fórum Nacional de Juizados Especiais, evento realizado entre os dias 12 e 14 de novembro de 2025, abordou o tema “Resgate dos Ritos dos Juizados Especiais e os Desafios Atuais”. O Fórum aconteceu no Rio Grande do Sul e contou com a participação de magistrados de todo o país.

    O desembargador João Batista Barbosa (vice-presidente do TJPB)  e os juízes Max Nunes e Cláudio Antônio de Carvalho Xavier participaram do evento,  representando o Tribunal de Justiça da Paraíba. 

    Instituído em 1997, o Fórum é um evento de caráter técnico e institucional cujo objetivo é promover o aprimoramento da prestação jurisdicional no âmbito dos Juizados Especiais Cíveis, Criminais e da Fazenda Pública em todo o país.

    Realizado semestralmente, o FONAJE reúne magistrados, servidores, membros do Ministério Público, da Defensoria Pública, da advocacia e demais profissionais do sistema de Justiça para debater boas práticas, propor enunciados e fomentar a inovação no tratamento das demandas de menor complexidade. 

    A cada edição, o evento é sediado por um Tribunal de Justiça diferente, promovendo a descentralização e o intercâmbio regional de experiências. Neste ano, FONAJE aconteceu no prédio sede do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, na cidade de Porto Alegre (RS). 

    Atitude -Tradicionalmente, o FONAJE destina doações para uma entidade assistencial na cidade sede. Nesta edição, o Asilo Padre Cacique foi a entidade contemplada.

    Por Valter Nogueira 
     

  • CNJ promove 6ª Jornada de Leitura no Cárcere

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    TJPB estará participando do evento

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizará, entre 17 e 19 de novembro, a 6ª edição da Jornada da Leitura no Cárcere, uma das ações que integram o Plano Nacional Pena Justa. A iniciativa conta com a colaboração do Observatório do Livro e da Leitura, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), além do apoio do Ministério da Cultura e do Grupo Editorial Record.

    A programação tem como foco ampliar o acesso à leitura e fortalecer práticas educativas voltadas às pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. As atividades dialogam diretamente com as diretrizes do Pena Justa – Plano Nacional para o Enfrentamento do Estado de Coisas Inconstitucional no Sistema Prisional.

    O evento será transmitido gratuitamente pelo canal do CNJ no YouTube e é dirigido também às magistradas, magistrados, servidoras, servidores e demais públicos do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

    No dia 18, haverá apresentação ao vivo da peça “Pena Justa: O Encontro da 347”, encenada pelo grupo Movemente, diretamente da Penitenciária Desembargador Sílvio Porto. A atividade envolverá integrantes do sistema de justiça, gestoras e gestores públicos, profissionais do sistema penal, representantes da rede educacional e o público prioritário composto por pessoas privadas de liberdade e egressas.

    Para o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJPB), a iniciativa reforça a importância de ações voltadas à reintegração de pessoas privadas de liberdade, alinhando-se às estratégias estruturantes adotadas também pelo Tribunal de Justiça da Paraíba.

    Segundo a coordenadora do GMF, juíza Maria Aparecida Sarmento Gadelha, o evento fortalece a promoção dos direitos humanos a partir da cultura, destacando a leitura como ferramenta essencial de formação, cidadania e desenvolvimento no contexto prisional. A magistrada incentiva a participação de juízas, juízes, equipes técnicas, servidoras, servidores e demais profissionais da rede local.

    Confira a programação abaixo:

    Dia 17
    13h30 – Mesa de abertura

    14h – Leitura e Justiça Social
    Andréa Brito, do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do Conselho Nacional de Justiça (DMF/CNJ)
    Representante da Senappen/MJSP
    Jeférson dos Santos Assumção, da Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura

    Apresentação e mediação de Juliana Tonche (DMF/CNJ)

    15h – Palavra e Pertencimento: a leitura como território de libertação, bate papo com o autor Nei Lopes

    Apresentação e mediação de Carlos Rodrigo Dias (Senappen/MJSP)

    16h – Sarau Literário

    Dia 18

    13h30 – Respeito as religiões afroindígenas e o direito de existir, com Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos, professor e orientador no Programa de Pós-graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Apresentação e mediação de Renata Sangoranti, presidente e produtora cultural do Centro Cultural Orunmilá

    14h30 – Bibliotecas que transformam: o mundo que a leitura inaugura
    Janete Duarte, da Comissão de Bibliotecas Prisionais da FEBAB
    Léia Santos, Bibliotecária, doutoranda em Ciência da Informação (PPGCI/ECA/USP)
    Andréa Melo, da Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas, membro da Comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais
    Eunice Godinho, da Funap e Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo

    Apresentação e mediação de Nadja Cézar, coordenadora Geral de Leitura e Bibliotecas do MinC 

    15h40 – Arte como expressão e identidade, bate papo com o rapper, ator e escritor Sagat B, autor da autobiografia O bandido que virou artista

    Apresentação e mediação de Galeno Amorim

    16h10 – Sarau Literário, apresentação da peça Pena Justa: o Encontro da ADPF 347, realizada na Penitenciária Desembargador Silvio Porto na Paraíba

    Dia 19

    13h30 – A construção de um novo mundo pela palavra
    Sirlene Domingues, egressa do sistema prisional, coordenadora do Clube de Leituras Virando a Página e autora do e-book Lembranças do Cárcere
    Gih Trajano, poeta e slammer, egressa do sistema prisional e autora do livro Quem saberia perder
    Edson Souza Júnior, advogado criminalista, professor universitário e ex-policial militar, autor do livro Reconhecimento Fotográfico Racista

    Apresentação e mediação de  Iraneida Soares da Silva, secretária executiva da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as/es 

    14h30 – Cine debate
    Anna Dantas, do curta Entre Marés, fundadora da Tarrafa Produtora e Distribuidora e membra da diretoria executiva da Federação Pernambucana de Cineclubes
    Thay Limeira, chefe da Divisão de Políticas para o Cineclubismo na Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura

    Apresentação e mediação de Miriam Gomes Alves,  coordenadora-geral de Cultura em Direitos Humanos e Midias Digitais do MDHC e autora de Masculinidades Negras na Educação de Jovens e Adultos

    15h15 – Valorização da leitura e da escrita e sua democratização junto às pessoas privadas de liberdade
    Cleide Ramos, promotora de justiça do Ministério Público da Bahia e iealizadora do Projeto Relere
    Alexandre Machado, juiz da 16ª Vara Criminal de Maceió e idealizador do projeto de remição pela leitura Livros que Libertam
    Julyana Patricio, defensora pública do Maranhão, idealizadora e coordenadora do projeto Escrita que Liberta: reescrevendo o futuro

    Apresentação e mediação de Solange Reimberg, juíza auxiliar da presidência (DMF/CNJ)

    16h – Exibição do documentário Livros que libertam, produzido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas

    Serviço:

    17 a 19 de novembro de 2025, das 13h30 às 16h30
    Acompanhe a transmissão no YouTube do CNJ: youtube.com/cnj
    Inscreva-se para receber certificado: observatoriodolivro.org.br/jornada-carcere

    Gecom-TJPB, com informações do CNJ

  • Mostra premia 16 projetos de planejamento e dimensionamento da força de trabalho em saúde

    Mostra premia 16 projetos de planejamento e dimensionamento da força de trabalho em saúde

    A cerimônia de encerramento da Mostra Nacional de Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde premiou 16 experiências inovadoras para a área, na sexta-feira (14), em Brasília (DF). A ação promovida pelo Ministério da Saúde recebeu 128 propostas das cinco regiões do país, que apresentam processos de implementação e desenvolvimento de metodologias e estratégias para força de trabalho em saúde, alinhadas às necessidades específicas dos territórios e do Sistema Único de Saúde (SUS).

    A mostra tem o propósito de compartilhar com a sociedade as vivências, os saberes e as práticas aplicadas nas diferentes Unidades Federativas, bem como identificar metodologias e dispositivos empregados por gestores e trabalhadores. Um dos principais objetivos da iniciativa é buscar e difundir soluções para o dimensionamento da força de trabalho, considerando as distintas realidades dos serviços de saúde e das redes de atenção.

    As experiências que integram a competição irão servir de referência na melhoria do atendimento no SUS nas diferentes regiões do país. Ao analisar as necessidades de cada território e ajustar a quantidade e o perfil dos profissionais às demandas reais da população, essas práticas permitem uma distribuição mais equilibrada e eficiente da equipe de saúde. Isso se traduz em serviços mais organizados, redução de sobrecarga dos trabalhadores, maior resolutividade e qualidade no cuidado prestado.

    Durante a premiação, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, afirmou que a iniciativa também nasce do compromisso com a valorização do trabalho em saúde, incentivando e visibilizando experiências reais e novas formas de fazer gestão. “São propostas que reconhecem a criatividade, estimulam a inovação e buscam soluções para os desafios de cada território, respeitando as singularidades e as realidades locais. Nesse contexto, o dimensionamento e o planejamento da força de trabalho em saúde tornam-se elementos centrais, pois permitem identificar necessidades, orientar decisões e fortalecer a capacidade das equipes de saúde”, pontuou.

    Diferentes materiais e conteúdos serão produzidos com os resultados da mostra e poderão ser replicadas por equipes de saúde

    Impacto das experiências nos territórios

    O administrador Emerson Barroso que integra a equipe da experiência Dimensionamento da Força de Trabalho na APS de Unaí-MG disse que a mostra possibilitou dar visibilidade às diferentes realidades vivenciadas pelas equipes de trabalho da saúde, evidenciando a diversidade de contextos e desafios presentes no cotidiano dos serviços. “O evento permitiu apresentar distintas estratégias e abordagens capazes de enfrentar e sanar as dificuldades que os trabalhadores do SUS encontram em sua prática diária, fortalecendo o entendimento e a valorização dessas experiências.”

    Boa parte dos participantes da mostra apresentaram o mesmo obstáculo que suas equipes de trabalho enfrentam nos seus estados e municípios: a dificuldade em compor as equipes de saúde, devido ao baixo número de trabalhadores disponíveis. “É fundamental apresentar aos gestores essas limitações, algo que fazemos por meio do dimensionamento da força de trabalho, tornando visíveis as necessidades reais das equipes. Com ações eficientes baseadas nesse diagnóstico, os maiores beneficiários serão a população, os trabalhadores e o SUS”, afirmou a enfermeira e integrante da experiência Planejamento da Força de Trabalho da Região Centro-Sul do Distrito Federal.

    A servidora pública Luana Holanda e integrante da experiência Planejamento da Força de Trabalho em Serviço de Neonatologia no Ceará falou que é fundamental o Brasil contar com profissionais qualificados em dimensionamento da força de trabalho, pois eles se tornarão multiplicadores do conhecimento em todo o sistema de saúde. “É necessária e urgente fortalecermos práticas mais eficientes e sustentáveis. E o fato de o Ministério da Saúde ter orquestrado essa mostra demonstra o compromisso do governo federal em aprimorar as condições de trabalho e a qualidade de vida dos trabalhadores da saúde”, concluiu.

    Sobre a mostra nacional

    Nos dois dias da mostra, as experiências selecionadas foram submetidas a um corpo de jurados – por meio de apresentação oral e exposição de pôster –, que analisaram os trabalhos resultantes das práticas desenvolvidas nos módulos da Formação em Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho no SUS. O intuito foi demonstrar o impacto dos projetos na organização e melhoria dos serviços de saúde. Na oportunidade, foram premiados 16 projetos inovadores para a área de Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde.

    Lista com as experiências premiadas

    • Planejamento e Dimensionamento em Serviço de Neonatologia de Alta Complexidade: Estudo em Hospital Referência na Rede de Saúde do Ceará – Fortaleza (CE)
    • Relato de Experiência no Dimensionamento da Força de Trabalho na Atenção Especializada: Hospital Estadual de Vila Velha, Espírito Santo, Setor Clínica Médica – Vitória (ES)
    • Qualidade da Informação em Saúde e Ajuste Metodológico para Dimensionamento da Atenção Primária à Saúde em Município Potiguar – Natal (RN)
    • Análise da Força de Trabalho em Saúde da Atenção Primária do Município de São Cristóvão/SE – Aracaju (SE)
    • Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde na Unidade de Clínica Médica do Hospital Flávio Leal de Piraí/RJ – Rio de Janeiro (RJ)
    • Dimensionamento da Força de Trabalho na UTI: Integração do Sistema de Gestão de Escalas e Plantões (GEP) como Metodologia do PDFTS no SUS – Rio Branco (AC)
    • Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde na Atenção Primária da Região Centro-sul do Distrito Federal – Brasília (DF)
    • Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde na Atenção Primária à Saúde (APS) do Município de Unaí/Minas Gerais – Ibirité (MG)
    • Dimensionamento da Força de Trabalho como Estratégia de Gestão no Centro Obstétrico do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) – Porto Alegre (RS)
    • Dimensionamento da Força de Trabalho de Equipes de Saúde da Família na Atenção Primária à Saúde do II Distrito Sanitário de Maceió/AL – Maceió (AL)
    • O Dimensionamento da Força de Trabalho como Ferramenta para Otimizar Recursos Públicos – Rio Branco (AC)
    • Dimensionando o Centro Cirúrgico de um Hospital de Referência Estadual em Mato Grosso – Cuiabá (MT)
    • Um retrato da Boca do Rio: Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde na APS de um Distrito Sanitário de Salvador/BA – Salvador (BA)
    • Relato de Experiência de Dimensionamento da Força de Trabalho em Complexo Neonatal de Unidade Hospitalar Estadual – Natal (RN)
    • Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde no SUS: Aplicação no Distrito Oeste de Manaus – Manaus (AM)
    • Projeto Dimensionamento: Qualificação em Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho na Atenção Primária à Saúde no Tocantins – Palmas (TO)

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde

  • Museu do Instituto Evandro Chagas é inaugurado em Belém e reforça legado científico e cultural da conferência

    Museu do Instituto Evandro Chagas é inaugurado em Belém e reforça legado científico e cultural da conferência

    O Instituto Evandro Chagas (IEC), vinculado ao Ministério da Saúde, inaugurou nesta sexta-feira (14) o Museu do Instituto Evandro Chagas (MEV), novo espaço dedicado à ciência, memória e saúde pública na Amazônia. Com investimento de R$ 948 mil, o casarão histórico que sediou o IEC até o início dos anos 2.000 foi totalmente revitalizado e agora abriga sete exposições simultâneas. A entrega faz parte do legado estrutural da COP30 para a população de Belém.

    A cerimônia de abertura contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacou o impacto da COP30 para o desenvolvimento urbano, científico e cultural da capital paraense.

    “Mostra como Belém está ficando melhor e mais bonita com a COP30, né? Esse aqui é mais um legado da COP30, o investimento do Ministério da Saúde nessa grande reforma que mostra a história do Evandro Chagas, que é um grande instituto de pesquisa. Já ajudou muito a saúde pública e está ajudando cada vez mais”, afirmou Padilha.

    O ministro destacou ainda o papel estratégico do IEC no enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas na região amazônica.“As mudanças climáticas já afetam a saúde na região amazônica, então estudos, conhecimento, treinamento de profissionais… e agora o museu abre para a população. As escolas podem vir, as famílias podem vir, conhecer a história, o conhecimento, a ciência. É tão importante para a gente melhorar a saúde também”, completou Padilha.

    Exposições e missão científica

    O MEV reúne exposições próprias e de instituições parceiras, com foco na história da saúde pública, pesquisa científica, fotografia, arqueologia e memória amazônica. Entre elas:

    Curadoria do MEV:

    • IEC: Ontem e Hoje
    • Joias da Arquitetura do Casarão
    • O que o olho não vê: o invisível revelado pela microscopia
    • Ciência & Fotografia

    Instituições parceiras:

    • Cientistas e Instituições Científicas e Tecnológicas da Amazônia (1822–2022) – UEPA
    • Baba Loduncyne Tayandô – Memória em Arte – UFPA
    • Astrofotografia – Centro de Ciências e Planetário do Pará (UEPA)
    • Constelações Femininas: mulheres que iluminam a Ciência – UEPA

    O museu tem como missão ampliar o acesso da sociedade ao conhecimento científico e à história da saúde pública no Brasil, valorizando especialmente a trajetória do IEC, referência nacional e internacional na pesquisa em doenças tropicais e vigilância em saúde.

    Um patrimônio histórico recuperado

    Construído na década de 1910 como residência familiar, o casarão foi alugado em 1936 pelo governo do Pará para sediar o então Instituto de Patologia Experimental do Norte (IPEN), que mais tarde se tornaria o Instituto Evandro Chagas. Agora restaurado, o espaço volta a ser ponto de encontro entre ciência, educação e cultura, reforçando o compromisso da COP30 com legados permanentes para a população.

    Ministério da Saúde, com informações do Instituto Evandro Chagas

  • China adere ao Plano de Ação de Saúde de Belém e reforça coalizão global com mais de 80 apoiadores

    China adere ao Plano de Ação de Saúde de Belém e reforça coalizão global com mais de 80 apoiadores

    A China anunciou, nesta sexta-feira (14), durante evento no Pavilhão Chinês na COP30, sua adesão ao Plano de Ação de Saúde de Belém, iniciativa lançada pelo Brasil que já conta com cerca de 30 países e 50 organizações e instituições comprometidas em adaptar seus sistemas de saúde aos impactos da crise climática. A confirmação ocorreu durante a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no painel “Putting People First: Advancing Collaborative Governance for Climate and Health”. 

    A entrada da China, segundo Padilha, representa um avanço significativo para a consolidação de uma coalizão global pela saúde e pelo clima. “A crise climática exige alianças reais. Brasil e China estão prontos para dar um passo histórico: transformar a cooperação em saúde em uma agenda conjunta de adaptação climática. Juntos, podemos proteger as populações mais vulneráveis e fortalecer os sistemas de saúde diante dos eventos extremos”, disse o ministro Alexandre Padilha. 

    O ministro destacou que o atual momento é o mais favorável da história das relações entre Brasil e China, impulsionado pelos encontros recentes entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Xi Jinping. “Brasil e China vivem o melhor momento de sua relação histórica, e a saúde climática será o próximo grande eixo dessa parceria estratégica. Ao colocar as pessoas no centro e reforçar a equidade, estamos unindo nossos países para construir sistemas de saúde mais fortes e preparados diante da crise climática global”, afirmou. 

    Padilha lembrou que, ao lado do presidente Lula, esteve duas vezes na China em 2024, onde se reuniu com o presidente da Comissão Nacional de Saúde, Lei Haichao, além de autoridades regulatórias e representantes da Administração Nacional de Produtos Médicos. “Avançar nessas parcerias garante sistemas de saúde mais robustos para nossas populações”, disse. 

    Para o vice-ministro da Ecologia e Meio Ambiente da China, Li Gao, a China reafirma, seu compromisso com a adaptação climática baseada em ciência, planejamento territorial e cooperação entre países. “Os desafios são complexos e crescentes, e só conseguiremos proteger nossas populações se unirmos esforços, compartilharmos conhecimento e fortalecermos a capacidade de resposta dos nossos sistemas de saúde”, afirmou Li Gao. 

    “As mudanças climáticas já representam uma ameaça real à saúde dos nossos povos — da China, do Brasil e de toda a comunidade internacional. Enfrentar secas, enchentes, ondas de calor e doenças sensíveis ao clima exige fortalecer sistemas públicos de saúde e colocar a vida no centro da agenda climática global. É simbólico que essa convergência entre clima e saúde ganhe protagonismo justamente aqui na COP30”, Gao Li, vice-ministro de Ecologia e Meio Ambiente da China.

    Durante o discurso, o ministro também citou o papel central do multilateralismo na COP30, um dos principais eixos da presidência brasileira do evento, e o alinhamento com a China no fortalecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da governança global em saúde. “A OMS é um pilar da diplomacia em saúde e uma aliada essencial para construir sistemas resilientes às mudanças climáticas”, afirmou Padilha. 

    Plano de Ação de Saúde de Belém 

    O Brasil apresentou ontem, no Dia da Saúde da COP30, o Plano de Ação de Saúde de Belém, o primeiro plano de adaptação climática do setor saúde já lançado em uma Conferência das Partes da UNFCCC. A iniciativa surge em paralelo ao AdaptaSUS, plano nacional construído com ampla participação social e governança compartilhada entre municípios, estados e a União. 

    Ao reforçar o convite para que outros países se juntem ao movimento, Padilha destacou a urgência da ação conjunta: “Este mutirão clima-e-saúde é mais forte que o negacionismo, o unilateralismo e a apatia. O tempo de agir é agora, e precisamos colocar as pessoas no centro de todas as políticas públicas”. 

    Com a adesão da China, o Plano de Belém ganha ainda mais força política e técnica, ampliando sua capacidade de mobilização global rumo à construção de sistemas de saúde resilientes, equitativos e preparados para os desafios climáticos das próximas décadas. O documento está disponível para endosso até a Assembleia Mundial de Saúde, que acontecerá em maio de 2026. 

    Entre os países que aderiram ao Plano de Ação de Saúde de Belém, além da China, estão Camboja, Malásia, Canadá, Chile, Espanha, França, Japão, Maldivas, México, Noruega, Portugal, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, Egito, Sudão do Sul, Zâmbia, entre outros. 

    Vanessa Aquino 
    Ministério da Saúde  

  • Saúde promove oficina sobre gordofobia e estigma do peso para profissionais do Mais Médicos

    Saúde promove oficina sobre gordofobia e estigma do peso para profissionais do Mais Médicos

    Na quinta-feira (13), aproximadamente 400 profissionais do Programa Mais Médicos participaram da oficina Estigma da Obesidade e Gordofobia no Ambiente de Cuidados à Saúde. A iniciativa fez parte da programação do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), treinamento que está acontecendo em Brasília (DF) para médicos que vão integrar as equipes da atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS).

    “O excesso de peso é um problema de saúde pública no nosso país e no mundo, e a gente tem um desafio imenso de ofertar cuidado com acolhimento, sem promover gordofobia. Por muito tempo, a obesidade foi tratada como um simples desbalanço entre o que se come e o que se gasta de energia. E a gente sabe hoje, a partir das evidências científicas, que ela é uma doença que tem causas multifatoriais, não é uma questão de falta de vontade”, explicou a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Kelly Alves.

    A consultora técnica da Coordenação-Geral de Prevenção às Doenças Crônicas Joana Thiesen pontuou que “a obesidade envolve diferentes dimensões, como a biológica, a social, a cultural, a comportamental e a ambiental” e que tudo isso deve ser levado em conta no cotidiano de trabalho no SUS. 

    Ao criar um espaço de reflexão e sensibilização sobre práticas de cuidados com a saúde que não reproduzam preconceito e discriminação, o objetivo da pasta é qualificar médicos que promovam o cuidado integral e humanizado às pessoas com obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). No início da atividade, foi exibido o documentário “Gordofobia e estigma do peso: reconstruindo práticas de cuidado em saúde”, produzido neste ano pelo Ministério da Saúde em parceria com as universidades federais de Ouro Preo (UFOP) e da Bahia (UFBA). 

    Confira o vídeo do Ministério da Saúde sobre o conteúdo

    Escuta, linguagem e presença

    Em seguida, a nutricionista e doutora em ciências da nutrição Vanille Pessoa reforçou que a forma como os médicos abordam corpos gordos nos serviços de saúde interfere na adesão ao tratamento das pessoas que convivem com a obesidade. “Tratar a obesidade não é sinônimo de buscar emagrecimento, é tratar um indivíduo que está dentro de um contexto, precisa de cuidado e te procurou para conseguir ajuda”, ressaltou a especialista, que é professora da Universidade Federal de Campina Grande. “O que a gente mais precisa para traçar um bom diagnóstico e fazer um tratamento efetivo é ouvir”, complementou.

    O médico paranaense Valdir Silva, que vai trabalhar em Rio Bonito (RJ) pelo programa, concorda e disse que, após a oficina, se sente preparado para oferecer um atendimento mais humanizado aos cidadãos. “A receptividade e a atenção com quem estamos atendendo já faz parte do processo de cura. Isso vai fazer diferença na vida da pessoa para seguir ou não as nossas diretrizes desde a primeira visita”, pontuou.

    Vanille ainda comentou sobre a importância da linguagem: “A pessoa não é obesa, porque isso não a define como um todo. Ela tem obesidade”. A especialista ainda recomendou aos médicos evitar fazer suposições – uma pessoa gorda não está fisicamente inativa necessariamente, por exemplo – e trabalhar com o controle da obesidade para que a pessoa tenha saúde hoje, e não apenas no futuro.

    Método Clínico Centrado na Pessoa

    O médico de família e comunidade Carlos Vieira, que iniciou a carreira no Mais Médicos, apresentou ferramentas práticas de manejo da pessoa com obesidade, como o Método Clínico Centrado na Pessoa, que tem como premissa deixar o paciente trazer o que é importante para ele ao invés de uma abordagem impositiva. “É uma junção do nosso conhecimento técnico-científico com o conhecimento da pessoa, que é a especialista em si mesma, para que sejam feitas as melhores escolhas dentro da realidade dela”, explicou.

    Taís Andrade de Almeida, médica carioca que vai trabalhar em Niterói (RJ) pelo programa, entende que o método faz a diferença na melhoria da saúde da pessoa. “O paciente vai além do sobrepeso e da obesidade. Ao olhar só para o peso, a gente esquece todas as outras questões, inclusive doenças graves, que podem estar acontecendo e que vão além do que a gente vê. Temos que olhar para ele como um todo”, comentou.

    A entrevista motivacional está incluída nesse contexto, com perguntas abertas, validação dos sentimentos e dificuldades que a pessoa relata e compartilhamento de conselhos e informações quando necessário, para apoiar a autonomia da pessoa. Além disso, compartilhar o cuidado com a equipe multiprofissional da Unidade Básica de Saúde (UBS), fazer visitas domiciliares e encaminhamentos para a atenção especializada quando for preciso fazem parte da estratégia. “Não é preciso resolver tudo em uma só consulta. O cuidado é longitudinal e o vínculo é a nossa estratégia mais poderosa”, disse.

    Além dos cuidados nos atendimentos individuais, ele também lembrou da importância de preencher corretamente os dados de cada pessoa com obesidade no prontuário eletrônico do e-SUS APS. “Com dados, a gente faz ciência, a gente faz políticas públicas e a gente consegue avançar no tratamento e no cuidado. E tendo os dados da sua população no e-SUS, você consegue puxar relatórios, entender como é o perfil da população atendida no território e, a partir disso, promover ações, como atividades em grupo”, defendeu.

    A oficina Estigma da Obesidade e Gordofobia no Ambiente de Cuidados à Saúde foi uma iniciativa das secretarias de Atenção Primária à Saúde (Saps) e de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), e disponibilizou este link com as principais publicações do Ministério da Saúde a respeito do cuidado com a obesidade.

    Laísa Queiroz
    Ministério da Saúde

  • TRF5 marca presença no VII Encontro Nacional sobre Precedentes Qualificados Última atualização: 14/11/2025 às 14:32:00

    A desembargadora federal Joana Carolina, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, e a diretora do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e Ações Coletivas (NUGEPNAC), Danielle Aguiar, irão participar, como expositoras, do VII Encontro Nacional sobre Precedentes Qualificados, que acontecerá nos dias 04 e 05/12, no auditório externo do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

    Joana Carolina será expositora do painel ”Integração entre o NUGEPNAC e a vice-presidência”, na manhã do dia 05/12. Já Danielle Aguiar participará do painel “Desafios dos NUGEPNACs dos tribunais de segunda instância”, que acontecerá na tarde do dia 04/12.

    O evento reunirá magistrados(as) e de servidores(as) dos tribunais de justiça, tribunais regionais federais e tribunais regionais do trabalho, com objetivo de promover o debate acerca dos institutos previstos no Código de Processo Civil referentes às demandas repetitivas e relevantes, à escolha dos processos representativos de controvérsias, às unidades de apoio à gestão de precedentes e ao juízo de admissibilidade e toda a sistemática de afetação e de julgamento de processos aptos a se tornarem precedentes qualificados.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5