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  • Na comarca de Monteiro, réu é condenado a 30 anos de prisão por feminicídio da ex-esposa

    Durante júri realizado na Comarca de Monteiro, o réu Manoel Ângelo da Silva foi condenado a 30 anos de reclusão em regime inicialmente fechado pelo homicídio qualificado da ex-esposa, Elinete da Silva Ângelo, vereadora do município de Prata. A decisão acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e manteve a prisão preventiva do réu.

    O crime ocorreu no dia 3 de abril de 2022, em Monteiro. De acordo com o processo, Manoel assassinou a vítima com disparos de arma de fogo por motivo torpe (inconformidade com o fim do relacionamento), mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, agindo de surpresa, e por razões da condição do sexo feminino, já que o casal havia convivido por cerca de 20 anos, ainda que estivesse separado no momento do crime.

    O Ministério Público defendeu o acolhimento das três qualificadoras. Por sua vez, a defesa sustentou que o réu agiu sob o domínio de violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima, e também questionou a existência do motivo torpe. Os jurados acolheram integralmente as teses do Ministério Público, refutando todas as alegações da defesa.

    Mês Nacional do Júri – O Conselho Nacional de Justiça instituiu novembro como o Mês Nacional do Júri, para julgar o maior número de processos relativos a crimes cometidos contra a vida. Neste ano, o foco são os julgamentos dos acusados de crimes dolosos contra a vida de mulheres menores de 14 anos, ações envolvendo policiais, assim como processos com mais de cinco anos de tramitação sem desfecho.

    Por Lenilson Guedes
     

  • Comapid participa da inauguração da Sala do Segurado da PBPrev

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    Momento de inauguração da Sala do Segurado na PBPrev

    O Comitê para a Promoção de Políticas Públicas Judiciais de Atenção às Pessoas Idosas (Comapid), do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), participou da inauguração da Sala do Segurado da Paraíba Previdência (PBPrev), realizada no dia 7 de novembro. O espaço é um local de acolhimento para os servidores estaduais que estão ingressando na aposentadoria.

    A Comapid esteve representada pela técnica judiciária Maria dos Remédios Gonçalves dos Santos, representante da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma) no Comitê. “É uma sala de vivência, onde há um acolhimento a essas pessoas e haverá, também, oficinas, a primeira delas será uma oficina da memória, que é maravilhosa para pessoas idosas”, esclareceu.

    A Sala do Segurado funciona na própria PBPrev, na Rua Rio Grande do Sul, Bairro dos Estados, em João Pessoa. O espaço é composto por uma estrutura que proporciona bem-estar e convivência entre as pessoas que ali chegarem.

    Por Nice Almeida
     

  • Começa nesta quarta-feira o 3º Congresso Internacional de Direito da Esma

    Começa nesta quarta-feira (12) o 3º Congresso Internacional de Direito da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Cidesma). O  evento, que segue  até sexta-feira (14), será realizado no Centro Cultural  Ariano  Suassuna, no Tribunal de Contas do Estado (TCE), no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. 

    Juíza Antonieta Maroja
    Juíza Antonieta Maroja

    “A programação está fantástica, com salas de interação, minicursos e comunicações orais em diversas áreas do direito e das nossas práticas cotidianas. Vamos vivenciar essa imersão que foi preparada com muita dedicação por toda a equipe da Esma”, afirmou a diretora adjunta da Escola da Magistratura, juíza Antonieta Maroja.

    Para o gerente acadêmico da Esma, professor Flávio Romero, essa é mais uma ação acadêmica inovadora na Esma, que oportuniza ano a ano espaços de discussão de temáticas pertinentes, tanto para o Poder Judiciário, quanto para a sociedade, especialmente os estudiosos do Direito. 

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    Flávio Romero

    “Por ser um congresso de natureza acadêmica e científica, a programação contempla as apresentações de trabalhos científicos por meio de comunicações orais, que serão publicadas em livros, a exemplo do que ocorreu nas primeira e  segunda edições”, avaliou o professor Flávio Romero.

    O gerente acadêmico ressaltou que o 3º Cidesma também contemplou em sua programação a realização de videocasts sobre temas relevantes no mundo do direito, como forma de abrir canais mais diretos com a sociedade, por meio dos canais digitais. “Por ser um congresso internacional, o 3º Cidesma contará com a participação honrosa de estudiosos do direito de Portugal e da Espanha”, destacou.

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    Gisele Barros

    A gerente administrativa e financeira da Esma, Gisele Barros, considera que o 3º Cidesma  reafirma o compromisso da escola com a formação continuada e a difusão do conhecimento jurídico, fortalecendo o papel da Escola e do Tribunal na promoção de um Judiciário cada vez mais inovador, colaborativo e integrado.

    “Às vésperas da abertura do 3º Cidesma, vivemos o resultado de um intenso trabalho de planejamento, organização e cooperação. Foram meses de dedicação conjunta entre as equipes da Escola Superior da Magistratura, dos diversos setores do Tribunal de Justiça da Paraíba e do Parque Tecnológico, que se uniram para garantir um evento à altura da sua relevância acadêmica”, lembrou Gisele Barros. 

    Por Walquiria Maria
     

  • AGORA É LEI! Estabelecimentos não podem mais proibir entrada de consumidores com alimentos e bebidas

    AGORA É LEI! Estabelecimentos não podem mais proibir entrada de consumidores com alimentos e bebidas

    Notícias

    Publicado em 11 de novembro de 2025

    O Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (11) trouxe a publicação de duas novas leis sancionadas pelo Governo da Paraíba, ambas com foco na valorização

    dos cidadãos e na garantia de direitos.

    A primeira norma, proposta pelo deputado Dr. Taciano Diniz, proíbe que estabelecimentos restrinjam a entrada de consumidores portando alimentos e bebidas comprados fora do local, combatendo a prática conhecida como “venda casada”. A lei vale para cinemas, teatros, estádios, arenas, parques e casas de shows.

    O texto prevê exceções: bebidas alcoólicas poderão ser cobradas pelo chamado “preço da rolha”, limitado a 50% do valor do produto, mediante nota fiscal. Também é permitida a restrição de embalagens de vidro ou outras que ofereçam risco.

    Os locais deverão exibir avisos visíveis informando o público sobre o direito, e o descumprimento das regras será considerado infração ao Código de Defesa do Consumidor.

    Meia entrada para quem trabalha nas eleições

    Já a segunda lei (14.073/2025), de autoria do deputado Branco Mendes, institui o benefício da meia-entrada para mesários e auxiliares da Justiça Eleitoral. O texto assegura desconto de 50% em ingressos para eventos artísticos, culturais e esportivos aos eleitores que atuarem nas eleições, plebiscitos ou referendos, desde que tenham efetivamente trabalhado em todos os turnos.

    O benefício terá validade de dois anos e será concedido mediante certidão da Justiça Eleitoral.

    A medida reconhece o trabalho voluntário dos mesários e faz da Paraíba um dos primeiros estados a adotar incentivo cultural permanente para esses colaboradores do processo democrático.

    As duas leis entram em vigor a partir desta terça-feira (11).

    Foto: Freepik

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  • AGORA É LEI! Escolas deverão adaptar materiais escolares para alunos com deficiência

    Notícias

    Publicado em 11 de novembro de 2025

    O governador João Azevêdo sancionou nesta terça-feira (11) a Lei 14.072/2025, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, que determina a obrigatoriedade de adaptação da lista de materiais escolares e dos livros didáticos para alunos com deficiência nas escolas públicas e privadas do Estado. A medida tem como objetivo garantir a inclusão plena e efetiva desses estudantes, em conformidade com a legislação nacional de educação inclusiva.

    De acordo com a nova lei, as escolas deverão adaptar os materiais de acordo com as necessidades individuais de cada aluno, considerando laudos médicos ou avaliações realizadas por equipes multidisciplinares. A lista adaptada deverá ser disponibilizada antes do início de cada período letivo, assegurando que pais, professores e gestores tenham tempo hábil para providenciar os recursos necessários.

    Entre as medidas previstas estão a disponibilização de textos em braile, fontes ampliadas, audiobooks, materiais táteis e visuais, além de instrumentos de escrita e livros em formatos acessíveis. A legislação também determina que os estabelecimentos de ensino contem com profissionais capacitados para promover a inclusão e a acessibilidade, além de desenvolver ações de sensibilização junto a professores e funcionários.

    O texto ainda estabelece que o descumprimento da lei poderá acarretar multa entre 30 e 300 UFR-PB (Unidades Fiscais de Referência da Paraíba), além de outras penalidades previstas em legislações específicas. A fiscalização ficará a cargo dos órgãos de defesa do consumidor, como os Procons estadual e municipal, podendo contar também com o apoio do Ministério Público da Paraíba e de outros órgãos de controle.

    Para o autor da proposta, deputado Adriano Galdino, a iniciativa representa um avanço na garantia do direito à educação inclusiva. “A escola precisa estar preparada para acolher todos os alunos, respeitando suas diferenças e oferecendo condições reais de aprendizado. Essa lei é um passo importante para construir uma Paraíba mais justa e digna para todos”, afirmou o parlamentar. A norma entra em vigor 45 dias após sua publicação oficial.

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  • Abertura do XIV Congresso Nacional da ANAMEL acontece nesta quinta (13) no TJPB

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    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) vai sediar, nesta quinta-feira (13), às 18h, a solenidade de abertura do XIV Congresso da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel). O evento, que conta com apoio institucional e logístico do Poder Judiciário estadual, será realizado no Salão do Pleno do Tribunal e reunirá autoridades de destaque dos Poderes Judiciário e Executivo de todo o país.

    Com o tema ‘Justiça e Paz: Caminho da Sabedoria’, o congresso tem como objetivo promover reflexões sobre os valores éticos e humanos que orientam a atividade jurisdicional, fortalecendo o papel da magistratura na construção de uma sociedade mais justa e pacífica. A programação seguirá até o dia 16 de novembro, com palestras e atividades no Hotel Nord Sapucaia, em João Pessoa.

    Entre as autoridades confirmadas para a cerimônia de abertura estão o ministro Carlos Brandão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ); a desembargadora Herminegilda Leite Machado, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região; os desembargadores Federais Roberto Veloso (TRF1) e William Douglas (TRF2); o desembargador Fábio Dutra, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro; além da defensora pública-geral do Estado, Maria Madalena Abrantes Silva; o vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro; e o pastor Estevam Fernandes, presidente da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, entre outras personalidades.

    A realização do evento no TJPB representa um reconhecimento da relevância institucional da Corte no cenário judiciário nacional. Segundo o despacho presidencial que autorizou o apoio, a iniciativa da Anamel está alinhada aos objetivos estratégicos do Tribunal, que incluem o fortalecimento das relações institucionais e a valorização da magistratura.

    “O tema do congresso reveste-se de pertinência ao propor reflexão sobre valores fundamentais que norteiam a atividade jurisdicional e o papel da magistratura na construção de uma sociedade mais justa e pacífica. A programação prevista, com palestras e atividades de integração da comunidade jurídica, contribui para o debate qualificado sobre questões relevantes para o aprimoramento da prestação jurisdicional”, afirmou a juíza auxiliar da Presidência do TJPB, Aparecida Gadelha, no parecer.

    O XIV Congresso da Anamel reunirá magistrados de diferentes regiões do país em um ambiente de intercâmbio e reflexão sobre os desafios e responsabilidades do Judiciário contemporâneo, reforçando o compromisso da magistratura brasileira com a promoção da justiça e da paz social.

    Por Gabriela Parente

  • Projeto Acesso Seguro será apresentado à Coordenação de Segurança do TRT-13

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    O projeto ‘Acesso Seguro’, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), será apresentado à Coordenação de Segurança Institucional (CSI) do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13). A decisão foi tomada pela Comissão Permanente de Segurança do TJPB, durante reunião realizada na última sexta-feira (7), sob a condução do desembargador Ricardo Vital de Almeida.

    O Acesso Seguro estabelece procedimentos padronizados de segurança para o ingresso e permanência de pessoas nas unidades judiciárias do Estado, em conformidade com as diretrizes da Resolução nº 11/2017 do Conselho de Segurança Institucional.

    O TRT-13 manifestou interesse em conhecer o projeto por meio de ofício encaminhado à Presidência do TJPB. Atendendo ao pedido, a Comissão Permanente de Segurança designou o coordenador do projeto, Jardel Rufino, e o gerente de Sistemas, Júlio Medeiros, para apresentarem os aspectos técnicos do sistema à equipe da CSI do TRT.

    Durante a visita, os representantes do TRT-13 poderão conhecer detalhadamente as diretrizes do projeto e o funcionamento do Sistema ‘Visit’, ferramenta que realiza a gestão informatizada de entradas, saídas e circulação de visitantes nas dependências do Poder Judiciário estadual.

    A reunião da Comissão também tratou de outras demandas voltadas à segurança da magistratura, dos servidores e das unidades judiciárias em todo o Estado, reforçando o compromisso do TJPB com a proteção institucional e a eficiência administrativa.

    Estiveram presentes ainda o desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, as juízas Ana Penazzi e Andréa Arcoverde, os juízes Rodrigo Augusto Vital da Costa e Fabrício Meira, o tenente coronel Davi Batista Uchôa, o coronel Gilberto Moura Santos e o servidor Jardel Rufino Sá.

    Por Gabriela Parente

  • Doença de Chagas marca abertura das discussões sobre clima e saúde em Belém

    Doença de Chagas marca abertura das discussões sobre clima e saúde em Belém

    Em Belém (PA), o Ministério da Saúde participou, nesta segunda-feira (10), do evento “Doença de Chagas: Mudanças Climáticas, o Olhar da Comunidade e Desafios na Prevenção e no Acesso ao Tratamento”, realizado na Casa Bayer durante o primeiro dia da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). A atividade reuniu representantes da Secretaria de Saúde do Pará, da Fiocruz, de instituições de pesquisa e de comunidades afetadas, com o objetivo de discutir os impactos da crise climática na expansão das doenças tropicais negligenciadas (DTNs).

    Para a diretora de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Agnes Soares, o debate é fundamental por reunir governo, comunidade científica e sociedade civil na discussão dos desafios de prevenção, vigilância e tratamento das doenças tropicais negligenciadas, como a Doença de Chagas — um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e na América Latina.

    “É muito simbólico iniciar a COP30 com esse tema. Trata-se de uma das doenças tropicais negligenciadas mais associadas às desigualdades sociais e às condições de habitação. Apesar de já termos eliminado um dos principais vetores no Brasil, a doença ainda persiste e enfrenta novos desafios diante das mudanças climáticas”, afirmou.

    Segundo a diretora, as mudanças climáticas funcionam como um acelerador das desigualdades, tornando mais complexos os esforços para enfrentar problemas de saúde pública. Para ela, enfrentar essa realidade exige inovação na produção de medicamentos, ampliação do diagnóstico precoce e atuação integrada com as comunidades locais.

    Doenças tropicais negligenciadas e adaptação climática no SUS

    No Brasil, a Doença de Chagas é um exemplo de como as transformações ambientais e sociais podem afetar diretamente a saúde das pessoas. O aumento da temperatura global e as alterações no regime de chuvas ampliam a distribuição geográfica dos vetores, encurtam seus ciclos de vida e elevam as possibilidades de transmissão vetorial e oral.

    Esses impactos afetam principalmente sobre populações ribeirinhas, indígenas, quilombolas, trabalhadores rurais e extrativistas, que enfrentam vulnerabilidades associadas à moradia precária, à falta de saneamento, à insegurança alimentar e à dificuldade de acesso aos serviços de saúde. É nesse contexto que o Ministério da Saúde consolida políticas públicas voltadas à adaptação climática e à equidade em saúde.

    Plano de adaptação

    O Brasil tem se destacado na integração entre clima, saúde e equidade, com ações estruturadas que colocam o Sistema Único de Saúde (SUS) no centro das respostas aos impactos climáticos.

    Nesta semana, o Ministério da Saúde vai apresentar na COP30 o AdaptaSUS – Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, que define metas até 2035 para fortalecer a resiliência do SUS diante dos efeitos do clima.

    O plano prevê a avaliação nacional de impactos, vulnerabilidades e adaptação no SUS, o fortalecimento da vigilância de zoonoses e das redes laboratoriais, além do desenvolvimento de modelos preditivos e da ampliação do controle de doenças sensíveis ao clima, como a Doença de Chagas.

    Referência mundial

    Ainda na COP30, o Brasil lança o Plano de Ação de Belém para a Saúde e as Mudanças Climáticas, coordenado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

    O plano incorpora os princípios da justiça climática, da equidade em saúde e da participação social, reconhecendo que as mudanças climáticas agravam desigualdades e exigem respostas centradas nas populações mais afetadas.

    A Doença de Chagas está entre as prioridades do plano, especialmente nas metas voltadas à identificação de riscos e doenças relacionadas ao clima, incluindo as doenças tropicais negligenciadas (DTNs).

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Oficinas regionais fortalecem a implementação da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho no SUS

    Oficinas regionais fortalecem a implementação da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho no SUS

    Em um cenário em que milhões de pessoas ainda adoecem ou morrem em decorrência de condições de trabalho precárias, o fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde do trabalhador ganha novo impulso com a realização das Oficinas Regionais para Implementação da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT). A iniciativa integra a estratégia nacional do Ministério da Saúde, por meio da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Renastt), com o objetivo de qualificar as ações de vigilância e atenção à saúde nos territórios, promovendo a articulação entre os diversos setores do Sistema Único de Saúde (SUS).

    As oficinas têm como objetivo construir planos regionais de implementação da LDRT, com a participação e corresponsabilização de gestores estaduais, municipais e federais. A proposta é garantir a aplicação prática da lista, fomentar a pactuação interinstitucional e induzir ações permanentes que transformem a forma como o SUS reconhece, notifica e intervém nos processos de trabalho que afetam a saúde da população.

    A LDRT, atualizada pelas Portarias GM/MS nº 1.999/2023 e nº 5.674/2024, é um instrumento técnico e científico fundamental que identifica doenças e agravos relacionados às condições de trabalho, servindo de base para ações de vigilância, prevenção, diagnóstico e reabilitação. Estruturada em duas listas — uma que relaciona agentes de risco e doenças e outra que apresenta as doenças e seus respectivos agentes —, a LDRT orienta políticas públicas e fortalece o reconhecimento da determinação social do trabalho sobre a saúde.

    As Oficinas Regionais da Renastt estão sendo realizadas em todas as regiões do país ao longo do mês de novembro. A programação teve início na Região Norte, nos dias 5 e 6 de novembro, em Palmas (TO), seguida pela Região Sul, que sediará o encontro em Florianópolis (SC), nos dias 11 e 12. Na sequência, a Região Sudeste receberá a oficina em São Paulo (SP), nos dias 12 e 13, enquanto a Região Nordeste realizará o evento em Recife (PE), nos dias 18 e 19. Encerrando o ciclo, a oficina da Região Centro-Oeste ocorrerá em Brasília (DF), nos dias 24 e 25 de novembro.

    Os encontros reúnem profissionais de saúde, representantes de sindicatos, movimentos sociais, universidades, o Ministério Público do Trabalho, conselhos de saúde e órgãos governamentais. Essa diversidade de atores assegura uma abordagem intersetorial e participativa — elemento central da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT).

    Durante dois dias de atividades, os participantes discutem temas como os desafios da Renastt nos territórios, os impactos dos processos produtivos na saúde, a importância da vigilância popular e o papel da LDRT na estruturação das ações de saúde do trabalhador. As dinâmicas incluem mesas de debate, exposições dialogadas e exercícios práticos que simulam situações reais, permitindo identificar riscos e doenças relacionadas aos processos produtivos e propor estratégias de intervenção.

    Ao final, cada oficina elabora um documento com propostas de ações integradas e planos de implementação da LDRT no SUS, incluindo responsabilidades, prazos e parcerias. Esses produtos visam orientar gestores e serviços em todo o país, fortalecendo a atuação da Renastt e ampliando a capacidade do SUS de identificar, notificar e prevenir agravos relacionados ao trabalho.

    A iniciativa reforça o compromisso com a efetividade da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, ao reconhecer o trabalho como determinante social da saúde e promover a construção coletiva de soluções para reduzir riscos, agravos e mortes associadas às condições laborais. Mais do que um espaço de qualificação, as Oficinas Regionais da Renastt representam um marco na consolidação da vigilância em saúde do trabalhador e da trabalhadora, ampliando a integração entre os níveis de gestão, os serviços de saúde e a sociedade.

    Para a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, a realização das oficinas demonstra o compromisso do SUS com a promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis e seguros.

    “Essas oficinas reforçam o papel do SUS como um sistema que cuida das pessoas em todos os espaços da vida, inclusive no trabalho. Ao fortalecer a vigilância e a atenção à saúde do trabalhador, damos um passo importante para reduzir desigualdades e garantir o direito à saúde de quem faz o país acontecer”, destacou a secretária.

    João Moraes
    Ministério da Saúde 

  • Ministério da Saúde envia Força Nacional do SUS para reforçar assistência e saúde mental após tornado no Paraná

    Ministério da Saúde envia Força Nacional do SUS para reforçar assistência e saúde mental após tornado no Paraná

    Após o tornado que devastou cerca de 80% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu (PR) no dia 7 de novembro, o Ministério da Saúde enviou equipes da Força Nacional do SUS (FN-SUS) para apoiar a reorganização da rede assistencial, fortalecer o cuidado psicossocial e garantir a continuidade dos atendimentos à população. O município, que teve o estado de calamidade pública decretado pelo Governo Federal em 8 de novembro registra seis óbitos, 775 feridos e 39 pessoas desabrigadas.

    A Força Nacional do SUS foi disponibilizada para apoiar o município pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda na madrugada do ocorrido, e permanecerá no território por tempo indeterminado até que haja estabilização da situação. Um Posto Avançado de Coordenação foi instalado junto à Secretaria Municipal de Saúde. A prioridade é apoiar a retomada integral dos serviços de atenção primária e monitorar as condições sanitárias e psicossociais da população, especialmente nos assentamentos e áreas rurais afetadas.

    Das sete unidades de saúde do município, duas permanecem com funcionamento parcial: a UBS Central, com danos leves a moderados, e a Clínica de Especialidades, que opera de forma restrita em serviços de ginecologia, pediatria, saúde mental e pequenas cirurgias. As UBS Arapongas e Herdeiros seguem em avaliação técnica devido aos danos estruturais severos, enquanto as unidades Centro Novo e Campo do Bugre funcionam como bases de apoio secundário.

    O atendimento de urgência e emergência foi centralizado no município de Laranjeiras do Sul, referência regional, onde foram registrados 835 atendimentos até o dia 9 de novembro, sendo 32 internações e 4 pacientes em UTI, todos estáveis.

    Apoio psicossocial e intersetorial

    A Força Nacional do SUS atua em parceria com as secretarias municipal e estadual de saúde e com a Defesa Civil, no âmbito da Estratégia Integrada de Apoio Psicossocial e Saúde Mental. As ações incluem acolhimento emocional de profissionais da linha de frente, acompanhamento de famílias afetadas e rodas de conversa em abrigos, escolas e igrejas.

    A principal prioridade neste momento é o fortalecimento da saúde mental, diante da alta demanda por acolhimento e acompanhamento psicológico entre a população e os próprios profissionais de saúde. A estratégia da Força Nacional do SUS envolve o envio de psicólogos, psiquiatras, farmacêuticos e gestores técnicos, em articulação com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) regional.

    No abrigo de Laranjeiras do Sul, onde estão alojadas 34 pessoas, a equipe multiprofissional garante escuta qualificada e encaminhamentos de maior complexidade, em conjunto com a assistência social. Além disso, seguem ativas as ações interinstitucionais com as companhias de energia e saneamento e com as equipes de engenharia, que trabalham na recuperação da rede elétrica, no saneamento e na avaliação estrutural dos prédios públicos e das unidades de saúde.

    Laís Dornelas
    Ministério da Saúde