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  • Prefeito de Sorocaba vira réu por suspeita de superfaturamento

    Prefeito de Sorocaba vira réu por suspeita de superfaturamento

    O prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), e o ex-secretário de Educação do município Márcio Carrara se tornaram réus em uma ação por improbidade administrativa, após denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A Justiça aceitou a denúncia nesta segunda-feira (13), que aponta possível superfaturamento de R$ 11 milhões na compra de lousas digitais em 2021.

    O prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga.

    O prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga.Zanone Fraissat/Folhapress

    Segundo a promotora Cristina Palma, autora da ação, a prefeitura adquiriu 1.188 unidades do equipamento por meio de um contrato de R$ 46 milhões com a empresa Educateca. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) identificou que cada lousa foi comprada por R$ 26 mil, valor 56% acima do pago pela Prefeitura de Indaiatuba no mesmo ano e com o mesmo fornecedor – R$ 16,7 mil por unidade.

    Segundo o  TCE, de cada R$ 4 pagos por Sorocaba, R$ 1 teria sido superfaturado. O relatório técnico ainda identificou prejuízo potencial de mais de R$ 11 milhões aos cofres públicos e criticou o modelo de contratação, que incluiu todos os equipamentos em um único lote, dificultando a concorrência.

    A promotoria chegou a pedir o bloqueio de bens dos envolvidos e o afastamento de Carrara do atual cargo na administração municipal. No entanto, o juiz Alexandre de Mello Guerra indeferiu os pedidos por falta de provas de risco imediato ao processo.

    A Prefeitura de Sorocaba afirmou que ainda não foi intimada da ação e que todas as contratações seguiram os trâmites legais. A Educateca, por sua vez, declarou que não foi notificada e disse ter atuado conforme a legislação.

  • Setor de serviços cresce 0,3% em março, segundo o IBGE

    Setor de serviços cresce 0,3% em março, segundo o IBGE

    O volume de serviços no Brasil registrou crescimento de 0,3% em março, em comparação com fevereiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o segundo resultado positivo consecutivo.

    O resultado foi impulsionado, principalmente, pelo desempenho dos serviços de transportes (alta de 1,7%), dos prestados às famílias (1,5%) e dos profissionais, administrativos e complementares (0,6%). Por outro lado, os serviços de informação e comunicação apresentaram leve retração de 0,2% e os chamados “outros serviços” ficaram estáveis.

    O setor teve expansão acumulada de 3% nos últimos 12 meses, o que indica aceleração em comparação ao mês anterior.

    Destaques setoriais e regionais

    O setor de informação e comunicação foi o principal responsável pelo crescimento em relação ao ano anterior (alta de 4,6%), puxado por serviços digitais como hospedagem de sites, softwares e consultorias em TI. Já os serviços prestados às famílias, que incluem restaurantes e academias, cresceram 3,5%, enquanto os transportes e os serviços profissionais avançaram 1,2% cada.

    Serviços de transporte registraram alta no mês.

    Serviços de transporte registraram alta no mês.Rafaela Araujo/Folhapress

    No recorte regional, 14 das 27 unidades da federação apresentaram crescimento em março, com destaque para Rio de Janeiro (2,3%), Goiás (3,1%) e Bahia (1,5%). Entre os estados com queda, Mato Grosso liderou com retração de 9,2%. Já São Paulo, maior economia do país, teve leve recuo de 0,2% no mês, mas acumula crescimento de 3,5% no trimestre.

  • Câmara contesta STF e pede sustação integral da ação contra Ramagem

    Câmara contesta STF e pede sustação integral da ação contra Ramagem

    A Câmara dos Deputados entrou com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra decisão da 1ª Turma que manteve parte da ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). A Mesa Diretora afirma que a Corte interferiu indevidamente em uma prerrogativa do Legislativo ao limitar os efeitos da resolução que havia sustado todo o processo judicial.

    Para a Câmara, o entendimento do Supremo “restringe o alcance do ato normativo aprovado pela ampla maioria da Câmara dos Deputados a uma parcela diminuta dos potenciais delitos encartados na ação penal”. A Casa sustenta que a decisão viola o princípio da separação de Poderes, ao impedir o exercício pleno de uma prerrogativa conferida ao parlamento.

    Câmara pede que a ação contra o deputado seja totalmente paralisada até o fim do mandato parlamentar.

    Câmara pede que a ação contra o deputado seja totalmente paralisada até o fim do mandato parlamentar.Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    Natureza dos crimes

    A ação penal contra Ramagem envolve acusações ligadas à tentativa de golpe de Estado e aos atos de 8 de janeiro de 2023. O STF aceitou a sustação apenas para os crimes de dano ao patrimônio e deterioração de bem tombado, considerados praticados após a diplomação. Para os demais tipos penais, como organização criminosa e tentativa de golpe, o processo continua.

    A Câmara contesta essa separação. Segundo a petição, os fatos descritos na denúncia do Ministério Público não são compartimentalizados. “A denúncia afirma que a participação dos denunciados, inclusive do parlamentar acusado, estendeu-se por diferentes fases, com atos articulados e voltados ao mesmo propósito: impedir a alternância regular de poder decorrente do processo eleitoral de 2022”.

    A defesa sustenta que os crimes atribuídos são de natureza continuada ou permanente, o que permite o reconhecimento da imunidade parlamentar. “Trata-se de crimes cuja consumação se deu após a diplomação, o que autoriza a Câmara a deliberar pela sustação do processo enquanto durar o mandato”.

    Julgamento em Plenário

    Outro ponto criticado pela Câmara é o fato de a decisão ter sido tomada por uma das Turmas do STF. Para a Casa, isso viola o princípio que exige a manifestação do Plenário quando há análise de inconstitucionalidade de atos normativos.

    Segundo a ADPF, “ao delimitar o alcance da Resolução e excluir parte de sua validade, a Turma atuou em juízo de inconstitucionalidade parcial do ato normativo, o que configura afronta ao devido processo constitucional”. A Câmara argumenta que, ao reduzir os efeitos da resolução, o Supremo esvaziou uma decisão política legítima do Legislativo.

    A petição afirma que a Corte, ao agir dessa forma, “invadiu a esfera de deliberação típica do Parlamento” e passou a exercer um “controle político-parlamentar que não lhe cabe”. A Câmara entende que o STF, ao revisar os efeitos da Resolução, “substituiu o juízo político conferido constitucionalmente ao Congresso Nacional por um juízo judicial”.

    Pedidos apresentados

    Na ação, a Mesa Diretora da Câmara pede que o Supremo suspenda os efeitos da decisão da Primeira Turma e restabeleça a sustação integral da ação penal contra Ramagem. Caso isso não ocorra, solicita que o caso seja encaminhado ao Plenário da Corte.

    A peça ainda adverte para o risco de esvaziamento das prerrogativas parlamentares: “Ao impedir, mesmo parcialmente, o exercício de uma atribuição constitucional da Câmara dos Deputados, a decisão objeto da arguição assumiu indevidamente a função de controle político-parlamentar, distorcendo o desenho institucional traçado pela Constituição”.

    A Câmara também pede que, até a decisão final sobre o mérito da ADPF, o processo contra Ramagem seja interrompido, incluindo a suspensão dos prazos de prescrição, como prevê a Constituição. Para a Mesa, trata-se de preservar o funcionamento das instituições e proteger o exercício do mandato conferido pelo voto popular.

    Por outro lado, o entendimento demonstrado na ação diverge o relatório que resultou na sustação da ação penal: todos os pedidos apresentados tratam “exclusivamente em relação ao deputado federal acusado”, sem pedir que os efeitos se apliquem a outros réus do mesmo processo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu candidato a vice em 2022, general Walter Braga Netto.

    Veja a íntegra da ação:

  • PGR pede prisão em regime fechado para irmãos Brazão

    PGR pede prisão em regime fechado para irmãos Brazão

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) entregou nesta terça-feira (13) suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF) no processo que apura o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. A manifestação reforça o pedido de condenação dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, do major Ronald Alves e do ex-policial militar Robson Calixto.

    Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as provas reunidas confirmam que os denunciados participaram de uma organização criminosa com atuação miliciana. O grupo, conforme a denúncia, visava a grilagem de terras, o domínio de territórios no Rio de Janeiro e a formação de currais eleitorais. A atuação de Marielle contra essas práticas teria motivado sua execução.

    A Procuradoria pede ainda perda de cargo público de todos os réus e indenização às famílias das vítimas.

    A Procuradoria pede ainda perda de cargo público de todos os réus e indenização às famílias das vítimas.Pedro Ladeira/Folhapress

    Regime fechado

    O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, sustenta que os acusados devem cumprir pena em regime fechado. Ele ressaltou não apenas o caráter doloso dos crimes cometidos, como também o perigo resultante sobre terceiros.

    “O crime foi praticado mediante promessa de recompensa e por motivo torpe, pois os agentes visavam manter a lucratividade de seus negócios ilícitos. Da execução, resultou perigo comum, caracterizado pelos múltiplos disparos efetuados em via pública, a partir do interior de um veículo, em direção a espaço aberto”, apontou.

    Também pesou para o procurador o fato de se tratar de um crime cometido em emboscada contra vítimas indefesas.

    Perda de cargo

    O MPF também pediu a perda dos cargos públicos dos réus e o pagamento de indenização às famílias das vítimas. Dentre os irmãos Brazão, Chiquinho já perdeu o seu cargo: a Câmara dos Deputados votou em 2024 pela manutenção de sua prisão. Com o acúmulo de faltas injustificadas, acabou cassado por ato da Mesa Diretora.

    Domingos Brazão, apesar de preso, permanece com a função de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

    O processo agora aguarda a definição da data de julgamento pelo relator, ministro Alexandre de Moraes.

  • “Pega vídeo recente, pô”, diz Virgínia a relatora da CPI

    “Pega vídeo recente, pô”, diz Virgínia a relatora da CPI

    A influenciadora Virgínia Fonseca demonstrou revolta após a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) mostrar vídeos divulgados em suas redes sociais sobre casas de apostas. Após a reprodução das imagens na CPI, a influenciadora se revoltou com a escolha das mídias: “Pega vídeo recente, Soraya, você tá pegando vídeo lá de 2022, pô”, disse a influenciadora.

    A influenciadora Virgínia foi chamada a depor na CPI que investiga apostas on-line

    A influenciadora Virgínia foi chamada a depor na CPI que investiga apostas on-lineLula Marques/Agência Brasil

    “Negócio nem tinha as coisas, pega vídeo recente”, completou Virgínia ressaltando que no ano dos vídeos não tinham legislações sobre a regulamentação das casas de apostas. Em seguida, a senadora declara estar tratando a influenciadora com respeito e a mesma se desculpa.

    O presidente da CPI, Dr. Hiran (PP-RR), pede para que a audição permaneça harmônica. “Queria pedir que a senhora Virgínia respeitasse a opinião da nossa relatora, assim como nós respeitamos a sua durante toda a oitiva”, finalizou o presidente.

    Veja o vídeo:

  • INSS notifica aposentados sobre descontos indevidos; veja como acessar

    INSS notifica aposentados sobre descontos indevidos; veja como acessar

    O Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) iniciou, nesta terça-feira (13), a medida de notificar aposentados e pensionistas que tiveram descontos associativos indevidos em suas contas. As notificações são enviadas pelo aplicativo Meu INSS.

    Associações terão 15 dias para se defender; se não comprovarem liberação de desconto, terão de devolver dinheiro ao segurado

    Associações terão 15 dias para se defender; se não comprovarem liberação de desconto, terão de devolver dinheiro ao seguradoCris Faga/Dragonfly Press/Folhapress

    Para acessar, o beneficiário deve ter o aplicativo baixado no celular e criar uma conta, com login e senha. A conta vai estar relacionada com outros serviços do governo por ser da plataforma gov.br. Após entrar na conta, o ícone de um sino no topo direito permite receber notificações do aplicativo.

    Existem duas mensagens no aplicativo, para quem teve descontos e para quem não teve. “Aviso importante para você: foi identificado desconto de entidade associativa no seu benefício. A partir de amanhã (14), você poderá informar se autorizou ou não através do Meu INSS ou ligue 135”, diz a notificação.

    Para quem não teve descontos, a mensagem é: “Fique tranquilo, nenhum desconto foi feito em seu benefício. O governo federal descobriu a fraude dos descontos associativos não autorizados e seguirá trabalhando para proteger você e seu benefício”.

    Escândalo do INSS

    Operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União, em 23 de abril, revelou irregularidades nos descontos associativos de sindicatos e associações. As investigações apontam que, de 2019 a 2024, essas entidades receberam R$ 6,3 bilhões em descontos. As irregularidades apontadas dizem respeito a descontos sem autorização dos beneficiários. Diante do escândalo, caíram o presidente do INSS e o ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

    Na última semana, o INSS anunciou que devolverá R$ 292,7 milhões a aposentados e pensionistas entre os dias 26 de maio e 6 de junho. O montante é referente a mensalidades descontadas em abril por associações e sindicatos, mesmo após o bloqueio determinado pelo órgão. Conforme o instituto, a folha de bloqueio já havia sido processada antes da suspensão.

    O ressarcimento previsto para valores cobrados a partir de março de 2020. O INSS, além de atribuir a devolução automática dos valores, vai notificar os cerca de 9 milhões de beneficiários lesados pelo aplicativo Meu INSS. Após o aposentado ou pensionista afirmar não reconhecer o desconto, o governo dará 15 dias para a entidade apresentar documentos e comprovar que houve autorização do beneficiário nos descontos.

  • Girão e Virgínia batem boca na CPI das bets ao falar de Felipe Luiz

    Girão e Virgínia batem boca na CPI das bets ao falar de Felipe Luiz

    Durante o depoimento da influenciadora Virgínia Fonseca à CPI das Bets, nesta terça-feira (13), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) protagonizou um embate direto com a convocada. Conhecido por sua posição contrária à legalização das apostas, o parlamentar questionou o impacto do setor sobre a saúde mental da população e cobrou posturas mais firmes de comunicadores.

    A tensão aumentou quando Girão citou o treinador do Flamengo, Felipe Luiz, como exemplo de resistência ao sistema. O futebolista havia rejeitado um contrato de divulgação de uma casa de apostas. “Vamos contra essa maré, se todo mundo tá comendo aquilo, a gente vai ter que comer também?”, disse o senador, em crítica à adesão generalizada dos clubes ao patrocínio de casas de apostas.

    Virgínia rebateu.”O salário dele é pago pelo time que é patrocinado”, apontou. Ela também defendeu que o problema é estrutural e a solução deve partir do Senado. “Isso tá em todo lugar, não tem pra onde fugir. […] A solução tem que vir daqui de dentro, aqui de vocês, fazer alguma coisa”, declarou.

    Confira a discussão:

  • BC: Brasileiros têm R$ 9,13 bi em valores esquecidos a receber

    BC: Brasileiros têm R$ 9,13 bi em valores esquecidos a receber

    Mais de R$ 6,94 bilhões foram esquecidos por 42.133.520 pessoas.

    Mais de R$ 6,94 bilhões foram esquecidos por 42.133.520 pessoas.Adriana Toffetti/A7 Press/Folhapress

    O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (13) que ainda restam R$ 9,13 bilhões em recursos mantidos em contas por clientes de instituições financeiras. Desse montante, pouco mais de R$ 6,94 bilhões foram “esquecidos” por 42.133.520 pessoas físicas. De acordo com o BC, o restante, cerca de R$ 2,19 bilhões, foi deixado por 4.300.668 pessoas jurídicas.

    Os dados divulgados se referem ao mês de março. O levantamento aponta ainda que já foram devolvidos R$ 10,020 bilhões. Deste total, R$ 7,39 bilhões pertenciam a 26.999.562 pessoas físicas e R$ 2,62 bilhões a 2.692.387 empresas.

    O Sistema de Valores a Receber é uma plataforma que possibilita a cidadãos e empresas verificarem se possuem recursos esquecidos em bancos e outras instituições supervisionadas pelo BC. Em caso de saldo disponível, é possível solicitar a devolução.

    Não precisa pagar nada para consultar e solicitar os valores. O serviço do BC é 100% gratuito.

    Para consultar se você tem dinheiro esquecido em banco ou em outra instituição financeira basta acessar o site valoresareceber.bcb.gov.br/publico.

    Não precisa fazer login. Basta informar seu CPF e sua data de nascimento ou o CNPJ e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas encerradas.

    Também é possível consultar valores de pessoa falecida, informando o CPF e data de nascimento dela.

    O dinheiro pode ser resgatado de duas formas: a primeira é entrando diretamente em contato com a instituição responsável pelo valor e solicitar o recebimento; a segunda é fazendo a solicitação pelo sistema de valores a receber.

    Para resgatar os valores, há a necessidade da conta Gov.Br níveis prata ou ouro com verificação em duas etapas habilitada. Após esses procedimentos, o usuário poderá selecionar sua chave Pix (não pode ser uma chave aleatória) e solicitar o resgate normalmente.

  • Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, morre aos 89 anos

    Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, morre aos 89 anos

    O ex-presidente do Uruguai José Alberto Mujica Cordano, mais conhecido como Pepe Mujica, faleceu nesta terça-feira (13) em Montevidéu, aos 89 anos, em decorrência de um câncer de esôfago. Um dos mais proeminentes nomes da esquerda na América Latina, o ex-mandatário foi presidente do Uruguai de 2010 a 2015.

    Ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica

    Ex-presidente do Uruguai Pepe MujicaJosé Cruz/Agência Brasil

    O atual presidente do país, Yamandú Orsi, confirmou a morte de Pepe Mujica nas redes sociais. “É com profundo pesar que anunciamos o falecimento do nosso colega Pepe Mujica. Presidente, ativista, líder e líder. Sentiremos muita falta de você, querido velho. Obrigado por tudo o que você nos deu e pelo seu profundo amor pelo seu povo”, escreveu o chefe do Executivo.

    Nascido em 1935, em Montevidéu, Pepe Mujica veio de uma família de agricultores. Durante a juventude nos anos 1960 fez parte do Movimento de Libertação Nacional, guerrilha de esquerda inspirada nos moldes da Revolução Cubana. A atuação no grupo antecedeu o surgimento da ditadura civil-militar no Uruguai, instalada em 1973.

    Os tempos de guerrilha de Mujica renderam seis tiros e duas prisões. A última prisão do ex-presidente do Uruguai durou 13 anos, de 1972 a 1985, sendo tomado como refém pela ditadura militar uruguaia.

    Em 1989 foi eleito deputado federal pela Frente Ampla, pelo mesmo partido também foi eleito senador. Antes de ser eleito presidente do Uruguai, Pepe Mujica foi ministro da Agricultura de 2005 a 2008.

    A chegada ao Executivo se deu nas eleições de 2009, quando recebeu 52,6% dos votos. Com um legado de progressismo, o governo de Pepe Mujica foi responsável pela descriminalização da maconha no país, legalização do aborto e a lei do matrimônio igualitário, que permitiu a casais homossexuais adotarem filhos.

    Além desses avanços sociais no Uruguai, a gestão de Mujica também representou desenvolvimento econômico. A taxa de desemprego, no período, caiu de 13% para 7%, a taxa de pobreza nacional de 40% para 11% e o salário-mínimo foi aumentado em 250%.

  • Virginia publica agradecimento após seu depoimento na CPI das Bets

    Virginia publica agradecimento após seu depoimento na CPI das Bets

    A influenciadora Virgínia Fonseca publicou, nesta terça-feira (13), um agradecimento ao presidente da CPI das Bets, Dr. Hiran (PP-RR), e a relatora, Soraya Thronicke (Podemos-MS). A publicação ocorreu após o fim de seu depoimento na Comissão, por volta das 14h30.

    Nesta terça-feira (13), a influenciadora prestou esclarecimentos acerca de seu envolvimento na divulgação de casas de apostas

    Nesta terça-feira (13), a influenciadora prestou esclarecimentos acerca de seu envolvimento na divulgação de casas de apostasLula Marques/Agência Brasil

    Na imagem, Virgínia aparece ao lado dos senadores sorrindo, com a legenda: “Obrigada pelo respeito e ‘acolhemento’!!”. A influenciadora ainda completou com descrição de compromisso concluído com relação à oitiva e marcou os perfis dos parlamentares.

    Veja a publicação:

    Imagem mostrando parlamentares e influenciadora após depoimento na CPI das casas de apostas

    Imagem mostrando parlamentares e influenciadora após depoimento na CPI das casas de apostasReprodução/Instagram (@virginia)

    Leia mais: Vídeo: Virgínia confunde microfone com Canudo na CPI das Bets